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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

CARIRI CANGAÇO PRESTA HOMENAGEM A PORTUGAL E À REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Por Manoel Severo
Djalma Pinto, Dra Neuma, Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo

A Noite desta última segunda-feira, dia 04 de Dezembro,  marcou mais um importante momento na construção do grande e ousado empreendimento que será o Cariri Cangaço Lisboa, a travessia de nosso projeto além mar, chegando a Península Ibérica, mas precisamente em Portugal. O casal, Dr Djalma Pinto e Dra Neuma receberam em sua residencia em Fortaleza, o Professor Jorge de Sá da ULISBOA  e Doutor Carlos Beato da Associação 25 de Abril, da capital portuguesa.

 Djalma Pinto, anfitrião do jantar recepção
 Manoel Severo e Djalma Pinto
O jantar de recepção às destacadas personalidades do país irmão reuniu vários convidados e marcou a entrega do Diploma de Amigo do Cariri Cangaço ao Doutor Carlos Vicente de Morais Beato, militar destacado; combatente da Revolução dos Cravos; ex-prefeito da cidade portuguesa de Grândola, ex-deputado federal e vogal do Conselho das Ordens Nacionais. 

Na programação do jantar o curador do Cariri Cangaço fez uma apresentação da temática; origem, desenvolvimento e repercussões do cangaço até os dias atuais como também apresentou os principais números do Cariri Cangaço, além do Projeto Ousado de "Além Mar" que deverá se consolidar entre os anos de 2018 e 2019.

 Manoel Severo e a homenagem a Carlos Beato 
Carlos Beato recebe o Título de "Amigo do Cariri Cangaço" das mãos de Djalma Pinto, Dra Neuma, Professor Jorge de Sá e Manoel Severo.

"Foi uma honra em nome do Cariri Cangaço prestar a homenagem na noite de hoje a uma personalidade da estatura moral e história como o doutor Carlos Beato, com toda sua espetacular trajetória de vida. Hoje testemunhamos um pouco do sentimento daqueles homens que ainda na década de 70, mas precisamente em abril de 1974 se levantaram para restituir a paz social e a liberdade do povo português" revela Manoel Severo.

Para o advogado Djalma Pinto, anfitrião e promotor do jantar:"Realmente uma noite ímpar, todos somos privilegiados em receber em nosso solo os excelentíssimos doutores, Jorge de Sá e Carlos Beato e a homenagem do Cariri Cangaço através de nosso amigo Manoel Severo retrata todo nosso respeito e admiração". Já o empresário cearense Marciano Girão pontua:"A noite de hoje começa a consolidar por todas as conversas que tivemos com nossos convidados de Portugal, a presença certa do Cariri Cangaço em terra portuguesas". 

Carlos Beato e Revolução dos Cravos...

"Era 24 de abril de 1974 e Portugal definhava sob uma ditadura que durava mais de 50 anos. Naquela manhã, no quartel da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, 70 quilômetros ao norte de Lisboa, o capitão José Salgueiro Maia encontrou o tenente-substituto Carlos Beato (então com 27 anos) e disse a ele, em segredo: — Rapaz Beato, é esta noite.

O que aconteceria naquela noite foi um levante organizado por um grupo de capitães e jovens oficiais portugueses com o objetivo de derrubar a ditadura de Marcelo Caetano, instaurar a democracia em Portugal e acabar com uma guerra colonial em Angola e Moçambique completamente impossível de vencer do ponto de vista militar. “E eu, claro, quando ouvi o capitão Maia me dizendo que tudo ia acontecer e que seria naquele dia, senti um calafrio que me congelou. Você pode imaginar: uma coisa é conspirar e outra diferente é saber que tudo vai começar em horas”, diz Beato, de 67 anos.

 Carlos Beato e as lembranças fortes do 25 de Abril de 1974

Há uma foto famosa, reproduzida em inúmeros textos, brochuras e cartazes e que se tornou um ícone histórico, que mostra o capitão Salgueiro Maia, considerado o herói da Revolução dos Cravos, falecido em 1992, com o fuzil de assalto em suas costas, olhando para frente. Ao lado há um soldado com capacete e bigode, com a gola abotoada até em cima olhando para o seu mestre com uma aparência assustada(foto acima).“Claro que eu estava um pouco assustado. Foram os momentos decisivos: quando estávamos esperando que Marcelo Caetano se rendesse, por volta das quatro da tarde do dia 25 de abril. Um helicóptero de artilharia voava sobre nós e a qualquer momento podia disparar fogo e armá-la. O ditador estava trancado na sede do quartel general da polícia do Largo do Carmo, protegido por soldados leais, e, do lado de fora, o povo, junto com a gente, que queria entrar e fazer justiça com as próprias mãos”, acrescenta. Beato, vestido de terno e gravata, afável, simpático, sorri hoje ao lembrar a quinta-feira nublada que parecia não acabar, mas que mudou a vida inteira de Portugal com uma revolução sem derramamento de sangue. Tudo havia começado à meia-noite: no gabinete do quartel de Santarém de Maia, os oficiais envolvidos no golpe estavam esperando o sinal: naquela hora deveria tocar na Rádio Renascença a música Grândola, Vila Morena, de José Afonso. A transmissão, em uma época sem telefones celulares, significava que o plano prosseguiria em todos os quartéis do país. Não tocar a música significava que algo tinha dado errado. Beato, emocionado, nervoso, se levanta para continuar contando a história 40 anos depois: “E lá estávamos, esperando que a música tocasse, com os mapas de Lisboa na mesa do capitão. Chegou a meia-noite e nada. E a meia-noite e dez, e nada. Eu já estava enrolando os mapas, porque parecia que não tocaria quando, logo depois de meia-noite e quinze, começamos a ouvir a canção. E naquele momento pensei: não tem mais volta”.

UMA REVOLUÇÃO EM 24 HORAS


  • Em 24 de abril de 1974, um grupo de militares, o Movimento das Forças Armadas (MFA), liderado por Otelo Saraiva de Carvalho, instala em segredo um posto de comando no quartel da Pontinha, em Lisboa. Às 22h55 é transmitida a canção E depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, na rádio Emissores Associados de Lisboa.
  • O segundo sinal combinado para começar a revolução, Grândola, Vila Morena, de José Afonso, uma canção proibida pelo regime, é transmitida pela Rádio Renascença à 0h25 do dia 25 de abril. A partir da uma hora da madrugada, os quartéis das principais cidades do país (Porto, Santarém, Braga, Faro) se juntam ao MFA, fecham o espaço aéreo e tomam portos e aeroportos. Ao amanhecer, o Governo perdeu o controle de quase todo o país.
  • O primeiro-ministro Marcelo Caetano se rende aos rebeldes às 17h45. Apesar disso, a polícia política PIDE mata a tiros quatro manifestantes civis às 20h00.
  • À 1h00 do dia 26 de abril, a televisão e rádio públicos apresentam as autoridades do MFA.
Djalma Pinto, Dra Neuma, Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo
 Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo
"Não tenho outra palavra para definir meu sentimento na noite de hoje a não ser meu muito obrigado, obrigado, obrigado, sei não ser merecedor dessa honraria, mas me encontro inteiramente honrado e feliz" revela um emocionado Carlos Beato. 
 Cariri Cangaço na festa de recepção à comitiva de Portugal
 Jorge de Sá, Manoel Severo, Carlos Beato e Marciano Girão
 Amaro Pena
 Dr. Adriano e Manoel Severo
Ingrid Rebouças e Amaro Pena

O jantar recepção ao grupo português na residência do casal Djalma Pinto e Neuma, marcou o fortalecimento dos laços entre o Cariri Cangaço e os convidados especiais; tanto o professor doutor Jorge de Sá, da ULisboa e o doutor Carlos Beato da Associação 25 de Abril, oportunidade que cumpriu mais uma importante agenda na direção da realização do Cariri Cangaço Lisboa. "Saímos dessa noite com a certeza de que estamos mais próximos de nossa ousada empreitada. Vamos formatar o Projeto como um todo e estamos vendo já a possibilidade de uma viagem de trabalho a Portugal para apresenta-lo junto a ULisboa e a Associação 25 de Abril, como sempre digo: Não paramos nunca !!!" Completa Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço .   

Recepção a Carlos Beato e Jorge de Sá
Residencia Djalma Pinto, Fortaleza
04 de dezembro de 2017

https://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/12/cariri-cangaco-presta-homenagem.html

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EM DIA COM A ACADEMIANº81 DE 07/12//2017


AGENDA DO DIA 14 DE DEZEMBRO

ELEIÇÕES NA A ANRL (de 17 às 18h)

Eleição cadeira 12- Cadeira de Paulo Balá
Eleição Diretoria da ANRL  ( Biênio 2018-2020)
Chapa “CONSOLIDANDO”-de Diogenes da Cunha Lima
Apreciação da prestação de contas da ANRL do exercício de 2016

Chá das Cinco
CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA
Comemoração dos  aniversariantes do ano.
Sugestão: Cada  acadêmico (leva petisco e bebida ou contribui com uma  cota).

Lançamento do livro

“As Artes na Civilização da Seca”

Do Acadêmico Benedito Vasconcelos Mendes
APRESENTADOR DO LIVRO: Acadêmico Manoel Onofre Júnior
  
Acadêmica  Leide Câmara
Secretária Geral
e-mail: academianrl@gmail.com
e-mail: leide.camara@live.com
Fone  9.9982-2438

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE POMBAL COMPLETA 85 ANOS

Por Marcelino Neto

A Estação Ferroviária de Pombal, marco da instalação da estrada de ferro no Sertão, completou neste mês de dezembro 85 anos de fundação.

O empreendimento foi inaugurado em 1932 pela Rede de Viação Cearense, como ponta de linha do primeiro prolongamento do ramal da Paraíba.


Diante do exposto possibilitou uma nova etapa na história econômica do município.  

Considerado hoje um dos principais patrimônios arquitetônicos da cidade o prédio é tido como uma referência pela população.

Sendo hoje como uma das mais bem zeladas do Nordeste pode ser usufruída pela comunidade como ponto de visitação turística.

Nos últimos anos a Estação Ferroviária tem recebido uma atenção maior como política de prevenção do patrimônio histórico e cultural do município, na qual está inserida.

Embora os trens não cruzem mais pela cidade a velha estação continua como o verdadeiro testemunho de um tempo que permanece vivo na memória de grande parte da população.

Marcelino Neto


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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DO MEMORIAL DA RESISTÊNCIA DE MOSSORÓ



Fotos feitas pelo mecânico de Macau Gilberto Matias no dia 03 de dezembro de 2017, quando eu acompanhado do fotógrafo e meu irmão Antonio Mendes Pereira visitamos o Memorial.

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MUSEU DO SERTÃO DE MOSSORÓ

Benedito Vasconcelos Mendes




Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O MUSEU THÉO BRANDÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de dezembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.796

       Hoje vamos abrir espaço sobre o Museu Théo Brandão, situado na Avenida da Paz, em Maceió. O seu nome é uma homenagem ao grande folclorista do município de Viçosa, Zona da Mata de Alagoas.

MUSEU THÉO BRANDÃO. FOTO: (AGÊNCIA ALAGOAS).

“O prédio do Museu Théo Brandão não foi construído para ser uma instituição museológica, mas para servir de residência, em época em que a Avenida da Paz era preferida pelas tradicionais famílias alagoanas. Entre o Centro e Jaraguá, sua localização facilitava o acesso ao comércio atacadista e varejista, sendo ponto preferido pelos comerciantes para fixarem residência, até o início do século passado.
O primeiro proprietário, Eduardo Ferreira Santos, construiu o imóvel na década de 1930 e, em seguida, o vendeu a Artur Machado, que logo cuidou de reformá-lo. Sua arquitetura eclética teve a decoração acrescida de novos elementos por dois esmerados artesãos portugueses. Provavelmente, foi dessa época o acréscimo das varandas encimadas por cúpula de inspiração mourisca que deram uma nova e sofisticada feição ao prédio. Logo a residência passou a ser conhecida por Palacete dos Machado.
Depois de outras ocupações, o imóvel foi adquirido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para servir de residência universitária feminina e, em seguida, sede do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, reunindo expressivo acervo da cultura popular nordestina.
A mais recente restauração, concluída em 2001, recuperou parte da decoração da fachada, da pintura original da entrada e as grades que contornavam o pátio, perdidas em reformas anteriores, foram recompostas, fazendo alusão à tipologia do museu, com desenho de motivos folclóricos concebidos pelo artista plástico Getúlio Mota.
Como a edificação, em suas diversas ocupações, perdera algumas divisórias e características ornamentais no interior, a montagem do circuito privilegiou principalmente as peças em exposição, com uma instalação atraente, rica em cores, fotografias e informações”.
·         Alagoas Memorável – Patrimônio Arquitetônico.


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ALUADO: UMA HISTÓRIA TRISTE

Por Rangel Alves da Costa

Que lua imensa na sua cabeça. Que lua tão grande no seu juízo. Que lua tão majestosa na sua mente. Que lua tão exagerada em seu pensamento. Que lua descomunal em suas ações e atitudes. Que lua tão aluada em todo o ser.
Aluado? Doido? Adoidado? Lunático? Um excêntrico divagante? Alguém que sobre a pedra grande para falar com a noite, com as estrelas e a lua? Alguém que sai de si para ser outro além de si, sempre influenciado pela luz da imensa lua?
Um aluado, apenas. E o que isto seja. Numa concepção mais romântica, aluado seria aquele apaixonado pela lua, aquele desejoso de lua, aquele que despertando em maior intensidade pela forma, tamanho e claridade da lua.
Ou um lunático, apenas. Mas não um lunático numa acepção de loucura, de ensandecimento, de insanidade ou alienação. Mas sim de pessoa que tem na lua sua força matriz, que por ela se guia, que por ela sente amor, amizade, verdadeira paixão.
Mas por que, de repente, dependendo do tamanho, da forma e da luz da lua, ele tanto se transforma? Por que seu comportamento, que já é normalmente exasperado, intranquilo, afoito demais, transmuda-se ainda mais depois que a noite cai e a lua desce com seu resplendor?
Mas que tanta estranheza! No alto da pedra onde costuma ficar, de vez em quando se levanta e abre os braços e grita, e chama a lua, e diz que vai voar até lá. Joga pedras dizendo que são flores, lança gravetos dizendo que são beijos, arremessa tudo o que encontrar pelos arredores.
Perante a lua, principalmente quando é lua está cheia, gorda, brilhosa demais, seus olhos chamejam igual um lençol d’água derramado de sol. E não é um brilho normal, certamente não é. E quem olhar atentamente, bem ao fundo daqueles ovalados brilhosos, haverá de encontrar ali a própria lua. Cheia, inteira, na sua grandeza maior.
Feito um lobo uivando no alto da estepe, nas alturas da noite sua voz entoa uma triste canção: “Minha amada venha me levar da rua, pois não sou do mundo, sou apenas da lua. Minha amada desça com seu clarão sobre mim e me beije tanto que seja o meu fim, e feliz morrerei pela lua que amei...”.
Juntou penas de passarinhos, de galinha, de peru, de meio mundo de bicho de pena, e a tudo entrelaçou para fazer um par de asas. Triste Ícaro com suas asas de cera em busca de seu sonho sob o sol. E na noite abriu os braços, lançou-se aos espaços e mergulhou em lágrimas. O seu céu se fez pelo chão.
Levado ao chão, desacordado pelo impacto da queda, ainda assim sonhou que a lua desceu, alisou seus cabelos, acariciou sua face, beijou o seu rosto e prometeu que um dia o levaria para viver no coração de sua luz. Despertou sobressaltado, todo contente, mas se fez em novo pranto ao abrir os olhos: noite negra, escura, negrume total, sem lua alguma...
Dessa feita não retornou à sua casa, ao seu quarto de dormir. Subiu novamente na pedra e aí permaneceu, entre soluços e lágrimas, esperando o retorno da lua. Mas a lua não veio, nessa noite a lua não retornou. Em seu lugar as nuvens prenhes de água derramaram enxurradas tão fortes que ele só faltou deslizar pela pedra.
Na noite seguinte, quando a lua entrou pela fresta da janela de seu quarto, o encontrou tão febril que o corpo chegava a tremular. Teve pena de seu apaixonado, entristeceu só de ver e sentir aquela angustiante situação. E tudo por que na noite passada aquelas nuvens de chuva a impediram de brilhar e fazer a festa daquele olhar.
Então a lua inteira entrou pela janela e se aproximou da cama onde ele, murmurando palas sem nexo pela doença, dizia que tudo estava escuro demais e que não via sua amada. Então a lua, chorosa e aflita demais pelo que tinha de fazer, apenas fechou os seus olhos e o levou consigo.

Escritor
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GRANIZO, PREJUÍZO E FESTA

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de dezembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.795

           Como o granizo voltou à moda no Brasil, ultimamente, vamos ver um pouco sobre ele. Sua definição tem algumas variedades, mas tudo dentro do mesmo fenômeno atmosférico. Vejamos uma das dezenas de definições. Granizo é a forma de precipitação que consiste na queda de pedaços de gelo. Conforme o lugar se diz: chuva de pedra, granizo, chuva de gelo. Esses glóbulos de água congelada podem medir entre 5 e 200 milímetros. Existe certa diferença oficial sobre tamanho e denominação, mas não vamos cansar o leitor com as inúmeras minúcias dos institutos meteorológicos. Normalmente o granizo se origina de nuvens denominadas convectivas (que se formam verticalmente) como cumulo/nimbus.

GRANIZO. Foto: (G1).

Granizo pode causar danos, principalmente para automóveis, aeronaves, telhados e até mesmo em quengo de gente. Nos sertões do Nordeste esse fenômeno chamado chuva de pedras, não é tão raro assim. De vez em quando nos deparamos com ele, principalmente, em tempos de trovoadas, novembro, dezembro e janeiro. Então, podemos dizer que já estamos no período dessas ocorrências. Durante as famigeradas trovoadas sertanejas, o tempo se fecha com nuvens muito escuras, causa alegria às pessoas, mas também muita apreensão. As chuvas são rápidas, mas ligeiras e encorpadas seguidas de relâmpagos pavorosos e trovões terrificantes. Aqui acolá o também chamado “toró”, pode trazer as não descartáveis pedras de gelo. Mesmo assim nunca tivemos notícias de estragos feitos pelo granizo, em nossa região e que sempre foram à diversão da meninada após a sua queda.
As comparações dos tamanhos dos glóbulos de gelo, feitas pelo povo, são as mesmas em todos os lugares do país: “do tamanho de um ovo de galinha; de uma ervilha; de um caroço de feijão...”. Porém, quando as pedras de granizo excedem 13 mm de diâmetro, pode danificar seriamente os aviões. E se esse granizo se acumula no chão, também pode ser perigoso para o pouso das aeronaves. Numa região onde uma chuva de granizo é muito forte, pode danificar seriamente plantações como trigo, milho e fumo que são mais sensíveis a esse tipo de fenômeno.
É interessante o estudo do granizo que daria páginas e páginas de detalhes. Aqui no nosso Sertão alagoano, após o festival de pancadas diferentes nas biqueiras, nós, os meninos, íamos apanhar as pedras, comparar os diâmetros e chupá-las gostosamente “que nem” picolés.


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A IMPORTÂNCIA DE DEVINHO NOVAES E ANTÔNIO CONSELHEIRO PARA A HISTÓRIA DE POÇO REDONDO: UMA TESE COMPARATIVA

Por Rangel Alves da Costa

Meu amigo Lourenço me sai com cada uma! Não é que outro dia, durante um proseado pra lá de produtivo e enriquecedor no Memorial Alcino Alves Costa, em Poço Redondo, o jovem sociólogo (e de inigualável inteligência), depois de dois copos de cerveja acabou lançando uma importante tese comparativa?
A tese: A importância de Devinho Novaes e Antônio Conselheiro para a história de Poço Redondo. E não apenas lançou a tese como proporcionou toda a fundamentação. E neste passo, logicamente que eu cuidei de colocar lenha na fogueira e acrescentei aos conceitos outros fundamentos de validade.
De início, eu bem que imaginei que a tese lançada pudesse envolver dois outros importantes personagens históricos da vida de Poço Redondo: Unha Pintada e Lampião. Teria até coerência se assim acontecesse, pois é do conhecimento de todos que igualmente a Lampião, o Unha Pintada revirou de cabeça pra baixo todo o sertão. E se o bando de Virgulino tanto atraiu a juventude poço-redondense para suas hostes, o mesmo aconteceu com o tal “gostosinho”, outro nome que se dá o próprio Unha Pintada.
Mas a escolha de Lourenço recaiu mesmo sobre Devinho Novaes e Antônio Conselheiro. E Devinho Novaes pelo fato de ser a nova e arrebatadora onda que chegou para mistificar corações, exorcizar sentimentos, pregar revoltas contra dores do amor, fanatizar multidões e até ser o guia de enamorados e apaixonados. Sua força é tamanha que toda vez que ele diz “oi”, uma multidão responde “oi”.
Sabido é que Antônio Conselheiro também arrebatava multidões, fanatizava, atraía para si aqueles descontentes do mundo na esperança da redenção através da fé. Quando o Conselheiro levantava seu cajado e sua voz era igual a Devinho segurando o microfone e começando a cantar: não havia e não há quem nem se transforme do cabelo ao pé. O Conselheiro gritava: “Acendam as chamas e vamos enfrentar o Estado, que é nosso inimigo...”, muito parecia com Devinho quando ecoa: “Apaga a luz e vem deitar, desconta a raiva na minha boca. Você sabe no final das contas o resultado é mais amor e menos roupa...”.
Mas nada disso ainda tem muito a ver com a tese comparativa de Lourenço. Sua premissa inicial foi a seguinte: Se essa juventude sempre encontra tempo para ouvir Devinho Novaes, para beber ouvindo Devinho Novaes, para ir atrás de CD de Devinho Novaes, até para viajar para shows de Devinho Novaes, então por que essa mesma juventude não reserva um tempinho para conhecer os locais históricos de Poço Redondo, e que são muitos e estão por todo lugar?
Foi na segunda premissa da tese que entrou Antônio Conselheiro, e do seguinte modo: Ora, chega-se na beira do rio, em Curralinho, e todo mundo está ouvindo, nos bares ou nos sons altos das malas dos carros, o tal do Devinho Novaes. Contudo, poucos têm conhecimento que aquela estrada de Curralinho foi aberta por Antônio Conselheiro e seus seguidores e que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, aquela primeira, no alto e logo na chegada, foi erguida pelo Conselheiro e seu povo. Em Curralinho, Devinho está por todo lugar. E o Conselheiro, apenas no esquecimento?
E a terceira premissa: Comparativamente, para muitos e até pela falta de conhecimento, atualmente Devinho Novaes tem mais importância histórica em Poço Redondo do que Antônio Conselheiro. Perguntem a um jovem alguma coisa sobre os dois e logo se terá que do Conselheiro não sabe nada não, mas que sobre Devinho sabe todas as músicas, até conhece tudo sobre ele. Poucos sabem quem foi Antônio Conselheiro, qual a sua luta, como foi o seu fim. Mas muitos dizem na hora tudo o que diga respeito ao cantor.
Logicamente que o presente texto é apenas uma brincadeira, mas também servindo de alerta para o que hoje ocorre: o modismo tomando lugar do verdadeiro saber, do conhecimento e do que realmente importa ao ser humano. Como ocorreu com os Pablos, os Unhas e tantos outros tantos, logo Devinho será substituído por outro. Mas quem irá substituir Lampião ou Antônio Conselheiro?

Escritor
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ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE MARTINS-ALAM


Enviado pelo  professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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IMAGEM EM FOCO DESTACA MEMÓRIAS DO CANGAÇO EM PORTEIRAS- MARCAS QUE NÃO SE APAGAM COM O TEMPO.

Seu Antonio da Piçarra coiteiro de Lampião

Objetivando retratar as Rotas do Cangaço no município de Porteiras Ceará, a professora historiadora, Maria Socorro Linard da Silva, da Escola de Ensino Médio Aristarco Cardoso, juntamente com a Chefe de Gabinete do Prefeito, a Sr.ª Ionara Leite Tavares e o Diretor de Cultura do município Ticiano Linard, seguem a rota por onde passou Lampião e seu bando, visitam a Fazenda Piçarra do velho coronel Antônio da Piçarra, onde morreu Sabino Gomes, um dos mais valentes cangaceiros do bando de Lampião, numa empreitada perseguição da polícia pernambucana, fato que entrou para a história como o Fogo da Piçarra, em cujo fato, seu Antônio da Piçarra que era amigo de Lampião, teria sido coagido pelos tenentes Arlindo Rocha e Manuel Neto a dizer o local onde o bando de cangaceiro estava escondido em sua fazenda, virando a partir daí o maior inimigo do temível Lampião.
Foi uma experiência fantástica, o senhor Wilton Santana Filho, o Vilsinho da Piçarra, nome pelo qual é conhecido, neto de seu Antônio da Piçarra, que reside na referida fazenda, grande figura, conhecedor desta história que inclui seu avô, foi quem nos conduziu até o local onde de fato ocorreu a tragédia. Da antiga casa, que fora construída por seu bisavô, em 1902 e onde nasceu seu Antônio da Piçarra, não se tem nem escombros, só mesmo alguns blocos de gigantes tijolos um grande banco de madeira, onde costumava sentar Lampião, quando passava por esses lados. Temos no local também, os escombros do velho engenho, algumas árvores centenárias, a velha e histórica cerca de varas que nos leva a relíquia que resiste a ação do tempo: a parede do antigo açude que fora construída de forma artesanal pelos moradores do local em 1902. Segundo Vilsinho, foi de cima desta parede que a força policial, no dia 13 de março de 1928, em plena noite de chuva, disparou o estilhaço de fuzil que vitimou o mais feroz cangaceiro de Lampião, o Sabino Gomes. Este, mesmo no meio do fogo cerrado entre a polícia e o bando de cangaceiros, foi socorrido pelos amigos e a pedido seu foi sacrificado, sendo seu corpo sepultado ali mesmo no meio da caatinga no anonimato de tudo e de todos. Isto são coisas do cangaço a polícia matou mais não ergueu o troféu. Sabe-se apenas onde ocorreu o incidente, mas onde foi sepultado o corpo do homem amigo e confidente do Rei do Cangaço não, pois o local nunca foi revelado pelos integrantes do bando.
Da fazenda Piçarra, nos dirigimos ao Sítio Guaribas, local onde em 1927, houve a Tragédia das Guaribas, façanha que envolveu o Cel. Francisco Lucena, conhecido como Chico Chicote, dono da fazenda e as forças policiais de Pernambuco e Paraíba e onde houve o massacre sangrento que durou 32 horas vitimando 27 pessoas entre elas o valente e destemido Chico Chicote que lutou com toda bravura até o final do cerco, quando atingido por uma bala no tórax, tombou ali mesmo sem vida, fazendo valer as palavras ditas por ele próprio no início da luta: daqui eu só saio morto. De cima da Serra do Araripe, na Malhada Funda o experiente e sagaz Lampião ouviu os disparos e calculando que se tratava de um ataque ao coronel Chico Chicote, fez ouvido de mercador e saiu dizendo: se fosse meu amigo eu iria ajudar, mas, quis ser meu inimigo. As marcas dessas tragédias ainda estão lá, reagindo à ação do tempo. A História está nos livros, em sites da internet e principalmente na memória das pessoas mais velhas de porteiras, também nas pessoas que buscam nos presentear com os frutos de suas pesquisas e descobertas a cada ano, como vem fazendo o Grupo Cariri Cangaço, do qual eu Socorro Linard, sou admiradora, pois seus relatos nos emocionam por trazerem a tona a difícil vida daqueles que por motivos de fúria, injustiça social ou entraves políticos, frutos da velha República, tenha entrado ou apoiado o cangaço que tanto sofrimento e mortes causou nesse solo nordestino que também é cearense, caririense e porteirense. Parabéns Cariri Cangaço, Porteiras espera de braços abertos, neste dia 19 de setembro de 2013. Sejam Bem Vindos.

Vejam as fotos da nossa visita que comprovam a veracidade do texto com relação ao tema.
Clique no link para você ver todas as fotos:

http://geacporteiras.blogspot.com.br/2013/09/imagem-em-foco-destaca-memorias-do.html

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UM BANCO TESTEMUNHA DA HISTÓRIA..!...

Foto: Cortesia Dr. Antônio Amaury.

Um grande escritor e, um grande coiteiro Lampião no Estado do Ceará.

Em 1971, o famoso escritor Dr. Antônio Amaury (Autor de cerca de 15 livros s/ o cangaço), fez uma entrevista com o grande coiteiro de Lampião, o Sr. ANTONIO DA PIÇARRA, na Fazenda Piçarra-CE. 

Seu Antonio sentado no seu velho banco - http://geacporteiras.blogspot.com.br/2013/09/imagem-em-foco-destaca-memorias-do.html

Como testemunha dessa conversa, UM VELHO BANCO, feito em madeira de lei, que, também, serviu de testemunha das conversas que outrora aconteceram entre o velho coiteiro e, LAMPIÃO.

Sabino Gomes cangaceiro - http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/06/quem-foi-sabino-gomes-porfrancisco.html

Foi, ali, naquela fazenda, que faleceu o velho cangaceiro SABINO em um tiroteio com a volante nazarena e do bravo Ten. Arlindo Rocha.

Em nossa última visita à aludida fazenda no ano de 2014, o aludido BANCO, ainda, estava lá, já alquebrado pelo tempo.

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BISPOS DO RN SOLICITAM REUNIÃO SOBRE A UERN COM O GOVERNADOR ROBINSON FARIA

Por Aline Linhares

O Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; o bispo de Caicó, Dom Antônio Jaime Vieira Cruz, e o bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana, solicitaram nesta terça-feira (05) uma reunião com o governador Robinson Faria para tratar dos atrasos salariais no serviço público estadual e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que segue em greve desde o dia 10 de novembro.

Dom Jaime Vieira Rocha

Reunidos na Cúria Diocesana, em Mossoró, os três representantes máximos da Igreja Católica no Estado emitiram nota afirmando que “…os Bispos do Rio Grande do Norte, reunidos hoje em Mossoró, vêm respeitosamente solicitar a Vossa Excelência (governador Robinson Faria) uma audiência para tratar da atual situação da UERN, assim como dos demais servidores e pensionistas do Estado. 

Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; o bispo de Caicó, e o bispo de Mossoró - https://www.cmnnews.com.br/single-post/2017/04/05/Arcebispo-de-Natal-Dom-Jaime-Vieira-Rocha-o-bispo-de-Caic%C3%B3-e-o-bispo-de-Mossor%C3%B3-est%C3%A3o-em-Bras%C3%ADlia

Nessa audiência, estaremos acompanhados dos Padres do estado. Mais do que buscar compreender a temática em tela, a Igreja Católica objetiva contribuir para a solução do problema que ora se apresenta”.

Os bispos aguardam agora uma data para audiência com o governador Robinson Faria.



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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GONZAGA VIVE, DO FRANCISCO ALVES CARDOSO, É O MAIS RECENTE LIVRO DA BIBLIOGRAFIA GONZAGUEANA.

Por Kydelmir Dantas

Recebemos das mãos do autor, via correios, e agradecemos escrevendo:

Bom dia, Coroné Chico.

Apois diga!

O livro num chegou!?

Bonito que só ele!!! 'Chêi' de letra e retrato.

Agora... O mais bacana... Cheio de amigos e admiradores do 
PARQUE CULTURAL "O REI DO BAIÃO"

Acredito que quando vosmecê recebeu os depoimentos nos textos sentiu que "valeram a pena o esforço, as brigas, as raivas e, principalmente, as alegrias ali registradas."

Por estas e pelas que virão...

GONZAGA VIVE!

Parabéns nobre amigo CHICO CARDOSO... 

Baluarte da Fazenda São Francisco, criador e mantenedor do Parque Cultural "O Rei do Baião", no município de São João do Rio do Peixe-PB.

'Arreceba' um 'acôcho' do amigo e admirador, cá de Nova Floresta-PB e de Mossoró do sal.

Seu criado a seu dispor.
Kydelmir Dantas.

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