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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O que dizer de um evento tão grandioso?

Por: Narciso Dias

 
Narciso Dias e Hagahus Araújo, em dia de Cariri Cangaço


O que dizer de um evento tão grandioso, está no Cariri Cangaço é motivo de orgulho, pois, compartilhar com essa família todo conhecimento da história do Nordeste, com um carinho todo especial ao estudo do cangaço é indescritível. Poder discutir situações que deram outro rumo ao destino de pessoas que propositalmente, direta ou indiretamente contribuíram para que o cangaço existisse, e transformasse suas vidas, e hoje décadas depois descendentes ou não, se esforçam para que a história não fique pelo caminho, embora o resultado desse fenômeno tenha causado grande sofrimento aos habitantes dessa região tão especial.

Famílias foram dizimadas, muitas vezes por vingança, cobiça ou simplesmente por vislumbrar a ilusão de se tornar independente das garras dos grandes latifundiários. A paixão contagiante de estudar o fenômeno do cangaço vem aumentando a cada dia, pois os incansáveis rastejadores não esmorecem, pois, o que dizer de um Antônio Amaury, Paulo Gastão, Alcino Costa, Ângelo Osmiro e tantos outros que dedicaram e dedicam parte de sua vida para o estudo e pesquisa.


Luiz Ruben, Narciso Dias, Antônio Amaury, Jairo Luiz e Jorge Remígio no Cariri Cangaço 2013 

Eis que aparece um jovem inovador com uma ideia brilhante de dar continuidade ao resgate da história desses personagens que marcaram uma época, e Manoel Severo Barbosa criava a partir de 2009 o "Seminário Cariri Cangaço" o maior evento sobre a temática no Brasil, que hoje alcança sua 4ª edição, reunindo escritores, pesquisadores e admiradores de vários estados da federação.

Para um calouro igual a mim fazer parte desse contingente é envolver-me de um orgulho sem dimensão, e ser membro do Conselho Consultivo me inspira a cada dia a continuar contribuindo de maneira singela  juntamente com meus amigos do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, em dar continuidade aos estudos. Só tenho a agradecer em poder compartilhar com vocês parte da nossa história.

Grande abraço a todos!!!
Narciso Dias - presidente do GPEC
Membro da SBEC
Conselheiro do Cariri Cangaço

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Comunicado GECC


O GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, vem por meio deste ofício agradecer a acolhida durante o IV Cariri Cangaço. Oportunidade em que fomos recebidos com total cordialidade por todas as cidades envolvidas no evento. Entretanto não poderíamos deixar de destacar o carinho especial em que fomos recebidos nas cidades de Porteiras, Aurora, Barro e Missão Velha, sem desmerecer de maneira nenhuma as outras cidades envolvidas no evento. O calor humano recebido nessas cidades foi destacado por todos os presentes. O que na verdade não se constitui em surpresa, visto que em outras edições do mesmo Cariri Cangaço a mesma hospitalidade foi à tônica presenciada. Reitero o agradecimento aos senhores Prefeitos, Secretários, autoridades em geral e população dessas cidades que assim procedendo valorizam a memória de cada uma dessas localidades através da História.
Atenciosamente.

Ângelo Osmiro Barreto

Presidente do GECC

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Lampião seu tempo e seu reinado

Autor: Frederico Bezerra Maciel

Literatura de Lampião e o cangaço: Lampião seu tempo e seu reinado volume 5 - Frederico Bezerra Maciel.Volume 5 de 6. O apogeu, a tragédia de Angico, a coroa do rei. Lançado originalmente em 1987. com 6 volumes.

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Padre Cícero e as lamparinas

Por: José Mendes Pereira
 
Padre Cícero (à dir.) e um colega no seminário - fonte: http://estadao.com.br

O Padre Cícero foi um dos maiores religiosos do nordeste, e gostava de abraçar para si os problemas dos outros, no intuito dele mesmo resolvê-los. Foi e continua sendo adorado pelos nordestinos, que o consideram como um santo do nordeste.

Alguns afirmam que o Padre Cícero não era tão religioso assim, por ter armado e dado patente de capitão ao maior bandido do nosso sofrido chão, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido no mundo inteiro por Lampião.

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Mas é preciso que se entenda. O Padre Cícero não era o grande manda chuva do Nordeste, apenas cumpria ordens como qualquer outro religioso ou político que é subordinado aos poderosos.

Alguns autores e pesquisadores afirmam que quando Lampião esteve em Juazeiro, antes da sua chegada à cidade, Padre Cícero teria dito: "- Agora vem este homem para cá". A expressão que foi usada pelo Padre Cícero, entende-se que foi dita em forma de protesto, de  repúdio, insatisfação pela sua presença à cidade que tanto ele zelava, Juazeiro do Norte, e protegia os mais necessitados.

Diz que certa vez um senhor estava passando fome juntamente com sua família. Já havia batido em tudo que era de portas, para ver se conseguia pelo menos um pequeno trabalho. Mas infelizmente não arranjara.

www.portaldejuazeiro.com

Sabendo que o Padre Cícero gostava de ajudar a quem lhe procurava, resolveu ir à sua presença, achando que ele faria algo que pudesse solucionar àquela sua dificuldade. Ao chegar, encontrou o Padre Cícero aguando algumas plantas, e ao vê-lo,  perguntou-lhe:

- O que o senhor deseja?

- Padre, eu estou passando por grande dificuldade. - Dizia o homem -  meus filhos já choram com fome.  A sua mãe, chora com eles. E eu nada tenho para lhes dá. Se for possível, gostaria que o senhor orasse a Deus, pedindo-lhe  que eu possa adquirir um trabalho. Eu sei que prestando o meu serviço a alguém, dará para comprar pelo menos o alimento de hoje, matar a fome dos meus filhos que em casa ficaram em choro.

O Padre Cícero baixou a cabeça, e ali ficou imaginando como ele poderia ajudar aquele senhor que no momento pedia ajuda. Depois de alguns segundos meditando, perguntou-lhe:

- O que o senhor sabe fazer?

- De todos os serviços grosseiros eu sei fazer um pouco. Mas o que eu mais faço, são: bacias, bules de café, baldes para carregar água, chocalhos, lamparinas...

 
elizabethdiniz.blogspot.com
 
- Pois bem - dizia  Padre Cícero - será realizada uma procissão neste mês, aqui em Juazeiro, e o senhor comece fabricar lamparinas. Muitas! O maior número de lamparinas será bem-vindo. Em todas as missas que eu as celebrar, anunciarei que o senhor tem lamparinas suficientes para vender aos participantes da procissão.

 
okariri.com
 
O homem deu início à fabricação de lamparinas. Fez uma porção, e devido a propaganda que fazia Padre Cícero em todas as missas que ele celebrava na igreja, sobre as suas lamparinas, nunca mais o homem passou necessidade, e chegou a até possuir uma loja com santos, velas, lamparinas...

Tudo que o Padre Cícero dizia aos seus fieis eles obedeciam, como se ele fosse um grande santo daquela região nordestina.  

Se é mentira eu não sei.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte:
http://minhasimpleshistorias.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com