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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Criminosos célebres: LUCAS DA FEIRA

Material do acervo do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas

Em "Festas Populares do Brasil" de Alexandre José de Melo Moraes Filho, poeta, prosador e historiógrafo, recebeu o título Magnum opus  nessa obra e em mais duas Cancioneiro dos ciganos e Os ciganos no Brasil, pode ser encontrado e copiado, no site do Senado Federal através de seu Conselho Editorial, que no ano de 2002 dispôs a publicação em Adobe Acrobat (PDF) com 384 páginas onde na página 310 encontramos esse valioso relato a respeito do famigerado bandido que assolou o recôncavo baiano.

O artigo Lucas da Feira foi escrito pelo médico e historiador baiano, Alexandre José de Melo Moraes Filho (1844-1919), onde foi contemplado no livro "Festas e Tradições Populares do Brasil", prefaciado por Sílvio Romero (1851-1914) e publicado em 1901.

O autor, Alexandre José Melo Moraes Filho nasceu no dia 23 de fevereiro de 1844, na cidade de São Salvador, capital baiana,  onde efetuou seus estudos preliminares. Mudou-se para o Rio de Janeiro e matriculou-se no Seminário Católico de São José, pensando quando jovem, adentrar à vida eclesiástica.

Voltando à terra natal, em 1867, quando desistiu de ser padre mas  por motivos particulares voltando novamente ao Rio de Janeiro, indo morar numa república de estudantes. Eram tempos difíceis onde à época outros jovens desenvolviam jornalismo e literatura, e entre eles, Castro Alves.

Recebeu um convite para dirigir O Eco Americano, periódico ilustrado, editado em Londres. Na Bélgica, fez o curso médico e ao retornar ao Brasil, dedicou-se ao jornalismo.

Publicou: Cantos do Equador; Ciganos no Brasil; Curso de Literatura Brasileira; Festas Populares do Brasil; Cancioneiro dos ciganos; Paraíso Brasileiro; Fatos e Memórias; Cantares; Saraus e Serenatas; Artistas do meu tempo, entre outros.

Vamos então ao relato que faz na página 310 do livro "Festas Populares do Brasil":

Na galeria dos criminosos célebres, ocupa esse facínora, no Brasil, um dos pontos mais culminantes.

Nasceu Lucas na fazenda do Saco do Limão, na província da Bahia, e era escravo de uma Dona Antônia, rica proprietária na Feira de Santana.

Por morte desta senhora, passaram os seus bens a seu sobrinho o padre João Alves Franco, que recebera, com os avultados cabedais da terra, escolhida escravatura, de que fazia parte o molecote Lucas.

Na idade de 20 anos, o padre seu senhor mandou-o aprender o ofício de carapina, e nessa aprendizagem fugia a miúdo, voltava apadrinhado, até que, perdendo o medo, deixou de procurar padrinho, e começou a assaltar e roubar no mato e nas estradas, matando a quantos lhe resistiam.

Os dias prediletos para as suas violências e assassinatos eram as terças-feiras e depois as segundas – dias de feira no lugar – por isso que nessas ocasiões o povo que vinha à cidade tratar de negócios crescia muitíssimo de número.

Assentando destarte a sua tenda de salteador na Feira de Santana, a ele se foram associando vários escravos fugidos, que formaram a assombrosa quadrilha de que Lucas era o chefe horrendo e pavoroso.

O Dr. Vicente Ferreira Alves dos Santos, primeiro juiz letrado do termo, durante o seu exercício, fez o mais que pôde para prender Lucas, tendo destacado, além da força de polícia, algumas praças de cavalaria, que, ao reclamo dos assaltados ou a qualquer notícia, se guiam e voltavam sem nada conseguir, embora auxiliados por caboclos daPedra Branca, rastreadores habituados e de ouvidos exercitados.

Repetidas vezes, por essas diligências frustradas, prendiam e açoitavam, nas grades da cadeia, um primo e parceiro de Lucas, supondo-se existir correspondência entre ambos, e daí secreto aviso.

O Dr. Vicente Ferreira Alves assistiu à execução das sentenças de morte na forca a que foram condenados os escravos Flaviano e Januário, salteadores da referida quadrilha.

A guarda negra de Lucas arregimentava cerca de trinta indivíduos, negros e mulatos, todos escravos de senhores-de-engenho e de pequenos lavradores.

Nicolau, em uma noite de terça-feira, com Lucas, na estrada da Lagoa Salgada, assaltando um grupo que voltava da Feira para casa, foi morto a tiro, e com ele uma preta sua companheira no crime.

Os assaltados cortaram a cabeça do malfeitor, e na manhã seguinte entraram com ela fincada em um pau pelas ruas da cidade.

Por ordem da autoridade, o cirurgião José Maria Soares de Melo extraiu-lhe o encéfalo, salgou-a, e em um poste, no Campo do Gado, no lugar onde se levantara a forca, ficou exposta ao público.

Nessa tarde entraram na povoação os dois cadáveres às costas de um animal, sucedendo-se ao corpo de delito dar-se sepultura à negra e entregar-se o corpo de Nicolau à populaça infrene, que, depois de arrastá-lo pelas ruas, lançou-o em uma enorme fogueira, que o reduziu a cinzas.

O delegado suplente que então servia, participando a ocorrência ao Governo, foi severamente repreendido pelo chefe de polícia, por ter consentido em tamanha selvageria.

O negro salteador contava em seu grêmio foragidos resolutos, baluartes resistentes aos embates da luta e do imprevisto.

Da árvore, a cuja sombra erguia a sua tenda, desenrolava-se uma rede de cipós em várias direções, uma espécie de telégrafo, que transmitia, por meio de convenção prévia, avisos e notícias.

Lucas era um bandido de maior estatura que Pedro Espanhol, cometeu mais de cento e cinqüenta assassinatos, roubou com mais afoiteza, os defloramentos por ele praticados foram inúmeros.

Na estrada e nos assaltos às fazendas ele e os seus matavam homens, crianças e mulheres, e a algumas destas depois de aviltá-las com as suas torpezas.

Às vezes, satisfeitos os seus brutais desejos, as deixavam nuas, untadas de mel do tanque, amarradas a um tronco de árvore, até que morriam de fome e de mordeduras de insetos.

A terrível quadrilha infestava muitíssimas estradas ao sul, a da Cachoeira e Santo Amaro; ao norte, a de S. José, Canavieiras e S. Vicente; a leste, Lagoa do Furno, Registro e Lagoa Salgada; a oeste, Jacuípe, Catumbi e Pedra do Descanso.

Em algumas entradas no mato a polícia e a força de linha conseguiam prender um ou outro do bando, que subia à forca sem remissão nem agravo. Flaviano e Januário assim acabaram.

Diariamente marchavam contra os facínoras pessoas armadas, e dispostas aos riscos da aventura, caindo morto por bala o salteador que resistia isolado ou que não as tinha pressentido.

Lucas e os seus sequazes assassinavam autoridades, cargueiros, viajantes, portadores de diamantes e dinheiro, sabendo de véspera o itinerário dos indivíduos e de quanto levavam consigo.

A acreditar-se em boatos, o salteador da Feira distribuía o que roubava com alguns negociantes da cidade e altas influências políticas, motivo por que escapava às tocaias e esperava certeiro os comerciantes em trânsito, conduzindo por mais de vinte anos uma vida de roubo, de devastação e de assassinatos.

De uma feita sendo mortos na vila do Tucano o juiz municipal Dr. Procópio e oito pessoas daí, mais o chefe de polícia Dr. Francisco Gonçalves Martins (depois Barão de S. Lourenço) teve de seguir para o local do crime a fim de sindicar o fato e instaurar processo.

Na Feira de Santana, por onde passou, demorou-se poucos dias, dando providências sobre uma outra morte – a de Firmino Ferreira Sarmento, e sobre o meio prático de se prender Lucas.

Neste sentido mandou afixar editais e publicar pela imprensa que o Gover no daria quatro contos de réis a quem o fizesse.

E Lucas, apesar de espionado e perseguido, prosseguia temeroso e indômito em sua carreira.

Lucas era a figura do Diabo. Contam-se dele tantos casos, narram-se a seu respeito tantas legendas, que encheriam volumes.

Uma ocasião, um negociante, que ia para a Feira, meteu por prevenção o dinheiro, que levava, dentro da gravata e pequena quantia no bolso, que era para Lucas, como ele di zia.

Na estrada, Lucas sai-lhe ao encontro e obriga-o a entregar o que trazia, ao que o viandante sem réplica acedeu, franqueando-lhe as algibeiras.

O salteador, mirando-o de cima abaixo, saqueia-o e, apenas o manda embora, fá-lo voltar.

– Meu ioiô, disse Lucas, dê a seu negro essa gravata, se não morre.

O pobre homem, que supunha-se escapo com a vida e a fortuna, não hesitou um instante, desatou-a e entregou desconfiado, assustado.

Por vezes, enfrontando no sertão com o padre seu senhor, tomava-lhe a bênção, pedia-lhe rapé e deixava-o ir seu caminho.

Dizem os velhos que Lucas tivera um remorso: – o de haver assassinado uma rapariga de 15 anos, a quem desvirginara e, enterrando-a na floresta, aconteceu que passando por perto na manhã seguinte, viu levantar-se da cova uma nuvem de pássaros, que foram cantando perder-se no além.

O negro e a sua quadrilha, depois do prêmio oferecido, não contavam com um momento de trégua, capitães-do-mato, rastreadores, soldados, gente do povo, enfim, seguiam-lhe no encalço, desafiando mais as represálias do bando.

E os assaltos aos engenhos e aos viajantes, o roubo de gado e de bagagens, os cadáveres apodrecidos nas árvores reproduziam-se sem termo, ativando esses crimes a vigilância e sagacidade do chefe de polícia e das autoridades locais, que não se poupavam a todas as diligências.

Do Aljube da cidade, Cazumbá, compadre de Lucas e réu inafiançável, evadira-se e batia as matas.

Na sua existência errante e sobressaltada, garantia dar cabo do salteador da Feira, uma vez que, com os quatro contos prometidos, lhe fosse oferecida a absolvição dos delitos.

Esta notícia espalhando-se, as autoridades da província tomaram conhecimento do fato e fazendo vir à sua presença Cazumbá, ficou o ajuste assentado sob a palavra do Governo e a resolução do bandido.

Daí por diante a estrela de Lucas começou a ser-lhe funesta. Cazumbá, acompanhado de Marcelino, a quem se associou, meteu mãos à obra, levando dias e noites à tocaia de Lucas.

Atravessava florestas, transpunha vales e serras, embarcava em diferentes lugares, pondo-se-lhe à pista, até que, na tarde de segunda-feira, 24 de janeiro de 1848, emboscado em uma das picadas da Pedra do Descanso, percebeu o facínora armado de clavinote, que passava ao longe.

E Cazumbá disparou-lhe um tiro...

A bala, fraturando-lhe o braço direito, não o impediu de escapar, de embrenhar-se nas selvas, deixando após si um rastro de sangue.

Avisados, incontinenti, subdelegados, delegados, juízes de paz e inspetores de quarteirão, partiram todos, seguidos de tropa, em busca do esconderijo de Lucas, porém inutilmente.

Em caminho, viram cadáveres putrefatos, indivíduos amarrados e seviciados, uma moça branca enleada contra os espinhos de um pé de mandacaru, baús, alfaiais da igreja de Brotas, e objetos roubados, nas clareiras do mato.

Frustrada a diligência, no declínio das esperanças, quando já se haviam perdido muitas jornadas em busca do salteador baleado, acudiu a alguém a ideia de mandar chamar o negro Benedito, amigo de Lucas e salvo-conduto dos viajantes da Cachoeira à Feira de Santana, para dar conta dele.

Depois de ameaças e promessas, Benedito comprometeu-se a indicar o pouso, e, seguindo à frente, puseram-se em marcha autoridades e tropas, Cazumbá e Marcelino, que o prenderam em uma furna onde era pensado por uma rapariga, tornando-se para isso necessário que lhe dessem outro tiro.

A ferocidade do negro, apesar de ferido e pilhado, era inaudita. O fato passou-se pela madrugada.

E às sete horas da manhã, em uma rede gotejante de sangue, chegou Lucas aos Olhos-d’Água, afluindo para vê-lo inúmero povo.

Às oito horas entrou na cidade, onde a população o teria linchado se não fosse a numerosa guarda de baioneta calada, que o protegia.

Por três dias o prazer e as festas tornaram-se indescritíveis: girândolas de foguetes, repiques de sino, embandeiramento das ruas, luminárias à noite, passeatas, tocatas de violão, etc.

Na cadeia da capital, para cuja prisão foi removido, amputaram-lhe o braço, e respondendo ao júri que o condenou à pena última, subiu à forca em setembro ou outubro de 1849.

Lucas tinha mais de 45 anos de idade. No alto do patíbulo fez uma fala ao povo, pediu perdão e na forca ou na prisão – jamais comprometeu pessoa alguma.

Note-se que, como dissemos, Lucas não roubava para si. E a esse respeito possuímos documentos de grande valor. 

Naquele malfeitor, entretanto, naquela monstruosidade humana, dois sentimentos bons conservaram-se – a gratidão e a caridade.

O cruel salteador da Feira nunca ofendeu a quem lhe fizera ao bem, e era o socorro ignorado de muitas famílias pobres que viviam de suas esmolas.

Além do prêmio da traição, Cazumbá recebeu presentes de dinheiro do comércio da Cachoeira, da Feira de Santana, de Santo Amaro e da Bahia.

É estilo no Norte os acontecimentos notáveis serem cantados pelos Homeros populares: as façanhas do Lucas estavam neste caso.

Do muito que produziu a poesia anônima do tempo, o ABC do Lucas é a mais original e característica.

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O MAIS NOVO LIVRO SOBRE O CANGACEIRO JARARACA

Por Marcílio Lima Falcão

Sinopse - Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Jararaca: Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró historiciza a construção das memórias sobre a santificação do cangaceiro Jararaca, morto na noite de 19 de junho de 1927, no cemitério São Sebastião, em Mossoró, pela força policial que o escoltava para Natal, capital do Rio Grande do Norte. A interpretação é realizada por meio da análise da documentação dos jornais O Mossoroense, O Nordeste e O Correio do Povo, da análise de obras com narrativas a respeito da morte de Jararaca, da importância dos lugares de memória como espaços de conflito e das falas dos devotos que visitavam o túmulo de Jararaca no dia de finados. Procura-se compreender as formas de circulação, apreensão e ressignificação das memórias sobre a santificação de Jararaca.

Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Autor: Marcílio Lima Falcão
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CC – 
5929-3
Marcílio Lima Falcão

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela
Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP).
Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

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"DOMINGUINHOS, O NENÉM DE GARANHUNS"


O livro "DOMINGUINHOS, O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.
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incrivelmundo@hotmail.com
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O CABO MILITÃO

Material do acervo do pesquisador Adriano Pinheiro

Foi uma tarde pressaga aquela em que na fazenda “Corituba”, de Sergipe, Ezequiel, irmão de Virgolino, com este se desaveio e o desafiou para uma luta, a punhal, injuriando-o com os epítetos de cego frouxo, fazedor de mal a moças donzelas, ladrão de beira-de-estrada, dador de surra em homem desarmado e cabra covarde que só tem fama por via dos companheiros… Devido à oportuna intervenção de Corisco e de Pai Velho, um duelo fratricida se não verificou. Mas, desde esse dia, Lampião passou a se mostrar taciturno e se tornou ainda mais irascível e cruel. O olho direito, que ele tem cego e esbranquiçado, estava sempre lacrimoso e isso neurastenizava e enfurecia o celerado.


Por outro lado, Virgolino sentia que a maioria do bando não recebera bem a sua decisão contra Corisco, no incidente deste com Volta Seca. Fôra o caso que, dias antes, estando Volta Seca a torturar uma pobre velha, cujo rosto já arranhara com o punhal, Corisco o repreendeu e, como o perverso insistente na sua maldade, Corisco pespegou-lhe uma bofetada que o atirou, desacordado, ao chão. Virgolino metera-se entre os dois, mas desgostara Corisco, em lhe não reconhecendo razão. Só por estarem atropelados mui de perto pela polícia, os cangaceiros não se separaram, fragmentando o grupo. Tais ocorrências obrigavam Virgolino a procurar escaramuças que dissiassem o mal-estar que ensombrava os ânimos da malta. Fazia-se mister que a luta novamente os solidarizasse.

A 29 de junho do ano passado, quando todo o sertão baiano guardava, tranquilo e feliz, o dia onomástico de São Pedro, Virgolino, a três léguas do arraial Várzea da Ema, do município de Curaçá, assaltou a fazenda “Formosa”, de propriedade do Cel. Petronilo Reis. Aí incendiou duas casas e, afora outras depredações, matou, a faca, três vacas de leite e cento e sessenta e oito (168) ovelhas que encontrou presas num curral. Em seguida, fez juntar grande ruma de esterco, empilhou sobre ela as reses e lanígeros abatidos e ateou fogo ao sinistro montão de animais sacrificados. Por muitos dias um cheiro nauseabundo de carnes podres e queimadas empestou as redondezas da fazenda reduzida a ruínas.

Após a selvajaria desses desatinos, Lampião partiu com o seu séquito, declarando na fazenda “Curundundu” que ia desgraçar a vila de Uauá. Então, perseguia-o mais de perto a volante comandada pelo Tenente Arsênio Alves de Sousa. Verdadeira marcha batida, em a qual, sem descanso, os cangaceiros venceram trinta e uma léguas e a polícia vinte e quatro.

Foi assim que Lampião logrou escapar aos que se lhe haviam escanchado no rastro: perto da fazenda “Lagoa Escondida”, numa bifurcação da estrada, rumou para a direita, indo pernoitar a 30 de junho, em Poço de Fora, iludindo, pois, o contingente policial que prosseguiu pela esquerda, a fim de entrar pelo lado sul de Uauá.

Auxiliado por sequazes incorporados à sua alcateia em território baiano e perfeitos conhecedores da região, Virgolino novamente deu às de vila-diogo na madrugada de 1° de julho, empreendendo um raid ainda mais exaustivo e ousado. Egresso das caatingas e grotões, o bandoleiro-fantasma teve a audácia de voar sobre Itumirim, onde chegou ao lusco-fusco do dia 2, depois, em trinta e seis horas, haver vencido quarenta e cinco léguas! Aí reduziu a cinzas a estação ferroviária, cortou as comunicações telegráficas com a localidade, bebeu à farta e tentou formar um samba na casa da… Escola Pública. Mas, medroso de uma surpresa dos seus perseguidores, arribou logo mais e foi refugiar-se, durante o resto da noite, na Serra dos Morgados. O dia 3 assinalou o seu assalto à fazenda “Piabas” e o seu pernoite no lugar “Buraco d’Água”.

Coincidiram tais fatos com a fuga de cinco soldados criminosos, recolhidos à cadeia de Bonfim. Esses fugitivos, em bilhete irônico e malcriado que deixaram ao Capitão José Galdino, avisavam que se iam reunir a Lampião.

Em atividade, no encalço dos detentos foragidos, a manhã de 4 de julho veio encontrar os destacamentos da zona.

Procedentes de Campo Formoso, o Cabo Antônio Militão da Silva e os Soldados Pedro Santana, Cecílio Benedito, Manoel Luís de França e Leocádio Francisco da Silva pararam em Brejão de Dentro e ali aguardaram a chegada de outros companheiros, por ser aquele o ponto combinado de junção das forças.

Como devessem dali ingressar na região de Gruna, penetrando em lugares insidiosos e de penoso acesso, “lugares esquisitos”, como eufemicamente por lá se diz, os soldados abandonaram as armas e aproveitavam o tempo de espera, escrevendo bilhetes para suas famílias em Campo Formoso, dando-lhes conhecimento da direção que iam tomar. Estavam todos no interior da residência de Alfredo Monteiro e, fora, o Cabo Militão consertava os loros de uma montaria. Seriam onze horas da manhã.

Em dado momento, Militão avistou longe, na estrada, diversos homens armados e avisou: – Lá vêm nossos camaradas! E continuou, despreocupadamente, no reparo dos arreios. Também as praças não tiveram a curiosidade de ver quem era que se aproximava. A estrada faz uma curva fechada e vem desembocar abruptamente junto à casa, motivo por que Militão logo perdeu de vista os indivíduos que julgou serem soldados.

De súbito, o troço aparece. Num ápice, saltam das selas Lampião, Volta Seca, Ezequiel, Pai Velho, Corisco, Arvoredo, Moderno, Esperança, Moirão, Gato, Pernambuco e Labareda. Virgolino já está intimando o Cabo Militão:

- Se prepare, cabra, se prepare pra apanhar!

- PRA APANHAR, NÃO, QUE EM HOMEM NÃO SE DÁ: – HOMEM SE MATA!

- Apois, então, tire a cartucheira, que é pra não melar de sangue!

Mas não findara o curto diálogo entre Virgolino e Militão e já Volta Seca desfechava neste um tiro de Parabellum no ouvido.

Com o estampido, acorrem os soldados, atordoados e sem os fuzis, e são recebidos por uma saraivada de balas, quase a queima-roupa. Um deles tomba, tendo como arma nas mãos a caneta com que inconscientemente estava a mandar o derradeiro adeus à família. Outro, o único que logo não caiu, baleado que fôra ligeiramente num braço, retrocede à casa e procura refugiar-se numa alcova. Cerrada descarga atravessa a porta, prostrando-o morto pelas costas. Muitos outros disparos alvejam ainda os moribundos, um dos quais escabuja e é sangrado. Esse infeliz chegou a receber no corpo nove balas. Tudo isso não durara mais que instantes.

A horda penetra na casa e Lampião, não saciado, indaga se não resta escondido por ali mais algum macaco do gunvêrno. Alfredo Monteiro responde negativamente e implora compaixão para si e para os seus. Lampião grita-lhe que nunca mais dê rancho a macaco e volta ao terreiro. Dá um pontapé no cadáver de Militão e arranca-lhe do braço as divisas de cabo, presenteando uma das fitas a Moderno e outra a Arvoredo. Este lastima que nenhum dos mortos usasse bigode comprido: é que ele queria torar e amarrar na fita, mode enfeitar o rabo do cavalo em que vinha montado… Ezequiel vasculha os bolsos dos soldados. Tal busca de dinheiro resulta infrutífera e o miserável desanda na torpeza duns insultos pornográficos.

Estarrecido, o dono da casa pergunta que deve fazer com os cinco cadáveres. Virgolino sacode os ombros:

- Querendo, enterre; não querendo, deixe os urubus comer!

Pai Velho saúda com uma risada o dito de sarcasmo do chefe feroz.

Lampião pede cachaça, cachaça muita que dê pra ele e a “rapaziada” festejarem a caçada do dia.

Alfredo Monteiro, receoso de ter de testemunhar nova chacina, adverte que outra força de polícia está a chegar. Virgolino exalta-se e deixa a esses policiais um recado obsceno. Depois, olha raivosa e tigrinamente as suas cinco vítimas e ordena a Alfredo Monteiro que enterre os peste todos numa cova só, sob pena dum ajuste de contas em regra, noutra visita inesperada. Alfredo Monteiro promete que assim fará e pede licença para ir buscar a aguardente. Lampião diz que não quer mais…
Todo o grupo torna a montar.

Nisso, o soldado Cecílio Benedito, nos últimos estertores, bole ligeiramente com um pé. Lampião observa o movimento e saca, de novo, a pistola:

- O diabo deste “macaco” inda está se mexendo? Macaco mexeu, quer chumbo…

E, mesmo montado, desfecha-lhe um tiro na cabeça, que lhe arranca parte do frontal.

E esporeando as alimárias, a cantar alegremente o “É lampa… é lampa…”, os Cavaleiros do Crime galopam, fugindo pusilânimemente a um encontro com os policiais esperados.

Quando o tropel da cavalhada e a toada do hino de guerra de Lampião não se faziam mais ouvir, foram se reabrindo as casas do Brejão e das portas e janelas umas cabeças assustadas perscrutavam se o vilarejo já encontra restituído à sua quietude e pacatez.

Alfredo Monteiro, de olhos marejados, estava a espantar uns cães famintos que lambiam o chão inda rubro, aqui e ali, do sangue dos cinco mártires do banditismo nefando.

O sol pompeava, na sua escalada para o zênite.

O Cabo Militão tinha os olhos esbugalhados para o céu, como a indicar que aquele cuja firmeza de olhar não se curvara ante a crueldade vilã do Rei do Cangaço também era capaz de fitar o sol, o grande sol flamejante dos sertões!

Do livro “No Tempo de Lampião”, de Leonardo Mota


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Lampião e Sabino Gomes


" - Sabino, um homem é um homem, um prego é um prego, um tôco é um tôco, não queira deixar de menos, o que pra nós foi difícil".


Lampião manejando o fuzil em direção a Sabino gomes, no dia 14 de Junho de 1927, quando vinham da fuga de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, quando Sabino propôs a Lampião para cada um seguir seu destino sozinho.

Fonte: facebook
Página: Virgulino Ferreira DA Silva

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Durvinha e Virgínio Fortunato da Silva


Olha os cangaceiros que já apareceram!

Arte do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

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100 Anos da Prisão de Antônio Silvino

Por Manoel Severo
Geraldo Ferraz e mais uma grande obra sobre a prisão de Antônio Silvino por Theophanes Ferraz

Nascido no dia 02 de Setembro de 1875, em Afogados da Ingazeira-PE, filho de Francisco Batista de Morais e Balbina Pereira de Morais, Manoel Batista de Morais, mais conhecido como "Né Batista", era irmão de Higino, Zeferino e Francisco Batista de Morais.

Foi a partir da morte do seu pai, conhecido como "Batistão do Pajeú" que, em companhia do irmão Zeferino, enveredou pelos caminhos do cangaço, no ano de 1896. Movido pelo sentimento de vingança, mata Desidério, o assassino do seu pai, adota o nome de Antonio Silvino e se torna um dos mais temidos cangaceiros que precederam Lampião, liderando o bando do seu finado tio Silvino Ayres.


Antonio Silvino foi preso pelas tropas do major Theophanes Ferraz, comandante das tropas oficiais da polícia pernambucana, no final de novembro de 1914 na cidade de Taquaritinga-PE, e transferido para a Casa de Detenção do Recife. Após julgamentos pelos crimes praticados, o judiciário aplicou-lhe uma pena total de 39 anos e quatro meses de reclusão. 

Após cumprir mais de 23 anos de prisão, o velho cangaceiro, incentivado por amigos do cárcere, dirigiu uma "Carta", ao Presidente Getúlio Vargas solicitando o "Indulto", haja vista que, no seu entendimento, já era demasiado o tempo de recolhimento á prisão, pois, achava que já tinha pago pelos seus crimes.


Tudo isso e muito mais, teremos, na mais nova obra do pesquisador e escritor Geraldo Ferraz de Sá Torres em " Theophanes Ferraz Torres - O Centenário da Prisão do Cangaceiro Antônio Silvino e o Julgamento do Século" acontecendo neste próximo dia 27 de novembro, próxima quinta-feira, no Clube dos Oficiais, em Recife.

Lançamento do Livro
"O Centenário da Prisão do 
Cangaceiro Antônio Silvino e o 
Julgamento do Século"
Por:Geraldo Ferraz
Dia 27 de Novembro de 2014
19 horas no Clube dos Oficiais
Recife- Pernambuco

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GPEC EM BUSCA DOS VESTÍGIOS DO CANGAÇO


No dia 18 de Setembro de 2014, viajei de João Pessoa-PB, com os amigos e companheiros do nosso grupo, Narciso Dias e Jair Tavares, tendo como destino a cidade de Floresta-PE. 


Um dos objetivos principais dessa incursão aos sertões do Moxotó e do Pajeú pernambucano era justamente visitar a emblemática Fazenda Poço do Ferro do lendário Coronel Ângelo da Gia. 


Por corruptela Anjo da Gia. Localizada a uns 12 km após Ibimirim-PE na PE 360 que dá acesso à cidade de Floresta-PE.


Ao chegarmos na porteira da fazenda, àquela sensação palpitante de está pisando no solo de um dos locais onde se deu um dos episódios mais relevantes e controversos na história do cangaço. 


A morte por acidente com arma de fogo do irmão primogênito e braço direito do já Rei do Cangaço, aquele que exercia com maestria a tática letal da retaguarda, o Antônio Ferreira. 

Local onde provavelmente ocorreu a morte do cangaceiro Antônio Ferreira.

Foi um "sucesso", na linguagem cultural do sertanejo. Fato protagonizado pelo cangaceiro Luiz Pedro do Retiro. 


Os primeiros contatos com os moradores da fazenda foram frutíferos. Povo simples, humilde e bastante solícito A casa grande que pertenceu ao coronel Anjo da Gia já não existe mais. 


Em conversa com moradores, fomos informados que a casa onde ocorreu o episódio que vitimou Antônio Ferreira, ficava a uns 300 metros no sentido sul. 


Ao chegarmos ao local indicado, o Sr. João muito cordato, afirmou que residia há muitos anos naquele local e prontificou-se a nos levar até a cova onde o irmão de Lampião, o Antônio Ferreira estava enterrado. 


Seguimos em fila indiana o Sr. João, seus filhos e o cachorro, encantados com a presença de pessoas estranhas ao seu cotidiano. 


Seguimos a comitiva em caminhar acelerado numa caatinga rala e solo bastante pedregoso, por uns trezentos metros até chegarmos ao local tão esperado. 



Foi muito gratificante para nós que estudamos e temos o prazer em desvendar e garimpar os locais que são marcos na história do cangaço.



Estávamos ali, diante da cova de um dos cangaceiros de maior destaque na fase primeira do cangaço Lampiônico. 



Fiquei pensando: "são raras as visitas a essa cova" Tudo era inédito para nós naquela hora escaldante do meio dia.Ficaram muitas lembranças e boas fotografias da ribeira do Moxotó.

Fonte: facebook
Página: Jorge Remígio

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MULHER DE VAQUEIRO ADMIRA-SE DA VIDA DE LAMPIÃO


" - O senhor, um homem tão vistoso e nessa vida!"

Pergunta da esposa de Thiago, o vaqueiro do coronel Audálio Tenório, chefe político de Águas Belas, no Estado de Pernambuco, a Lampião.


" -  Isso foi o destino dona! Mas também teve um pouco de gosto". 

Resposta de Lampião, com um pequeno sorriso, ano de 1936.

Fonte: facebook

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PUNHAIS CANGACEIROS

Por Clerisvaldo B. Chagas, 24 de novembro de 2014 - Crônica Nº 1.310

Agora na fase final, escrevendo o livro Maria Bonita, chamou-me a atenção as imagens dos punhais cangaceiros.


Os punhais, existentes há muito séculos, adquiriu uma forma especial no Brasil, principalmente na indumentária cangaceira do bando lampiônico, muito parecido com o punhal utilizado na época no Rio Grande do Sul.

Em diferentes tamanhos essa arma branca foi bastante usada nas cintas dos cangaceiros, como forma de ostentação, vaidade e poder.

Observe que cada cangaceiro tem um punhal na cintura

Os fornecedores desse tipo de arma, não só para o bando de Virgolino, mas para qualquer cidadão que quisesse adquiri-la, seriam os próprios fabricantes que trabalhavam caprichosamente em suas rudes tendas em várias partes do Nordeste, principalmente no Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O cangaceiro usava facas, facões e punhais. As facas eram utilizadas para o cotidiano como de qualquer família, no lar. Os facões, principalmente para abrir passagem nas veredas e em tarefas que precisassem de uma arma mais rude e robusta. O punhal, unicamente para sangrar a sua vítima.

A vaidade fazia encomendar punhais de ótima lâmina e caprichado trabalho no cabo, que podia se de ou conter, níquel, ouro, chifre, osso, marfim, prata, conforme o poder aquisitivo de quem os encomendasse.

Na rudeza daquele mundo semiárido, fora e dentro do cangaço, famílias que se matavam entre si, aceitavam a morte como coisa do mundo masculino. Tanto se matava como se morria, tudo era coisa natural da ignorância da época. O que não se admitia era que a vítima fosse sangrada, pois um homem não se sangra como um porco ou outro animal. Era uma ofensa grave esse procedimento. O ato de sangrar pessoa era, então, considerado desmoralizante, daí ter havido muitas vinganças no semiárido, em pagamento com a mesma moeda.

Mesmo, já nos anos 60, belíssimos punhais de cabo trabalhado, eram ainda exibidos e vendidos, livremente, nas bancas das feiras nordestinas. Respondendo à pergunta: “De onde vêm esses punhais?” A resposta quase sempre era a mesma: “Do Juazeiro do Norte”.



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43 ANOS DA MORTE DE TEODULINA PRIMA DE ANTONIO SILVINO


Hoje faz 43 anos de falecimento de Teodulina, prima do cangaceiro Antonio silvino, o rifle de ouro... esta senhora o acolheu em sua casa até o dia de sua partida para a eternidade.


O pesquisador e colecionador do cangaço Dr. Ivanildo Alves Silveira disse o seguinte sobre Antonio Silvino e sua prima Teodulina: 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012_07_27_archive.html


"- O velho ANTONIO SILVINO terminou os seus últimos dias na casa da prima TEODULINA, na cidade de Campina Grande/PB, (Vide FOTO, acima), tendo falecido na manhã do dia 28 de julho de 1944, em consequência de .." glomérulo nefrite crônica - Uremia - conforme atestado firmado pelo Dr. Bezerra de Carvalho, deixando oito filhos naturais. " (Dantas, pg 261)".

Fonte: Facebook

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APÓS O DIA 'D'...


Vários são os relatos de que algumas pessoas foram ao local da matança, grota do riacho Angico, e enterraram os corpos, sem cabeças, que lá estavam servindo de alimentos para as aves carniceiras. Relatam que os corpos de Virgolino e Maria foram enterrados isoladamente. Há ainda anotações de que foram colocados os corpos dos restantes, em uma grande cova rasa, junto com os restos dos animais mortos que serviram de alimentação para o bando, antes da manhã do dia 28 de julho de 1938. Antes, porém, autoridades visitaram o ambiente, visualizando as cenas tétricas em busca de respostas... anotações, identificações... Usaram a cal e a creolina para amenizar o odor dos corpos que se encontrava em estado de putrefação, resultado dos agentes da natureza, dando conclusão ao que foi dito “do pó viemos e ao pó voltaremos", para isso, se faz necessária a intervenção destes agentes. Só que, em minhas 'viagens' pelo universo internauta, dei de cara com estas imagens de corpos sem cabeças. Cadáveres no leito seco do riacho Angico, com aparência de mumificação. 


Em um dos corpos notamos até um galho seco, 'segurando' a perna do morto em uma posição 'diferente'. Não são caveiras, há uma musculatura, nervos e/ou ligamentos, não sei como, segurando os ossos em seus devidos lugares. Pois bem, ao que saiba urubus e bactérias não deixam este tipo de tecido sem serem devorados. Seria mais um mistério de Angico? Com a palavra os senhores especialistas...

fotos cangaconabahia.blogspot.com - matéria "visita a angico... pós-evento... "postado por Rubens Antônio, terça-feira, 5 de agosto de 2014


Fonte: facebook
Página:  sálvio siqueira

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