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sábado, 14 de setembro de 2024

EM POÇO REDONDO, SERTÃO SERGIPANO, O MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA E A CASA DE PEDRA.

Por Rangel Alves da Costa

Duas lutas solitárias que eu, filho de Alcino, vou levando. Desde 2013 que o Memorial funciona sem ajuda alguma (do poder público, do empresariado nem da gestão municipal). Agora estou tentando terminar a Casa de Pedra, que será obra fundamental para a História, a Cultura e a Memória sertaneja, mas tudo difícil demais. Não estou conseguindo nem um saco de cimento nem uma barra de ferro. Espero que alguém, mesmo nas distância nordestinas ou sulistas, possa ajuda. Acaso eu consiga alguma ajuda, já na próxima semana toda a estrutura da Casa de Pedra estará terminada. E todos poderão visitar e usufruir desta beleza sertaneja.

Ajudem a Casa de Pedra.
PIX 256.242.105-15 (Rangel)

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=2847722165391881%2C2847046335459464%2C2845047865659311%2C2844028099094621%2C2842944212536343&notif_id=1725823493856670&notif_t=group_activity&ref=notif

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A MORTE DO IRMÃO DE LAMPIÃO

 Por João de Sousa Lima

https://youtu.be/zxP0eGtuZVQ?si=ccm6lL-av1aUnrYA

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AQUI FOI SEPULTADO O CORONEL SANTANA - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=2ybiEIHc1AI

Visitamos o Cemitério Público de Barbalha/CE. Junto com o neto do coronel santana, fomos ao local onde o mesmo foi enterrado.

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Acervo do Beto Klöckner Rueda


Defensores de Mossoró - ferroviários que lutaram contra Lampião.

FONTE:

ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de; BONFIM, Luiz Ruben Ferreira de Alcântara. Lampião e a Maria Fumaça. Paulo Afonso: Graftech, 2003.

 https://www.facebook.com/photo/?fbid=8766792386664881&set=gm.2527737207435208&idorvanity=179428208932798

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CADEIA NO BREJO DO BURGO - CANGAÇO

 Por João de Sousa Lima


Clique no link e assista o vídeo

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AS FOTOS DOS VOLANTES COM IDENTIFICAÇÃO

 Por Helton Araújo

Depois de fazer as fotos dos cangaceiros, chegou a vez das volantes. Conheça a maioria deles, para isso clica no link que está logo ai abaixo.

https://youtu.be/rMcvalK97Ns?si=ZSJ-XlQoh0LCg8bv

Desde já agradeço.

https://www.facebook.com/groups/414354543685373/?multi_permalinks=1047580740362747&notif_id=1726318083698116&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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LENO - A FESTA DOS SEUS 15 ANOS - 1970 ESTEREO

 Por Jandervan Matos

https://www.youtube.com/watch?v=Tga1zKeI5lY

Leno a festa dos seus 15 anos relançamento em versão estéreo em 1970 com direito a valsa completa da música.

Gileno Osório Wanderley de Azevedo (Natal25 de abril de 1949 – Natal, 8 de dezembro de 2022), mais conhecido como Leno, foi um cantorcompositor e guitarrista brasileiro.

Carreira

Começou sua carreira musical em 1965 durante a Jovem Guarda. Após a participação em algumas bandas, foi descoberto por produtores da gravadora CBS, quando conheceu Renato Barros - da banda Renato e Seus Blue Caps - e passou a formar uma dupla com Lílian Knapp, namorada de Renato e amiga de infância de Leno.[1] A dupla Leno e Lilian lançou o seu primeiro single em 1966, um compacto com as canções "Pobre Menina" e "Devolva-me" que, a partir das participações da dupla no programa Jovem Guarda da Rede das Emissoras Unidas, estoura, fazendo grande sucesso e tornando a dupla conhecida nacionalmente. No mesmo ano, eles lançariam seu primeiro LP autointitulado e contendo, além das canções do compacto, "Eu Não Sabia que Você Existia", que também faz sucesso nas rádios. Na sequência do sucesso, Leno passa a compor canções para outros artistas da gravadora, especialmente Renato e seus Blue Caps, construindo reputação também como compositor.[2]

Após o lançamento do segundo álbum de estúdio - Não Acredito, que emplacou "Não Acredito" e "Coisinha Estúpida" nas rádios -, desentendimentos entre os dois cantores levaram ao fim da dupla, em 1968. No mesmo ano, lança o primeiro álbum de sua carreira solo, Leno e faz sucesso com a canção "A Pobreza". Participa, como compositor, dos álbuns da banda Renato e seus Blue Caps do final da década de 1960[3] Após mais um disco que tenta repetir a fórmula da Jovem Guarda, A Festa dos seus 15 Anos, não conseguir emplacar nenhuma canção nas rádios, passa a buscar uma reformulação para a sua carreira solo. Assim, conhece Raul Seixas, que era produtor da gravadora CBS, e os dois passam a ser inseparáveis. É Raul quem aponta uma nova direção para a sua carreira ajudando a produzir o disco Vida e Obra de Johnny McCartney, entre novembro de 1970 e janeiro de 1971. Entretanto, com diversas canções censuradas, o álbum é engavetado pela gravadora, sendo lançado apenas um compacto duplo. Ainda, Leno é informado que as fitas master do disco foram destruídas. Aquele álbum - com produção e letras de Raul Seixas e participações das bandas A Bolha, Renato e seus Blue Caps e a uruguaia Los Shakers - deveria ter sido o divisor de águas de sua carreira e o primeiro álbum lançado em 8 canais no Brasil, o que acabou não acontecendo.[4]

Assim, em 1972, retoma a dupla com Lílian, lançando dois discos, mas sem o sucesso de outrora. Em 1976, lança Meu Nome É Gileno, com músicas próprias (como a regravação de "Grilo City", do disco de 1971) e regravações como "Luar do Sertão" (do poeta Catulo da Paixão Cearense) e "Me Deixe Mudo", do compositor e músico experimentalista Walter Franco.[4] Nos anos 1980, lança um único disco, tendo dificuldade de permanecer com a carreira musical. Na década seguinte, participa de diversas homenagens à Jovem Guarda que trazem novamente a possibilidade de gravar. Em 1995, o pesquisador Marcelo Fróes descobre as fitas master de Vida e Obra de Johnny McCartney nos arquivos da gravadora Sony Music Brasil, sucessora da CBS, e Leno lança, finalmente, o seu disco de 1971. Nos anos seguintes, faz apresentações e lançamentos a partir da nostalgia gerada pela Jovem Guarda e pela sua ligação com Raul Seixas.[5]

Morte

O artista faleceu no dia 08 de dezembro de 2022 em Natal. Ele enfrentava um câncer.[6]

Discografia

Discografia baseada nas páginas[7][8] e obra referenciadas.[9]

Leno e Lilian

Estúdio

  • 1966 - Leno e Lilian
  • 1967 - Não Acredito
  • 1972 - Leno e Lilian
  • 1973 - Leno e Lilian

Compactos

  • 1966 - Devolva-me / Pobre Menina
  • 1967 - Está Pra Nascer / Não Vai Passar
  • 1967 - Coisinha Estúpida / Um Novo Amor Surgirá

Compactos duplos (EP)

  • 1966 - Leno e Lilian
  • 1967 - Leno e Lilian - Vol. II
  • 1967 - Não Acredito
  • 1968 - Não Acredito - Vol. II

Coletâneas

  • 1966 - As 14 Mais - Vol. XVIII (06 "Devolva-me e 13 "Pobre Menina")
  • 1967 - As 14 Mais - Vol. XIX (03 "Está pra Nascer" e 12 "Não Vai Passar")
  • 1967 - As 14 Mais - Vol. XX (03 "Não Acredito" e 12 "Parem Tudo")

Carreira solo

Estúdio

Ao vivo

  • 2000 - Coisas que a Gente Viveu

Compactos

  • 1968 - A Pobreza / Me Deixe em Paz
  • 1970 - A Última Vez que Eu Vi Rozane / É Bom Estar em Natal mais uma Vez
  • 1970 - Sha-la-la / Corina, Corina
  • 1974 - Flores Mortas / Rock Baby Rock
  • 1983 - Quero Amanhecer com Você / Com Muito Prazer
  • 1984 - Rosa de Maio / Sonho Tropical

Compactos duplos (EP)

  • 1971 - Lady Babel / Convite para Ângela / Johnny McCartney / Peguei Uma Apollo

Coletâneas

  • 1988 - O Melhor de Leno 1974-1988
  • 1995 - Aquelas Canções - Antologia 1968-1970

Tributos

  • 1991 - Brasil - Jovem Guarda
  • 1995 - 30 Anos de Jovem Guarda - Vol 2 ("Ritmo de Chuva")
  • 1995 - 30 Anos de Jovem Guarda - Vol 4 ("A Pobreza")
  • 2002 - O Pulo do Negro Gato (01 "Negro Gato" e 11 "Esqueça e Perdoe")
  • 2005 - Jovem Guarda para Sempre (01 "Momentos Inesquecíveis", 05 "Pobre Menina", 06 "Devolva-me", 07 "Veja se me Esquece" e 14 "Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones")

Grupo Matéria Prima

  • 1973 - Sessão de Rock

Videografia

  • 2005 - Jovem Guarda para Sempre com "Pobre Menina", "Veja Se Me Esquece", "Jovem Guarda" e "Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones"

Ver também

  • Rock Concert - programa de televisão narrado pelo cantor nos anos 1970.

Referências

  1.  «Lílian Knapp, da dupla Leno e Lilian, lamenta morte de antigo parceiro musical». Yahoo!. 9 de dezembro de 2022. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  2.  «Integrante da dupla Leno e Lilian e do grupo Renato e Seus Blue Caps, Leno Azevedo morre aos 73 anos». Extra. 8 de dezembro de 2022. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  3.  «Morre o cantor Leno Azevedo, da dupla com Lilian e do grupo Renato e Seus Blue Caps». O Dia. 8 de dezembro de 2022. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  4. ↑ 
    Ir para:
    a b Leila Benedetti (9 de dezembro de 2022). «Leno Azevedo: relembre ou conheça a trajetória do parceiro musical de Lilian Knapp». Universo Retrô. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  5.  «Leno, voz da Jovem Guarda, morre aos 73 anos em Natal». G1. 9 de dezembro de 2022. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  6.  «Leno, dupla de Lilian e do grupo Renato e Seus Blue Caps, morre aos 73 anos». UOL. 9 de dezembro de 2022. Consultado em 9 de dezembro de 2022
  7.  «Leno». Portal Jovem Guarda. N.d. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  8.  «Leno & Lílian». Portal Jovem Guarda. N.d. Consultado em 11 de dezembro de 2022
  9.  Fróes, Marcelo (2000). Jovem Guarda: em ritmo de aventura. São Paulo: Editora 34. ISBN 9788573261875
Wikipédia

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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

RELEMBRANDO O RIO GRANDE DO NORTE

 Por Lindomarcos Faustino

EM 17 DE JANEIRO DE 1924 - Nasceu o cidadão Francisco de Souza Revoredo, na comunidade de Barreiros, localizada no município de São Gonçalo do Amarante, na época, pertencente à Macaíba/RN. Era o 5º filho da prole de 07 (sete) filhos de Manoel de Souza Revorêdo e Maria Dalila Revorêdo. Dr. Revorêdo ou Cel. Revorêdo, como era conhecido, casou-se em 1946 com Dona Francisca de Sá Revorêdo; ao todo o biografado teve 07 filhos: Ligia Maria Revorêdo Bezerra, Jackson Luiz de Sá Revorêdo (in memoriam), Tanise Revorêdo Ribeiro, Cássia Marone Revorêdo Maciel, Cassisa Murelli de Sá Revorêdo, Carlos Mallet de Sá Revorêdo e César Virgílio de Souza e Silva.

A infância e o início da adolescência foram de trabalho na agricultura e estudo nas escolas públicas disponíveis nas localidades mais próximas.

Ao completar 18 anos, em 1942, ingressou na Polícia Militar do RN no posto de soldado. Ao longo do período militar, fez curso preparatório para Oficial da corporação, período este em que o mesmo residia em Natal/RN, depois foi delegado no Município de Jardim do Seridó/RN e, posteriormente, nomeado delegado da cidade de Mossoró/RN, em 1955, quando inicia um grande vínculo com esta cidade. Mas formou-se no Curso de Direito na faculdade de Maceió/AL, em 1956.

Na cidade de Mossoró, além de Delegado, foi advogado e Diretor do Colégio Estadual Jerônimo Rosado, sendo nomeado o primeiro Diretor do Centro Educacional, onde no seu período foi implantado o Curso Científico, além de ter inaugurado o Ginásio de Esporte Tarcísio Maia e o Auditório Governador Dinarte Mariz. Candidato a vereador em 1958, ficou com a 1ª suplência; em 1962, elegeu-se Deputado Estadual pelo PSD, ocupando o cargo entre 1963 e 1967, no entanto, teve que se reformar, antecipadamente, no posto de Tenente Coronel na Polícia Militar.

Durante a legislatura, mostrou-se um deputado de imensa bravura ao negar-se a votar pela cassação do deputado comunista Floriano Bezerra e mais 04 (quatro) suplentes deste. Porém, não se desviou dos seus princípios democráticos, o apego à constituição e ao Direito. Inclusive foi no plenário o único voto divergente, conflitando com os demais 23 deputados da Casa, fato ocorrido em 1964, em plena ditadura militar, desrespeitando a ordem vinda da Comissão Militar da Revolução pela imediata cassação.

Após este mandato, não conseguiu a reeleição, ficando com a 1ª suplência. No ano de 1968, elegeu-se prefeito do município de Governador Dix-sept Rosado/RN e em 1969 ingressou na FURRN (Fundação Universidade Regional do RN), atual UERN, como professor da Faculdade de Direito, lecionando as disciplinas de Direito Penal e Constitucional. Interrompeu o seu mandato de prefeito um ano antes do término previsto para assumir a Diretoria Administrativa da CERN (Companhia Editorial do RN - Incluía o Jornal A República e o Diário Oficial) a convite do Governador Cortez Pereira (1972). Em seguida, assumiu a Diretoria da EMPROTURN - Empresa de Turismo do RN no governo de Tarcísio Maia (1975), porém, em meados de 1976, saiu desse cargo e voltou para Mossoró, onde passou a ocupar o cargo de Procurador Federal da ESAM, atual UFERSA. Como advogado, foi o precursor da implantação da OAB/RN, subsecção de Mossoró, sendo presidente várias vezes nos períodos de 1968/1969, 1981/1983, 1983/1985 e 1985/1986.

Aposentou-se como procurador federal (UFERSA), em 17/02/1994 e como professor universitário (UERN), em 28/12/1994. Faleceu em 30 de setembro de 2009, na cidade de Mossoró, aos 85 anos, onde viveu a maior parte da sua vida.

 https://www.facebook.com/search/top?q=c%C3%A9sar%20filho%20oficial

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LOCAL EXATO DA MORTE DO CANGACEIRO JURITI.

 Por O Cangaço na Literatura (Robério Santos)

Local exato da morte do cangaceiro Juriti. Canindé de São Francisco-SE. Isso para quem pensa que fazer um filme é apenas filmar, tem muita pesquisa por trás, ah se tem!

https://www.facebook.com/OCangacoNaLiteratura/photos/a.472996196184869/1508328292651649/?type=3

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MARIA DE JURITI | CNL | 571

 Por Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=AleU-IyY8pg


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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

O PÁSSARO HUMANO O JURITI, VOOU, VOOU, MAS FINDOU CAINDO NO ALÇAPÃO DO PERVERSO E VINGATIVO AMÂNCIO FERREIRA DA SILVA - O SARGENTO DELUZ.

Por José Mendes Pereira

O cangaceiro Juriti

O cangaceiro baiano Manoel Pereira de Azevedo, descendente do lugarejo chamado Salgado do Melão, incorporou-se ao bando do afamado e sanguinário capitão Lampião, com o nome de guerra Juriti, mas o velho guerreiro propôs trocá-lo por Maçarico, mas ele rejeitou o novo nome, por considerá-lo afeminado e impõe a sua vontade de permanecer sendo chamado de Juriti. O capitão, que sempre admirou homens de personalidade e temperamento fortes, concordou, e a partir daquele momento Manoel Pereira de Azevedo ficou no esquecimento.

Era um rapaz de corpo atlético, esguio, louro, cabelos finos, gestos elegantes, boas maneiras,  genioso e perverso ao extremo. As desgraças criminosas e malditas do cangaceiro foi vasta e recheada com muito sangue e muitas dores para as vítimas e familiares. Já famoso, Tempos depois, levou para a sua companhia a jovem Maria, uma filha de Manoel Jerônimo, vaqueiro da fazenda Picos.

Maria de Juriti - créditos escritor João de Sousa Lima

Na madrugada do dia 28 de julho do ano de 1938, no momento da chacina aos cangaceiros, lá na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente pertencente à cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, o cangaceiro Juriti e a sua companheira Maria tiveram a sorte e conseguiram ludibriar o cerco policial, juntamente com tantos outros que estavam acoitados na Grota do Angico. Naquele triste amanhecer do dia, onze cangaceiros foram abatidos, inclusive o rei Lampião e a sua rainha Maria Bonita, além do volante Adrião Pedro de Sousa.

Adrião é o da esquerda - Créditos p/escritor Antônio Vilela de Souza

Após alguns meses do combate de Angico o cangaço quase todo fora enterrado juntamente com o rei Lampião, ficando apenas o bando de Corisco e de Moreno. E cada um tomou o seu destino, e a maioria foi para Jeremoabo, na Bahia, para se entregar às autoridades policiais.

Lampião e Maria Bonita

Mesmo sem a presença do rei Lampião e a rainha Maria Bonita, o cangaceiro Moreno continuou o seu movimento até o dia 2 de fevereiro de 1940, quando resolveu abandonar o cangaço, e sem ser identificado por muitos anos, Moreno deixou a vida de bandido e passou a ser homem da sociedade.

Cangaceiros Durvalina e Moreno.

Já o cangaceiro Corisco resolveu abandonar a vida de bandoleiro, mas não teve sorte. Mesmo já tendo deixado os horrores para trás, foi baleado pelo Tenente Zé Rufino no  dia 25 de maio de 1040. E não resistindo, veio a óbito.

Corisco e Dadá.

O capitão Aníbal Vicente Ferreira, comandante geral das forças de combate ao banditismo, resolveu o problema dos remanescentes de Lampião com o coração, enterrando a razão.

Foto do capitão Aníbal Ferreira gentilmente cedida para o nosso blog pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

Ofereceu uma nova vida aos cangaceiros, assinou todos os documentos necessários à soltura, dando-lhes garantia de liberdade, encaminhando-os para se incorporarem novamente à sociedade.

Juriti foi um deles, que juntamente com Maria e o cangaceiro Borboleta (este sendo irmão do assecla Sabonete), entregaram-se às autoridades, sendo liberado. Mas o Juriti não sabia que alguém o procurava.

Sargento Deluz

Na década de quarenta, por má sorte de Juriti o delegado de Canindé era o Amâncio Ferreira da Silva, um militar mais famoso daquela região, o sargento Deluz. Mesmo ele sabendo que o movimento social de cangaceiros havia acabado, procurava com prazer os remanescentes de Lampião, só para exterminá-los.

Em 1941, Deluz era proprietário de uma fazenda denominada Araticum. E nessa madrugada, Juriti estava em Pedra Dágua de rede armada e cachimbo aceso na casa de um amigo, o Rosalbo Marinho. Assim que tomou conhecimento da presença de Juriti em Pedra Dágua, Deluz resolveu ir aprisionar o pássaro humano.

Juriti lhe disse que era um homem já liberado pela justiça e não podia ser preso, uma vez que o capitão Aníbal havia lhe dado documento de soltura. Mas o delegado Deluz não quis saber disso. Prendeu-o e juntamente com os seus capangas, levaram o assecla com destino a Canindé, nas terras do Estado de Sergipe, arrastando o pássaro humano que logo iria morrer. Juriti sabia que não havia milagre, e não se cansava de chamá-lo de: "Covarde".

Ao chegarem a uma fazenda denominada Cuiabá, Deluz deixou a estrada e entrou na caatinga. Em uma capoeira, chamada Roça da Velhinha, fizeram uma fogueira.

Fogo pronto, os perversos jogaram o ex-bandido dentro do língua de fogo. As chamas famintas principiaram pelas vestes. Juriti sentindo as labaredas assando o seu corpo gritava de dor e ódio:

"Covardee!... Covarde!... Covard...! Cov...!" A sua voz foi sumindo como um eco bem distante, e em pouco tempo, o fogo assou Juriti consumindo as suas carnes vivas.

Mas as maldades do De Luz contra o Juriti ele pagou caro conforme Alcino Alves Costa, De Luz foi executado em uma tocaia encomendada por seu sogro, em 1952.

Fonte da minha pesquisa: Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico.

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