Por Raimundo Lucas
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sexta-feira, 14 de junho de 2024
"ERA BOM"
GRANDES POETAS!
Por José Di Rosa Maria
UMA MÃO QUE TOCA NO OMBRO
LAMPIÃO, REI DO CANGAÇO·
Por Edmílson Martins - Maio/2020
Eu tinha onze
dias de idade, quando Lampião foi morto, junto com parte do seu bando, em 28 de
julho de 1938, em Sergipe, pela polícia. Dizem que alguém ligado a ele o traiu,
levando a polícia à grota onde os cangaceiros dormiam.
Durante minha
infância e adolescência, ouvi muitas histórias sobre as aventuras de Lampião e
seu bando no sertão nordestino. Era apontado como um personagem polêmico. Havia
histórias contra e a favor acerca do chamado Rei do Cangaço, uma espécie de
guerrilheiro do sertão.
Uns contavam
que Lampião, por ter sofrido injustiças, junto com sua família, tornara-se
rebelde e justiceiro. O pai teria sido assassinado por poderoso dono de terras.
E diziam ser ele generoso para com os pobres e cruel para com os ricos, por uma
espécie de vingança.
E havia alguns
testemunhos. O meu avô contava que um dia ia pela estrada a cavalo, quando
encontrou o bando de Lampião. Alguns cabras tentaram tomar o cavalo dele. Ele
então se dirigiu ao Rei do Cangaço e pediu para não levarem o cavalo, porque
era o único meio de transporte que tinha e que era pobre e precisava daquele
animal. Então Lampião mandou que os cabras lhe devolvessem o cavalo.
O meu pai
também contava que um dia o bando chegou à nossa casa. Lampião, dirigindo-se a
ele, disse que só queria comida para sua gente, descansar e um guia que
indicasse os caminhos com destino a Pernambuco. Contou o meu pai que, depois do
almoço, ele agradeceu e partiu com seus cabras, guiados por um homem,
conhecedor das estradas do sertão.
Mas havia
outros que contavam ser Lampião um bandido violento e perigoso, que praticava
crueldades por onde passava. Havia até pessoas que diziam ter participado da
Força policial que perseguia o bando.
Eu, como a
criançada do meu tempo, ficava com a imagem do Lampião herói, injustiçado e
justiceiro. E ficava entusiasmado com as histórias contadas sobre ele,
principalmente aquelas histórias que narravam as suas ações exigentes em
relação aos poderosos proprietários de terra. Falavam do dinheiro que exigia
dos fazendeiros e que eles tinham que dar.
Eu tinha
simpatia por ele, talvez, por viver num ambiente de injustiças sociais,
problemas parecidos com os que tinha sofrido Lampião, conforme narravam. Eu
vivia no campo, com minha família, como ele viveu, e passava fome em meio a
grandes plantações, como na música do Geraldo Vandré “Pra não dizer que não
falei de flores”.
Diziam que os
pais dele tinham sido perseguidos e mortos por poderoso latifundiário, por
causa de terras que possuíam. Que ele e o irmão, não vendo saída, entraram para
o cangaço, que já existia naquela época.
O meu pai
enfrentara o mesmo problema. Tinha uma pequena propriedade no meio de um grande
latifúndio. “Era a parte que lhe cabia naquele latifúndio”, como diz o poema de
João Cabral de Melo Neto “Morte e vida Severina”.
Ele comprara
essa gleba de terra a duras penas, mas o latifundiário estava sempre querendo
tomá-la, como fazia com outros pequenos proprietários, que não reagiam.
Mas meu pai
reagia. Para defender sua propriedade, ele reclamava, gritava contra a invasão.
Mas o latifundiário não parava de invadir. Até que um dia, o meu pai tomou uma
decisão: mandou dizer ao invasor que iria derrubar as cercas colocadas. O
portador foi meu irmão Joaquim, que disse ao fazendeiro: - Não tente impedir,
porque o meu pai está disposto a tudo. E o meu pai foi derrubar as cercas,
armado de foice, machado e um fuzil. Só não houve confronto porque o fazendeiro
lá não apareceu. Mas as cercas foram derrubadas.
Por pouco não
aconteceu uma situação parecida com a da família de Lampião. Esses confrontos,
por causa da ganância dos poderosos donos de terra, sempre aconteciam no sertão
nordestino. E geralmente havia mortes.
As histórias
narradas sobre a vida de Lampião e suas aventuras pelo sertão, por causa das
injustiças que teria sofrido, juntamente com sua família, me fascinavam. Ele
representava a rebeldia, o protesto contra as injustiças e desigualdades
sociais reinantes no Nordeste.
Lampião entrou
para a História como uma figura polêmica: amado por uns e odiado por outros. E
hoje, existem, sobre ele, publicações para todos os gostos. Há várias
interpretações e avaliações sobre as aventuras do rei do cangaço.
Apesar de
algumas narrações negativas sobre Lampião, o que predominou na minha geração
foi à imagem do herói, do homem corajoso, em busca de justiça, que enfrentava
os poderosos e era generoso para com os pobres.
#crônica
#literatura
#história
#sertão
Obs.: esta
crônica está publicada no meu livro CONVERSAS DE PAPEL. publicado pela Aquarius
Produções Culturais
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quinta-feira, 13 de junho de 2024
NOTA DE PESAR!
Por Relembrando Mossoró
O Relembrando
Mossoró vem com muita tristeza comunicar a partida repentina da nossa estimada
amiga MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA, uma grande seguidora do nosso grupo e
admiradora do meu trabalho, vai deixar saudades amiga, nossos sentimentos aos
familiares e amigos, vá em paz amiga e até outro encontro!
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𝑬𝑵𝑻𝑹𝑬𝑮𝑨𝑺
Acervo do Jaozin Jaaozinn
Fotografia
completa da entrega dos cangaceiros (da esquerda para a direita) Diferente e
Cajazeira, em 23 dezembro de 1938, na região de Paripiranga/BA.
Segundo
consta, tinham se entregado para o Coronel e coiteiro João Maria, de Serra
Negra/BA, onde este avisa para o seu irmão Coronel Liberato de Mattos, enviando
uma escolta para conduzi-los até a referida cidade. Ambos os homens foram
comandados pelo último dos cangaceiros Engrácias (Zé Sereno).
José Francisco
do Nascimento, conhecido como Cajazeira ou Zé de Julião, era o esposo da
cangaceira Enedina, a mesma que morreu na Grota do Ângico, em 28 de julho do
mesmo ano; e Manoel Nascimento, popularmente conhecido como Diferente, era
antes membro do grupo de Zé Baiano, depois que esse sucumbiu, veio a ser integrante
do sub-grupo de Zé Sereno. Manoel foi dado muitas vezes como um dos onze mortos
em Ângico, entretanto, pelo o que podemos ver, conseguiu escapar e se entregar
com o quase futuro político de Poço Redondo.
Conheciam?
Fale nos comentários e compartilhe!
𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸:
𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙
𝐴
𝑇𝑎𝑟𝑑𝑒/𝐵𝐴
- 1938.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶
𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
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O CANTO DO ACAUÃ
Adquira este livro com a autora Marilourdes Ferraz.
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Marilourdesferraz
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𝑨 𝑹𝑬𝑺𝑰𝑺𝑻𝑬̂𝑵𝑪𝑰𝑨
Registro
completo de um dos grupos de defensores da cidade de Mossoró/RN, sendo estes da
Linha Férrea; 13 de junho de 1927.
.
Há exatos 97
anos, no dia 13 de junho de 1927, Virgolino acompanhado dos bandos de Massilon
(ou Macilon) e Sabino das Abóboras, tentam invadir a grande cidade de Mossoró,
onde são rapidamente repelidos pelos moradores.
Financiados
pelos coronéis Benedito Saldanha e Isaías Arruda, além também de, somados,
darem cerca de 50 bandoleiros, pensavam que seria fácil tomar o local. Grande
erro! Pela informação dada pelo motorista Gatinho, os habitantes logo se
armaram e defenderam com garra e determinação a sua terra.
13 de junho é
comemorado o dia do santo casamenteiro, Santo Antônio, e este acaba fazendo o
matrimônio de Colchete com a morte, sendo a bala de Manoel Duarte como a
aliança de sangue do facínora. E o seu companheiro de guerra, Jararaca, acaba
também atingido pelo mossoroense, que fora capturado depois da retirada dos
arruaceiros.
Nos dias de
hoje, é sempre lembrado essa enorme vitória da força cívica militar sobre os
bandos, com corajosos resistentes que se encontravam desde em sacas de algodão
até nas torres da paróquia Santa Luzia; como dizem: “até os santos atiravam de
dentro da igreja”. A população recorda do fato através da peça Chuva de Balas
no País de Mossoró, que sempre ocorre no dia e mês da frustrada invasão dos
bandoleiros a cidade potiguar.
E com isso, a
localidade acaba entrando para a história junto com outras que se armaram e
confrontaram duramente Lampião e seu grupo.
Viva Santo
Antônio e viva os defensores de Mossoró!
. 𝐶𝐴𝑁𝐺𝐴𝐶̧𝑂 𝐵𝑅𝐴𝑆𝐼𝐿𝐸𝐼𝑅𝑂.
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O FUNERAL DE DOM PEDRO II
HISTÓRIA: A RELAÇÃO DE DOM PEDRO II COM A CIDADE DE ITAGUAÍ.
Foi na Praça da Aclamação, cujo nome oficial é Dom Luís Guanella, que Dom Pedro II foi aclamado imperador do Brasil

Pouca gente sabe, mas além de Petrópolis, a antiga família imperial tinha proximidade com outras cidades do Estado do Rio de Janeiro. Uma delas é Itaguaí. O município fez parte do caminho do ouro e seu porto já era muito utilizado na época. Dom Pedro II esteve inúmeras vezes por lá e muita história mostram isso.
Um chafariz de estilo neoclássico, construído em 1847, localizado na esquina da Avenida General Bocaiuva com a Rua Maria Matos, no Centro de Itaguaí é um desses marcos históricos. Na época da sua construção, o chafariz era utilizado por Dom Pedro II e sua comitiva quando passavam pela cidade.
Imagem: Google Street View
Contudo, nem só passagens breves marcaram a presença de Dom Pedro II por Itaguaí. Se deu na cidade um acontecimento que mudou sua vida e entrou para a história do país: “Foi na Praça da Aclamação, cujo nome oficial é Dom Luís Guanella, que Dom Pedro II foi aclamado imperador do Brasil”, contou Sérgio Câmara, coordenador de Turismo.
A fábrica de seda localizada na freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Bananal, em Itaguaí, construída no final dos anos 1830 por José Pereira Tavares, foi incorporada em uma sociedade anônima em 1854, sob a alcunha de Imperial Companhia Seropédica Fluminense, tendo como primeiro acionista e protetor D. Pedro II.
“Temos muitas histórias com Dom Pedro II. Só existem dois quadros originais feitos da figura de Dom Pedro II no Brasil. Um está em Petrópolis e outro na Câmara de Vereadores de Itaguaí. Quase ninguém tem noção dessa informação. À época, Dom Pedro deu esse quadro para Itaguaí”, conta o prefeito da cidade, Rubem Vieira, Rubão.
Outra imagem icônica de Dom Pedro II tem relação com Itaguaí. Uma foto de 1888, dele sentado à mesa junto com seu médico itaguaiense, Conde da Motta Maia. Mota Maia foi um dos médicos da corte imperial e autor de vasta produção científica em serviço à medicina no Brasil e no mundo.

Na cidade de Itaguaí, Dom Pedro II fundou a biblioteca municipal Machado de Assis, em 1880. Foi aberta no dia 02 de dezembro, data em que se comemorava o 50º aniversário do então imperador. Na época, ele doou 200 livros e hoje o centro de leitura conta com cerca de 1.500 títulos. O espaço fica na Casa de Cultura da Cidade.

Foto: Acervo Prefeitura de Itaguaí
https://diariodorio.com/historia-a-relacao-de-dom-pedro-ii-com-a-cidade-de-itaguai/
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ACORDO COM LAMPIÃO...
Por Moa Assumpção
Opa, boa notícia! nosso documentário Acordo com Lampião? só na boca do fuzil! estreou no streaming.
Está na Apple TV, não percam!
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
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MORRE CANTOR NAHIM, AOS 71 ANOS, EM SÃO PAULO
Por Diário do Nordeste
Autoridades
classificaram preliminarmente a circunstância do falecimento do artista como
"suspeita".
O óbito do artista foi registrado preliminarmente como sendo "suspeito", informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) aos jornais O Globo e G1.
Natural do município paulista de Miguelópolis, Nahim ganhou projeção nacional ao participar de programas de auditório durante os anos 1980, e chegou a vencer o quadro "Qual é a música?", do Programa Silvio Santos.
Ao longo da carreira na música, interpretou sucessos como "Dá Coração", "Taka Taka" e "Coração de Melão", chegando a lançar 86 canções distribuídas em 14 álbuns.
Além da carreira musical, também participou de realities shows como A Fazenda, Aprendiz Celebridades e Power Couple, todos na Record TV.
Em abril de 2019, ele chegou a ser preso por descumprir uma medida protetiva contra a ex-esposa, cujo nome não foi divulgado na época.
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/morre-cantor-nahim-aos-71-anos-em-sao-paulo-1.3523041
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