Por Cangaçologia
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
ENTREVISTA COM FILHO DO EX-CANGACEIRO BALÃO (GUILHERME ALVES) DO BANDO DE LAMPIÃO. PARTE II.
SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICO.
SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICOS . primeira veis q vi essa foto.
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CANGACEIRO MENINO DE OURO "OLIVEIRA" - RELATO BIOGRÁFICO.
Por Cangaçologia
A vida pós-cangaço do ex-cangaceiro Menino de Ouro, também conhecido na história do cangaço como Oliveira ou Alagoano, que fez parte do bando de Lampião, contada de forma clara e direta pelo historiador Luiz Bento de Souza que conheceu pessoalmente o antigo Cabra que fez parte do bando de Lampião na década de 1920.
Menino de Ouro foi um ex-angaceiro que contribuiu imensamente para o resgate e o entendimento histórico através dos depoimentos que prestou no decorrer de sua vida.
Conheçam a história. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:
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Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia,
Cangaceirismo e cultura
nordestina e Arquivo Nordeste.
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ESTA SEQUOIA É A MAIOR ÁRVORE EM VOLUME NO MUNDO.
Esta árvore está no Giant Forest of Sequoia National Park no condado de Tulare, na Califórnia, EUA.
Ela foi nomeada como General Sherman, e apesar de não ser a mais alta, é a mais volumosa do mundo.
Ela tem 275 pés (83 m) de altura e mais de 36 pés (11 m) de diâmetro na base. Os troncos de sequoia permanecem largos no alto. Sessenta pés acima da base, a Sherman Tree tem 17,5 pés (5,3 m) de diâmetro. Estima-se que tenha cerca de 2.300 a 2.700 anos.
As sequoias são árvores gigantes que estão inseridas no grupo das gimnospermas.
Elas são extremamente altas e apresentam uma grande quantidade de madeira. As
folhas das sequoias são semelhantes às dos pinheiros e suas sementes são nuas,
ou seja, não possuem frutos envolvendo-as.
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
O CALANGO E O DOCE
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de fevereiro de 2024
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.015
Criativas e sem sentidos eram muitas as modinhas inventadas no mundo rural do Sertão:
“Calango matou
um boi
Retaiou botou
na teia
Lagartixa foi
bulir
Calango
largou-lhe a peia
Lagartixa foi
dar parte
Calango foi pra cadeia.
Quando a moça
ia casar-se vinha do sítio rural para a igreja, na cidade. Além da comitiva a
cavalo, vinha por último um cidadão escanchado numa égua conduzindo o baú de
roupas da noiva. Era chamado de “calango”. Ao passar o calango pela praça
defronte à igreja, era alvo de engraxates e desocupados que gritavam: Calango!
Calango! E calango respondia às investidas, erguendo o braço e estalando
bananas e mais bananas para a turba. (Fonte: Alberto Nepomuceno Agra).
Quando a
comitiva retornava à casa da noiva, havia muito exibimento dos cavaleiros com
seus animais baixeiros em corridas pelas estradas poeirentas. Ao chegar perto
da casa da noiva, os mais afoitos corriam à frente, pegavam doce de coco na
casa da noiva e traziam para ela ainda no caminho. A noiva e o noivo, felizes
da vida, comiam o doce ali mesmo, cavalgando e metendo os dedos cheio de poeira
nas taças abarrotadas. Era uma tradição. (Fonte: Escritor Oscar Silva).
A pressa dos cavaleiros que iam buscar o doce, esquecia das colheres. Mesmo sem colher, o doce era doce. A figura do calango desapareceu, mas o doce de coco ainda é encontrado aqui ou ali sem a frequência do passado. Gostoso é. O “enjoativo” fica por conta de quem quer almoçar doce. E assim, os registros vão sendo feitos em livros esporádicos e ganham vida na boca dos mais velhos. Que bom, ouvir as narrativas da vovó, do vovô... E o Sertão velho de meu Deus, vai moendo, nos mitos, nas lendas, nas verdades, enriquecendo conhecimentos orais e literaturas curiosas que graças a elas seguramos a lupa preciosa de quem quer aprender. Envelheça, se puder e, conte seu mudo aos que virão.
NATUREZA E SUAS MARAVILHAS.
Olga Wagner Locatelli
FOTOGRAFIA RARA (PELA POSIÇÃO DOS CANGACEIROS) DO BANDO DE LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE/CE, DO ANO DE 1926.
Acervo do Jaozin Jaaozinn
𝙄𝘿𝙀𝙉𝙏𝙄𝙁𝙄𝘾𝘼𝘾̧𝘼̃𝙊.
Em uma das matérias do Jornal
Diário da Manhã, de Recife, 1938, sobre a morte de Lampião, Maria e os demais,
encontra-se o famoso registro do grupo em Juazeiro do Norte-CE, 1926. Na
legenda da foto tem-se a possível identificação de cada bandoleiro que fez
presença no momento, além de Luiz Pedro, um dos mortos em Angico - SE.
𝐏𝐑𝐈𝐌𝐄𝐈𝐑𝐀
𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀
Vamos começar com a primeira
fileira, onde se encontra, agachados, (da esquerda para a direita) Luiz Pedro,
Aragão, Jurema, Criança e Lasca Bomba.
𝐒𝐄𝐆𝐔𝐍𝐃𝐀
𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀
Em pé estão (da esquerda para
direita) Lampião, Antônio Ferreira, Juriti (ou Pontaria), Pica-Pau (atrás de
Antônio e Juriti), Bom-de-Veras, Moreno, Mormaço, Tenente, Cabra e Beija Flor.
𝐓𝐄𝐑𝐂𝐄𝐈𝐑𝐀
𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀
E, por último, vamos a de cima
(da esquerda para a direita) Pinga-Fogo, Nevoeiro, Laranjeira, Coqueiro, Boi,
Frei Quincas e Bem-Te-Vi.
𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬: 𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑎 𝑀𝑎𝑛𝒉𝑎̃/𝑃𝐸 - 1938.
𝘼𝙏𝙀𝙉𝘾̧𝘼̃𝙊
Vale ressaltar que esta
identificação não vem de minha parte e sim através das informações presentes no
Jornal. Não podem estar certos os apelidos dos cangaceiros apontados, já que,
em diversos jornais, sempre se têm as contradições e erros de identificações,
principalmente em registros iguais a este. De fato, se for certificado que sim,
são os mesmos, será um fato histórico.
É claro que, nas hostes do
cangaço, vários bandoleiros passaram a utilizar inúmeros vulgos, por isso pode
dar um ar de estranheza ver vários utilizando nomes famosos, como Juriti,
Bom-de-Veras, Bem-Te-Vi, entre outros.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶
𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
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DIA DE CELEBRAR MAIS UM ANO DE VIDA DO NOSSO AMIGO ADERBAL NOGUEIRA, O BENJAMIM ABRAHÃO MODERNO.
Por Júnior Almeida
https://www.facebook.com/photo/?fbid=6942642535847526&set=a.103552366423278
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𝑶 𝑯𝑬𝑹𝑶́𝑰 𝑫𝑬 𝑽𝑰𝑵𝑻𝑬 𝑬 𝑺𝑬𝑻𝑬
Por 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥 𝑶 𝑷𝑶𝑻𝑰/𝑹𝑵 - 1977.
Registro pouco
conhecido do ex-motorista Francisco Agripino, o famoso Gatinho, que iria
conduzir o Sr. Antônio Gurgel para Brejo do Apodi/RN, quando foram capturados
pelo bando de Lampião no caminho, no dia 12 de junho de 1927.
Gatinho fora
feito por Virgulino como carteiro, o enviando novamente para Mossoró com o
objetivo de entregar a famosa carta dos 20 contos para José Guedes, genro de
Gurgel e gerente do Banco do Brasil. Como sabemos, Francisco não cumpriu com o
que o temível Ferreira lhe disse, de não abrir a boca por aí avisando de sua
presença na região, e acabou explanando, no meio do caminho, a temível
informação.
Para o
repórter Nilo Santos, Gatinho fala que chegou na Vila de São Sebastião e falou
sobre seu encontro com Lampião e suas intenções, porém, não lhe deram muita
atenção, sendo esta, logo em seguida, saqueada tranquilamente pelos
bandoleiros. Avisou para Guedes e o prefeito Rodolfo sobre o grupo de
cangaceiros que se encontravam perto de Santana; o chefe do executivo não
acreditou em Agripino (pois essas "conversas" sempre ocorriam, iam e
voltavam na boca do povo), e só veio em concordar com ele quando Gatinho
mostrou as marcas das nove balas no Chevrolet, disparadas pelo cangaceiro
Coqueiro.
No dia da
tentativa de invasão do bando, o ex-motorista estava em Fortaleza, para a sua
segurança, já que contou para os demais sobre a intenção do temível
pernambucano, junto com a família do médico Eliseu Holanda, onde ficou por
alguns dias. Disse para o jornalista que não se lembra de muita coisa de seus
capturadores, mas sim de suas feições:
“𝑂
𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎̃𝑜
𝑝𝑎𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎
𝑢𝑚
‘𝑠𝑢𝑗𝑒𝑖𝑡𝑜
𝑒𝑑𝑢𝑐𝑎𝑑𝑜,
𝑝𝑒𝑙𝑜
𝑚𝑒𝑛𝑜𝑠
𝑛𝑒𝑠𝑠𝑒
𝑑𝑖𝑎,
𝑒𝑙𝑒
𝑛𝑎̃𝑜
𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎
𝑓𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑜’.
(...) 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒
𝐶𝑜𝑞𝑢𝑒𝑖𝑟𝑜,
𝑎𝑓𝑖𝑟𝑚𝑜𝑢
𝑠𝑒𝑟
𝑢𝑚
𝑐𝑎𝑟𝑎
𝑚𝑢𝑖𝑡𝑜
𝑎𝑙𝑡𝑜
𝑝𝑎𝑟𝑎
𝑗𝑢𝑠𝑡𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑟
𝑜
𝑎𝑝𝑒𝑙𝑖𝑑𝑜.
(...) 𝑀𝑎𝑠𝑠𝑖𝑙𝑜𝑛
𝑒𝑟𝑎
𝑓𝑒𝑖𝑜,
𝑐𝑎𝑟𝑟𝑎𝑛𝑐𝑢𝑑𝑜
𝑒
‘𝑞𝑢𝑒
𝑑𝑎𝑣𝑎
𝑎𝑡𝑒́
𝑚𝑒𝑑𝑜
𝑎
𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒
𝑜𝑙𝒉𝑎𝑟
𝑝𝑎𝑟𝑎
𝑒𝑙𝑒.”
Sem o temível
aviso de Gatinho, certamente os cangaceiros levariam a boa, depredando,
assaltando, matando e abusando dos moradores locais. Pelo seu feito de coragem
e honra, o Sr. Francisco Agripino é considerado como um Herói Mossoroense, o
Herói de Vinte e Sete.
𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄:
𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥
𝑶
𝑷𝑶𝑻𝑰/𝑹𝑵
- 1977.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶
𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02hNYyd2UkLa1nnH9mY4KzAXfoN3UALPnaEVLWJtfhUBGkSFboCeeZscWoXh1hLNF8l?notif_id=1707993407563601¬if_t=feedback_reaction_generic&ref=notif
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ANNA CONCEIÇÃO CANGACEIRA E COMPANHEIRA DO CANGACEIRO FERRUGEM.
Por Rubens Antonio
Anna
Conceição, cangaceira, companheira do cangaceiro Ferrugem. Baleada e capturada,
em 1932, foi apresentada e encarcerada, em Salvador.
A partir da
imagem à esquerda, publicada, em jornal, recuperei sua aparência original.
Total de horas trabalhadas: 6 . Total de programas utilizados: 4 .
https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2141578412853125%2C2141274772883489%2C2140842656260034%2C2140612276283072%2C2139649123046054%2C2139830406361259%2C2139818779695755%2C2139744329703200%2C2139730033037963%2C2139024386441861¬if_id=1707471202728600¬if_t=group_highlights&ref=notif
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
O QUANTO PODE UMA TROVOADA
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de fevereiro de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.014
A última
chuvada em Santana do Ipanema, na tardinha do domingo passado, foi rápida,
muito forte, acompanhada de ventos, relâmpagos e trovões. Na verdade, uma bela
trovoada de natureza mansa. Apenas muitos benefícios para este Sertão
encantado, de meu Deus. Diz o homem rural: enche a palma, revigora o pasto,
nivela barreiros e açudes, reverdece o mundo, traz fartura para o campo e
dinheiro para o bolso. Mesmo assim, o tempo de verão vai se disfarçando de
outono quase todos os dias, quando o sertanejo diz olhando para os céus
manchados de cinzas fechadas: “tá bonito pra chover”. Diferente do cinza que
engana: “não é nada, é só carregação”.
Nos cercados,
corre o cavalo saudando o tempo, escaramuça a novilha, o boi cava o chão, o
mandacaru, o alastrado, o xiquexique escurecem o verde e botam flor. As
montanhas largam o marrom e se veste de bandeira nacional. A favela estica o
galho de espinhos esbranquiçados, o teiú estira-se no lajeiro e vai à caça de
serpentes. Centenas e centenas de sapinhos deixam os rios secos e formam
exércitos a percorrerem a periferia, Nos ares, gaviões, carcarás, sacodem as
penas, procuram as folhagens, espreitam animais ariscos. Batido na cancela,
passa a morena faceira, o vaqueiro assoviador, o dono gordo da fazenda.
É novembro,
dezembro, janeiro, fevereiro... Caatinga fechando, alegria na terra, fluir de
vaquejadas, pega-de-boi no-mato. Prova de macheza exposta, famas de bois
ligeiros, cavalos encouraçados, gibões anônimos nas quebradas silenciosas. Ouça
o hino da seriema, da fogo-pagou, da juriti... É a hora do café encorpado, do
cuscuz fumegante, do queijo da hora, dos afagos macios da cabocla com perfume
de mato.
Como posso
deixar
O meu Sertão
Pra morrer no
concreto da cidade?
MOMENTO DO TEMPO NO SERTÃO (Foto: B. Chagas)
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2024/02/o-quanto-pode-uma-trovoada-clerisvaldo-b.html
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GRÁVIDA AOS 15, MARIA SULENA DA PURIFICAÇÃO – A MÃE DO CANGAÇO
Por João Sousa Costa
Os conflitos da família Ferreira no final (início) do século 19 abalaram Vila-Bela, o Sertão do Pajeú; sacudiram sete Estados do Nordeste, tornando-se o capítulo mais apaixonante na história das famílias rurais brasileiras, algo como uma tragédia Shakespeariana com “luz e sombra”; muita sombra sobre as origens e alguma luz nos relatos de historiadores. Tem um início novelesco e de paixão proibida.
Eis que uma jovem cabocla, Maria Sulena da Purificação, aos 15 anos, surge grávida de uma relação com um jovem de uma família economicamente poderosa, Venâncio Barbosa Nogueira, de 18 anos, cujas diferenças sociais no meio rural daquele século (1895), torna o casamento inviável.
Mas a garota também não era de família de “pés-rapados”, (para usar uma expressão preconceituosa tão recorrente no Sertão) para ser escorraçada ou deserdada.
A gravidez indesejada de Maria Sulena exigia uma solução, e esta foi sugerida por um velho negro, descendente de escravos, conhecido como “Brucutu” segundo narra José Alves Sobrinho, no seu livro “Lampião, Antônio Ferreira e Livino,”.
Maria Sulena era da família Lopes, não tão rica como a família Nogueira, mas de linhagem respeitada. De tal modo que “Brucutu” tem uma solução capaz de “abafar” tudo.
- “Arranja-se um rapaz que queira casar com a moça, que é bonita e ainda receber um bônus em dinheiro,” propôs Brucutu às famílias Nogueira e Lopes.
Proposta aceita. E ele mesmo, Brucutu, deixou a Serra Vermelha, em Serra Talhada, “vasculhou toda a área da região do Navio à Mata Grande no Estado de Alagoas, fazenda por fazenda em busca de um rapaz com o perfil desejado. Fracassou.
Mudou de roteiro. Voltou para Pernambuco garimpando um rapaz até achar devido a urgência do caso: a barriga da moça crescia. “Brucutu” foi até Triunfo. Novo Fracasso.
O tempo passando e a gravidez de Maria Sulena em segredo. Em Triunfo, Brucutu toma conhecimento de festa de apartação em Conceição do Piancó, já na Paraíba. Ao chegar em Conceição, dia domingo e de feira, não teve dificuldade em aproximar-se de jovens que bebiam numa confraternização de amigos e lançar seu desafio.
Todos ali naquela farra de fim de feira, com Brucutu já familiarizado, um dos rapazes indaga:
-“E o coroa para onde vai?
- “Eu estou procurando um rapaz que queira se casar com uma moça bonita. Alguém se candidata?”, respondeu.
- Que idade tem a moça? Indagou um dos rapazes.
Este moço era José Ferreira. Ali mesmo naquela confraternização e diante do “sim, eu caso” do rapaz, Brucutu, tomou providências, comprou e pagou por cavalo e sela e os dois deixaram Conceição rumando no sentido de Serra Talhada.
Os dois cavalos foram levados à exaustão; o tropel dos animais era grande, mas a causa era urgente: a barriga de Maria Sulena já estava saliente.
Já na fazenda dos Nogueiras, em Serra Vermelha, o rapaz foi apresentado; familiarizou-se com o drama familiar dos Nogueira, conheceu a família Lopes e se entendeu com a jovem; casou e, em vez de dinheiro vivo prometido, optou por receber de comum acordo com a jovem, uma faixa de terra desmembrada da fazenda, que viria a tornar-se Sítio Passagem das Pedras.
Meses depois, nascia Antônio Ferreira, o primeiro de mais 8 irmãos da família Ferreira.
Essa novela shakespeariana, está na raiz dos conflitos entre os Irmãos Ferreira e Zé Saturnino, o primeiro inimigo de Lampião. E quem disse isso foi o próprio Zé Saturnino, em 1970, num depoimento ao historiador Frederico Pernambucano de Melo.
- “Quem arrastou isso pra riba de mim foram os Nogueira. Quando a pessoa cai num abismo, como eu caí mode ou outros, e eles fizeram o que fizeram comigo depois, muito encrenqueiros, a vontade que dá é de meter a espingarda pra riba e matar gente do nosso lado, se não fosse dar gosto ao inimigo”, relatou Zé Saturnino.
Briga por causa de chocalhos roubados foi apenas a gota d’água que detonou a guerra épica que arrastou os irmãos Ferreira para o Cangaço.
Saturnino diz que a aurora do conflito sempre foi entre os Ferreira e os Nogueira, a quem ele deposita culpa por ter se envolvido na disputa.
- “Findou por cair no meu colo, por ter casado na família”, lamentou Saturnino .
O maior desafio dos escritores é entender como os irmãos Ferreira “administravam” a realidade de ter um irmão (Antônio) com sangue Nogueira, ou como Maria Sulena tocou a vida com José, se o primogênito era um Nogueira.
Zé Saturnino deu uma das pistas. O ódio dos irmãos Ferreira aos Nogueira ocorreu em solidariedade ao tio de Virgulino, chamado Manoel Lopes, irmão de Maria Sulena que, envolvido num crime, fora espancado quando preso e sob custódia dos Nogueira. Mas aqui já é outra história, outro capítulo shakespeariano da história familiar de Lampião.
João Costa. Acesse: blogdojoaocosta.com.br e @joaosousacosta
Fonte: “Lampião, Antônio Ferreira e Levino,” de José Alves Sobrinho; Editora Babecco
“Apagando Lampião”, de Frederico Pernambucano de Melo.
Fotos: 1. Vigulino Antônio Ferreira. F2. Zé Saturnino.
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
A HISTÓRIA DOS IRMÃOS, HERMES COHIM MOREIRA E ABELARDO COHIM MOREIRA, OCORRIDO EM, OUTUBRO DE 1933, NA VILA DE MONTE ALEGRE, HOJE MAIRI
Por Adelson Mota
Antes deste fato Passaram na fazenda, Carrancuda ou Carancudo, do Sr. João da Carancuda, e na fazenda, Bom Sucesso, deram Palmatória, em Dona Joana Ferreira da Silva, fizeram algumas maldades, se retiraram pra região, seguindo o curso do, Rio Jacuípe, e sitiaram - se na Fazenda Lagoa do Lino, Maracujá Serrolândia, de Dona Cyrila Moreira e Sr. Raimundo Moreira, Maracujá Serrolândia, onde foram abatidos pela Volante de José Fernandes Vieira, de Mundo Novo, José Osório de Farias, o Zé Rufino, de Jeremoabo,
créditos da foto de, Hermes Cohim Moreira,
Thayse Mendes Borges Santos Reis, cedidas ao Professor e Historiador,
Rubens Antonio, Livro Cangaço na Bahia, Cavalos do Cão e Canção Agalopada,
foto, de Abelardo Cohim Moreira, credito Joselita Borges, Abelardo Cohim
Moreira, também foi prefeito, 1948... Adelson Mota, historiadora Amador
contador de histórias do Cangaço, na Bahia e na nossa região
Veja todas as fotos clicando no link.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100038261553773
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O JOVEM MANOEL OLIVEIRA FIGUEIREDO, QUE LEVOU O BILHETES DE, LAMPIÃO PARA O CORONEL ANTÔNIO DE SOUZA BENTA, CORONEL BENTA,
Por Adelson Mota
O jovem Manoel Oliveira Figueiredo, que levou o bilhete de Lampião
para o Coronel Antônio de Souza Benta, Cel Benta, fato ocorrido na fazenda
Cercado, do Capitão, Abilino Reis da Silva, em 06/07/1929 em Morro do Chapéu,
Bahia.
A passagem do bando de cangaceiros de Lampião por, Morro do Chapéu, em 06/07/1929, Lampião depois de praticar a chacina do Brejão da Caatinga, em 04/07/1929, segue para o portal de entrada da Chapada Diamantina, e chega a dezenove quilômetros de Morro do Chapéu, e da fazenda Cercado do Capitão Abilino Reis da Silva envia um bilhete ao Coronel e responsável pela segurança, Antônio de Souza Benta, sendo portador o menino, Manoel de Oliveira Figueiredo, Manoel Berô que leva o bilhete este já conhecido nos meios dos grupos do Cangaço, certa vez indagaram ao Cel, Benta se ele teria feito um acordo com, Lampião para ele não invadir Morro do Chapéu, a resposta foi categórica respondeu o Cel, Morreu alguém em, Morro do Chapéu.
Crédito da foto, Octaviano Oliveira.
Adelson Mota, Historiador Amador contador de história do Cangaço na Bahia e na nossa região.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100038261553773
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FOTO DA CANGACEIRA BAIANA MARIQUINHA
Por Rubens Antonio
Ninguém havia descoberto, ainda, uma foto da cangaceira baiana Mariquinha. Foi encontrada uma por Sandro Lee, que a passou Robério Santos, que sugeriu que eu a recuperasse. Aqui, a original e o resultado de 8 horas de trabalho meu, usando 3 programas.
CANGAÇO E CONHECIMENTO (PRA NÃO ACREDITAR NA MENTIRA NEM SER MAIS UM MENTIROSO)
*Rangel Alves da Costa
Todo santo dia
surge mais uma baboseira sobre o cangaço. Só faltam dizer que encontraram
Lampião na porta do INSS para fazer prova de vida. E não sei se não dizem. Um
diz que Lampião morreu em Minas, já outro assevera que sua morte ocorreu na
alagoana Pão de Açúcar.
Um diz que
morreu envenenado, já outro diz que nem morreu. Pelo jeito, Angico vai se
tornando última opção como local de morte. Sim: dizem que aquelas cabeças eram
de manequins, pois tudo armação para esconder a fuga acertada de Lampião. O
sangue era tinta vermelha e os corpos degolados eram de mentirinha.
Todo santo dia
surge uma história assim, sem pé nem cabeça, coisa que nem faz boi dormir. O
pior é que muitos acreditam. E pior ainda que muitos escrevem sobre tais
mentiras como se verdades fossem. E vão espalhando as aleivosias e os embustes
de forma vergonhosa, mas sem vergonha alguma.
Por que tudo
isso ocorre? Ora, só pode ser por falta de conhecimento histórico,
principalmente da história do Cangaço. E conhecimento que implica em leitura, em
pesquisa, em estudo de campo, em ter tempo para ouvir os antigos relatos e
testemunhos, para ter capacidade suficiente de avaliar criticamente o dito e o
escrito, extraindo de tudo as possíveis verdades. Ou as muitas mentiras.
Conhecimento que implica ainda em buscar diversos escritos sobre a mesma situação, de modo a tornar os múltiplos relatos em possível norte de entendimento. Para conhecer o Cangaço não se deve buscar as aparências ou basear-se somente em teorias conspiratórias. O Cangaço é uma colcha de retalhos que deve ser avistada no todo, desde suas raízes à junção de cada pedaço, pois um entremeado de ações e consequências. E num contexto que envolve injustiça, opressão, vingança, coronelismo, política e traição, dentre outros aspectos.
O acontecido
permanece na história, os testemunhos ainda são muitos, mas gente ainda há que
prefere o achismo ou o duvidoso. Tudo bem, mas será preciso um mínimo de
atenção aos fatos, aos contextos e suas relações. Não se pode dizer apenas que
não foi assim. Mas por que não foi assim? Então há que se demonstrar, com
seriedade e provas, como de modo diferente aconteceu.
A maioria dos
livros sobre o cangaço peca pelas ideologias e defesas próprias dos autores,
sem buscar a devida isenção que todo escrito histórico precisa ter, mas ainda
assim muitos escritos existem que são confiáveis e que – senão donos da verdade
– ao menos traçam confiáveis percursos.
Os testemunhos
gravados e que vão surgindo, igualmente devem ser vistos com ponderação, senso
crítico e agudeza de discernimento. Até mesmo aqueles que estavam em Angico
contam a mesma história de forma diferente e, na maioria das vezes, trazendo
para si um protagonismo que nunca existiu. Volantes, coiteiros, cangaceiros,
tudo contando a seu modo o que aconteceu de uma forma única. E assim fica
difícil de saber quem está dizendo a verdade.
E eis a chave
do problema. Apenas um livro ou dois não vai dar o conhecimento suficiente a
ninguém. Apenas um testemunho ou dois não vai trazer a verdade a ninguém. Por
isso mesmo será sempre preciso o descontentamento. Não se contentar com a
história dada é a raiz da questão.
E assim, mesmo que jamais chegue a verdades absolutas sobre a história do Cangaço, a pessoa ao menos não vai querer nem ler ou ouvir baboseiras, mentiras, coisas de quem parece não ter o que fazer.
Escritor
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O BOI VAI BERRAR
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2024
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.013
Finalmente,
após 18 anos ano de nascido, O Boi vai berrar em Maceió, na Jatiúca,
precisamente na “Estaiada Choperia e Drinkeria” no dia 13 de março. Mas vai
também berrar em Santana do Ipanema no dia 20 de março no “Restaurante
Santo Sushi”, no Bairro Domingos Acácio. Na verdade, trata-se do lançamento do
livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA, tão
ansiosamente esperado no Sertão inteiro de Alagoas. Pix e convites para o grupo
das 100 pessoas, virão após o dia vinte de fevereiro, oficialmente. Os que não
fazem parte do grupo dos 100, poderão também receberem convites no papel.
Daremos um jeito para que ninguém fique sem adquirir, o maior documentário
sobre Santana do Ipanema, jamais produzido na terra.
BÁSICO DA CAPA DO LIVRO O BOI, A BOTA E A BATINA...
O livro ainda
se encontra na gráfica editora, moendo até ser entregue ainda este mês. O grupo
dos 100 irá adquirir o livro nos locais de lançamento, já devidamente
autografados. Os que não fazem parte do grupo também poderão adquirir o seu exemplar
logo após os do grupo e, autografados na hora. São 436 páginas contando toda a
história desde os primeiros habitantes da Ribeira do Panema até, rigorosamente
em ordem cronológica, chegar ao ano de 2006. Sesmarias, formações rurais,
expedições, Brasil Colônia, Brasil Vice-Reino, Brasil Império e a Ribeira do
Panema passando por todas essas fases, até o início do Século XXI. Essa
história completa de Santana não é a história das elites governistas, mas sim
uma história que congrega e descreve todas as camadas sociais. Um livro
profundo, complexo, mas de escrita simples e cristalina onde o leitor poderá
alimentar a sua alma com as 436 páginas informativas, acolhedoras e amigas.
A capa do livro, amarela e cinza, representa no mesmo plano o Museu Darras Noya, a Igreja Matriz da cidade e o céu santanense, no primeiro plano. No segundo, a silhueta da Ponte da Barragem, o coronel Lucena e o padre Bulhões. Ainda a figura do boi e a representatividade nordestina do chapéu de couro. Tudo em montagem do autor e modificado em arte pelo PC. Abaixo, estamos exibindo a capa do livro, ainda incompleta, como aperitivo. Portanto, estamos aguardando a sua presença ou no dia 13 ou no dia 20 de março, em Maceió ou Santanna do Ipanema, onde um cantor da terra abrilhantará o evento do povo.
LAMPIÃO SEQUESTRA E MATA, VEJA COMO ESTA ATUALMENTE A IPUEIRAS LOCAL REPLETO HISTÓRIA E DOR
Por Cangaço Eterno
O PESQUISADOR José Francisco Gomes de Lima foi até às terras da Ipueiras dos Xavier para nos mostrar como está as coisas atualmente por lá e nos contar tudo sobre os fatos ali ocorridos. Se inscreva no canal Lampião, Cangaço e Sertão do amigo José Francisco. Segue o link abaixo 👇 Agradeço sempre ao meu compadre José Francisco por tudo.
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QUANDO LAMPIÃO CHEGOU EM JUAZEIRO EM 1926, A POLÍCIA DA CIDADE PLANEJOU FAZER UMA EMBOSCADA PARA O CANGACEIRO O PADRE CÍCERO TEVE QUE INTERVIR FALANDO ESSA FRASE .
Por Lampião, Governador do Sertão


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