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quarta-feira, 2 de julho de 2014

TV BAHIA / GLOBO GRAVA PROGRAMA "MOSAICO" EM PAULO AFONSO

Por João de Sousa Lima

A TV Bahia / Globo gravou o programa "MOSAICO" em Paulo Afonso, registrando os fatos históricos, culturais e populares.

Casa de Generosa Gomes, povoado Riacho


O programa MOSAICO é hoje um dos mais vistos da televisão baiana, trazendo informações, traçando roteiros turísticos e revelando os fatos históricos das cidades.




O programa irá ao ar agora em julho e será informado a data com antecedência, assim que oficializado  pela equipe da TV BAHIA.



Os Roteiros do Cangaço foi um dos pontos explorados pela equipe.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/2014/07/tv-bahia-globo-grava-programa-mosaico.html?spref=fb

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Por que Lampião era chamado de Capitão?


Muito curiosa a história de sua patente de oficial do exército, obtida do governo federal.

No início do ano de 1926, a Coluna Prestes percorria o Nordeste em sua peregrinação revolucionária, trazendo apreensão aos governantes e colocando em risco a segurança da nação segundo avaliação do governo central.


Em meados de janeiro, estavam prontos para entrar no Ceará. A tarefa de organizar a defesa do estado coube, em parte, a Floro Bartolomeu, de Juazeiro. A influência de Floro, perante todo o país, devia-se ao seu estreito relacionamento com o Padre Cícero Romão. Por sugestão do Padre Cícero, só havia em todo Nodeste uma pessoa que poderia combater a Coluna e sair-se bem da empreitada. Indicou então o nome de Virgulino.

Floro reuniu uma força de combate, composta, em sua maioria, de jagunços do Cariri. Os Batalhões Patrióticos, como foram chamados, ganharam armas dos depósitos do exército, porque tinham apoio material e financeiro do governo federal.

A tropa, organizada, foi levada por Floro a Campos Sales, no Ceará, onde se esperava a invasão. Floro mandou uma carta a Virgulino, convidando-o a fazer parte do batalhão.

O convite foi aceito nos primeiros dias de março, quando a Coluna Prestes já estava na Bahia. Em virtude da doença e posterior morte de Floro, em 8 de março, coube ao Padre Cícero a recepção a Lampião.


Lampião chegou à vizinhança de Juazeiro no princípio de março de l926. Só atendeu ao convite porque reconheceu a assinatura de Cícero no documento. Acompanhado por um oficial dos Batalhões Patrióticos, entrou na comarca de Juazeiro em 03 de março, tendo os cangaceiros uma conduta exemplar. Prometeram a ele, o seu perdão e o comando de um dos destacamentos, caso aceitasse combater os revoltosos. Lampião e seu bando entrou na cidade no dia 04 de março. Na audiência com o Padre Cícero, foi lavrado um documento, assinado por Pedro de Albuquerque Uchôa, inspetor agrícola do Ministério da Agricultura, nomeando Virgulino capitão dos Batalhões Patrióticos. Esse documento dava livre trânsito a Lampião e seu grupo, de estado a estado, para combater a coluna.

Receberam uniformes, armamentos e munição para o combate.

Lampião já tinha pensado muitas vezes em deixar o cangaço. Sem dúvida, aquela era uma grande oportunidade, proporcionada pelo seu protetor e padrinho Padre Cícero. Estava disposto a cumprir sua parte no trato e todas as promessas feitas ao Padre.

Daquele momento em diante, passou a chamar a si próprio de "Capitão Virgulino".


http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/lampiao/lampiao.php

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O ataque de Lampião a Mossoró: trovas


No dia 13 de junho de 1927, chefiando um bando de cerca de 53 cangaceiros e enfurecido porque o prefeito de Mossoró-RN Rodolfo Fernandes resolveu afrontá-lo ao negar entregar-lhe quatrocentos contos de réis que pretendia extorquir, Virgulino Lampião resolveu atacar a cidade. 

Os bravos cidadãos mossoroenses que ficaram nas trincheiras para aguardar a chegada dos bandidos defenderam sua terra e lutaram heroicamente contra a investida assassina de Lampião. 

A batalha durou pouco, sob uma chuva fina e intermitente, mas o fato ficou registrado nos anais da história como um acontecimento que realçou a bravura dos valentes e destemidos cidadãos da pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte e mostrou que até mesmo o mais temido bandido do Nordeste podia ser vencido. 

Virgulino Lampião arrependeu-se do ataque antes mesmo do combate, ao ver as torres das igrejas apontadas para o céu. Mesmo assim enfrentou seus medos e sofreu uma de suas mais amargas derrotas.

http://books.google.com.br/books/about/O_ataque_de_Lampi%C3%A3o_a_Mossor%C3%B3.html?hl=pt-BR&id=MyKySxqa0pcC

Gilbamar de Oliveira Bezerra é mossoroense.

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A Arma Era a Lei - Lampião Deixa Rastro de Destruição no RN

Cidade de Luiz Gomes - www.ferias.tur.br

No dia 10 de junho de 1927, Lampião penetrou com seu bando em Luiz Gomes, no Rio Grande do Norte. O objetivo dessa marcha era atacar Mossoró. 

Mossoró - www.turistamalemolente.com.br

No seu caminho, deixou um rastro de destruição. Sequestrou pessoas apenas para pedir resgate. Transformou fazendas em ruínas. Como disse Raul Fernandes: "O prazer era destruir:.

Em "Caiçara dos Tomás" houve um confronto com os soldados comandados pelo tenente Napoleão de Carvalho Angra, com a derrota dos policiais. Onde chegava, o bando ameaçava e exigia, sempre dinheiro e joias.

Cidade de Apodi - jgomes.arquivovip.zip.net

Uma parte do grupo de Lampião tentou atacar Apodi. A população, contudo, estava preparada. Quando os bandidos se aproximaram da cidade, o tenente Juventino Cabral, á frente de policiais e civis, ordenou que abrissem fogo. Os salteadores resolveram não se arriscar. Recuaram.

Cidade de Governador Dix-sept Rosado -  www.panoramio.com

Em Dix-sept Rosado, praticamente sem ninguém, o bando de Lampião praticou diversos atos de vandalismo. Raul Fernandes transcreveu no seu livro "A Marcha de Lampião", a descrição feita por uma testemunha dos acontecimentos: "Demônios entregues aos maiores desatinos, quebrando portas, espaldeirando quem encontravam, exigindo dinheiro, roubando tudo, numa fúria diabólica. A palavra de ordem era matar e roubar". O ataque a Mossoró estava próximo.

http://www.tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_9b.htm

Ilustrado por José Mendes Pereira
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Sílvio Bulhões guarda algo nesta caixa.


O que guarda o senhor Sílvio Bulhões, filho dos cangaceiros  Corisco e Dadá nesta pequena caixa?

Fonte: facebook

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Lampião e suas astúcias


Você sabia que no ano de 1930, Lampião e seu bando apoderaram-se de um trem pertencente a via-férrea da cidade de Paulo Afonso, na Bahia e seguiram para o território alagoano, mas precisamente para o município de Pedra, atual Delmiro Gouveia, possivelmente com o intuito de assaltar a fábrica de linha da pequena cidade na terra dos marechais, nas quebradas do sertão?


Guilherme Machado disse: Exatamente mestre Geraldo Júnior, esta narrativa está completíssima no livro do escritor baiano, Luiz Rubem, Lampião e a Maria Fumaça. Tenho o livro e li sobre este assunto polêmico...!!!

Fonte: Jornal A Noite
Acima imagem meramente ilustrativa.

Nota: Esta informação está no facebook, mas eu perdi a página de origem, devido corte de energia. Por isso eu não coloquei a página do autor.

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Casa onde Virgulino Ferreira (Lampião) fazia suas Orgias quando estava de passagem por Canapi-AL


Casa onde Virgulino Ferreira (Lampião) fazia suas Orgias quando estava de passagem por Canapi, no Estado de Alagoas. 

Fotos feitas por Afonso Feitosa

Na região, moradores contam que a dona tinha certo xodó por um dos cangaceiros chamado catingueira. Falecida o ano passado, ficou muito famosa com viagem até para china. 

O cangaceiro Catingueira à direita da foto

Apesar da famosa história, a casa situada no Sítio Lages município de Canapi encontra-se em verdadeiro desprezo, mesmo sendo parte da história do cangaço, que deveria ser vista com outros olhos, pois faz parte da cultura nordestina. (Afonso Feitosa)

Fotos feitas por Afonso Feitosa

*Essas fotos foram tiradas por meu pai (Afonso Feitoza). Ele trabalha no município de Canapi e durante seu trabalho descobriu essa história. Caso alguém de vcs saiba se essa história é verídica ou não, me fala.


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terça-feira, 1 de julho de 2014

PARA UMA MENINA DISTANTE

Por Rangel Alves da Costa*

Não conheço, nunca vi, não sei da face nem da feição, mas sei que existe uma menina distante. E uma menina triste, talvez na janela, talvez mirando o horizonte, trancada no quarto, rabiscando poemas ou riscando corações e nomes numa vidraça embaçada.

Menina, menina, quem dera eu ter o poder de colocar um sorriso no teu rosto, um brilho no teu olhar, uma esperança no teu coração. Quem dera eu levar à tua voz uma bela canção, fazê-la caminhante em busca de flores do campo, torná-la menos triste e mais feliz.

Não conheço sua rua, seu endereço, seu lugar de moradia, mas ainda assim envio uma cartinha. Um bilhete, uma mensagem singela. Ou mesmo um presentinho modesto, uma pequena recordação que te acenda a chama do prazer pela vida e a certeza que dias melhores virão.

Talvez chegue numa folha de outono, numa tarde qualquer de ventania e saudade, um tanto entristecida, mas abra e leia minha cartinha. E dentre muitas coisas ela diz assim: Eis que acordaste para a tristeza e abriste a janela para a lágrima. E certamente entristeceste e choraste. Agora olha adiante. Tuas lágrimas molharam as pétalas de todos os jardins do mundo e agora a primavera te chama a viver!

E no finalzinho da carta ainda encontrará: Então ouça essa bela canção que chega no sopro da brisa, então ouça essa voz interior querendo cantar, então siga os teus passos que desejam correr pelos campos, então atenda tua sede pela água da fonte. E depois. Depois espere a lua chegar trazendo uma carruagem de estrelas para uma viagem aos sonhos. E enfim acordar para a felicidade!


Quisera saber onde estás ou o que fazes neste momento. Não sei se morena, ruiva, negra, loura ou qualquer outro matiz na pele. Também não sei se de cabelos longos, lisos, encaracolados, curtinhos ou enroladinhos, nada disso sei. Talvez de boca carnuda, ou não, de pele aveludada ou no verniz do jambo ensolarado. Nada disso importa. Mas importa que esteja aí e aceite receber minha oferenda, meu presentinho humilde.

Faço da natureza meus braços e diante de ti coloco o que nem imagina ser um presente. O pássaro que chega mansinho e próximo à janela começa a cantar; a borboleta que entra e sai de seu quarto toda esvoaçante e cheia de cores; o cheiro de lavanda silvestre que parece sair da folhagem ao redor, eis o que te ofereço ao entardecer. E também o perfume da aragem da tarde e a melodia ouvida sem saber de onde vem.

Aceite, pois de coração. Uma concha de mar com segredo guardado e que somente a ti será revelado; um diadema de cipó enlaçado, enfeitado com pedrinhas de mucunã; uma mochila feita de cordame do mato, pintada com seiva de urucum e ornada com pena de pavão; uma chinela de couro cru, entrançada e envernizada pelo sol do sertão; um pedaço de madeira com seu nome gravado a fogo, um coração desenhado e uma frase de amor.

Mas também uma poesia de Drummond, algo sublime que te afaste a tristeza e a faça compreender quanto importante é a força da superação: Vamos, não chores... A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua...

Diante de porta encontrará uma cesta com frutas do mato: araçá, araticum, quixaba, melão coalhada. E também uma garrafa lacrada com a sabedoria dos tempos. Aí as lições dos antigos, passadas de geração a geração, vozes que foram guardadas para a posteridade. Mas não abra a garrafa, nunca. Apenas imagine ouvindo lições como esta: Assim como a porta da moradia é o coração. Não é qualquer um que deva entrar, senão os que mereçam ter acolhida.

Com muito mais queria presenteá-la, mas só me resta um velho candeeiro quase sem pavio. E logo será noite. Abrirei a janela para mirar a lua. E a minha lua avistada será a mesma lua diante de teus olhos. Ao sentir sua luz, enxugue as lágrimas e receba um abraço meu. E uma palavra de ternura, de carinho, de profunda afeição.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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Vai começar a Festa: Divulgada Programação do Cariri Cangaço Piranhas 2014 !


Tudo pronto para a abertura da Agenda Cariri Cangaço 2014. Piranhas, a sede Cariri Cangaço nas Alagoas, promove a primeira Avante-Premiere do evento que tem seu ponto alto em Setembro de 2015. Uma das cidades mais bonitas e acolhedoras do Brasil, às margens do São Francisco, rica em beleza, esbanjando história e tradição, realiza no próximo mês de Julho, de 24 a 28 a Semana do Cangaço, com vasta e rica programação no momento em que se registram 76 anos da morte de Virgulino Ferreira em Angico, Sergipe.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA


Dia 24 de Julho de 2014
Quinta –feira – Piranhas
Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros

16:00 h –  Abertura da Semana do Cangaço
Prefeito de Piranhas Dr. Dante Alighieri
Apresentação da Filarmônica  Mestre Elísio – Piranhas /AL
16:20 h –  Palestra : Soldado Adrião - A Outra Face do Cangaço
Palestrante:  Antonio Vilela – Pesquisador e Escritor
SBEC e Conselheiro Cariri Cangaço
17:00 H – Intervalo
17:10 h – Mesa Redonda :  Cultura Regional
Prof. Dr. Benedito Vasconcelos ( Presidente da SBEC )
Profª Railda Nascimento ( MAX – Museu de Arqueologia de Xingó)
Luiz Carlos Salatiel ( Prefeitura de Piranhas)
Jaqueline Rodrigues ( Representante da ASTURP )
Coordenador da Mesa : Manoel Severo ( Curador do Cariri Cangaço)
17:40 h – Debate
18:40 h – Apresentação  de peça teatral com o grupo Estrelas do Sertão
19:20 h –  Lançamento do Livro
"Lampião em Paulo Afonso" - João de Sousa Lima
"Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços" - Renato Luis Bandeira


Dia 25 de Julho de 2014
Sexta-feira - Piranhas
Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo

10:00 h - Reunião Extraordinária SBEC
11:00h - Reunião Extraordinária do CARIRI CANGAÇO
15:00 h –  Lançamento do Projeto  Arqueologia do Cangaço
Prof. Dr. Carlos Guimarães ; Prof. Dr. José Roberto Pellini
Prof. Dr. Leandro Domingues Duran
UFMG , UFBA, UFS - MAX, UFPA
15:40 h – Intervalo
15:50 h – Palestra : Lampião no imaginário do homem do sertão
Palestrante : Prof. Wescley Rodrigues
16:30 h – Exibição do documentário:
“ A violência oficial nos tempos do Cangaço “  de Aderbal Nogueira.
16:40 h – Mesa Redonda :  O Estado e o Cangaço
Componentes da Mesa
Manoel Severo - Fortaleza, CE
João de Souza Lima - Paulo Afonso - BA
Sousa Neto - Barro, CE
Tenente Coronel Lucena - Maceió - AL
Coordenador da Mesa : Jairo Luiz Oliveira
17:20 h – Debates
18:00 h – Apresentação do grupo de xaxado Cangaceiros do Capiá  Piranhas /AL
18:30 h – Encerramento


Dia 26 de julho de 2014
Sábado - Piranhas _ AL

09:00 h - Oficina de Discussão Arqueologia e Cangaço
Participantes : Pesquisadores da UFS , UFMG, UFPA, UFBA, SBEC GECC, GPEC e Cariri Cangaço
12:00 h – Término da oficina e intervalo para almoço

09:00 h - Oficina de discussão Arqueologia e Cangaço
Pesquisadores da UFS , UFMG, UFPA, UFBA, SBEC e Cariri Cangaço
12:00 h – Término da oficina
14:00 h – Exibição de Imagens inéditas
"O cangaceiro Vinte e Cinco" de Aderbal Nogueira
14:40 h - Dinâmica: A história oral como história
15:40 h - Debates


Dia 27 de Julho de 2014
Domingo - Piranhas - AL

09:00 h – City Tour em Piranhas
Visitas: Palácio D. Pedro II  ( atual Prefeitura Municipal)
Museu do Sertão; Local da morte do coiteiro  Pedro de Cândido;
Estação Ferroviária


Dia 28 de Julho de 2010
Segunda-feira

08:00 h – Saída para Angico – Missa do Cangaço
Local de embarque : Porto de Piranhas/AL
13:00 h – Retorno

SEMANA DO CANGAÇO 2014
CARIRI CANGAÇO PIRANHAS
ALAGOAS - BRASIL

Manoel Severo e Jairo Luiz

O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Piranhas com a marca Cariri Cangaço e o apoio da ASTURP, da Universidade Federal de Sergipe e do MAX - Museu de Arqueologia de Xingó e terá as conferencias, debates e exibição de vídeos no Centro Cultural Miguel Arcanjo na Piranhas Antiga, Patrimônio da Humanidade; além de visitas dirigidas a muitos dos principais cenários do cangaço lampiônico da década de 30, tanto em Piranhas como em Entremontes e Olho d'Água do Casado,  em Alagoas e Canindé do São Francisco e Poço Redondo em Sergipe.

A Avante-Premiere Cariri Cangaço 2014 em Piranhas tem a frente o pesquisador e Conselheiro Cariri Cangaço, turismólogo Jairo Luiz; e terá as presenças de representantes da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Ceará, do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, além de Universidades e escolas, dentre outras representações e instituições ligadas à pesquisa e estudos do Cangaço, de todo o Brasil.

Aguardamos Você !

Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço
Jairo Luiz Oliveira - Coordenador Geral da Semana do Cangaço


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Lampião, Rei do Cangaço

Por João de Sousa Lima

Lampião, o Rei do Cangaço, atravessou o Rio São francisco, pras terras baianas, oriundo de Pernambuco, em 1928.


No Raso da Catarina, imensa e quase desértica região, ladeada pelas cidades de Paulo Afonso, Glória, Rodelas, Macururé, Abaré, Uauá, Canudos, Jeremoabo e Santa Brígida, o cangaceiro construiu uma grande rede de coiteiros, entre vaqueiros, coronéis, fazendeiros e políticos, estendeu suas amizades e conseguiu arregimentar uma infinidade de jovens, entre homens e mulheres para o grupo.


Só em Paulo Afonso ele conseguiu que 47 jovens vestissem a mescla azul do cangaço, entre eles a Rainha do Cangaço, Maria Bonita.

Os diversos povoados foram pontos de passagens e hospedagens, verdadeiros esconderijos do Rei do cangaço. Entre os povoados de maior destaque estão: Juá, Salgadinho, Nambebé, Arrasta-pé, Serrote, Lagoa do Rancho, Várzea, Santo Antonio, Baixa Verde, São José, Bogó, Sítio do Lúcio, Poços, Mosquito, Campos Novos, Malhada da Caiçara, Sítio do Tará, Macambira, Alagadiço, Olho Dágua do Paulo, Rio do Sal, Baixa do Boi, Malhada Grande e Caiçara.

Paulo Afonso tornou-se um dos maiores esconderijos de Lampião e seus subgrupos.

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Movimento de Escritores na Livraria Escariz, Jardins-Aracaju

Por João Everton da Cruz

Foi um 26 de junho de 2014 marcado pela interação e socialização da cultura nordestina, sobretudo das raízes sergipanas. Uma maneira de fazer chegar a cultura a muito mais pessoas. Durante o evento ouvimos recital de poesia. Reencontramos velhos amigos e discutimos projetos, ideias e cultivamos a paidéia.

O encontro possibilitou uma relação transformadora do ser humano. O humano se faz no curso do desenvolvimento histórico e social; profundamente diferente do mundo da natureza. Daí a importância da cultura na vida das pessoas: "formar", "educar", "instruir o ser humano". Cultura é Humanização.



Ao longo do evento foi possível ler, comprar alguns livros e saborear um café entre amigos. O exercício da palavra foi o fio condutor do encontro de escritores e apreciadores de literatura. Foi dado ênfase ao registro escrito com a exposição de cada escritor acerca dos seus livros. Por isso que o registro é ainda a forma mais duradora de permanecer no tempo uma mensagem que se queira dizer a outras pessoas. Vimos um grande volume de obras sendo produzidas em Sergipe.

Os livros apresentados n"O Escritor na Livraria" são frutos de diferentes dinâmicas literárias e, portanto, em diferentes gêneros. Vale a pena a leitura. A lição que tiramos: é hora de alargar horizontes e confrontar com os desafios. Dizia o teólogo Juan Sobrino: "a realidade dá o que pensar e dá o que fazer". A sabedoria indígena nos ensina que podem arrancar nossos frutos, cortar nossos galhos e queimar nossos troncos, porém nunca conseguiram matar nossas raízes.


Foi um evento prospectivo. É nesta perspectiva que vem nascendo novas Academias de Letras pelo interior do Estado de Sergipe. Fruto do trabalho do Escritor Domingos Pascoal. São elas: Academia Dorense de Letras (recém instalada); Academia Gloriense de Letras; Academia Itabaianense de Letras; Academia do Alto Sertão; Academia Lagartense de Letras; Academia Estanciana de Letras e Academia Tobiense de Letras. Sem contar a Academia Sergipana de Letras.

João Everton da Cruz
Nossa Senhora das Dores - Sergipe

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Quebra-cabreça do Clã Marçal Diniz

Por Manoel Severo

Dentre todos os arranjos e conchavos vivenciados por Virgolino Ferreira, um dos que mais se destacam foi sem dúvida a relação mantida com a grande oligarquia da família Diniz, do coronel Marçal Diniz, seu irmão Laurindo, seu filho Marcolino Pereira Diniz e seu genro, o chefe político de Princesa, o poderoso Zé Pereira.

Coronel Zé Pereira

É Interessante observar a incrível ligação consanguínea que acabou ligando esses personagens chaves desse período cangaceiro de Virgolino na Paraíba, senão vejamos: numa época em que os casamentos consanguíneos eram corriqueiros, o número de filhos bastante elevado e os homônimos existiam em todo lugar, Princesa apresentou alguns casos dignos de um autêntico quebra-cabeça.


Marcolino Diniz, filho de Marçal Diniz irmão de uma Xandu e esposo de outra...

O “coronel” Marcolino Pereira casou com Águida de Andrade, a “Sinhá" Águida, a união gerou Zé Pereira e Doninha. Esta enamorou o “coronel” Marçal Florentino Diniz e teve os filhos Xandu e Marcolino Diniz. Esse se uniu a outra Xandu, a famosa Xanduzinha, filha do "major" Floro Diniz. 

 Dona Alexandrina Pereira Lima (Dona Xandu)

Zé Pereira casou-se com a própria sobrinha, Xandu, essa, a irmã de Marcolino. Então temos: Zé Pereira que é irmão de Doninha, que é mãe de Marcolino Diniz, que é irmão de Dona Xandu, que firmou matrimônio com Zé Pereira. Fácil, fácil de entender.

Manoel Severo

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Site do cantor João Mossoró


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ACESSE ESTE SITE. VALE A PENA.

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Manoel de Souza Ferraz " Manoel Flor", Nazareno inimigo de Lampião


Na campanha contra Lampião, Manoel Flor participou de inúmeros e perigosos tiroteios e combates, destacando-se os seguintes: Enforcado (dois combates), Baixas, Xiquexique, Caatinga da Pedra Ferrada e Abóboras, no município de Serra Talhada; Nazaré, Caraíba, Serra Umã, em Floresta; Pelo Sinal e outros quatro combates, em Princesa (Paraíba); Cachoeira do Galdino, em Custódia; Fazenda Açude de dona Rosa, em Flores; Poço do Cosmo, em Bom Conselho; Serra do Ermitão, em Garanhuns; Gangorra (1928), Serra da Cana Brava, Olho d`Água do Chico e Raso da Catarina (1932), todos no município baiano de Glória; Pouso Alegre, em Campo Formoso, também na Bahia. 

 Foto do Coronel Manoel Flor e sua esposa Dona Maria de Lourdes Ferraz. 

Fonte: 
http://lampiãoaceso.blogspot.com, 
administrado pelo pesquisador Kiko Monteiro.

Fonte que eu adquiri: facebook

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