Seguidores

domingo, 15 de maio de 2016

O CANGACEIRO SINHÔ PEREIRA PAIS E SEUS IRMÃOS.

Por José Mendes Pereira
Sinhô Pereira e esposa

Sebastião Pereira da Silva conhecido no mundo do crime por Sinhô Pereira) nasceu em Vila Bela, no Estado de Pernambuco, no dia 20 de janeiro de 1896.

Era filho de Manoel Pereira da Silva e Constância Pereira. Seu pai foi casado duas vezes, sendo a primeira esposa a Úrsula Alves de Barros, e a segunda esposa, a sua mãe, a Constância Pereira. Até o 12°. filho eram seus irmãos apenas por parte de pai, já que eram filhos de Úrsula Alves de Barros.

Tinha os seguintes irmãos:

1º. - Irmão: Francisco Pereira da Silva Neto (Francisco da Ipueira). 2º. - Irmão: José Pereira da Silva Sá, conhecido como Zuza da Canafístula. Tomou Pedro da Luz, da fazenda Barrinha, na Serra do Umã, como padrinho de um de seus filhos. Em homenagem ao padrinho, seu filho passou a se assinar com o seu nome, vindo daí os Pereiras da Luz. 3º. - Irmão: Praxedes Pereira da Silva proprietário da Fazenda Tabuleiro. 4º. - Irmão: Ezequiel Pereira da Silva. 5º. Irmão: Luiz Pereira da Silva e Sá dono da fazenda Casa Velha. 6º. – Irmã: Águeda Pereira da Silva. 7°. – Irmã: Luzia Pereira da Silva. 8°. – Irmã: Tereza Pereira da Silva. 9°. – Irmã: Maria Emília Valões (Dona). 10º. – Irmã: Ana Benigna das Virgens. 11°. – Irmã: Constância Pereira da Silva (Solteira). 12º. – Irmã: Benvenuta Pereira Nogueira. Até ao 12º. filho tinham como pai e mãe Manoel Pereira da Silva e Úrsula Alves de Barros.

Os filhos de Manoel Pereira da Silva com Constância Pereira, isto é, irmãos por parte de pai e mãe do Sinhô Pereira eram: 

13°. – Irmão: Manoel Pereira da Silva Filho, (Né Pereira ou Né Dadu). Segundo o site, após o assassinato do tio, Padre Pereira, ele tomou pra si o intuito de realizar as vinganças contra a família Carvalho. Nisso, formou um bando de cangaceiros que ocasionalmente atacavam as fazendas Umburana, Piranhas e Várzea do Ú. Por ser protegido pelo seu padrinho, coronel Antônio Pereira, Né Pereira sofreu dura perseguição da polícia pernambucana que mandou para a região diversos oficias para apaziguar a famosa questão nordestina. Em 16 de outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, em Serra Talhada (PE), Né Pereira foi assassinado a traição enquanto dormia por um de seus cabras, de nome Zé Grande (Palmeira). Movido por vingança, seu irmão mais novo, Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira), acompanhado do primo Luiz Padre, formaram um bando de cangaceiros que durante 5 anos (1917/1922) reinaram no cangaço nordestino até que foram embora do Nordeste. (Fonte: Vila Bela, os Pereiras e Outras Histórias, pag. 307, Luis Wilson). 14º. – Irmão: João Pereira da Silva. 15º. Irmão: José Pereira da Silva (Zé Menino). 16°. – Irmão: Joaquim Aureliano Pereira da Silva (Quincas). Foi para Minas Gerais morar com o irmão Sinhô Pereira, adotou o sobrenome Araújo e fez parte da família Maranhão. Logo que chegou em Minas, separou-se da esposa, ficando ela em Patos e ele em Lagoa Grande com o irmão Sinhô Pereira. 17°. – Irmão: Aureliano Pereira da Silva. 18°. – Antonio Pereira da Silva Barros (Antonio da Passagem do Meio). Estes acima foram os irmãos de Sebastião Pereira da Silva o Sinhô Pereira.

Sinhô Pereira entrou para o cangaço, com a aquiescência da família, no ano de 1916, após a morte do irmão NÉ DADU. Formou bando para executar vindita contra alguns membros da família Carvalho. Foi um dos maiores expoentes na história do cangaço. Abandonou a luta no ano de 1922, indo para Goiás, deixando o bando na chefia de Lampião. (Por Jorge Remígio).

Em entrevista dada a Luiz Conrado de Lorena e Sá, em 1971, respondendo à pergunta "Por que Virgulino Ferreira da Silva ganhou o apelido de Lampião?", Sinhô Pereira respondeu: 

"Num combate, à noite, na fazenda Quixaba, o nosso companheiro Dé Araújo comentou que a boca do rifle de Virgulino mais parecia um lampião. Eu reclamei, dizendo que munição era adquirida a duras penas. Desse episódio resultou o Lampião que aterrorizou o Nordeste.".

Dé Araújo era tio e padrinho de José Firmo de Araújo, pai de Magno José de Sá Araújo. Seu nome completo era Manoel Cavalcanti de Araújo (ou Rodrigo de Souza Nogueira, nome que adotou ao sair do cangaço), pessoa de número #1514 deste site.

Sinhô Pereira faleceu em 21 de agosto de 1979, em Lagoa Grande Minas Gerais.

Fonte de pesquisa:

Não tenho plena certeza, mas me parece que o Lorena era primo de segundo grau do Sinhô Pereira.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ÚLTIMA FOTOGRAFIA DA CANGACEIRA DADÁ NA BAHIA.


ÚLTIMA FOTOGRAFIA DA CANGACEIRA DADÁ NA BAHIA. FOI NA CIDADE DE RIACHÃO DO JACUIPE BAHIA EM 1990. ENTRE DADÁ O JORNALISTA EVANDRO MATTOS E O PESQUISADO NELCY LIMA DA CRUZ.

Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá (Belém de São Francisco, 25 de abril de 1915 — Salvador, fevereiro de 1994), foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião.


Nasceu em Belém de São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para a Bahia onde, aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima.

Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. Consta que seu defloramento lhe provocara tanta hemorragia que por pouco não faleceu.

A relação, que começara instintiva, transforma-se com o tempo. A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornou a companheira de Corisco, com quem, ainda no meio das lutas veio a se casar.

Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.

O bando de Lampíão dividia-se, como forma de defesa, em partes menores, a mais importante delas era justamente a chefiada por Corisco. A esposa tinha uma pistola, que ele dera, para sua defesa pessoal, e também lhe ensinou a ler, escrever e contar.

Num dos ataques feitos pelas volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.

Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dada também era chamada "Suçuarana do Cangaço".

Fonte: facebook
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=871339242970002&set=a.420488464721751.1073741899.100002818033461&type=3&theater

http://blogdoendesemendes.blogspot.com 

sábado, 14 de maio de 2016

O MAIS NOVO LIVRO SOBRE JARARACA

Por Marcílio Lima Falcão

Sinopse - Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Jararaca: Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró historiciza a construção das memórias sobre a santificação do cangaceiro Jararaca, morto na noite de 19 de junho de 1927, no cemitério São Sebastião, em Mossoró, pela força policial que o escoltava para Natal, capital do Rio Grande do Norte. A interpretação é realizada por meio da análise da documentação dos jornais O Mossoroense, O Nordeste e O Correio do Povo, da análise de obras com narrativas a respeito da morte de Jararaca, da importância dos lugares de memória como espaços de conflito e das falas dos devotos que visitavam o túmulo de Jararaca no dia de finados. Procura-se compreender as formas de circulação, apreensão e ressignificação das memórias sobre a santificação de Jararaca.

Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Autor: Marcílio Lima Falcão
Adquira logo este através deste e-mail:limafalcao34@gmail.com
Valor: R$ 
35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 
3966-7
CC – 
5929-3
Marcílio Lima Falcão

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela
Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP).
Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

GRANDE DOCUMENTÁRIO, EM VÍDEO, SOBRE A GUERRA DAS FAMÍLIAS NO SERTÃO DO PAJEÚ.

https://www.youtube.com/watch?v=NyeabnBDdWU&feature=youtu.be

Essa briga entre famílias, gerou diversas mortes ao longo dos anos e o surgimento de famosos cangaceiros como Sinhô Pereira e Lampião.

O cangaceiro Sinhô Pereira

Há dias atrás, postamos esse documentário, realizado pela Rede Globo de Televisão, em seu programa de documentário "Globo Repórter".

O rei do cangaço Lampião

Alguns amigos e amigas, não conseguiram ver. Pediram-me que o posta-se novamente.

Então, a pedido dos meus amigos(as), vejam o documentário. Ótimo para aqueles que não viram, e para aqueles que já o assistiram, boa oportunidade para rever e travar debates com os amigos em mesas de barzinhos, na área de sua casa e alpendres de casa de fazendas.


Nesse rico documento, teremos o prazer e a honra de ver, ouvir o 1º inimigo de Lampião, Zé Saturnino. Ouviremos, também os ilustres senhores João Jurubeba, Davi Jurubeba e outros, que combateram o banditismo, na época.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: OFÍCIO DAS ESPINGARDAS
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?fref=ts

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A EXECUÇÃO DE CHICO PEREIRA


Certa feita, um grande pesquisar, para mim, um dos mais sérios, na atualidade, Rubens Antonio, falou-me que em temas históricos, temos que ‘espremer’, sempre, para se arrancar mais alguma coisa. E, ele mesmo nos dá um exemplo quando descobre uma imagem do sargento Deluz, coisa que até aquele momento não se tinha.

Vimos, nessa matéria, comentar e tentar mostrar a morte, ou melhor, o assassinato do cangaceiro Chico Pereira, que tinha seu nome de registro Francisco Pereira Dantas.

Francisco Pereira Dantas o cangaceiro Chico Pereira

Chico parte para vingar o assassinato de um familiar próximo. Com isso, com essa intenção, sabedor do poder de seus inimigos, resolve solicitar a ajuda do bando do “Rei dos Cangaceiros”.

Coronel José Pereira de Lima

O chefe mor estando convalescendo em uma fazenda, reduto do coronel Zé Pereira, de Princesa Isabel, PB, envia seu bando. Lá chegando, na cidade de Souza, fazem barbaridades ao extremo e, a partir daí, começa uma árdua perseguição ao “Rei” e seu bando, por parte do chefe político de Princesa.

O cangaceiro "Chico Pereira" em trajes de guerra - Foto colorizada pelo professor rubens antonio

Pois bem, o cangaceiro Chico Pereira, segundo relato de autores renomados, ‘devia’ a honra de umas oitenta moças nas quebradas do sertão. Isso era muito sério. Normalmente, a honra se ‘lavava com sangue’ naquelas quebradas. Acreditamos que o que aconteceu em terras potiguares com o famoso cangaceiro, tenha sido, exatamente, devido a sedução de uma sobrinha do governador do Estado, naquela época, o qual, julga e determina sua sentença de morte.

Tenente Manuel Arruda de Assis

Chico é preso pelo renomado tenente Manuel Arruda de Assis, na cidade de Cajazeiras, PB. Removido, posteriormente, para a Cadeia Pública da cidade de Pombal, PB.

Então, sua transferência é solicitada para uma cidade no vizinho Estado potiguar, nunca ficando claramente esclarecido tal pedido e aceito essa transferência. Sabemos, hoje, que isso já fazia parte do plano de eliminar o cangaceiro, pois não havia, e não há, provas dele ter agido naquela e/ou na ribeira de Currais Novos.

Estando preso na Capital daquele Estado, Rio Grande do Norte, é solicitado por autoridades que seja removido para currais novos onde deveria responder crimes, ou crime, naquela localidade.

JOAQUIM DE MOURA, Oficial da Força Pública do RN, matador de CHICO PEREIRA

No dia 28 de Outubro de 1928, a escolta o recambia, algemado para o Acari, comandada pelo Tenente Joaquim de Moura. Fizeram parte da sua escolta os militares: o tenente Joaquim Moura, o sargento Genésio Cabral de Lima, cabo Feliciano Tertuliano da Silva e, são citados no processo que investigou o ato covarde de assassinato, dois cidadãos do local onde se deu a façanha, Manoel Severino Dantas e Cícero Dias da Silva, acompanhados ainda, pelo sargento Pedro Ceciliano Lustosa, que comandava a Força Policial de Currais Novos.

Presidente Café Filho

Chico tinha como advogado, o famoso João Café Filho, mais tarde torna-se presidente do País, que, informado do que aconteceria com seu cliente nas estrada, resolve ficar na Capital do Estado, o deixando entregue aos ‘lobos’. O advogado é alertado assim: “Se a polícia vai mesmo matar Chico Pereira, pelo caminho, não vai deixar testemunhas sem farda. Na certa você morrerá também”.( José Romero Araújo Cardoso).

Capela, indica o local do assassinato de Chico Pereira

Na altura do quilômetro 177 da, hoje, rodovia BR 226, dá-se o acontecimento do assassinato do prisioneiro. “(...), estanca (o caminhão) a poucos quilômetros da entrada de Currais Novos, numa parte da estrada de terreno elevado, tirando-o da carroceria e o golpeando a coices de fuzil. Já no chão, ferido de morte, o Tenente Moura ordena ao sargento Genésio para precipitar o carro sobre o corpo de Chico Pereira, numa altura de alguns metros, o que fez com que o corpo fosse esmagado em algumas partes (cabeça e abdômen)(...)”.( Volney Liberato).

Escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

Segundo José Romero, o advogado do cangaceiro Chico Pereira, Café Filho, no dia seguinte ao ‘desastre’ onde morre seu cliente, “(...) lá pelas 10 horas da manhã, recebe telegrama narrando-lhe o “desastre” e a morte “acidental” do seu constituído.(...)”.

Juvenal Lamartine - governador, na época, do Rio Grande do Norte

Mais uma ‘manobra’ de assassinato, essa a mando do governador, na época, do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, em represália, ou mesmo vingança, por Chico ter seduzido uma de suas sobrinhas em Serra Negra do Norte... nas quebradas do Sertão.

Cópia, parte do processo contra os militares e civis que participaram do assassinato de Chico Pereira

Fonte "Guerreiros do Sol" - Frederico Pernambucano
José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor adjunto do departamento de geografia da UERN.
Volney Liberato é filho de Currais Novos, Seridó - RN. Bacharel em Administração pós-graduado pela UFRN; repórter pela Oficina de Jornalismo "Genival Rabelo"; pesquisador do cangaço, história regional e cultura popular.
Fotos pescadas no ‘açude’ de Jerdivan Nóbrega Araújo
cangaçonabahia.com
cariricangaco.blogspot.com
PS// A foto do cangaceiro Chico Pereira foi colorizada pelo ProfessorRubens Antonio
Parte do processo contra os oficiais da PM-RN foi compartilhada pelo amigo Cap Cangaceiro


Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/ 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com




COM MEU IRMÃO ZEZÉ, NOS CAMPOS DE NOSSA DESCENDÊNCIA

Por João de Sousa Lima

 Uma visita com meu irmão Zezé nos campos onde viveram nossos antecedentes.  Na Maniçoba e Serrinha, Distrito de Itapetim, Pernambuco, resistem as casas dos nossos antepassados, a família Piancó, que foram as pessoas que fundaram Itapetim.















 www.joaodesousalima.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Livro "Lampião a Raposa das Caatingas"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim

Adquira logo o seu através do e-mail acima:

 

Não deixe de adquirir esta obra. Confira abaixo como adquiri-la.

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes.

Valor: R$ 40,00 Reais
E-mail para contato:

luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RELAÇÃO DE LIVROS À VENDA (PROFESSOR PEREIRA - CAJAZEIRAS/PB).


O MAIOR ACERVO DE LIVROS À VENDA SOBRE OS TEMAS NORDESTE E CANGAÇO. GARANTIA DE QUALIDADE E ENTREGA DO MATERIAL.

Clique no link abaixo:

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br/2016/04/relacao-de-livros-venda-professor.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

HISTÓRIAS ANTIGAS

Por Rangel Alves da Costa*

Ainda meninote, assim que amanheceu entrei num dos quartos de casa e aí encontrei, sentada numa cama, uma mocinha cabisbaixa e um tanto envergonhada. Não a conhecia, nunca a tinha avistado nem como visita nem como amiga da família. Então resolvi perguntar a Dona Peta, minha mãe, de quem se tratava.

“É uma moça que Dero roubou e trouxe para esconder aqui, até que seu pai converse com a família dela e resolva a situação”. Era realmente costume que os rapazes roubassem as moças quando os pais delas não aceitavam de bom gosto o namoro ou não aprovavam de jeito nenhum o romance matuto.

Ante o problema surgido, com pretensões de casório, então o rapaz planejava retirá-la de casa às escondidas, na calada da noite. Dizia-se, assim, que ia roubar a escolhida do coração. Para evitar qualquer desconfiança e o plano fosse por água abaixo, a mocinha juntava somente umas poucas roupas numa bolsinha e fingia que ia dormir. Em hora acertada, ela saia pé ante pé, cuidadosa como uma pluma, e se dirigia até a porta dos fundos. Num canto ou no outro lado carca, o cabra estava aflito esperando.

Assim aconteceu diversas vezes. Roubava-se a moça e amanhecia à porta de um líder político ou pessoa de renome, contando a situação e pedindo guarida até que a fornalha dos embrutecimentos se transformasse em cinzas. Pedia guarida ao político, principalmente prefeito, por duas razões principais. O pai da mocinha ia pensar duas vezes em invadir a casa e retirar à força a filha. E também porque a liderança possuía poder de influência para resolver a situação da maneira menos conflituosa possível.


Mas não foram poucas as vezes que a mocinha, por conta própria, resolveu deixar o apaixonado chupando dedo e voltar para casa. E não havia que se falar em desonra, pois àquela época só se chegava ao bem-bom depois de juntado os panos ou colocado aliança no dedo. Assim, virgem a mocinha havia sido roubada e virginal retornava ao lar familiar, e sempre sabendo que não estava livre de tomar uma boa surra para deixar de ser desavergonhada.

“Ora quem já se viu uma moça de famia fugino de casa no meio da noite e com um cabra que num vale um tostão furado”, dizia o pai, antes de pegar a taca de couro e dar umas boas relepadas na filha. E ela, na firmeza sertaneja, apenas sentia o corpo ser lanhado, porém sem dar o gosto de um ai ou uma lágrima sequer. Depois a mãe acorria para chorar todas as dores que a filha havia se negado a chorar. Sempre assim com as mães.

Casar desvirginada era coisa raríssima naqueles tempos. Ao menos para as moças que viviam sob as rédeas familiares, e que eram muitas. Namorar só se fosse na casa dos pais, em duas cadeiras de mesa, um tanto separadas, com os dois sentadinhos comportadamente. Nada de beijo, de abraço, de passar a mão pela perna. Impossível qualquer proximidade maior, pois a mãe sempre sentada, costurando ou fazendo renda, bem defronte aos dois. Por isso que quando se noticiava uma “gravidez de moça virgem” o mundo parecia que ia acabar. Era falatório pra mais de ano.

Certamente que havia aquelas mais desavergonhadas que namoravam nos escondidos, por detrás dos muros, nas beiradas do riachinho, até mesmo por dentro do mato ou nas proximidades do cemitério. Mas a vigilância dos pais produziu consequências hoje impossíveis de acontecer. Num tempo de honra, de respeito, o rapaz viajava em busca de dias melhores no sul do país e deixava sua namorada ou noiva esperando. Passava um, dois anos, e ela virtuosamente o aguardando como uma Penélope a seu Aquiles.

Hoje os tempos são outros, muito diferentes, desavergonhados, pecaminosos e adulterinos. Muitos não namoram mais, apenas “ficam” ou se se conhecem por dentro, outros se banqueteiam das promiscuidades e devassidões. Traição de casais nem se fala, pois mais parecendo modismo. E o que resta mesmo é recordar de um tempo onde a moça se vestia de luto eterno quando o compromissado se despedia da vida sem tê-la levado ao altar.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TESTEMUNHA DE LAMPIÃO EM AURORA.

Por José Cícero

Com o saudoso e nonagenário Sr. Joaquim Branco(foto) - uma das últimas pessoas que avistou Lampião em Aurora no ano de 1927 em passagem com seu bando pelo riacho das Antas. 

Um mês após esta entrevista Seu Joaquim faleceu aqui em Aurora - CE. Seu depoimento é uma relíquia que conservamos para à posteridade, bem como para os anais da história lampiônica no Cariri cearense e alhures. Depoimentos inéditos que também integrarão o meu novo livro: 'Lampião em Aurora: antes e depois de Mossoró'. 


Fonte: facebook
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NOVO LIVRO DO ESCRITOR SABINO BASSETTI - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.
Não perca tempo e não deixe para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com