Edição 2017 sobre psicologia do cangaço em que a temática principal revela traços à luz da psicanálise de Virgulino Ferreira, o Lampião e Maria Bonita.
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por José Francisco Gomes de Lima
No dia 4 de março de 1926 (quinta-feira) Lampião é convidado para incorporar-se ao batalhão patriótico de Juazeiro do Norte-Ce a pedido do Dr, Floro Bartolomeu da Costa o general do Padre Cícero. A partir daí Lampião tem seu poderio bélico drasticamente aumentado e muito bem municiado. Não sabemos dizer ao certo porque Lampião de fato não combateu a coluna Prestes(coluna Miguel Costa é luis Carlos prestes).
No livro de Billy James Chandler- Lampião o Rei dos cangaceiros, pg83, 84. Diz.
(Quando chegou a cabrobó, uma cidade que fica às margens do São Francisco no limite com a Bahia a polícia de Pernambuco, recusando reconhecer sua patente saiu atrás dele. Desiludido, ele e seus homens fizeram meia volta e pegaram o caminho do Norte.)
No dia 6 de Abril de 1926, terça-feira, ( 33 dias depois de receber a patente de Capitão ) Lampião acompanhado com mais 10 homens chegam na cidade de Jardim no Estado do Ceará Lampião só levou a sua guarda pessoal. na cidade ele chegou como legalista e de lá mandou uma carta para o Padre Cícero. o Padre Cícero mandou outra carta de volta dizendo que não queria ver Lampião em Juazeiro. A partir daí Lampião se tornaria mais feroz que nunca.
Neste período Lampião deu um descanso. Mas 33 dias depois a fera do Pajeú apareceria como vorto malassombrado na região de VERDEJANTE-PE uma vila fronteristica de Ceará e Pernambuco.
No dia 9 de maio de 1926, (domingo) Lampião com seu bando de aproximadamente 100 cangaceiros bota os pés na antiga vila de Bezerros hoje VERDEJANTE-PE . A exatamente 66 dias da entrega da patente em JUAZEIRO-CE . veja só oq ele fez segundo o [ livro, Vde verde verdejante - suspiros poéticos pela história cultural e trajetória de verdejante do escritor, José Paulo Alves Pereira, Paulo cabeleireiro ].
Lampião fez um cerco ao redor da vila de BEZERROS, atual verdejante. De imediato mandou chamar o responsável pela segurança do lugar. foi aí que apareceu O inspetor de quarteirão Doca Coelho. Doca já veio com rifle e entregou a Lampião dizendo que ali não precisava ter brigas. Lampião entendeu que Doca era homem valente e de palavra e o convidou para tomar uma cachaça na Bodega.
Na Bodega, (lugar onde vendia cereais é mantimentos) Lampião puxa uma carta do bolso onde estava escrito o nome de Davi Jacinto, um fazendeiro local que tinha muito dinheiro na vila. Doca Coelho perante 100 cangaceiros não teve outra escolha ao não ser mostrar o local onde Davi Jacinto residia. De imediato Virgulino vai até a fazenda de Davi Jacinto montado a cavalo junto com a Cabrueira.
Lampião foi chegando na residência e já avistou o coronel. Davi Jacinto sem delongas logo convidou Virgulino para tomarem um café. Virgulino aceitou e sem muita modéstia anunciou que Davi Jacinto estava sendo sequestrado e sua cabeça valia 10 contos de réis. a partir daquele momento. Davi Jacinto mostrou resistência dizendo que dele não arrancaria um tostão de Reis do seu bolso para o capitão . Lampião para desmoralizá-lo mandou amarrar Davi Jacinto com as costas para trás em cima de um burro . o Coronel dizia aos gritos que não mandasse dinheiro nenhum, e que achava melhor que Lampião matasse ele. logo Lampião sumiu nas caatingas com este homem amarrado.
A dona joaninha mulher do coronel ligeiramente providenciou o dinheiro com os amigos. foi adquirido uma cerca de 7 contos de réis com os amigos da redondezas . o restante do dinheiro a dona Joaninha mandou pedir emprestado ao Major veremundo Soares, homem que governava a região e a cidade de SALGUEIRO-PE. Com ajuda de uma associação de coronéis o dinheiro foi juntado e mandado para o capitão. Com esta manobra Lampião atraiu a fúria do Major veremundo.
Quando o dinheiro Chegou as mãos de Lampião O coronel Davi Jacinto ficou enfurecido porque mandaram o dinheiro do Resgate, daí ele fala uma frase para Lampião.
"SI DEPENDESSE DEU EU NÃO DAVA UM TOSTÃO PARA UM BANDIDO QUE NEM VOCÊ""
Realmente Lampião Estava de frente para um homem é ele reconheceu a Valentina de Davi. Lampião com a quantia em mãos manda seus cabras soltarem o coronel. O Coronel estava muito enraivecido e disse que não ia a pés para casa e que só voltaria se fosse com a sua burra. Lampião atendeu o pedido dele. Mas um cangaceiro trocou a cabeçada da burra de Davi Jacinto por uma mais velha.
Davi Jacinto segue das caatingas rumo a sua casa mas no caminho ele nota que a cabeçada da sua burra estava trocada e não era a original. Esse homem então volta para o acampamento onde Lampião ainda estava e soltando palavrões disse que Lampião não tinha moral e que fez uma covardia com ele. Ainda disse também que dali só sairia com o resto do Arreio da sua burra. Parece que neste dia Lampião não queria fazer desgraça Por que por incrível que pareça Lampião atendeu. E o valente coronel saiu ainda assim resmungando .
Fonte: Lampião e sua falsa patente de Capitão- Daniel valker.
Fonte: Lampião o Rei dos cangaceiros- Billy James Chandler.
Fonte: Vde verde Verdejante- José Paulo Alves Pereira.
Agradecimentos:
George Manoel da Silva-pesquisador.
Agradecimentos
Robson - Secretário de Cultura de VERDEJANTE-PE.
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Por João Filho de Paula Pessoa
Lampião, antes de abraçar a vida errante, teve uma infância e uma adolescência normal, típica de qualquer criança do sertão que cresceu numa vila pequena e rural. Virgulino enquanto jovem tocava harmônica, participava de bailes, de festas, onde dançava e se divertia, encantava algumas moças da região, e se encantava por uma determinava jovem, Maria Licor, sua prima legítima, a quem nutria bons sentimentos e por quem teria uma paixão, mas a vida cedo os separou, quando se abateu sobre ele os infortúnios da vida, que o fez perder sua casa, seus pais, e ter sua família fragmentada, caindo ele e seus irmãos na clandestinidade da vida cangaceira nos anos de 1918 a 1920. Em 1923, já cangaceiro e já afamado como Lampião, soube do casamento de sua prima Maria Licor e anunciou sua presença na cerimônia, o que causou muita apreensão nos moradores da Vila de Nazaré/Pe, local do casamento, onde Lampião já não era bem vindo. Como anunciado, Lampião, certamente sem boas intenções, chegou ao casamento com seu bando, para o pavor dos presentes, que acirraram os ânimos e aguçaram as tensões, com a desconfiança orbitando sobre todos os convidados nazarenos, já desafetos de Lampião, que já preparavam para o pior. Na iminência do tumulto e desordem, de um combate e de uma tragédia, o Padre da cerimônia interveio junto à Lampião para que ele se retirasse com seu bando do festejo para evitar um mal maior. Lampião, embora contrariado, atendeu ao pedido do padre, sem antes tomar a sanfona que animaria a festa do casamento e deixar a ordem para que naquela comemoração ninguém dançasse, o que foi atendido, tanto pela falta do instrumento musical como pelo temor das consequências da desobediência. O Casamento, embora tenso, sem música e sem dança aconteceu, bem como o inevitável combate entre os Nazarenos e volantes contra o Bando de Lampião que ocorreu no outro dia, numa feroz refrega que só acabou quando Lampião decidiu, enfim, se retirar de vez da Vila de Nazaré, para daí, só encontrar outra paixão em 1930 na Bahia, a Maria de Déa que veio a ser a Maria Bonita, a Rainha do Cangaço. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 11/01/2021.
Assista o filme deste Conto - https://youtu.be/uyEFBW14gn8
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Por Luis Bento

O Sírio Libanês, Benjamin Abrahão Brotte secretário particular do Padre por 17 anos, era um grande espertalhão, conseguiu tudo com o sacerdote e Lampião.
A notícia da morte do Padre Cícero Romão Batista aos 90 anos, fez com que Benjamin caísse em desespero. O Sírio perdia seu ganha pão e, secava sua mina de dinheiro.
Para que não bastasse todos os prestígios e proveitos que ele tirou do Padre Cícero, ainda conseguiu uma filmadora tripé e uma máquina fotográfica e foi a procura de Lampião e seu grupo de Cangaceiros para fotografá-los.
Benjamin Abraão
Benjamin era um bom malandro, com a morte do Padre Cícero, secava uma mina, porém com filmagem e as fotos de Lampião e seus comparsas, poderia surgir uma nova fonte de dinheiro e abria-se então outra mina.
Fonte. " Lampião, Figura Controvérsia "
Pág 114. Escritor Luís Bento.
JATI 12/01/2021.
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Clerisvaldo B. Chagas, 13 de janeiro de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.448
Dificilmente você encontrará em Santana do Ipanema uma pessoa que saiba quem foi Batista Accioly. Facilmente, entre os mais velhos, você encontrará quem diga que estudou na Escola Bacurau, no Bairro São Pedro. Ninguém sabe de nada, ninguém lembra de nada, pois a nossa história é só o presente. Não existe a história de Santana nas escolas, muito embora essa tentativa infrutífera venha da nossa parte desde 2006 com o livro “O Boi a Bota e a Batina; história Completa de Santana do Ipanema”. Vamos relembrar aos mais velhos e surpreender os mais novos:
Entre os anos 1937 e 1938, foi construído um prédio modesto em Santana do Ipanema, com o intuito de escola para trabalhadores que não podiam frequentar suas instruções pelo dia. O prédio foi edificado no Bairro São Pedro, vizinho a modesta igrejinha do mesmo santo. Foi o primeiro estabelecimento escolar noturno da cidade. Recebeu o nome de Escola Batista Accioly, governador de Alagoas desde junho de 1915 e que veio a falecer em sua terra, Maragogi em 1938. Logo, logo, a Escola Batista Accioly, recebeu pelo povo o apelido de Bacurau por funcionar no turno noturno. Sua trajetória é uma história rica e à parte em minha terra. O prédio é cheio de janelas, bem ventilado e iluminado pela luz do Sol. Mas, a partir de aproximadamente 1960, ninguém na cidade sabia quem fora Batista Accioly, somente o Bacurau. Muitas pessoas ilustres passaram por ali. O edifício venceu períodos ociosos e períodos laboriosos.
Não está com tanto tempo assim, o nome Batista Accioly (que ninguém sabia mais quem fora) teve seu nome excluído e escrito na fachada: Biblioteca Municipal Profa. Adercina Limeira. Sua simples citação faz lembrar o professor Agilson, funcionário do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens – DNER – lecionando turmas grandes e particulares para o Admissão ao Ginásio, inclusive com este narrador como aluno.
Estive visitando o Bacurau e vi quatro ou cinco livros nas estantes praticamente vazias. Por que o costume da terra de apagar homenageados para colocar outros no lugar? Lembram também da Praça do Toco? Praça Emílio de Maia que recebeu o mesmo destino? A falta de conhecimento das autoridades sobre nossos valores históricos depreda mais o nosso patrimônio histórico do que os vândalos pichadores e ladrões de placas inaugurais.
Você já viu aquele tema usado pelos repentistas: “Voa sabiá/do galho da laranjeira/que a bala da baladeira vem zoando pelo ar...”
Já estou VOANDO.
01 - O CANTO DA EMA
02 - CANTIGA DE SAPO
03 - pout-pourri - Sebastiana - Vou Buscar Maria - Forró em Limoeiro.
4 - Pout pourri - Forró em Caruarú - Rosa - Falso Toureiro.
5 - BAIÃO DO BAMBOLÊ
6 - SECRETÁRIA DO DIABO.
7 - Pout-pourri- Forró do Zé Lagoa - Na Base do Chinelo - Um A Um.
8 - Pout pourri - Mané Gardino - Quadro Negro - Forró em Surubim.
9 - LAMENTO DE CEGO
10 - COMO TEM ZÉ NA PARAIBA
11 - VALSA NENÉ
12 - FORRÓ NA GAFIEIRA .
RARIDADE MUSICAL O SEU CANAL - INSCREVA-SE
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Por Aderbal Nogueira
Vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico
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Morte de Colchete https://youtu.be/18X2rGyjxcY Cadáver de Colchete https://www.youtube.com/watch?v=fWdxI...
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O tema mais polêmico do cangaço é trazido hoje ao nosso programa. Será que Jararaca realmente virou santo? E Aí? O que me dizem?
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Por José Mendes Pereira
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Escrito por Luã Diógenes
Legenda: Assim
como o cearense Humberto Teixeira, Zé Dantas foi letrista que garantiu sucesso
de Luiz Gonzaga por décadasFoto: Reprodução
A pandemia que não dá trégua já levou mais de duzentas mil pessoas por esse enorme Brasil. Independente de classe, idade, gênero ou religião, o vírus deixa rastros por onde passa. Na música não tem sido diferente. Em menos de um ano, perdemos Aldir Blanc, Evaldo Gouveia, Paulinho vocalista do Roupa Nova, Ubirany, dentre tantas outras estrelas que musicaram vidas e histórias.
A última partida foi a do “Rei do Mungango”, o tão querido Genival Lacerda, figura marcante do forró nordestino. A partida do octogenário faz pensar na necessidade do resgate da memória de figuras que marcam esse país, mas caem no desconhecido. Artistas que apagam sua imagem mesmo marcando o nome na história.
O Nordeste, essa região de “um povo que é antes de tudo forte”, é a terra que há cem anos foi berço de uma das figuras que melhor descreve o sertanejo. Ainda assim, hoje é tão pouco lembrado. Aliás, o seu nome sempre foi abafado diante da imensidão de seu parceiro, o “Rei do Baião Luiz Gonzaga”. Discorro de Zé Dantas, um dos maiores compositores do país e que foi desmerecidamente pouco valorizado.
O pernambucano que completará seu centenário no próximo fevereiro morreu ainda em 1962, aos 41 anos, mas deixou uma obra que adentrou da caatinga do sertão a São Paulo dos retirantes.
Muitos podem nem lembrar quem foi Zé Dantas, mas com toda certeza trazem na memória versos como “Ela só quer, só pensa em namorar", “A todo mundo eu dou psiu” ou “Vem morena pros meus braços”, todos esses sucessos do xote e forró brasileiro.
A sensibilidade do Nordeste não tem igual
O desejo da chuva, o sol escaldante no chapéu quebrado, a mão rachada da enxada, o gibão de couro, aquele olhar valente do vaqueiro, esses elementos imortalizaram os cenários do sertão nordestino. Muitos captaram essa essência e buscaram musicalizar essa região tão linda repleta de dores e alegrias, mas poucos se fizeram fiel na proposta de revelar a verdade de seu povo, e que a sofisticação não parte da classe social e sim da sensibilidade.
Luiz Gonzaga, um dos principais símbolos da música brasileira, foi um dos primeiros a ser voz dessa ideia. Mas para ecoar seu canto precisava de composições que comprassem seu desejo. O primeiro letrista parceiro foi o cearense Humberto Teixeira, que com o Rei do Baião emplacou grandes sucessos como “Asa Branca”, “Baião”, “Qui nem Jiló” e “Paraíba”. Como tudo tem seu fim, em 1950 a parceria acabou.
Três anos antes, em 1947, descansando no Grande Hotel após uma série de shows em Recife, Gonzagão recebeu um jovem que se dizia compositor. O rapaz estudava medicina e tinha algumas letras que incluíam toadas, baiões e xotes. Era José de Sousa Dantas Filho, ou melhor Zé Dantas e ali começou uma amizade duradoura.
O compositor fez prolongar a grande fama do Gonzagão. Além das já mencionadas “Xote das Meninas”, “Sábia” e “Vem Morena” é importante mencionar “Riacho do Navio”, “Cintura Fina”, “Abc do Sertão” e “Siri Jogando Bola”.
Duas músicas de autoria dos artistas merecem ser comentadas em especial. A primeira é “A Volta da Asa Branca”, uma espécie de continuação do primeiro sucesso de Luiz com Humberto Teixeira. A música leva o amor do nordestino pelo sertão, que quando vê a terra molhada com a chuva se alegra e volta para seu roçado.
Outra letra que jamais pode ser esquecida é “Vozes da Seca", que carrega a pobreza e a dor do sertanejo mediante a seca dura do início da década de 1950 e grita como protesto diante das desigualdades. A fome e o subemprego que os retirantes do nordeste sofriam ao chegar na capital Paulista é o cenário da canção. Isso é Brasil e sua pluralidade cultural.
Não se pode deixar cair no esquecimento
Zé Dantas foi brutalmente esquecido pela crítica e pelo público, mesmo que sua obra seja muito bem vendida pelas gravadoras, mesmo depois de quase sessenta anos de seu falecimento. Suas músicas já foram interpretadas por Alceu Valença, Elba Ramalho, Raimundo Fagner, Dominguinhos, Gilberto Gil, Marisa Monte e tantos outros astros do cancioneiro popular.
A morte de Genival Lacerda, um mês antes do centenário de Zé Dantas, surge como uma reflexão para que não se deixem esquecer aqueles que se vão. Não existe a necessidade de idolatria, mas é importante valorizar os que representaram tão bem os brasileiros.
Assim como Zé levou o olhar humilde e sincero do sertanejo, Genival criou o forró de duplo sentido, mostrando outra marca desse povo: o bom humor !
Referências devem ser mencionadas. A música não deve nunca ser vista com cunho apenas de entretenimento! Ela conta a história de cada pessoa e seu tempo, carrega ideologia, identidade, sonhos e utopias. Fala uma verdade que não pode ser dita sem ritmo, batuques e sons. Música é vida e seus representantes merecem ser respeitados.
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/lua-diogenes/centenario-de-ze-dantas-faz-pensar-em-musicos-que-nao-podem-ser-esquecidos-1.3031317?fbclid=IwAR09iJxxZx23hNCEjr37OGiutUyLgKaAiVO51D_g2kBTGU2nrht6kuKb18w
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Por José Couto
Cedido por: José Mário Carvalho, investigador de José Teixeira da Silva, mais conhecido por, "Zé do Telhado". Reportagem na ntv, em 12 de maio de 2004. José do Telhado Relato de um assalto em Celorico de Basto Na noite de 8 de Abril de 1852, por volta da meia-noite, a quadrilha do José do Telhado assaltou a casa do lavrador Domingos Gonçalves Camelo que vivia na companhia de sua mulher Maria Francisca no lugar de Paradela, freguesia de Fervença, concelho de Celorico de Basto. Constava que Domingos Camelo recebeu uma herança de um familiar afastado e guardou o dinheiro nas suas casas, que podia ser na casa de habitação, ou nos anexos, lojas, lagares ou armazéns, muito bem escondido e até diziam que os ladrões podiam procurar por todo o lado, que não dariam com os valores. Para além do comandante José do Telhado faziam ainda parte da quadrilha, o Pichorra, o Glórias, o José Pequeno, o António Morgado, outro Morgado; estes dois últimos, para não serem reconhecidos e mais outros dois ficaram no exterior da propriedade. O José do Telhado resolveu assaltar a casa, talvez atraído pela tal herança que constava ter recebido. Um deles subiu por cima de uma dessas ditas casas entrou ao seu curral e depois abriu o seu portal para onde entraram os mais Depois de atravessarem o terreiro, arrombaram a fechadura da porta, sem que os donos da casa acordassem. Entraram pela cozinha, passaram à sala, para onde dava a porta do quarto de dormir. Os salteadores, dois de cada lado, abeiraram-se da cama e o casal foi acordado por estes vultos tenebrosos. - Quem está aí? terá perguntado Domingos Camelo. - Não se mexa e diga onde está o dinheiro. Já! ameaçou o Pichorra apontando-lhe uma pistola. Enquanto pode lá foi resistindo, até que os salteadores levaram um para cada lado, e usando a força de forma violenta, à coronhada pela cabeça e pelas costelas, iam ameaçando: Confessa, senão mato-te! Segundo as declarações das testemunhas do Auto, houve recurso ao disparo de vários tiros para o ar, provavelmente para intimidar este casal de lavradores. - Entregamos tudo, mas não nos façam mal disse resignado Domingos Camelo. - Vamos a isso respondeu José do Telhado. - O dinheiro e o ouro está nas gavetas e numa lata debaixo da cama. De imediato abriram as gavetas das mesas e da cómoda e retiraram a lata debaixo da cama. Deste assalto resultou, além do dinheiro que totalizada cerca de 150$000 (cento e cinquenta mil réis), três fios de contas de ouro (no valor de nove mil réis), quatro laços de ouro, três pares de brincos de ouro, um cordão de ouro, dois capotes de panos novos, doze lençóis de pano de linho e um lote de pano fino novo. Este assalto andou na boca do povo por muito tempo, devido à graçola que José do Telhado, ao ver Maria Francisca a choramingar, inconsolada pelos haveres que acabava de perder, disse não se rale, mulher! De que lhe serve o dinheiro, se não pode comprar com ele uma cara mais nova e menos feia! José do Telhado alcunha de José Teixeira da Silva, assim se chamava porque a casa onde vivia com os pais e irmãos, em Castelões de Recezinhos, pertencente na altura ao extinto concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega (actualmente pertencente ao de Penafiel) era coberta de telha, uma novidade naquele tempo, pois a maioria das casas eram ainda cobertas com colmo (palha de centeio). Nasceu em 22 de Junho de 1818, filho de um capitão de ladrões e no seio de uma família onde extorquir o alheio era actividade de raízes fundadas. Foi um famoso salteador português do século dezanove e era chefe da quadrilha mais famosa do Marão. Foi perseguido pelas autoridades e mais tarde preso na Cadeia da Relação, quando tentava fugir para o Brasil. Posteriormente foi condenado ao degredo em África. Em Malange, onde vivia fez-se negociante de borracha, cera e marfim. Morreu de varíola em 1875, com 57 anos de idade. José do Telhado «ele mesmo se intitulava e assim o declarou no julgamento repartidor público, isto é, alguém que tirava aos ricos para dar aos pobres. Publicado por Orlando Silva.
https://www.youtube.com/watch?v=NgNHvBwVFp8&ab_channel=Jos%C3%A9Couto
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Por Valsousa.TV- Vale do Sousa TV
https://www.youtube.com/watch?v=45MMDVqo1wU&ab_channel=valsousa.tv-ValedoSousaTVJosé Teixeira da Silva, mais conhecido como Zé do Telhado. Chefe de quadrilha e responsável por inúmeros assaltos pelo Norte de Portugal, Zé do Telhado roubava aos ricos para dar aos pobres. Luís Peixoto recuou mais de 100 anos na história e recriou a vida desta personagem histórica através da exposição “Zé do Telhado: presente, passado e futuro”.
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* Honório de Medeiros (honoriodemedeiros@gmail.com)
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Lampião fugia de um combate na cidade de Mata Grande-AL, no dia 21 de fevereiro de 1925, sábado de carnaval, quando foi perseguido pelas volantes paraibanas do Ten. JOAQUIM ADAUCTO / e do Ten. FRANCISCO DE OLIVEIRA, além de uma volante pernambucana comandada pelo Ten. JOÃO GOMES , tendo ido se instalar com seus homens na Fazenda SERROTE PRETO, a qual fica na divisa dos Estados de AL e PE. O total de homens das forças volantes beirava 90 policiais, enquanto os cangaceiros chegava perto dos 40.
Os cangaceiros ao chegarem na Fazenda SERROTE PRETO, grande parte deles se alojaram numa casa de taipa, com um curral ao lado, enquanto outros, ficaram numas pedras, nos arredores da casa, dando a retaguarda.
O Ten. FRANCISCO OLIVEIRA que vinha na frente com seus homens no encalço dos bandoleiros, ordenou que seguissem imediatamente visando alcançar, o mais rápido possível, o local onde estava Lampião e seu grupo, no que não concordou o Ten. JOÃO GOMES, da força pernambucana, que disse: “ – Os cangaceiros já comeram, meus soldados não vão ficar sem comer “ . Surpreso, o Ten. Francisco Oliveira respondeu: “ – A força da Paraíba, quando tem notícia de cangaceiros, encosta logo “ e, seguiu com sua força.
Logo que chegaram nas proximidades da casa da Fazenda Serrote Preto, receberam uma forte descarga de tiros, vindo do lado dos cangaceiros. Tombaram mortalmente, os soldados Artur, Diménio, Virgolino, e, um negro muito disposto. Também foi morto o Ten. FRANCISCO OLIVEIRA e, ferido o Tenente JOAQUIM ADAUCTO. Os soldados da volante pernambucana que haviam chegado com um atraso, atiravam em direção à casa, atingindo, também, alguns companheiros da volante paraibana, que ficaram na linha de fogo cruzado.
Alguns soldados da volante de FRANCISCO DE OLIVEIRA procuraram se abrigar num trecho de um pequeno serrote ( pedras), de onde passaram a atirar nos cangaceiros. O soldado ANANIAS CALDEIRA DE OLIVEIRA, por sua vez, ficou amparado numa ponta de curral. Dali ele tinha perfeita visão da porta traseira da casa, planejando:
“ – O primeiro que colocar a cabeça, eu derrubo “.
O que ele não esperava é que os cangaceiros abrissem uns buracos na parede da casa, por onde começaram a atirar em sua direção. Surpreendido pelo inesperado ângulo de tiro, ANANIAS OLIVEIRA foi ferido DUAS VEZES. Um dos tiros fraturou-lhe o BRAÇO e, o outro, atravessou a sua FACE lado a lado, à altura do malar. ANANIAS contou, mais tarde, que o tiro recebido no rosto causou tal hemorragia que o sangue jorrava pelos dois lados, em arco.
O SOLDADO ANANIAS, já ferido, ouviu várias vezes LIVINO ( irmão de Lampião) gritar, de dentro da casa:
“ – Espere ai, macaco, que nós já vamos sangrá-lo ! “
ANANIAS acabou sendo retirado do local pelo soldado Manoel Gabriel que, por ironia, era seu inimigo pessoal. Ele foi levado até um certo ponto , a partir de onde o sargento JOSÉ GUEDES encarregou de levá-lo mais para dentro do mato, isso, acontecendo, em pleno combate. Ali, sozinho, ANANIAS acabou desmaiando, em consequência da grande perda de sangue.
Ao escurecer, o tiroteio cessou, já que ambos os lados tinham esgotado a munição.
No terreiro da casa havia ficado um soldado ferido, sem conseguir se mover. Implorava ao Tem. João Gomes que mandasse tirá-lo dali, porque os cangaceiros ameaçavam sangrá-lo. O sargento JOSÉ GUEDES chamou a atenção do oficial pernambucano, já que ele não ia buscar o ferido e, ouviu dele :
“ – Cada um que cuide de si “
ANANIAS entrevistado pelo pesquisador Dr. Amaury Araujo ( em João Pessoa- PB, no ano de 1969 ), informou-o que aquela altura, a maioria dos soldados já haviam fugido. Os sobreviventes, liderados pelo sargento JOSÉ GUEDES, apanharam os feridos e, aqueles que puderam arrastaram-se para MATA GRANDE, de onde, depois de receberem os primeiros socorros, foram encaminhados para Paulo Afonso.
Assim como os soldados, também os cangaceiros tinham pago um alto preço durante a batalha. ASA BRANCA, GURI E CORRÓ estavam mortos dentro da casa. FATO DE COBRA, CAPUXU E QUIXABEIRA foram feridos.
Alguns cangaceiros, assim que perceberam a retirada dos soldados, saíram com candeeiros, examinando os corpos caídos. No terreiro da casa ainda estava caído o soldado ferido que o Tenente JOÃO GOMES recusara a socorrer. O cangaceiro JUREMA, aproveitou a ocasião e o sangrou.
Por volta da meia-noite, O SOLDADO ANANIAS voltou a si, anda zonzo. O silêncio era total. Sua sede era arrasadora. Seus lábios estavam inchados que pareciam beiços de cavalo. Sentia que todo o seu rosto também estava inchado e desfigurado. A muito custo, apesar da tonteira, conseguiu se levantar e caminhar sem rumo definido. A vegetação, um macambiral muito grande , era agressivo e dificultava o avanço. Logo suas calças estavam destruídas pelos galhos, tornando-se imprestáveis para protegê-lo.
Ao amanhecer de segunda-feira, dia 22, ANANIAS viu-se à beira de uma estrada. Escolheu uma direção e seguiu em frente, sentindo sua fraqueza crescer, e o mal estar causado pelos ferimentos agravar-se com a fome e sede. O sol nasceu e apareceram moscas varejeiras que vagueavam sobre suas feridas, cada vez mais infeccionadas.
Mas ANANIAS estava determinado a não se deixar vencer. Amarrou um lenço preto no rosto, protegendo-o contra os insetos e, prosseguiu sua penosa jornada, pensando:
“ A esta altura, se escapei de morrer a bala, vou morrer de fome e de sede “.
Ao seu redor não havia nada para comer ou beber. Lá pelas 22 h, tendo caminhado desde a meia-noite do dia anterior, ANANIAS estava cansado, ferido e cada vez mais enfraquecido. Ouviu um galo gritar. Deixando a estrada, foi em direção ao som, entrando por um varedo de bode, passando por uns umbuzeiros e chegando, finalmente, aos fundos de umas casas.
PENSOU:
“- Não vou chegar pelos fundos, senão poderão pensar que sou um malfeitor e vão querer me matar “.
Encontrou forças para dar a volta e chegar à frente das moradias; entrou numa delas, feita de palha e, deparou-se com uma velha, a quem perguntou:
“ – Dona, será que a senhora pode arrumar água morna com sal, prá eu lavar meus ferimentos ? “
- O senhor é praça ou cangaceiro ? – Ouviu em resposta.
“ – Sou soldado das forças da Paraíba.” – Disse ANANIAS.
A velha levantou-se e foi providenciar, voltando com o que tinha sido pedido. ANANIAS despiu sua túnica e lavou seus ferimentos. Depois tomou muita água, saciando sua sede. Para sua surpresa ficou sabendo, mais tarde, que aquelas casas pertenciam a Mata Grande.
Durante as 24 horas de sua jornada, a maior parte do seu tempo arrastando-se, pois não conseguia andar regularmente. ANANIAS havia avançado, apenas, duas léguas.
Embora, ainda não estivesse totalmente refeito. ANANIAS sentou-se na calçada em frente à casa. Aproximou-se um senhor vestido de cáqui.
ANANIAS perguntou-lhe:
“ – O senhor sabe informar onde está a força policial da Paraíba ? “
- Posso. Está em Paulo Afonso.
Tão logo conseguiu andar, ANANIAS seguiu para a cidade indicada, reencontrando seus amigos e, companheiros, sendo cuidado pelo farmacêutico João Gaudêncio, que o incluiu entre seus pacientes.
Ali em Paulo Afonso faleceram em consequência dos ferimentos, um soldado e o Tenente JOAQUIM ADAUCTO . A contagem final da batalha acusou, além de inúmeros feridos, a MORTE DE DOIS OFICIAIS E DEZ SOLDADOS.
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OBSERVAÇÕES –
1º) Matéria compilada da obra “ De Virgulino a Lampião “, pgs 109/110, autor
Antônio Amaury Correa de Araújo / Vera Ferreira.
2º) Foto do soldado ANANIAS CALDEIRA DE OLIVEIRA ..pertencente ao acervo
particular do escritor, acima citado.
3º) Fotos de Serrote Preto, A CRUZ DOS SOLDADOS e, demais, acervo
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
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