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domingo, 24 de maio de 2015

CACHÊ DE 400 REAIS AGRIDE A HISTÓRIA DO TRIO MOSSORÓ E DA CULTURA DA CIDADE

Cachê oferecido ofende a honra e a história do Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Carlos André

O telefone toca; no outro da linha, Carlos André. Antes do boa-tarde do colunista, o cantor e compositor desabafa: “Estou indignado”.

Em seguida, conta: a Prefeitura, via Secretaria de Cultura, fez contato para convidar o Trio Mossoró para se apresentar no Cidade Junina, onde seria prestada uma “homenagem” ao grupo, com um cachê de 400 reais.

Como é? Ele repetiu: “400 reais”, para classificar o convite, com a sinceridade cristalina que lhe é peculiar, de “proposta indecorosa”. E, de fato, o é. Sob o ponto de vista financeiro e artístico.

Ora, 400 reais é o cachê de cada músico que acompanha o trio. E somadas as despesas de passagens aéreas (dois moram no Rio de Janeiro e Carlos André em Recife), eles teriam de pagar do bolso para se apresentar no Cidade Junina.

Que homenagem, hein!!! Fala sério.

Trata-se de profundo desrespeito a uma das maiores expressões da história cultural da cidade, com mais de meio século divulgando Mossoró em todo o País, através da música de raiz.

Provavelmente, a atual gestão municipal não tem a exata dimensão da agressão feita ao Trio Mossoró. Ou, no mínimo, não conhece a sua história.

A coluna vai ajudar, contando um pouco da arte musical dos irmãos João Batista (João Mossoró), Hermelinda (Ana Paula) e Carlos André (Oséas Lopes), para, quem sabe, uma homenagem de verdade possa ser feita.

O Trio Mossoró começou em 1956, quando Oséas recebeu convite para cantar com os irmãos na Rádio Tapuyo, hoje pertencente à Rede Potiguar de Comunicação (RPC).

Três anos depois, em 1959, Oséas levou o seu talento para o Rio de Janeiro e começou a atuar no rádio, para em seguida chamar os dois irmãos. Foi lá que eles ganharam os nomes artísticos João Mossoró, Hermelinda e Carlos André e a projeção nacional.

A família talentosa ainda tinha o seresteiro Cocota, que antes de se juntar ao trio na capital carioca, foi assassinado na noite mossoroense.

Em 1962, apadrinhado por nada menos do que João do Vale, o Trio Mossoró gravou o primeiro disco, chamado “Rua do Namoro”, abrindo sequência para gravar mais 11 LPs de um total de 34 listados por Carlos André, que também construiu carreira solo.

Esse breve histórico, por si só, já deveria envergonhar os representantes da gestão municipal que agrediram o Trio Mossoró. Ou, numa reação de humildade, admitir o erro e procurar conhecer os verdadeiros personagens da cultura mossoroense.

Certamente, os alto-falantes da Secretaria de Cultura não tocam “Canto de Outrora”, de Antônio Barros, que ganhou vida na voz dos três irmãos. Muito menos a “Praça dos Seresteiros”, grande sucesso feito pelo Trio Mossoró para homenagear Cocota, que agora está no céu.

Francamente…

ADENDO: blogdomendesemendes.blogspot.com

PARA  A CULTURA  MOSSOROENSE SOBREVIVER ESTÁ MUITO DIFÍCIL

NOTA À SOCIEDADE E À IMPRENSA


A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:

1 - Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;

2 - Dispensar seus funcionários;

3 - Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;

4 - Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;

5 - Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.

Mossoró - RN, 20 de maio de 2015.
Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho
Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado.

Fonte: facebook

http://www.canalareiabranca.com.br/2015/05/cache-de-400-reais-agride-historia-do.html

Fonte: Blog do Cesar Santos 

Veja no Jornal O Mossoroense de hoje: 

FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO ANUNCIA SUSPENSÃO DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO.

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AS ORIGENS DO CANGAÇO

Por José João de Souza

No dizer de Frederico Pernambucano de Mello, o cangaço reflete a reação do sertanejo ao peso da bota do português e as atrocidades cometidas no processo de colonização, como: escravidão dos negros, o quase extermínio dos índios, o monopólio da terra e o trabalho servil, com isso, o empobrecimento da população e o impedimento do seu desenvolvimento. As pessoas eram relegadas à condição de objetos, cujo maior dever era servir aos donos de terras. Os problemas das famílias abastadas eram resolvidos entre si, sem a intervenção do poder do Estado, mas com a substantiva ajuda de seus fiéis subordinados: policiais, delegados, juízes e políticos. Contrariar o coronel era algo a que ninguém se atrevia. É importante registrar também a presença dos jagunços, ou capangas dos coronéis, aqueles assalariados que trabalhavam como vaqueiros, como agricultores ou mesmo como assassinos, defendendo com unhas e dentes os interesses do patrão, de sua família e de sua propriedade. 


Diante das relações semifeudais de produção, da fragilidade das instituições responsáveis pela ordem, lei e justiça, e da ocorrência de grandes injustiças como, homicídios, violências sexuais e roubos, além das secas periódicas que vinham agravar a fome, o analfabetismo e a pobreza extrema. Os sertanejos buscaram fazer justiça com as próprias mãos, como forma de defesa, um fenômeno social que propagava a vingança. A própria formação cultural do sertanejo e seu código de honra permitiam a prática de revides contra as agressões sofridas. Lampião já tinha consciência política da situação e, sabia lidar muito bem com as estruturas de mando e de poder da época e ainda tirar proveito dela. A estrutura política do país mudou pouco, o banditismo político de hoje é uma versão moderna dos coronéis de antigamente.

Fonte: facebook

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sábado, 23 de maio de 2015

MARIA DAS GRAÇAS DE AMORIM (MARIA CARREIRO)




Maria Carreiro se armou e foi para a periferia de Itabaiana em 1929 para defender a cidade da chegada dos Cangaceiros. Está bem documentado em meu livro.

Fonte; facebook

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PARABÉNS, PESQUISADOR JOSÉ MENDES PEREIRA!

Por Antonio José de Oliveira

Neste 23 de maio, na qualidade de leitor do blogdomendesemendes, envio os meus sinceros parabéns ao Professor e Pesquisador José Mendes Pereira, pela passagem dos seus BEM VIVIDOS sessenta e cinco anos -, alguns deles dedicados à educação e, após sua merecida aposentadoria continua com extremoso devotamento em servir à Sociedade numa área que embora virtual, lida com gente, com o mesmo prazer que lidava com seus alunos, buscando e transmitindo informações através da pesquisa, onde desempenha um excelente trabalho.

Embora seja Professor da Língua Portuguesa, tem contribuído grandemente na área da História e, mormente tudo que diz respeito ao Nordeste, com ênfase na preservação da Saga do Cangaço.

José Mendes Pereira

O companheiro Mendes não se recusa em atender as solicitações dos escritores na divulgação das suas obras, sem nenhum interesse financeiro. 

Nestes meus cinco anos de pesquisas em direção a elaboração de um trabalho sobre a Saga do Cangaço, tenho aprendido muito com esse cidadão das Terras de Mossoró, e com as publicações das matérias de experientes autores, postadas nos blogs por ele administrados.

Por dever de ofício, querendo interpretar o comportamento das pessoas com as quais eu lido - direta ou indiretamente -, analiso o Mendes, uma figura importante no âmbito da História do Cangaço e, de uma polida educação na atenção dispensada aos companheiros. Educação essa, transmitida pelo saudoso pai - oficial do Exército, Senhor Pedro Nél Pereira e Dona Antonia Mendes Pereira, dos quais herdou um desejo veemente de servir ao próximo.

Pedro Nél Pereira e Antonia Mendes Pereira

Vivendo ali, entre a fazenda da família (que ainda a eles pertence), e a sua querida Cidade de Mossoró, aprendeu a lidar com a vida, de forma serena e pacífica. Em sua infância estudou em colégio público renomado em termos de disciplina, que aliada à disciplina militar do velho pai, fizera dele um âmago de baraúna que aprendeu a enfrentar as intempéries sem lamúria e com muito vigor e determinação.

O Mendes, da Terra Potiguar desse Rio Grande do Norte, é um cidadão desprovido de vaidade e, de uma enormidade de coração, que a vida universitária não deixou que a presunção nele fizesse ninho.

Portanto, esse é o MENDES que conheço e aprendi a admirá-lo.

Para ele e seus familiares, muita e muita paz.
Antonio Oliveira - Serrinha desta nossa Bahia.

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Sepultamentos dos cangaceiros: Fortaleza, Medalha, Limoeiro e Suspeita


Compartilho a espetacular matéria da Revista A Noite Ilustrada publicada em 12 de outubro de 1935 com a matéria sobre as mortes e sepultamentos dos cangaceiros: Fortaleza, Medalha, Limoeiro e Suspeita abatidos na Fazenda Aroeirinha - AL. Aproveitem!!



Fonte: facebook

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Revista A Noite Ilustrada, que publicou em 29 de dezembro de 1936

Por Angélica Bulhões

Compartilho com os amigos a extraordinária matéria da Revista A Noite Ilustrada, que publicou em 29 de dezembro de 1936, as mortes dos cangaceiros: Mariano, Pai velho e Zeppelin (depois corrigido para Pavão), no chamado fogo do Cangaleixo (SE), ocorrido, conforme a revista, em 29 de outubro de 1936, pela volante de Zé Rufino, episódio ocorrido 02 meses antes da publicação da matéria.



Fonte: facebook

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MEU ANIVERSÁRIO

Por José Mendes Pereira

Como todo ser humano aniversaria eu não sou diferente. Estou completando mais um ano vivido. Alguns reclamam da vida. Outros dizem que é melhor morrer novo do que velho. Outros querem viver, viver mais e mais. Eu sou um desses que quer viver. Viver é bom, mesmo com dificuldades, com decepções, odiado por uns e amado por outros. 

Agradeço ao grande Deus por aceitar que eu ainda continuo sobre o solo do seu planeta. O Michael Jackson, o Elvis Presley, John Lennon, e outros famosos não chegaram a minha idade. Tenho é que agradecer a Deus por aceitar que eu continuo ocupando um lugar no espaço. 

23 de Maio de 2007, era o dia do meu aniversário, e às 4:00 horas da manhã, acordei quando alguém me chamava e me comunicou que meu segundo irmão Francisco Mendes Pereira (Chico Mendes), havia falecido em um Posto de Saúde.

Elizabeth minha irmã falecida, Toinha minha cunhada e Chico Mendes meu irmão falecido no dia do meu aniversário de 2007.

Sentiu-se mal, foi ao "PAM" andando, e meia hora depois veio a óbito. Não deu tempo para ser socorrido pelo Samu, que já estava a caminho do "PAM" para levá-lo até ao Hospital Regional Tarcísio Maia. A causa: Insuficiência respiratória.

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

UM RIFLE CALIBRE 38 NO MEIO DAS PEDRAS DA GROTA DE ANGICO


Na manhã de sexta-feira, dia 15 de Maio do corrente ano, eu James Cardozo e Tacyana Amora saímos do mana fomos até a grota fazer um trabalho de pesquisa científica, já que ela é bióloga.



Quando nós chegamos lá e começamos a fazer a parcela, de repente perto de umas pedras pisei sobre algo estranho, e quando olho para baixo, vi a ponta do cano, e aí retirei de dentro das pedras, e tive uma grande surpresa! 





Percebemos que se trata de uma arma bem antiga, e por está tão perto do local do massacre de Lampião e seu bando, pode ter pertencido aos cangaceiros ou às volante.

Um rifle calibre 38.
Em Grota do Angico Poço Redondo SE.

Fonte: facebook
Página: James Cardozo

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PROGRAMAÇÃO DO XVII FÓRUM DO CANGAÇO


SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO – SBEC CNPJ: 07.220.746/0001-50
Endereço: Museu Histórico Lauro da Escóssia Praça Antônio Gomes, S/N. CEP. 59610-150 - Mossoró/RN
Endereço eletrônico: http://www.sbecbr.com
Email: sbecbr@gmail.com.br

 Em virtude das greves na UERN  e na UFERSA e da impossibilidade de realização do evento na UnP estamos sendo obrigados a reduzir a programação para viabilizar a realização do XVII Fórum do Cangaço no período previsto. Veja programação em anexo. 

Um abraço, Benedito Vasconcelos Mendes.

PROGRAMAÇÃO DO XVII FÓRUM DO CANGAÇO

DIA 08 – SEGUNDA-FEIRA
Local –   Auditório da Câmara Municipal de Mossoró

09h00 – Sessão Solene da Câmara Municipal de Mossoró em Homenagem ao XVII Fórum do Cangaço

DIA 10 - QUARTA - FEIRA
Local: Auditório da UnP/Campus Mossoró

19h00 – Ato de Instalação do XVII Fórum do Cangaço
                Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes – Presidente
                da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço         
                (SBEC)
                Lançamento da Revista da SBEC e do Livro ”Culinária Sertaneja”
               
DIA 13 – SÁBADO
Local – Auditório da Câmara Municipal de Mossoró

7h30 – Chegada à Câmara Municipal de Mossoró da Maratona Ciclística seguindo a trilha feita por Lampião na invasão à Mossoró em 1927 (partindo da cidade de Luiz Gomes/RN até Mossoró, totalizando 201 Km)
Coordenador: Dr. Renato Vasconcelos Magalhães

08h00 as 12h00– JURI SIMULADO – Julgamento Histórico de Jararaca
Presidente: Dr. Breno Valério Fausto de Medeiros

12h00 – Encerramento
               Fala do prof. Dr. Benedito Vasconcelos  Mendes
               Presidente  da SBEC

               Apresentação de Membros da COMFOLC

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ANGICOS, 1938 - PARTE I


"É sempre melhor apagar uma lamparina do que apagar um lampião"
Capitão João Bezerra
("Como dei cabo de Lampião")

Em seus últimos tempos de vida o Capitão tornara-se uma fábula onipresente.

As volantes de Alagoas e Sergipe perderam por completo os vestígios do seu paradeiro. Ignoravam o seu rastro pelas duas margens do São Francisco, onde ele estabelecera coitos numerosos e desconhecidos.

Era pela madrugada, de preferência, que o Capitão amava bater às ribeiras do velho Chico.

Os raros que conheciam o seu esconderijo, silenciavam. A polícia farejava no ar, como uma matilha de caça desnorteada.

Desencontradas versões corriam pelo sertão franciscano. Uma delas, que a tuberculose matara o Capitão, já sepultado, mas cujo nome fora preservado pelos companheiros como legenda para terror das populações. Outra, que o Capitão havia arribado, muito rico e opulento, para o estrangeiro, largado de vez o cangaço. Fora residir em Paris, onde contratara professor para o seu aprendizado na língua francesa. Que, num encontro com um amigo, queixara-se amargamente do seu destino, proferindo estas palavras: 

"Estou morto. Não sou mais homem para tão cruel vida. Preciso de um retraimento para poder viver mais algum tempo."

Coronel Antonio Caixeiro - fonte da foto: http://lampiaoaceso.blogspot.com

Outra versão era a de que repousava em Borda da Mata, a fazenda do coronel Antônio Caixeiro, recuperando-se dos pulmões. Na verdade, ninguém sabia do Capitão e das suas andanças.

Uma noite, afinal, ele reapareceu. Foi no dia 17 de Abril de 1938. Havia passado, antes, pela Borda da Mata. Afirmavam uns que estava em preparativos para um ataque a Propriá. Outros, que atravessaria o rio, pala o lado de Alagoas, tão somente para apanhar munição e mantimentos. Nessa mesma noite ele praticou singular aventura.

Na travessia do rio emparelhou com uma barca que ia para traipu. Transportava essa barca àquela localidade o jazz-banal da cidade de Pão de Açúcar. O conjunto ia exibir-se numa festa. Sob a lua do São Francisco, ao abordar a canoa, Virgolino vira a cintilação dos instrumentos: bateria, clarinete, trombone, sax, pistão. Deu ordem ao canoeiro para que abordasse a barca e saltou dentro dela em companhia dos seus homens. Os músicos empalideceram ante a presença dos cangaceiros. 

Mas Lampião sorriu para ele. Também sorriram os do bando. Então, tirou do bolso um punhado de notas, fez ele mesmo uma ligeira coleta entre os bandidos e entregou o dinheiro arrecadado ao mestre da banda, dizendo-lhe:

- Mestre, eu quero música. Aí está a pega dos seus tocadores. Cinquenta Mil Réis pra cada um. Vamos embora!

A canoa deslizou outra vez. E, dentro da noite, sobre o velho rio dos povoadores, soaram, ao compasso do mestre regente de Pão de Açúcar, as notas dos fox-blues em voga no tempo: Cole Poster, Louis Armstrong, entremeados com algumas das valsinhas e marchas carnavalescas.

O Capitão mostrava-se delicado com a orquestra. A melodia o acompanhou até o Saco do Madeiro, onde desembarcou, feliz e satisfeito, com sua gente. 

Três meses e onze dias após essa pitoresca incursão pelo Baixo São Francisco, chegara o Capitão Virgulino Ferreira da Silva, com sua gente, ao grotão dos Angicos, um dos seus coitos antigos, conhecendo-lhe o terreno palmo a palmo. Ali acampou, erguendo tendas sobre forquilhas.

Fazia dezessete anos que o então tenente João Bezerra, pernambucano oficial da polícia alagoana, estava Lampião como quem procura agulha no palheiro. O seu primeiro combate com o bando de Virgolino se dera em 1931, no lugar Jerimum, onde os soldados do tenente lograram ferir José Baiano, tido e havido como o ferrador oficial do bando.

Tempos depois deparara o tenente Bezerra com gente do Capitão, no meio dela Corisco, na fazenda Mandacaru, em Mata Grande. Aí prendeu um homem de Virgolino, Mestre Naro de apelido. 

Em Caraibeiras, Bezerra enfrentou Luiz Pedro, num combate sem maiores consequências. O quarto encontro foi com o grupo chefiado por Gato Braco, cuja amante, Inacinha, foi presa na ocasião. Sucedeu o quinto contra um lugar-tenente de Corisco, Jandaia, na fazenda Beleza. 

A sexta escaramuça, nas caatingas de Água Salgada, no pé da Serra do Taborda, foi com o grupo de Português, quando caiu prisioneiro o cabra Vila Bela. Num sétimo encontro, este na fazenda Patos, Bezerra enfrentou Corisco de frente, pela segunda vez. 

"Salvo se o combate era travado com o grupo dirigido pelo próprio Lampião, porque ele, cuja sagacidade foi sempre respeitada, quando acontecia sair ferido algum dos seus homens embrulhava-o numa coberta de chita e quando esta se achava ensopada de sangue ordenava que seguissem uns por um lado levando o ferido, enquanto ele por outro lado ia espremendo o sangue do pano deixando mesmo sinais das mãos ensanguentadas nos troncos das árvores, para abrir duas pistas, estabelecendo confusão", escreveu o tenente em seu livro de memórias. 

CONTINUA...

Fonte: Capitão Virgulino Ferreira: Lampião
Autor: Nertan Macêdo
Edições O Cruzeiro Rio de Janeiro
Ano: 1970

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CONFIRMAÇÕES DE CANGACEIRÓLOGOS AO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


Nada mais a dizer: De 25 a 28 de julho, estaremos todos participando de um dos mais esperados encontros sobre a temática Cangaço, do Brasil, e mais Confirmações de Luxo; Marcos De Carmelita, Manoel Serafim e Cristiano Ferraz, FLORESTA com presença forte e João De Sousa Lima de nossa querida Paulo Afonso. Que venha o Cariri Cangaço Piranhas 2015
…/programacao.html

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LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Por Antonio José de Oliveira

Na realidade Pesquisador Mendes, o livro LAMPIÃO: A RAPOSA DAS CAATINGAS oferece total segurança nas informações, por ser fruto de um trabalho minucioso e didaticamente perfeito, realizado em profundidade durante onze anos de pesquisa.


Posso afirmar sim, uma vez que tive o prazer de lê-lo por completo. O autor desenvolveu uma ampla pesquisa de campo, além da bibliográfica e documental. 

Autor deste livro José Bezerra Lima Irmão e o escritor João de Sousa Lima

Não conheço pessoalmente o Bezerra Lima, mas pelo que pude interpretar na leitura do seu livro, trata-se de um escritor que, na medida do possível buscou a "verdade verdadeira". Acredito Mendes, que esta segunda edição irá logo desaparecer das prateleiras das livrarias, e ele terá que partir para uma TERCEIRA ETAPA.

A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo:

josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com 

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

http://araposadascaatingas.blogspot.com.br 

Vem aí o XVII Fórum do Cangaço Por:SBEC


PROGRAMAÇÃO DO XVII FÓRUM DO CANGAÇO –SBEC-
MOSSORÓ/RN

DIA 08 / Junho  – SEGUNDA-FEIRA ( PROGRAMAÇÃO)
09h00 – Sessão Solene da Câmara Municipal de Mossoró em
Homenagem ao XVII Fórum do Cangaço
Local – Auditório da Câmara Municipal de Mossoró

DIA 10 / Junho - QUARTA - FEIRA
19h00 – Ato de Instalação do XVII Fórum do Cangaço
Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes – Presidente
da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço
Lançamento da Revista ”Polígono” da SBEC e do
Livro ”Culinária Sertaneja”
Local: Auditório da UnP/Campus Mossoró
19h30 – Conferência de Abertura– Tema: Medicina no Cangaço
Conferencista: Dr. Iaperi Soares de Araújo
Local: Auditório da UnP/Campus Mossoró

DIA 11 – QUINTA – FEIRA
08h00 às 12h00 – MINICURSOS (Carga horária de 04 horas/aula)
Local: Sala de Aula da UnP
Tema : Geografia do Cangaço
Ministrante: Pesquisador Paulo Medeiros Gastão
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Guerra de Canudos
Ministrante: Prof. José Romero de Araújo Cardoso
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Religiosidade Sertaneja
Ministrante: Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Arqueologia do Cangaço
Ministrante: Prof. Dr. Valdecir dos Santos Lima
19h30 – A Coragem do senhor Maciel frente ao Bando de
Baltazar Meireles – Depoimento Histórico
Depoente: Profa. Dra. Maria Conceição Maciel
20h00 - Palestra/Tema: Padre Ibiapina e o Sertão Nordestino
Palestrante: Historiador José Joab Aragão

DIA 12 – SEXTA – FEIRA
08h00 às 12h00 – MINICURSOS (Carga horária de 04 horas/aula)
Local – Sala de Aula da UnP
Tema : Geografia do Cangaço
Ministrante: Pesquisador Paulo de Medeiros Gastão
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Guerra de Canudos
Ministrante: Prof José Romero de Araújo Cardoso
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Religiosidade Sertaneja
Ministrante: Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Arqueologia do Cangaço
Ministrante: Prof. Dr. Valdecir dos Santos Lima
19h30 – Palestra / Tema: Música Popular Nordestina na Época
do Cangaço
Palestrante: Pesquisador Múcio Robério Procópio de Araújo

DIA 13 – SÁBADO
7h30 – Chegada à Câmara Municipal de Mossoró da Maratona
Ciclística seguindo a trilha feita por Lampião na invasão à
Mossoró em 1927
Coordenador: Dr. Renato Vasconcelos Magalhães
08h00 as 12h00– JURI SIMULADO –
Julgamento Histórico de
Jararaca
Presidente: Dr. Breno Valério Fausto de Medeiros
Local – Auditório da Câmara Municipal de Mossoró
12h00 – Encerramento
Fala do prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes
Presidente da SBEC
Apresentação de Membros da COMFOLC

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Abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015 e Conferência de José Romero Araújo Cardoso são destaques na revista Política&Negócios




Abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015 e Conferência de José Romero Araújo Cardoso, dia 19 de Março de 2015, são destaques na revista Política&Negócios.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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