Seguidores

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CORREIO DO SERTÃO


Mais uma matéria extraída do jornal baiano Correio do Sertão, de Morro do Chapéu, onde podemos ler acerca da prisão de duas mulheres de cangaceiros, e ainda notícias de Lampião.

Liandro Antiques


Fonte: facebook
Página: Liandro Antiques

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NAS QUEBRADAS DO SERTÃO...


O cangaço desenvolveu-se na região semiárida do nordeste, “no Império da Caatinga”. Nome que significa “mata branca”. Cobrindo cerca de 700 mil quilômetros quadrados da região nordeste. A movimentação dentro desta mata, caatinga, nunca foi uma “aventura” boa. A falta de víveres, água, espinhos, grutas, grotas, lajeados, terreno com um aclive acentuado, em seguida declives com pedras soltas e rolantes, etc... Mas, naquele tempo, havia homens que se os retirassem dela, da caatinga, ficariam sem saber como tomar algum destino. Os cangaceiros, experts neste tipo de terreno se movimentavam com facilidade, encobrindo sua passagem. Por outro lado, havia aqueles que os perseguiam, os soldados volantes, homens valentes, dispostos a tudo, pois sabiam estar indo ao encontro da morte... Deles ou dos caçados. Abaixo, segue um relato do próprio comandante da tropa, o então, Tenente João Bezerra, o qual nos dá uma noção do que seria adentrar na caatinga.


“(...)às oito, voltamos para o ponto em que deixamos os rastros palmilhados seguindo daí para o “Caldeirão da Onça”, rompendo caatingas perigosíssimas, abundante em espinhos venenosos como o xiquexique, a macambira, rabo-de-raposa, calumbi e variadas espécies de carrapichos, além de inúmeras outras vegetações, cujos espinhos estraçalham a própria roupa de couro dos vaqueiros. Esses elementos formam um emaranhado de tecidos que dificultam até as caminhadas dos animais que aí vivem.

Cabras e carrapatos, insetos nojentos e lagartas-de-fogo, urtigas queimantes de várias cores, moscas doninhas e outras, formigas e marimbondos, juntos, e em plena atividade, formam o grande empecilho para transpor aquelas caatingas desertas. Os espinhos atingem o caminhante dos pés à cabeça, rasgando-lhes as roupas e as carnes do corpo. De quando em vez fecha-se completamente a passagem pela junção daquela vegetação esquisita tendo-se que retroceder em busca de outra passagem por cima de pedras em que se açoitam sorrateiramente répteis e víboras numa multiformidade assustadora. 

Dentro desse inferno, uma queda por mais pequena que seja resulta em ferimentos, e os ferimentos dos espécimes dessa vegetação selvagem e única no corpo da Terra, se revestem quase sempre de gravidade produzindo dores seguidas de febre, etc.(...)”.

Fonte Livro “Como dei cabo de LAMPEÃO”, autoria do Capitão João Bezerra, 4ª edição revisada, Pgs 140 e 141. TOP Produções Gráficas, 2013.


Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NÃO SEI SE JÁ ESTÁ PRONTA. SE FALTA ALGO, É O CHÃO

Por Rubens Antonio

"Eu percorri todo o sonho,
No meio da madrugada...
E vi plantações de balas...
Sementes da espingarda...
Eu mato... matas... E matas...
Quem fala não mata não.
Quem cala consente a fala,
E os gritos do capitão."

Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio

O orgulho de quem sabe trabalhar com foto shop

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTRE HERÓIS E MARGINAIS: CONHEÇA OS FORA DA LEI QUE VIRARAM LENDA – NED KELLY - PARTE II


Caçador de Policiais - (?) Ned Kelly (1855-1880) - (¿) Victória, Austrália - ($) 211 mil (?) 25 anos

Ladrão de gado e de bancos, Ned Kelly ganhou a simpatia de milhares de australianos ao doar parte da grana aos pobres. Inimigo das autoridades, oferecia recompensas pelas cabeças de policiais e ele próprio chegou a “despachar” três xerifes. 

Na sua ultima batalha, enfrentou sozinho 50 homens vestindo uma armadura de ferro improvisada. Acabou levando 28 tiros, mas não morreu, indo a julgamento. Mesmo após um abaixo-assinado com mais de 30 mil assinaturas contrárias à sua execução, Ned foi enforcado e, depois, decapitado.

http://ahduvido.com.br/entre-herois-e-marginais-conheca-os-fora-da-lei-que-viraram-lenda

Abaixo, biografia do site: 

Edward "Ned" Kelly (junho de 1854 ou junho de 1855 — 11 de novembro de 1880) foi um "fora-da-lei" australiano que ficou mistificado por ter desafiado as autoridades da Austrália colonial.

Na Austrália do século XIX, a polícia da colônia de Victoria já sabia quem procurar quando precisava de um culpado para qualquer delito: irlandeses ou descendentes, pobres e sem instrução, nascidos na zona rural. Se a suspeita não se confirmava, o sangue quente dos buliçosos irlandeses, inimigos fidagais dos ingleses, que mandavam no governo, se encarregava de torná-la realidade.

Edward "Ned" Kelly era fruto desse meio. Nasceu em Beveridge, um covil que abrigava ladrões como seu pai - degredado daIrlanda por roubar dois porcos -, avô e tios. Acabou por se tornar o maior deles. A Austrália, surgida como uma gigantesca colônia penal, até hoje louva a saga de seu mais famoso fora-da-lei. Ned Kelly virou uma lenda que deu origem a pelo menos seis filmes - o mais famoso, de 1970, tinha o roqueiro Mick Jagger no papel principal - e dezenas de livros, como o recente e premiado A História do Bando de Ned Kelly, de Peter Carey, e Ned Kelly de 2003, filme com o ator Heath Ledgerno papel principal.

Foram oferecidas 100 libras pela sua cabeça. Num dos confrontos com a lei, ele matou três policiais numa fuga, o que quintuplicou o prêmio para quem o capturasse - ou o matasse. Nos anos seguintes, o valor atingiu 8000 libras, o equivalente hoje a aproximadamente 500.000 reais.

Mas Ned não se intimidou e respondeu na mesma moeda: passou a oferecer prêmios pelas cabeças dos chefes da polícia local. Ele e seus amigos realizaram assaltos espetaculares aos bancos em Euroa (1878) e Jerilderie (1879).

O último confronto do bando com seus perseguidores aconteceu em Glenrowan, em 28 de junho de 1880. Entrincheirados em um hotel, Ned, seu irmão Dan, Joe Byrne e Steve Hart improvisaram armaduras de ferro que lhes cobriam o peito e a cabeça. O tiroteio durou 12 horas e só acabou com a morte de todos os membros do bando, menos um: Ned Kelly, preso depois de levar 28 tiros nas pernas e enfrentar sozinho cerca de 50 agentes da polícia.

Ned Kelly foi enforcado em Melbourne em 11 de novembro daquele ano, apesar dos apelos de sua mãe e das 32.000 assinaturas contrárias à sua execução. Após o enforcamento, cortaram-lhe a cabeça e enterraram seu corpo no pátio da prisão. Até 2008, ninguém sabia do paradeiro de seus restos mortais, até que um grupo de arqueólogos o encontrou junto com outros 32 prisioneiros mortos por enforcamento. Em agosto de 2011, especialistas identificaram a ossada do criminoso, faltando apenas o crânio, visto pela última vez em 1929 na mesa de um investigador.1


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Histórias do cangaço


Certa noite quando Lampião e seu bando pernoitavam em uma velha casa abandonada em meio à mata, o motivo desta parada seria para tratar de Antônio Rosa (Toinho do Gelo) um de seus cabras de confiança.

Tudo transcorria normal, até que durante a alta noite, o seu sentinela despertou por causa de um barulho que vinha do mato e alertou o bando.

Em instantes o bando abriu forte tiroteio cerrado em direção de onde vinha o barulho e fugiram em meio à escuridão.

As árvores xiquexiques e mandacarus ao redor ficaram todos decepados e crivados de balas.

Tempo depois se descobriu que a causa do barulho seria um simples bode que ali pastava e que foi alvejado pela saraivada de balas disparada pelos cangaceiros que ali estavam.

Mas por via das dúvidas...
... Nas quebradas do sertão.

Fonte: facebook


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

EM 2012 OS JORNAIS NOTICIARAM... MORRE DONA MOCINHA A ÚLTIMA IRMÃO DE LAMPIÃO.


Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha, morreu no dia 10/02/2012, em São Paulo, aos 102 anos.

Ela era a única irmã viva de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

A idade de dona Mocinha sempre foi motivo de discussão entre estudiosos do cangaço.

O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 08 de janeiro de 1906, portanto, ela teria completado 106 anos, mas ela sempre se recusou a afirmar que tivesse essa idade, alegando que não era por vaidade. Ela tem outro documento que aponta a data de nascimento em 11 de janeiro de 1910.

Era por este documento que dona Mocinha costumava se identificar, de acordo com o neto Marcos Antonio Tavares, 53 anos.

Ela vivia em um apartamento com os filhos Expedito e Valdeci, em Santana, na Zona Norte de São Paulo. Os parentes mais próximos que também moram em São Paulo, além dos dois filhos, costumavam visitá-la, principalmente na data de aniversário dela.

Ela estava doentinha, vez ou outra ela era internada para cuidar da saúde. Já tinha muita idade. Acreditamos que foi insuficiência pulmonar", disse Tavares.

O pesquisador e historiador Antônio Amaury Correia, que mora perto de dona Mocinha, foi um dos responsáveis por descobrir a segunda data de nascimento da irmã de Lampião. "Ela tinha dois documentos. Até hoje não sabemos com certeza qual era a idade dela", disse ele ao G1.

"Foi uma grande perda. Apesar de ela não ter vivido a história do cangaço, já que era muito pequena quando Lampião estava atuando, ela sempre foi uma referência histórica", afirmou o historiador e especialista em cangaço, João de Sousa Lima.

Fontes principal: G1 e UOL Notícias

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

domingo, 2 de novembro de 2014

Foto inédita de Lampião e seu bando


Foto encontrada em poste ontem no bairro da Pompéia em São Paulo. Provavelmente se trata de uma foto bem conhecida. Poderiam dar os nomes dos integrantes?

Segundo Sálvio Siqueira

A turma da 1ª fila: Luiz Pedro, Lampião, Maria Bonita e Juruti. Por trás alguns identificam como: Vinte e Cinco do lado direto de Lampião e do lado esquerdo Canário. Não tenho certeza.

Adendo: http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Se olharmos direitinho, esta foto foi feita no mesmo dia em que foi feita a outra acima. Observem a colocação de alguns cangaceiros nas duas fotos. 

Na segunda foto Lampião apenas muda a arma para a mão esquerda. Nesta foto aparece um cangaceiro na penúltima posição à direita. A foto deve ter ficado muito tempo em algum lugar que ficou um pouco amarrotada. 

Fonte: facebook
Página: Ismail Abéde

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SERRA TALHADA


SERRA TALHADA - No primeiro plano vê-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha. Ao fundo, a Serra Talhada construída pela própria natureza, que dá origem ao nome da cidade: Serra Talhada, sertão do Pajeú, Pernambuco. 

Cidade mãe de Virgulino Ferreira da Silva, Rei do Cangaço (LAMPIÃO) e do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. 

E minha, claro!

(ANILDOMÁ).

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Grande Cariri Cangaço 2010 Revirando o Baú !

Por Laser Vídeo

Nossa primeira edição, ainda em setembro de 2009, descortinou para o Brasil, o Ceará como um cenário importante de uma época do ciclo cangaceiro de Virgulino Ferreira, na década de vinte. 

Naquele ano; 2009; em nossa primeira edição destacamos eminentemente um tema voltado para o Cangaço:
 
"Lampião no Ceará: Verdade e Mentiras".

Já em 2010; na direção da consolidação do evento, como um dos mais respeitados e responsáveis sobre a temática, no Brasil, apresentamos numa programação plural e dinâmica o tema:
"Coronéis, Beatos e Cangaceiros".

Vale a pena rever o 
Cariri Cangaço 2010, 
sob as lentes de 
Aderbal Nogueira e a equipe da Laser Vídeo


Nos anos seguintes tivemos mais duas espetaculares edições de nosso Cariri Cangaço, 2011 e 2013 e as fabulosas avante-première em 2013 e 2014, agora é aguardar pela agenda que virá...

Que venha 2015
A família Cariri Cangaço aguarda!

Manoel Severo
Cariri Cangaço 


http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/11/grande-cariri-cangaco-2010-revirando-o.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Rubens Antonio concluindo

O primeiro da esquerda é Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. O penúltimo da direita é o cangaceiro Luiz Pedro e a última é sua companheira Neném do Ouro.

Está quase terminado o trabalho colorido da foto feita pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com
http://mendespereira.blogspot.com
http://blogdodrlima.blogspot.com
http://tokdehistoria.wordpress.com
http://cangaconabahia.blogspot.com
http://portaldocangaço.blogspot.co

Entre Heróis e Marginais: Conheça os Fora da Lei que viraram lenda Bandoleiro Revolucionário - Pancho Villa - PARTE I

 
Bandoleiro Revolucionário - (?) Pancho Villa (1878-1923) - (¿) México ($) 180 mil - (±) – (?) 36 anos

Aos 16 anos, ao ver um fazendeiro abusar da sua irmã, Pancho sacou a pistola e o matou na hora. Estava dado o pontapé inicial em sua luta contra a reforma agrária e contra a ditadura que rolava no México. 

Em protesto contra o apoio dos Estados Unidos ao ditador, Pancho Villa chegou até atacar uma cidade americana, tornando-se o primeiro inimigo dos Estados Unidos, a ser caçado fora do solo americano. 

Herói da Revolução Mexicana, mais temido pelos rivais por sua influência junto às populações pobres – que o viam como um salvador. 

Pancho Villa foi morto crivado de balas em uma cilada.

http://ahduvido.com.br/entre-herois-e-marginais-conheca-os-fora-da-lei-que-viraram-lenda

Biografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa

Pancho Villa (San Juan del RíoDurango5 de junho de 1878 —ParralChihuahua23 de julho de 1923), pseudônimo de José Doroteo Arango, foi um dos mais conhecidos generais e comandantes da Revolução Mexicana.

Doroteo Arango nasceu em Durango e viveu até os 16 anos como trabalhador rural. Com essa idade, foi acusado de matar um fazendeiro que atacara sua irmã e para fugir das perseguições da justiça, se alista no exército mexicano. Como chefe de guarnição, em 1910, apoia Francisco Madero no combate a ditadura controlada por Porfirio Díaz.

Um ano após, no mês de Maio, Pancho é exilado e Madero assume o governo.

Em 1912, o general Victoriano Huerta, que deporia e substituiria Francisco Madero, condena Pancho Villa à morte por insubordinação.

Ele consegue se refugiar para os Estados Unidos com a ajuda de Madero. Após a morte de Madero e a instauração de uma ditadura no México por Huerta, Pancho Villa retorna ao México para integrar as forças deVenustiano Carranza, opositor do ditador.

Com seu pessoal espalhado por todo o México, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata unem-se num exército que combatia a ditadura em uma guerra civil.

Pancho recebe o comando da cavalaria com mais de 40 mil homens, que foi decisivo para derrubar o regime de Huerta. Carranza assume o poder, mas Pancho Villa retorna a luta armada, após ter se desentendido com o novo governante.

Assim, Pancho controla o norte do país. O governo mexicano convoca uma força expedicionária norte americana para capturar o revolucionário, mas Pancho escapa. Com a deposição de Venustiano Carranza, Pancho se torna fazendeiro no interior do país.

Ele se casa várias vezes, tendo filhos com oito mulheres. Em 1923, ele é assassinado numa emboscada.

Numa só batalha, seguida de uma emboscada, fizeram com que Pancho Villa, o caudilho da Divisão do Norte, perdesse a maior parte dos seus efetivos. ocorreu em 92

Em Celaya, ele travou combate com as forças de Álvaro Obregón que, com suas metralhadoras, ceifaram os villistas aos milhares. Estima-se que Pancho perdeu, entre mortos e feridos, 14 mil seguidores, outros historiadores falam em até 30 mil mortos e feridos.

Pouco depois, ao aproximar-se à noite com os seus remanescentes do lugarejo de Agua Prieta, ele foi emboscado pelas forças do governo, que, recorrendo aos fogos luminosos, puderam fartar-se em atirar à vontade contra os villistas, desprotegidos em meio ao clarão.

Estes dois sucessos militares foram possíveis porque os Estados Unidos, ao reconhecerem o governo de Venustiano Carranza, não só permitiram que o governo utilizasse as vias férreas estadunidenses para derrotar Villa, como também ofertaram-lhe as armas modernas. Para o revolucionário que seguiam o caudilho, os norte-americanos passaram a ser seus maiores inimigos.

A primeira operação que Villa ordenou diretamente contra os norte-americanos foi uma forma de revidar a intervenção branca dos Estados Unidos, favoráveis ao governo, contra o qual era Villa.

Na verdade trata-se de uma emboscada a 17 engenheiros texanos que estavam no México a convite do governo para reativar as minas do Estado de Chihuahua, e que vinham a bordo do trem que se dirigia a Santa Isabel, nesse ataque matou 16, sobrevivendo um.

Em contra partida a opinião pública norte-americana ficou estupefata, mas o presidente Wilson negou-se a empreender naquele momento qualquer ato de represália. Villa então foi adiante, justificando seu ato como uma reparação aos estragos que as metralhas do presidente Wilson haviam feito nos mexicanos. E, também, para deixar mal o governo de Carranza, que ele acreditava ter vendido o México aos "gringos", o que na verdade conseguiu.

A gota de água veio a seguir, quando Villa conduziu sua gente a um grande assalto contra Columbus. Esta era uma cidadezinha situada no Novo México e que abrigava, nas suas proximidades, um forte de cavalaria em Camp Furlong, com uns 350 milicianos.

Na madrugada do dia 9 de março de 1916, uma tropa de villistas, uns 500 homens montados, tendo à frente o próprio caudilho, tomou o forte, pego de surpresa. Em seguida, foi à cidade saqueando-a e pondo fogo nela, permanecendo aí por cinco horas.

No estampido do ataque,os norte-americanos queimaram os corpos de 70 á 75 mexicanos mortos no ataque.

No dia seguinte, as manchetes dos jornais norte-americanos estamparam com estardalhaço o acontecimento. Villa havia sido o primeiro mexicano em toda a história a invadir os Estados Unidos. Foi um pandemônio. Desta vez o presidente Wilson não contemporizou. Columbus mesmo tornou-se a base de onde partiu a expedição punitiva.
Em retaliação ao ataque que o revolucionário mexicano Pancho Villa fizera em março de 1916 à pequena cidade de Columbus, situada nos limites dos Estados Unidos com o México, o presidente Woodrow Wilson ordenou que o general John Pershing comandante da fronteira, fizesse uma expedição punitiva para responder à audácia do aventureiro mexicano.

Desta forma, Pancho Villa tornou-se o primeiro inimigo dos Estados Unidos a ser caçado implacavelmente no exterior. Tratou-se da maior operação militar que os norte-americanos fizeram desde o fim da guerra contra Espanha em 1898.

O encarregado da missão de capturar Villa foi o general John Pershing, militar experiente, veterano da guerra de 1898 e da recente repressão aos filipinos, que aproveitou-se da ocasião para fazer uma série de experiências com novas táticas militares.

Levou consigo, atrás da trilha de Villa, aviões, caminhões e veículos de combate, além de uma força expedicionária de 4.800 homens, penetrando quase 480 km no interior do território de Chihuahua. Dentre seus homens esteve o futuro general Patton, que se sobressairia em uma luta contra os mexicanos, no qual matou 2 deles, inclusive o "General" Julio Cardenas, guarda-costas de Villa.

Tudo inútil. O caudilho, experiente como um puma, ocultara-se nos altos da Sierra Madre e nem os vôos de reconhecimento revelaram quaisquer pistas dele. Inevitavelmente, os atritos entre norte-americanos e mexicanos não cessaram de trazer desconforto ao governo Carranza, que se mostrara muito cuidadoso em dar liberdade total às manobras de Pershing.

Em 21 de junho de 1916, deu-se o chamado Affair Carrizal, quando um destacamento norte-americano desentendeu-se com a população do lugarejo que resistiu à passagem de soldados estrangeiros por dentro da sua cidade, havendo troca de tiros com algumas baixas de parte a parte. Embaraço que quase levou o presidente Wilson, mobilizando 75 mil integrantes da Guarda Nacional, a declarar a guerra contra o México.

Por fim, reconhecendo a inutilidade da expedição punitiva e o desgaste que a presença das tropas norte-americanas trazia para ambas as administrações, a de Wilson e a de Carranza, e com a aproximação crescente das nuvens da guerra européia, iniciada em 1914, os norte-americanos decidiram-se por retirar seus soldados do solo mexicano.

Alcançar Villa, naquela vastidão dos descampados áridos, era o mesmo que localizar uma agulha no palheiro. Àquela altura os expedicionários chegavam a 10.690 homens que começaram a voltar para o outro lado da fronteira em 27 de janeiro de 1917.

Desde 1910, o México, vizinho dos Estados Unidos, estava em convulsão revolucionária. No final daquele ano,Francisco Madero recrutara as mais diversas forças de oposição à ditadura de Porfirio Díaz, um regime que se prolongava por décadas e estava em agonia, para pôr um fim à autocracia.

Entre os arrebanhados estava Pancho Villa, homem famoso na região de Durango e Chihuahua ambas localizadas no norte do México, pelo seu passado pouco recomendado de ladrão de gado e assaltante de bancos, mas figura muito popular entre os humildes locais. Neste primeiro turno da Revolução Mexicana, que no total estendeu-se por sete anos, encerrado-se por exaustão de todos em 1917, Dias foi deposto e Madero empossado como o novo presidente do México.

Logo a seguir, em fevereiro de 1913, foi a vez de Madero ser assassinado a mando do general Huerta, um ex-porfirista que era chefe do exército, ensejando a abertura de um segundo turno revolucionário.

Para financiar suas batalhas, Villa vendeu os direitos de filmagem de suas batalhas. Com isto, foi feito um filme no início do século, que foi refilmado em 2003 com Antonio Banderas no papel de Villa. O filme chamou-se E Estrelando Pancho Villa, sendo indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Mini-série/Filme para TV (Antonio Banderas). O contrato feito por Pancho Villa com Frank Thayer e a Mutual Film Company está atualmente em exibição em um museu na Cidade do México. O contrato foi firmado em 5 de janeiro de 1914.

Venustiano Carranza, um dos governadores de província, dizendo-se chefe constitucionalista, juntamente comÁlvaro Obregón e Pancho Villa pegaram em armas contra o general Huerta, que, isolado, exilou-se do país em1915. Então deu-se o desentendimento entre os três vitoriosos, Carranza, Obregon e Villa, e um terceiro turno revolucionário se iniciou.

Pouco a pouco Villa foi-se convertendo de novo em um guerrilheiro e suas atividades se limitaram cada vez mais pela escassez de armas. Assim se manteve de 1917 a 1920, salvo um período de reaparição, quando Felipe Ángeles voltou ao país para lutar ao lado de Francisco Villa. Adolfo de la Huerta, ao assumir a presidência interina do país como fruto do movimento de Agua Prieta, sugeriu a rendição de Francisco Villa. Em 26 de junho de 1920, Villa assinou os convênios de Sabinas, obrigando-se a depor as armas e a retirar-se na fazenda de Canutillo, Durango, que o governo lhe havia concedido em propriedade por serviços prestados pela revolução.

A partir de 1920, Villa dedicou-se a administrar a fazenda de Canutillo. Desde então começou sistematicamente a recuperar os tesouros que tinha ocultado em diversos esconderijos (o mito popular é que juntou tudo numa cova oculta na Sierra Madre). Villa fazia excursões solitárias à montanha, às vezes durante vários dias. Entretanto, Álvaro Obregón foi eleito presidente do México. Quando o novo presidente Obregón consolidou a sua posição, alguns planos para livrar-se de Pancho Villa foram tolerados ou abertamente promovidos pelo governo e ante o temor de que Francisco Villa novamente levantasse em armas durante a Rebelião delahuertista, decide matá-lo.

Mediante uma emboscada organizada pela polícia secreta e pelos pistoleiros a soldo de familiares de antigas vítimas de Villa, foi assassinado a tiro o famoso bandoleiro transformado em general revolucionário. Era a tarde do dia 20 de julho de 1923, quando Pancho Villa morreu no seu automóvel, atingido por 47 balas de pistola quando se dirigia a uma festa familiar.

Com a reconcentração da expedição em Columbus, terminara a aventura. Villa, por sua, vez, anistiado em 1920 pelo governo, retirou-se para uma propriedade em Parral, onde foi assassinado em 1923.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Viajando no Cangaço III - LAMPIÃO: Ele Voltou

Material do acervo do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas

Hoje, 30 de novembro, quinta-feira, dei uma 'passadinha' como de costume na residência de meu amigo José Clenaldo, para conversarmos sobre Lampião. hoje está aposentado e dedica-se como hobby ao radialismo, na Rádio Jornal em Aracaju-SE.

Clenaldo é um dos grandes conhecedores da vida do cangaceiro e quando jovem, trabalhava na construção da Hidrelétrica da CHESF em Paulo Afonso, e por escolha própria foi residir na cidade de Poço Redondo, ninho de cangaceiros do estado de Sergipe. Era vizinho de Alcino Alves Costa; o Caipira de Poço Redondo e o via 'matraquear' sua máquina de escrever e muitas vezes lia livros dele antes mesmo que fossem lançados.

O material abaixo (Revista V) é de seu acervo particular e me foi emprestado, assim como diversos outros livros raros. Preparrei os fac-símiles e coloquei foto dele e a frase 'Acervo José Clenaldo' não que ele esteja preocupado, pois não tem nenhuma preocupação com isso, mas é uma forma d'eu homenagear esse guerreiro do cangaço.

Estou lendo diversos escritos seus sobre Lampião e Luiz Gonzaga, a quem se dedicou a efetuar estudos, desde rapaz novo, inclusive seu programa de rádio quase em toda a totalidade é direcionado a essas duas figuras históricas.

A Revista V publicou em seu número 11 de março/abril de 2004 em primeiríssima mão fotos ainda inéditas, quase 70 anos depois, de Lampião e o seu bando, cangaceiros que assombraram o Nordeste nos anos 1920 e 1930.

Um dos capítulos mais importantes e mais populares da história do Brasil teve recuperadas e restauradas as matrizes das suas imagens originais, por muito tempo esquecidas e sob o risco de virar pó. 

Além das fotografias nunca dantes até então publicadas, o projeto Memorial do Cangaço, sediado no Ceará e responsável pelo resgate, apresenta nessa reportagem outras imagens raras e fundamentais do mesmo ciclo.

“Esse trabalho é um marco histórico na preservação da memória do meu avô”, declarou Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, que vive em Aracaju, Sergipe, com a mãe, Dona Expedita Ferreira.

Abaixo fac-símiles da reportagem do jornalista Xico Sá na íntegra e veja as fotos exclusivas de Benjamin Abrahão na edição impressa da Revista V número 11.











Extraído do blog do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas

http://meneleu.blogspot.com.br/2014/10/viajando-no-cangaco-iii-lampiao-ele.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com