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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

QUEIRAMOS A VELHICE

Por Rangel Alves da Costa*

Segundo recentes estudos divulgados na França, os primeiros sintomas da velhice, caracterizados pelo início da diminuição das funções cognitivas do cérebro, começam após os 40 anos em algumas pessoas, e não depois dos 60, como anteriormente se afirmava. E assim devido ao precoce desenvolvimento dos sintomas da senilidade.

Denomina-se senilidade o processo de envelhecimento das pessoas. Em tal percurso, vão surgindo as alterações orgânicas e funcionais, as disfunções mentais e as alterações nos vários sistemas do corpo humano. Passo a passo, o corpo vai se debilitando, as carências aumentando e as dependências surgindo. Com o passar do tempo, então se diz que a velhice chegou.

Contudo, as pesquisas ainda não apontam com segurança a fronteira de onde se inicia a velhice. Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, nos países desenvolvidos a velhice tem início aos 65 anos, enquanto que nos subdesenvolvidos ou em desenvolvimento se inicia aos 60 anos. No Brasil, nos termos da Lei 8.842/94, considera-se idosa a pessoa maior de sessenta anos de idade.

Mas não importa que se imponha uma idade para o reconhecimento do início da senilidade ou da velhice em si. Tudo é uma questão de conformidade perante a existência humana. Como árvore que vai se tornando cada vez mais imponente com o passar dos anos, assim também é o homem no seu passo de idade.

Não há ser humano que não deseje ser árvore majestosa, frondosa, com história de sementes e frutos. É próprio do ser humano o desejo de ter uma estrada longa e duradoura, de caminhar o mais longe possível nas distâncias da vida. O cansaço advindo não significa, porém, que tenha de desistir. Eis, então, o segredo da velhice.

O segredo da velhice é a não desistência, é a persistência, é a vontade de firmar-se ainda mais, ainda que as forças e as fragilidades surjam como desalentos. Verdade que se torna mais amiga do silêncio e da solidão. Também que vai tornando a pessoa mais esquecida e solitária, mais nostálgica e meditativa, mas nada que se mostre não ser um estágio normal da existência.


A velhice traduz no ser humano um maior reconhecimento interior e intenso afloramento de suas capacidades. Muito mais que nas outras fases da vida, é neste estágio que deseja realizar muito mais, fazer aquilo que foi adiando e aproveitar de seu conhecimento maior sobre as coisas da vida. Então o velho se remoça, se renova, pois sente que tudo ainda está à sua espera para acontecer.

E como pessoa deseja viver o mundo dos iguais, anseia abrir a porta e seguir em qualquer direção, espera não ser avistado como um diferente, almeja o encontro e o diálogo, tem necessidade de não apenas ser útil, mas necessário no convívio social, no lar, em todas as vertentes da vida. E que jamais se espere apenas o lançar de um olhar de saudade sobre o passado, eis que seu mundo é o que se faz presente.

Eu já tenho alguns meses acima dos 52 anos. Na concepção francesa de velhice, já estaria plenamente inserido na sua contextualização. E ainda demoraria um pouco perante o entendimento brasileiro. Porém nada disso importa, pois é na caminhada que se chega ao futuro mais distante e este não haverá sem o dom do alcance da velhice.

Daí que me olho ao espelho e sorrio satisfeito para as marcas da vida, para os cabelos brancos que pontuam, para as rugas dizendo que a caminhada já se faz desde longe. Não temo sair do espelho e me deparar com um retrato jovial na parede. Quanto mais a moldura envelhece e a vidraça se toma de névoa mais confirmarei a minha presença na terra. E agradecido estarei pela caminhada e pela feição agora revelada no espelho. Mais ainda quando somente o velho possa reencontrar-se no menino da vida inteira.

E que venha, pois, a velhice. Plena, completa, absoluta. Um ser tomado de anos e uma vida repleta de histórias, experiências e conhecimentos. Um ser que não mais terá a força e o vigor de outros idos, mas estará recompensado por forças ainda maiores: discernimento e sabedoria. Poder dizer meninos eu vi, meninos eu sei. Mas também o quanto ainda precisarei aprender.

Não importa que as fragilidades físicas me coloque uma bengala à mão, dê-me um passo lento, um olhar anuviado, uma lentidão no falar. Não importa que as caminhadas sejam mais curtas, que os remédios estejam no relógio, que tenha de me abster de determinados alimentos, de guloseimas e outras delícias. Nada disso importa.

Não importa que as saudades cheguem de vez em quando, que as relembranças venham ao entardecer ou em momentos de solidão. A memória é alimento da existência e impossível viver sem recordar. Quanto será bom rememorar as brincadeiras antigas, as frutas colhidas em quintal, o velho cavalo de pau e a ponta de vaca no cercadinho.

E quando o outono chegar não pensar em folhas mortas ao vento. Mas nas próximas estações e nas manhãs de sol sobre o meu rosto sem idade. Pois não importa os anos que terei, mas apenas que estarei feliz.

Poeta e cronista
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NESSA ÉPOCA ELA ERA JOVINA MARIA DA CONCEIÇÃO... MAS NO PASSADO FOI DURVINHA...


... Uma jovem mulher que abandonou o conforto da casa de seus pais ainda na flor da juventude, para acompanhar o cangaceiro Virgínio Fortunato viúvo de Angélica Ferreira irmã de Lampião. E em nome desse amor se aventurou em um caminho árduo, incerto e repleto de sangue. Assim como viu um grande amor nascer em sua vida também o viu se acabar de maneira trágica.

Após a morte de Virgínio Fortunato ocorrida em outubro de 1936, Durvinha passou a ser companheira do cangaceiro Moreno, já que nos bandos cangaceiros não era permitida a presença de mulheres desacompanhadas de seus respectivos companheiros.

Com Moreno permaneceu ainda durante algum tempo no cangaço, depois fugiram do Nordeste e se estabeleceram por fim no estado de Minas Gerais, onde ambos terminaram suas vidas.

O amor que Durvinha mantinha por Moderno (Virgínio) a acompanhou por toda a sua vida, mesmo diante do atual companheiro (Moreno) ela nunca negou seu verdadeiro, grande e talvez único amor.

A história de um romance cangaceiro que ficará para sempre na literatura e na memória dos conhecedores dessa fantástica história chamada... CANGAÇO.

Foto: Acervo da família (Lili Neli)
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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COMUNICADO AOS NOSSOS LEITORES


Os leitores do http://blogdomendesemendes.blogspot.com que têm livros já publicados ou que estão saindo das gráficas, e se quiserem anunciar os seus lançamentos e como adquiri-los e o custo, basta enviar-nos através de e-mail para: josemendesp58@gmail.com, que serão postados. 

Os anúncios serão grátis, desde que sejam trabalhos sobre cultura. Não aceitamos trabalhos que falem em políticas... O nosso blog vive intencionalmente para manter a cultura e a amizade no mundo inteiro. Política gera desavença, e não é a nossa intenção.

Aguardaremos os seus envios!

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OS ARQUIVOS SOBRE A HISTÓRIA E A CULTURA DO NORDESTE BRASILEIRO


Há 19 anos, foi publicado um exemplar em formato standard, do Caderno MAIS!, Edição cultural dominical, do Jornal Folha de São Paulo, de 21 de setembro de 1997, com teor concernente aos 100 Anos da Guerra de Canudos. A capa tem a seguinte manchete: "Sangue sobre Canudos" e uma fotografia, de autoria do expedicionário: Flávio de Barros, onde mostra a Igreja Nova destruída na 4ª Expedição, sob o comando do General Artur Oscar. No conteúdo dessa Edição Especial sobre a Sedição de Canudos tem uma série de artigos escritos por especialistas no tema: professores universitários, historiadores, sociólogos, etc., começando pelo maior de todos: o Grande JOSÉ CALASANS, com o título: "O Bom Jesus do Sertão", além de Outros: Roberto Ventura ("A Revisão de Canudos" e "O Remorso de Euclides"), Antônio Carlos Olivieri ("Sermões Numa Caixa de Madeira"), Marco Antônio Villa ("A Aurora de Belo Monte"), Eduardo Hoornaert ("O Sonho dos Espaços Sagrados"), Frederico Pernambucano de Mello ("Baionetas do Fim do Mundo"), Cícero Antônio F. de Almeida ("O Olho do Exército" e "Simulacros da Guerra"), Paulo Zanettini e Érica M. R. Gonzalez("Arqueologia na Caatinga") e Claude Santos ("Templos em Ruínas"). A Edição também veio toda ilustrada, principalmente com as fotos do citado Flávio de Barros. Então, mais um documento periódico na busca de estudar o Movimento Messiânico Nordestino da Guerra de Canudos.

Adendo -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Não tenho certeza, mas acho que o leitor irá adquirir este livro através do professor Francisco Pereira Lima,, lá na cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba. 

Seu e-mail é: franpelima@bol.com.br

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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LAMPIÃO, O CANGACEIRO! NOVO LIVRO DE JOÃO DE SOUSA LIMA


LAMPIÃO, O CANGACEIRO! Sua ligação com os coronéis baiano, Raso da Catarina e outras histórias.


Esse é o mais novo lançamento do historiador e escritor João de Sousa Lima.

O livro faz um breve relato sobre quem foi Lampião; Traça sua ligação com os dois mais famosos coronéis da Bahia, o coronel Petronilio de Alcântara Reis e o coronel João Sá; Nos remete as histórias acontecidas dentro do Raso da Catarina e cita várias histórias colhidas pelo autor e que foram vinculadas no blog: www.joaodesousalima.blogspot.com.

O livro tem 232 páginas e dezenas de fotografias incluindo muitas inéditas sobre o cangaço.

Está sendo lançado no valor de R$ 40,00 e pode ser adquirido diretamente com o autor:


O livro já com o frete para todo Brasil fica por R$ 45,00 e é só depositar na conta:

João de Sousa Lima
Bando do Brasil
Agência - 0621-1
Conta Corrente: - 25293-X

http://joaodesousalima.blogspot.com.br/2015/09/lampiao-o-cangaceiro-novo-livro-de-joao.html?spref=fb

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FOI-SE MAIS UM DA CULTURA BRASILEIRA - HUMORISTA SHAOLIN MORRE EM CAMPINA GRANDE

Shaolin tinha 44 anos (Foto: Nelson Antoine /Futura Press)

Laudiceia Veloso, viúva do artista, publicou informação em rede social.
Shaolin morreu após uma parada cardiorrespiratória.
Do G1 PB

O ator e comediante Francisco Josenilton Veloso, o Shaolin, morreu aos 44 anos nesta quinta-feira (14) após uma parada cardiorrespiratória, em uma clínica particular de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Shaolin recebia cuidados médicos em casa desde 2011, após sofrer um acidente.

A informação foi publicada no Facebook de Laudiceia Veloso, viúva do artista.

"#‎LUTO Depois de 1821 dias, nosso guerreiro terminou sua batalha. É com muita tristeza que divido a nossa dor com todos vocês. Shaolin apresentou um quadro febril nesta terça e que, infelizmente evoluiu para uma infecção, precisando de internação imediata. Recebemos a notícia do hospital, neste momento, que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. As informações sobre velório e local de sepultamento, divulgarei mais tarde. Obrigada a todos pelas orações e pela força!", informou a viúva pela rede social.

Familiares do artista informaram que o velório e o enterro vão acontecer no cemitério Campo Santo Parque da Paz, na avenida Assis Chateaubriand, número 5.460, no bairro Velame, em Campina Grande. O velório fica aberto ao público das 11h (horário local) até as 15h, quando a cerimônia será reservada à família. O enterro está marcado para as 17h.

'Alegria de viver'

Apesar de estar acamado após quase cinco anos de acidente de carro, Shaolin, tinha alegria de viver. Isso é o que diz o cunhado do artista, Ricardo Santos. Segundo ele, Shaolin começou a ter complicações na terça-feira (12), quando apresentou um quadro de febre. "Laudiceia [esposa de Shaolin] medicou ele em casa com a orientação dos médicos, Shaolin reagiu, a febre passou na terça-feira mesmo", explicou Ricardo Santos.

Na quarta-feira (13), a febre voltou e a família e os médicos decidiram interná-lo em uma clínica no bairro da Prata, em Campina Grande. De acordo com o parente do humorista, ele estava em estado regular, mas durante a madrugada os familiares receberam dos médicos a notícia da morte.

"Assim que ele chegou, os médicos detectaram um quadro de infecção pulmonar, que é até natural para um doente acamado. A gente não esperava [a morte]. Nós esperávamos que com a medicação houvesse uma evolução e ele recebesse alta e já voltasse para casa, pelo menos, até o fim de semana", disse o cunhado.

O humorista não conseguia falar e se comunicava com expressões faciais. Mesmo com dificuldades, Shaolin era ativo na vida da família Veloso. "Ele estava 100% consciente. Tudo que se falava perto dele, ele demonstrava por meio da expressão facial. Ele ria quando achava engraçado, chorava quando achava triste. Ele tinha alegria de viver, que é o principal de tudo. Sempre teve muita força e lutou até o momento que pode. Jamais desistiu", contou Ricardo Santos.

Por conta da morte de Shaolin, o prefeito de Campina Grande, cidade onde o artista morava, decretou luto oficial na cidade por três dias.

Lucas Veloso faz homenagem ao pai nas redes sociais (Foto: Reprodução/ Facebook) Filho comediante

O filho de Shaolin, Lucas Veloso, está seguindo a mesma profissão que o pai. Em entrevista em abril de 2014, ele contou que o pai acompanhava seus primeiros passos de perto. "Ele está consciente, entende tudo. É inclusive, digamos assim, o diretor do meu show. Todas as piadas eu testo com ele para saber se pode ou não ir", contou na época. 

Nesta quarta-feira, o jovem também publicou em seu perfil em uma rede social uma homenagem ao pai. "Não aprendi dizer 'adeus'/ mas deixo você ir, sem lágrimas no olhar/ seu adeus me machuca/ o inverno vai passar, e apaga a cicatriz." Descanse em paz, meu guerreiro! Desejo honrar sua alegria todos os dias! #LUTO", disse, citando música do cantor Leonardo, que era imitado por Shaolin. Até as 9h30 (horário local) a publicação já tinha mais de 4,7 mil compartilhamentos.

O acidente

Shaolin acompanhado da esposa, Laudiceia - (Foto: Arquivo pessoal)

Shaolin sofreu um acidente no dia 18 de janeiro de 2011 na rodovia federal BR-230, em Campina Grande. No mesmo dia, Shaolin foi socorrido e internado no Hospital de Emergência e Trauma da cidade. Pouco tempo depois, foi transferido para o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde foi submetido a cirurgias e ficou internado por cerca de cinco meses.

O motorista do caminhão envolvido no acidente com o carro de Shaolin, Jobson Clemente, foi condenado no mesmo ano a dois anos em regime aberto, pena que foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de três salário mínimos. Em 2012 o Ministério Público chegou a pedir revisão da pena, considerada muito branda, mas o pedido foi negado em outubro de 2015.

Em 2015, quatro anos após o acidente que o deixou em coma, Shaolin conseguia se comunicar e interagir com a família através de "expressões faciais e dos olhos", conforme relatou sua à esposa época, Laudiceia Veloso.

Mulher do humorista Shaolin posta informação sobre a morte do marido (Foto: Reprodução/Facebook)


http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/01/humorista-shaolin-morre-em-campina-grande.html

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ESCRITOR SABINO BASSETTI PÕE NA PRAÇA O SEU MAIS NOVO TRABALHO SOBRE CANGAÇO - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti com o título "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e não deixa para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

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O VÍDEO QUE VEREMOS ABAIXO, É UMA DOCUMENTÁRIO DO GLOBO REPÓRTER, PRODUÇÃO DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO, PRODUZIDO EM 1977, SOBRE O PISTOLEIRO VILMAR GAIA.

https://www.youtube.com/watch?v=yajh-7I3ZyM&feature=youtu.be

Veremos, além dos relatos sobre o 'novo' pistoleiro, depoimentos daquelas pessoas que viveram o cangaço. Ineditamente... Veremos o inimigo nº 1 de Lampião, Zé Saturnino, dando uma entrevista e dizendo se tinha 'medo' ou não do "Rei Vesgo", assim como outras personagens ligadas diretas a História do Fenômeno Cangaço. Veremos também, como inicia-se a era lampiônica nos tabuleiros do Sertão do Pajeú.

Bons estudos!

Ótimo documentário para aqueles que estudam o tema.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas

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JOÃO LUCAS...

 Por Venício Feitosa Neves

João Alves de Barros (João Lucas), nasceu aos 23 de outubro de 1894, filho de Benvenuta Benigna de Barros e Lucas Alves de Barros (Lucas das Piranhas). Neto materno de Praxedes Nunes de Barros e Ana Benigna das Virgens, irmã de Sinhô Pereira, filha de Manuel da fazenda Passagem do Meio. Praxedes filho de João Nunes de Barros Nogueira e Joaquina Manoela Pereira, filha do Coronel Francisco Pereira da Silva. João Nunes era filho de Manoel Barbosa Nogueira (Capitãozinho) e Úrsula Maria das Virgens. Certa vez João Nunes nutriu inimizades com Andrelino Pereira (Barão) mandou arrancar pela raiz todos os pés de pereiro da fazenda Preces dos Nunes. 

João Lucas casou com Rosa Ribeiro de Barros, filha de Edmundo Albuquerque e Aurélia Ribeiro, na véspera de seu casamento dia 02 de julho de 1917, seu tio Sinhô Pereira e Luiz Padre cercaram as fazendas Piranhas, Umburanas e Várzea do Ú, tocaram fogo em tudo e mataram os animais, a lua de mel foi pegar em armas e perseguir os inimigos, só retornou para Serra Talhada 17 dias depois. João Lucas foi Advogado e Prefeito Serra Talhada entre os anos de 1925-1928. Foi pai de 7 filhos.

Venício Feitosa Neves
Pesquisador

http://cariricangaço.blogspot.com
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LIVROS: SERROTE PRETO E SOCIOLOGIA DO CANGAÇO.


São duas obras do autor Rodrigues de Carvalho são obras indispensáveis na biblioteca daqueles que cultuam o estudo do cangaço...

O escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti disse que  na sua mocidade, Rodrigues de Carvalho foi companheiro de Virgolino Ferreira da Silva o futuro Lampião, em viagens de almocrevo. abraço.

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Não afirmo com certeza, mas é provável que estes dois livros você poderá adquiri-los na Livraria do professor Pereira, lá na cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba. Seu e-mail para contatos é: franpelima@bol.com.br

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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CICINATO FERREIRA


Sempre fui apaixonado pelos estudos de História regional. Entre os assuntos mais relevantes para mim está relacionado à história das secas no Ceará. Escrevi, em 2006, "A Tragédia dos Mil Dias", sobre a grande seca de 1877-1879. Agora, estou lançando "1915: a história dos sertanejos cearenses no ano da seca. 



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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

HOMENAGEM MENINO DE 10 ANOS CRIA O SEU PRÓPRIO MUSEU DO "LUIZ GONZAGA".


Encantado com o que viu no Museu do Gonzagão em Exu-PE, um menino de 10 anos resolveu criar o seu próprio “Museu do Luiz Gonzaga” na cidade do Crato. Pedro Lucas Feitosa conheceu o museu original em 2013 e buscou inspiração na música “Numa Sala de Reboco”, composta pelo Rei do Baião em parceria com José Marcolino. Localizado no distrito de Dom Quintino, há 25km do centro da cidade, o museu criado por Pedro Lucas conta a história do ídolo do forró e do homem sertanejo de maneira simples e didática. No local é possível encontrar instrumentos de trabalho usados pelo sertanejo como enxadas, enxadecos, foices, machados e utensílios domésticos como ferro à brasa, penteadeira, pilão e cabaças, a maioria doada por pessoas da localidade. Todo o acervo é dividido em alas, com destaque para o espaço onde é exposta uma sanfona de brinquedo em meio a mala, sandálias de couro e fotografias do cantor. Pedro explica que se trata de uma “representação do Rei do Baião e de todas as suas músicas”. Segundo ele, a sanfona simboliza a música “Sanfona do Povo”, a mala retrata a vida do viajante e a sandália de couro a força e resistência do povo. De uma família de agricultores, Pedro Lucas é criado pelos avós, seus grandes incentivadores. A casa onde foi erguido o museu pertencia a bisavó do menino, já falecida.

Com informações do site Sertão Alerta.


Fonte: facebook
Página: Adriano Pinheiro

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OUSADIA NO VELHO CHICO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 13/14 de janeiro de 2014 - Crônica N 1.495

Encontramos uma joia de documento detalhista sobre a construção da hidrelétrica de Paulo Afonso, na revista O Empreiteiro, Ano L – maio 2012 – N 508 – páginas 54-58. Com o título “Ousadia no Velho Chico”, o documento (sem autor) descreve tudo que se quer saber sobre os primeiros grandes passos da engenharia nacional, até então, dominada por estrangeiros.

Foto: (naturezabrasileira,com).

“Havia certa resistência em acreditar que a engenharia nacional seria capaz de levar a diante obra de tal envergadura. Mas isso começou a mudar como o projeto da hidrelétrica de Paulo Afonso, concebida pelo engenheiro Otávio Marcondes Ferraz. Paulo Afonso é considerada a primeira usina construída pela engenharia nacional, que enfrentou, logo de cara, um desafio: instalar uma usina com casa de força subterrânea, algo então inédito no País”.

Continua o texto detalhando tudo, tudo, como se fosse um diário das obras da hidrelétrica. Um papel digno de qualquer museu de grande envergadura sobre essas páginas, orgulho nacional que arrepia e emociona a nossa brasilidade. O melhor de tudo é que foi no Nordeste diante da caatinga bruta que protegia o “Velho Chico”.

A música de Luiz Gonzaga que exalta Paulo Afonso canta em uma das estrofes, mais ou menos assim:

“Delmiro deu a ideia
Apolônio aproveitou
Dutra fez o decreto
E Vargas realizou
O presidente Café
Agora inaugurou
Meu Paulo Afonso é sonho
Que se concretizou...”

Delmiro Gouveia, dono da fábrica de linhas da fazenda Pedra, atual cidade que leva o seu nome, em Alagoas; Apolônio, Apolônio Sales, ministro da Agricultura; Dutra, Vargas e Café Filho, três presidentes do Brasil.

Faltou Gonzaga incluir o grande engenheiro Otávio Ferraz.

Quem se dispuser a pesquisar esse texto, principalmente professores de História, motivará em muito os seus alunos.

É esse o verdadeiro Brasil.


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A ESPERA

Por Rangel Alves da Costa*

A espera atormenta o ser. Nada mais aflitivo que esperar, esperar e esperar. Mesmo o encontro marcado, a data confirmada, a certeza da chegada, ainda assim uma verdadeira aflição a cada instante. Quanto mais o tempo passa mais a expectativa aumenta, e também o tormento pelo relógio que corre e sem nada avistar.

Esperar é ato tão angustiante que envolve o tempo, a idade e a até mesmo a vida. A espera está no calendário, no relógio de pulso e de parede, no sino da igreja, na porta e na janela, no olhar e no coração. A espera está na estrada, na distância, na curva, no vento, no pensamento.

A espera faz o coração apertar, o tempo parar, o tempo correr, o olho secar de tanto olhar e nada avistar. E da janela se avista o horizonte, da porta se avista o mundo, da estrada se avista a curva, da curva se avista ao longe, mas nada avista o que tanto deseja que chegue. Instantes cruéis onde até o vento parece chegar trazendo recados.

Há gente que espera o carteiro, o leiteiro, o vendedor de picolés. Há gente que espera pelos corredores, que anda de lado a outro, desejoso que chegue logo o anúncio do nascimento do filho. Há gente que espera nas filas, nos corredores dos hospitais, nas salas de recepção. E é um tempo que nunca passa, um chamado que nunca chega, um tormento que não acaba.

Há gente que desiste de esperar, que simplesmente desacredita que qualquer coisa possa acontecer. Impossível que se mantenha hora após hora esperando a notícia, o encontro, a chegada. Ninguém merece enlouquecer esperando eternamente o que talvez nem se recorde mais de sua existência. Mas sofrimento terrível quando a saudade reacende a vontade de encontrar.

Dizem que somente na natureza são cumpridos os compromissos de espera. Mais cedo ou mais tarde tudo acontece. As estações têm tempo certo para chegar e partir, as árvores derrubadas têm tempo certo para renascer, os renascimentos sempre surgem após as devastações. As demoras são somente para desacreditar o homem, que com sua foice espera mais um tronco para destruir.


Mas nem todo mundo desiste de esperar, ainda que os anos passem e tudo pareça impossível de acontecer. Assim aconteceu com alguém que dia após dia esperava a chegada de outro alguém. Ou talvez de uma carta ou qualquer notícia já antiga de tanto esperar. Não se sabe ao certo se cinco anos ou mais, dez ou mais anos, apenas se sabe que esperou e esperou.

Todo dia, logo amanhecer, abria a porta e olhava adiante, ao longo da estrada, pelas suas curvas, procurando avistar algum vulto vindo naquela direção. Fazia a mesma coisa ao abrir a janela. Qualquer barulho que ouvisse lhe despertava a atenção, qualquer formação de poeira já lhe parecia a estrada sendo caminhada por alguém que vinha.

Ao sentar na calçada, debaixo do sol ou às sombras do entardecer, outra coisa não fazia senão lançar o olhar pelas distâncias. Era um olhar tão triste que parecia chorado, sofrido, angustiado. Era um olhar no brilho da esperança e na sequidão dos desesperançados. Mas o tempo passava e nada de vulto ou sombra, de passos ou acenos.

De vez em quando subia na pedra mais alta e lá do alto tentava avistar o que tanto esperava. Sua aflição era tamanha, sua angústia tão dilacerante, que até mesmo entre as nuvens procurava avistar algum sinal. Mas depois descia desconsolado, ainda mais entristecido, e novamente retornava à sua cadeira na calçada. E para esperar.

Mas um dia, antes que o sol espalhasse pelas nuvens suas tintas vermelhas de despedida, ele foi surpreendido com um vulto ao longe. Levantou quase num pulo, correu pela estrada naquela direção, e lhe pareceu avistar quem tanto esperava. Porém não suportou a emoção e caiu ao chão. Não pôde mais sentir a mão acariciando seu rosto e a voz dizendo: O mais triste dos reencontros. Vai com Deus, meu amor!

Poeta e cronista
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“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS


O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS custa:
30,00 reais, com frete incluso.

Como adquiri-lo:
Antonio Corrêa Sobrinho
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil:
N°. 13.780-4

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AS CANGACEIRAS

Por Ana Paula Saraiva de Freitas
Ilustração João Teófilo

No rastro de Maria Bonita, dezenas de mulheres mudaram de vida ao integrar os famosos bandos do sertão

Criminosas. Quando se fala da participação das mulheres no cangaço, geralmente elas são reduzidas a esta palavra. Uma imagem que perde de vista os medos, os desejos e as frustrações que rondaram as cangaceiras nas décadas de 1930 e 1940, e que ignora as razões que as levaram para essa vida. Enquanto algumas ingressaram nos bandos voluntariamente, outras foram coagidas e privadas do convívio com seus familiares.

Embora os motivos fossem variados, a maioria daquelas que aderiram ao cangaço carregava a ilusão de que viveria em festa e teria liberdade, sensação alimentada pela vida nômade e errante daqueles homens. A realidade revelou um cotidiano bem mais complicado: além dos embates violentos contra forças policiais, muitas vezes os cangaceiros ficavam mal alimentados, sem água nem lugar para repousar, caminhando quilômetros sob sol e chuva. 

A faixa etária das cangaceiras variava de 14 a 26 anos, e suas origens socioeconômicas eram diversas, incluindo mulheres de famílias abastadas. Elas viam no cangaço uma oportunidade para romper com os padrões sociais: naquele grupo poderiam conquistar outros espaços além da esfera privada do lar e tinham a oportunidade de escolher seus parceiros sem a interferência dos acordos familiares. 

Uma vez integradas aos bandos, as jovens tinham que se adaptar à nova vida, sem chance para arrependimento: tentar fugir implicava retaliações tanto por parte de cangaceiros quanto por parte das volantes, como eram chamados os grupos de policiais que perseguiam os “bandidos do sertão”. Nesse espaço permeado pela violência, eram submetidas aos desejos sexuais de seu raptor, sem contato com a família, sentenciadas à morte em caso de adultério e envolvidas nos confrontos com forças policiais. Capturadas pelas volantes, apanhavam, eram estupradas e sofriam diversas humilhações. 

No cangaço os papéis sociais eram bem definidos: ao homem cabia zelar pela segurança e o sustento dos bandos. À mulher, ser esposa e companheira. Durante a gestação, muitas ficavam escondidas. Depois do nascimento do bebê, eram obrigadas a retornar ao cangaço e entregar a criança a amigos. 

A convivência entre elas não era totalmente pacífica. Testemunhos dão conta de que uma queria ser melhor do que a outra. O status da cangaceira era medido pelos bens que possuía: joias, vestidos, animais. As qualidades bélicas também estabeleciam diferenças entre elas. Sérgia Ribeiro da Silva, conhecida como Dadá, tornou-se emblemática por sua coragem e desempenho com armas nos embates com as volantes. Chegou a assumir o comando do grupo no momento em que o líder Corisco se encontrava ferido. Mas o prestígio feminino acabava sempre associado ao lugar ocupado pelo companheiro na hierarquia dos grupos.

Maria Bonita (Maria Gomes de Oliveira), famosa companheira de Lampião, foi a primeira figura feminina a ingressar no cangaço, em meados de 1930. A partir daí, mais de 30 mulheres participaram da vida nos bandos. A Bahia foi o estado que forneceu maior número de moças ao banditismo do sertão nordestino, seguida por Sergipe, Alagoas e Pernambuco. 

As andanças dos cangaceiros repercutiam na imprensa, e a presença feminina era mencionada de forma genérica e depreciativa. Nos jornais O Estado de São Paulo e Correio de Manhã, aquelas mulheres eram chamadas de bandoleiras, megeras e amantes. Eram estereotipadas como masculinizadas, belicosas e criminosas, além de serem tratadas como objetos de satisfação sexual. 

A imagem apresentada pelos jornais, porém, difere daquelas que o fotógrafo sírio-libanês Benjamin Abrahão Boto produziu na década de 1930. Suas fotografias mostram como as cangaceiras pretendiam ser lembradas: realçam sua feminilidade, evidenciam cuidados com o corpo, a aparência e a postura, destacam a beleza dos trajes e o apreço por joias. Algumas se faziam retratar com jornais e revistas da época, sinalizando o desejo de serem identificadas como mulheres letradas. Essas preocupações ficam explícitas nas fotos em que algumas – como Maria Bonita – reproduziram a postura e o gestual das mulheres da elite rural e urbana, como se estivessem posando em estúdios consagrados. 

A maioria dos folhetos de cordel reforça esse aspecto da participação feminina no cangaço. Os versos destacam a preocupação das cangaceiras com a beleza, o amor e a cumplicidade dedicados às relações afetivas, além da coragem nos embates. Nesse tipo de literatura o perfil feminino é recriado a partir de uma perspectiva mítica, envolvendo um misto de heroína e de bandida.

As práticas e as representações das mulheres naquele universo da caatinga foram variadas, e elas não tinham um perfil único. Quando o cangaço chegou ao fim, cada uma teve de reconstruir sua vida conforme os parâmetros sociais vigentes. Do cotidiano duro e arriscado das andanças pelo sertão, as ex-cangaceiras largaram as armas e a fama de criminosas para encarar outros papéis: mães, donas de casa e, em alguns casos, trabalhadoras fora do âmbito doméstico. 

Ana Paula Saraiva de Freitas é historiadora e autora da dissertação “A presença feminina no cangaço: práticas e representações (1930-1940)”, (Unesp, 2005).

Saiba Mais

ARAÚJO, Antonio A. C. de. Lampião, as Mulheres e o Cangaço. São Paulo: Traço, 1985. 
BARROS, Luitgarde O. C. A derradeira gesta: Lampião e Nazarenos guerreando no Sertão. Rio de Janeiro: Faperj/Mauad, 2000.
QUEIROZ, Maria Isaura P. de. História do Cangaço. 2. ed. São Paulo: Global, 1986.
MELLO, Frederico P. de. Guerreiros do Sol. Violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa Editora, 2004.

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