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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Lampião venceu a polícia por mais de vinte anos

Por Capitão Bonessi

Lampião venceu a polícia por mais de vinte anos, fazendo-a de boba, driblando-a, mas a medida que as estradas estavam sendo abertas e a nova forma de comunicação, o radio, foi se estabelecendo em bases previamente estabelecidas de forma sistêmica no sertão, as possibilidades de sobrevivência do cangaço foi diminuindo cada vez mais. 


O fim do cangaço era uma questão de tempo, tão somente isso. O cangaceiro precisava sobreviver no sertão e dependia de tudo e de todos. A polícia dependia de seus chefes, dos políticos, dos governos. 

Além do mais caçar um cangaceiro e abatê-lo era sonho de todo policial, pois além da fama pelo feito havia a possibilidade de ficar rico - quem abatia um cangaceiro era dono do tesouro que o mesmo portava.

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2011/01/as-volantes-sob-o-olhar-de-alfredo.html

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DIOGUINHO O “LAMPIÃO PAULISTA”

Publicado em 07/07/2014 por Rostand Medeiros


Nasceu Diogo da Rocha Figueira, o Dioguinho, em Botucatu dia nove de Outubro de 1863, aprendeu as primeiras letras na Escola Botucatuense. Era um garoto inteligente, mas, briguento, participava de muitas brigas na saída e fora da escola.

Dioguinho com 15 anos de idade foi trabalhar com engenheiro e mestres agrimensores que faziam serviços para a estrada de ferro sorocabana, que estava chegando a região de Botucatu, isso por volta de 1878, aprendeu a profissão de agrimensor.

Dioguinho com 18 anos, casou-se na cidade de Itatinga com a jovem Antônia de Mello, moça de boa formação. Dioguinho foi trabalhar com o seu concunhado Antônio Canrardelli, que na época tinha uma fábrica de candeias (lamparinas).Dioguinho era bom agrimensor, foi convidado para trabalhar para fazendeiros de café na região de Tatuí.

O Primeiro Crime

Com 20 anos Dioguinho mudou-se para Tatuí com a sua esposa e seu irmão mais novo João Dabney e Silva (Joãozinho); Um dia ao chegar do trabalho, encontrou Joãozinho chorando, Dioguinho perguntou ao irmão o que tinha acontecido, o garoto contou que o gerente de um circo estava na cidade; onde tinha assistido ao espetáculo, o tratou mal, dando-lhe ainda um tapa no rosto.


Ao saber disso, imediatamente Dioguinho foi acertar as contas com o gerente do circo, levando o garoto (Joãozinho), ao chegar lá, o gerente confirmou o que fizera; Dizendo que o garoto queria entrar de graça por meio ludibrioso, pois fora malcriado e atrevido havendo discussão. Dioguinho pegou o chicote que levara consigo e açoitou-o, este tentou pegar uma arma, não teve tempo; Dioguinho foi mais rápido e fincou-lhe uma faca no peito, matando-o na hora (este foi seu primeiro crime), foi processado e a justiça aceitou como legítima defesa.

O Segundo Crime

O segundo crime do Dioguinho, o pivô da história foi sua sobrinha, ela contou-lhe que era apaixonada por um rapaz, mas este depois de tê-la seduzida, não quis mais casar com ela e sumira. Ao ouvir a história, Dioguinho investigando o paradeiro do rapaz, descobriu que estava morando na casa de parentes, na vila denominada “Passe Três”, distrito de Tatuí, hoje a cidade chama-se Cesário Lange.

Dioguinho para lá se dirigiu, encontrando-o em um bar; Aguardou a saída do rapaz, já era noite. O rapaz caminhou sozinho na noite, num lugar mais escuro e ermo, Dioguinho montado a cavalo alcançou o rapaz, chegando próximo, agrediu-o com um porrete que levava para a ocasião. Deu-lhe uma cacetada na cabeça. O rapaz caiu desfalecido e recebeu outras tantas cacetadas.

São Simão no início do século XX, por onde andou Dioguinho-http://desmanipulador.blogspot.com.br/2012/07/dioguinho-o-bandoleiro-do-brasil.html

Montou em seu cavalo e foi embora, voltando para Tatuí. Por este processo também foi absolvido. Vaidoso e gênio explosivo era capaz de cometer atos de violência quando aborrecido.

O Terceiro Crime

O terceiro crime foi cometido por motivo fútil, ele comprara uma palheta (chapéu), que era a última moda na época. Foi estreá-la em um baile no clube localizado em Tatuí, deixando o bonito chapéu sobre uma cadeira e foi dançar.

Distraído um desconhecido não se deu conta e sentou-se sobre a palheta. Dioguinho observando a atitude do desconhecido abandonou o seu par e investiu para cima do moço, quando então teve uma pequena discussão e sem perguntar, com um só golpe cravou-lhe o punhal no peito até o cabo. O desconhecido morreu ali mesmo. Por este crime também não foi condenado. A sua absolvição foi muito discutida pela opinião pública, e sua fama de valente em Tatuí.

Como entendia bastante de agrimensura, resolveu mudar de cidade. São Simão naquela época já era o maior produtor de café, e seu campo de trabalho era especial, veio para cá, infiltrou-se com os coronéis e barões do café, veio sozinho e achou serviço dentre os mesmos. Era social, gostava de receber visitas, de ir a festas, sabendo agradar e apreciava fotografias. Vaidoso, julgava talvez que ser criminoso era glória.

Muito agregado aos coronéis, trouxe sua mulher, seus irmãos Theofilo, Afonso e Virgílio, homens corretos e de bem, José Olegário e Silva (conhecido por José Diogo) e Joãozinho, (este dois últimos) eram companheiros de crimes.


Teve também uma irmã “Constância”. A família montou o Hotel dos Viajantes, sito (na época) esquina da rua Marechal Deodoro, com Conselheiro Antônio Prado; Dioguinho foi residir com sua mulher na rua atual Rui Barbosa.

Dioguinho foi tão intimo dos coronéis do café, por incrível que pareça, apesar de sua vida agitada de criminoso com seu bando, foi em 1884 nomeado a exercer o cargo de Oficial de Justiça, apregoando os réus nas audiências, fazendo delinquências e intimações. Matava por sadismo ou a mando de coronéis para ganhar dinheiro e fama, fez muitos assassinatos, segundo pesquisa, mais de cem, em toda São Simão e região.

Em todo assassinato feito foi processado, saindo ileso, nunca condenado. Em um dos processos, quando perguntado pelo juiz quantas pessoas havia matado, respondia somente vinte e quatro pessoas.

O Desaparecimento

Todo Estado já tinha conhecimento do famoso bandido “Diogo da Rocha Figueira – Dioguinho”, mas nada de providência pelas autoridades. Sua última e de seu bando foi o caso da Balbina, mulher muito bonita, mandona, mulher que nunca foi sua, mudou-lhe talvez a sorte e o destino. Isso foi no mês de março 1887.

Balbina, namoradeira, tinha um caso com Marciliano Pereira Machado (Marciliano fogueteiro). O comerciante Manuel Ferreira, de ciúmes da mulher pediu ao famoso bandoleiro que resolvesse a questão. No dia seguinte Marciliano estava desembarcando na “Estação do Cerrado”; Ao sair da estação foi seguido pelos bandidos e Dioguinho, que deram tiros nas costas de Marciliano. Balbina, foi judiada pelos bandidos; No outro dia fugiu para Casa Branca, onde tinham parentes, que aconselharam-na a ir a São Paulo dar parte no departamento especializado.


Foram ordenados ao delegado de polícia, Dr. Antônio de Godoy Moreira Costa, que com sua equipe vieram para são Simão e Cravinhos atrás do bandido, assessorados pelo Coronel Pedro França Pinto.

Dioguinho procurado em São Simão e região, já estava escondido nas margens do rio Mogi Guaçu. A patrulha que já sabia onde o bandido escondia ficou de plantão ao entardecer, esperando Dioguinho e Joãozinho, buscar a correspondência.

A patrulha ficou escondida do outro lado do rio, em Santa Eudóxia (São Carlos), aguardando á chegada dos dois bandidos. Isso aconteceu dia 1 de Maio de 1897 ao entardecer.


Quando chegaram no local, “Joãozinho” estava remando a canoa, mas não chegaram muito perto do barranco, quando a patrulha atirou, matando só Joãozinho que caiu no rio e o Dioguinho pulou da canoa junto com seu cachorro caçador de perdiz, que sempre o acompanhava. Era noitinha do outro dia, quando acharam o corpo do Joãozinho que foi enterrado do lado de São Simão, e o Dioguinho ninguém teve mais noticias.

Historiadores atestam que ele continuou vivo aparecendo em diversos lugares do Brasil. Nos relatórios policiais atestam que também o Dioguinho morreu mas nunca encontraram o corpo.

Fonte: “FUNCUS” – Fundação Cultural Simonense –http://www.saosimao.net/historia/dioguinho.html
Luis Antonio Nogueira – Pesquisador 


Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

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Mais notícias do passado. 28 de março de 1930. O Liberal (Aracaju-SE)

Lampeão em Joazeiro

Lampeão em Joazeiro

Enquanto os profissionaes e tecnicos da mentira com o cerimonioso apparato que emprestam a suas affirmações, assoaltam que o capitão Virgolino, o homem que foi vivado e bem recebido em Capella, está combatendo ao lado do inclito homem publico e valoroso brasileiro dr. João Pessoa, este a combater em Joazeiro.

João Pessoa

A opinião sensata repelle, de logo, a asticua.

Aattitude do intemerato presidente da gloriosa Parahyba é a de combate a bandoleiro e somente aos José Pereira é que cumpre fraternizar com os da marca de Lampeão.

José Pereira

São dos jornaes de Bahia notícias de que a duas horas da manhã de traz ante hontem 25, o temível bandoleiro procurava assaltar Joazeiro, a prospera cidade baihana, matando e ferindo soldados baihanos.

Avalie o publico o que é a verdade na bocca da gente no P.R.C.! Tmabém o publico não os leva a sério...


Fonte: facebook
Página: Robério Santos

Digitado por José Mendes Pereira
Não ignore o Português - 1930
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Corisco e Dadá






Fonte: facebook
Página:  Robério Santos

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LIVRO – A HISTÓRIA DA MÁFIA

Publicado em 07/07/2014 por Rostand Medeiros

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A Editora M.books acaba de lançar o livro A HISTÓRIA DA MÁFIA , escrito por Joe Durdem Smith, que apresenta os personagens obscuros por trás do mito da Máfia. Rastreia a história da organização desde a sua origem no século XIX como sociedade revolucionária camponesa até a derrubada do poder francês. Mostra também sua atração nos tempos modernos, com conquista. De partes do governo italiano e ocupando lugar de destaque em diversos acontecimentos da história do Mundo.

Também traz uma história minuciosa do papel da Máfia na Itália e nos Estados Unidos.Para quem deseja conhecer a verdade sobre o crime organizado e entender as forças violentas que o configuraram no último século, este livro é um guia indispensável. 

Este livro é particularmente informativo sobre as raízes da Máfia na Sicília, sua estreita associação e participação na política, na Igreja, e a expansão para a América com a imigração de imigrantes sicilianos, legais e ilegais. Também é particularmente informativo dos muitos envolvimentos do Governo dos Estados Unidos, trabalhando lado a lado com a máfia, principalmente durante a II Guerra e no combate contra os comunistas e fascistas na Europa e América.

A narrativa cativante mapeia o crescimento dessa pequena sociedade secreta insular até se tornar um gigantesco “polvo do crime”, com tentáculos que atingiam todos os níveis da sociedade ocidental:

além do submundo criminoso, os escalões mais altos da política.

O livro a História da Máfia se encontra nas melhores livrarias.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

CLEMENTINO QUELÉ

Por Rostand Medeiros

CLEMENTINO JOSÉ FURTADO - Clementino Quelé, era chefe de família, tinha como irmãos Pedro, Quintino, Antônio, José e Manuel (nezinho), todos considerados homens dispostos, valentes e sabiam usar as armas.
Clementino é descrito como um homem forte, de tez acentuadamente branca, que realmente ficava com a pele vermelha quando tinha raiva e esta teria sido a razão de Lampião apelidá-lo pejorativamente como “Tamanduá Vermelho”.

Quelé era natural da ribeira do Navio, onde seguiu jovem para Alagoas, afastando-se de Pernambuco por questões de disputa familiar. No retorno a sua família vem para Triunfo, no sítio Santa Luzia(“Guerreiros do Sol”, 2004, págs. 220 a 225 de Frederico P. de Mello). João Gomes de Lira em “Lampião-Memórias de um soldado de volante”, 1990, págs. 123 e 124, ressalta que Santa Luzia era aonde morava o pernambucano.


Quelé alcançou o posto de subdelegado do seu lugar e impunha a ordem. Ele matou dois ladrões de cavalos, respondeu processo e foi destituído do cargo. Em seu lugar assumiu seu irmão Pedro José Furtado, ou Pedro Quelé. Em 1922, para livrar o valente chefe da família Furtado do processo, o líder político Aprígio Higino D’Assunção solicita deste e de seus irmãos votos na próxima campanha eleitoral em Triunfo. Diante da recusa de Quelé em apoiá-lo, Aprígio ordena que uma força policial com um oficial e quatorze praças saíssem à caça do valente. Tomé Guerra, antigo amigo de Quelé, arranjou uma encrenca com o mesmo e entendeu de matá-lo. Chamou um amigo, também disposto, Cícero Fonseca e juntos com policiais botaram tocaia em Clementino. No momento de atirarem, Quelé percebeu e atirou- se ao chão, disparando um tiro certeiro na cabeça de Cícero Fonseca. Após a primeira ação, e o imprevisto, o restante do grupo ‘bota pegado’ no ‘Tamanduá Vermelho’. Este se esgueirando, consegue fugir por uma roça de palma.


O Escritor/Historiador Frederico Pernambucano de Mello, na ob. Cit., tem outra versão,”(...) um “certo Tomé de Souza Guerra”, do sítio Santana e outros homens engrossaram a força policial que perseguia Quelé. Mas Cícero Fonseca era um companheiro de Quelé, onde os dois bebiam na bodega de Sebastião Pedreiro, quando a polícia cercou o lugar e deu voz de prisão(...)”. Na versão do respeitado pesquisador,”(...) que conseguiu suas informações através do relato de Miguel Feitosa, o antigo cangaceiro Medalha, o pobre Cícero ao colocar o pé para fora da bodega foi crivado de balas(...)”. Sendo uma ou outra a versão correta, sabe- se que este foi o motivo que fez aumentar a perseguição, policial, a Quelé, dando motivo para ele e seus irmãos entrarem no cangaço junto a Lampião. 

Fonte: blog Tok de História por Rostand Medeiros

Fonte: facebook

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Mossoró e Lampião

Casa dos Artistas

A Casa dos Artistas em Mossoró foi tomada pelos cangaceiros. Deste ponto estratégico eles atiravam nos que estavam defendendo a Estação Ferroviária.

Afirmam que Lampião ao observar a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, antes do ataque no dia 13 de Junho de 1927, teria dito: 

“Cidade com mais de duas torres não é para cangaceiro”. 

Após a tentativa de invasão Lampião teria dito:

“Da torre da igreja até o santo atirava na gente”.


Isto Lampião disse em 1926, no Juazeiro quando foi entrevistado pelo médico Dr. Octacílio de Macedo sendo ele da cidade de Crato.

“Não posso dizer ao certo o número de combates em que já estive envolvido. Calculo, porém, que já tomei parte em mais de 200. Também não posso informar com segurança o número de vítimas que tombaram sob a pontaria adestrada de meu rifle”.

http://www2.uol.com.br/lampiao/pages/cont10.htm

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Memorial de Mossoró

Por José Mendes Pereira

O memorial da resistência de Mossoró conta a história da tentativa de invasão de Lampião, mas não levando sorte, o famoso cangaceiro foi recebido à bala pelo prefeito da cidade Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins, que convocou os homens da sociedade local, e que posteriormente se tornaram heróis. 

Cada pilastra desta tem em média 3,5 mt.

O Memorial da Resistência tem em cada pilastra a foto e a historia de cada banido do grupo de cangaceiros de Lampião, e é bastante visitado pelos turistas que frequentam Mossoró.

Igreja de São Vicente em Mossoró - Os combatentes atiravam no grupo de cangaceiros lá de cima do telhado

Bem próximo  ao memorial está localizada a Igreja de São Vicente de Paulo, local que abrigou uma parte dos resistentes, e lá ainda é capaz de se ver as marcas de balas nas paredes, todas disparadas pelos cangaceiros do rei Lampião. Todos os anos Mossoró faz a representação que é conhecida por: "Chuva de Balas no país de Mossoró". 

Além do memorial e da igreja de São Vicente temos ainda um local que é muito visitado por turistas, mais ainda a praça de convivência, que oferece várias opções de bares e lanchonetes, e todos são muito bem frequentados. Se vier à Mossoró não deixe de conhecer estes locais. 

Nós sabemos que em 1927, quando Lampião tentou invadir Mossoró, ainda não existiam mulheres que faziam parte do grupo de cangaceiros, mas aqui no memorial de Mossoró, aparece Maria Bonita, Neném do Ouro e  Dadá só para melhor definir o cangaço de Lampião.

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O Abraço de Francisco Cartaxo !

Por Francisco Cartaxo

Meu caro Manoel Severo, agradeço a acolhida que você tem dado a pequenos textos enviados por Nadja. Ela me induziu, me animou. Selecionou com sua sensibilidade de licenciada em História e estudiosa das coisas do cangaço. E mais, tomou a inciativa de descobrir para mim o mundo do cangaço em que se tornou o Cariri Cangaço. Na verdade, são crônicas publicadas no Gazeta do Alto Piranhas, de Cajazeiras, e reproduzidas em alguns blogs de amigos. Não todas, claro. Agora, por inspiração de Nadja, eu tenho aproveitado para revisá-las, alterando aqui e acolá, ampliando para melhor, penso, sem a restrição de espaço-padrão do jornal impresso. 
  

O Cariri Cangaço com isso me dá a oportunidade de pousar meu olhar no tema, objeto central de seu movimento e do blog, muito embora minhas preocupações intelectuais sejam focadas, de preferência, em questões políticas. O tema cangaço e vizinhança entra por essa porta. Não pela janela, tal é a profunda inter-relação entre os dois. Inseparáveis na história social, política, econômica, religiosa do Nordeste.

Penso em continuar comparecendo a seu blog, vez em quando, com assuntos correlatos, porém, enquadráveis nos seus objetivos. Quase sempre Cajazeiras vai aparecer nos meus textos por uma razão essencial: a história de Cajazeiras é mania que carrego há muitos anos. E o faço não como um fardo, ao contrário, com um prazer, diria, adolescente diante das descobertas que me surpreendem, como as coisas do amor, imprevisíveis, inusitadas.

Bom, terminei por me estender muito para uma mensagem de agradecimento pelo abrigo que você arma para meus escritos.

Grande abraço
Francisco Cartaxo

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Correção importante!


O professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio diz que no livro de Felippe de Castro aparece uma legenda de fotografia: “Bandidos do grupo de Corisco mortos pelo soldado João Torquato, rastejador da coluna Antônio Recruta.” E que no texto vizinha, são citados estes cangaceiros como sendo “Guerreiro” e “Roxinho”

Na verdade, são os cangaceiros Bom–de–Veras e Cruzeiro. Ressaltando-se que houve outros "Bom-de-Veras".

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Dona Minó, filha de Zé Saturnino, o 1º inimigo de Lampião



Dona Minó, filha de Zé Saturnino, o 1º inimigo de Lampião, bem antes deste se tornar o rei do cangaço.


Abaixo: José Lino Vieira, o cangaceiro "Pancada" e sua mulher, Maria Jovina, ou Maria de Pancada!



Severino Barros disse:  - Dulce, é portanto, a última cangaceira que está viva, residindo em campinas (SP).

Fonte: facebook

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O banditismo no Nordeste


Fonte: facebook
Página:  Adauto Silva.

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COPA

Por Marcos Cost@

CHARGE

CALABOCA FALCÃO

Bem amigos, com a palavra o comentarista Falcão Buenos sobre o jogo de hoje:

 - Exclusivo!!! Descobrimos a causa da tragédia do jogo de hoje. Foi a escalação do time, amigosss....



 AUTOR DA FOTO: MICKEY JEGUE.

Uma palavrinha do Marcão:

 De quatro em quatro anos o brasileiro tem a chance de amadurecer. Pena que muitos vão pensar que falo sobre futebol... mas quero falar das urnas. Próximo evento de máxima importância que influencia nossas vidas. Votem com responsabilidade.

Assistimos a uma partida de futebol, que é um evento esportivo tão importante quanto qualquer outro, e que serve de instrumento para tirar nossos jovens de caminhos ruins, como corrupção, drogas, omissão, violência...

Que esse fracasso vergonhoso no campo nos faça, finalmente, pensar no que mais importa:

Orientar nossos filhos a serem pessoas melhores na sociedade e no mundo. Que seja pela ciência, política, no direito ou esporte, mas que sejam campeões. 

Que possamos ter capacidade de orientá-los, apesar da nossa formação de facilidades que vivenciamos e que muitos tanto optam repetir como androides programados.

Que ensinemos a eles tudo, menos esse jeitinho malandro de ganhar jogo sem suar a camisa. Repito que não estou falando de futebol. 

Que possamos passar valores de gerem uma população do futuro com gente honesta, trabalhadora e principalmente educadora.... Assim de geração em geração teremos campeões tanto no esporte como na vida. Uma nação verdadeira que cante o hino e ame o Brasil além de estar em um estádio de futebol.

Venceu a Alemanha com classe... (agora falo do futebol)

Venceu como equipe e não como "euquipe".

Quanto aos nossos jogadores, eu torço que eles se tornem mais atletas e menos garotos propaganda,  com cada vez mais vontade de vencer.

ATÉ SEMANA QUE VEM.

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Antonio Gurgel do Amaral - coronel

Coronel Antonio Gurgel do Amaral, filho Raimundo ou Mário e sua esposa Adélia da Silva Gurgel

ANTONIO GURGEL DO AMARAL, natural de Brejo do Apodi, na época ficava localizado no município de Apodi, e atualmente hoje é o Município de Felipe Guerra - RN. Filho do capitão Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral (natural de Aracati-CE) e D. Caetana Jesumira Gurgel do Amaral, também do Aracati. Era casado com a Sra. Adélia da Silva Gurgel, deixando a seguinte prole de filhos: Raimundo Gurgel, Mário Gurgel, Helena Gurgel Guedes, esposa de Jaime Guedes, então gerente do Banco do Brasil em Mossoró, quando do ataque  de Lampião em 13 de junho de 1927.

 

Em junho de 1927, foi sequestrado pelo bando de Lampião, quando este grupo de facínoras passava pela localidade de Santana, proximidades do Brejo do Apody. Nesta última localidade faleceu Antonio Gurgel, aos 78 anos, no dia 4 de fevereiro de 1950. 

O extinto foi comerciante por longos anos no município de Apodi e na capital do Estado, dedicando-se posteriormente à vida rural, no Brejo do Apodi. Era irmão de Tilon Gurgel. 

Fonte: Datas e Notas para a História do Apody (Livro I – Janeiro a Maio) -  Marcos Pinto 


http://www.dihitt.com/barra/antonio-gurgel-do-amaral--coronel

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TRISTE BRASIL!!!

Por Rangel Alves da Costa*

A seleção brasileira perdeu, e perdeu feio para a Alemanha. Nada menos que 7 a 1. Foi humilhada, subjugada, escorraçada. Mas quem perdeu mesmo foi o povo brasileiro, a imensa massa de torcedores que ainda tinha no seu selecionado algo bom em que acreditar.

E com a lamentável derrota se foi também a autoestima, a esperança, a crença que eram realmente bons em alguma coisa. E por isso mesmo tanta fé, tanta crença, com promessas e orações a cada nova partida.

Meu Deus, mas o futebol era nossa bacia das almas. O povo deixou de ir às ruas para protestar, deixou de gritar suas iras ao redor dos estádios exatamente porque acreditava na sua seleção. Esta verdadeiramente tornara-se sustentáculo espiritual.

Não é somente uma seleção que é fragorosamente goleada, vergonhosamente derrotada. Não. O futebol se reergue por si mesmo, os cartolas mais tardes estarão dividindo seus lucros, os jogadores saem mais enriquecidos e valorizados do que já eram.


Felipão e sua trupe darão algumas explicações e tudo estará acabado. Ao menos para eles, que logo firmarão contratos milionários. Mas não haverá qualquer tipo de explicação que tenha o dom de convencer o povo que não foi muito mais derrotado que a própria seleção.

O triste placar ficará nos anais da história futebolística como o dia em que aquele que um dia foi tido como o melhor selecionado do mundo, em plena semifinais toma uma lavagem digna do pior time de várzea. Contudo, é a consequência imediata no povo que deve ser considerada.

O povo, o torcedor, aquele que verdadeiramente confiou na sua seleção, agora ficou completamente órfão. Muito além dos choros e lágrimas a cada gol sofrido, muito mais que a tristeza em ver nada dando certo, muito mais que se sentir tão envergonhado e humilhado pela derrota, estará o dia após acordar da tragédia.

Hoje, dia 09 de julho de 2014, será sempre tido como o dia que a grande maioria da população brasileira acordou sem saber como foi dormir, levantou sem compreender nada do acontecido no anoitecer do dia anterior. E ainda estará assustado, espantado, se perguntando o que foi que houve.

E assim porque muito difícil acreditar no que aconteceu com sua seleção. Não só acreditar como compreender se aquilo realmente poderia ter acontecido. E olhar para o lado e avistar a camisa amarela, a bandeira, o adorno da festa de torcedor. Mas, ao ligar o rádio ou a televisão, a triste confirmação.

Como afirmado, nos últimos tempos somente a esperança na seleção para transformar as tristes paisagens da vida, diminuir as aflições e angústias do dia a dia, trazer algum alento aos sentimentos tão combalidos pelos descasos dos políticos e governantes. Continuava sentindo as sombras da triste realidade do país, mas buscava conforto a cada passo vitorioso da seleção. Mas...


Mas agora tudo acabou, agora tudo ruiu, tudo desmoronou. O povo brasileiro saiu dessa derrota para enfrentar reveses ainda piores. E ele sabe que será assim. Sem a ilusão futebolística, sem a fantasia da vitória nos gramados, sabe que terá de retornar à realidade tão injusta e cruel.

Não sei o que os pais daqueles garotinhos da propaganda (“Tenho oito anos e nunca vi o Brasil ser campeão. Quero ver a seleção ser campeã. Brasil joga pra mim. Joga pra mim!”) disseram aos seus pequenos torcedores. Difícil imaginar a desculpa dada. Na verdade, nem mesmo os adultos sabem o que dizer a si mesmos depois do acontecido.

E nunca mais o peito orgulhoso do melhor futebol do mundo, da seleção pentacampeã, de uma história futebolística de fazer inveja aos hermanos. Agora somente uma seleção que enganou a todo mundo e um povo que procura chão para se firmar.

Triste Brasil, triste povo brasileiro. Não bastasse a goleada de desgovernos, de corrupção, de descalabros administrativos, agora tomar uma relepada de 7 a 1. É demais. Ou não, eis que a seleção foi embora e os governantes ficaram.

Poeta e cronista
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A trilha que leva até a Grota


Nessa foto, abaixo, vê-se, o Rio São Francisco. A trilha que leva até a Grota, situado do lado sergipano (Poço Redondo). Observa-se que o esconderijo do Rei do cangaço, situava-se no "fundo de uma encosta", em forma de "V". Local de difícil acesso para uma saída, em caso de ataque. Erro fatal...!!

Foto: (autor...?...)

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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