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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

NOSSA LINDA MARIA BONITA E SUAS JÓIAS!

Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Maria Gomes de Oliveira vulgo Maria Bonita nasceu em Paulo Afonso, no dia 8 de março de 1911 (há controvérsia), e faleceu no dia 28 de julho de 1938, e era a verdadeira companheira de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião e a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.

Maria Bonita nasceu e cresceu no povoado Malhada da Caiçara, que se localiza no município Paulo Afonso, na época município Gloria, na Bahia. Depois de um casamento fracassado, no qual não gerou filhos, em 1929 tornou-se a namorada de Virgulino Ferreira da Silva, conhecido também como o "Rei do Cangaço".

Morando na chácara dos pais, um ano depois do namoro foi chamada por Lampião para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros, assim se tornando a mulher dele, com quem viveria por oito anos.

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Segundo o cangaceiro Volta Seca: 
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/12/entrevista-de-volta-seca-jornal-o.html

(...) 

Millôr - Ela tinha que idade mais ou menos, nessa época?

- Ela podia ter uns 18 anos, não tinha mais do que isso, não. Então ele disse: " Ah, eu vivo essa vida mas eu num gosto não. Mas eu num tô com mais jeito. O meu jeito é esse mesmo. Então, eu tenho que seguir até morrer". Então ela disse: "Eu sou casada" e tal... E conversaram, aquele negócio, né? Ai ela disse: "Capitão, sabe que eu lhe acompanho"? Ele disse: "Não, você ê casada, vive sossegada". E começou a rir...

Millôr - O que que fazia o marido dela?


 - Era sapateiro. Então ele disse: "Mas você tem coragem de acompanhar um sujeito como eu? Um homem perdido da sociedade. Eu num tenho sociedade, num tenho nada. Vivo perdido, como um bicho, pro mundo..." Ela disse: "Num tem problema, eu tenho coragem". "Não, você deve ir pra onde tá o seu marido, você é casada. Se você tá querendo que eu crie mais um inimigo, Deus me livre; eu num quero mais uma coisa dessas". Ela disse: "Não, mas eu vou. Eu vou agora, nem mais lá, eu vou".

Millôr - Ela não tinha filho não, né?


- E num foi mesmo. Aí, ele começou a dar conselho pra ela, que num tava bem, que ele podia tá morto a qualquer momento... Aí, ele disse: "Bom, o seguinte é esse: você não pode ir comigo, minha vida é a pé, é a cavalo, é de todo jeito, é pelos matos..." Ela disse: "Eu vou também". "Mas eu posso morrer hoje, amanhã..." Ela teimava: "Eu morro junto com você. Mas num lhe deixo mais". E num deixou mesmo, terminou morrendo junto com ele mesmo.

(...)

Supõe-se que Maria Bonita engravidou quatro vezes e que em duas gravidezes perdeu os filhos, sendo eles natimortos.

Comprovadamente ela teve uma filha com Lampião de nome Expedita Ferreira Nunes, a única reconhecida legalmente, que foi criada por um casal de amigos vaqueiros. 

Maria Bonita morreu em 28 de julho de 1938, quando o bando acampado na Grota de Angico, em Poço Redondo, no Estado de Sergipe, foi atacado de surpresa pela polícia armada oficial (conhecida como "volante"). Foi degolada ainda viva, assim como Lampião, porém este já morto, e outros nove cangaceiros.

Em 2006 a Prefeitura de Paulo Afonso restaurou a casa de infância de Maria Bonita, instalando o Museu Casa de Maria Bonita no local.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Bonita

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JOIAS DO REI DO CANGAÇO E DA RAINHA DO CANGAÇO.

Do acervo do pesquisador/historiador Guilherme Machado
(Foto do livro estética do cangaço)

Anéis em ouro maciço, com gravuras do nome do rei do cangaço e sua mulher Maria Bonita. Ver gravura no anel central (VFS) "Virgolino Ferreira da Silva" em ouro maciço 18 quilates e lapidado.


Lampião acreditava, ainda, que alguns desses símbolos conseguiam blindar seus homens contra os maus espíritos. O lenço e os adornos de Maria Bonita, por exemplo, eram feitos de seda inglesa, e os enfeites fabricados com ouro, joias, obviamente, roubadas, que continham, inclusive, pedras preciosas.

Como curiosidade, desejo lembrar que o rei do cangaço morreu aos quarenta anos, em 1938, junto com sua fiel companheira. Os dois e mais nove homens do bando foram decapitados e suas cabeças expostas como troféus pela polícia nas escadarias da Igreja de Piranhas, em Alagoas. Neste local foram fotografados ao lado dos objetos preciosos do grupo, além de espingardas, cartucheiras etc.

O interessante é que, além dessas armas, havia duas máquinas de costura, marca Singer, na época, sonho de muitas famílias que não as possuíam. Lampião, para onde ia, levava consigo essas duas “ferramentas”, de vez que, ao contrário de ser cangaceiro, se houvesse sido costureiro, principalmente de objetos de couro, certamente teria uma carreira brilhante.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1091275870976337&set=gm.1470484466298000&type=3&theater

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A MORTE DE JARARACA O CABRA DE LAMPIÃO

Do acervo do Elias Alves
https://www.youtube.com/watch?v=KqWZbTnj6U0&feature=youtu.be

Publicado em 1 de jun de 2015
Esse vidio é um repente de poetas nordestinos, contando as ultimas horas de vida de um dos cangaceiros mais famosos do bando de Lampião.
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OS “MICOS” DO CANGAÇO

Por Junior Almeida
Manoel Severo e Júnior Almeida

A palavra “macaco” era usada pejorativamente pelos cangaceiros para se referir aos seus inimigos os policiais volantes. O termo é bem antigo, pois, Doutor Oliveira Xavier nos diz em seu livro, “Beatos e Cangaceiros,” de 1920, que na luta armada que ficou conhecida na história como a “Sedição do Juazeiro”, seis anos antes, os cabras que guerreavam já usavam tal expressão. A língua formal diz que “mico” é um macaco de pequeno porte e cauda longa, soinho ou sagui. Esse pequeno animal nada tem haver com os militares, porém, na gíria, mico é uma situação vexatória, que causa vergonha, constrangimento. Alguns que usam tal expressão vão além quando a situação é de constrangimento extremo, ao invés de falarem que pagaram um mico, dizem que pagaram um “King Kong”, numa alusão ao macaco gigante do cinema.

O cangaço, assim como toda história, também teve seus micos. Situações tão absurdas que nem toda criatividade hollywoodiana seriam capaz de criar os enormes “macacos” acontecidos nos sertões nordestinos. Podemos até achar graça em alguns micos da saga cangaceira, mas, é impossível sorrir diante das situações vexatórias e surreais que levaram milhares de pessoas ao sofrimento e muitas vezes à morte.

O que dizer da “brilhante” ideia dada por um leitor de um jornal, de usar um avião para exterminar Lampião e seu bando? Esse mico até que dá pra dar boas risadas, assim como se pode mangar muito do doido de pedra, o tenente Casaca de Couro, que prometeu capturar o Rei do Cangaço e o entregar amarrado às autoridades. O tagarela recifense, Augusto Gouveia, achava que tudo que via nos jornais sobre as ações de Lampião era exagero, balela, era corpo mole dos sertanejos. Parece que como hoje, desde os tempos do cangaço, algumas pessoas por morarem em grandes cidades, acham que os “matutos” do interior, não sabem de nada.


Pois bem, o senhor Augusto Gouveia pediu ao chefe de polícia de Pernambuco, Eurico de Souza Leão, apoio para a sua empreitada, que era trazer Lampião no laço, assim como um boi brabo. Doutor Eurico, mediante a insistência do sujeito lhe nomeou tenente e o enviou para o Sertão, sob comando do major Teophanes Ferraz. Por só viver usando paletó, os sertanejos logo o apelidaram de “Casaca de Couro” ou “Casaca Preta.” O militar comissionado que tanto se pabulava não passou nem no primeiro teste de fogo. Ao encontrar-se com Lampião em Calumbi Pernambuco, deu uma carreira tão grande com medo de Virgulino e seus cabras, que ainda hoje deve estar correndo em meio à caatinga sertaneja.

Outras patacoadas que nos conta a história foram os sangrentos fogos da Serra Grande, município de Serra Talhada, Pernambuco, em novembro de 1926 e da Fazenda Maranduba em Poço Redondo, Sergipe, em janeiro de 1932. Nesses combates atitudes precipitadas e imprudentes de comandantes de tropas contribuíram em muito para manchar de vermelho o solo nordestino. Na peleja perto de Vila Bela os volantes caíram numa emboscada bisonha. Ao invés de se precaverem e darem a volta na serra para tentar pegar os cangaceiros de surpresa, decidiram utilizar o caminho preparado pra eles por Lampião. Pareciam bois indo pra sangra.

Segundo Frederico Bezerra Maciel, nesse fogo morreram 26 volantes e 38 ficaram feridos, dentre eles os célebres Arlindo Rocha e Mané Neto. A tragédia só não foi maior por que Antônio Ferreira, irmão de Virgulino, durante o intenso combate foi aboiar acompanhando o cangaceiro Genésio, que “tangia o gado” pra morte, quando foi atingido por uma saraivada de tiros de metralhadora. Nesse momento alguns volantes se salvaram. Uns por serem socorridos por colegas e outros saindo em disparada em meio à caatinga, deixando para trás equipamentos, armas e munições. Existe a versão que a morte de Antônio Ferreira na Fazenda Poço do Ferro, do coronel Anjo da Gia, foi em decorrência desse ferimento, sendo a versão de um “sucesso” que envolveu Luiz Pedro, mentirosa.

No fogo da Maranduba pode-se dizer que no mínimo os comandantes das volantes foram irresponsáveis, por levar muitos dos seus comandados à morte, por falta de estratégia e principalmente por falta de humildade. O número da força era muito superior ao de cangaceiros, eram três militares para cada sicário e mesmo assim a volante se mal. Alcindo Costa conta em seu livro, “Mentiras e Mistérios de Angicos,” que existia uma disputa da volante de Nazaré, comandada por Mané Neto, com a da Bahia, que tinha o tenente Liberato de Carvalho como comandante.

Cada militar que quisesse ser mais valente do que o outro, disputa essa que chegou até os comandantes das tropas. Antes de partirem para Maranduba, nenhum comandante deu descanso aos seus homens, mesmo tendo eles vindo de exaustiva jornada. O escritor de Poço Redondo diz ainda que os comandantes desprezaram todas as normas militares, por orgulho, prepotência e empáfia, e sentencia que “o despeito e a vaidade dos dois comandantes, foram a causa da perdição da numerosa tropa.”

O tiroteio durou do meio dia ao por do sol. Lampião durante todo o combate nunca se viu apertado, mesmo tendo perdido três cabras, teve sempre a situação na mão. Destroçou boa parte da volante, que ficou no meio do fogo cruzado, inclusive em meio de um “fogo amigo”. A de se pensar: estando as volantes descansadas e não tendo seus comandantes orgulhos comportamentos, teria tido o fogo da Maranduba o mesmo desfecho?

Os casos absurdos descritos neste texto são apenas alguns que vieram à mente, mas, o que considero a maior besteira da história do cangaço, o mico dos micos, o chipanzé, o orangotango ou mesmo King Kong de toda a saga, foi sem dúvida a “brilhante” ideia de tirar os sertanejos de suas casas para acabar com o cangaço. Só rindo para não chorar. Será mesmo que passou na cabeça de alguém que a ideia do interventor baiano Juracy Magalhães e o capitão João Miguel, nome esse que virou sinônimo de coisa ruim, de fome, de seca, daria certo? Pela ideia do volante sim, pois ele achava que todo sertanejo era um potencial coiteiro, e sem coiteiros o cangaço não sobreviveria. Santa inocência.

Milhares de sertanejos foram expulsos de casa debaixo de ameaças. Deixaram tudo pra trás, entregue a própria sorte. As estradas do Sertão se encheram de miseráveis maltrapilhos, cidades sem a menor infra estrutura receberam esse povo faminto, sem trabalho, sem dinheiro, jogado à própria sorte. Como não poderia deixar de ser, a grande besteira dos mandatários da Bahia não deu certo, servindo de mangação dos cabras.

Quem não achou graça nenhuma foi o povo simples, sempre lascado no meio de cangaceiros e a força volante. Quatro meses passados, e os sobreviventes dessa triste decisão, voltaram às suas casas, muitas delas saqueadas, invadidas pelo mato e animais selvagens. As poucas criações tinham morrido com a seca ou tinham fugido. Outras foram roubadas por cangaceiros ou volantes, com a facilidade de os donos não estarem em casa.

Quem pagou o prejuízo desse povo? Ninguém é claro. E os que morreram de fome, quantos foram? Quantos perderam a terra por dela terem se ausentado? Isso tudo por conta de irresponsáveis almofadinhas que não conheciam a realidade dos sertanejos e com suas idéias mirabolantes. Esses mesmo sem puxar o gatilho, mataram muitos.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

AS DESASTROSAS INCONSEQUÊNCIAS

Por Clerisvaldo B. Chagas, 14 de fevereiro de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.635

Os destruidores do mundo continuam agindo contra a Natureza e a própria humanidade. E vamos buscar um passado recente quando os professores nos falavam dos maiores lagos, rios e montanhas do mundo. Somamos a isso um senhor que havia em minha terra, apelidado “Lelé”, grande decoreba geográfico. Até bêbado, segurando pelas paredes respondia as perguntas de quem o queria testar. “Qual o maior lago do mundo, Lelé?”. E o senhor, cabelos brancos e barriga repleta da ”marvada”, respondia: Tá cara da peste! Tá cara da peste! Não é o Baiká na Sibéria com...” E dizia até o tamanho do referido lago.

Lago Poopó após o desastre. Foto: (BBC.com).

Mas a Natureza foi perdendo terreno para as inconsequências das autoridades e do povo. Foi assim que mataram o mar do Aral, um imenso lago, o quarto do planeta, localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia. O lago que equivalia ao Rio de Janeiro e Alagoas juntos com 66 mil km2sofreu, dito por todos os jornais, o maior desastre ecológico do mundo. Isso a partir dos anos sessenta.

Recentemente repetiram a dose na Bolívia com um dos lagos que nós costumávamos declinar na escola como os mais altos e famosos da Cordilheira dos Andes: Titicaca e Poopó. Assassinaram o Poopó, o segundo maior lago da Bolívia que se transformou em um deserto de sal.

São tantos os motivos que levaram a extinção do lago e às perdas irreparáveis que nem queremos seguir por essa vertente.

Em Alagoas os alertas estão ligados desde os fins do século passado. Muitas lagoas do São Francisco desapareceram, inúmeras interiores também e o futuro das duas grandes lagoas do nosso território está seriamente ameaçado. E se dois dos maiores lagos do mundo foram extintos, quanto mais as nossas lagoas e seus assoreamentos, partes já virando pântanos, conforme denúncias de jornais.

Deus dá, o homem destrói e depois vai chorar nos pés do Senhor. Ô mundo velho de porteiras corrompidas!


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MAIS UM LIVRO DE CANGAÇO ACABA DE SAIR DO FORNO...


O CANGAÇO: Poder, e cultura política no tempo de LAMPIÃO do escritor, doutor, Marcos Edilson, com 352 pgs.

O livro já está à venda com o professor Francisco Pereira Lima e custa R$ 55,00, com frete incluso. Para adquiri-lo entre em contato através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br

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O MUNDO ESTRANHO DOS CANGACEIROS

https://www.youtube.com/watch?v=j2JNhBaFNXs

O MUNDO ESTRANHO DOS CANGACEIROS

Enviado em 2 de ago de 2010
Imagens do cangaço: Lampião e seu bando.
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Vídeos de origem
Música
"Alla Serenità" por Ennio Morricone ( • )

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O CANGAÇO

https://www.youtube.com/watch?v=-cqGSki32EU

O Cangaço

Enviado em 5 de abr de 2010
Video aula sobre Cangaço , principais caracteristicas sobre Lampiao e Maria Bonita !
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Música
"Maria Cangaceira (Maria Bonita)" por Luiz Gonzaga ( • )

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LIVROS SOBRE CANGAÇO, PADRE CÍCERO, CANUDOS... É COM O PROFESSOR PEREIRA

Por José Mendes Pereira

Você, leitor, está procurando estes livros? 
Para adquiri-los é só entrar em contato com o professor Pereira lá de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail: 
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CANGAÇO - ECOS NA LITERATURA E CINEMA NORDESTINO


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ou o via telefone (83) 9911 - 8286. 

Valor: 40,00 Reais já com o frete incluso.

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QUANDO EU QUIS VOAR

*Rangel Alves da Costa

Quando eu quis voar e ser apenas Ícaro a esvoaçar, então veio o sol a me esturricar, a queimar minhas asas e me derrubar, desfazer do sonho que pude sonhar.

Quando eu quis voar, e do rochedo o semideus Prometeu acorrentado retirar, veio o abutre ávido no seu voejar e me lançou as garras sem pestanejar.

Quando eu quis voar e no céu do condor o mais alto alçar, logo senti que tal sonho de me libertar talvez nem pisando ao chão fosse possível alcançar.

Quando eu quis voar e simplesmente ser das nuvens mais um passarinho no seu revoar, quando olhei para baixo avistei uma arma pronta a disparar.

Quando eu quis voar e no voo o mais longínquo horizonte poder abraçar, mas quando mais longe ia o meu avoar mais sentia que do chão eu nunca ia passar.

Quando eu quis voar e senti quando alguém abriu a porta da gaiola pra me libertar, já não tinha força para o voo levantar e também sabia do meu breve voar.

Quando eu quis voar e ao longe ouvi um canto de acalantar, então logo pensei que poderia amar, mas quanto mais voei mais vi distanciar aquele coração e o seu gorjear.

Quando eu quis voar, e assim quis por meu desejar, não pensei que a gaiola estava a me esperar na curva e no alto e por todo lugar, na ânsia do mundo de aprisionar.

Quando eu quis voar e de uma mão aberta fui subindo ao ar, quando mais subia mais sentia um puxar, que era da mão me fazendo voltar, negando o destino de estar pelo ar.

Quando eu quis voar e do alto do telhado me pus a olhar, e da copa da árvore me pus a pensar, ao longe avistei um cruel carcará. Ou talvez fosse homem e o seu emboscar.

Quando eu quis voar, pensando que pássaro tem livre passar, não passei da nuvem nem pude avançar, pois no céu do passarinho já não se pode voar.


Quando eu quis voar e fechei a porta do ninho pra quando retornar, sequer imaginei de a casa voltar e nela nem um grão de palha encontrar, e depois o nada a me agasalhar.

Quando eu quis voar, imaginando o gosto e o prazer de poder sonhar, levado pelo espírito de me libertar, ao levantar as asas fui impedido pelo homem de qualquer voo alçar.

Quando eu quis voar, assim como voa a folha no seu viajar, assim como o vento no seu passear, não quis mais que no espaço caminhar o caminho impossível de na terra andar.

Quando eu quis voar e de lenço aberto ao longe me pus a acenar, de lágrimas nos olhos o seu respingar, não quis ir além de conhecer a vida e depois retornar.

Quando eu quis voar e outros pássaros chamei para comigo ruflar, e todos aceitaram as alturas beijar, não pensei quão difícil é sair do chão sem uma arapuca a esperar.

Quando eu quis voar e voei bem alto sem sair do chão e nem caminhar, percebi que o voo também é o sonhar, o querer distante se impossível subir e sentir a lua brilhar.

Quando eu quis voar e um pássaro mais velho me pôs a ensinar que muitas armadilhas eu iria encontrar, não imaginei que abrindo a porta não podia sequer caminhar.

Quando eu quis voar e me fiz de herói para a glória alcançar, e me fiz de mito na mitologia que há, não tinha percebido que os deuses morreram sem poder voar.

Quando eu quis voar e do alto o mais alto eu poder gritar, dizer que a liberdade é o que deve ao homem restar, ninguém me ouviria para acreditar.

Quando eu quis voar, Fernão Capelo Gaivota a me acompanhar, um Messias de asas sempre a me guiar, contentei-me em bater as asas e depois chorar.

Quando eu quis voar e por que voar é o maior sonho que há, não quis chegar aos céus nem a mão sagrada beijar, mas ao longe minha força poder ao divino mostrar.

Quando eu quis voar e assustei-me logo ao acordar, restou-me a lição a me acompanhar: vá além do sonho por que além do horizonte será possível chegar.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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O CINEASTA DO CANGAÇO ADERBAL NOGUEIRA E O ANIVERSARIANTE DO DIA

Por Volta Seca
Foto: fonte Google

Hoje (15/02/17) é o dia do aniversário de Aderbal Nogueira... Uma pessoa muito querida e estimada por todos.

Além de ser uma grande figura humana e, um excelente profissional, tendo singrado com sua equipe, todos os sertões nordestinos, registrando em suas lentes, a várias décadas, a história e a cultura do nosso povo.

Ao ADERBAL, em nome do administração do Grupo LCN ( Volta Seca Seca e Narciso Dias), a nossa sincera homenagem e, que Deus o ilumine, juntamente com toda a sua família.

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O blog do Mendes e Mendes e os blogs filiados a este, juntamente com a sua página no facebook, e em nome dos nossos leitores, dedicamos-lhe muita paz, saúde, prosperidade, compreensão e tudo de bom no decorrer de toda a sua vida. 

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=632129363655708&set=gm.601616236713991&type=3&theater

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O CANGACEIRO VOLTA SECA VERDADE OU MENTIRA?

https://www.youtube.com/watch?v=vgdWLRVjE3w&feature=youtu.be

Publicado em 15 de fev de 2017

Esta semana estaremos debatendo este que foi um dos mais famosos cangaceiros da história. 

Mas, será que ele nasceu mesmo em Itabaiana? Verdade ou mentira? Acompanhe nosso programa.

Entrevista completa com Dona Ilza https://www.youtube.com/watch?v=7ZRsy...

Baixar CD https://www.4shared.com/rar/J40YFn8fb...
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https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?fref=ts

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   
franpeliama@bol.com.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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MORRE AZULÃO E ACOITADORES DE LAMPIÃO SÃO PRESOS




Colaboração e Cortesia do Jornalista correspondente do Diário da Tarde
e do Jornal de Notícias, Kiko Monteiro.

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2010/03/morre-azulao-e-acoitadores-de-lampiao.html

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FOGO DA CAIÇARA! LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE

https://youtu.be/xGCAoYwjnXU

Publicado em 5 de fevereiro de 2017

Combate ocorrido no município de Marcelino Vieira em junho de 1927.
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Enviado por: Rivanildo Alexandrino 

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

FOTOGRAFIAS DA VIAGEM DO PROF. BENEDITO VASCONCELOS MENDES E DA PROFA. SUZANNA GORETTI LIMA LEITE AO PERU

Fotos do Centro Histórico de Lima (Benedito Vasconcelos Mendes)
Altar Mor da Igreja de São Domingos, em Lima-Peru, ao lado da Igreja de Vera Cruz, onde se encontra um pedaço da Cruz onde Cristo foi crucificado. Esta relíquia foi trazida por Francisco Pizzaro em 1535, quando fundou Lima. (Benedito Vasconcelos Mendes)
Porta central da catedral de Lima, construída por Francisco Pizarro, fundador de Lima, em 1535. (Benedito Vasconcelos Mendes)
Cruzeiro, localizado na Serra São Cristóvão, em Lima, onde os católicos fazem a Via Sacra subindo a referida serra de 400 metros de altitude. (Benedito Vasconcelos Mendes)
Vista de Lima, onde se vê a cidade sobre as falésias e o Pacífico. (Benedito Vasconcelos Mendes)
Bela igreja de Nossa Senhora das Graças ( A Virgem Milagrosa ), onde hoje assistimos missa( 5-2-2017),localizada na Av. Larco, no sofisticado Bairro Miraflores, ao lado do Parque Kennedy, em Lima-Peru. (Benedito Vasconcelos Mendes)
Bela igreja de Nossa Senhora das Graças( A Virgem Milagrosa ), onde hoje assistimos missa( 5-2-2017),localizada na Av. Larco, no sofisticado Bairro Miraflores, ao lado do Parque Kennedy, em Lima-Peru. (Benedito Vasconcelos Mendes)
Fotos do Centro Histórico de Lima (Benedito Vasconcelos Mendes)
Fotos do Centro Histórico de Lima (Benedito Vasconcelos Mendes)
Fotos do Centro Histórico de Lima (Benedito Vasconcelos Mendes)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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