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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fazenda Mato Verde e a Ladeira do Mato Verde

Por Rostand Medeiros

Na tarde do dia 12 de junho de 1927 Sabino estava a frente da coluna, comandando um subgrupo que se deslocou com a intenção de atacar a Fazenda Mato Verde, tida como local de pessoas abonadas. Ao chegar ao casarão ele e seus homens perceberam que o mesmo estava abandonado, praticamente vazio e quase nada foi trazido de proveitoso.

Seus moradores, comandados pela matriarca Tionila Nogueira Barra, buscaram refúgio na Fazenda Passagem Funda, a cerca de três quilômetros de sua propriedade, onde se abrigaram por 30 dias em uma gruta denominada “Taipa de Zé Felix”. Clique e confira artigo já publicado sobre este local.

Sobre esta questão vale ressaltar que muitos moradores desta região buscaram esconderijo em cavidades naturais da zona rural de Felipe Guerra, principalmente na área do chamado Lajedo do Rosário.


Atual situação da antiga sede da fazenda Mato Verde atacada por Sabino e seus homens.

O casarão do Mato Verde chama atenção pela imponência de sua construção. Atualmente, como é possível observar a foto anterior, o local se encontra em ruínas, sofrendo um processo de franca degradação. Entretanto comprovamos que foi erguida uma reforçada cerca de arame farpado, fechando exclusivamente a área do casarão. Segundo pudemos apurar, os descendentes da família Barra realizaram este trabalho na tentativa de proteger o que resta deste patrimônio.

A casa estava sendo destruída para a retirada de materiais de construção e por escavações realizadas nas suas paredes, na tentativa de serem localizadas e retiradas às conhecidas “botijas”, como no caso anteriormente comentado da fazenda Aroeira, onde foi sequestrada a senhora Maria Lopes.


Vista da antiga ladeira do Mato Verde, hoje praticamente sem uso.

Em relação a ladeira do Mato Verde, através do relato do agricultor João de Deus de Oliveira, conseguimos algumas informações. Ele nasceu na antiga gleba, até hoje mora em uma propriedade próxima a fazenda Mato Verde e da famosa ladeira homônima. Ele nos esclareceu que na época da passagem de Lampião, seus pais trabalhavam para Tonila Barra e junto com seus familiares fugiram em direção a Passagem Funda. Segundo informações transmitidas pelos seus pais, no passado a ladeira do Mato Verde era a principal passagem para os tropeiros e viajantes que seguiam entre a região salineira e a fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

Visual da casa da fazenda Mato Verde e do carnaubal característico da região.

Era normal o tráfego de comboios formados por carros de boi rangendo na subida e na descida, transportando rapadura do Cariri, algodão, sal, cera de carnaúba, produtos alimentícios diversos e outros gêneros. Seus antepassados lhe comentaram que os primeiros automóveis e caminhões que circularam na região, igualmente seguiram por esta ladeira.

Vista do alto da ladeira do Mato Verde, local onde Lampião passou com seu bando.

Devido a este aclive ter sido feito em um local íngreme, nos períodos de chuva era normal o pavimento ficar deteriorado. Foi então criada outra ladeira, localizada a um quilômetro a leste do Mato Verde, denominada ladeira do Riacho Preto, onde atualmente circulam inúmeros veículos entre as cidades de Governador Dix Sept Rosado e Felipe Guerra. 

Não conseguimos apurar a informação se a ladeira do Mato Verde foi criada pela família Barra, ou se eles edificaram esta casa nas proximidades deste local, com o intuito de aproveitar a passagem de viajantes e assim facilitar possíveis negociações. Entretanto visitando o local é fácil compreender a importância deste local para a história da região.

O cangaceiro Massilon

Percebemos igualmente que, mesmo sem a participação de Massilon neste ataque, este local certamente lhe era conhecido e a família Barra. Logicamente Massilon transmitiu as informações para Lampião e Sabino e este último realizou a “visita” ao local.

Em nosso entendimento, acreditamos que a passagem de Sabino igualmente serviu, até pela proximidade entre a velha casa e a ladeira atualmente com pouco utilizada, para um reconhecimento tático desta passagem. Verdadeiro ponto nevrálgico do trajeto, onde a coluna teria de passar em fila e uma pequena quantidade de policiais bem posicionados poderia infringir sérios reveses aos cangaceiros.

Massilon, Lampião e Sabino Gomes

No retorno ao sítio Santana, onde estava o resto do bando, Sabino e seus homens se depararam com automóvel onde se encontravam um motorista e o fazendeiro Antônio Gurgel do Amaral, que se tornaria a mais famosa vítima da passagem de Lampião pelo Rio Grande do Norte.




Sítio Tabuleiro Grande – Esta propriedade situa-se após a ladeira do Mato Verde, em uma área onde atualmente as carnaubeiras desaparecem e retorna a dura vegetação típica da caatinga. Esta região atualmente é entrecortada por diversas estradas de barro, que servem e são mantidas em ótimas condições pela Petrobrás e suas inúmeras empreiteiras.

A partir deste ponto, com suas inúmeras tubulações, poços de petróleo onde se encontram as bombas do tipo “cavalo de pau”, o pesado tráfego de caminhões tanque, a ação de extração de petróleo por parte da Petrobrás se torna uma imagem constante na paisagem.

Na época de Lampião o que se via era um deserto de mata crestada e algumas poucas casas. Esta situação de certa maneira perdura, pois durante toda a nossa jornada seguindo os rastros dos cangaceiros esta foi a zona mais desabitada que encontramos.

Uma das poucas casas atacadas foi à sede da propriedade Tabuleiro Grande, atualmente demolida. Entretanto, através do relato de Edmundo Paulino da Silva, morador do sítio Arapuá, ele nos informou sobre um interessante relato que lhe foi passado pelo seu pai e avô, respectivamente João Paulino da Silveira e Pedro Filho.

Um conjunto de casas alteradas e abandonadas, ainda existentes a margem da mesma estrada que serve como ligação entre as cidades de Governador Dix Sept Rosado e Felipe Guerra, pertencente às terras do Tabuleiro Grande, foi igualmente invadido pôr uma tropa avançada do grupo de cangaceiros.

O lugar pertencia a Pedro Jurema, que tinha uma pequena mercearia no lugar. No momento da passagem do bando um pequeno grupo de comboieiros de algodão estava no local. Pedro Jurema jogou pela janela um saco com suas parcas economias e saiu pela mesma janela em desabalada carreira. Segundo Edmundo, Pedro Jurema fugiu e deixou “que seus fregueses se entendessem com os homens de Lampião”.

Segundo o agricultor Edmundo Paulino da Silva, estas casa abandonadas, já bastante alteradas, teriam sido o local onde existiu a mercearia de Pedro Jurema, invadida por membros do bando, que só não atearam fogo em um comboio de algodão, por ordem de Lampião.

Os cangaceiros então invadiram a bodega, passaram a beber cachaça tranquilamente e a “aliviar” os comboieiros de seus pertences. Logo, movido pelo álcool, um dos cangaceiros teve a infeliz idéia de queimar o algodão transportado. Neste momento chega Lampião que interrompe a farra.

Ele prontamente cancela a ordem de tocar fogo no produto transportado elos comboieiros. Estes ficam muito agradecidos ao chefe do bando. Logo os transportadores de algodão começam a tanger seus animais e se afastam rapidamente do local.

Rostand Medeiros é historiador e pesquisador do cangaço e outros assuntos.
Natal/RN

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quinta-feira, 8 de maio de 2014

O PAU COMEU, MANÉ

Por Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2014 - Crônica Nº 1.184

Quando o técnico Scolari terminou de anunciar os convocados, Zé Bodó nem esperou mais. Correu para o Bar do Rabudo, pediu uma cachaça e emborcou a “marvada” de uma só vez. Cuspiu no pé do balcão e lascou o murro na prateleira, quebrando garrafas de todo tipo. Rabudo ficou vermelho e quis experimentar o pé do ouvido de Bodó. Rabudo indagou:

Imagem: (cidadenewsitau.blogspot.com).

- Por que você está assim, seu fio da peste. – e danou-lhe o braço por cima do bebedor de lavagem, segundo Pedro Peba, testemunha fiel do embate.

Bodó caiu com as pernas pra cima quebrando as cadeiras do bar. Levantou-se e gritou:

- Eu sabia que aquele fi’ duma égua não ia convocar Robinho!

- E eu tenho nada a ver com boba de Robinho, seu sacana!

- Tem não, é! Pois você vai ver! Somente mãe pode bater nessa carinha que ela beijou!

- Você vai pagar meu prejuízo, cabra fio de uma porca! Tá pensando que meu bar é campo de futebol, desgraçado! Eu tenho nada a ver com Robinho, Kaká e esses porras todo!

Preguinho ia chegando na hora e gritou para o dono do bar:

- Coidado, Rabudo, olhe a faca!!!!

E era uma faca mesmo. Zé Bodó levantou-se como touro brabo e partia para o dono do bar com uma faca-peixeira na mão. Rabudo tentou correr, mas uma facada tirou-lhe couro da bunda.

Preguinho gritou de novo:

- Chega gente, vamo pegar o home!

Zé Bodó virou-se para o outro lado e foi logo advertindo:

- Eu derrubo o fato do primeiro cachorro que encostar!

Maria, mulher de rabudo, foi pegar um taco de sinuca e partiu para rachar a cabeça do bebão. Bem perto de Bodó, pisou em falso e caiu desmantelada. A saia foi pra cabeça e não tinha nada por baixo.

Zé Bodó berrou esperto:

- Eu não vou te cortar fia da boba, porque você já tá de bunda cortada, mas esse tá de Preguinho vai levar uns furos.

E lá vai o cabra correndo em direção a Preguinho e aos outros clientes.

Rabudo já voltava com uma garruncha do tempo que Adão comprava fiado e apontou pra o sujeito. Mas, três homens se abrufelaram com o bebão e a faca voou longe. Dois outros indivíduos tomaram o partido do bebão e, a coisa rendeu. Quando a polícia chegou, todo mundo ficou manso.

Um sargento fez uma avaliação do campo, treinou umas duas mãozadas, convocou o time, escalou os briguentos e apitou o fim do jogo. Depois de assinar a súmula levou todos para o hotel de onde se vê o sol quadrado.

O bêbado, na fileira, ainda disse para Rabudo, trincando os dentes:

- Se Robinho não jogou hoje, mas amanhã eu venho e você vai ver Kaká.

Bem, do outro dia eu não sei, mas nesse aí o PAU COMEU, MANÉ!



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O MEDO QUE O MEDO DÁ

Por Rangel Alves da Costa*

O medo é uma coisa terrível, assustadora, desesperadora demais só em pensar. Causa pânico, pavor, nervosismo, ataques. Medo da noite e dos seus mistérios, medo da morte, medo da perda, medo de passar novamente pela mesma terrível situação, medo porque fez o que não deveria fazer. Tudo é medo e tudo dá medo.

Segundo os livros, medo é uma reação física ou mental que estimula alerta no organismo diante da possibilidade de enfrentamento de determinadas situações; é a perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; é o sentimento inquietante que se tem diante de perigo ou ameaça. Pavor, terror, fobia, receio, ansiedade, pânico. Tudo é medo.

O susto, por mais que apavore, é mera consequencia do medo. Do mesmo modo o desequilíbrio, a incerteza, o grito, o silêncio sepulcral. Cortar a noite escura na solidão, por veredas incertas e cheias de labirintos, por mais que os olhos apavorantes ou os tentáculos afiados não existam ao redor da moita, ainda assim o medo já dá existência aos seres estranhos escondidos.

O medo possui feições tão cotidianas que as pessoas vivem amedrontadas sem saber. Desses fatores apavorantes, o medo da tristeza, da dor e do sofrimento é um dos mais terríveis. Não é difícil perceber pessoas afirmando que não gostam de estar alegres demais para que mais tarde a tristeza não chegue. Então deixam de viver suas alegrias por achar que a medida da vida é a lei do inverso.

E geralmente acontece assim mesmo porque o medo de acontecer o pior mais tarde já predispõe o espírito agora. Por isso o benzimento diante do inusitado, do temido, do desconhecido. Por isso o pavor de passar embaixo de escada, de não entrar com o pé direito em qualquer lugar, de vestir a roupa pelo avesso, de cumprimentar com a mão esquerda, de ser esconjurado pelo inimigo, de ser amaldiçoado pelos mais velhos.


Tem gente que tem medo da chuva, medo de avião, medo do doido, medo da língua do povo, medo que um vento ruim entre pela sua boca aberta. Vai estuporar se tomar ou comer coisa quente e tomar banho, se molhar ou sair pro sereno; vai morrer quem tomar água da primeira chuva; vai ter azar pelo resto da vida quem tiver um gato preto cortando seu caminho. Como se vê, tudo é medo.

Tem gente que não dorme com medo de não acordar, pessoa que não namora por medo de se apaixonar, indivíduo que não come pra não engordar. A zinha tem medo que o povo descubra que está traindo o marido, este tem medo de ser chifrado; aquela tem medo de engravidar porque zombou de um aleijado e dizem que o filho de quem age assim nasce com o mesmo problema.

E essa lua bonita, tão cheia e tão volumosa, por que causará tanto medo? E esse sol brilhoso, todo irradiante e iluminado, por que causará tanto temor? Basta perguntar ao doido que teme a noite de lua cheia, que teme o seu juízo ruim querer ser tomado pela espada de São Jorge. Que pergunte ao sertanejo que tem o sol escaldante como maior ameaça de sua existência.

Estranhamente, todo mundo tem medo do fogo feroz e escaldante, mas continua somando pecados. Porque ninguém tem mais medo de não seguir os conselhos dos pais, de infringir os preceitos bíblicos, de fazer o que antigamente seria impensável fazer. Quem tem medo do juízo final se a vida só se completa no pecado mortal?

Ainda bem que tudo está iluminado. Tenho medo do escuro e mais ainda do bicho-papão que mora debaixo da cama. Mas também tenho medo que ele saia da minha vida, da minha imaginação, pois tenho medo de perder para sempre um pouquinho de criança que ainda dorme e vive comigo.

Poeta e cronista
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Só enquanto não vem cangaço - Jair Rodrigues morre aos 75 anos


Segundo produtora, cantor estava em casa, em Cotia (SP). Ele era conhecido por sucessos como 'Disparada' e 'Deixa isso pra lá'. Do G1, em São Paulo.

Morreu Jair Rodrigues, aos 75 anos, anunciou a produtora do cantor nesta quinta-feira (8). De acordo com a JRC Produções, o cantor estava em casa, em Cotia (SP). Não foi divulgada a causa da morte e o corpo seguiu para o Instituto Médico Legal no começo da tarde.


O velório será na Assembleia Legislativa, em São Paulo, no final da tarde, em horário ainda não anunciado oficialmente. O enterro está marcado para o Cemitério do Morumbi na sexta-feira (9).

Ao G1, uma pessoa que se identificou como empregada doméstica de Jair afirmou por telefone que ele morreu "provavelmente de um mal súbito". Segundo ela, o cantor foi dormir normalmente na noite desta quarta-feira (7) e foi encontrado morto, já na manhã desta quinta-feira (8).  A funcionária não quis informar se ele estava sozinho em casa. "Está todo mundo desesperado, porque ninguém estava esperando", disse.



Começo nos anos 60

Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.


Em 1962, gravou aquele que é considerado seu registro de estreia, um disco de 78 rotações. Segundo o perfil, duas das músicas, "Brasil sensacional" e "Marechal da vitória", tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, que foi vencida pela seleção brasileira.

Em 1964, gravou seus dois primeiros LPs, "Vou de samba com você" e "O samba como ele é". Seu maior sucesso no período foi a música "Deixa isso pra lá", tida como precursora do rap no Brasil.


Marcada pelo movimento característico das mãos de Jair Rodrigues, a faixa foi regravada em 1999 em parceria com o grupo Camorra, diz o perfil.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a colaboração em 1965 e lançaram o disco ao vivo "Dois na bossa".

A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa "O Fino da Bossa", que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série "Dois na bossa".



A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da carreira de Jair Rodrigues.

Ele concorreu com "Disparada", escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros). Na final, dividiu o primeiro lugar com "A banda", composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.


Em 1975, nasceu Jair Oliveira, o Jairzinho. Foi estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB.

Quatro anos depois, nasceu Luciano Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical.


Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, "Samba mesmo", que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG).


Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demontrando a típica alegria e vitalidade. Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de "Romaria", conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: "Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa".

http://g1.globo.com/sao-paulo/musica/noticia/2014/05/morre-o-cantor-jair-rodrigues-aos-75-anos-diz-assessoria.html

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Sabino Gomes O ataque a Cajazeiras

Por: Francisco Frassales Cartaxo

O ataque a Cajazeiras,(PB) comandado por Sabino Gomes (foto), no dia 28 de setembro de 1926, teve enorme repercussão na imprensa, pela ousadia da investida contra uma cidade importante para os padrões da época: servida por estrada de ferro, polo agroindustrial algodoeiro, comercio expressivo, sede de bispado, centro cultural e de ensino reconhecido no Nordeste e outros fatores. A vida e a trajetória de Sabino Gomes permanecem nebulosas, muito embora tenha sido ele um destacado subchefe de grupo ligado a Lampião presente no noticiário da imprensa na década de 1920, auge o banditismo nordestino.

Talvez tenha partido da imprensa do Ceará, a primeira informação acerca daquela agressão a Cajazeiras. Digo talvez porque ainda não tive condições de realizar pesquisa mais ampla nos jornais da época. Mas é certo que o diário “O Nordeste”, órgão da diocese de Fortaleza, por exemplo, noticiou o fato logo no dia seguinte, ainda que com dados precários, sujeitos à correção, como se pode ler na matéria sob o título de “A próspera cidade de Cajazeiras, na Paraíba, é atacada pelo grupo de Sabino Gomes”, veiculada no dia 29 de setembro, a partir de informe telegráfico recebido de Lavras da Mangabeira:

O cangaceiro Sabino Gomes

"A cidade de Cajazeiras foi surpreendida, ontem, por um ataque de 38 cangaceiros, chefiados por Sabino Gomes, resistindo até às 22 horas, quando os bandidos, dando-se por vencidos, retiraram-se, tomando a direção do Cariri. Houve três mortes e duas casas incendiadas. Na Estrada de Ferro conseguimos colher os pormenores que se seguem enviados pelo telegrafista da estação da via férrea Ceará/Paraíba, ali existente”.

Ontem às 14 horas o bando do terrível Sabino Gomes, comparsa de Lampião, passou em Baixa Grande, a duas léguas daqui, em viagem para esta cidade, tendo ali assassinado pai e filho, Raimundo Casimiro e Francisco Casimiro, por não terem os mesmos a importância que os facínoras exigiram. 


Às 17 horas alcançaram a residência dos doutores Coelho Sobrinho e José Almeida, estando presente o doutor Abdiel, os quais, para garantia e honra das suas famílias deram joias e dinheiro que somaram a mais de três contos de réis, incluindo o anel do engenheiro de um deles. Na mesma rua mataram o soldado Domingos Monteiro, o alfaiate Eliezer Alexandre e Cícero Corneteiro. Os prejuízos dos roubos e incêndios são superiores a 50 contos de réis. Na entrada do comercio mataram os bandidos uma criança de dez anos. Assaltaram depois a residência do coronel Sobreira, o qual, não se sujeitando à quantia exigida foi atacado à bala, reagindo, havendo forte tiroteio. Os bandidos não conseguiram entrar no comercio, devido à forte resistência da população”.

No dia seguinte, 30 de setembro, “O Nordeste” comenta que “A população defendeu galhardamente o comércio, resistindo e repelindo a ação dos bandoleiros que recuaram, conduzindo três companheiros feridos. Os doutores Coelho Sobrinho, Abdiel Ferreira e José Almeida foram as primeiras pessoas atacadas, sendo o segundo roubado em um anel de engenheiro no valor de oitocentos mil réis”.

No correr do mês de outubro de 1926, vários números daquele jornal continuaram a repercutir a ação dos bandoleiros, sempre ressaltando a audácia do ataque a Cajazeiras e a eficácia da resistência civil à investida dos homens de Sabino Gomes. 
Os cangaceiros e Cajazeiras sitiada

Os cangaceiros e Cajazeiras sitiada

Por Nadja Claudino


28 de setembro de 1926, um menino de oito anos de idade se esconde debaixo da cama dos pais. Ele e outras crianças estão acuadas a espera do ataque do bando de cangaceiros liderados por Sabino Gomes (sub-chefe do bando de Lampião, o temível e famoso Rei do Cangaço). A cidade de Cajazeiras está em suspense à espera dos homens selvagens que viriam do mato, prometendo todo o tipo de destruição, caso não fossem obedecidas as suas exigências.


O sol quente, o calor abafado são alguns dos elementos menos perceptíveis nessa tarde de medo e ansiedade. Os homens testavam as armas, procuravam pontos estratégicos para a defesa da cidade. Na igreja, o bispo defendia sua fé, rezando, pedindo aos céus intervenção para que Nossa Senhora da Piedade protegesse a cidade, os homens, e mesmo os cangaceiros – que fossem eles embora com a graça de Deus. Os cangaceiros nas cercanias da cidade esperavam o melhor momento para atacar; o povo esperava o ataque. A cidade estava sofrendo com a espera angustiada.

Ivan Bichara

O menino embaixo da cama se chamava Ivan Bichara Sobreira, que muitos anos depois escreveu um livro intitulado "Carcará", romance que conta essa história acontecida em Cajazeiras, Alto Sertão da Paraíba, em uma distante tarde do mês de setembro de 1926. O romance mostra uma Cajazeiras orgulhosa da sua história, por ser uma das maiores cidades do sertão, rota de ligação da Paraíba com o Ceará, cidade símbolo da educação. Terra de famílias tradicionais como os Rolim, Albuquerque, Sobreira, Bichara. É essa cidade e são essas famílias que estão sendo ameaçadas por um grupo de cangaceiros, personagens que tanto atemorizavam a região sertaneja da década de 20 até meados de 1940, quando a morte de Corisco baniu o último dos cangaceiros.

Podemos pensar no pavor que acometia todas essas famílias, preocupadas com o destino dos seus homens e suas mulheres, caso caíssem no poder dos cangaceiros. A perversidade dos cangaceiros era altamente propagada. Os estupros de mulheres casadas e até de moças virgens, a castração dos homens, a mutilação da língua dos traidores que falavam demais, os bailes que os cangaceiros promoviam depois da vitória, fazendo as mulheres mais respeitadas da sociedade dançarem nuas na frente dos filhos e dos maridos. Verdade ou invenção eram essas as histórias que corriam de cidade em cidade.

E por conta disso os homens que protegiam Cajazeiras estavam em uma guerra de vida ou morte, de glória ou de humilhação. Ivan Bichara, traduziu esses acontecimentos que marcaram tão profundamente sua infância por meio da literatura. O moço Ivan como muitos rapazes do seu tempo sai de Cajazeiras para terminar seus estudos e se forma na Faculdade de Direito do Recife.

Volta à Paraíba e começa uma carreira política promissora, sendo eleito em 1946 para a Assembléia Legislativa, em 1955 se elege deputado federal e, em 1975, é escolhido pela Assembléia Legislativa governador. Ivan Bichara integrou um time seleto de políticos escritores da Paraíba, a exemplo de Ernani Satyro, José Américo de Almeida, Ronaldo Cunha Lima, dentre outros, que assumiram o governo do estado e deram importante contribuição às letras paraibanas.

O romance Carcará toma Cajazeiras como representativa de muitas cidades do interior do nordeste que foram atacadas por bando de cangaceiros. A verdade é que as cidades do interior eram desguarnecidas, os meios de comunicação eram incipientes e não conseguiam tirar do isolamento os lugarejos mais distantes. Esse era um dos fatores por que a maioria das cidades capitulava frente às investidas dos cangaceiros.

Mossoró, no Rio Grande do Norte, no ano de 1927, expulsou os cangaceiros da cidade, sendo também uma das primeiras cidades a desafiar o Rei do Cangaço. Esse passado de lutas até hoje é preservado pela população mossoroense, usada como discurso histórico, político e cultural. São museus, memoriais, livros, discursos que formulam a identidade de um povo valente, que não aceitou os invasores. Em Cajazeiras, a expulsão dos cangaceiros não foi explorada dessa maneira, foi silenciada, esquecida e tem no livro de Ivan Bichara uma significativa fonte de pesquisa.

O livro traz personagens representativos do universo sertanejo. São rapazes que na época desejam migrar para os grandes centros e assim poderem dar continuidade aos seus estudos, moças casadoiras, poderosos locais como coronéis, políticos, delegados e também a gente do povo, feirantes, cantadores de viola, que se movimentam e nos prendem nas teias do enredo. O livro de Ivan Bichara é inspirado em um fato real, que ele soube narrar com enorme expressão literária, ligando seus personagens à vida de um Nordeste arcaico, recôndito, lugar de acontecimentos inusitados. O ataque dos cangaceiros, a ansiedade, o medo das perversidades, tudo isso envolve o leitor do Carcará, fazendo com que ele também se angustie, tome amizade pelos personagens, se importe com sua vida e com o seu destino nas mãos dos cangaceiros.

Ivan Bichara integra a vida com a literatura, fazendo a vida pulsar em cada parágrafo. A ansiedade do menino deu subsídios para, juntamente com a técnica literária do homem escritor, gerarem um livro que mesmo empoeirado e esquecido nas estantes das bibliotecas públicas nos remete a um passado que merece ser lembrado.


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COLUNA DO AGENOR Ao JORNAL O ANACOLUTO DE CUBATÃO.


Este  foi o Senhor  ORESTO  BARBOSA,  tinha apelido de  MARANCÓ. Era natural do  ESTADO  da   BAHIA, e  foi  SOLDADO de  LAMPIÃO. Morava na  COTA 400, bairro  da  cidade  de  Cubatão-SP. Ajudou a construir  a Via Anchieta,  e foi  aposentado  do  DER, agora  ja  falecido.

Sugiro  às autoridades do  Conselho de  Cultura de  Cubatão, que  DECLARE   como  Patrimônio Cultural,  e   que as  suas FOTOS sejam  catalogadas  e arquivadas no  MUSEU  de  CUBATÃO,  ou  na  Secretaria  de  Cultura.

Agenor Antonio de Camargo,
Lider Comunitario a 35 anos e Membro Conselheiro da Agenda  21.
Rua 20 nº 91- Cota  200 - Cubatão-SP.
RG.  7.111.931-sp.,  == Cel.: 9771-0394.

Fonte:
http://anacolutocubatao.blog.uol.com.br/arch2011-08-01_2011-08-31.html
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quarta-feira, 7 de maio de 2014

PAULO AFONSO E A RUA DA FRENTE.

Por João de Sousa Lima

AFONSO E A RUA DA FRENTE.

Sou aficionado por nossas histórias. A história de nossa cidade,do poderio hidroelétrico através da geração de energia, do Rio São Francisco, da cachoeira de Paulo Afonso, dos personagens populares, políticos e folclóricos de nossa comunidade.

Coleciono tudo que se refere à história do nosso município, porém o que mais me fascina é ver, compreender, descobrir, analisar nossa história através da fotografia. Um dos meus passatempos preferidos é vasculhar acervos, procurar velhos baús, correr atrás de fotos antigas que liguem nossas histórias passadas com nosso entendimento presente.

Cheguei a Paulo Afonso em janeiro de 1970 e a primeira casa que morei foi na “Rua da Frente”, próximo a oficina de Rui das Molas, lá foi o primeiro emprego de minha irmã Bernadete. Depois nos mudamos pra outra casa mais acima. Lembro do posto de combustível que tinha ali, a estrada da Baixa Funda onde meu irmão passava todo dia pra ir ensinar no CIEPA. Lembro o sino da igreja matriz tocando, convocando os fieis para as missas, lembro meu pai Raimundo Piancó aguando a rua com um carro pipa, os soldados do exército tirando serviço na guarida da vila dos cabos e sargentos. Ficava admirado com os soldados marchando, correndo (anos depois servi naquela companhia, mais precisamente em 1983, soldado Sousa Lima, número 145, 2º pelotão de fuzileiros da 1ª Companhia de Infantaria)...   ... Mais o que mais me marcou naquele tempo foram as aulas na Escola Casa da Criança I.

A Casa da Criança deixou entre outras coisas as lembranças dos vários amigos e das professoras dona Clarice (a professora mais sorridente, atenciosa e feliz que vi na vida), Natalice e dona Amanda Jatobá.

Av. Getulio Vargas - acervo João de Sousa Lima

A Rua da Frente foi um nome que ficou eternizado em minha memória, tanto por suas lembranças quanto por seu nome forte. Tão forte que seu nome oficial chamado Rua Getúlio Vargas, quase não faz parte de meu linguajar quando tenho que me referir a ela.

Recentemente o confrade e escritor Gecildo Queiroz escreveu um livro intitulado “A Rua Da Frente: Memórias de Um Tempo Que Nunca Morre”, onde narra suas reminiscências.    

O que quase ninguém sabe é que a Rua da Frente já teve outro nome e isso descobri recentemente. Vamos aos fatos:

Guaritas de acesso as obras da CHESf - acervo João de Sousa Lima

Apaixonado por fotos que relembre minha cidade, sempre pesquiso em revistas, sebos, bibliotecas e sites sobre Paulo Afonso. Um dos sites que sempre procuro é o Mercado Livre e eis que realizando uma dessas buscas encontrei uma fotografia de uma britadeira com o título: “Fotografia de Zé Miron”. Todos da cidade conhecem ou já ouviu falar em Zé Miron, até por que o nome dele virou sinônimo de quem realiza fotos em família, festas, casamentos, aniversários. Todos falam: Bate a foto ai Zé Miron!

"Rua Da Frente" - acervo João de Sousa Lima

De imediato comprei a foto. Alguns dias depois a recebo em casa. Analisei a foto onde dois senhores estão próximos da britadeira , na tentativa de ver se reconhecia alguém. Quando observei o verso da foto fiquei surpreso com um carimbo com as legendas:

“FOTO SÃO JOSÉ
JOSÉ MIRON SIQUEIRA
RUA GONÇALVES MATHEUS, Nº 70
PAULO AFONSO – “BAHIA”

Rua Gonçalves Matheus? Nunca havia ouvido ninguém citar essa rua em Paulo Afonso. Procurei meu amigo Assis Siqueira, filho de Zé Miron, pra ver se ele saberia onde era essa rua. Surpresa foi quando ele disse:

- É a Rua da Frente.

- Mais como? Sempre ouvimos falar que a Rua da Frente foi o primeiro nome dessa rua!

- Gonçalves  Matheus foi um engenheiro que veio trabalhar na Chesf e foi ele quem projetou a Rua da Frente, por isso a homenagem em nome dele!

Procurei mais informações sobre quem era Gonçalves Matheus e recorri ao conhecimento de Fernando Motta, escritor, engenheiro e ex-funcionário da Chesf. Motta falou:

- Gonçalves foi um auxiliar de Edmundo Ferrando de Seixas, que era administrador das obras da Usina Piloto em Forquilha.

Ambos eram funcionários da Divisão de Águas do Ministério da Agricultura e responsável pela construção da Usina Piloto. 

Todavia nunca soube que Matheus era engenheiro. Ele também ajudava Edmundo no controle da parte financeira.

Aprendi ali mais um pouco da história de nossa cidade.

Que os livros, as páginas de nossa historiografia registrem mais esse capitulo.
    
Através de uma simples mais tão importante fotografia um pouco mais de conhecimento, registros de uma época, fonte de informação para novas gerações, descoberta marcante através da arte de um fotografo que deixou seu nome gravado como um dos mais importantes profissionais das imagens de nossa cidade.
      
A Rua Da Frente marcou profundamente minha trajetória de vida e eu jamais imaginaria que ela um dia tinha sido RUA: GONÇALVES MATHEUS.

Paulo Afonso, 14 de março de 2014.

Enviado pelo o historiador, escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

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Só enquanto não vem cangaço - Sensacional!


Os nossos olhos gostam de ver. A árvore tipo cadeira. Como a natureza nos traz surpresas!

OK eu percebo quando algumas pessoas relatam algumas fotos (embora eu nunca posto nada vale a pena evitar os olhos imo) Mas, falando sério, você vai tentar me derrubar essa foto? SÉRIO? Apenas ao contrário da página sangrenta se uma foto a perturba assim! Mas é uma árvore, não fita de sexo de Kim Kardasian ou um massacre motosserra, simplesmente uma árvore!

É tão além de mim, é sinceramente ridículo, eu acho que é mais irritante é o conceito que a própria opinião pessoal é de tal valor alto e poderoso que deve, sem dúvida, ter precedência sobre todas as outras. 

Fonte: facebook

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Jerônimo Dix-huit Rosado Maia e sua esposa Naide Rosado

Revista produzida para a comemoração - https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1718124674750994237#editor/target=post;postID=860425012935282782

Jerônimo Dix-huit Rosado Maia foi o político que mais amou a sua terra. Quando Prefeito de Mossoró fez o que prometeu  aos seus eleitores. Era chamado o homem de mil obras. A população de Mossoró não o chamava assim, mas ele gostava que o chamassem de "Velho Alcaide" - significa "Velho feio e rabugento". Já uma das suas filhas chamada Naide Maria o chamava de Serra Grande, por ele ser muito alto. Já Dix-huit Rosado a chamava de Serrinha.

Dix-huit Rosado era um homem do povo. Foi Deputado Estadual duas vezes. Deputado Federal outras duas vezes. Senador e três vezes prefeito de Mossoró, e Ministro do "INCRA".

Frases do ex-prefeito de Mossoró Jerônimo Dix-huit Rosado Maia: 

"O que sinto por Mossoró não é amor, não é paixão. É obsessão"
"Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém".

Fonte: Jornal De Fato
Revista: 100 anos de Dix-huit Rosado

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O Andarilho das Caatingas, João de Sousa Lima

Por: Manoel Severo

Nos acostumamos a partir do inesquecível Caipira de Poço Redondo; Alcino Alves Costa, patrono de nosso Conselho Consultivo do Cariri Cangaço; a chamar estes valorosas homens e mulheres que dedicam suas vidas à pesquisa e aprofundamento do tema cangaço de "Vaqueiros da História". Quantas e quantas vezes no meio de uma sensacional prosa lá vinha o velho Alcino citando os tais vaqueiros da história.

Sílvio Bulhões, Neli Conceição e João de Sousa Lima

Hoje rastreamos um desses vaqueiros da história, um cabra da peste, cheio de coragem e determinação, com faro para o novo, um verdadeiro desbravador das caatingas. Pesquisador e escritor renomado, membro da Academia de Letras de Paulo Afonso, Sócio da SBEC e GECC, além de Conselheiro Cariri Cangaço, falo do pernambucano João de Sousa Lima.

 João de Sousa Lima no Museu do Tingui em Água Branca

Na última semana deste mês de Abril, Joãozinho arrumou o matulão, poliu as esporas e os arreios e mais uma vez se mandou no "oco do mundo"; para rever amigos, matar saudades, recontar histórias. Hoje republicamos alguns momentos dessas andanças do amigo João, com fonte em seu espetacular blog: www.joaodesousalima.com

Na Fazenda Crauná no Tingui

Primeiro João nos apresenta o Museu do Tingui : "O povoado Tingui, em Água Branca, Alagoas, ganhou um novo espaço de visitação e de promoção dos arquivos históricos e culturais da região, todo o acervo foi reunido por Paulo Soares de Oliveira e disponibilizado para visitação e pesquisa em sua própria residência. O Museu Casa Lúcio Braga tem um grande acervo dos ofícios da região. O espaço é merecedor de visitações e apoios, tanto pela quantidade e qualidade das peças, quanto pelo atendimento e simpatia do seu curador, Paulo Soares."

A passagem por Maceió não poderia deixar de lado uma visita marcante : "Dia 29 de abril de 2014, eu Josué Santana e Neli fizemos uma visita ao cangaceiro Vinte e Cinco (José Alves de Matos).José Alves encontra-se em recuperação de saúde.Sempre muito  educado não ligou muito para as observações de falar pouco e conversou com todos, agradeceu alguns presentes recebidos e falou da alegria de conhecer Neli, que é filha do casal dos cangaceiros Moreno e Durvinha.A família de José Alves é bastante educada e carinhosa e tivemos alguns minutos juntos em torno do último guerreiro do cangaço. SAÚDE E PAZ MEU AMIGO E QUE SUA RECUPERAÇÃO VENHA MUITO EM BREVE."

Neli, Vinte e Cinco e João de Sousa Lima


Dali mais uma visita inesquecível; fala João: "Eu, Nely e Josué fomos visitar o professor Sílvio Bulhões, em Maceió, Alagoas. Sílvio é filho de Dadá e Corisco. No momento registramos o encontro de dois filhos de cangaceiros pois a Nely é filha de Moreno e Durvinha. Sílvio nos atendeu educadamente e além de contar suas belas histórias sobre a memória dos pais, mostrou-nos um rico acervo com peças do cangaço e muitas fotografias, inclusive a bolsa de plástico e a caixa de madeira onde vieram as cinzas da cremação de Corisco. foi uma tarde e uma prosa memorável. obrigado Sílvio pela oportunidade. grande abraço e felicidades.

Bem, poderia passar aqui mais algumas horas ou inúmeras postagens falando de João de Sousa Lima, mas esse, dispensa comentários e apresentações, valeu João ! Vamos em frente ! Parabens por tudo que faz e o faz com paixão.

Manoel Severo
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