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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
NAS QUEBRADAS DO SERTÃO...
O cangaço
desenvolveu-se na região semiárida do nordeste, “no Império da Caatinga”. Nome
que significa “mata branca”. Cobrindo cerca de 700 mil quilômetros quadrados da
região nordeste. A movimentação dentro desta mata, caatinga, nunca foi uma “aventura”
boa. A falta de víveres, água, espinhos, grutas, grotas, lajeados, terreno com
um aclive acentuado, em seguida declives com pedras soltas e rolantes, etc... Mas,
naquele tempo, havia homens que se os retirassem dela, da caatinga, ficariam
sem saber como tomar algum destino. Os cangaceiros, experts neste tipo de
terreno se movimentavam com facilidade, encobrindo sua passagem. Por outro
lado, havia aqueles que os perseguiam, os soldados volantes, homens valentes,
dispostos a tudo, pois sabiam estar indo ao encontro da morte... Deles ou dos
caçados. Abaixo, segue um relato do próprio comandante da tropa, o então,
Tenente João Bezerra, o qual nos dá uma noção do que seria adentrar na
caatinga.
“(...)às oito,
voltamos para o ponto em que deixamos os rastros palmilhados seguindo daí para
o “Caldeirão da Onça”, rompendo caatingas perigosíssimas, abundante em espinhos
venenosos como o xiquexique, a macambira, rabo-de-raposa, calumbi e variadas
espécies de carrapichos, além de inúmeras outras vegetações, cujos espinhos
estraçalham a própria roupa de couro dos vaqueiros. Esses elementos formam um
emaranhado de tecidos que dificultam até as caminhadas dos animais que aí
vivem.
Cabras e carrapatos, insetos nojentos e lagartas-de-fogo, urtigas queimantes de várias cores, moscas doninhas e outras, formigas e marimbondos, juntos, e em plena atividade, formam o grande empecilho para transpor aquelas caatingas desertas. Os espinhos atingem o caminhante dos pés à cabeça, rasgando-lhes as roupas e as carnes do corpo. De quando em vez fecha-se completamente a passagem pela junção daquela vegetação esquisita tendo-se que retroceder em busca de outra passagem por cima de pedras em que se açoitam sorrateiramente répteis e víboras numa multiformidade assustadora.
Dentro desse inferno, uma queda por mais pequena que seja resulta em ferimentos, e os ferimentos dos espécimes dessa vegetação selvagem e única no corpo da Terra, se revestem quase sempre de gravidade produzindo dores seguidas de febre, etc.(...)”.
Fonte Livro “Como dei cabo de LAMPEÃO”, autoria do Capitão João Bezerra, 4ª edição revisada, Pgs 140 e 141. TOP Produções Gráficas, 2013.
Fotos: www.panoramio.com - ednajardim.blogspot.com
Fonte: facebook
Página: Sálvio SiqueiraO Cangaço
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
NÃO SEI SE JÁ ESTÁ PRONTA. SE FALTA ALGO, É O CHÃO
Por Rubens Antonio
"Eu percorri todo o sonho,
No meio da madrugada...
E vi plantações de balas...
Sementes da espingarda...
Eu mato... matas... E matas...
Quem fala não mata não.
Quem cala consente a fala,
E os gritos do capitão."
Fonte: facebook
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
ENTRE HERÓIS E MARGINAIS: CONHEÇA OS FORA DA LEI QUE VIRARAM LENDA – NED KELLY - PARTE II
Caçador de
Policiais - (?) Ned Kelly
(1855-1880) - (¿) Victória,
Austrália - ($) 211 mil
(?) 25 anos
Ladrão de gado
e de bancos, Ned Kelly ganhou a simpatia de milhares de australianos ao doar parte da
grana aos pobres. Inimigo das autoridades, oferecia recompensas pelas cabeças
de policiais e ele próprio chegou a “despachar” três xerifes.
Na sua ultima
batalha, enfrentou sozinho 50 homens vestindo uma armadura de ferro
improvisada. Acabou levando 28 tiros, mas não morreu, indo a julgamento. Mesmo
após um abaixo-assinado com mais de 30 mil assinaturas contrárias à sua
execução, Ned foi enforcado e, depois, decapitado.
http://ahduvido.com.br/entre-herois-e-marginais-conheca-os-fora-da-lei-que-viraram-lenda
Abaixo, biografia do site:
Edward
"Ned" Kelly (junho de 1854 ou junho de 1855 — 11 de
novembro de 1880) foi um "fora-da-lei" australiano que ficou
mistificado por ter desafiado as autoridades da Austrália colonial.
Na Austrália do século
XIX, a polícia da colônia de Victoria já sabia quem procurar quando
precisava de um culpado para qualquer delito: irlandeses ou
descendentes, pobres e sem instrução, nascidos na zona rural. Se a suspeita não
se confirmava, o sangue quente dos buliçosos irlandeses, inimigos fidagais dos ingleses,
que mandavam no governo, se encarregava de torná-la realidade.
Edward
"Ned" Kelly era fruto desse meio. Nasceu em Beveridge, um
covil que abrigava ladrões como seu pai - degredado daIrlanda por
roubar dois porcos -, avô e tios. Acabou por se tornar o maior deles. A Austrália,
surgida como uma gigantesca colônia penal, até hoje louva a saga de seu mais
famoso fora-da-lei. Ned Kelly virou uma lenda que deu origem a pelo menos seis
filmes - o mais famoso, de 1970, tinha o roqueiro Mick Jagger no
papel principal - e dezenas de livros, como o recente e premiado A
História do Bando de Ned Kelly, de Peter Carey,
e Ned Kelly de 2003, filme com o ator Heath
Ledgerno papel principal.
Foram
oferecidas 100 libras pela sua cabeça. Num dos confrontos com a lei, ele matou
três policiais numa fuga, o que quintuplicou o prêmio para quem o capturasse -
ou o matasse. Nos anos seguintes, o valor atingiu 8000 libras, o equivalente
hoje a aproximadamente 500.000 reais.
Mas Ned não se
intimidou e respondeu na mesma moeda: passou a oferecer prêmios pelas cabeças
dos chefes da polícia local. Ele e seus amigos realizaram assaltos
espetaculares aos bancos em Euroa (1878) e Jerilderie (1879).
O último
confronto do bando com seus perseguidores aconteceu em Glenrowan, em 28 de junho de
1880. Entrincheirados em um hotel, Ned, seu irmão Dan, Joe Byrne e Steve Hart
improvisaram armaduras de ferro que lhes cobriam o peito e a cabeça. O tiroteio
durou 12 horas e só acabou com a morte de todos os membros do bando, menos um:
Ned Kelly, preso depois de levar 28 tiros nas pernas e enfrentar sozinho cerca
de 50 agentes da polícia.
Ned Kelly foi
enforcado em Melbourne em 11 de novembro daquele ano, apesar dos
apelos de sua mãe e das 32.000 assinaturas contrárias à sua execução. Após o
enforcamento, cortaram-lhe a cabeça e enterraram seu corpo no pátio da prisão.
Até 2008, ninguém sabia do paradeiro de seus restos mortais, até que um grupo
de arqueólogos o encontrou junto com outros 32 prisioneiros mortos por
enforcamento. Em agosto de 2011, especialistas identificaram a ossada do criminoso, faltando apenas o crânio, visto pela última vez em 1929 na mesa de
um investigador.1
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Histórias do cangaço
Certa noite
quando Lampião e seu bando pernoitavam em uma velha casa abandonada em meio à
mata, o motivo desta parada seria para tratar de Antônio Rosa (Toinho do Gelo)
um de seus cabras de confiança.
Tudo
transcorria normal, até que durante a alta noite, o seu sentinela despertou por
causa de um barulho que vinha do mato e alertou o bando.
Em instantes o
bando abriu forte tiroteio cerrado em direção de onde vinha o barulho e fugiram
em meio à escuridão.
As árvores
xiquexiques e mandacarus ao redor ficaram todos decepados e crivados de balas.
Tempo depois se
descobriu que a causa do barulho seria um simples bode que ali pastava e que
foi alvejado pela saraivada de balas disparada pelos cangaceiros que ali
estavam.
Mas por via
das dúvidas...
... Nas
quebradas do sertão.
Fonte:
facebook
Página: geraldo júnioro
cangaço
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EM 2012 OS JORNAIS NOTICIARAM... MORRE DONA MOCINHA A ÚLTIMA IRMÃO DE LAMPIÃO.
Maria Ferreira
Queiroz, conhecida como dona Mocinha, morreu no dia 10/02/2012, em São Paulo,
aos 102 anos.
Ela era a
única irmã viva de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
A idade de
dona Mocinha sempre foi motivo de discussão entre estudiosos do cangaço.
O documento de
identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 08 de janeiro de 1906,
portanto, ela teria completado 106 anos, mas ela sempre se recusou a afirmar que
tivesse essa idade, alegando que não era por vaidade. Ela tem outro documento
que aponta a data de nascimento em 11 de janeiro de 1910.
Era por este
documento que dona Mocinha costumava se identificar, de acordo com o neto
Marcos Antonio Tavares, 53 anos.
Ela vivia em
um apartamento com os filhos Expedito e Valdeci, em Santana, na Zona Norte de
São Paulo. Os parentes mais próximos que também moram em São Paulo, além dos
dois filhos, costumavam visitá-la, principalmente na data de aniversário dela.
Ela estava
doentinha, vez ou outra ela era internada para cuidar da saúde. Já tinha muita
idade. Acreditamos que foi insuficiência pulmonar", disse Tavares.
O pesquisador
e historiador Antônio Amaury Correia, que mora perto de dona Mocinha, foi um
dos responsáveis por descobrir a segunda data de nascimento da irmã de Lampião.
"Ela tinha dois documentos. Até hoje não sabemos com certeza qual era a
idade dela", disse ele ao G1.
"Foi uma
grande perda. Apesar de ela não ter vivido a história do cangaço, já que era
muito pequena quando Lampião estava atuando, ela sempre foi uma referência
histórica", afirmou o historiador e especialista em cangaço, João de Sousa
Lima.
Fontes principal: G1 e
UOL Notícias
Fonte: facebook
Página: Geraldo JúniorO
Cangaço
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domingo, 2 de novembro de 2014
Foto inédita de Lampião e seu bando
Foto
encontrada em poste ontem no bairro da Pompéia em São Paulo. Provavelmente se
trata de uma foto bem conhecida. Poderiam dar os nomes dos integrantes?
Segundo Sálvio Siqueira:
A turma da 1ª fila: Luiz Pedro, Lampião, Maria Bonita e Juruti. Por trás alguns identificam como: Vinte e Cinco do lado direto de Lampião e do lado esquerdo Canário. Não tenho certeza.
Adendo: http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Se olharmos direitinho, esta foto foi feita no mesmo dia em que foi feita a outra acima. Observem a colocação de alguns cangaceiros nas duas fotos.
Na segunda foto Lampião apenas muda a arma para a mão esquerda. Nesta foto aparece um cangaceiro na penúltima posição à direita. A foto deve ter ficado muito tempo em algum lugar que ficou um pouco amarrotada.
Fonte: facebook
Página: Ismail Abéde
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SERRA TALHADA
SERRA TALHADA
- No primeiro plano vê-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha. Ao fundo,
a Serra Talhada construída pela própria natureza, que dá origem ao nome da
cidade: Serra Talhada, sertão do Pajeú, Pernambuco.
Cidade mãe de Virgulino Ferreira da Silva, Rei do Cangaço (LAMPIÃO) e do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião.
E minha, claro!
(ANILDOMÁ).
Cidade mãe de Virgulino Ferreira da Silva, Rei do Cangaço (LAMPIÃO) e do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião.
E minha, claro!
(ANILDOMÁ).
Fonte: facebook
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Grande Cariri Cangaço 2010 Revirando o Baú !
Por Laser Vídeo
Nossa primeira edição, ainda em setembro de 2009, descortinou para o Brasil, o Ceará como um cenário importante de uma época do ciclo cangaceiro de Virgulino Ferreira, na década de vinte.
Naquele ano; 2009; em nossa primeira edição destacamos eminentemente um tema voltado para o Cangaço:
"Lampião no Ceará: Verdade e Mentiras".
Já em 2010; na direção da consolidação do evento, como um dos mais respeitados e responsáveis sobre a temática, no Brasil, apresentamos numa programação plural e dinâmica o tema:
"Coronéis, Beatos e Cangaceiros".
Vale a pena rever o
Cariri Cangaço 2010,
sob as lentes de
Aderbal Nogueira e a equipe da Laser Vídeo
Nos anos seguintes tivemos mais duas espetaculares edições de nosso Cariri Cangaço, 2011 e 2013 e as fabulosas avante-première em 2013 e 2014, agora é aguardar pela agenda que virá...
Que venha 2015
A família Cariri Cangaço aguarda!
Manoel Severo
Cariri Cangaço
http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/11/grande-cariri-cangaco-2010-revirando-o.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Rubens Antonio concluindo
O primeiro da esquerda é Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. O penúltimo da direita é o cangaceiro Luiz Pedro e a última é sua companheira Neném do Ouro.
Está quase terminado o trabalho colorido da foto feita pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com
http://mendespereira.blogspot.com
http://blogdodrlima.blogspot.com
http://tokdehistoria.wordpress.com
http://cangaconabahia.blogspot.com
http://portaldocangaço.blogspot.co
http://cangaconabahia.blogspot.com
http://portaldocangaço.blogspot.co
Entre Heróis e Marginais: Conheça os Fora da Lei que viraram lenda Bandoleiro Revolucionário - Pancho Villa - PARTE I
Bandoleiro
Revolucionário - (?) Pancho
Villa (1878-1923) - (¿)
México ($) 180 mil - (±) – (?) 36 anos
Aos 16 anos,
ao ver um fazendeiro abusar da sua irmã, Pancho sacou a pistola e o matou na hora.
Estava dado o pontapé inicial em sua luta contra a reforma agrária e contra a
ditadura que rolava no México.
Em protesto contra o apoio dos Estados Unidos ao ditador,
Pancho Villa chegou até atacar uma cidade americana, tornando-se o primeiro inimigo
dos Estados Unidos, a ser caçado fora do solo americano.
Herói da Revolução Mexicana, mais
temido pelos rivais por sua influência junto às populações pobres – que o viam
como um salvador.
Pancho Villa foi morto crivado de balas em uma cilada.
http://ahduvido.com.br/entre-herois-e-marginais-conheca-os-fora-da-lei-que-viraram-lenda
Biografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa
Biografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa
Pancho Villa (San Juan del Río, Durango, 5 de junho de 1878 —Parral, Chihuahua, 23 de julho de 1923), pseudônimo de José
Doroteo Arango, foi um dos mais conhecidos generais e comandantes da Revolução Mexicana.
Doroteo Arango
nasceu em Durango e viveu até os 16 anos como trabalhador rural. Com essa
idade, foi acusado de matar um fazendeiro que atacara sua irmã e para fugir das
perseguições da justiça, se alista no exército mexicano. Como
chefe de guarnição, em 1910, apoia Francisco Madero no combate a ditadura
controlada por Porfirio Díaz.
Um ano após,
no mês de Maio, Pancho é exilado e Madero assume o governo.
Em 1912, o
general Victoriano Huerta, que deporia e substituiria
Francisco Madero, condena Pancho Villa à morte por insubordinação.
Ele consegue
se refugiar para os Estados Unidos com a ajuda de Madero. Após a
morte de Madero e a instauração de uma ditadura no México por Huerta, Pancho
Villa retorna ao México para integrar as forças deVenustiano Carranza, opositor do ditador.
Com seu
pessoal espalhado por todo o México, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano
Zapata unem-se num exército que combatia a ditadura em uma guerra
civil.
Pancho recebe
o comando da cavalaria com mais de 40 mil homens, que foi decisivo para
derrubar o regime de Huerta. Carranza assume o poder, mas Pancho Villa retorna
a luta armada, após ter se desentendido com o novo governante.
Assim, Pancho
controla o norte do país. O governo mexicano convoca uma força expedicionária
norte americana para capturar o revolucionário, mas Pancho escapa. Com a
deposição de Venustiano Carranza, Pancho se torna fazendeiro no interior do
país.
Ele se casa
várias vezes, tendo filhos com oito mulheres. Em 1923, ele é assassinado numa
emboscada.
Numa só
batalha, seguida de uma emboscada, fizeram com que Pancho Villa, o caudilho da
Divisão do Norte, perdesse a maior parte dos seus efetivos. ocorreu em 92
Em Celaya, ele travou
combate com as forças de Álvaro Obregón que, com suas metralhadoras,
ceifaram os villistas aos milhares. Estima-se que Pancho perdeu, entre mortos e
feridos, 14 mil seguidores, outros historiadores falam em até 30 mil mortos e
feridos.
Pouco depois,
ao aproximar-se à noite com os seus remanescentes do lugarejo de Agua Prieta,
ele foi emboscado pelas forças do governo, que, recorrendo aos fogos luminosos,
puderam fartar-se em atirar à vontade contra os villistas, desprotegidos em
meio ao clarão.
Estes dois
sucessos militares foram possíveis porque os Estados Unidos, ao reconhecerem o
governo de Venustiano Carranza, não só permitiram que o
governo utilizasse as vias férreas estadunidenses para derrotar Villa, como
também ofertaram-lhe as armas modernas. Para o revolucionário que seguiam o
caudilho, os norte-americanos passaram a ser seus maiores inimigos.
A primeira
operação que Villa ordenou diretamente contra os norte-americanos foi uma forma
de revidar a intervenção branca dos Estados Unidos, favoráveis ao governo,
contra o qual era Villa.
Na verdade
trata-se de uma emboscada a 17 engenheiros texanos que estavam no México a
convite do governo para reativar as minas do Estado de Chihuahua, e
que vinham a bordo do trem que se dirigia a Santa
Isabel, nesse ataque matou 16, sobrevivendo um.
Em contra
partida a opinião pública norte-americana ficou estupefata, mas o presidente Wilson negou-se a empreender naquele
momento qualquer ato de represália. Villa então foi adiante, justificando seu
ato como uma reparação aos estragos que as metralhas do presidente Wilson
haviam feito nos mexicanos. E, também, para deixar mal o governo de Carranza,
que ele acreditava ter vendido o México aos "gringos", o que na
verdade conseguiu.
A gota de água
veio a seguir, quando Villa conduziu sua gente a um grande assalto contra Columbus. Esta era uma cidadezinha situada
no Novo México e que abrigava, nas suas proximidades,
um forte de cavalaria em Camp Furlong, com uns 350
milicianos.
Na madrugada
do dia 9 de março de 1916, uma tropa de
villistas, uns 500 homens montados, tendo à frente o próprio caudilho, tomou o
forte, pego de surpresa. Em seguida, foi à cidade saqueando-a e pondo fogo
nela, permanecendo aí por cinco horas.
No estampido
do ataque,os norte-americanos queimaram os corpos de 70 á 75 mexicanos mortos
no ataque.
No dia
seguinte, as manchetes dos jornais norte-americanos estamparam com estardalhaço
o acontecimento. Villa havia sido o primeiro mexicano em toda a história a
invadir os Estados Unidos. Foi um pandemônio. Desta vez o presidente Wilson não
contemporizou. Columbus mesmo tornou-se a base de onde partiu a expedição
punitiva.
Em retaliação
ao ataque que o revolucionário mexicano Pancho Villa fizera em março de 1916 à pequena
cidade de Columbus,
situada nos limites dos Estados
Unidos com o México, o presidente Woodrow
Wilson ordenou que o general John
Pershing comandante da fronteira, fizesse uma expedição punitiva para
responder à audácia do aventureiro mexicano.
Desta forma,
Pancho Villa tornou-se o primeiro inimigo dos Estados Unidos a ser caçado
implacavelmente no exterior. Tratou-se da maior operação militar que os
norte-americanos fizeram desde o fim da guerra contra Espanha em 1898.
O encarregado
da missão de capturar Villa foi o general John Pershing, militar experiente,
veterano da guerra de 1898 e da recente repressão aos filipinos, que
aproveitou-se da ocasião para fazer uma série de experiências com novas táticas
militares.
Levou consigo,
atrás da trilha de Villa, aviões, caminhões e veículos de combate, além de uma
força expedicionária de 4.800 homens, penetrando quase 480 km no interior
do território de Chihuahua. Dentre seus homens esteve o futuro general Patton, que se
sobressairia em uma luta contra os mexicanos, no qual matou 2 deles, inclusive
o "General" Julio Cardenas, guarda-costas de Villa.
Tudo inútil. O
caudilho, experiente como um puma, ocultara-se nos altos da Sierra
Madre e nem os vôos de reconhecimento revelaram quaisquer pistas dele.
Inevitavelmente, os atritos entre norte-americanos e mexicanos não cessaram de
trazer desconforto ao governo Carranza, que se mostrara muito cuidadoso em dar
liberdade total às manobras de Pershing.
Em 21 de junho de 1916, deu-se o chamado Affair Carrizal, quando um
destacamento norte-americano desentendeu-se com a população do lugarejo que
resistiu à passagem de soldados estrangeiros por dentro da sua cidade, havendo
troca de tiros com algumas baixas de parte a parte. Embaraço que quase levou o
presidente Wilson, mobilizando 75 mil integrantes da Guarda Nacional, a
declarar a guerra contra o México.
Por fim,
reconhecendo a inutilidade da expedição punitiva e o desgaste que a presença
das tropas norte-americanas trazia para ambas as administrações, a de Wilson e
a de Carranza, e com a aproximação crescente das nuvens da guerra européia,
iniciada em 1914, os norte-americanos decidiram-se por retirar seus soldados do
solo mexicano.
Alcançar
Villa, naquela vastidão dos descampados áridos, era o mesmo que localizar uma
agulha no palheiro. Àquela altura os expedicionários chegavam a 10.690 homens
que começaram a voltar para o outro lado da fronteira em 27 de
janeiro de 1917.
Desde 1910, o México, vizinho
dos Estados Unidos, estava em convulsão revolucionária.
No final daquele ano,Francisco Madero recrutara as mais diversas
forças de oposição à ditadura de Porfirio
Díaz, um regime que se prolongava por décadas e estava em agonia, para pôr
um fim à autocracia.
Entre os
arrebanhados estava Pancho Villa, homem famoso na região de Durango e Chihuahua ambas
localizadas no norte do México, pelo seu passado pouco recomendado de ladrão de
gado e assaltante de bancos, mas figura muito popular entre os humildes locais.
Neste primeiro turno da Revolução Mexicana, que no total estendeu-se por sete
anos, encerrado-se por exaustão de todos em 1917, Dias foi deposto
e Madero empossado como o novo presidente do México.
Logo a seguir,
em fevereiro de 1913, foi a vez de Madero ser assassinado a mando do general
Huerta, um ex-porfirista que era chefe do exército, ensejando a abertura de um
segundo turno revolucionário.
Para financiar
suas batalhas, Villa vendeu os direitos de filmagem de suas batalhas. Com isto,
foi feito um filme no início do século, que foi refilmado em 2003 com Antonio
Banderas no papel de Villa. O filme chamou-se E Estrelando Pancho Villa, sendo indicado
ao Globo de Ouro de Melhor Ator -
Mini-série/Filme para TV (Antonio
Banderas). O contrato feito por Pancho Villa com Frank Thayer e a Mutual Film Company está
atualmente em exibição em um museu na Cidade do México. O contrato foi firmado em 5 de
janeiro de 1914.
Venustiano Carranza, um dos governadores de
província, dizendo-se chefe constitucionalista, juntamente comÁlvaro Obregón e Pancho Villa pegaram em armas
contra o general Huerta, que, isolado, exilou-se do país em1915. Então deu-se o
desentendimento entre os três vitoriosos, Carranza, Obregon e Villa, e um
terceiro turno revolucionário se iniciou.
Pouco a pouco
Villa foi-se convertendo de novo em um guerrilheiro e suas atividades se
limitaram cada vez mais pela escassez de armas. Assim se manteve de 1917 a
1920, salvo um período de reaparição, quando Felipe Ángeles voltou ao país para
lutar ao lado de Francisco Villa. Adolfo de la Huerta, ao assumir a presidência
interina do país como fruto do movimento de Agua Prieta, sugeriu a rendição de
Francisco Villa. Em 26 de junho de 1920, Villa assinou os convênios de Sabinas,
obrigando-se a depor as armas e a retirar-se na fazenda de Canutillo, Durango,
que o governo lhe havia concedido em propriedade por serviços prestados pela
revolução.
A partir de
1920, Villa dedicou-se a administrar a fazenda de Canutillo. Desde então
começou sistematicamente a recuperar os tesouros que tinha ocultado em diversos
esconderijos (o mito popular é que juntou tudo numa cova oculta na Sierra
Madre). Villa fazia excursões solitárias à montanha, às vezes durante
vários dias. Entretanto, Álvaro Obregón foi eleito presidente do México.
Quando o novo presidente Obregón consolidou a sua posição, alguns planos para
livrar-se de Pancho Villa foram tolerados ou abertamente promovidos pelo
governo e ante o temor de que Francisco Villa novamente levantasse em armas
durante a Rebelião delahuertista, decide matá-lo.
Mediante uma
emboscada organizada pela polícia
secreta e pelos pistoleiros a soldo de familiares de antigas vítimas
de Villa, foi assassinado a tiro o famoso bandoleiro transformado em general
revolucionário. Era a tarde do dia 20 de julho de 1923, quando Pancho
Villa morreu no seu automóvel, atingido por 47 balas de pistola
quando se dirigia a uma festa familiar.
Com a
reconcentração da expedição em Columbus, terminara a aventura. Villa, por sua,
vez, anistiado em 1920 pelo governo, retirou-se para uma propriedade em Parral, onde foi
assassinado em 1923.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Viajando no Cangaço III - LAMPIÃO: Ele Voltou
Material do acervo do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas
Hoje, 30 de
novembro, quinta-feira, dei uma 'passadinha' como de costume na residência de
meu amigo José Clenaldo, para conversarmos sobre Lampião. hoje está
aposentado e dedica-se como hobby ao radialismo, na Rádio Jornal em
Aracaju-SE.
Clenaldo é um
dos grandes conhecedores da vida do cangaceiro e quando
jovem, trabalhava na construção da Hidrelétrica da CHESF em Paulo Afonso,
e por escolha própria foi residir na cidade de Poço Redondo, ninho de
cangaceiros do estado de Sergipe. Era vizinho de Alcino Alves Costa; o
Caipira de Poço Redondo e o via 'matraquear' sua máquina de escrever e
muitas vezes lia livros dele antes mesmo que fossem lançados.
O material
abaixo (Revista V) é de seu acervo particular e me foi emprestado, assim
como diversos outros livros raros. Preparrei os fac-símiles e coloquei foto
dele e a frase 'Acervo José Clenaldo' não que ele esteja preocupado, pois não
tem nenhuma preocupação com isso, mas é uma forma d'eu homenagear esse
guerreiro do cangaço.
Estou lendo
diversos escritos seus sobre Lampião e Luiz Gonzaga, a quem se dedicou a
efetuar estudos, desde rapaz novo, inclusive seu programa de rádio quase
em toda a totalidade é direcionado a essas duas figuras históricas.
A Revista
V publicou em seu número 11 de março/abril de 2004 em primeiríssima mão fotos
ainda inéditas, quase 70 anos depois, de Lampião e o seu bando, cangaceiros que
assombraram o Nordeste nos anos 1920 e 1930.
Um dos
capítulos mais importantes e mais populares da história do Brasil teve
recuperadas e restauradas as matrizes das suas imagens originais, por muito
tempo esquecidas e sob o risco de virar pó.
Além das
fotografias nunca dantes até então publicadas, o projeto Memorial do
Cangaço, sediado no Ceará e responsável pelo resgate, apresenta nessa
reportagem outras imagens raras e fundamentais do mesmo ciclo.
“Esse trabalho
é um marco histórico na preservação da memória do meu avô”, declarou Vera
Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, que vive em Aracaju, Sergipe,
com a mãe, Dona Expedita Ferreira.
Abaixo
fac-símiles da reportagem do jornalista Xico Sá na íntegra e veja as fotos
exclusivas de Benjamin Abrahão na edição impressa da Revista V número 11.
Extraído do blog do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas
http://meneleu.blogspot.com.br/2014/10/viajando-no-cangaco-iii-lampiao-ele.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
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