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quinta-feira, 25 de maio de 2023

NO ANIVERSÁRIO DA BEATA MARIA DE ARAÚJO, DEVOTOS E ESTUDIOSOS PEDEM MAIS PROTAGONISMO DELA NOS MILAGRES ATRIBUÍDOS A PADRE CÍCERO.

 Por Thaís Brito, g1 CE

A beata Maria de Araújo nasceu no dia 24 de maio e esteve no centro da devoção popular em Juazeiro do Norte, na região do Cariri — Foto: Reprodução

O dia 24 de maio marca o nascimento da beata, conhecida pelos episódios em que hóstias se transformaram em sangue. Movimento pede mais atenção à memória da mulher, que foi retratada historicamente como coadjuvante.


Os eventos da trajetória de uma mulher negra em um pequeno povoado do interior do Ceará levaram a uma forte devoção popular perpassada por controvérsias e centrada na figura do padre Cícero Romão Batista. Estudiosos e devotos defendem um olhar mais atento para a memória da beata Maria de Araújo, protagonista dos episódios em que as hóstias viraram sangue em sua boca.

No dia 24 de maio, discussões e eventos fazem memória à data do nascimento da beata, cuja imagem deve ser colocada ao lado do padre Cícero nas repartições públicas de Juazeiro do Norte que trazem a representação do “santo popular”. É o que prevê lei municipal aprovada em 2021 no município, situado na região do Cariri.

Na data de aniversário da beata, o g1 conversou com estudiosos sobre Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo e traz detalhes conhecidos sobre a vida da beata.

Aniversário de Beata Maria de Araújo é celebrado no Cariri
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Aniversário de Beata Maria de Araújo é celebrado no Cariri

Início da vida de Maria de Araújo

O povoado de Joaseiro era um distrito do Crato, no Cariri cearense. Era o lugar que depois viraria a cidade de Juazeiro do Norte. No local, morava o casal Antônio da Silva Araújo e Ana Josefa do Sacramento, vinha de uma família pobre de negros e mestiços.

Não é possível precisar o ano em que Maria de Araújo nasceu, pois só foram encontrados os registros de nascimento dos seus onze irmãos, relata Fátima Pinho, historiadora e professora da Universidade Regional do Cariri (Urca). Por isso, a estimativa é que ela tenha nascido no dia 24 de maio entre os anos de 1861 e 1863.

Em uma carta de padre Cícero, ele relata que conheceu Maria ainda criança, quando ela tinha entre oito e dez anos. À época da primeira comunhão, o sacerdote percebeu na menina dotes especiais e se tornou um diretor espiritual. Assim, ela recebeu do sacerdote o conselho de dedicar a vida à religião.

Visões, estigmas pelo corpo e outros eventos espirituais já haviam sido relatados em dois jornais de Fortaleza, com notícias sobre uma “virgem piedosa”.

“Entre esse encontro do padre com a beata até a ocorrência do sangramento da hóstia, tem relatos de Maria de Araújo tendo êxtases, colóquios e manifestações místicas”, aponta Fátima Pinho.

Viagens espirituais, sonhos e profecias foram experiências relatadas pela própria beata nos depoimentos que ela daria à Igreja Católica anos depois.

"Milagres de Juazeiro"

Conheça as estátuas do Padre Cícero, Beata Maria de Araújo e Monsenhor Murilo
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Conheça as estátuas do Padre Cícero, Beata Maria de Araújo e Monsenhor Murilo

Os episódios que mudaram a história da região começaram no ano de 1889, quando a beata teria entre 26 e 28 anos.

Na sexta-feira antes do Carnaval daquele ano, a jovem estava em oração com outras mulheres pedindo por um bom período de chuvas na região. Ela participava de uma novena e recebeu a comunhão pelas mãos do padre Cícero ao fim das orações, conforme detalha Dia Nobre, escritora e historiadora.

Na boca de Maria de Araújo, a hóstia se transformou em sangue, segundo os relatos da época. “A partir desse momento, ela começa a manifestar esse sangramento todas as quartas e sextas-feiras durante o período de dois anos, mais ou menos, até meados de 1891”, complementa Dia.

Conforme complementa Fátima Pinho, o fenômeno se repetia mesmo quando ela recebia a comunhão de outros padres. Logo, os “milagres do Juazeiro” começaram a ficar conhecidos por aqueles que acreditavam na santidade de Maria de Araújo.

A repercussão pelo mundo

As notícias sobre os milagres chegam aos jornais em junho do mesmo ano, repercutindo em cidades como Fortaleza, Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro.

Esta rápida disseminação é atribuída ao envio de cartas e artigos de José Marrocos, homem culto e religioso que acreditava na veracidade dos milagres. Natural do Crato, ele era jornalista e primo do padre Cícero.

Outro grande divulgador foi o padre Francisco Rodrigues Monteiro, reitor do Seminário do Crato. Acreditando no milagre, ele escreveu uma carta ao bispo diocesano do Ceará, dom Joaquim José Vieira, e organizou uma primeira romaria à casa da beata no mês de julho. Ele reuniu cerca de 3 mil pessoas neste primeiro momento, comenta a pesquisadora Dia Nobre.

Por dois anos, a Igreja não se manifestou publicamente sobre o assunto, enviando apenas cartas ao sacerdote e pedindo que ele não divulgasse os eventos.

Em 1891, outro evento repercutido na imprensa brasileira foi a declaração de um médico carioca que havia se mudado para o Crato. Após examinar a beata, ele afirmou que os fatos envolvendo Maria de Araújo eram extraordinários.

Periódicos de outros países também começam a divulgar cartas e testemunhos de pessoas que quiseram visitar a terra da “santa beata”.

É a partir deste ponto que a Diocese do Ceará busca ouvir o depoimento do padre Cícero pela primeira vez e declara que os acontecimentos de Juazeiro não são milagrosos.

Enquanto isso, as notícias continuaram a circular com esforços do jornalista José Marrocos. Na região, os relatos circulavam na oralidade, e a casa da beata virou ponto de peregrinação, assim como a casa do padre Cícero.

Mesmo sem o reconhecimento oficial, a população queria conhecer a cidade como “terra santa com um padre santo e uma santa virgem”.

As apurações oficiais

Uma comissão nomeada pela Igreja foi até o povoado. No período, a beata Maria de Araújo passa por uma série de exames médicos e interrogatórios, que se estendem aos padres, personalidades e outras beatas da região.

Descartados problemas mentais e físicos na beata, os eventos são chamados de extraordinários mais uma vez. A Igreja não aceita o relatório desta comissão, afirma a historiadora Fátima Pinho. Uma segunda comissão é nomeada pela diocese.

O inquérito liderado por um pároco de Quixeramobim teve métodos duvidosos, conforme a historiadora Dia Nobre.

“Ele prende a beata Maria de Araújo dentro da Casa de Caridade. Há relatos de que ele a deixou jejuando a pão e água, que ele a mantinha com a boca aberta por muitas horas, de joelhos nos milhos. Então tem aí uma tortura dessa mulher para que ela negasse os fenômenos ou dissesse que ela produzia esses fenômenos de forma falsa”, conta.

O resultado da segunda comissão diz que os eventos são um embuste. A reação é uma pressão popular e de parte do clero local.

Um padre da primeira comissão traduz os depoimentos colhidos para o italiano e envia a Roma. Ao mesmo tempo, o bispo à frente da Igreja no Ceará recorre ao Vaticano na esperança de uma solução que acabe com as romarias em devoção a Maria de Araújo.

Em posse dos depoimentos e inquéritos, um relatório da Congregação para a Doutrina da Fé, representando a Santa Sé, reafirma a negação dos milagres e pune os envolvidos: suspensão para os padres e isolamento social para a beata.

O papel do padre Cícero durante os processos foi de defesa da beata. Para Fátima Pinho, isso demonstra que ele teria sido o primeiro devoto das manifestações divinas em Maria de Araújo, se recusando a se retratar para reverter a punição determinada pela Igreja.

O caso de Maria de Araújo coincide com o período de “romanização” na Igreja, fruto das discussões do Concílio Vaticano I, de 1869 a 1870. Conforme Dia Nobre, a reforma buscava um afastamento das vivências místicas e práticas populares, nas quais os fiéis estabeleciam relações com as divindades sem a mediação da Igreja.

A historiadora relata ainda que um caso semelhante de sangramento da hóstia aconteceu no interior da França. A diferença seria que os fenômenos da beata Matilda não encontraram defensores no clero local, com um fim rápido das romarias e do culto à religiosa.

Um último comunicado da Santa Sé sobre o caso de Juazeiro foi em 1898, reiterando que a beata deveria ser afastada e que medalhas, orações e objetos de devoção a ela deveriam ser queimados.

Uma mulher vista como coadjuvante

Êxtases, colóquios divinos e aparição de estigmas no corpo foram sinais reconhecidos pela Igreja em casos de mulheres europeias, como a santa italiana Catarina de Sena.

A falta de reconhecimento da beata cearense é atribuída a ideias excludentes. Conforme Fátima Pinho, a frase de um padre que circulou na época dizia que Jesus jamais sairia da Europa para derramar seu sangue na boca de uma mulher pobre e feia.

“O fato acontecia num povoado do interior do Ceará, não era nem uma vila. Era uma mulher pobre, negra, analfabeta no final do século XIX, no país que tinha abolido a escravidão há pouco tempo. O padre Cícero vai ter uma repercussão muito maior, inclusive na imprensa. Era um homem branco dos olhinhos azuis”, compara a pesquisadora.

Nos anos iniciais, o povo das primeiras romarias tinham como figura central a beata Maria de Araújo e a devoção ao Sangue Precioso de Jesus, que brotava da hóstia e dos estigmas no corpo dela. A partir de 1892, as peregrinações voltaram o foco para Nossa Senhora das Dores.

Um elemento importante para que a memória da beata fosse esquecida foi uma proibição voltada aos leigos: eles só poderiam ter acesso à confissão e aos demais sacramentos se declarasse não acreditar nos milagres da beata.

“Naquele contexto, você dizer para o católico que ele não tem direito ao sacramento, é algo extremamente grave. O que estava em jogo era a vida após a morte, a salvação eterna. Isso vai contribuir para o esquecimento dela na memória local”, conta Dia Nobre.

Assim como no nascimento, os registros da morte de Maria não deixam certezas, com a informação apenas do nome e da data. Ela tinha saúde frágil e faleceu em 17 de janeiro de 1914, no contexto da Sedição de Juazeiro. O confronto armado entre as oligarquias cearenses e o Governo Federal resultou em invasões no Crato e no Juazeiro.

Em 1930, o túmulo de Maria de Araújo foi destruído. Segundo a historiadora, isto foi feito a mando do monsenhor José Alves de Lima, vigário local que não dispunha de autorização legal. Ficaram apenas restos do cabelo e o cordão de São Francisco, com o qual ela havia sido enterrada.

Um movimento pela memória da beata

Em Juazeiro do Norte, lei municipal prevê que a imagem da beata de Maria de Araújo esteja ao lado do padre Cícero nas repartições públicas — Foto: Prefeitura de Juazeiro do Norte/Divulgação

Em 2004, uma campanha na região do Cariri espalhou um cartaz com a foto de Maria de Araújo e a mensagem “Procura-se”. O grupo de artistas chamava atenção para o fato de que, até hoje, o destino dos restos mortais da beata não é conhecido.

Os esforços para resgatar o protagonismo da beata na história começaram em 1989, com um simpósio que marcou o centenário dos milagres a ela atribuídos.

Atualmente, a figura histórica inspira celebrações nas datas que marcam o nascimento, a morte e o início dos milagres.

O Movimento pela Reabilitação da Memória da Beata Maria de Araújo se fortaleceu a partir de 2014, reunindo acadêmicos, artistas e grupos culturais interessados em ressaltar a importância da beata para todos os acontecimentos que transformaram Juazeiro do Norte em um destino de romeiros e manifestações da devoção popular.

Dentre as conquistas celebradas pelo grupo, está a lei municipal aprovada em 2021 no município de Juazeiro do Norte. A legislação torna obrigatório o uso da imagem de Maria de Araújo nos espaços das repartições públicas que já traziam imagens do padre Cícero. Assim, o padre e a beata devem ter representação com as mesmas dimensões.

Nesta quarta-feira (24), o aniversário da beata será comemorado com a sexta edição da Mostra Poemas para Maria. O objetivo é reunir a produção dos artistas locais em homenagem a ela. São selecionados 20 poemas, que ficam eternizados em um livro com edição física e digital.

O tema deste ano é “Maria de Araújo e as Marias de Juazeiro”. Concorrendo a uma premiação em dinheiro, os candidatos foram chamados a refletir sobre as mulheres invisibilizadas e silenciadas na região.

“O evento tem um lado artístico, mas também crítico e político, de pensar essa sociedade estruturada a partir do silenciamento das mulheres, tomando como base a vida de Maria de Araújo”, explica Roberto Viana, diretor do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte.

A celebração acontece a partir das 18 horas no auditório da Secretaria da Educação (Seduc). Além da recitação dos poemas selecionados, haverá um colóquio com a historiadora Dia Nobre e o corte do bolo de aniversário de Maria de Araújo.

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CARREIROS, CARROS E PROCISSÃO

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 de maio de 2023

Escritor Símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 2891

PADRE JACIEL, PARÓQUIA D SENHORA SANTANA (FOTO: B.CHAGAS/ARQUIVO)

Era ainda o auge dos carros de boi.  Na margem direita do rio Ipanema, só havia cercados de criação e de roças, casas pobres e longe uma das outras entre caminhos e estradas poeirentas e carroçáveis. Muitas vezes fui comprar o leite à casa do senhor Antônio Alcântara, compadre de meu pai e que morava onde hoje é o supermercado Nobre, vizinho a Ponte do Padre. Seu Antônio todos os dias atravessava o Ipanema para pegar o leite de venda no seu criatório da margem direita.  Perto da sua propriedade ou nela mesma, nas proximidades do Poço dos Homens, morava um carreiro gente boa, chamado Cícero. E meu pai mandou fazer um carro de boi muito bem feito, tamanho máximo e, com quatro bois enormes, vermelhos e bem nutridos, entregando-os ao Seu Cícero para carrear.

Santana ainda tinha um título de “Terra dos Carros de Boi”, carros esses que lotavam o poço do Juá, no rio Ipanema, aguardando mercadorias da feira do sábado para o destino da zona rural.  Mais progresso chegou e o carro de boi ficou obsoleto. Nos últimos tempos desapareceu da cidade, mas continua firme e forte na área rural que tanto precisa dos seus serviços no dia a dia. Mas, como o destino tece à sua maneira, a Paróquia de Senhora Santana incorporou uma procissão de carreiros e seus carros de madeira na abertura das festas do mês de julho.

A procissão aludida já chegou a desfilar com 1.800 carros de boi, contados pelos participantes. Logo cedo no dia anterior à procissão, os carreiros vão chegando e acampam no “Parque de Exposição Izaías Vieira Rego”, a 2 km da cidade, onde se preparam para o grande dia. Os carros desfilam rumo a Santana, pela AL-130, indo a imagem de Senhora Santana no carro de boi da frente, onde também vai o pároco da Matriz. Após a procissão é realizada a bênção que geralmente acontece no Largo Cônego Bulhões.   E no início dessa friezinha que está acontecendo no mês de maio, já se ouve carreiros providenciando coisas para a grande felicidade de escoltar a santa até a casa sagrada Matriz de Senhora Santana.



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O CAMINHO DE LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE, "PASSO A PASSO", ESCREVEU E FEZ O MESMO TRAJETO O ROSTAND MEDEIROS.

 Por José Mendes Pereira


Faça uma viagem pelos sertões do Rio Grande do Norte através deste livro, ao lado do historiógrafo e pesquisador do Cangaço Rostand Medeiros, mas sempre acompanhando os passos do capitão Lampião e seu bando de delinquentes, conhecendo os coitos, invasões e lugares que eles destruíram, ou fizeram alguns sertanejos de reféns, até chegarem à famosa cidade de Mossoró. 

Massilon Leite é o nº. 7

É possível que o capitão Lampião se arrependeu dessa empreitada para assaltar Mossoró, incentivado pelo o cangaceiro Massilon Leite, que ele não devia ter ido na conversa dele, por ser um jovem aprendiz no que diz respeito a cangaço, findou no que findou, perdendo o respeito para Mossoró, juntamente com a sua malta.

Após serem espancados da cidade, saíram em direção às cidades do Estado do Ceará, uma delas, Limoeiro do Norte. O capitão Lampião e seu bando não conseguiram levar nada de Mossoró, deixaram para trás o cangaceiro Colchete morto, Jararaca baleado, e além do mais, foram presenteados com uma excelente derrota. 

Afirmam os escritores e pesquisadores que foi a primeira derrota e decepção que o facínora e seu bando sofreram.  

Para adquirir o livro acesse este endereço eletrônico: 

rostandmedeiros2@gmail.com

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quarta-feira, 24 de maio de 2023

MORRE TINA TURNER, LENDA DO ROCK E DO SOUL, AOS 83 ANOS

 Por Pedro Henrique Ribeiro

Cantora enfrentou uma longa doença em sua casa na Suíça

Morreu nesta quarta-feira (24) a icônica cantora Tina Turner, após enfrentar uma longa doença. A lenda do rock e soul norte-americano tinha 83 anos e estava em sua casa em Küsnacht, perto de Zurique, na Suíça. Ela tinha 83 anos. As informações são do Deadline.

“Com ela, o mundo perde uma lenda da música e um modelo”, disse seu porta-voz, Bernard Doherty, em um comunicado divulgado pelo site.

Nascida Anna Mae Bullock, no Estado americano do Tennessee, a artista cresceu em uma família pobre. Ainda adolescente foi abandonada pelos pais e teve que cantar em bares e boates para sobreviver.

Ela teve um casamento conturbado com o também músico Ike Turner, quem conheceu através da banda The Kings of Rhythm. Após o casamento, ela adotou o nome artístico de Tina Turner e se tornou um dos maiores ícones do soul dos anos 70. Após inúmeras agressões que sofreu do ex-marido, ela decidiu se separar, renunciando a tudo para manter seu nome artístico.

Ela voltou à estaca zero, mas dessa vez com um nome de peso. Na carreira solo ela emplacou hits como "Whats Love Gotta do With It", "The Best" e "Proud Mary", sendo proclamada a rainha do soul. 

Nos anos 80, ela lançou sua biografia, Eu, Tina - A história da minha vida, que posteriormente iria se tornar um filme estrelado por Angela Bassett. Além de cantora, Tina também trabalhou atuou em filmes como Mad Max - Além da Cúpula do Trovão.

Ela deixa os filhos Ike Turner Jr e Michael Turner.

https://www.omelete.com.br/musica/morre-tina-turner

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A RIMA...

 Por José G. Diniz


A rima é a minha cama
As rosas do meu jardim
As raízes que tem no capim
E o verde lodo da grama
A minha primeira dama
É quem me da alegria
Eu nem sei se conseguia
A tanto tempo viver
Sem o verso me aquecer
E sem conhecer cantoria
Acho belo a poesia
Uma Deusa que admiro
Penso na rima e me inspiro
Executo o que a mente cria
Deus do céu me envia
Pode deixar que eu me viro
Não vai ser meu derradeiro tiro
Eu não desejo parar
Só vou deixar de versar
Quando der o ultimo suspiro.

https://www.facebook.com/josegomesd

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LIVRO

   Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

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HÁ ALGUNS ANOS ATRÁS, DURANTE UMA DE MINHAS PESQUISAS, ME DEPAREI COM ESSA PEQUENA NOTA ESTAMPADA EM UMA DAS EDIÇÕES DO JORNAL DIÁRIO DA NOITE (RIO DE JANEIRO/RJ).

Por Geraldo Júnior

A nota aponta que um indivíduo chamado VICENTE JOAQUIM DEDÉ, que se encontrava preso na cidade de Fortaleza no estado do Ceará e que dizia ter pertencido ao bando de Lampião, teria tentado suicidar-se ateando fogo às próprias vestes. Porém o que me chamou a atenção foi o fato de nunca ter-me deparado com qualquer referência a respeito desse suposto cangaceiro que, segundo ele mesmo, teria participado do bando entre os anos de 1926 e 1927, ou seja, quando Lampião atuava, principalmente, entre os estados de Pernambuco e Ceará e com uma meteórica passagem pelo estado do Rio Grande do Norte na ocasião da tentativa frustrada de invasão à cidade potiguar de Mossoró.

Uma das possibilidades é que esse elemento tenha se utilizado de um apelido enquanto esteve no bando ou simplesmente estava blefando ou não teve seu nome inserido na história por razões desconhecidas.

Se alguém por ventura tiver alguma informação a respeito desse personagem entre em contato através de mensagens no campo destinado aos comentários.

Ah! Sim. Antes que eu me esqueça. Esse elemento da fotografia que acompanha o texto é apenas um tarado que foi preso na época e teve sua "fuça" estampada na mesma página do jornal. Que sirva de alerta.

 https://www.facebook.com/GeraldoJunior2017

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DULCE MENEZES

 Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

QUANDO ELA PARTIU FECHOU-SE A ÚLTIMA PÁGINA DA HISTÓRIA DO CANGAÇO. ERA ATÉ ENTÃO A ÚLTIMA INTEGRANTE DO BANDO DE LAMPIÃO AINDA VIVA.

Dulce Menezes dos Santos a Dulce de Criança" hoje (23/05/2023) estaria completando 100 anos de idade.

Uma data a ser lembrada.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2473090039521544&set=a.110305082466730

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XIX FÓRUM DO CANGAÇO II DIÁLOGOS PAULO GASTÃO RECEBEM O CARIRI CANGAÇO.

Por Kydelmir Dantas

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O CACHIMBO DA SERRA

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de maio de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2890

Terça-feira (23), mais um dia nublado frio e chuvoso. A chuva fina, insistente e molhadeira, como se diz por aqui no sertão de Santana do Ipanema. E a temperatura de 24 graus é bastante para o escritor buscar agasalho e abrigo. Sou filho da caatinga e bicho de 26 a 27 graus. Mesmo com essa particularidade, vejo a rua completamente deserta e seres semelhantes devem estar na preferência da cama, do sofá, sob a égide do cafezinho quente ou da pipoca estaladeira. E apesar do cinza esbranquiçado que cobre a cidade, posso assegurar que é um belo dia para um passeio de carro e apreciação do tempo. Vai continuar chovendo? Vai parar? Uma foto do serrote Gonçalinho, que circunda a cidade, mostra o monte cachimbando. E a serra cachimbando, por aqui é estar parcialmente coberta de neblina quando o tempo estia; ou no pé ou no pico do monte. Se a neblina é na base o tempo vai para o estio, se a neblina é no pico, mais chuvas chegará.

PERIFERIA OESTE DA CIDADE (FOTO: B. CHAGAS).

Como já disse antes, o nosso tempo chuvoso é de outono/inverno. E como ainda estamos no outono, as chuvadas vão iniciando suas jornadas anuais. Como não temos sites especializados, nem sabemos ainda se o homem do campo já iniciou o seu plantio. Mas o certo é que todos sonham com milho assado, pamonha e canjica do período junino. Ainda não se fala em São João por essas bandas... Nem forró, nem fogueira, nem quadrilhas, mas é a própria Natureza que vai pintando o cenário de festa e fartura para o próximo mês. Milho assado, milho cozinhado, bolo de milho, povoam mentes que antecipam o São João.

E o verde da periferia, das margens do rio, da estrada, da colina e dos elevados procura enquadra-se no verde da bandeira nacional. O perfume do mato molhado é uma saudação aos riachinhos que alegram o cenário e oferecem beijos carinhosos aos pés dos caminhantes. O orvalho nas folhas molha os braços de quem logo cedo ama ao tempo e rompe a trilha. E se tudo na vida tem a sua hora, por que pensar em seca, em acauã, em sacrifícios se os céus estão derramando bênçãos sobre a terra e sobre as esperanças do seu coração?

Ainda existe o arco-íris.

O Sol chegou tímido. Abra seu coração e deixe-o entrar.

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LUTA ANTIMANICOMIAL (1987-2023) - 36 anos

 Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

Epitácio Andrade maio de 2023

De 3 a 6 de dezembro de 1987, durante o II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, realizado na cidade de Bauru, interior paulista, surgiu um movimento social organizado em torno da luta por uma sociedade sem manicômios. Inspirada nas ideias dessa luta e na Reforma Psiquiátrica brasileira, entre 1994/95, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Natal começou a ser implantada.

A Luta Antimanicomial tem dois eixos programáticos principais: 1. Garantir os direitos fundamentais da pessoa portadora de transtornos mentais; e 2. Defender a implantação de serviços de saúde mental de qualidade, hierarquizados, descentralizados, de base comunitária, que possam dar conta da demanda, redirecionando dessa forma o modelo de assistência em saúde mental: Do anacrônico manicômio para uma Rede de Atenção Psicossocial (Formada por Centros de Atenção Psicossocial-CAPS e outros serviços não-manicomiais).

Em maio de 1997, uma década após criação do movimento a nível nacional, o Rio Grande do Norte realizou seu 1º Encontro estadual.

No ano seguinte em 1998, a Câmara de Natal aprovou e o executivo sancionou a Lei que institui o 18 de maio, como DIA MUNICIPAL DE APOIO À LUTA ANTIMANICOMIAL.

Com a Luta Antimanicomial, ganhou força a ideia de reabilitação psicossocial e serviçospassaram a priorizar sua organização com este fim.

Somente no século XXI, houve a interiorização da Reforma Psiquiátrica Potiguar.

Em 2001, foi implantado o CAPS/CAICÓ, depois veio o CAPS/MOSSORÓ, Parelhas, Currais Novos, Santa Cruz e outros.

No ano de 2002, a capital do Seridó sediou o Encontro Nordestino de CAPS. Depois de renhida e incisiva ação do Núcleo Seridoense da luta Antimanicomial, o manicômio de Caicó foi fechado definitivamente em 2008.

A Luta Antimanicomial continua viva, celebrando conquistas e querendo muito mais. Salve 18 de maio- DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL.

Bauru (1)

Encontro estadual luta antimanicomial 1997 delegação CAPS leste

Folder encontro estadual da luta antimanicomial 1997

Beto Vieira 18 de maio 1997

Caicó Luta antimanicomial reforma psiquiátrica

CAPS-MOSSORÓ

caps Parelhas

CaPS Santa Cruz - Coral Chiquita Bacana

Luta 2023

Luta 23

Diário oficial Lei antimanicomial 18 de maio Natal

Manicômio bom é manicômio fechado 18 de maio

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LAMPIÃO EM LIMOEIRO DO NORTE

 Por Guilherme Machado Historiador Historiador

Raríssima Fotografia de Lampião e seu bando em 1927 em Limoeiro do Norte CE.

Foto tirada por Francisco Ribeiro de Castro e Silva em Limoeiro - CE, em 15 ou 16 de junho de 1927, dois dias depois do ataque a Mossoró. O casal que aparece na fileira do meio são dois reféns (Coronel Antônio Gurgel e Dona Maria).

A história do cangaço é revivida hoje, em Limoeiro do Norte, após 80 anos da passagem do bando pelo município

Limoeiro do Norte. Poucos acontecimentos de apenas algumas horas perpetuam na história do Ceará, como a passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, por Limoeiro do Norte, há exatamente 80 anos. O cabra foi posto para correr de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde até hoje festejam a resistência ao cangaceiro. Depois de  receber a “chuva de balas” dos potiguares, aceitou os cumprimentos “tensos” dos limoeirenses, no dia 15 de junho de 1927. O rebuliço foi consolado pela “visita em paz” do rei do cangaço nas terras de seu Padim Ciço. Nunca mais Limoeiro foi o mesmo. “Prefeito de Limoeiro, Urgente. Lampião acaba atacar Mossoró. Depois forte resistência.

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Acervo do Ramon Lemos - TV Tupy Difusora.

Os cantantes Cauby Peixoto, Vicente Celestino, Orlando Silva e a sapoti Ângela Maria, em momento de exaltada alegria, no início da década de 60!

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