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sexta-feira, 24 de março de 2023

SERTÃO DO LEITE

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.851

BATALHA (FOTO:  B. CHAGAS

Não existe nenhuma dúvida de que uma fábrica em uma cidade – principalmente do interior – pode gerar progresso em todos os sentidos até porque um grande empreendimento gera outros inúmeros na mesma região.  O governo de Alagoas foi muito feliz ao atrair a Indústria de Leite Natville para implantar uma unidade na sua cidade Batalha, centro da Bacia Leiteira alagoana. Não importa se Batalha é a cidade do governador, o importante é o surgimento de novos progressos tanto para os municípios que fazem a Bacia Leiteira, quanto para todo o médio sertão do estado.  Veja, há pouco tempo foi asfaltado o trecho Batalha – Olivença, usando-se um atalho (por dentro) encurtando a distância entre as duas cidades e Olivença via Agreste e Maceió. Está aí um primeiro grande benefício que agora atraiu o segundo benefício que é a implantação de uma unidade da Natville, aproximadamente em terreno vizinho ao acesso à Olivença, saindo de Batalha, às margens da AL-220.

O investimento anunciado de 500 milhões na implantação da unidade, diz por si só da envergadura do empreendimento. Pobres cidades que não aceitam indústria em seus territórios, para que a população continue sob o cabresto político dos seus dirigentes. Irão ficar a ver navios enquanto a vizinhança cresce, desenvolve e se destaca. Muito bom consumirmos produtos industrializados de origens alagoanas, principalmente do interior, do sertão ou da área agrestina, fora do comando da capital e da Região Sudeste. 

E se uma fábrica por si só já absorve grande número de empregados, mexe muito mais com a cadeia produtiva. E agora, que a duplicação das rodovias Maceió – Delmiro Gouveia, passando pela Bacia está sendo construída, imaginamos um novo fluxo de progresso tanto no médio quanto no alto sertão.

A propósito, a distância Maceió – Batalha é de 183 km e de Batalha a Santana do Ipanema é de apenas 49 km, o que favorece o intercâmbio econômico e cultural. Batalha, Jacaré dos Homens, Monteirópolis e Major Izidoro, formam o importante núcleo da Bacia Leiteira, alagoana. A cidade de Batalha e boa parte do seu município, são banhados pelo rio temporário Ipanema, que, em época de cheias ainda é uma atração à parte pra os que desejam conhecer a cidade e sua vizinhança. Parabéns aquele povo bom.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/03/sertao-do-leite-clerisvaldo-b.html 

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CANOEIROS NAVEGARAM

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.850

Noite de felicidade extrema entre os apreciadores da cultura, com o encontro no Café Filosófico, promovido pelo Departamento de Cultura, no salão nobre da Casa da Cultura, em Santana do Ipanema. No Café Filosófico, conduzido pela diretora Cultural Gilcélia Gomes e o escritor Marcello Fausto, sob a égide da prefeita Christiane Bulhões foi lançado o livro documentário “Canoeiros do Ipanema”, da nossa autoria. Estiveram presentes no Evento, o, vice-prefeito e empresário Iuri Pinto; a vereadora Eliana “Fofa”; O diretor do IFAL, Gilberto Gouveia; o ex-diretor de cultura, professor Robson França; O presidente da Academia Santanense de Letras, Arte e Cultura, José Malta Fontes Neto; o professor cordelista Charles César; o presidente da Associação Comercial, Josinaldo Soares, a professora Irene das Chagas, esposa do homenageado, ex-alunas e alunos nossos, e mais uma plêiade de pessoas amantes da Cultura.

A própria Gilcélia Gomes, fez as vezes de Mestre de Cerimônias. Houve recital, cânticos, palestra e troca de ideias entre o escritor homenageado e a seleta plateia, sem ninguém arredar o pé até às 23 horas, ocasião em que fatos históricos e curiosos do desenrolar santanense, foram comentados pelos presentes, com autógrafos e poses para tantas fotos para a posteridade. O livro “Canoeiros do Ipanema” foi coroado de êxito, onde os leitores irão  se deliciar com a saga do canoeiros que atuaram no rio Ipanema, durante as cheias, levando e trazendo mercadorias e gente para outras plagas. Foi a fase que teve início em 1943 indo até o ano de 1969, com a construção da ponte entre o poço do Juá – palco dos canoeiros – e o Poço dos Homens.

O livro resgata essa história fantástica adormecida e que nunca teve uma única linha escrita sobre o tema. Um resgate de suma importância de uma época difícil, mas radiosa.

Mais uma vez deixamos aqui a nossa gigante gratidão à prefeita Christiane Bulhões e o empenho público e particular da Diretora da Cultura Gilcélia Gomes e do escritor Marcello Fausto, ora servindo naquele departamento. A decoração estava maravilhosa, as pessoas que se pronunciaram, altamente inspiradas. E se é preciso falar no café filosófico, bem postado, bem consumido e bem elogiado. Uma equipe divina certamente fazia a parte invisível do evento, quando o passado ressurgiu em toda sua plenitude e os Canoeiros do Ipanema voltaram a navegar, desta feita, na imaginação fértil e miraculosa da plateia da elite cultural da Rainha do Sertão.

Jesus na causa.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/03/canoeiros-navegaram-clerisvaldo-b.html

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MATUTO

 Por José G. Diniz


Sou matuto e esperto quase não estudei

Aprendi na vida tenho razoável talento

Sinto falta do saber e não arrependimento

E com humildade exponho bem o que sei

Na roça eu nasci e muitos anos eu morei

E do que deixei lá tenho boa impressão

Sinto a saudade ferindo o meu coração

Exú berço natal, meu primeiro endereço

Eu já tentei esquecer, mas não esqueço

Do que de bom vivi no meu belo sertão


Lembro o caminho de itinerário a roça

Uma tarrafa boa para pescar curimatã

O carneiro a ovelha o borrego e amarrã

O alpendre da casa a latada da palhoça

O forro de sanfona que me tirava da foça

Cacimba do riacho o carretel do cacimbão

O pote e a panela e lenha para o fogão

Os familiares por quem tenho tanto apreço

Eu já tentei esquecer, mas não esqueço

O que de bom vivi no meu belo sertão.


https://www.facebook.com/josegomesd


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O FERREIRO

Por Hélio Xaxá

Fogo: molda-se um coração
E em batidas de amizade
Em batidas sem maldade
De repente, rebate a paixão...
Quente... E como queima!
No peito de quem ama...
Corre um rio em chamas
Dos olhos de quem deseja.
Braços fortes
Malham um corpo em brasa
Que explode em faíscas...
Até que entorte
Bate o malho na barra
Que se curva às suas carícias.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=256093554839929&set=a.140271556422130

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O CANGAÇO ERA COMO SE FOSSE UMA EMPRESA, MESMO SENDO DO MAL.

 Por José Mendes Pereira

Bando de cangaceiros da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia. 

Amigo leitor, primeiro, desculpa-me por eu ter registrado em minha pobre e louca mente este nome de fantasia da central administrativa dos coitos de Lampião pela caatinga nordestina, "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.". É somente para enfeitar mais os nossos estudos  sobre o movimento social dos cangaceiros. 

Não é na intenção de bater palmas pelo que aconteceu, mas para levar ao conhecimento de muitos brasileiros, principalmente do nordeste, o que ocorreu no final do século XIX, estendendo-se até 25 de maio do ano 1940, do século XX, quando foram pegos e baleados os últimos cangaceiros, Corisco e sua companheira Dadá, além de alguns marginais  que ainda estavam ativamente na caatinga com eles. 

A gente sabe que existem pessoas que protestam muito sobre nós, porque gostamos de estudar o cangaço, mas apenas estudamos, ninguém, até hoje, que eu tenha conhecimento, fez nada de errado, só porque gosta deste tema tão lido por aqueles que acham o assunto interessante.

Veja bem, nós somos amantes da bíblia, e lá foi escrito tudo que fizeram com Jesus Cristo, e por que a gente lê a bíblia, se nela diz que os carrascos judiaram tanto com Jesus, que findaram o matando? Então não há nada para reclamar. Mas cada um pensa do seu jeito, e nós não podemos dizer nada.

Não resta dúvida, era uma empresa sim (com poucas diferenças), com marginais contratados para atuarem nas diligências de extorsões, outros eram encarregados de espionarem à região. Tinham secretários dos reis. Existiam os cangaceiros que tinham o papel de cobrarem dívidas de fazendeiros que prometiam e não cumpriam com o acordo, Tinham cangaceiros que as suas funções eram justarem invasões e tudo mais. Alguns faziam o papel de sentinelas dos grupos...   

Tem gente que ainda pensa que cangaço era um movimento social desorganizado. Mas se engana! Apesar de ter sido um movimento que não construía nada, e só fazia horrores, destruições e mortes, tanto era organizado como existia respeito entre chefe e subordinados. Inclusive, os homens respeitavam as mulheres que com eles conviviam. É claro que onde vive muita gente, sempre existe alguém que não se afina com outro. Mas qualquer discussão  que surgisse dentro dos bandos, era de imediatamente apaziguada através do chefe do subgrupo, ou pelo chefe geral, no caso, o rei e capitão Lampião. 

Não fica pensando que isso é uma invenção minha, mas dita por quem pesquisou na fonte, como se comportavam os grupos de facínoras que atuavam no mundo do crime,  assaltos e invasões, além de assassinatos feitos por eles a sertanejos, até mesmo em pequenos vilarejos e cidades. 

Existia união entre eles? Sim, existia. E ali era como se todos fossem um bando de  irmãos, aliás, eram eles por eles mesmos. Lógico que alguém pagou caro no cangaço, que foi cobrado pelo seu chefe superior, foram eliminados dos grupos, mulheres foram assassinadas por não obedecerem o regime que era imposto dentro do cangaço, que não podia trair o seu companheiro. Elas sabiam muito bem como eram as leis criadas pelo capitão Lampião, ou por outros superiores dos subgrupos de cangaceiros. 

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PELA VIDA DO PLANETA

Autor: José Di Rosa Maria


1

Gente de todas as classes

Ouça-me por gentileza:

Precisamos defender

A nossa mãe natureza

Que se vê ameaçada

Precisando de defesa.

2

A ganância pela fama,

O dinheiro e o poder

Tem feito com que o homem

Não desista de correr

De encontro e contra tudo

Que na terra deve haver.

3

Ameaçando a espécie

De cada animal fecundo,

Causando ao meio ambiente

Desequilíbrio profundo,

Tentando desabitar

Os continentes do mundo.

4

Destruindo nossos parques

Ecológicos e cerrados,

Deixando os rios sem vida,

Nossos campos devastados,

O ar nocivo à saúde

E os mares oleados.

5

Precisamos com urgência

Começarmos a lutar

Defendendo flora e fauna,

Serra, lago, rio e mar

Pra não vermos o que temos

De natural se acabar.

 

6

A vida animal perece

E pra você ter noção,

Eu vou citar um bocado

Dos animais que estão,

Infelizmente na lista

Dos bichos em extinção.

7

Além da Jaguatirica,

Lobo guará, verdadeiro,

Cacajau, Tutu-canastra,

Nosso Mono-carvoeiro,

Nosso Cachorro-vinagre

E o veado-campeiro.

8

O Mico-leão dourado

Da floresta brasileira,

O Cervo do pantanal,

O Tamanduá-bandeira,

Onça pintada e Arara,

Todos na mira certeira.

9

Fazem parte dessa lista

Também o Tigre-indiano,

A Tartaruga-marinha,

O Papagaio, o Tucano,

O Chimpanzé da Tanzânia

E o Leão-africano.

10

Além do Rinoceronte

São vítimas dessa demanda

O Cavalo da Mongólia,

O inofensivo, Panda,

O Elefante da África

E o Gorila da Ruanda,

11

 

12

E tratando de insetos

E seres invertebrados,

Temos dezenas de tipos

No Brasil, ameaçados.

Inseticida e incêndios

Têm provocado esses dados.

13

Por favor, antiecológicos,

Matar só produz problema.

Todos os seres da terra

Incluídos no esquema

São componentes bióticos

Do nosso ecossistema.

14

Mexendo na natureza

O desequilíbrio vem.

Então vamos preservar

O que a natureza tem.

Ela não sobrevivendo

Não sobrevive ninguém.

15

Está passando do tempo

Da gente, reflorestar:

A terra e despoluir

Os rios e preservar

O nosso meio ambiente

Começando a reciclar...

16

Chega de desmatamento,

Lixão e fumaça preta.

Vamos tirar o futuro

Do mundo dessa sarjeta.

Está na hora da gente

Lutar, incansavelmente,

Pela vida do planeta.

 

Estrofes extraídas do cordel do mesmo título;

Transformadas em poema: Para o blog:

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quinta-feira, 23 de março de 2023

FICA HOJE À NOITE COM A LINDA MÚSICA DE LUIZ GONZAGA - "PENSE N"Eu"

 

https://www.youtube.com/watch?v=Q9n7oz0-yW0&ab_channel=luizgonzagaVEVO

Videoclipe oficial da música Pense N'Eu de Luiz Gonzaga feat. Gonzaguinha de seu álbum, Juntos. Compre Juntos: http://smarturl.it/oefet7?IQid=YTO.W3... Ouça Luiz Gonzaga feat. Gonzaguinha no Spotify:    / luizgonzagavevo   Visite o canal de Luiz Gonzaga feat. Gonzaguinha: http://smarturl.it/sdom7e?IQid=YTO.Q9... Confira mais vídeos de Música Nacional: http://smarturl.it/MusicaNacional Conecte-se: Facebook: http://smarturl.it/ie2ig8?IQid=YTO.Q9... Twitter: N/A Mais de Luiz Gonzaga feat. Gonzaguinha: Luiz Gonzaga - Sete Meninas ft. Dominguinhos:    • Luiz Gonzaga - Se...   Luiz Gonzaga - Sebastiana ft. Guadalupe:    • Luiz Gonzaga - Se...   Luiz Gonzaga - Sanfoninha Choradeira ft. Elba Ramalho:    • Luiz Gonzaga - Sa...   Letras:

Tô na estrada, tô sorrindo apaixonado Pela gente e pelo povo do meu país Tô feliz pois apesar do sofrimento(olêlê) Vejo um mundo de alegria bem na raiz(vamos lá) Alegria muita paz e esperança Na esperança de fazer tudo melhor(e será) Felicidade o meu nome é união E povo unido é beleza mais maior.

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ENTREVISTA COM DONA FRANCISCA DA SILVA TAVARES - VIÚVA DO EX-CANGACEIRO ASA BRANCA.

Por José Mendes Pereira

Dona Francisca da Silva Tavares ladeada pelos pesquisadores do cangaço Aderbal Nogueira e Kydelmir Dantas. - A foto pertence ao acervo do cineasta Aderbal Nogueira.

No dia 10 de julho de 2012, em companhia do professor, poeta, escritor, pesquisador do cangaço e Gonzaguiano Kydelmir Dantas, José Mendes Pereira, e o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, cearense, foi feito um documentário na residência de Francisca da Silva Tavares, viúva de Antônio Luiz Tavares, o  ex-cangaceiro Asa Branca.

As fotos abaixo foram feitas pelo próprio cineasta, na residência da entrevistada. O documentário (vídeo) está guardado em seu acervo, que servirá para seus futuros trabalhos.

Francisco, filho do Asa Branca, foi morto aos 24 anos por um primo. Antônio Luiz Tavares o Asa Branca. A foto pertence ao acervo do José Mendes Pereira.

Viviane e sua avó. -  A foto pertence ao acervo do cineasta Aderbal Nogueira

Informação: A Viviane Tavares faleceu recentemente. Sua última aparição no facebook foi no dia 1º de abril de 2022.

Dona Francisca e sua filha Gorete. - As fotos pertencem ao acervo do cineasta Aderbal Nogueira.

Aderbal Nogueira, Dona Francisca e José Mendes Pereira - As fotos pertencem ao acervo do cineasta Aderbal Nogueira

Kydelmir Dantas, dona Francisca e José Mendes Pereira. - As fotos pertencem ao acervo do cineasta Aderbal Nogueira

Informação bastante importante:

Por que Dona Francisca Silva Tavares atualmente com 86 anos de idade, foi esposa do cangaceiro Asa Branca, que se hoje ele estivesse vivo, estaria com 121 anos?

Resposta: Dona Francisca era a segunda esposa do cangaceiro Asa Branca. Quando  foi viver com o cangaceiro ela estava com 17 anos, e o Asa Branca já passava dos cinquenta anos. Ela deu uma fugidinha com ele, deixando para trás, um filho de 7 meses e o esposo, segundo me falou ela em sua residência.

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ENCANTOS DO RN

Autor: José Di Rosa Maria


1
Solicito do meu Deus,
Que rege a vida e a morte,
Inspiração e sabença,
Consciência, mérito e sorte,
Para enaltecer em versos...
O Rio Grande do Norte.
2
Grande produtor de sal,
De melão, de camarão,
De peixe, de óleo diesel,
De tecidos de algodão,
De produtos animais,
De melancia e mamão.
3
Rico de belos sertões,
De serras e litorais,
De boa gastronomia,
De produtos naturais,
De poetas cordelistas
E obras artesanais.
4
Fabricante das cachaças:
Mucambo e Maria Boa,
Extrema e Samanaú,
Que quem bebe não enjoa...
Gota Serena também
Alegra qualquer pessoa.
5
Na produção de castanha,
Serra do Mel se destaca;
E Jucurutu, no queijo
Feito de leite de vaca,
Minha nação potiguar,
É vista por não ser fraca.
6
Agora, caro leitor,
Confesso que me convém
Mudar, quase não mudando,
Pra apresentar também...
Diversos pontos turísticos
Que o nosso Estado tem.
7
Na tromba do elefante,
A pedra do Índio é vista,
No Encanto, do Mirante
De nome São João Batista,
Terra de José Cardoso,
Cantador e repentista.
8
Com arquivo cronológico,
Em Apodi, na verdade,
Tem o sítio arqueológico
Do Lajedo Soledade,
Ainda tem Santa Cruz,
A barragem da cidade.
9
Em Patu tem uma gruta,
Na serra do cajueiro,
Lugar onde Jesuíno
Residiu e foi vaqueiro.
Esconderijo seguro
Do famoso cangaceiro.
10
Em Patu ainda tem,
Para os devotos da terra,
O Santuário do Lima,
Que fica em cima da serra,
Onde a paz dorme um cochilo
Longe dos olhos da guerra.
11
Visite o Monte Carmelo,
Pertencente à Santa Cruz,
Pra conhecer Santa Rita,
Que transmite fé e luz,
Maior do que a estátua
Que o Rio tem de Jesus.
12
O lendário Poço Feio,
De governador eu cito,
Que eternamente cheio
Fica no sítio Bonito;
Que um rio subterrâneo
Abastece-lhe, tá escrito.
13
Pra sua felicidade,
Durante a lua de mel,
Caraúbas tem o belo
Olho D´água Park Hotel.
O passeio vale à pena!
Agende o seu no papel.
14
O açude Gargalheiras,
Nas terras de Acari,
Atrai pessoas de longe
Que não esquecem dali.
E Lajes tem o encanto
Do Pico do Cabugi.
15
Pra seu desejado bem,
Em sua visitação,
Em Parelhas você tem
A serra do boqueirão.
Exuberância divina
Que enche sua visão.
16
Tem a Mina Brejuí,
Em Currais Novos, amada.
De onde muita Scheelita
Outrora foi retirada.
Vá lá que sua visita
Será bem admirada.
17
Pra ver o mar se mexer,
Conheça Genipabu.
É melhor que conhecer
Templo do sol no Peru,
Acapulco lá no México,
Em Los Angeles, Malibu.
18
Visite sítio Queimadas,
Do poeta Fabião,
Martins da casa de pedra
Que Deus fez sem pôr a mão,
Berço natal de Elizeu,
O criador da canção.
19
De minério precioso,
Sítio Novo não tem fontes,
Mas é dono do famoso
Castelo de Zé dos Montes,
Num pé de serra encravado
Com vistas pra os horizontes.
20
O belo Rio do Fogo
Pra quem vem de fora tem
Punaú como destaque
Que ao turista faz bem,
Com seu clima tropical
E suas praias também.
21
Para o turista ficar,
Em Jaçanã tem hotel.
Passe lá pra conhecer
O Mirante do Rangel.
É lá que a Pedra Redonda
Inspira quem faz cordel.
22
Vá visitar Arituba,
Uma bonita Lagoa,
Que fica em Nísia Floresta,
Cidade de gente boa...
Que faz questão de saber-
Receber bem a pessoa.
23
Em Barra de Tabatinga,
Passe um final de semana.
Tem pinga, cerveja, Uísque,
Refeições, gente bacana,
Desfrute de um bom lazer,
Economizando grana.
24
A cada um visitante,
Maracajaú traz paz,
E por ser aconchegante,
Esse lugar é demais!
Parabéns Maxaranguape,
Pelo que seu povo faz.
25
Na linda praia de Pipa,
Tibau do Sul tem pra gente,
Um banho maravilhoso,
Que o mar não tem água quente;
Nossa terra no turismo
Prossegue sendo atraente.
26
Vá à Baia Formosa,
Terra mãe do campeão,
Olímpico, Ítalo Ferreira,
Que orgulhou a nação,
Com a prancha da coragem,
Surfando o mar do Japão.
27
E a Capital Natal
Possui, além da barreira
Espacial do inferno,
Velhos prédios na Ribeira
E o Forte dos Reis Magos,
Que o mar beija sem canseira.
28
Admiráveis amigos
Turistas e bons leitores,
Permitam-me, por gentileza,
Esclarecer os valores
Contidos neste cordel,
Que dediquei aos senhores.
29
Este cordel traz em si
Informações atuais,
Sobre turismo, lazer,
Costumes regionais,
Culinária saborosa,
Aconchego e muito mais.
30
É também apropriado
Pra ser na educação,
Tido como ferramenta
Para a memorização,
Da leitura dos alunos,
Durante cada lição.
31
Eu o fiz na esperança
De vê-lo prestigiado,
Pelos meios sociais,
Do Brasil e nosso Estado,
Para que o cordel tenha
Seu espaço assegurado.
Mossoró-RN, 15-09-2022.

Revisão: Prof. Milton Mendes - UFERSA 

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