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domingo, 11 de janeiro de 2015

LAMPIÃO EM SERGIPE


Interessado neste título? 

Entre em contato com: rangel_adv1@hotmail.com - franpelima@bol.com.br Autor: Alcino Alves da Costa - Área: CIÊNCIAS HUMANAS Sub-área: História ISBN: 978-85 63318-07-7 Número da edição: 1 Ano da publicação: 2011 Número de páginas: 302 Idioma: Português Informações técnicas: Formato: 15 x 21 cm Papel: Triplex 300g (capa) Pólen Soft 80g (miolo) Acabamento: Brochura

No dia 1º de março de 1929, fugindo do cerco das volantes baianas, Virgolino Ferreira da Silva - Lampião - refugia-se em Sergipe e, a partir daí, estabelece um reinado que durou nove anos. É essa a história que Alcino Costa nos conta, a trajetória do rei do cangaço na região conhecida como Sertão do São Francisco. Das cidades que sofreram com peso da presença dos bandoleiros, das tragédias que acometeram o povo sertanejo, das atrocidades cometidas pelos asseclas do cangaço e pelas "forças da lei", o autor narra episódios estarrecedores, no entanto, afasta-se das lendas buscando a verdade sobre histórias fantasiosas que rondam o nome de Lampião. "Lampião em Sergipe", não se refere somente ao mais ilustre dos cangaceiros, dando espaço também aos coadjuvantes como Corisco, Azulão, Zé Baiano, Maria Bonita, Dadá, Sila e Adília, estas últimas têm dedicação especial do autor no capítulo "A mulher no cangaço". O livro faz ainda um cuidadoso levantamento dos sergipanos - homens e mulheres - que aderiram ao banditismo, marcando para sempre suas vidas e de suas famílias. "Lampião em Sergipe" é antes de tudo a história dos sertanejos, que experimentaram um sofrimento sobre-humano vivenciando na árdua vida do sertão uma verdadeira guerra. Guerra que só viria a ter fim com o controverso episódio na Grota do Angico onde Lampião foi morto e, segundo o autor, com ele o cangaço.

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Historiador José Romero Araújo Cardoso lança seu segundo e-book com estudos nordestinos

Publicado em 11 de Janeiro de 2015 - por Redação

Não é de hoje que o professor José Romero Araújo Cardoso presenteia os amantes da boa literatura com obras de grande relevância para os estudos nordestinos. Ao longo da carreira já são mais de doze livros publicados e um incontável número de plaquetes (publicações com menos de 50 páginas).

Adaptando-se aos novos tempos, acaba de sair do “forno” o segundo e-book de autoria do historiador, intitulado "Notas para a História do Nordeste". A obra foi organizada pela professora Marinalva Freire da Silva, da Universidade Estadual da Paraíba, e conta trinta e três textos, alguns ainda inéditos, como o "Josué de Castro e a Ousadia de Denunciar um Tema Ainda Proibido".

"É um texto que causa reflexão pelas disparidades sociais ainda hoje. A fome ainda é um assunto delicado de se tocar e Josué de Castro ainda é a maior referência sobre este assunto", diz Romero.

Assuntos como a origem do comércio do Nordeste (A Civilização do Couro) e as tradições nordestinas (O Heroísmo das Parteiras Tradicionais) também estão presentes no trabalho que reúne escritos produzidos pelo autor há mais de dez anos.

Sem data ainda para lançamento, "Notas Para a História do Nordeste" pode ser adquirido diretamente com o escritor pelos seus telefones: 9702-3596 e 8738-0646 ao custo de dez reais.


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A FERRUGEM NAS LATAS E AS TRAÇAS COMERAM UMA BOA PARTE DOS FILMES DE LAMPIÃO

Por José Mendes Pereira
Nos cinemas os filmes eram guardados assim em prateleira dentro das suas latas

A ferrugem nas latas e as traças comeram uma boa parte dos filmes de Lampião que Benjamin Abraão Botto fez na caatinga do nordeste brasileiro

É lamentável que um documentário tão importante feito pelo cineasta Benjamin Abrahão Botto tenha ido nas enchentes da ditadura. Proibido de ser exibido nos cinemas brasileiros, o filme que o cineasta fez sobre o cangaço, e principalmente sobre a "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia, foi guardado em suas latas protetoras, e com o tempo, tanto a ferrugem como as traças, findaram com um dos mais importantes documentos sobre o cangaço no nordeste brasileiro.

Afirmam alguns pesquisadores que Benjamim Abraão Botto usou em média mil metros de fitas cinematográficos, e infelizmente restou muito pouco. Outros são mais vantajosos, afirmam que eram em torno de dois mil metros.

As inúmeras fotografias que Lampião e seu bando deixaram no nordeste, serviram muito para os repórteres, escritores, pesquisadores, estudantes e colecionadores do cangaço, que sem pressa, irão montando as peças do dominó da mais bela história do povo nordestino. 

webinsider.com.br

Estes acontecimentos foram bons? Não! Foram péssimos, mas já que aconteceram, não devemos deixá-los adormecidos em páginas engavetadas para serem destruídas pelos ácaros e pelas traças. Que todos juntos continuem ainda procurando algumas peças do cangaço, que talvez não estejam tão longe de quem é obcecado pelo assunto.

José Mendes Pereira
Mossoró-Rn.

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Piranhas (Alagoas)

Vista geral da cidade de Piranhas - Vista do Mirante

Piranhas é um município brasileiro localizado no oeste do Estado de Alagoas. Sua população é de 21.716 habitantes e sua área é de 409,1 km² (53,23 h/km²).

Limita ao norte com o município de Inhapi, ao sul com o Estado de Sergipe, a leste com os municípios de São José da Tapera e Pão de Açúcar, a oeste com o município de Olho d'Água do Casado e a nordeste com o município de Senador Rui Palmeira.

Piranhas ficou nacionalmente conhecida por conta do cangaço. Sediou um combate épico entre um de seus moradores, Seu Chiquinho Rodrigues e um dos bandos de Lampião. O tiroteio entre o aludido habitante de Piranhas e o famigerado bando marcou singularmente os valores nordestinos de honra, fé, amor à família. Tendo chegado a notícia que um dos bandos de Lampião invadira a cidade e estava por fazer atrocidades por onde passava, os moradores da cidade abandonaram-na em retirada urgente; exceto Seu Chiquinho Rodrigues, pois sua esposa Helenira Rodrigues estava de resguardo da primeira filha do casal. Movido pelo amor à família e um fundamental valor de honra, Seu Chiquinho armou-se com seu rifle e muita munição e pusera-se a esperar o bando de Lampião na sacada de sua casa, praticamente sozinho. Quando o primeiro dos cangaceiros apontou, iniciou-se o tiroteio, marcado pela bravura de um cidadão que ousara enfrentar um dos mais temidos bandos, em defesa da integridade física e moral de sua esposa, pois não a podia abandonar em tal situação. Dentro da casa (Sobrado) dos Rodrigues, a cena era em dois tons: na varanda, Seu Chiquinho, munido com seu rifle, enfrentava o bando de Lampião; no quarto, D. Helenira Rodrigues, buscava refúgio em sua fé, recitando o Rosário e suplicando a ajuda de Deus, com orações dirigidas à Virgem Maria. O tiroteio estendeu-se e só se encerrara quando o bando, tendo perdas e vendo não conseguir invadir a cidade, desistira do embate e caíra fora daquela cidade. Venceu a virtude nordestina de, buscando reforço na fé, defender o valor da família ainda que nas mais adversas situações.

Curiosamente, Lampião repreendeu seu bando por ter invadido uma cidade cuja padroeira era Nossa Senhora da Saúde, santa da qual ele era devoto. Diante do feito histórico, Seu Chiquinho Rodrigues foi presenteado pelo Exército Brasileiro com dois rifles de exclusividade das Forças Armadas, um dos quais foi recebido e o outro doado de volta ao Exército como forma de demonstrar seu amor à Pátria Mãe. 

Outras duas curiosidades acerca de Piranhas e do embate entre Seu Chiquinho Rodrigues e o Lampião é que (1) ambos nasceram em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, e que (3) Seu Chiquinho Rodrigues morrera no dia 03 de junho de 2002, aniversário de sua amada esposa e da cidade que tão bravamente defendera.

Quando da morte de Lampião e seu bando, aconteceu que, no Centro Comercial de Piranhas e na sede da Prefeitura de Piranhas, a cabeça de Lampião, e outras do seu bando, ficaram expostos após decapitação, para que ficasse bem claro a todos que o Exército Brasileiro vencera a batalha contra os cangaceiros de Lampião.

Em Piranhas também foram rodados muitos filmes e documentários sobre cangaço e assuntos correlacionados, como Baile Perfumado, com o mesmo tema do cangaço. No museu da cidade, podem ser vistas várias fotos de Lampião, inclusive a famosa foto que mostra o empilhamento das cabeças na escadaria da prefeitura do Município. Neste mesmo museu trabalha hoje, como auxiliar, um dos policiais que, na época, mataram Lampião e seu bando.

O município ainda é banhado pelo rio São Francisco. Piranhas foi reconhecida como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN. Além do tombamento histórico, Piranhas destaca-se por encerrar o último trecho navegável do Baixo São Francisco; por ser cravada entre serras, o que lhe deu o carinhoso nome de Lapinha do Sertão; por ter feito parte da chamada Rota do Imperador, passagem de D. Pedro II; por ter sido palco de inúmeras visitas de artistas notáveis como Altemar Dutra, o qual - por seu grande amor por aquela cidade - fora homenageado com a rodovia Altemar Dutra e o nome da orla ribeirinha. Ademais, o Município de Piranhas abre caminho para o conhecido Canyon do São Francisco, o qual pode ser visita por meio de catamarãs e barcos, muito usados por turistas. No Município de Piranhas, também fica o conhecido bairro de Xingó, o qual serviu de base para a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, pela Chesf, responsável pela geração de cerca de 25% da energia do Nordeste.

Dentre as festas que mais se destacam na cidade estão o carnaval, que se realiza no centro histórico. O Forrogaço (Forró do Cangaço), no bairro de Xingó, que se realiza no início de junho, comemorando o aniversário da cidade e antecipação das festas juninas.

Cidade razoavelmente calma, com economia baseada no turismo, nas verbas federais oriundas do tombamento pelo Patrimônio Histórico Nacional e no recebimento de royalties, provenientes da Chesf.

Uma das peculiaridades da Lapinha do Sertão, Piranhas, é sua singularmente bela vista por qualquer dos ângulos que se chegue à cidade, quer pela rodovia Altemar Dutra, quer pelo rio São Francisco ou pelo ar, de helicóptero.

Atualmente, Piranhas é muito visitada por turistas, os quais encantam-se com seus belos mirantes, seu rio formidável, as comidas e danças típicas, além de excelentes opções de passeios, restaurantes, hotéis e pousadas, em locais estratégicos e com vistas singulares. Diz-se que aquele que naquelas águas se banha sempre para lá quer voltar.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Piranhas_(Alagoas)

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sábado, 10 de janeiro de 2015

O MAIS NOVO LIVRO DO ROBÉRIO SANTOS "O CANGAÇO EM ITABAIANA GRANDE"


Um livro não é feito apenas de papel impresso. O valor atribuído a ele não é apenas papel e tinta. O escritor começa com uma ideia "será que houve Cangaço em Itabaiana? Quais as influências?". Começa a luta. Nisso começa a juntar o que já tem, seja online, livros impressos, monografias e fotografias. Separa tudo numa pasta. Começa a buscar pistas em outros livros, documentos raros, manuscritos e referências não debatidas, apenas citadas e muito menos mostradas. A busca por livros que contenham muitas vezes após uma leitura de mais de 600 páginas você acaba extraindo um parágrafo para o livro. 

De onde saiu o dinheiro para comprar dezenas de livros? Centenas de revistas? Dezenas de fotos? Muitas viagens? Alimentação? Noites mal dormidas? Entrevistas muitas vezes difíceis com as pessoas mais improváveis do mundo... 

O livro está quase pronto e aí aparece uma pista, e o escritor como um detetive da história corre e pega a informação. Ele começa a organizar tudo, a pedir ajuda aos amigos que possam doar um pouco do seu conhecimento. Dezenas de pessoas entrevistadas, paciência para filtrar e agir como um CSI do conhecimento de forma educada e responsável. 

O livro está pronto depois de dez anos de pesquisas. Mas não acabou por aí. Editora, coloca as fotos no lugar, trata as fotos coletadas como fonte importantíssima do visual. Casa com os textos. 

Vem a diagramação interna e da capa, definição de título e formato. O livro parece estar pronto. Leva-o para a Gráfica, apenas um modelo e aí, após análise, chega o orçamento. Corremos em busca das nossas reservas, não temos o suficiente, vamos em busca de amigos como Edson Passos Passos, Robinho da Dojokai e Adriana Noronha e eles confiam no meu trabalho e completam o que falta. Trocamos trabalhos, eu faço calendários; aceito patrocínio, somo ao que tenho e começo a fazer o livro. Coloco tudo ao pé da letra, faço as contas. 

Não dá para fazer com a quantidade de páginas que eu queria, corto algumas coisas necessárias e deixo para um próximo livro, o orçamento aperta e bato o martelo. Três provas chegam, vem para a correção. Envio uma delas para Ludmilla Oliveira e ela consegue me enviar a tempo a inscrição na biblioteca, vem o ISBN... manda para o RJ... chega... reviso pela milésima vez virando noites e noites recebendo piadas sem graça de gente ignorante. Eu suporto. 

O livro atrasa, vem mais correções e acréscimos. Um quadrinho é acrescentado na íntegra para ajudar na leveza da leitura. Valeu Gilmar Marcel. O livro chega. Aí tem o transporte que onera custos para vir de Aracaju a Itabaiana. Vem a taxa de correio para enviar aos de longe, a ajuda de Thayane Matos é imprescindível, cansaço para entregar de mão em mão... 

No final das contas sobra muito pouco do dinheiro investido e depois disso tudo, cobro míseros R$ 50,00 por uma avalanche de informações e vem uma pessoa e diz que é um roubo porque eu peguei tudo pronto? 

Nessas horas que dá vontade realmente de desistir de tudo. Essa é nossa Itabaiana, mal mal tem as coisas, quando tem nem divulgada é. Uma pena, também tema imprensa itabaianense que dá as costas para o que está acontecendo. Que pena...! 

Obrigado a quem confia no meu trabalho, que não é meu, é nosso. Eu queria ficar rico com literatura, mas acho que estou é roubando vocês.

COMO ADQUIRI-LO

Ele está entre nós! Quer o seu? Fale com Thayane MatosUfa! Ele sozinho custará R$ 50,00.
 Se você comprar meu livro "Album de Itabaiana" (R$ 50,00) que é um livro de Luxo, ele fica em R$ 30,00 e se comprar com o livro "Zeca Mesquita" (R$ 30,00) ele fica em R$ 40,00. 
Se comprar os 3 ele cai para R$ 20,00.  São 400 páginas e de brinde vem um cordel e uma revista em quadrinho.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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O MAIS NOVO LIVRO DO ESCRITOR GERALDO MAIA DO NASCIMENTO



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MOSSORÓ NA TRILHA DA HISTÓRIA

ANOTAÇÕES



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DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS


O livro "DOMINGUINHOS, O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.
Adquira logo o seu através deste e-mail:
incrivelmundo@hotmail.com
R$ 35,00 Reais (incluso frete)
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Será que os cangaceiros eram ricos, mesmo com bens alheios?


Os cangaceiros foram donos de uma riqueza vocabular própria, mais rica que os manjados termos a eles associados, como "volante" (equipe móvel de perseguição policial) e "macaco" (soldado). 


Para Fernandes e Araújo, muitos termos usados pelos bandos não eram conhecidos do sertanejo comum e formavam um jargão militar próprio. 


Com o fim do movimento, parte dos termos passou a ser usado de maneira corrente no sertão. Nem sempre de forma duradoura - algumas palavras terminaram esquecidas, como "gargulina" (enjoo), "desaprecatado" (desprevenido), "jabiraca" (lenço de pescoço).


Para Pernambucano de Mello, a estética do cangaço tornou o cangaço um mito primordial brasileiro. Em sua opinião, os cangaceiros não eram criminosos comuns, que tentam se misturar ao ambiente para não serem notados.


Não se camuflavam, nem se escondiam: faziam do estardalhaço visual, e verbal, seu cartão de visita.

Fonte: facebook
Página: Humberto Silva

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“O GLOBO” – 07 DE OUTUBRO 1927

Material do acervo do pesquisador Antonio Corrêa Sobrinho

A PSICOLOGIA DO CANGACEIRO
O BANDITISMO NOS SERTÕES DO NORDESTE BRASILEIRO
UM ENSAIO POLÍTICO-SOCIAL
(Especial para o GLOBO)

CAPÍTULO VI

Desde junho deste ano vinha sendo notada a má vontade com que chefes políticos do interior do Ceará olhavam a incursão das forças aliadas no seu território, em virtude do convênio pernambucano; principalmente por parte das famílias cearenses Santa Ana, Chicote e Arruda, que procuravam por todos os meios dificultar a perseguição a Lampião e outros cangaceiros.

O “Diário da Manhã”, de Recife, em seu número de 15 de julho, transcreveu uma entrevista dada por um fazendeiro do Ceará, José Ribeiro da Costa, ao jornal “A Tarde”, da Bahia, na qual o referido fazendeiro declarou “que vinha do Ceará” e que Lampião ali estava seguro contra quaisquer perseguições. – “A polícia do meu Estado (disse ele) não incomoda Lampião. O Ceará oficial entende-se com ele e o protege. O governador Moreira da Rocha e o padre Cícero garantem-lhe plena liberdade de locomoção.”

Nesta mesma entrevista o citado fazendeiro fez também grave acusação ao governo de Pernambuco (não são sabemos com que fundamento, uma vez que declarou “ter vindo do Ceará”, onde tinha suas fazendas) afirmando – “que a polícia pernambucana fingia apenas guerrear Lampião, mas que, de verdade, o que fazia era aproveitar o lamentável estado de cousas, para tirar gordos proveitos.”

É bem de ver que o “Diário da Manhã”, folha oposicionista à situação política de Pernambuco, inseriu também esta acusação. Entretanto, adiantou os seguintes conceitos: - “Não queremos crer, assim, sem mais nem menos, que essa deprimente invectiva seja procedente. Não temos, todavia, elementos para contestá-la. E , por isso, “limitamo-nos a registrá-la, visando com isso arrancar aos atingidos pela vergonhosa incriminação palavras de defesa.”

Essa defesa não tardou. Foi-a “A Província”, de Recife, em nota que nos pareceu oficial; e foi tal modo esmagadora, que o jornal oposicionista não voltou ao assunto.

Dela extraímos os seguintes períodos:

“Se a polícia pernambucana “finge apenas” perseguir Lampião, porque fugiu ele dos sertões de Pernambuco para se internar nos do Ceará? Depois que o Dr. Souza Leão iniciou a campanha atual, é mister indagar: - “Onde as fazendas pernambucanas incendiadas? Os roubos? Os assassínios? Apontem-nos, se puderem. É verdade que o celerado volta às vezes aos nossos sertões, por dias, para se ausentar de novo; ele, ou alguns bandidos do seu bando, que se dividiu em diversos grupos, chefiados por outros perversos, por causa justamente da perseguição tenaz que lhes movem os nossos soldados; mas vivem escondidos nas caatingas, porque sabem que não há mais uma cidade ou vila que não esteja guarnecida de tropa.

“No entanto, se querem ver com olhos justos, sinceros, vão ao teatro dos acontecimentos. Todos os meios serão facilitados, por que de direito, aos jornalistas que se interessam, a fim de darem lealmente o seu testemunho sobre a ação de Pernambuco na campanha contra os bandoleiros.”

Mais alto, porém, do que essa linguagem franca e leal, falam – “os fatos”.

Além dos 96 bandidos, mortos ou capturados, de dezembro de 1926 (data do convênio) a maio do corrente ano, cujos nomes constam do nosso artigo, temos mais os seguintes, de junho até hoje:

MORTOS EM COMBATE

O temível bandido Jararaca, lugar-tenente de Lampião, ferido e morto dias depois, tendo feito declarações, tomadas por termo, de que muitos de seus companheiros já haviam desertado do bando, diante da perspectiva da polícia pernambucana; José Isidoro, vulgo “Jatobá”; José Lopes, vulgo “Pinga-Fogo”; Antônio de tal, vulgo “Sabiá”; José Marinheiro, Antônio Garapu, coiteiro Firmino José Sant’Anna, Hortêncio de tal, vulgo “Graúna”; Manoel do Vale, vulgo “Lavandeira” e Manoel Maria – 10.

CAPTURADOS

João Nunes Lima, Manoel Pereira, José Bento, Cândido Cícero, Agostinho de tal, vulgo “Patrício”; Benedito Domingos, Fortunato Domingos, vulgo “Guará”. Antônio Quelé, vulgo “Candeeiro”; Manoel Victor, José Vieira, José Guida, Firmino de Dona, vulgo “Condutor”; Venâncio Ferreira, vulgo “Açucena”; Manoel Claro, vulgo “Teotônio”; Cornélio de tal, vulgo “Pirulito”; Manoel Domingos, coiteiro David Dudu, coiteiro Manoel de Lucinda, coiteiro Dionísio Vaqueiro, Domingos dos Anjos, vulgo “Serra Uman”, terrível facínora do grupo de Lampião; Raimundo dos Anjos, pai de “Serra Uman”; Luiz Paulo Santos, João Sipahuba, Emídio Lopes, Antônio Juvenal, vulgo “Mergulhão”; coiteiro Cesário Domingos, Pedro Domingos, Camilo Domingos, Albino da Silva, Domingos Souza, vulgo “José Pastora”; Júlio de tal, coiteiro Antônio Bento dos Santos, vulgo “Cobra Verde”; José Terto, vulgo “Caneta”; José Rosa, vulgo “Candinho”; João Terto, Nicodemos Cordeiro, vulgo “Nico”; Luiz Bezerra, vulgo “Manoel Helena”; Manoel Luiz, vulgo “Manoel Helena”; Marcos Gaudêncio de Sá, João Quirino Neto, Gabriel Pereira Barbosa, Marinho Gonçalves dos Santos, Ângelo de tal, vulgo “Capão”, do grupo de Lampião e Antônio Gregório, vulgo “Baraúna”, um dos mais perigosos do grupo de Lampião, preso nos esconderijos da serra Arapuá, pelo bravo tenente Arlindo Rocha. – Ao todo 47 capturados.

Aí temos, portanto, com os 96 do nosso artigo, os bandidos mortos em combate e os capturados. Ao todo 153 cangaceiros, dos quais já estão livres os sertões do Nordeste.

É assim que a polícia pernambucana “finge apenas” persegui-los.

Poderíamos terminar aqui o artigo de hoje; mas como se poderia pôr em dúvida a veracidade da estatística que pacientemente organizamos pelas notícias publicadas em diversos jornais, aqui e nos Estados do Norte, vamos transcrever uma importantíssima entrevista que ao jornal “A Província”, de Recife, deu o coronel Francisco Romão, fazendeiro no município pernambucano de Salgueiros, depoimento tanto mais insuspeito, quando se trata de um “adversário político intransigente da situação atual de Pernambuco, correligionário e amigo dedicado do ex-senador Manoel Borba”.

Eis o que publicou “A Província”, em seu nº de 9 do corrente:

“Há dias esteve nesta capital o senhor coronel Francisco Romão, chefe político “borbista” em Salgueiros. Disso tendo conhecimento, um repórter desta folha resolveu ir ouvi-lo a cerca do banditismo em o Nordeste e, particularmente, em Pernambuco.

O coronel estava em companhia de outro sertanejo político.

Falou o nosso repórter:

- Então, coronel, como vamos de policiamento contra o nefasto cangaceirismo? As tropas têm desenvolvido com eficácia a perseguição ao banditismo?

- Esta é a verdade, senhor, respondeu o coronel. Correligionário do ex-senador Borba, ao qual sempre dei o meu apoio e darei em qualquer emergência, por um dever de lealdade para mim mesmo, não posso entretanto deixar de reconhecer que o Dr. Eurico de Souza Leão tem sido um abnegado, diante os interesses dos sertanejos, na campanha contra o banditismo. O amigo não pode avaliar os vexames que passamos com os “raids” contínuos de Lampião às nossas paragens. Era um horror. Mães que choravam, maridos que se maldiziam da sorte, finalmente um pandemônio.

Hoje, porém, o grupo de Lampião está reduzido a 12 ou 14 bandidos, internados nas caatingas, porque as forças policiais não lhes dão tréguas.

Hoje se pode viajar com plena segurança no sertão. A polícia pernambucana tem desempenhado com louvores o que lhe foi confiado: 

- o extermínio de cangaceirismo.

O major Theophanes Torres, a quem o Dr. Eurico confiou a chefia das forças volantes é um oficial esforçado, conhecedor absoluto de toda a zona sertaneja, e, com calma, sem reclame, vem realizando uma campanha perfeita, de pleno acordo com o chefe de polícia.

- Mas alguns jornais (replicamos) costumam, quando atacam o governo, desmerecer a energia da polícia nos combates a Lampião. Que nos diz o coronel?

- Nada mais lhe posso adiantar. – sou “Quero que o senhor frise bem em seu jornal o seguinte: - sou “borbista”, nunca abandonarei o ex-senador; por isto ninguém mais autorizado do que eu para falar nestas cousas. Por um princípio político “sou inimigo da situação atual”; e que lucraria eu louvar a polícia, endeusando a campanha feita pela mesma em nossos sertões se tudo isto não fosse verdade?

A campanha contra o cangaceirismo, feita pelo Dr. Eurico de Souza Leão e pelo major Theófanes é uma campanha que merece todo o aplauso dos sertanejos. E ouça: eu, chefe “borbista” intransigente, sou o primeiro a aplaudir.

O jornal terminou a sua publicação com o seguinte período, que fazemos nosso: - “Os que têm combatido a ação do Sr. Dr. Chefe de polícia, que contestem o coronel Romão. Contra fatos não valem argumentos falsos”.

Justiniano de Alencar (no seu penúltimo capítulo)

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA CONTA A HISTÓRIA DA INVASÃO DE LAMPIÃO A MOSSORÓ


blogdoborjao.blogspot.com

O memorial da resistência conta a história da invasão de Lampião a Mossoró, quando o famoso cangaceiro foi recebido à bala pelo então prefeito da cidade, junto com os homens da sociedade local. O memorial tem em cada pilastra a fotografia e a história de cada integrante do grupo de Lampião. 

Lampião chamou esta igreja de bunda redonda

Ao lado do Memorial, fica a Igreja de São Vicente, que é o local real do episódio, onde se conservam as marcas de tiros. É um local muito visitado por turistas.

www.panoramio.com
adorocomer.com

Próximo tem a praça de convivência que oferece várias opções de bares e lanchonetes, muito bem frequentados, vale a pena visitar.

http://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1076240-d2415056-r196346271-Memorial_da_Resistencia-Mossoro_State_of_Rio_Grande_do_Norte.html

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QUEM SÃO OS BANDIDOS MAIS FAMOSOS DA HISTÓRIA? – FINAL


MADAME SATÃ

Ele era um negro de poucas palavras, que não gostava de brincadeiras e adorava vestir coletes e camisas de seda. O dândi pernambucano João Francisco dos Santos, vulgo Madame Satã, foi um dos mais célebres bandidos que o Rio de Janeiro já conheceu. 

Homossexual assumido e perito na navalhada, o que mais adorava era surrar policiais. Sedutor, conquistou a amizade de gente famosa, como os cantores Noel Rosa e Francisco Alves, mas se vangloriava de ter matado com uma rasteira um dos maiores gênios do samba, Geraldo Pereira. 

Apesar disso, o cartunista Jaguar disse dele: 

"Foi o meu herói e melhor amigo". 

A história desse transgressor com T maiúsculo, que nasceu em 1900 e passou 27 anos mofando atrás das grades, deu um dos melhores filmes brasileiros dos anos 70, A Rainha Diaba, e voltará a ser contada num longa-metragem com estréia prevista para este ano.

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-sao-os-bandidos-mais-famosos-da-historia

Biografia escrita pela Wikipédia: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Sat%C3%A3

João Francisco dos Santos nasceu em Glória do Goitá, em 25 de Fevereiro de 1900, no Rio de Janeiro, e faleceu no dia  11 de abril de 1976. Era mais conhecido como Madame Satã. Foi um transformista brasileiro, visto como personagem emblemático da vida noturna e marginal carioca na primeira metade do século XX.

Criado numa família de dezessete irmãos, diz-se que João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para o Recife, onde viveu de pequenos serviços prestados. Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas, embora houvesse o boato de que foi cozinheiro de mão-cheia. Considerado marginalizado, acredita-se que o fato de ter sido negro, pobre e homossexual tenha contribuído.

Dito dotado de uma índole irônica e extrovertida, João Francisco dos Santos encantou-se pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de-rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. De Mille.

Era frequentador assíduo do bairro onde morava (conhecido como reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou agressão.

Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao presídio da Ilha Grande, agora em ruínas. Frequentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Considerado exímio capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros. É considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX. Em 1971, concedeu uma polêmica entrevista ao jornal O Pasquim.1

Faleceu logo após a sua última saída da prisão, em abril de 1976.2 em sua casa, hoje um camping.

No ano de 2002, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva também o nome de Madame Satã, premiados nacional e internacionalmente. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.

FINAL
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Sat%C3%A3
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capa do livro NOTAS PARA A HISTÓRIA DO NORDESTE


Do professor e escritor José Romero Araújo Cardoso

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HOJE NA HISTÓRIA DE MOSSORÓ - 07 DE JANEIRO DE 2015

 Por Geraldo Maia do Nascimento

No dia 07 de janeiro de 1900 começou a circular em Mossoró um jornal manuscrito chamado Século XIX. Esse jornal passou a circular duas vezes por mês e em seu cabeçalho havia uma solicitação aos leitores para que devolvessem o jornal depois de lido.
               
O jornal era publicado pelo Instituto Literário 2 de Julho e tinha em seu corpo edirotial Luiz Bandeira, Martins de Vasconcelos, Irineu de Albuquerque (Redator-Chefe), Cunha da Mota, Francisco Izódio de Souza, Olímpio Melo e Raimundo Rubira da Luz. 

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PERSONALIDADES DO TEMPO DO CANGAÇO


O homem que está segurando o chapéu é o coronel João Bezerra da Silva. O que está em cima da pedra, é o Senhor Manoel Pereira, na época, ele era chefe da estação de trem da cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas.

Fonte: facebook
Página: Cap Cangaceiro

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SEIS LIVROS IRÃO INOVAR

Por Clerisvaldo B. Chagas, 9 de janeiro de 2014 - Crônica Nº 1.342
Clerisvaldo lançando um dos seus livros.

Cansado das dificuldades encontradas para se publicar um livro, resolvi inovar. As coisas evoluíram e não podemos ficar apenas alimentando os preços estratosféricos das gráficas e editoras ou reféns das autoridades de posse da área cultural, má vontade e da verba inútil para quem tem valor.

Resolvi ir à luta de forma artesanal e repartida em tarefas para divulgar seis livros inéditos e na gaveta. Devidamente digitados, corrigidos e registrados, visamos os passos seguintes: Imprimi-los todos em impressoras comuns com tintas de qualidade e o mesmo papel usado por qualquer gráfica possante. Contratar os trabalhos de um encadernador e eis aí os livros feitos.

Anunciados, mas sempre batendo nas barreiras citadas, os seis livros hibernaram, mas virão a lume se Deus quiser, em breve. São elesDeuses de Mandacaru (romance, ciclo do cangaço); Fazenda Lajeado (romance, ciclo do cangaço); Colibris do Camoxinga, Poesia Selvagem; 228, História Iconográfica de Santana do Ipanema; O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema; e Maria Bonita, a Deusa das Caatingas.

Como lancei três livros de uma vez, pretendo agora lançar ao mercado os seis na mesma data. Ficarei livre para trabalhar na produção do “Padre Cícero, 100 Milagres Inéditos”, hoje, pela metade.

A qualidade dos seis livros que irão ao público, nada deverão à forma industrial. A história iconográfica apresentar-se-á tipo capa dura e de alto luxo. A História completa de Santana, juntamente com a história iconográfica, será apresentada em formato A4 e, talvez o de Maria Bonita também.

Para o livro, o Boi a Bota e a Batina... A capa em preto e branco trás desenho do artista plástico alagoano e santanense Roninho, mais foto antiga da cidade. Colibris do Camoxinga conta com a capa elaborada por outro artista consagrado, irmão do Roninho, Roberval Ribeiro. Os dois romances vêm com as capas em montagem do autor e, Maria Bonita, apresenta capa com a fotografia da personagem em preto e branco.

A nota lamentável é que a 1º edição de cada, não deverá ultrapassar os 50 livros.

Voltaremos a falar sobre esse assunto, quando os seis livros estiverem no ponto de lançamento, ocasião em que divulgaremos as suas imagens.

Vamos trabalhar.


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LAMPIÃO – GOVERNADOR DO SERTÃO


No dia 2 de setembro de 1926, Lampião invade a cidade de Cabrobó – PE, à frente de cento e cinco cangaceiros, sob o toque de corneta e em perfeita formação militar, hospedando-se na casa do chefe municipal, em cuja companhia, após o almoço, passa em revista os alunos da escola local, formados em sua honra.

Fonte: Guerreiros do Sol
De: Frederico Pernambucano de Mello

Fonte: facebook
Página: José João Souza.

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