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quarta-feira, 3 de junho de 2026

UMA CONFRARIA ATENCIOSA

 Por João de Sousa Lima

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3567732590032835&set=a.180846218721506

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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HÁ 57 ANOS, OS BEATLES ATRAVESSAVAM A ABBEY ROAD A PÉ E CRIAVAM UMA DAS CAPAS MAIS ICÔNICAS DA HISTÓRIA

 

Capa do disco Abbey Road, dos Beatles (Foto:Reprodução)

A foto, feita por Iain Macmillan, foi tirada no dia 8 de agosto de 1969.

No dia 8 de agosto de 1969, o fotógrafo Iain Macmillan registrou um momento simples, mas que viria a marcar para sempre o mundo da música. Em outras palavras, há exatos 50 anos, os Beatles atravessaram a Abbey Road e criaram aquela que seria uma das capas de disco mais icônicas de todos os tempos. 

Com design assinado por John Kosh, diretor criativo da Apple Records na época, esse é curiosamente o único trabalho do quarteto mais famoso de Liverpool lançado (pelo menos em sua versão no Reino Unido) sem o nome da banda ou do próprio disco na capa.

+++Leia mais: Abbey Road: Saiba quem é o homem que aparece ao fundo na icônica capa dos Beatles

A EMI não apoiou de cara essa decisão e, algum tempo depois, Kosh explicou que sua justificativa para que a ideia fosse aprovada foi bem simples: “não precisávamos escrever o nome na capa… Eles eram a banda mais famosa do mundo”.

Na manhã em que a foto foi tirada, Macmillan, posicionado em cima de uma escada enquanto um policial segurava o trânsito, teve apenas 10 minutos para conseguir o registro: das 11h35 às 11h45. Isso não se mostrou uma tarefa muito fácil, já que Paul McCartney, integrante que teve a ideia inicial, estava bem focado em concretizar sua visão.

Foram tiradas seis fotos, e todas elas foram analisadas pelo baixista com uma lupa, para ter certeza de que a escolhida estava de acordo com o que havia idealizado.

+++Leia mais: Alguém isolou as linhas de baixo do disco Abbey Road, dos Beatles, e é incrível; ouça

E sabe aquele Fusca branco, parado na rua? Então, depois do sucesso que veio com o álbum, o carro, que pertencia a um homem que morava em um dos flats da Abbey Road, teve sua placa roubada diversas vezes.

Por último, mas não menos importante, a capa do disco foi responsável pela criação de uma das teorias mais malucas da história da música: Paul McCartney já tinha morrido naquela época.

+++Leia mais: Por que Paul McCartney se irritou e abandonou as gravações do disco Abbey Road?

De acordo com os adeptos dessa narrativa fictícia (até que se prove o contrário), a imagem mostra os Beatles andando após saírem do cemitério, como que em uma procissão. Quem lidera a caminhada é John Lennon, todo de branco, representando uma figura religiosa. Ringo Starr, com figurino preto, seria o agente funerário. George Harrison, por sua vez, vestido de jeans, seria o coveiro.

E McCartney descalço seria o cadáver, pois é o único que não está com o passo sincronizado ao dos outros integrantes.

Independente de teorias mirabolantes, ou de detalhes específicos, Abbey Road, lançado pelos Beatles oficialmente em 26 de setembro de 1969, é até hoje um marco histórico na indústria fonográfica, com uma tracklist repleta de clássicos atemporais como “Come Together“, “Here Comes the Sun“, “Something” e “Octopus’s Garden“.

LISTA: 13 segredos de ‘Ladrão’, o terceiro disco do Djonga e um dos melhores de 2019

https://rollingstone.com.br/noticia/ha-50-anos-os-beatles-atravessavam-abbey-road-pe-e-criavam-uma-das-capas-mais-iconicas-da-historia/

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Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

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Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

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RINGO STARR, BATERISTA DA FAMOSA BANDA THE BEATLES CONTINUA VIVO...

 Por Wikipédia


Richard Starkey Kt, MBE (Liverpool, 7 de julho de 1940), mais conhecido pelo seu nome artístico Ringo Starr, é um músico, compositor e ator britânico, que ganhou fama como baterista dos Beatles. Além de atuar como baterista, Starr foi intérprete de canções de sucesso dos Beatles, como "With a Little Help from My Friends", "Yellow Submarine", "Good Night" e seus covers de "Boys" e "Act Naturally". Ele também compôs e cantou "Don't Pass Me By" e "Octopus's Garden", e é creditado como co-compositor em outras, incluindo "What Goes On".

Starr sofreu por doenças com risco de vida durante a infância e ficou para trás na escola como resultado de hospitalizações prolongadas. Ele trabalhou brevemente na British Rail antes de garantir um aprendizado como mecânico em uma fabricante de equipamentos de Liverpool. Logo depois, se interessou pela moda do skiffle no Reino Unido e desenvolveu uma grande admiração pelo gênero. Em 1957, co-fundou sua primeira banda, o Eddie Clayton Skiffle Group, que ganhou várias reservas locais de prestígio antes que a moda sucumbisse para o rock and roll no início de 1958. Quando os Beatles foram formados em 1960, Starr era membro de outro grupo de Liverpool, o Rory Storm and the Hurricanes. Depois de alcançar um sucesso moderado no Reino Unido e em Hamburgo, deixou os Hurricanes e se juntou aos Beatles em agosto de 1962, substituindo Pete Best.

Starr desempenhou papéis-chave nos filmes dos Beatles e apareceu em vários outros. Após a separação da banda em 1970, ele lançou vários singles de sucesso, como os hits "It Don't Come Easy", "Photograph" e "You're Sixteen". Em 1972, lançou seu single de maior sucesso no Reino Unido, "Back Off Boogaloo", que alcançou o número dois. Alcançou sucesso crítico e comercial com o álbum Ringo, de 1973, que foi um dos dez maiores lançamentos daquele ano no Reino Unido e nos Estados Unidos. Ele já participou de vários documentários e apresentou programas de televisão. Ele também narrou as duas primeiras temporadas do programa infantil Thomas & Friends e interpretou "Mr. Conductor" durante a primeira temporada da série infantil Shining Time Station, da PBS. Desde 1989, excursiona com sua All Starr Band.

Seu estilo de tocar, que enfatizava o sentimento sobre o virtuosismo técnico, influenciou muitos bateristas a reconsiderar sua forma de tocar de uma perspectiva composicional. Ele também influenciou várias técnicas modernas de bateria, como a empunhadura combinada, afinação da bateria mais baixa e uso de dispositivos de abafamento em anéis tonais. Ele foi introduzido no Modern Drummer Hall of Fame em 1998.[1] Em 2011, os leitores da Rolling Stone o nomearam o quinto maior baterista de todos os tempos. Starr, que já havia sido incluído no Rock and Roll Hall of Fame como Beatle em 1988, foi indicado por sua carreira solo em 2015, fazendo dele um dos 21 artistas indicados mais de uma vez. Ele é o baterista mais rico do mundo, com um patrimônio líquido de 350 milhões de dólares.[2] Em 2018, foi nomeado Cavaleiro Celibatário por seus serviços prestados à música.

Clique no link abaixo e continue lendo...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ringo_Starr

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Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

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"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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terça-feira, 2 de junho de 2026

A BATALHA NA SERRA GRANDE

 

A Batalha na Serra Grande, travada no dia 26 de fevereiro de 1926, na cidade de Calumbi (PE), é considerada a maior vitória do bando de Lampião. Nela, o Rei do Cangaço demonstrou sua expertise e sagacidade. Enfrentou toda a elite da Polícia pernambucana. O resultado foi a morte de pelo menos 11 policiais; outros 14 saíram feridos. Nenhum cangaceiro morreu

Na casa para onde os feridos na batalha de Calumbi foram levados, se vê a Serra Grande, local em que Lampião obteve a sua maior vitória no cangaço

Calumbi (PE). O enfrentamento motivou o ex-policial, pesquisador e colecionador Lourinaldo Teles a escrever, após seis anos de pesquisa, o livro “A maior batalha de Lampião- Serra Grande e a invasão de Calumbi”, o que valeu na época para Virgulino Ferreira o título de Imperador do Sertão. Para se ter uma ideia do material conseguido por Lourinaldo, ele coleciona mais de 300 projéteis retirados da serra onde foi travada a luta, além de cartuchos vazios, a maioria encontrados com um detector de metais. Nos cálculos do escritor, pelo menos cinco mil tiros foram deflagrados no evento no qual Lampião demonstrou toda a sua condição de estrategista.

Quando tomou conhecimento que o major Theófiles Torres seria nomeado comandante geral das forças volantes do interior pernambucano, Lampião, já sabendo que o principal objetivo do militar era prendê-lo ou matá-lo, buscou uma maneira de desmoralizá-lo. No dia 24 de novembro, sequestrou Pedro Paulo, o Mineirinho, representante da Shell na região. Seguiu para a Serra Grande, entre os municípios de Flores, de quem Calumbi se emancipou em 1964, e Serra Talhada. No local, além de ser acostumado a acampar, tinha no entorno vários coiteiros.

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Lampião enviou uma carta para as autoridades de Serra Talhada exigindo uma quantia em dinheiro para liberar Mineirinho. A Polícia foi até o local do sequestro para levantar pistas. Enquanto isso, o cangaceiro e seu bando praticavam ataques e sequestros na região, numa indisfarçável tentativa de levar as volantes ao local onde cerca de 116 homens estavam entrincheirados.

Segundo o pesquisador, oficialmente a Polícia contava com 296 soldados, mas o número real seria 350, contra 116 cangaceiros. Num confronto que começou às 8 horas da manhã e foi concluído às 17 horas, o saldo foi o seguinte: 10 mortos e 14 feridos entre as forças policiais. Nenhum cangaceiro saiu ferido.

“Esse é o relato oficial. Entretanto, consegui encontrar pelo menos mais um outro policial que faleceu, conforme depoimento de seus familiares. Foi uma batalha extraordinária. Lampião estava armado até os dentes com o arsenal que recebeu em Juazeiro do Norte. Do outro lado, estava toda a elite da Polícia de Serra Talhada. É considerada a maior batalha de Lampião, pelo número de envolvidos, de mortos e feridos e munição deflagrada, pelo menos uns cinco mil tiros, se contarmos em torno de dez balas por homem”.

Na companhia de Lourinaldo, visitamos a casa de Zé Braz, no Sítio Tamboril, onde os feridos ficaram. “Sete dos mortos foram enterrados numa cova coletiva, depois que os três primeiros foram colocados em sepulturas individuais. Os 14 feridos vieram para cá. Esse pilão aqui é o original. Aqui os pintos eram jogados e o pilão era usado para triturar as aves junto com água. O preparo era dado aos feridos. A crendice popular indicava que aqueles que bebessem e não vomitassem escapavam; do contrário, morreriam. O certo é que todos os pintos do sítio foram sacrificados nesse dia”.

De cima da linha férrea da Transnordestina, Lourinaldo aponta para a região onde os homens de Lampião se entrincheiraram. “O local é conhecido até hoje como Serrote de Lampião. Era o ponto perfeito. Do alto da serra, se via tudo o que se passava embaixo. Além disso, existiam olhos d´água e muitos animais para a caça. Outro fator importante: vários amigos de Virgulino, antes de ele entrar para o cangaço se tornariam seus coiteiros. Por ali, quando adolescente, ele levava e trazia mercadorias para negociar em Triunfo e outras cidades com os irmãos, conhecendo cada centímetro daquela terra. Enfim, ele escolheu o território ideal para desafiar as forças oficiais”.

Polêmica

Embora reconheça em Lampião um “homem astuto, extremamente estrategista e inteligente”, Lourinaldo contesta o entendimento de que o Rei do Cangaço, capaz de práticas cruéis contra seus inimigos, jamais abusou de mulheres. “No meu primeiro livro, já citei um caso envolvendo uma mulher casada. A pedido da família, o nome não foi mencionado. Entretanto, brevemente lançarei outra publicação, intitulada “Lampião, o Imperador do Sertão”, no qual narrarei dois outros abusos, também de mulheres casadas. Já recebi a autorização das famílias para citar os nomes e o farei”.

Lourinaldo destacou que o que mais lhe impressionou na história do Rei do Cangaço “foi sua capacidade de liderar mais de cem bandidos da pior espécie”. Sobre o fato de policiais utilizarem os mesmos métodos de tortura praticados pelos cangaceiros, o pesquisador disse não haver a menor dúvida disso e tem uma explicação.

“Muitos personagens estiveram dos dois lados. Quelé do Pajeú, por exemplo, foi inspetor de Polícia em Triunfo (PE). Saiu da Polícia para se tornar cangaceiro de Lampião, com quem se desentendeu. Abandonou o bando e foi ser sargento na Polícia da Paraíba. Corisco era soldado do Exército. Quando saiu, entrou para o cangaço”.

Coleção

O pesquisador possui em sua coleção particular, além de centenas de balas e cartuchos encontrados na Serra Grande e até em Angicos, punhais que pertenceram aos cangaceiros Joaquim Teles de Menezes, Meia-Noite e Félix Caboge. Mas uma arma tem um valor inestimável. É a que Luiz Pedro, considerado braço direito de Lampião, matou acidentalmente Antônio, irmão de Virgulino. O fuzil é o mesmo com o qual Antônio pousa em suas pernas para a famosa foto de Lampião e o restante da família, em Juazeiro do Norte.

O escritor e colecionador conta que todos estavam bebendo e jogando baralho no acampamento, quando Antônio bateu na rede onde Luiz Pedro estava deitado com o fuzil engatilhado. A arma disparou um tiro certeiro em Antônio. Tal era a confiança de Lampião em Luiz Pedro que poupou sua vida, mesmo ele tendo tirado a do próprio irmão.

O fuzil foi deixado por Luiz Pedro na casa de uma irmã, chamada Elvira, que, muitos anos depois da sua morte, entregou a arma ao museu.


Infelizmente eu perdi a fonte. Aguaro a confirmação do verdadeiro dono deste texto.

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O PRIMEIRO SEQUESTRO QUE ACONTECEU NO ALTO OESTE POTIGUAR FOI COM INSTRUMENTOS MUSICAIS.

Por José Mendes Pereira

Da esquerda para direita, Ringo, George, Paul e John: o quarteto que revolucionou a música (Divulgação/VEJA) - https://veja.abril.com.br/cultura/beatles-a-banda-que-reinventou-o-pop-nos-anos-60.

A foto acima eu a inseri só para efeito de ilustração do meu trabalho, e os personagens que figuram neste artigo não usarei os seus verdadeiros nomes, darei nomes criados, somente para preservar a identidade de cada um.  

Amigo Alan Jones, leia este meu texto, que na época deste ocorrido, eu acredito que você nem era nascido, então, é preciso que tome conhecimento deste fato, já que você é cantor.

O primeiro sequestro que aconteceu com bens materiais pertencentes à pessoas de Mossoró, aconteceu entre os primeiros anos da década de 70, nas terras de Apodi, no Rio Grande do Norte; e todos os sequestradores eram mossoroenses, sequestro que deixou o nosso município assombrado, já que ainda não havia acontecido tal coisa no Oeste Potiguar, e foi muito badalado  em toda região adjacente a esta cidade. 

Nesse período, o José (nome criado para preservar...), o sequestrador dos instrumentos, era aluno do Ginásio Municipal de Mossoró, na mesma classe em que eu estudava, e além de estudante, era organizador de um grupo musical, que já marchava para a fama, sendo ele, dono de todos os instrumentos que  compunham o conjunto.
 

guia.araraquara.com

Querendo mudar os seus instrumentos, isto é, com novos equipamentos, guitarra, bateria, baixo e outros mais, José resolveu colocá-los à venda. E não demorou muito para que aparecesse o comprador, um dos seus antigos componentes.

O negócio foi feito da seguinte maneira: O João (nome criado para preservar...), o comprador dos seus instrumentos, teria 60 dias para fazer o pagamento dos mesmos. Mas, assim que venceu o prazo, o João não honrou o acordo feito com o José, alegando ele que não havia feito mais shows.

Agora as coisas iriam piorar, porque o José já havia comprado os seus desejados instrumentos musicais novos, e ficara devendo uma certa parte ao comércio, e não teria condições de pagá-la, vez que o negócio feito garantia o pagamento do que ele comprara ao lojista, e isso só seria resolvido, se o João cumprisse com o seu dever de devedor.

Como o João não lhe pagara e nem devolvia os seus instrumentos musicais usados o José organizou uma espécie de sequestro, só assim ele recuperaria os seus instrumentos. E se caso a loja tomasse-lhe os que ele havia comprado, recuperando os seus instrumentos usados, poderia continuar fazendo contratos de shows em Mossoró e na região.

Sabendo que em uma determinada data o João estaria viajando para a cidade de Apodi, no Rio Grande do Norte, para fazer um show, e como o plano do sequestro aos instrumentos já estava prontinho, José e mais os seus comparsas abalaram-se de Mossoró e foram tentar recuperar os seus instrumentos.

Já bem próximo à cidade de Apodi, os sequestradores esconderam a Kombi, a qual, transportava os armamentos, e logo fizeram o mesmo, procuraram lugares para se ocultarem das vistas do grupo de João, que não tardaria passar em direção à cidade de Apodi.

http://blog.lojasbeagle.com.br

Passados 30 minutos, em alta velocidade, apontou um automóvel  na estrada de barro. Era a Kombi do João, que transportava os instrumentos musicais para o local do show em Apodi, que ainda continuavam sendo de propriedades do José, já que ele não recebera nenhuma quantia como forma de pagamento.

agualisa6.blogs.sapo.pt 

E antes que a kombi passasse do local em que eles estavam, os sequestradores saíram de dentro do mato, e cada um com a sua arma engatilhada, apontando em direção ao transporte. E lentamente, o condutor do automóvel foi parando, parando, até que o levou ao acostamento da estrada. 

O José, nervoso, mas mesmo assim, disse-lhes:

- Descem! Descem! Se não se renderam, serão todos crivados de balas! - Disse ele, que naquele momento, estava com o ódio e o cão na pele. 

O João que estava totalmente errado,  mas mesmo assim, insistia para que o José  liberasse os instrumentos para ele realizar o seu show, logo mais à noite, na cidade apodiense, já que tinha feito contrato, e do contrário, iria arcar com uma grande despesa, cobrada pelos organizadores da festa, pois isso rezava no contrato musical, caso ele desistisse de promover o show. Mas o José não abriu mão, obrigando-os a colocarem todos os equipamentos musicais dentro da sua Kombi.

Transferido os instrumentos de uma kombi para a outra José deu ré e retornou  para Mossoró, ciente que tinha feito um bom sequestro dos seus instrumentos.

Agora o José estava feliz, mas tinha alguém que não estava gostando nada disso, que eram as autoridades. Apesar de estar defendendo o que lhe pertencia, mesmo assim, o José teve que prestar contas com a polícia e com a justiça.

Minhas Simples Histórias

Como eu escrevo histórias fictícias e não fictícias diferencie as minhas histórias verídicas das fictícias. Esta é real. 

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