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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PROTEÇÃO E OSTENTAÇÃO

Os punhais do cangaço
Conferência do colecionador e especialista Dênis Artur Carvalho, feita especialmente para o Cariri Cangaço Floresta 2016.

Os punhais nordestinos, juntamente ao chapéu de aba “quebrada”, sem sombra de dúvidas são os principais símbolos iconográficos do cangaço. Não podemos, contudo, falar das facas nordestinas sem que antes façamos uma explanação sobre os diferentes tipos de lâminas que foram fabricadas no Brasil.

 

De uma forma genérica, podemos afirmar que a cutelaria brasileira divide-se em cinco linhas de produção.

A primeira delas é a chamada “faca sorocabana”. Era a faca usada pelos bandeirantes paulista e pelos tropeiros que transitavam entre as regiões sul e sudeste
 "A Sorocabana"

Um outro tipo de fabricação foi desenvolvida na região das Minas Gerais; a chamada “faca mineira”, com uma lâmina triangular, bastante semelhante às peças produzidas na cidade espanhola de Albacete.
 "Mineiras"

A “franqueira”, também desenvolvida na região centro oeste, era uma faca claramente voltada à defesa pessoal. Tinha quase sempre uma lâmina esguia e excelente trabalho de prataria no cabo. 
 A “franqueira”

Na região sul do país, devido á forte influência castelhana desde os primórdios da colonização e ao isolamento das demais capitanias, respeitando o tratado de Tordesilhas, que determinava ser aquela área possessão espanhola, temos um outro tipo de manufatura, a chamada “faca gaúcha” ou “faca dos pampas”, com design bastante fiel às suas ancestrais mediterrâneas.
"As Gaúchas"

Por fim, chegamos à ferrageria do nordeste; as ”facas nordestinas”, ou “facas do cangaço”; tema central da nossa conferência.

Esse tipo surgiu na extinta cidade de Pasmado, no litoral de Pernambuco, por volta do século XVIII, claramente inspirada nas antigas facas mediterrâneas e empunhadura que remete às antigas adagas árabes, introduzidas na Península Ibérica durante a invasão muçulmana.
 Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem do Pasmado

 
"Faca de Pasmado"

O cronista português Henry Koster narra que mesmo à certa distância de Pasmado, já era possível ouvir o intenso e marcante som do martelar na bigorna, tamanho era o número de ferreiros que ali existia.

Mas foi no sertão do Pajeú que o uso e fabricação desses instrumentos tomaram maior proporção. Talvez devido à cultura do sertanejo, voltada à valentia, aos paradoxos morais que faziam da vingança um legítimo direito do ofendido, abraçando a “teoria do escudo ético” proposta pelo eminente autor Frederico Pernambucano de Melo.

Era quase que um núcleo de produção voltada à fabricação e Lâminas, concentrado nas imediações da Serra da Baixa Verde, abrangendo cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará, comparável a região de Solingen na Alemanha, uma das primeiras concentrações ferrageiras da história.

Contudo, apesar da proximidade dos centros produtores, as facas guardam variações e peculiaridades próprias. No sertão, a faca geralmente era nomeada e acordo com a cidade onde fora produzida.

A “Pajeuzeira” era a faca produzida em Pajeú das Flores, hoje a cidade de Flores. Tinha lâmina larga, geralmente lisa, bastante primitiva.
 A “Pajeuzeira”

A Santa Luzia era feita na cidade de mesmo nome, no estado da Paraíba, com lâmina geralmente afilada nos dois dorsos, pelo qual também era chamada “lambedeira”.
 A "lambedeira"

A baixa Verde provinha de Triunfo, cidade que outrora chamou-se Baixa verde. Tinham lâminas estreitas, encavadas e dotadas de maior requinte.
 "Baixa Verde"

Um outro tipo de faca que cabe fazer menção é a “Parnaíba” ou “faca de arrasto”. Trata-se de uma variante da faca nordestina, mas com lâmina exageradamente longa; tão longa que levava um certo tempo para ser sacada ou “arrastada” a bainha, daí a sua designação: “faca de arrasto”. Uma outra versão para o nome é de que as facas eram tão longas que chegavam a arrastar a ponta no chão. 
 Faca "Parnaíba"

Da macrorregião da Baixa Verde, migraram artífices para diversas localidades do nordeste. 

Na região do Cariri, mais especificamente na cidade de Jardim, uma família de ferreiros que fizeram escola na região de Baixa Verde ficaram muito afamados. Era a “faca jardineira”, que despertou a paixão até mesmo de Lampião no ano de 1926.
 Faca "Jardineira"

Uma outra família conhecida por “Caroca” saiu de Santa Luzia para firmar tenda na cidade de Campina Grande na Paraíba. Lá, atingiram tamanha fama que suas facas e punhais eram encomendados para presentear políticos e pessoas de prestígio. 

Homens do coronel José Pereira, revolução de princesa usando facas “carocas” produzidas ainda na região de Santa Luzia

O auge da produção dos Carocas foi em meados da década de 40, onde até mesmo os americanos instalados na base aérea de Parnamirim dirigiam-se à Campina grande para adquirir a tão cobiçada “faca caroca”. 
 
Caroca "Bowie" feita por encomenda para algum militar americano instalado na base de Parnamirim, RN, ao estilo das facas norte-americanas.

As Lâminas do Cangaço


Os punhais, facas e facões estavam entre as mais caras possessões dos cangaceiros e este apreço por lâminas existia tanto por questões culturais da região Nordeste da época, onde a honra masculina determinava que as questões entre homens deveriam ser resolvidas na ponta e no corte de uma lâmina.

Eram sempre carregados de forma ostensiva, transversalmente ao abdome, que lhes servia de perfeita moldura, sustentados pelo cinturão de balas. 

 Corisco ostentando punhal com cabo em marfim.

A vaidade de cada um se manifestava de diversas maneiras: pelo material com que era produzida sua lâmina, a composição de sua empunhadura e sua bainha, o cuteleiro que o confeccionou, seu comprimento e a habilidade que cada um possuía ao manejá-lo.

O material para as lâminas era quase sempre importado: espadas quebradas, ferramentas agrícolas e especialmente pedaços de trilhos de ferrovias. A forja e montagem desses punhais eram feitas em locais denominados tendas, que nada mais eram que rústicas cutelarias bastante disseminadas pelo Nordeste, em especial nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, onde a movimentação de cangaceiros era intensa. 

A estética e características gerais de forma, tipo de cabo, comprimento de lâmina e material e modelo da bainha era função da criatividade do cuteleiro e dos recursos de quem encomendava o produto. De maneira geral, o punhal tinha forma bastante esguia, longa e fina. 
As bainhas também eram caprichosamente elaboradas, quase sempre por terceiros, podendo ser de couro ou metal. 

Quando metálicas, por vezes eram forradas de couro ou veludo e podiam possuir uma ou duas articulações, ao logo de seu comprimento, como delicadas dobradiças, de forma a facilitar o andar e o montar de quem as usasse.

O fato de Lampião e alguns outros integrantes de seu bando terem sido fotografados quase sempre portando punhais cujas lâminas tinham mais de 60 cm de comprimento, não significa que o uso de versões extremamente longas fosse uma constante absoluta por parte de todos os cangaceiros. 

Outras fotos de seu bando e também de integrantes das volantes (principalmente a de nazarenos) mostram que o tipo de punhal mais habitualmente portado tinha lâmina entre 30 e 40 cm de comprimento. 

O punhal de Maria Bonita, manufatura de José Pereira de Jardim, em ouro e marfim.


Pela cuidadosa análise de antigas fotos do bando de Lampião, é possível observar que – de maneira comprovada– somente outros dois líderes de seu grupo portavam habitualmente  punhais extremamente longos, os cangaceiros Juriti e Corisco.
 Corisco

É também especialmente digno de nota o fato de que numa das fotos em que figuram "Juriti"...
 O longo punhal parece ser idêntico àquele portado pelo primeiro numa outra imagem.

O cangaceiro Zé Baiano, provavelmente, demonstra ser a única exceção a essa regra. Seu punhal, de dimensões exageradas, superava em tamanho até mesmo aquele portado pelo seu chefe. 


Estas constatações levam à hipótese provável de que os punhais de lâminas extra longas também servissem como uma espécie de símbolo de “status” e de liderança dentro dos bandos, não sendo, entretanto os de maior uso, pois – do estrito ponto de vista da praticidade - portar uma lâmina co
m mais de 60 cm de comprimento não devia ser algo confortável nas andanças pela caatinga.

Contudo, parece não ter havido uma relação direta entre o tipo de punhal e faca utilizados e a hierarquia interna do grupo.  Tudo era exatamente uma questão de gosto, vaidade e dinheiro. 

Embora nem fosse de uso mais frequente, os punhais longos exerciam especial fascínio entre os cangaceiros, sendo curioso reproduzir aqui parte do “Inventário dos objetos apreendidos, pertencentes ao famigerado “Lampeão””, produzido pelo Regimento Policial Militar de Maceió, em 26 de novembro de 1938:

FACA: de folha de aço, com 67 cm de dimensão, com cabo e terço de níquel, adornado o cabo com três anéis de ouro, notando-se na lâmina, uma mossa produzida naturalmente por bala; bainha toda de níquel, com forro interno de couro, notando-se também na parte interna superior o estrago produzido por bala. 
Sabe-se pela literatura a respeito do tema que aos 67 cm de lâmina são acrescidos 15 cm de cabo, perfazendo um comprimento total de 82 cm.

O tamanho exagerado dos punhais do grupo não tinham nenhuma utilidade prática, exceto manifestar poder e vaidade. Muito embora este relato se refira aos despojos particulares de Lampião, outros membros do bando também possuíam punhais igualmente longos, o que é visível na famosa “foto das cabeças” e que viria reforçar a tese da inexistência de vínculo entre o comprimento dos punhais e a posição hierárquica do indivíduo no grupo.

Os famosos punhais de lâmina longa não eram uma prerrogativa conferida apenas aos bandos de cangaceiros. Há inúmeros registros de tropas volantes portando peças dotadas de lâminas extraordinariamente compridas. 
Volante baiana portando punhais longos. Foto de Benjamim Abraão (1936).

 Temos também registros de Manoel de Souza Neto, o “Mané Neto”...

 ... E até mesmo do Major Teóphanes Ferraz, portando longos punhais.

O Ritual de Sangria

Como sabemos, a maior parte das execuções sumárias feitas pelos cangaceiros se dava através da chamada “sangria”, a qual era a técnica de desferir um único golpe de punhal longo na clavícula esquerda (na região popularmente conhecida por “saboneteira”), que atingia coração e pulmão e causava morte lenta e agonizante.
O escritor Frederico Pernambucano em demonstração de sangria

Vale ressaltar que muito provavelmente existia um aspecto psicológico, mórbido e doentio quando se considera o significado que o sangramento tinha, e tem, para o homem rústico do sertão nordestino. 

Ao usar sua arma esteticamente mais expressiva para esse fim, o indivíduo manifestava, a um só tempo, sua vaidade em relação ao punhal, e também um importante poder sobre a vítima, não apenas porque esta sempre se encontrava subjugada pelo grupo, mas também porque sangrar era, e é, ato de extrema ofensa para quem o sofria, extensiva a toda a família da vítima. Ou seja, para o sertanejo, o drama não estava em morrer, mas sim em ser sangrado. Ofensa inadmissível, sangrar era para porco, cabrito, boi – não para o homem.


OS Punhais de Lampião
Imagem retirada do filme de Benjamim Abraão, onde Lampião, segundo especialistas em leitura labial, em referência à seu punhal, diz: "Esse é pra furar todo mundo. Muitas pessoas. Fura até o chifrudo!".

É fato bem conhecido entre os estudiosos do cangaço que os integrantes do bando de Lampião (e o próprio) tinham especial predileção por lâminas produzidas pela família Pereira, da cidade de Jardim, no Ceará, que chegou a ficar conhecida, pelo menos regionalmente, como “os cuteleiros de Lampião”.

Estes punhais eram feitos pelo ferreiro José Pereira, (Foto abaixo) que residia na cidade de Jardim, ponto de passagem de viajantes de Pernambuco para o Cariri.
(Acervo do autor)

Foi ali, na localidade chamada de Barra do Jardim, que Lampião se arranchou com seus cangaceiros para comprar e encomendar os punhais feitos por Zé Pereira. 

De lá, Virgulino Ferreira, com cerca de 50 cangaceiros, seguiram para Juazeiro, de onde saiu com a patente de Capitão. De volta a Pernambuco, passaram por Jardim, onde receberam os punhais encomendados.” 
De fato, a mais icônica e pomposa fotografia de Lampião, tirada em Juazeiro, mostra ele portando um punhal com cabo prateado, com características de Baixa Verde.

Logo mais, podemos ver o facínora em fotografia tirada quando do retorno do bando, ainda dentro do estado do Ceará, ao lado do seu irmão Antônio Ferreira, portando uma faca longa e com o cabo de embuá, bastante característica da ferrageria de Jardim
https://tokdehistoria.files.wordpress.com/2014/09/antonio-e-lampic3a3o.jpg



As criações atribuídas a José Pereira são de boa qualidade e embora não tenham acabamento superlativo, grande parte delas apresenta empunhaduras do clássico tipo “embuá”, por assemelhar-se ao inseto também conhecido como piolho de cobra. 

 

 

Entretanto, segundo o escritor e pesquisador do cangaço Frederico Pernambucano de Melo, a tenda que atingiu o “mais alto prodígio”, provendo o bando de Lampião por toda década de 30, inclusive na fase final do cangaço, foi a de João Jorge, em Itaíba-PE. 

A lâmina, de aço fino, de espada da velha Guarda Nacional, mede exatamente 67 cm, segundo relatório do Regimento Policial Militar de Maceió. 
 

No total, a peça contava com 82 cm de comprimento.

A bainha é de metal, articulada, forrada internamente com couro. A articulação seria, em tese, muito importante para o tamanho da peça, dando a esta uma maior flexibilidade e impedindo maiores danos à própria bainha. Possui desenhos requintados, feitos com buril, em toda sua extensão, revelando uma verdadeira jóia da cutelaria nordestina.
O cabo, medindo 15 centímetros, é adornado com três anéis de ouro: um no pomo, um no centro e outro na guarda. 


Dênis Carvalho e parte de sua coleção.
Com a morte de Lampião em 1938 e o consequente fim do cangaço, os punhais de lâminas muito longas foram perdendo sua aura de arma famosa e a demanda diminuiu muito. Especialistas acreditam que já na década de 1950 sua produção normal teria sido interrompida pela maioria dos artesãos.

E foi por meados da década de 60 que se iniciou a decadência da faca de ponta no nordeste. Sobreviveram algumas cutelarias, mas não mais fabricava, com o objetivo inicial (defesa/arma). Eram agora peças que visavam o turismo. Era a época do cinema brasileiro, filmes sobre o cangaço estava em destaque, eram compradas como lembrança do nordeste, “Souvenir”, peças para adorno. E com isso começou a cair a qualidade das peças.

A têmpera das peças fabricadas em Caruaru – PE e Juazeiro do Norte – CE eram péssimas, uma simples mudança de pressão era suficiente para entortar a lâmina. Os cabos também não tinham mais o requinte das antigas nordestinas. Era a moda do acrílico, do alumínio. Fatores que juntos foram responsáveis pela decadência e o quase esquecimento desse tipo.


Estão inteiramente liberadas para uso em publicações as postagens deste blog, devendo–se primeiramente realizar a formal gentileza de citá–lo como referência primária.


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O HOMEM QUE PRENDEU SILVINO THEOPHANES FERRAZ TORRES E O RAID VITORIOSO NO SERTÃO PERNAMBUCANO

*Por Maluma Marques


Visita do Dr. Eurico à cidade de Belmonte, quando da inspeção ao Sertão pernambucano. Foto tirada em frente à Prefeitura municipal, pelo fotógrafo Carcidio. Sentados, da esquerda para a direita: João Primo de Carvalho, Jacinto Gomes de Carvalho Santos, Theophanes Ferraz Torres, Eurico de Souza Leão, Melquiades Montenegro (juiz municipal), major Joaquim Leonel Pires de Alencar e Antônio Brandão de Alencar. Em pé e por trás de Theophanes e Eurico: tenente Arlindo Rocha. O capitão Nelson Leobaldo (delegado de Caruaru) encontra-se por trás do major Joaquim Leonel.

Foto doada ao autor pelo escritor e distinto amigo Valdir José Nogueira de Moura.

Mal se iniciava o ano de 1928 e o duríssimo combate contra o cangaço lampiônico não dava qualquer sinal de trégua. De acordo com informações do tenente da força pública de Pernambuco, Higino Belarmino, no dia 21 de janeiro, Lampião e seus asseclas estavam acoitados no Estado de Alagoas.

Quatro volantes pernambucanas, inclusive a comandada por Higino, buscando, desesperadamente, o paradeiro dos bandoleiros, conseguiram desalojá-los daquela zona. Theophanes, de posse desta importante informação, telegrafou para o Chefe de Polícia, Eurico de Souza Leão, informando-o que: “…se suas forças não tivessem atingido aquele Estado, Lampião iria se demorar muito mais tempo diante da proteção encontrada”.

Lampião, que, em anos anteriores, chegou a comandar 120 homens, estava, naquela oportunidade, com poucos elementos, desmuniciados e preocupados com a execução da “Lei do Diabo”, idealizada por Eurico de Souza Leão e que não poupava seus coiteiros. Com aquela lei, torceu-se, de vez, o parafuso no Sertão. Com o desaparecimento dos antigos acobertadores, os bandidos ficaram, assim, a correr dia e noite, sem encontrar um abrigo seguro e sem ver os velhos amigos que se tornaram inimigos.

Recebendo confirmação que, daquela vez, Souza Leão realizaria seu antigo sonho, que era mostrar a limpeza do flagelo do cangaceirismo, Theophanes informa-o que Vila Bela (atual Serra Talhada) – sede do comando geral das forças volantes – encontrava-se orgulhosa e entusiasmada, pois, era a primeira vez que um Chefe de Polícia iria visitar nosso sertão.

O roteiro traçado passaria pelas principais cidades sertanejas: Alagoa de Baixo, Afogados de Ingazeira, Flores, Triunfo, Vila Bela, Belmonte, Ouricuri, Salgueiro, Leopoldina, Petrolina, Boa Vista, Cabrobó, Belém e Floresta.

Daremos, entretanto, destaque especial para a cidade de Petrolina, que recebia, pela primeiríssima vez, a visita de uma autoridade do Governo do Estado e fez uma excelente cobertura jornalística.

De acordo com o Jornal de Petrolina “O Pharol” – periódico de publicação semanal, fundado em 1915, propriedade e direção de João Ferreira Gomes – , este destacava que “...na comitiva vinha o prezado amigo Theophanes, digníssimo comandante das forças em operações contra os bandoleiros”. Theophanes havia feito muitos amigos naquela cidade, pois, havia sido delegado de Petrolina entre dezembro de 1924 até o dia 23 de setembro de 1926, oportunidade em que foi nomeado comandante geral das forças volantes que agiam no Alto Sertão Pernambucano, com sede, inicial, em Salgueiro.

O então governador, Sérgio Loreto, pressionadíssimo pela imprensa local e opinião pública, faltando, apenas, 23 dias para o término do seu mandato, nomeia Theophanes para o comando no Alto Sertão, uma providencia que se impunha de há muito tempo. À medida que fosse limpando a região, o lendário militar seguiria para Floresta e, em seguida, Vila Bela.

Noticiava-se, inclusive, que aquele governador, durante os quatro anos de seu mandato nada fez de profícuo para livrar as populações sertanejas do seu maior flagelo. Corriam informações, verídicas, que ele, tendo noticia dos telegramas que as vítimas do banditismo tinham enviado ao futuro mandatário pernambucano, Estácio Coimbra, e divulgados pela imprensa do Rio, tinham despertado revolta e tocado bem fundo ao coração dos sulistas.

O Jornal do Recife, de 13 de novembro de 1926, afirmava que havia acontecido um encontro secreto, no palácio, entre o governador interino, Júlio de Melo, seu chefe de Polícia, Silva Rego e Theophanes, não sendo permitida a presença de nenhuma outra pessoa, cuja temática  versava sobre o combate sério, eficaz e verdadeiro ao banditismo que assolava os nossos sertões. Afirmava, também, que um alto figurão do Sergismo (acredito que tenha sido o próprio comandante da Força Pública, o coronel João Nunes) ficou sentado na antessala, durante hora e meia, esperando que a conferência terminasse.

Com o evidente prestígio de Theophanes, assegurava aquele periódico, que algum despeitado, do governo anterior, achava que isso era um desprestígio a pessoa altamente colocada na policia do Estado.

Em 15 de novembro de 1926, Theophanes assumiria, pela segunda vez, o comando geral das forças em operações no sertão. Agora a história do combate efetivo e direto contra o cangaceirismo era outra, não se tinha mais as intrigas políticas palacianas que afastaram aquele brioso oficial do comando em 1924, quando este quase liquidou, de vez, com o império de Lampião. Vide publicação neste jornal, no mês de março do corrente ano, intitulada: A vida de Lampião fica por um fio.

Theophanes, no dia 25 de novembro, desafiando, mais uma vez, a politicagem local, comunicava ao chefe de polícia que em Vila Bela, sede do comando, existia pessoas de representação muito amigos do bandido Lampião e que com ele se correspondiam em termos íntimo e reservado. Comunicava, ainda, que pelo prestigio que gozam, perante o mesmo, sempre sabem paradeiro do grupo e se entendem com os chefes intercedendo em benefício dos que caem no desagrado do celerado por qualquer pretexto. Afirmou que existiam na classe baixa, parentes e indivíduos outros que faziam o serviço de espionagem e se encarregavam de efetuar compras para o grupo dos bandoleiros. Afirmou, também, que estudava, desde que ali chegou, a situação daquele município. Theophanes finalizou sua comunicação asseverando que se encontrava com seu espírito revoltado com tanta baixeza de caráter e covardia prejudiciais a extinção do banditismo e que havia ordenado severas providências para ricos e pobres que confabulassem a facilitar as ações dos fora da lei.

No dia 12 de dezembro de 1926, Estácio Coimbra assumiria o governo de Pernambuco e, Eurico de Souza Leão, tomaria posse na Chefatura de Polícia.

Sobre o raid vitorioso, daquela histórica visita, vamos encontrar na edição, nº 19, de 08 de fevereiro de 1928, do jornal “O Pharol”, o seguinte:

“Foi um fato invulgar e por isto mesmo constituiu um acontecimento que a nossa terra não estava acostumada a presenciar – a visita do Dr. Eurico de Souza Leão, enérgico chefe de polícia, o primeiro auxiliar de Governo do Estado que se abalou da capital, pelo interior, visitando as principais localidades sertanejas de Pernambuco, fiscalizando as zonas flageladas pelo banditismo.

Pela primeira vez Petrolina assistiu cheia de júbilo, a entrada de carros da capital em ruas de nossa Urb, como a anunciarem que, com a vinda do Dr. Souza Leão, estava inaugurada uma nova era para esta terra tão esquecida dos nossos governos, isolada pela deficiência de transportes, sem estradas ao menos carroçáveis que facilitem a comunicação deste com outros municípios vizinhos, obra da má política e dos maus administradores.

Falamos em estradas neste momento, porque sendo Petrolina o último município de Pernambuco, o mais distanciado da capital, vive completamente alheio à vida Estado, parecendo um filho adotivo criado em casa do vizinho, que neste caso é a Bahia, que lhe exige muito do seu trabalho em troca das comodidades que lhe proporciona.

O Dr. Souza Leão deve estar convencido que um dos maiores fatores para a extinção do banditismo é inegavelmente o prolongamento da Central de Pernambuco, até aqui, pois a estrada de ferro cortando os nossos sertões mudará os hábitos do povo e modificará os costumes.

 A CHEGADA
          
Seriam 18 horas, do dia 28, quando ao acender das luzes, bombões e várias girândolas de foguetes anunciavam a entrada, na cidade, na Rua Souza Leão do carro em que viajava o Dr. Souza Leão, precedido de mais 3 carros em que viajavam as pessoas de sua comitiva.

A saudação oficial foi feita pelo nosso inteligente confrade Francisco de Barros, adjunto da promotoria pública em exercício, que saudou sua Excia. em nome de Petrolina.

Num belíssimo improviso Dr. Souza Leão, disse da sua missão pelo interior do Estado, isto é, fiscalizar a perseguição ao banditismo, esse grande mal que é a nossa maior vergonha; exigir a coadjuvação de todos os sertanejos para acabar com esse cancro que vem corroendo o organismo do Estado.

Em seguida dirigiu-se para a residência do Sr. Luiz Ignacio de Souza, chefe político local e seu particular amigo, onde foi hospedado.

O Major Theophanes Torres, digníssimo comandante das forças do interior, a quem em boa hora foi confiada a espinhosa missão de dar combate ao banditismo, o coronel Antônio Japiassú, chefe político de Rio Branco, o Dr. Antônio Freire, secretário do Dr. Chefe de polícia e o Capitão Nelson Leobaldo, foram hospedados no confortável edifício da “21 de Setembro”, previamente preparado para isso.

Depois de breve descanso teve lugar o banquete, oferecido a sua Excia. no vasto salão da Pensão Progresso. Na manhã do dia 29, o Dr. Souza Leão e sua comitiva visitaram o Colégio Dom Bosco e o nosso amado antístite Dom Malan. Às 15 horas, sua Excia. e ilustre comitiva foram ao Jockey Clube, que nesse dia dedicou-lhes um festival hípico.          

Ao Dr. Eurico e membros da comitiva foram conferidos diplomas de beneméritos da nossa banda musical “21 de Setembro”.

ALMOÇO AO MAJOR THEOPHANES

Amigos e admiradores do Major Theophanes, ofereceram-lhe lauto almoço na Pensão Progresso, no dia 29.

Usando da palavra o Dr. Pacífico da Luz ofereceu o almoço ao Major Theophanes como prova de estima e alto apreço de que goza nesta terra o bravo militar patrício; o nosso diretor por si e pelo “O Pharol”, Aureo Vianna pelo “O Momento”, brindando ambos ao valoroso oficial da nossa milícia.

O Major Theophanes, em breve palavras, transmitiu a palavra ao jornalista Antônio Freire seu amigo e companheiro de excursão, para manifestar os seus agradecimentos a todos, o que o Dr. Freire fez com muita felicidade, arrancando merecidos aplausos.

A nota mais importante do almoço foi a cordialidade e a intimidade reinante entre os convivas.

O REGRESSO

Por falta de estrada carroçável para Boa Vista, o Dr. Souza Leão e sua comitiva regressaram na manhã de 30, transportando os carros para Juazeiro e dali seguindo para Curaça, Boa Vista, Cabrobó, Belém e Floresta”.

Em sua breve estadia na cidade de Vila Bela, destaco que Eurico tornou-se compadre de Theophanes, ao batizar o filho daquele bravo e lendário militar, o menor Geraldo Ferraz de Sá Torres, vilabelense, nascido no dia 02 de janeiro de 1928.

Lampião seria escorraçado, definitivamente, pelas forças pernambucanas para o Estado da Bahia, em 21 de agosto de 1928, sendo acompanhado de Virgínio, seu cunhado, conhecido como Moderno, Ezequiel, seu irmão, apelidado de Ponto Fino, Luiz Pedro, compadre e homem de sua confiança, Mariano, que salvara o grupo do envenenamento na Fazenda Ipueiras/CE e, por último, Mergulhão.



Visita do Dr. Eurico à cidade de Salgueiro. Foto tirada pelo fotógrafo Carcidio, no oitão da casa do coronel Veremundo Soares.

Da esquerda para a direita, sentados: Américo Soares, Theophanes Torres, capitão Antônio Japyassu, coronel Veremundo Soares, Eurico de Souza Leão, dr. João Jugmann, Benjamin O. Soares (irmão do coronel Veremundo Soares) e capitão Nelson Leobaldo.

Em pé: Alberto Soares, Joaquim Araújo, Duperon Alencar, José Vitorino (pai de Suetônio Alencar), Lauro Soares (filho do coronel Othon Benjamin), Osmundo Bezerra, Raul Bezerra, Álvaro Soares, não identificado e Heitor Soares (filho do coronel Veremundo)

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

MARAVILHA E SEUS MAMÍFEROS GIGANTES

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de fevereiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.059
TIGRE. (FOTO: BLOG OVERDOSE).
     Para quem nunca ouviu falar, Maravilha estar encravada no Sertão alagoano. Faz parte da microrregião de Santana do Ipanema e foi elevada à condição de município autônomo através da Lei 2.102, de 17 de julho de 1958. Faz limites com Pernambuco, Ouro Branco, Canapi e Poço das Trincheiras. Não é uma cidade grande, com um pouco mais de 10.000 habitantes. “Sob o aspecto religioso, a primeira capela foi construída, juntamente com um cruzeiro, por Francisco Primo. A atual Igreja Matriz Sagrada Família foi edificada em 1930, substituindo a pequena capela original. A Paróquia da Sagrada Família foi criada em 21 de fevereiro de 1991 e tem hoje, como pároco, o padre Henaldo Chagas. A Freguesia pertence à Jurisdição Eclesiástica da Diocese de Palmeira dos Índios”.
     O grande atrativo da cidade sempre foi a Natureza através da serra da Caiçara, uma das mais altas da região. Mas depois de escavações e descobertas de fósseis, a cidade passou por grande transformação ao atrair gente de todos os lugares. Foi ali onde viveram mamíferos gigantes como o tigre-dente-de-sabre, a preguiça e o tatu. Com a bela iniciativa da prefeitura, foi inaugurado um museu na praça principal que recebeu o nome de Museu Paleontológico Florentino Ritir, “o único museu brasileiro voltado exclusivamente para à paleontologia”. A iniciativa prolongou-se com a encomenda de construções de estátuas dos bichos em tamanho natural e que foram distribuídas pelos pontos estratégicos da cidade; na BR-316, trecho de acesso à cidade, ficou o tigre-dente-de-sabre abrigado num monumento.
     Pois aquele que procura conhecer o sertão poderá passar pelo inseparável tripé: Poço das Trincheiras, Maravilha e Ouro Branco. Em Maravilha, brejo de pé de serra, os mamíferos gigantes estão a espera das máquinas fotográficas.


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HÁ RIQUEZA MAIOR?

*Rangel Alves da Costa
Nada disso é meu. Não tenho fazenda nem rebanhos, não tenho gado ou cavalo, não tenho cabrito nem bode. Mas os bichos são meus amigos e com eles converso ao pé da cancela ou cerca. Sentem o meu olhar, compreendem o que sinto e o que estou dizendo. Depois berram, ruminam, mugem. E às vezes também choro com eles. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. Não tenho casarão nem casario, não tenho jardim nem oitão. Também não tenho muro na entrada e arredores nem cachorro grande guarnecendo moradia. Moro em moradia, mas a minha ainda não vingou. Ainda assim, onde sempre estou, a porta está sempre aberta, tem sempre moringa à janela e tamborete para o visitante descansar. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. Não vivo ladeando amigos que são os anéis do que eles mesmos. Não vivo de amizades com quem valoriza mais o ter do que o humano. Não quero dever favores a quem deseja muito mais do que tenho. Não bajulo o poder nem me ajoelho à riqueza. Sou apenas na simplicidade do que sou e na humildade que me cabe ter. Além disso, o que eu mais possa ter, será sempre à medida do que eu possa merecer. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. Gosto de sorvete caramelado, com cobertura bonita e numa taça grã-fina, mas me contento com o picolé vendido pelas ruas, passando de porta em porta. Gosto de tortas e salgados, de doces com nomes bonitos e salgados estranhos até no falar, mas nunca os tenho ao alcance. Então, fazer o quê? Me farto e me lambuzo com arroz-doce e mungunzá, com bolo de milho e de macaxeira, com pirulito de tábua, com pipoca de tacho, com cocada de frade. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. Minha roupa de trabalho é bonita, a mais bonita do mundo. Mas não vivo sempre trabalhando para viver enfeitado, embonecado por aí, pela imodéstia de simplesmente me mostrar. A roupa de luxo é a roupa que eu gosto de usar. O sapato bom é aquele macio que eu gosto de calçar. Gosto mesmo de estar descalço ou de havaianas nos pés, gosto mesmo é de tirar a roupa e sentir a brisa entrando pela janela. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. A palavra estrangeira não é minha, o modismo não é meu, a transgressão não é minha. A música barulhenta não é minha, o piercing não é meu, a tatuagem não é minha. O estrangeirismo não é meu, o exílio dos outros não é meu, a abnegação pelo desconhecido não é minha. Não é minha essa gravata Hermès, não é minha essa caneta Mont Blanc, não é meu esse uísque de milhões. O que é meu é o que posso ter ou alcançar. O meu não vai além de mim nem vem em sonho ou em fantasia. O que é tem os pés no chão e as mãos na luta. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. Que não me venha com cardápios, menus e  outras nomenclaturas sobre o que eu tenho de comer. Não me venha com receitas de quase não, com enfeites e sem fartura. Não me venha com prato com rodelinhas, com um tiquinho aqui e ali, e depois um preço de espantar. Gosto de coisas simples, do que é farto e apetitoso. Então pode trazer uma buchada, um sarapatel, um cozido, um capão de mulher parida, um mocotó, uma galinha de capoeira, uma carne no feijão. E depois um doce de leite, feito no tacho e na fervura do fogão de lenha. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. As religiões não são minhas, os tantos deuses não são meus. Não são meus os dízimos tão vergonhosos e não são minhas as falsas promessas de salvação. Que não me venham os falsos profetas e os charlatães pregadores, que não me cheguem os pastores do dinheiro nem as bíblias transformadas em cofres. A minha religião é outra e única. É a religião de um Deus que não precisa de igreja para existir nem de pregador para ser ouvido, eis que sempre no templo maior do meu coração. Há riqueza maior?
Nada disso é meu. Minha identidade é o que construí ser, meu registro é como sou conhecido. Pouca valia um nome e sobrenome se tudo está dito perante a minha imagem. Os troncos e as raízes sustentam o vingado, mas mesmo a frágil flor se alonga se cuidada. Tudo é uma questão de cuidar-se de si mesmo e de não deixar que os espinhos firam a quem nos procura, por amor, por amizade, por gostarem do muito no pouco que temos e somos. E juro que não há riqueza maior.
Escritor
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MORRE CANTORA DO GRUPO FAT FAMILY


Deise Cipriano lutava contra um câncer no fígado.

Uma das cantoras do grupo Fat Family, Deise Cipriano, de 39 anos, faleceu na tarde desta terça-feira (12), no Instituto do Câncer de São Paulo. A cantora estava lutando contra um câncer no fígado desde agosto do ano passado. 

Na segunda-feira (11), Deise apresentou náuseas, febre e dificuldade para se alimentar e chegou a ser encaminhada para o Centro de Atendimento de Intercorrências Oncológicas (CAIO), na capital paulista, e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Durante a manhã desta terça, Deise precisou ser sedada e entubada, após sentir muita falta de ar e ter uma queda de pressão arterial. Os médicos chegaram a controlar a situação, mas a cantora ficou em coma. 

Desde que foi diagnosticada com câncer, a integrante do Fat Family chegou a passar por duas temporadas em UTIs, mas há quase um mês estava em casa fazendo apenas exames de rotina e fez uma sessão de quimioterapia no dia 31 de janeiro.

https://www.osaogoncalo.com.br/geral/57400/morre-cantora-do-grupo-fat-family

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AGRADECIMENTO!

Por Geraldo Júnior

Quero agradecer aos amigos e familiares por todas as manifestações de carinho e pesar por ocasião da passagem do meu irmão Wanderson Antônio Gomes de Sousa, que infelizmente nos deixou nesse último dia 09 de fevereiro de 2019, vitimado por um enfarto do miocárdio, no auge dos seus vinte e sete anos.

A dor que a família está sentindo está sendo amenizada graças aos gestos de carinho e as palavras de conforto que foram e estão sendo expressadas por vocês que tiveram, nesse momento tão difícil, a consideração e o respeito para com todos nós familiares.

Tenho o orgulho em dizer que meu irmão foi um homem de bem, de caráter e trabalhador, que nunca durante toda sua vida causou qualquer tipo de constrangimento ou problema à família, um exemplo de filho, não tendo nada que o desabone.

Ficarão as lembranças dos bons momentos vividos e a saudade que nos acompanhará durante o resto de nossas vidas.

Jamais será esquecido.

Descanse em paz meu irmão.

A fotografia acima foi registrada no ano de 2010 em um sítio próximo a cidade de Sousa no estado da Paraíba, durante minhas férias.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1158394360991125&set=a.110305082466730&type=3&theater

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MEU, SEU, DELE, DELA, NOSSO QUERIDO ESTADUAL

Por José Mendes Pereira

Por que "O Estadual" e não "A Estadual"? Simplesmente porque esta escola já foi "Colégio Estadual de Mossoró", esta é a razão de todos a chamarem de "O Estadual".

Será que existem pessoas adultas ou bem adultas de Mossoró que ainda não conhecem o Estadual? É quase certeza que não. Quem aqui nasceu sabe muito bem chegar na maior Escola pública de Mossoró. E quem aqui nasceu e nela estudou conheceu e conhece todas as dependências dela, e até teve, muito embora pequeno e passageiro, um romance amoroso nas suas dependências, nos seus corredores, na cantina, na área de lazer, no auditório do teatro, na quadra de esporte, na rampa e que tenha sido em qualquer uma delas, enfim, "O Estadual" sempre foi e será um guardador de segredos que viu nas sua dependências casais de alunos e até mesmo professores se amando.

blogdadired12.blogspot.com

A Escola Estadual Jerônimo Rosado está localizada em Mossoró no bairro Santo Antonio, à Rua Ferreira Itajubá S/N, e foi fundada no ano de 1959, por Dinarte de Medeiros Mariz, que governou o Rio Grande do Norte entre 1956 e 1961.

Nas últimas seis décadas esta repartição já educou uma grande parte do povo mossoroense, inclusive pessoas de outras cidades que se matriculam nela, e é conhecida em toda região por "O Estadual", sendo de tradição. É a maior escola pública de Mossoró, com pouco mais de 20 salas de aula, e todas são grandes, com auditório, quadra de esporte, e duas rampas para ter acesso às classes.

Acadêmicos de matemática na recepção aos visitantes - http://pibidmatematicauern.blogspot.com.br/2013/06/salao-de-jogos-matematicos-movimentam.html

As alunas eram as pétalas que desabrochavam em suas flores para florirem aquela escola, e que sempre foram as personalidades que não deviam faltar naquelas dependências. Um olhar e um riso apaixonado de cada uma delas dentro daquele ambiente educacional fazia a escola continuar educando e formando com muito prazer, obrigado!

Quem viveu o Estadual sabe muito bem como era divertido estudar nele, e com certeza, orgulhou-se ou orgulha-se muito, por estudar em uma das mais tradicionais escolas de Mossoró, com bons mestres e responsáveis funcionários.

Aquelas estudantes que vestiam as suas fardas do magistério eram  e ainda são muito bem lembradas em qualquer lugar de Mossoró, porque a cor do uniforme embelezava mais ainda a estudante.

Veja o comentário da Nildete Alves que foi aluna de lá:


"Parabéns pelo belo texto, 
José Mendes Pereira!

Com ele revivi bons momentos! O Estadual tem cheiro da minha adolescência, pois lá estudei o ginasial e o primeiro ano do magistério! Lembrei como se fosse hoje , dos bons momentos ,dos amigoas Maria Do Carmo CarlosAlcidete Lima Lima NogueiraHelena Lima Túlia, Maria Zilma, Geiza Carlos, Paulo, Nereu, entre outros, dentre esses tinham coleguinhas que nos ensinava os conteúdos mais difíceis, e até mostrava dificuldade na aprendizagem para que as aulas extras demorassem mais Tamanho era a nossa admiração e carinho por eles e alguns até hoje são nossos amigos


Relembrei com muito respeito o palpitar do coração inocente com sentimentos platônicos ou não kkk lembro dos encontros escondidinhos com Roberto, hoje meu esposo indo me buscar na saída do colégio.

Professor Felipe Caetano

Lembro das salas de aulas, das rampas, dos professores por quem tínhamos admiração e respeito (Saudoso Hermógenes, Felipe Caetano, Francisco, a saudosa Natália Bezerra e muitos outros).

Professora Natália Bezerra

Lembro dos lanches deliciosos numa casa ao lado do colégio!!! Vou parar por aqui, mas ainda teria muito a descrever sobre os grandes momentos vividos nesse grande Colégio Estadual de Mossoró! 


Adendo: - http://blogdomendesemendes.blogspot.com


"A casa ao lado que você se refere era a de dona Porcina a qual era uma figura importante para nós, e principalmente para os alunos da Casa do Estudante. Sua lanchonete funcionava lá. Ela era uma pessoa que todos os alunos desejam ser seus filhos. Aqui disponibilizo a sua foto para que você demais ex-alunas recordem desta figura muito importante".

Agradeço mais uma vez ao autor desse texto, Jose Mendes Pereira Mendes!!! 

Gostaria de participar dos encontros anuais com os ex-alunos desse Colégio que tanto amo! Meu face é Nildete Alves! 

Abraços a todos que direta ou indiretamente fizeram parte dessa linda história!".


http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com/2014/08/escola-estadual-jeronimo-rosado.html

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QUIXERAMOBIM CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo

Quando achamos que já vimos tudo...

Em Breve uma das mais espetaculares Caravanas do Cariri Cangaço...

Antonio O Conselheiro do Brasil
Maio de 2019 - Quixeramobim, Ceara.

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