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quarta-feira, 24 de maio de 2023

LUTA ANTIMANICOMIAL (1987-2023) - 36 anos

 Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

Epitácio Andrade maio de 2023

De 3 a 6 de dezembro de 1987, durante o II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, realizado na cidade de Bauru, interior paulista, surgiu um movimento social organizado em torno da luta por uma sociedade sem manicômios. Inspirada nas ideias dessa luta e na Reforma Psiquiátrica brasileira, entre 1994/95, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Natal começou a ser implantada.

A Luta Antimanicomial tem dois eixos programáticos principais: 1. Garantir os direitos fundamentais da pessoa portadora de transtornos mentais; e 2. Defender a implantação de serviços de saúde mental de qualidade, hierarquizados, descentralizados, de base comunitária, que possam dar conta da demanda, redirecionando dessa forma o modelo de assistência em saúde mental: Do anacrônico manicômio para uma Rede de Atenção Psicossocial (Formada por Centros de Atenção Psicossocial-CAPS e outros serviços não-manicomiais).

Em maio de 1997, uma década após criação do movimento a nível nacional, o Rio Grande do Norte realizou seu 1º Encontro estadual.

No ano seguinte em 1998, a Câmara de Natal aprovou e o executivo sancionou a Lei que institui o 18 de maio, como DIA MUNICIPAL DE APOIO À LUTA ANTIMANICOMIAL.

Com a Luta Antimanicomial, ganhou força a ideia de reabilitação psicossocial e serviçospassaram a priorizar sua organização com este fim.

Somente no século XXI, houve a interiorização da Reforma Psiquiátrica Potiguar.

Em 2001, foi implantado o CAPS/CAICÓ, depois veio o CAPS/MOSSORÓ, Parelhas, Currais Novos, Santa Cruz e outros.

No ano de 2002, a capital do Seridó sediou o Encontro Nordestino de CAPS. Depois de renhida e incisiva ação do Núcleo Seridoense da luta Antimanicomial, o manicômio de Caicó foi fechado definitivamente em 2008.

A Luta Antimanicomial continua viva, celebrando conquistas e querendo muito mais. Salve 18 de maio- DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL.

Bauru (1)

Encontro estadual luta antimanicomial 1997 delegação CAPS leste

Folder encontro estadual da luta antimanicomial 1997

Beto Vieira 18 de maio 1997

Caicó Luta antimanicomial reforma psiquiátrica

CAPS-MOSSORÓ

caps Parelhas

CaPS Santa Cruz - Coral Chiquita Bacana

Luta 2023

Luta 23

Diário oficial Lei antimanicomial 18 de maio Natal

Manicômio bom é manicômio fechado 18 de maio

Enviado pelo o autor

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LAMPIÃO EM LIMOEIRO DO NORTE

 Por Guilherme Machado Historiador Historiador

Raríssima Fotografia de Lampião e seu bando em 1927 em Limoeiro do Norte CE.

Foto tirada por Francisco Ribeiro de Castro e Silva em Limoeiro - CE, em 15 ou 16 de junho de 1927, dois dias depois do ataque a Mossoró. O casal que aparece na fileira do meio são dois reféns (Coronel Antônio Gurgel e Dona Maria).

A história do cangaço é revivida hoje, em Limoeiro do Norte, após 80 anos da passagem do bando pelo município

Limoeiro do Norte. Poucos acontecimentos de apenas algumas horas perpetuam na história do Ceará, como a passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, por Limoeiro do Norte, há exatamente 80 anos. O cabra foi posto para correr de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde até hoje festejam a resistência ao cangaceiro. Depois de  receber a “chuva de balas” dos potiguares, aceitou os cumprimentos “tensos” dos limoeirenses, no dia 15 de junho de 1927. O rebuliço foi consolado pela “visita em paz” do rei do cangaço nas terras de seu Padim Ciço. Nunca mais Limoeiro foi o mesmo. “Prefeito de Limoeiro, Urgente. Lampião acaba atacar Mossoró. Depois forte resistência.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/posts/1977712952573006/

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COMO ARQUIVO EM NOSSO BLOG.

Acervo do Ramon Lemos - TV Tupy Difusora.

Os cantantes Cauby Peixoto, Vicente Celestino, Orlando Silva e a sapoti Ângela Maria, em momento de exaltada alegria, no início da década de 60!

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2862639180536605&set=gm.1004148610965809&idorvanity=521993125848029

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terça-feira, 23 de maio de 2023

VINGANÇA NO SERTÃO - A SAGA DE CHICO PEREIRA.

Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=YJjXv4QSb6c&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

A impressionante história de Francisco Dantas Pereira "Chico Pereira", um jovem sertanejo que após ter o pai assassinado e ver o seu desejo de justiça ignorado pelas autoridades, resolve fazer justiça com as próprias mãos e após se envolver em questões com poderosos da região de Sousa e participar do ataque do bando de Lampião à referida cidade, vê-se obrigado a ingressar definitivamente no bando cangaceiro, iniciando-se assim sua dolorosa e trágica história dentro do cangaço que só terminaria com sua morte anos depois no estado do Rio Grande do Norte.


A história completa sobre esse fato vocês conhecerão no decorrer desse vídeo. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaçologia Shorts e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:
 A impressionante história de Francisco Dantas Pereira "Chico Pereira", um jovem sertanejo que após ter o pai assassinado e ver o seu desejo de justiça ignorado pelas autoridades, resolve fazer justiça com as próprias mãos e após se envolver em questões com poderosos da região de Sousa e participar do ataque do bando de Lampião à referida cidade, vê-se obrigado a ingressar definitivamente no bando cangaceiro, iniciando-se assim sua dolorosa e trágica história dentro do cangaço que só terminaria com sua morte anos depois no estado do Rio Grande do Norte.

A história completa sobre esse fato vocês conhecerão no decorrer desse vídeo. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaçologia Shorts e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:
 / @cangacologia  

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PRAÇA DA CONVIVÊNCIA

 Por Geraldo Maia

Está situada na Avenida Rio Branco, no corredor cultural de Mossoró, Rio Grande do Norte. A área onde se encontra inserida recebeu a denominação de Largo Manuel Duarte. 

O homenageado foi um dos heróis da resistência mossoroense ao bando de Lampião. Exímio atirador, foi o provável autor dos disparos que alvejaram dois cangaceiros: Colchete e Jararaca, onde o primeiro foi morto no local e o outro foi gravemente ferido, porém, foi morto por polícias, três dias depois de preso Com 6.611,27 m² de área total construída, a Praça da Convivência oferecer espaço para eventos, cultura e lazer para o convívio social da população. Foi inaugurada em 21 de setembro de 2007.

http://website.informer.com/visit?domain=blogdogemaia.com&pageviewId=desktop-302e363634303135303020313638343837373930382031343834303131383838

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CANGACEIROS ABATIDOS

 Por Helton Araújo

Da esquerda para direita : Suspeita, Fortaleza, Limoeiro e Medalha. No caixão Félix Alves.

Em Setembro de 1935, um grupo de civis liderados por Antônio de Amélia, deram cabo de quatro cangaceiros que seguiam ordens de Lampião.

Foram mortos nas terras da fazenda Aroeirinha na região de Mata Grande em Alagoas, os cangaceiros : Suspeita ( que liderava o grupo no momento ) , Limoeiro ( que era primo de Dadá ), Fortaleza ( não é o mesmo da famosa foto na fazenda Jaramataia) e Medalha. Nessa ocasião morreu no confronto entre civis e cangaceiros, vitimado por uma bala perdida o Sr. Félix Alves, proprietário da fazenda e pai de Alfredo, um dos civis que esteve presente na luta.

Vale lembrar, que Félix Alves e familiares, além de Antônio de Amélia, eram tidos pelas forças volantes como coiteiros de Lampião, pressionados pelas autoridades, se viram obrigados a executar os cangaceiros.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=260157423161300&set=gm.2198724120336520&idorvanity=179428208932798

https://youtu.be/naaviLZ3hcM

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A ÚLTIMA CANGACEIRA.

Por Denilson Menezes 

Dulce Menezes dos Santos, foi a última cangaceira do bando de Lampião a morrer. Morreu no dia 12 de Dezembro de 2022 hoje 23 de Maio de 2023, completaria 100 anos de idade, Dulce Menezes dos Santos, a última cangaceira entre homens e mulheres a morrer que se tem notícias.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6852631018104033&set=gm.2199187906956808&idorvanity=179428208932798

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E.M. # 07 – "OLHA O GELÉ!!!"

Por Relembrando Mossoró

Nos velhos tempos do Alto da Conceição, após o banho da tarde, sentava na calçada, ali na Avenida Alberto Maranhão, bem perto da Igreja Matriz, esperando a passagem de Seu Luiz do Gelé. Era um senhor alto e magro, de chapéu, com seu tabuleiro na cabeça e carregando no ombro aquela pequena estrutura de madeira. Quando eu estava com umas “pratinhas” no bolso, acenava, ele parava. Servia generosa fatia do doce geleia de coco, em um quadradinho de papel, e na tarde empoeirada, junto com o vento Nordeste, ele seguia rumo ao “Saco”, (atual bairro Belo Horizonte) anunciando: "Oi o gelé!..... gelé..." Velhos tempos e belos dias.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10210896366001157&set=gm.6050720598344653&idorvanity=768856323197800

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O CABRA PATATIVA

 Por Guilherme Velame Wenzinger

O cabra "Patativa". De nome Antônio Pedro, natural de Bebedouro-(BA), jovem, adentrou para o cangaço já em seus últimos suspiros, teve como companheira a cangaceira Josefa Maria de Jesus, acompanhou Corisco e Labareda. Estava acompanhando Corisco no combate da Lagoa da Serra, em Sergipe, em outubro de 1939, junto ao chefe e, Dadá, Roxinho, Guerreiro, Gitirana, Caixa de Fósforo, Rio Branco e mais 2 ou 3 cabras (segundo livro "Dadá e Corisco" - Antônio Amaury.) Reaparece em 30 de março de 1940 quando entrega-se junto com Ângelo Roque, o Labareda, e os outros companheiros. Cumpriu pena e regenerou-se, vindo a falecer já na 3ª a idade.

Fontes: Dadá e Corisco - Antônio Amaury.

Cangaceiros e Jagunços - Renato Luís Bandeira.

Cangaceiros de Lampião de A a Z - Bismarck Martins de Oliveira.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6701091333312776&set=gm.2198859926989606&idorvanity=179428208932798

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MANIÇOBA/BEBEDOURO

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de maio de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.888

CLERISVALDO E DONA JOANINHA, NO BEBEDOURO (FOTO: SÉRGIO CAMPOS).

Vez em quando damos uma passada pelos bairros que formam um só, Maniçoba/Bebedouro. Lugar onde o casario se confunde ao longo da margem esquerda do rio Ipanema. Muitas rochas e árvores frondosas fazem de ambos os bairros, um belo jardim que vai sendo descoberto para chácaras da classe média que procura descanso. Na Maniçoba, o rio Ipanema recebe as águas de um riachinho que se forma em tempo de inverno, vindo da região do Residencial Brisa da Serra, parte norte da cidade e saída para o povoado São Félix. O riachinho não tem título e por isso o chamamos de “riacho Sem Nome”. Mais adiante, no Bebedouro encontra-se a estreita foz do riacho do bode, após as últimas casas do perímetro urbano. Hoje transformada em escoadouro do açude formado pelo riacho, porém, sem sangramento há muito tempo, é seca e coberta de mato.

Imortalizamos o lugar com o livro documentário ainda inédito, “Santana: Reino do Couro e da Sola”. Tendo como ponto central do documentário os curtumes daquela região que alimentava artesãos do couro, a rede de sapateiros autônomos e as fabriquetas de calçados da cidade. Muitos outros fatos, porém, ali acontecidos são narrados e vindos a lume para conhecimento dessa e das futuras gerações da terrinha. Curtumes são lugares onde o couro dos animais são transformados em couro curtido e/ou em sola. Nos tempos mais recentes nesses lugares que ostentam o primeiro documento sobre Santana do Ipanema, destacava-se a líder comunitária conhecida como “Dona Joaninha”, mulher combativa pela sua comunidade e terror dos políticos santanenses.

Tive a imensa honra de trabalhar com Dona Joaninha na “Associação Guardiões do Rio Ipanema – AGRIPA.  A última vez que estive na sua casa, foi com alguns guardiões de folga que aproveitaram para pegar umas cervejas nas imediações. Dona Joaninha “deu um rela” na turma e mandou pegar cerveja gelada em um lugar próximo, dizendo: “Vocês estão na minha casa e a obrigação é minha, ora, ora, ora... Estava doente, mas não se entregava e pouco se referia aos seus problemas pessoais. Poucos meses ou semanas após esse encontro, Deus precisou daquela mulher sábia e guerreira para aconselhar alguns rebeldes na porta do Céu. Uma lacuna difícil de ser preenchida na Maniçoba/Bebedouro e em Santana do Ipanema.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/05/manicobabebedouro-clerisvaldo-b.html

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segunda-feira, 22 de maio de 2023

LIVRO

   Por José Mendes Pereira

 

Conheça José Leite de Santana, o ex-cangaceiro do capitão Lampião, com alcunha "Jararaca" que foi assassinado em Mossoró.  O livro foi escrito pelo historiador e pesquisador do cangaço Geraldo Maia do Nascimento. 

Para adquirir esta esta excelente obra, basta entrar em contato com o autor através deste gmail abaixo.


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LIVRO

   Por José Mendes Pereira


Você está procurando um excelente trabalho sobre o capitão Lampião, vai de Frederico Pernambucano de Melo. 

Veja se o encontrará com o professor Pereira através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

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LIVRO

 


Veja se o professor Pereira o tem. Solicite informação através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/photo/?fbid=5910592699044606&set=gm.1969929040018064&idorvanity=893614680982844

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LIVRO

  


 São quase 400 páginas, com fatos novos, inclusive uma certidão do casamento da cangaceira Dulce, com o também, cangaceiro, Criança. Uma iconografia muito rica, que vale a pena ter em uma biblioteca. A excelente obra pode ser adquirida diretamente com o autor, através do email: 

archimedes-marques@bol.com.br

Sobre a sua obra, vejamos o que diz o autor, em poucas palavras:

Neste segundo volume passeamos sobre a estada, a passagem, a vida das cangaceiras naqueles inóspitos tempos, suas dores e seus amores nas guerras do cangaço e também após esse tempo para aquelas sobreviventes. 

A história de Carira, seus arruaceiros, seus bandoleiros, seus pistoleiros, os cangaceiros e policiais que por ali atuaram, também é minuciada e melhor estudada com a participação inequívoca de historiadores locais de renome que remontam esse tempo.

Laranjeiras, a histórica e linda Laranjeiras dos amores e horrores, não poderia ficar de fora, pois além de tudo, há a grande possibilidade de Lampião ali ter pisado, até mais de uma vez, para tratamento do seu olho junto ao médico Dr. Antônio Militão de Bragança. Nesse sentido a história, a ficção e as suposições se misturam para melhor compreensão do leitor.

Boas novidades também são apresentadas neste volume, uma com referência ao “desaparecido” Luiz Marinho, cunhado de Lampião, então casado com a sua irmã Virtuosa, outra referente ao casamento de um casal de cangaceiros ainda na constância desse fenômeno ocorrido em Porto da Folha, com a prova documental e, em especial o extraordinário fato novo relacionado a Maria Bonita em Propriá na sua segunda visita àquela cidade para tratamento médico. Fotos inéditas também estão apostas neste volume, que acredito será bem aceito pelos pesquisadores do cangaço.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=829473713921271&set=gm.805346109674335&type=3&theater&ifg=1

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MANIFESTAÇÕES SOCIOCULTURAIS INSPIRADAS NO CANGAÇO POTIGUAR

 Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

O cangaço é uma forma de banditismo social típica, um fenômeno ocorrido no Nordeste brasileiro no final do século XIX e XX e, que teve sua gênese em questões sociais e também fundiárias, caracterizando-se por atitudes e acontecimentos violentos de grupos ou mesmo de indivíduos isolados.

Originalmente publicado na Inglaterra em 1969, com tradução no brasil em 1973, “Bandidos”, do historiador britânico Eric Hobsbawn, delimitou um novo campo de estudo na história: o banditismo social.

Essa forma de protesto anterior à tomada de consciência dos métodos de propaganda e agitação política se estabeleceu em diversas partes do mundo.

Reportando-se aos cangaceiros brasileiros, Hobsbawn afirmou que seus feitos espetaculares deram origem a mitos e lendas. Nesse sentido, cita Lampião que chegou a ser mundialmente conhecido graças às canções, histórias e filmes que inspirou.

Sócio fundador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), o professor Severino Vicente justifica a publicação de seu livro “Folclore e Cultura Popular nas Práticas Pedagógicas”, ocorrida em 2010, como forma de atualizar os conhecimentos dessas áreas frente ao mundo globalizado e assim, salvaguardar nosso pertencimento neste importante campo de reconhecimento sociocultural. No capítulo “Cultura, Espetáculo e Mídia”, o folclorista define espetáculo como tudo que chama a atenção, atrai, prende o olhar, impressiona vivamente, ostentoso, muita vida, um show. São coisas dos tempos modernos. O escritor faz referência ao evento “Mossoró Cidade Junina” (Onde está inserido o espetáculo “Chuva de Bala”, que encena no palco real dos acontecimentos a resistência dos mossoroenses ao bando de Lampião em 1927) para exemplificar o novo momento das festas populares.

Após esta breve introdução sobre a interface cangaço/cultura, passar-se-á às epopeias dos chefes de bando cangaceiro no Rio Grande do Norte que inspiraram manifestações socioculturais.

Em solos potiguares, pelo menos 4 grandes líderes cangaceiros protagonizaram façanhas, sagas, marchas e tragédias.

Jesuíno Brilhante, conhecido como “Robin Hood do Sertão”, atuou na grande seca de 1877, “saqueando comboios de víveres para distribuí-los com retirantes flagelados”, sendo este um dos cenários do filme “Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro”(1972), de William Cobbett, o primeiro longa-metragem rodado integralmente no Rio Grande do Norte. Sob influência do neorrealismo italiano, a obra foi produzida com poucos recursos e contou com ator-atriz âncora nos papéis principais, entre elas, Vanja Orico (Musa do ciclo do cangaço no cinema nacional) e atores amadores, recrutados nas locações, (no semiárido). A direção de fotografia ficou a cargo do cineasta Carlos Tourinho.

Numa iniciativa ousada e inovadora para diversificar os equipamentos de turismo histórico-cultural no município, foi construído o pórtico “Patu-Terra de Jesuíno Brilhante”.

A Morte de Jesuíno Brilhante, ocorrida no ano de 1879, em São José de Brejo do Cruz/PB foi tema de documentário, produzido em 2004 e editado em 2005.

A atuação no cangaço de Chico Pereira deu inspiração ao padre Pereira Nóbrega para publicar em 1961 a célebre obra “Vingança Não”, prefaciada por Raquel de Queirós.

Chico Pereira foi barbaramente assassinado em Currais Novos e no local da morte familiares ergueram um memorial alusivo a seu martírio.

A marcha de Lampião que culminou com a expulsão imposta pela resistência dos mossoroenses em 13 de junho de 1927 tem motivado a realização anual do espetáculo teatral “Chuva de Bala no País de Mossoró”. Sem dúvidas, a maior manifestação sociocultural inspirada pelo cangaço no Rio Grande do Norte.

Com menor notoriedade, porém não menos relevante historicamente, o enfrentamento ao bando do cangaceiro Antônio Silvino na invasão à zona rural de Ouro Branco (em 1901, pertencente a Caicó) ficou imortalizado na tela “Cangaço no Seridó” e no livro “O Fogo da Pedreira- Saga de Antônio Silvino em Caicó, lançado pelo escritor Orlando Rodrigues em 2001.

Livros, pinturas, filmes, monumentos, memoriais e espetáculos teatrais são manifestações socioculturais inspiradas no cangaço potiguar que têm fomentado o turismo e o desenvolvimento sustentável do Estado do Rio Grande do Norte.

Epitácio de Andrade Filho
Severino Vicente - Cultura, Espetáculo e Mídia (2)

Lampião - mapa do cangaço no RN

Mossoró - Chuva de Bala

Retirante no filme Jesuíno Brilhante

Carlos Tourinho

Pórtico Patu Terra de Jesuíno Brilhante

O lugar da Morte de Jesuíno Brilhante - São José

Currais Novos Chico Pereira 2014

Vingança não

Cangaço no seridó

Enviado pelo o autor.

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PARABÉNS PARA ELA!

 Por Veridiano Dias Clemente


Parabéns prá minha Nêga

Essa linda " Nêga Lú "

A linda Miss de Caruaru

Hoje é o grande dia dela

Boa mãe ,esposa e companheira

Foi na Sulanca na feira

E comprou sua blusa amarela

De seu esposo :

Jornalista, Poeta e Cordelista

VERÍ


https://www.facebook.com/100004164580514/posts/pfbid04ve5SoYVvfsNB5JEXosMR8gobmt9Bst7o7znBAzJAM6QBPnXw7WzgQoZJw9867N8l/?comment_id=1418359645588887

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SECA VERDE

 Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.888

Já foi tema de antigos vestibulares: “seca verde”, “quadrilátero Ferrífero”, recôncavo baiano”, “êxodo rural” e muitos outros. E nesse momento em que a mídia fala em seca verde em regiões de Sergipe e Alagoas, novamente voltamos a falar na Natureza.  Sábado passado foi o dia todo nublado no Sertão de Alagoas, frieza e, aqui, acolá, sereno de chuva. O domingo amanheceu nublado, chuveirinho e frieza, deixando a interrogação costumeira na região: Será o começo do inverno? Os pássaros mesmo assim, amanheceram o dia cantando. Logo cedo, aqui no perímetro urbano, a rolinha cantou forte no Bairro São José, como sinal de caminhos abertos e dia feliz. Depois os pardais vieram para fiação da rua enfrentaram frieza e umidade.

DIA FRIO E MELANCÓLICO (FOTO: B. CHAGAS).

Mas o que é mesmo “seca verde”? É o fenômeno em que a vegetação está completamente verde, mas as águas das chuvas não foram suficientes para o desenvolvimento completo da lavoura. Os produtos do campo não conseguem chegar à época da colheita. E se chegam, nada ou quase nada se aproveita. Daí a preocupação do agricultor também com a chuva. Vai dar para sustentar todo o ciclo das plantações? E se vai dar, será que ainda vai sobrar água nos barreiros, nos açudes, nas lagoas... Para a travessia pós inverno? Mesmo por essa época, já começa uma certa inquietação pelos caminhões-pipa para abastecimento urbano e rural. E o sertão nordestino vai vivendo na incerteza entre Deus e os homens. A diferença da seca verde para a seca total é apenas o verde ou o cinza crestado dos vegetais. Pouca água ou água nenhuma, não ameniza o desespero contra a fome.

Conhecimento sobre a “seca verde” é bom... Melhor ainda são as ações preventivas e efetivas em defesa da produção e o pecado da gula na fartura de mesa campesina.

Enquanto, isso, nessa manhã de domingo em que a crônica se veste para a segunda-feira, o sereno de chuva é constante neste dia nublado, frio e triste. A beleza, todavia, da presença divina em cada uma das facetas do tempo renova esperança, fé e crença no Senhor dos Mundos.

E se a seca é verde, azul, cinza ou cor de rosa... Muito mais colorida é a misericórdia que desce e que mescla todos os climas da Terra.

Já é noite e a chuvada lenta do dia inteiro, penetra pela noite.

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