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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

SEU LUIZ FELIPE DE MOSSORÓ

 Por: José Mendes Pereira


Eu não tenho muito o que falar sobre seu Luiz Felipe, e não tenho foto dele, já que o conheci através das suas vendas, e não sei quem era a sua família, apenas estou registrando a sua passagem aqui na cidade de Mossoró, e não sei se era mossoroense, e  se havia chegado aqui e se estabeleceu como fabricante de bolos. 

Seu Luiz Felipe residia na Avenida Cunha da Mora, mas já bem próximo aos alagados do bairro Pereiros. Era um senhor de pouca estatura, mas corpulento, e que atendia a todos sorridentemente. Se seu Luiz deixou filhos, eu não tenho conhecimento.

Seu Luiz Felipe foi um dos primeiros mossoroenses a fabricar bolos para vendas. Ninguém sabia fabricar bolos fofos e de leite mais do que ele. Se precisassem de bolos para festas, aniversários, etc, seu Luiz Felipe estava no rol dos mais indicados como um dos melhores fabricantes de bolos. 

Como fabricava bolos com ingredientes na medida certa, por muitos anos, na década de sessenta e setenta, o bolo de leite como é conhecido, foi apelidado de bolo Felipe.

A moda pegou devido o seu nome. Quando uma pessoa pedia que fosse até a fábrica de bolos do seu Luiz Felipe para fazer compras, dizia: "Vá lá em seu Luiz Felipe e me traga um bolo de leite". Mas com o passar dos tempos, muitos não mais o chamavam "bolo de seu Luiz Felipe", e sim, bolo Felipe. - Vá lá e me compre um bolo Felipe"

Mas seu Luiz Felipe era um simples trabalhador.

Minhas simples histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro. 

  Todos os direitos reservados 

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citado a fonte e o autor.
 
Fonte:
 http://minhasimpleshistorias.blogspot.com 

  Autor:  
José Mendes Pereira 

  Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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O LIVREIRO - ACERVO MARILOURDES FERRAZ

Germana Accyole

A gente não some de vez. A gente vai sumindo aos poucos. Cada casa demolida, um teatro que fecha, um cinema que vira igreja...
A gente vai perdendo os pontos de referência.
- Naquela esquina era uma loja, virou farmácia.
-A padaria da infância virou arranha céu.
- A livraria que fechou.
Hoje eu acordei me sentindo menos daqui.
Hoje uma refência da cidade se foi.
Não era cinema, teatro ou igreja.
Era uma figura humana que se expandia para além do corpo e vai continuar se expandindo para além do tempo.
Onde era a livro 7 hoje talvez seja uma loja de cosméticos.
Eu ia lá sem grana. Lia uns livros "à prestação". Sentava e me sentia em casa.
Devia ter uns 15 anos...
Comecei a juntar uns trocados pra comprar os títulos que mais gostava.
E a figura de Tarcísio, mesmo não sendo próximo, era referência.
Eu simplesmente sabia quem ele era.
Hoje precisei de algumas palavras para explicar ao meu filho o que era a Livro 7.
Um lugar que não existe mais.
Mais que um lugar!
Uma ideia.
Hoje foi Tarcisio quem partiu.
Tarcísio não era dono de uma livraria. Ele era um livreiro.
E pensando bem, não era livraria. Era um espaço de cultura.
Ando cansada de ir procurar livros e só encontrar best sellers "remakes" de filmes ou vice versa.
Ando desesperançada de perguntar por Florbela Espanca.
Ou por Ana Cristina Cesar...
As prateleiras não me surpreendem mais.
Hoje foi Tarcisio Pereira quem partiu.
E eu sumi mais um pouco com a partida dele.

https://www.facebook.com/marilourdes.ferraz.9

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CANGAÇO: A "CANOA DE LAMPIÃO".

 Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=oSyMnV9zS5E

Aqui você encontrará os principais personagens e fatos históricos sobre o cangaço e sobre o nordeste, de forma geral. Sejam todos bem-vindos!

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LIVROS

 Por José Di Rosa Maria

Livros meus vendidos e enviados por mim e comprados e recebidos pelo professor Zé Rego, de Natal-RN.


https://www.facebook.com/jose.ribamar.3939

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DIVULGADA AGENDA CARIRI CANGAÇO PARA O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025

Por Manoel Severo


Nos acostumamos ao sol escaldante das trilhas densas dos carrascais sertanejos no rastro dos fragmentos da verdade histórica. É isso que faz nosso olho brilhar, é com entusiasmo que tocamos esse sonho chamado Cariri Cangaço; de norte a sul , de leste a oeste de nosso nordeste, nos esforçamos para consolidar a memória, a história e a paixão dessa nação chamada sertão.

Se no ano de 2024, quando celebramos quinze anos de estrada com espetaculares edições; em fevereiro CATOLÉ DO ROCHA, em abril o consórcio unindo AFOGADOS DA INGAZEIRA, CARNAÍBA, INGAZEIRA E IGUARACY, em junho JARDIM e em Novembro JOÃO PESSOA, o ano de 2025 já inicia eletrizante com passagens nesse primeiro semestre pela Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas e esta só começando,

Que venha o ano de 2025


Paulo Afonso na Bahia; de 27a 30 de março, o Conselheiro Cariri Cangaço, João de Sousa Lima será o anfitrião do Cariri Cangaço Paulo Afonso no berço da "mulata da terra do condor". Ali num ambiente místico que reúne muita história e as belezas da cachoeira de Paulo Afonso, Maria de Déa ou Maria do Capitão ou ainda a rainha do cangaço, Maria Bonita será a convidada de honra para o primeiro Cariri Cangaço de 2025.


Em maio, de 22 a 25, outro consórcio de pleno sucesso, capitaneado pela Conselheira Cariri Cangaço, Luma Holanda, o Oeste Potiguar; reunindo os municípios de Martins, Patu, Lucrécia e Antônio Martins, acolhem o Cariri Cangaço que terá como temas principais, Jesuíno Brilhante e ainda a passagem de Lampião pela região, por ocasião da empreitada da invasão a Mossoró, em outras palavras: imperdível.


A Lapinha do Sertão, uma das mais belas cidades de nosso Brasil; Piranhas nas Alagoas, acolhe o Brasil de Alma Nordestina para o grande Cariri Cangaço Piranhas 2025, de 25 a 28 de julho. Sob o comando dos Conselheiros Cariri Cangaço, Celsinho Rodrigues e Jacqueline Rodrigues, mais uma vez a história do cangaço e as belezas naturais de um dos mais extraordinários destinos turísticos do nordeste se unem e tornam-se Territórios de Grandes Encontros.

Seja bem vindo, em breve todas as programações e informações.

Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço.

https://cariricangaco.blogspot.com/2025/01/divulgada-agenda-cariri-cangaco-para-o.html

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ZÉ BAIANO! O FERRADOR DE GENTE DO BANDO DE LAMPIÃO.

 Por Histórias do Brasil

Cangaceiro Zé Baiano

O caso mais conhecido da brutalidade de Zé Baiano foi contra sua companheira Lídia, tida como a mais bela das cangaceiras, ela teve um caso extraconjugal com o cangaceiro Bem-te-vi, presenciado por Coqueiro, outro cangaceiro do bando, ele teria contado a Zé Baiano pois ela o teria rejeitado depois de querer participar do ato, Lídia admitiu a traição, Coqueiro foi morto por Lampião pois este não perdoava delatores, Bem-te-vi fugiu, Lídia pediu clemência a Lampião e Maria Bonita que não interferiram, Zé Baiano amarrou Lídia em um umbuzeiro, á deixou ali a noite toda até que ele decidisse o que faria, e a matou á pauladas ao amanhecer do dia. Ela foi sepultada por ele próprio naquele local.

Devido à cor de sua pele, foi apelidado também de "pantera negra dos sertões".

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O ENCARNIÇADO COMB4T3 DAS BAIXAS. UM FEROZ ENFRENTAMENTO ENTRE LAMPIÃO E OS NAZARENOS.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=680Xk5Lslg4

A história de um dos maiores confrontos ocorridos ente Lampião e os Nazarenos. Um comb4t3 que marcaria para sempre a vida dos moradores da então Vila de Nazaré, atual Nazaré do Pica (Floresta/PE) e acarretaria uma busca implacável por vingança por parte dos Nazarenos contra Lampião e sua gente. Uma perseguição que somente seria encerrada com a mort3 do Rei do Cangaço, ocorrida em julho de 1938. Vamos à história.

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço!

Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. #cangaçologia #arquivonordeste

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O ENCONTRO DE ANGICO: A REUNIÃO DOS CHEFES DE SUBGRUPOS DO BANDO DE LAMPIÃO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=4hN7nNkj2B0

Poucos dias antes do episódio de Angico, Lampião convocou todos os chefes de subgrupos para uma reunião, porém o encontro entre Lampião e os convocados não chegou a ocorrer, pois antes que todos se reunissem a Força Policial Volante alagoana, comandada pelo então Tenente João Bezerra da Silva, atacou e eliminou Lampião e parte de sua gente na manhã de 28 de julho de 1938. Alguns cangaceiros sobreviventes do ataque, prestaram depoimentos e em suas falas divergiram em relação à real motivação do encontro. Nesse vídeo abordarei esse e outros assuntos.

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CASA ONDE NASCEU MARIA BONITA.

Do acervo Volta Seca

Foi nessa casa onde Nasceu Maria Bonita a Rainha do Cangaço. A mesma ainda se encontra bem Preservada. A casa fica Localizada no Município de Paulo Afonso no Estado da Bahia e hoje o local abriga um museu que relembra a história do Cangaço.

Fonte André do Cariri

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

AUTO DA COMPADECIDA FILME COMPLETO.

 Acervo Joziel Santana
https://www.youtube.com/watch?v=4aDdPibId7g

Por hoje, basta cangaço, mas fica assistindo o melhor filme brasileiro que é: Auto da Compadecida, do melhor escritor de comédia, chamado Ariano Suassuna.

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FOI ASSIM

Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.184

 

INAUGURAÇÃO DA EMPRESA DE LUZ ENTRE 1953-1956. (FOTO: DOMÍNO PÚBLICO).

Em Santana do Ipanema, a Rua José Amorim (Barulho), foi formada, principalmente, por feirantes; o bairro Camoxinga expandiu-se por causa da ponte Padre Bulhões e do Cemitério Santa Sofia; o Bairro Lajeiro Grande formou-se, graças a uma promessa com o padre Cícero; o Bairro Floresta foi ocupado pela emigração do homem rural, cujo valor dos terrenos para isso contribuiu; a Avenida Coronel Lucena, foi ocupada por comerciantes e fazendeiro; a rua Antônio Tavares, ocupada pelos artesãos; o Bairro São Pedro foi ocupado pelos ruralistas que chegavam do Leste, principalmente da região Maniçoba/Bebedouro; a Rua Tertuliano Nepomuceno, foi ocupada por baixos meretrícios e bares; O Bairro barragem foi ocupado pelos cassacos (trabalhadores braçais do DNOCS); o Bairro Clima Bom, formou-se do Bairro Barragem.

Quem fez a primeira casa do Aterro, foi Luiz Fumeiro, quem fez as primeiras casas da Avenida Nossa Senhora de Fátima, foi Luiz Fumeiro. Quem fundou o time Ipiranga, foi Luiz Fumeiro, quem fundou o bloco dos cangaceiros foi Luiz Fumeiro. Quem botava água nos tanques da Empresa de Água e Luz, para refrigerar o motor que abastecia a cidade, (três tanques enormes de cimento) era Daniel Manoel Filho, a quinhentos réis cada carga de jumento. Quem era uma espécie de zelador da Empresa era Antônio da Empresa (sogro de Juca Alfaiate). Quem cuidava do grande motor alemão era o cientista Agenor. Quem recebia as mensalidades da conta de luz, era o senhor Valdemar Lins, um dos sócios da empresa, desde 1921.

O motor alemão que abastecia a cidade, funcionava em um prédio preto e imundo cheio de óleo pelas paredes, na Rua Barão do Rio Branco, depois foi construído o prédio na Avenida Nossa Senhora de Fátima para este mister com três grandes repartições. Grande salão do motor, Sala de pagamento e almoxarifado, e ainda três tanques d´água, gigantes, no bequinho com um portão verde, que dava acesso aos aos degraus de três tanques. Ocioso após a pane no motor alemão, o prédio foi ocupado como Fórum. Somente depois passou a ser a atual Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte. Já os Correios, funcionando em Santana desde o Século XIX, construiu sua sede própria no Bairro Monumento em terreno cedido pelo, então prefeito Firmino Falcão Filho.



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MARIA AMÉLIA DE ALMEIDA TELES

Acervo do Chico Alencar

"A primeira forma de torturar foi me arrancar a roupa. Lembro-me que ainda tentava impedir que tirassem a minha calcinha, que acabou sendo rasgada.

Começaram com choque elétrico e dando socos na minha cara. Com tanto choque e soco, teve uma hora que eu apaguei. Quando recobrei a consciência, estava deitada, nua, numa cama de lona com um cara em cima de mim, esfregando o meu seio. Era o Mangabeira [codinome do escrivão de polícia de nome Gaeta], um torturador de lá. A impressão que eu tinha é de que estava sendo estuprada. Aí começaram novas torturas. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no ânus, na vagina, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim.
A gente sentia muita sede e, quando eles davam água, estava com sal. Eles punham sal para você sentir mais sede ainda. Depois fui para o pau de arara. Eles jogavam coca-cola no nariz. Você ficava nua como frango no açougue, e eles espetando seu pé, suas nádegas, falando que era o soro da verdade.
Mas com certeza a pior tortura foi ver meus filhos entrando na sala quando eu estava na cadeira do dragão. Eu estava nua, toda urinada por conta dos choques. Quando me viu, a Janaína perguntou: ‘Mãe, por que você está azul e o pai verde?’.
MARIA AMÉLIA DE ALMEIDA TELES, ex-militante do Partido Comunista do Brasil, professora de educação artística quando foi presa em 28 de dezembro de 1972, em São Paulo (SP) pela ditadura militar no Brasil.
Via Imagens & História 2.0
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É por isto que a democracia deve ser um valor inegociável para a esquerda. Ditadura, de nenhum tipo, NUNCA MAIS!
#EquipeChico

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CURIOSIDADE

Por Cúrio Verso

Em 1912, o fotógrafo T.R. Dawley captou uma imagem surpreendente de uma jovem montanhesa em frente à cabana da sua família nas Grandes Montanhas Smokeantes, uma região situada na fronteira entre Tennessee e Carolina do Norte. Esta fotografia oferece uma visão rara da vida rural nos Apalaches, uma área muito isolada do resto do país naquela época. As famílias das Montanhas Smoking viviam em condições modestas e auto-suficientes, dependendo em grande medida dos recursos naturais circundantes. A expressão serena da criança contrasta com as dificuldades do seu ambiente, onde o acesso a elementos essenciais como alimentos, abrigo e materiais era limitado.

As observações de Dawley pintam um quadro vívido das dificuldades que a família enfrentava. Com poucos bens materiais, eles subsistiam principalmente com alimentos simples como bagas frescas e pão de milho quente. Apesar das dificuldades financeiras, a família se descreveu como feliz, refletindo a resistência e o espírito comunitário típicos das comunidades Apalaches. Sua cabana, provavelmente carente de confortos modernos, dependia de uma nascente próxima para obter água, o que destaca a importância da auto-suficiência neste ambiente remoto e montanhoso.
Esta fotografia destaca o estilo de vida baseado na subsistência das famílias rurais dos Apalaches, que obtinham o seu sustento da terra e do seu ambiente. As grandes montanhas fumegantes, conhecidas pela sua beleza natural, abrigavam algumas das comunidades mais isoladas e economicamente desfavorecidas dos Estados Unidos da época. Famílias como a imortalizada por Dawley viviam com um mínimo contato com o mundo exterior, longe das comodidades urbanas, mas conseguiam sobreviver e construir uma vida numa das regiões mais remotas do país.

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DADÁ E O RÁBULA DA BAHIA!!!

  Por Guilherme Machado Historiador

A ex- cangaceira Dadá e o Rábula Cosme de Farias o advogado dos pobres!
A ex- Cangaceira Dadá em Salvador Bahia, nos anos 50 logo depois de se livrar do processo do Governo Baiano. Dadá teve ajuda do rábula. O Professor Cosme de Farias... Vemos a ex- Cangaceira em sua arte maior que é a costura desde de época de Cangaço dona Dadá era uma exime costureira e bordadeira.
O Major e rábula Cosme de Farias Defende seus mais difíceis, Clientes Empregados da leste que provocou Greve e a Cangaceira Dadá...!!!
O rábula classificava como uma das suas causas mais difíceis a concessão do habeas-corpus para 36 grevistas, funcionários da Leste Brasileiro. Entre as mais famosas está a defesa de Sérgia Ribeiro da Silva, apelidada de Dadá e única mulher do cangaço a manipular armas. Em 1942, Cosme impetrou recurso pela soltura da viúva do alagoano Corisco, o Diabo Louro, substituto de Lampião na liderança do bando. Dadá foi ferida na perna direita (mais tarde, amputada) e aprisionada pelas Forças Volantes, em 1940, numa ação encerrada com a morte do seu marido o Cangaceiro Corisco.
Foto e fonte arquivo público da Bahia.
Obs. a fotografia é fonte de Rubens Antonio.

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FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA

Por Helton Araújo
]

 Expedita Ferreira, filha de Lampião e Maria Bonita, com sua pequena filha Vera Ferreira.

Gostou da imagem? Deixe sua opinião no espaço destinado para comentários, se possível se inscreva em nosso canal no YouTube, link logo abaixo.
Fonte para a foto: Livro "Lampião, Cangaço e Nordeste" de Aglae Lima de Oliveira.

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ATAQUE A SOUSA E AS VOLANTES QUE NÃO FAZIAM PRISIONEIROS

 Por João Costa

O escritor e pesquisador do cangaço, Bismarck Martins, em seu livro “Histórias do Cangaço - o Saque de Sousa Paraíba”, já em segunda edição, lança luz sobre diversos aspectos da invasão daquele município, em julho 1924, por conta de um trabalho meticuloso ao traçar o perfil dos 88 cangaceiros que participaram da razia considerada uma das mais rendosas do bando de Virgulino Ferreira, embora Lampião não tenha participado das ações..

Oitenta oito cangaceiros foram arregimentados por Virgulino, mas comandados por quatro chefes de grupos: seus irmãos Antônio e Livino Ferreira, Sabino das Abóboras, meio-irmão do cel. Marcolino Diniz e Chico Pereira, que procurou Virgulino para a realização do ataque e o planejou em associação como coronel José Pereira Lima, de Princesa Isabel.

A consequência imediata desse ataque foi o recrudescimento na perseguição ao bando de Lampião, que não participou do ataque por estar convalescendo de ferimentos no calcanhar na fazenda Saco dos Caçulas, em Patos de Irerê(PB), de propriedade do coronel Zé Pereira e Marcolino Diniz.

Como desdobramento político, o ataque a Sousa levou o coronel Zé Pereira a mudar de lado, romper com Virgulino e aliar-se ao governo do presidente Sólon de Lucena no combate sem trégua ao seu ex-aliado e sócio, segundo algumas fontes.

A repressão ao banditismo rural tornou-se implacável a partir daquele ano de 1924.

Seguiram-se 4 anos de combates intermitentes e de desassossego de Lampião que agia confortavelmente nas divisas de Pernambuco e Paraíba, repressão esta aumentada após o fracassado ataque a Mossoró(RN), em 1927.

Uma coalização de volantes das Polícias de Pernambuco e Paraíba lançou uma guerra sem quartel, obrigando Lampião a abandonar a Paraíba e, em 1928, deixar Pernambuco atravessando o rio São Francisco para o estado da Bahia.

Mas qual foi o destino dos 88 cangaceiros que participaram do ataque a Sousa?

Alguns sumiram no oco do mundo, abandonaram o cangaço para usufruir do botim, dezenas tombaram em combate com as volantes, alguns foram capturados e se regeneram após o cumprimento de penas, mas outros, pouco bafejados pela sorte, bateram de frente com a volante “pente Fino” do sargento Clementino Quelé, da Paraíba, ou com a volante do tenente José Lucena, de Alagoas.

Ambas não faziam prisioneiros.

Clementino Quelé fora cangaceiro de Lampião, deixando o bando por rixa, tornou-se um inimigo figadal de Virgulino Ferreira, tornando-se um dos mais ferozes e implacáveis caçadores de cangaceiros. Tocou o terror entre a Paraíba e o sertão do Pajeú pernambucano.

- No meu caminho pra pegar o cego, mato tudo que anda ou rasteja pela terra, teria dito Quelé em certa ocasião nas cercanias de Nazaré do Pico(PE), berço de Lampião e também das volantes nazarenas.

Se Zé saturnino era o “inimigo No 1”, o tenente Zé Lucena foi considerado o “inimigo No 2” de Virgulino Ferreira.

Quando cabecilha de volante, Zé Lucena cercou a casa de José Ferreira, pai de Lampião, e o matou; em 1938, já na condição de coronel da Polícia alagoana, ao saber da localização de Lampião na Grota de Angico por delação de Pedro de Cândido, em telegrama claro exigiu do tenente João Bezerra, a execução do bandoleiro.

- Quero a cabeça de Virgulino, ou a sua e a de Pedro de Cândido se o bandido escapar, resolvam!

Com o tenente Zé Lucena não tinha acerto ou clemência.

Os cangaceiros capturados, feridos em combate ou não, eram obrigados a cavar a própria cova antes de serem fuzilados; Clamentino Quelé, sangrava os cangaceiros capturados após interrogatório, ou os eliminava com tiro na cabeça.

Os cangaceiros Capuxú e Fato de Cobra, que integravam o bando de Lampião, em 1924 quando do ataque a Sousa, foram capturados e fuzilados pela volante de Zé Lucena, mas antes tiveram de cavar suas próprias covas na caatinga.

Quixabeira, cangaceiro remanescente do Bando de Sinhô Pereira e integrante do bando de Lampião no ataque a Sousa, teve o mesmo destino.

Capturado em 1925 no combate do Serrote Preto, foi levado para o Juazeiro do Norte e pouco depois retirado da prisão por Zé Lucena. Também teve que cavar a própria cova antes de ser fuzilado.

O coronel José Lucena Maranhão morreu de ataque cardíaco, em 1955, aos 62 anos.

Mas aos 21 anos, como cabecilha de volante, combateu com ferocidade os bandos formados pelos Porcino, os Fragoso, Antônio Matilde (tio por afinidade de Lampião) e o próprio Virgulino.

Relatam que Lampião reinou no cangaço durante 20 anos, Zé Lucena o combateu por 15 anos consecutivos, até dar a famosa ordem final – através de telegrama - ao tenente João Bezerra.

Clementino Quelé além de perseguir cangaceiros na divisa Paraíba e Pernambuco, destacou-se com cabecilha da volante paraibana na Guerra de Princesa, entre fevereiro e julho de 1930. Depois virou delegado e faleceu lúcido em 1955 no município de Prata(PB). Jamais foi promovido pela Polícia da Paraíba, pelo fato de ser analfabeto.

Fonte: “Histórias do Cangaço - o Saque de Sousa Paraíba”, de Bismarck Martins.

Foto. Cabecilhas de volantes Ten. Zé Lucena, Aspirante Ferreira, Ten. João Bezerra.

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ZÉ DA CUPIRA, O CANGACEIRO DE POÇO REDONDO

Beto P. Beto Patriota 


Estamos muito felizes, com o lançamento do Filme Zé da Cupira o Cangaceiro de Poço Redondo, um filme que será mostrado pra o mundo como fazer cinema bem feito com tão pouco.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

LAMPIÃO E O CACHORRO LIGEIRO

Por Osvaldo Abreu (Abreu)

Aracaju, 18 de novembro de 2021


Onde foi parar o cachorro Ligeiro,
Que era do capitão Lampião?
Quando o Massacre de Angico veio,
Havia neblina, havia cerração.
Muitos gritos de desespero,
A morte ria e a vida chorava em aflição.
Quem matou Lampião?
Será que foi Napoleão Bonaparte?
Ou será que foi o forte Sansão?
Será que foi um ET do planeta Marte?
A autoria cheira a versão.
Massacre de Angico, que ataque!
Panta de Godoy disse que matou Virgolino,
Soldado Santo também quer ser o autor.
O praça Adriano de triste destino?
Será que foi um cobra que o picou
Ou foi o tiro amigo que foi o assassino?
Dúvida! O soldado Adrião quem o matou?
Tantas e tantas interrogações de Angico.
Os cangaceiros surpreendidos não foram à luta.
A metralhadora foi a autora, meu caro amigo.
Tiros e tiros repetidos fazem correr e assustam.
Gritos, mortes e fugitivos em buscar de abrigos.
Perguntas e interrogações ficam na cuca.
E a história do sertanejo cangaceiro
Saltou e foi além do sertão,
Lampião chegou lá no estrangeiro.
O homem virou mito, ninguém tira não.
O cantor Belchior tinha um cão Ligeiro.
Será que era o cachorro do capitão!?
LAMPIÃO, MARIA BONITA E OS CÃES LIGEIRO E GUARANI
Foto de Benjamin Abraão
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