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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A CAVALHADA ZECA MIRON DE SÃO JOSÉ DE BELMONTE E DO CARIRI CANGAÇO...


Logo após a visita técnica à "Casa de Gonzaga" palco do trágico episódio de 1922 a Caravana Cariri Cangaço seguiu pela própria praça até o patamar da Igreja Matriz de São José, ali participaríamos do espetacular cortejo da Cavalhada Zeca Miron, uma das mais tradicionais manifestações culturais do nordeste, própria de São José de Belmonte e que pela primeira vez se apresentava fora do período específico de sua festa sempre no mês de Maio...

Matriz de São José e o cortejo Cavalhada Zeca Miron - Cariri Cangaço
Filarmônica São José
 
"As Cavalhadas foram muito praticadas na Espanha e Portugal, visando revitalizar o patriotismo das duas nações, quase descaracterizadas pelo prolongado domínio dos mouros. Trazidas ao Brasil pelos portugueses, ainda no século da descoberta, sobrevivem até os dias de hoje, em vários estados, sendo tradicionalmente realizadas no município de São José do Belmonte no sertão de Pernambuco. Essa mesma Cavalhada Zeca Miron hoje se preparou e se apresentou no Cariri Cangaço de São José do Belmonte.Na programação, a concentração dos cavaleiros, amazonas, rei e rainha saiu pouco depois das 16h, em frente à Igreja Matriz de São José e o cortejo seguiu em desfile pelas principais ruas da cidade, até o Estadio '' O Carvalhão'', onde foi apresentado o grande espetáculo, que é a Cavalhada Zeca Miron.

Eram perto das 16h e pouco a pouco os convidados do Cariri Cangaço foram tomando a frente da Igreja Matriz enquanto os componentes da Cavalhada chegavam em cortejo, precedidos pelo Rei e Rainha da Cavalhada, remontando tradição, folclore, arte e cultura, remanescentes da época da pátria mãe... O colorido; o azul e o encarnado, predominante nos trajes dos cavalheiros e damas, as fitas, os adereços, os acessórios e os detalhes que compõe todo o figurino e a beleza e elegância dos participantes e montarias nos transportavam no tempo e espaço.
Edízio Carvalho, Rei e anfitrião...
Rainha, Rei e os Mestres da Cavalhada Zeca Miron
Manoel Severo e Ingrid Rebouças
Manuel Dantas Suassuna e Ernesto Carvalho
Ingrid Rebouças e Cristina Couto
Milla Ferreira, Cicero Aguiar, Maria Oliveira, Rangel Alves da Costa, Rose Souza, 
Vera Lucia, Manoel Belarmino, Junior e Ranaíse Almeida

Rita Pinheiro e Manoel Severo
Ranaise e Yasmin Almeida, Cris Silva, Eliane Giolo, Lisbela, Vera Lucia e Rúbia Lóssio, detalhe: Arthurzinho... 
A Cavalhada Zeca Miron é uma das principais manifestações culturais do Estado de Pernambuco, a cada ano tinge com muito azul e encarnado a cidade de São José do Belmonte. O evento, que é uma tradição, ocorre durante a festa da Cavalgada à Pedra do Reino, se constitui de um espetáculo de cores e sincronias simulando uma luta na qual os 12 participantes principais representam, com evoluções equestres e movimentos de espada e lança uma batalha de fundo religioso entre mouros e cristãos, simplesmente sensacional...

O testemunho e a emoção latente e forte de cada convidado do Cariri Cangaço São José de Belmonte é consolidado na fala de Valdir Nogueira: "A cidade se enfeita e se prepara para festejar e rememorar o tempo das CRUZADAS pois a Cavalhada, uma representação simbólica da luta travada entre mouros e cristãos, quando da invasão moura à Península Ibérica, representação trazida pelos portugueses quando vieram para o Brasil e que, até hoje, é realizada em muitas cidades , sendo que em São José do Belmonte, sertão de Pernambuco é extremamente marcante." Sem dúvidas foi uma das maiores emoções de um Cariri Cangaço que ficou marcado em todos os corações.
 
Manoel Severo
Quirino Silva e o Cortejo da Zeca Miron
 
Dra Amelia Cardoso e Comendador Mariano
Jorge Figueiredo o "Sertão Nordestino"
Junior Almeida, Luiz Antônio, Waguinho Ferraz, Manoel Severo e Afranio Oliveira
Dantas Suassuna e Ernesto Carvalho
 Cris Silva e Junior Almeida
E continua Valdir: "Os folguedos populares e tradicionais serviam para quando o povo, concentrado nas grandes festas religiosas ou não, tivesse nas formas espetaculares de uma cavalhada, por exemplo, uma lição objetiva do bem vencendo o mal, do “mouro infiel” vencido pelo cristão. Esse divertimento nesta grande e tradicional festa, contribuiu para a formação religiosa do povo na forma de teatro popular em praça pública, que o jesuíta aproveitou para a catequese."
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Para Waguinho Ferraz, "o Cariri Cangaço, movimento que vem desbravando o sertão nordestino, surpreendeu mais uma vez. Inovou nessa edição com um misto de referencia erudita e costumes da realeza com as tradições da cultura popular nordestina. Presenteou-nos com os encantos da Pedra do Reino e os encantos do movimento cangaceirista nordestino! Parabéns Manoel Severo Barbosa, Valdir José Nogueira ,Manuel Dantas Suassuna, Comissão Organizadora, Conselheiros e demais idealizadores desse encontro! E viva o Rei!"
 
Louro Teles
 
Jorge Remígio e Getúlio Bezerra
 
 
 
“Só depois de adulto, aprofundando meus conhecimentos religiosos e astrológicos e estudando o Catolicismo da PEDRA DO REINO, foi que descobri como essa noção é profunda, zodiacal e estrelar! Mas isso foi depois e fica para depois: naquele meu primeiro dia de Cavalhada, obedecendo à orientação de Tia Filipa, filiei-me ao Cordão Azul, no que fiz, aliás, muito bem, porque ele ganhou e eu quase morro de entusiasmo.” (Romance da Pedra do Reino- Ariano Suassuna).

Da praça o Cortejo tendo a frente os "dobrados tradicionais" executados pela brilhante Banda Filarmônica São José, da Cavalhada Zeca Miron seguido pela Caravana Cariri Cangaço passou pelas principais ruas da cidade se deslocando até o estádio Carvalhão onde novas emoções estavam aguardando a todos dentro da programação do Cariri Cangaço São José de Belmonte 2018.
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No palco das grandes emoções, de um lado o encarnado, do outro o azul, no centro: A grande paixão pela perpetuação das tradições e cultura de nosso povo. A isso chamo Cariri Cangaço  São José de Belmonte !
 
 
 
No estádio Carvalhão e sob os olhares e aplausos de uma comitiva de mais de 200 pesquisadores de todo o Brasil, que formavam a Caravana Cariri Cangaço, foram iniciadas as competições entre os cavaleiros azuis e encarnados,entre as modalidades; corrida das argolas, lance as lanças e corrida das espadas. A disputa acirrada mostrava aos presentes o contagiante entusiasmo, perícia, elegância dos cavaleiros e madrinhas das duas cores e principalmente a força de uma tradição secular renascida bem no meio do sertão de pernambuco. 
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Para Cris Silva, da cidade de Natal:"Sinceramente, nada do que eu vier a dizer aqui será capaz de descrever tamanha satisfação, isso não tem preço! Em nossas vidas, momentos como este ficarão marcados para sempre...Eu me sinto honrada de poder fazer parte desta família maravilhosa , sinto-me imensamente feliz a cada encontro e reencontro proporcionado por este que é mais que um evento, é um sentimento chamado Cariri Cangaço!Sem palavras ! 

"Cavalhada é uma celebração portuguesa tradicional que teve origem nos torneios medievais, onde os aristocratas exibiam em espetáculos públicos a sua destreza e valentia, e frequentemente envolvia temas do período da Reconquista. Era um "torneio que servia como exercício militar nos intervalos das guerras e onde nobres e guerreiros cultivavam a praxe da galantaria. Nas cavalhadas as alcanzias, bolas de barro ocas cheias de flores e cinzas, eram jogadas no campo de batalha. As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares da França, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei." Tudo isso encontramos de forma inusitada e extraordinariamente mágica na terra da Pedra do Reino...
Clênio Novaes, Valdir Nogueira, Ernesto Carvalho, Manoel Severo e Dantas Suassuna
Conselheiros Cariri Cangaço; Ivanildo Silveira, Wescley Rodrigues e Sousa Neto
Manoel Severo, Ingrid Rebouças, Clênio Novaes, Manoel Serafim e Valdir Nogueira
"Foi um evento planejado e executado com muito capricho, com muito amor e muita dedicação, o resultado foi simplesmente encantador" ressalta o Conselheiro Cariri Cangaço Manoel Serafim da cidade de Floresta. Para o Conselheiro Cariri Cangaço Edvaldo Feitosa da cidade de Água Branca, "o Cariri Cangaço além do aprendizado tem esta magia: Construir amizades! E que venha o próximo! Já a Conselheira Cariri Cangaço Juliana Pereira, assevera:"Sem sombra de dúvidas, um dos melhores! Amei e já estou com saudade. Foi o que mais aprendi, amadureci... o que mais me provocou reflexões, fantástico!"

Cariri Cangaço São José de Belmonte
Estádio Carvalhão
12 de Outubro de 2018
Fotos: Ingrid Rebouças e Louro Teles

 
 
 
 
 
 
 
 
 


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A SAGA DOS CARVALHO E PEREIRA NO CARIRI CANGAÇO SÃO JOSÉ DE BELMONTE 2018


PARTE 1

Um dos momentos mais aguardados do Cariri Cangaço São José de Belmonte foi a Mesa de Debates onde o tema principal, "A Saga dos Carvalho x Pereira" , capitaneada pelos pesquisadores; Luis Ferraz Filho de Serra Talhada, Sousa Neto de Barro e Jorge Remígio de Custódia; trouxeram ao público expectador do Cariri Cangaço em sua segunda noite, no castelo Armorial, recortes importantes desta magnifica história envolvendo dois dos mais tradicionais troncos familiares de Pernambuco e do nordeste.

PARTE 2


PARTE 3


PARTE 4
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Imagens de Raul Meneleu Mascarenhas
Fonte: Youtube

Cariri Cangaço São José de Belmonte
Castelo Armorial
12 de Outubro de 2018

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LAMPIÃO CHEGA BEM PRÓXIMO DA MORTE EM 1924

Por Jorge Remígio

Quando começamos a subir a Serra do Catolé no sábado 13 de outubro de 2018, passei a refletir debaixo daquele sol escaldante lá pelas 11:00 horas da manhã: Como fora difícil conduzir o bandido já bastante famoso de alcunha Lampião, ferido no calcanhar, por caminho tão acidentado e íngreme. Subíamos por uma picada de mata quase fechada, recentemente ampliada para receber os participantes do evento Cariri Cangaço. Em março de 1924 com certeza não havia uma trilha que levasse pessoas até o cume daquela serra majestosa. 


Lampião e mais dois cangaceiros, Moitinha e Juriti, tiveram um encontro com o Major Theófanes Torres Ferraz, na localidade Lagoa Vieira ou Lagoa do Vieira, este, acompanhado de alguns soldados, o qual arregimentava homens daquela região para formar uma grande volante. Nesse encontro quase casual, Lampião que montava um cavalo, teve um ferimento de bala no calcanhar do pé direito e a sua montaria fora alvejada com tiros caindo sem vida sobre a perna do cangaceiro. Houve grande dificuldade para retirar o chefe daquela situação. Graças ao fogo serrado sustentado pelos dois cangaceiros, conseguiram conduzir Lampião para área fora do combate. Seguido o rastro de sangue, a volante chegou próximo da Serra da Caatinga, onde fora emboscada pelos cangaceiros restantes do grupo. Três soldados comandados do Major Theófanes foram feridos, um com gravidade, o que impediu a sequência da ação policial. 


Lampião foi conduzido até o cume da Serra do Catolé, e em uma gruta de pedra, passou a ser tratado do seu ferimento pelos próprios cangaceiros. É sabido que o cangaceiro Cícero Costa de Lacerda tinha grandes conhecimentos da farmacologia empírica. As volantes ficaram vasculhando a redondeza onde existem várias serras e alguns dias do ocorrido na Lagoa do Vieira, a volante paraibana comandada pelo Sargento Quelé, descobriu o esconderijo onde Lampião se recuperava do ferimento. Na debandada dos cangaceiros, Lampião arrebentou o ferimento e impossibilitado de fugir do local, escondeu-se em uma touceira, permanecendo ali por mais de dois dias. Ele mesmo confessa posteriormente que os soldados chegaram a poucos metros dele. Foi achado por um meninote de 12 anos que caçava naquela serra e este avisou ao pai que havia um homem moribundo no alto da serra. 


O agricultor comunicou o fato aos cangaceiros que ficaram rondando o local desde o dia em que o coito fora descoberto. Lampião foi conduzido para Fazenda Abóboras do poderoso Cel. Marçal Diniz no município de Serra Talhada e posteriormente para a Fazenda Saco dos Caçulas pertencente ao Cel. Marcolino Diniz no município de Princesa Isabel-PB, onde foi tratado por dois médicos da família dos coronéis poderosos. 


O alto da Serra do Catolé é um local deslumbrante. Olhando na direção leste, vemos muito distante, a Serra Talhada que dá origem ao nome da cidade. Ao norte fica o Estado da Paraíba e ao Oeste, o Estado de Ceará. A serra fica na confluência do limite de três estados. Local histórico e encantador que só o Seminário Cariri Cangaço poderia nos dá o prazer de levar todo um bando de interessados na história até esse local marcante e emblemático para história do banditismo rural. Valeu mesmo e parabéns! Para todos que fizeram parte da organização desse grandioso evento.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/permalink/937833433092268/

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UM ESTADO E SEUS CAPÍTULOS TOTALMENTE SITUADOS NA SAGA “LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA” É A MAIS NOVA E IMPECÁVEL CONTRIBUIÇÃO DE SÉRGIO DANTAS


O livro ‘Lampião na Paraíba – Notas para a História’ não foi concebido com a intenção de se tornar uma obra revolucionária. O objetivo do autor foi apenas elaborar um registro perene e confiável sobre a atuação do célebre cangaceiro em terras paraibanas. Com 363 páginas e cerca de 90 fotografias de personagens envolvidas na trama - e lugares onde os episódios ocorreram -, o trabalho certamente será de grande utilidade aos estudiosos de hoje e de amanhã.

Dividido em 19 capítulos, com amplas referências e notas explicativas, tenta-se recontar, entre outros, os seguintes episódios:

“A invasão a Jericó; fazendas Dois Riachos e Curralinho; o fogo da fazenda Tabuleiro; os primeiros ferimentos sofridos por Lampião; as lutas com Clementino Furtado, o ‘Quelé’; combate em Lagoa do Vieira; Sousa: histórico do assalto e breve discussão sobre as possíveis razões políticas para a invasão da cidade; a expulsão dos cangaceiros do município de Princesa; combates em Pau Ferrado, Areias de Pelo Sinal, Cachoeira de Minas e Tataíra; o cangaceiro Meia Noite; Os ataques às fazendas do coronel José Pereira Lima; morte de Luiz Leão e seus comparsas em Piancó; confronto em Serrote Preto; Suassuna e Costa Rego; a criação do segundo batalhão de polícia; Tenório e a morte de Levino Ferreira; ataque a Santa Inês; combates nos sítios Gavião e São Bento; chacina nos sítios Caboré e Alagoa do Serrote; Lagoa do Cruz; assassinatos de João Cirino Nunes e Aristides Ramalho; Mortes no sítio Cipó; fuga de paraibanos da fronteira para o Ceará; confronto em Barreiros; invasão ao povoado Monte Horebe; combates em Conceição; sequestro do coronel Zuza Lacerda; o assalto de Sabino a Triunfo(PE) e Cajazeiras (PB); mortes dos soldados contratados Raimundo e Chiquito em Princesa; Luiz do Triângulo; ataques a Belém do Rio do Peixe e Barra do Juá; Pilões, Canto do Feijão e os assassinatos de Raimundo Luiz e Eliziário; sítios Vaquejador e Caiçara; Quelé e João Costa no Rio Grande do Norte; combates com a polícia da Paraíba em solo cearense; o caso Chico Pereira sob uma nova ótica; Virgínio Fortunato na Paraíba: São Sebastião do Umbuzeiro e sítios Balança, Angico e Riacho Fundo; sítio Rejeitado: as nuances sobre a morte do cangaceiro Virgínio”.

A obra certamente não abrangerá o relato de todas as façanhas protagonizadas pelo célebre cangaceiro no estado da Paraíba. Muito se perdeu com o passar dos anos. Os historiadores de ontem, em sua maioria, não tiveram grande interesse em dissecar os episódios por ele protagonizados no território do estado.
A presente obra busca resgatar o que não se dissipou totalmente na bruma do tempo.

LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA, Polyprint, 2018, 363 pgs. Disponível em outubro de 2018.

 Aguardemos!

Sobre o autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas é magistrado em Natal. Publicou os livros Lampião e o Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada (2005)Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006)Lampião Entre a Espada e a Lei (2008) e Corisco – A Sombra de Lampião (2015).

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/09/um-estado-e-seus-capitulos-totalmente.html

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CARIRI CANGAÇO 2018 EM SÃO JOSÉ DO BELMONTE

Por Geraldo Ferraz - pesquisador/ escritor

O Cariri Cangaço 2018, São José do Belmonte, de 11 a 14 de outubro, se transformou em grandioso evento. Mais de 200 pesquisadores participaram, ativamente, do nosso encontro. A abertura dos trabalhos transcorreu no Castelo Armorial, obra do visionário Clécio Novaes, com entrega de diplomas aos homenageados. Manoel Severo finalizou os trabalhos falando sobre o legado do Cariri Cangaço. A noite foi finalizada com gostoso coquetel.

No dia seguinte (12), saímos para visita técnica a Fazenda Cristóvão de Ioiô Maroto. Na vistoria guiada ao centro histórico da cidade, fomos brindados pelos precisos comentários de Valdir Nogueira, Clênio Novaes, dentre outros. Em seguida, nos deslocamos até a Matriz de São José, onde participamos do cortejo da Cavalhada de Zeca Miron e testemunhamos, logo após, uma belíssima apresentação no Estádio Carvalhão. Durante a noite, realizamos entrega de comendas e assistimos duas conferências.

No dia 13, a saída foi para a Casa de Pedra na Serra do Catolé, local onde Lampião foi se refugiar para iniciar o tratamento do ferimento do pé. Este maciço está localizado na região fronteiriça dos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Para mim, neto do Theophanes e seu biografo, a aula de campo promovida pelo primo Clécio Novaes, foi uma das mais proveitosas que já assisti. Observar todo o teatro de operações, que abrangeu: o local do ferimento de Lampião, no dia 23 de março de 1924, na Lagoa Vieira (setenta e dois quilômetros de Serra Talhada, outrora Vila Bela e cerca de 30 quilômetros de Belmonte), nas proximidades da Pedra do Reino, por tiro, dizem, desferido pelo próprio Theophanes; seguindo para o lugar Barros, onde os cangaceiros emboscaram a força, que era composta por vinte e cinco policiais e onde ficaram ferindo três soldados, que foram transferidos nos ombros dos companheiros até o lugar Montivideu; passando pelas ordens do Theophanes, que mandou arrochar o cerco nas Aboboras, Pereiras, Jardim Santa Rita, Lagoa Vieira, Serra Catolé, Campo Alegre, Natureza, São Paulo, Serrotinho, Feijão e maior reduto Cristóvão, fazenda de Ioiô Maroto; visualizando o local onde a tropa pernoitou, nas proximidades da Serra da Panela; até o ataque final na referida Serra, no dia 02 de abril de 1924, onde morreram Cícero Costa e Lavadeira. A vida de Lampião esteve, realmente, por um fio! 

Creio que todos os Vaqueiros da História se deliciaram com a narrativa do primo. 

Viva o Cariri Cangaço!

Créditos das fotos: Rosane Ferraz, Manoel Severo (Cariri Cangaço), Junior Almeida, Louro Teles.

Problema de Internet não consegui colocar as fotos devido o tempo insuficiente, mas clique no link abaixo para ver em torno de 95 fotos.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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KYDELMIR DANTAS, MESTRE DO CORDEL


Eu e o amigo escritor de Missão Velha no Ceará, João Bosco André, ouvindo e sorvendo da cultura cordelística desse Mestre do Cordel, KYDELMIR DANTAS, por ocasião do trajeto e visita à Pedra Bonita ou Pedra do Reino, como a chamava Ariano Suassuna.

Publicado em 21 de out de 2018

Eu e o amigo e escritor de Missão Velha no Ceará, João Bosco André, ouvindo e sorvendo da cultura cordelística desse Mestre do Cordel, KYDELMIR DANTAS, por ocasião do trajeto e visita à Pedra Bonita ou Pedra do Reino, como a chamava Ariano Suassuna.

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https://www.youtube.com/watch?v=TnV76MxCwJU&feature=youtu.be

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domingo, 21 de outubro de 2018

ENTREVISTA


Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=8bM0jkm1Xc4&feature=share

Entrevista da professora Débora Cavalcantes de Moura, ela fala sobre São José do Belmonte-PE e o Castelo Armorial, entrevista concedida ao documentarista e pesquisador Aderbal Nogueira, no Cariri Cangaço São José do Belmonte 2018.

Publicado em 19 de out de 2018

A professora Débora Cavalcantes fala um pouco sobre São José do Belmonte, o Castelo Armorial e sobre as Pedras do Reino.

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PRIMEIRA BIOGRAFIA ERUDITA DO REI DO CANGAÇO.

Por José Romero de Araújo Cardoso

Virgulino Ferreira, o Lampião, assumiu em agosto de 1922 a chefia do bando de Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira), e quatro anos após ascender ao grau máximo do banditismo rural, sertanejo, teve sua vida parcialmente biografada no Estado da Paraíba. Antes, a literatura popular, através dos inúmeros cordelistas já o havia imortalizado.

Escrita por encomenda do então presidente do Estado. Dr. João Suassuna e subsidiado pelo então deputado e chefe político de Princesa, “coronel” José Pereira Lima, a primeira biografia erudita de Lampião é de autoria do jornalista Érico Gomes de Almeida, que militou por oito anos seguidos no matutino paraibano “O Norte”.




Deixando a redação do referido veículo de comunicação, Almeida foi incorporado ao funcionalismo público, engajando-se na campanha de combate à lagarta rosada. O Ministério da Agricultura mantinha escritório no município de princesa, visando debelar a praga que ameaçava o principal produto na pauta de exportações da Paraíba à época. 

Com o término do governo Epitácio Pessoa na presidência da república, a gestão sucessora desestruturou diversas políticas fomentadas por sua administração. Desempregado, Érico de Almeida aceitou a subvenção do governo da Paraíba e do “coronel” José Pereira para sua importante contribuição à história regional.

Devido ao caráter apologético definido na obra, Almeida foi confundido por Mário de Andrade como sendo um pseudônimo utilizado por Suassuna, o que não era verdade.

A importância da primeira biografia erudita de Lampião reside justamente em seu pioneirismo e nos dados colhidos in loco. Reeditá-la significa, antes de tudo, resgatar uma preciosidade da nossa historiografia esquecida nas brumas do tempo.

https://cangacologia.blogspot.com/2018/10/primeira-biografia-erudita-do-rei-do.html

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AS CRUÉIS RECOMPENSAS

*Rangel Alves da Costa

Ora, mas o que é mesmo recompensa, hein? Nada mais que uma retribuição por algo recebido. Através de recompensa, ao outro se dá a retribuição ou se faz o reconhecimento daquilo que foi concedido.
Faça o bem que receberá o bem, assim se diz. O mal virá com o troco da maldade. Quem dá flores não merece espinhos. Quem estende a mão para servir não merece depois ser apunhalado.
A recompensa está sempre presente e viva na vida das pessoas. Aliás, tudo é recompensa. O amor com o amor, a gratidão com a gratidão, o afeto com o afeto. Dar pelo que recebeu. Agradecer pela dádiva assegurada.
Contudo, na vida prática, comumente as pessoas se esquecem do valor da recompensa ou da gratidão e, ao invés da justa retribuição, agem perante o outro como se deste tivesse recebido uma brasa em fogo ou um enxame de abelhas.
Daí não somente deixarem de agradecer como transformam aquele gesto de bondade numa maldade sem fim. São as cruéis recompensas espalhadas a todo instante e por todo lugar.
A pessoa sempre mostra gratidão, é amiga e leal, mas a outra vai falando barbaridades pelas costas. O marido sai pra trabalhar debaixo do sol e da chuva, esforça-se feito um animal de carga para não deixar faltar nada em casa, mas sua esposa recompensa seu sacrifício com a traição.
Os pais lutam pela melhor educação dos filhos, tudo fazem para guiá-los pelos caminhos do bem, mas da porta da frente em diante vem a pancada. A pessoa pede uma esmola, recebe um pão, mas na esquina mais próxima lança o alimento no esgoto.


A pessoa claramente passa fome, precisa de qualquer ajuda, mas quando recebe - e depois da barriga cheia - age como se a outra tivesse obrigação de colocar comida no prato. Quando a fome chega novamente, retorna de mão estendida, sempre cabisbaixa e entristecida (ainda que falsamente), como se nenhuma ingratidão tivesse cometido.
Existem pessoas assim: quanto mais são ajudadas mais se fazem de esquecidas. Ou de repente se tornam simplesmente como inimigas daquela que ajudou. E mais: tudo fazem para ferir, magoar, para mostrar a feição maléfica que há dentro de si.
Mas, como diz o Livro do Eclesiastes, um dia passa e outro dia vem. Quem estendeu a mão a recolherá, quem não recompensou será esquecido. E quem ajudou, quem fez o bem o bem, que agiu pela bondade cristã, continuará sempre com o coração confortado. E será recompensado pela ação divina.
Mas o outro, aquele que faz da retribuição uma cruel recompensa, este prestará contas não só aqui na terra como - e principalmente - lá em cima. Se não for logo empurrado pra baixo. E não haverá mão que lhe seja estendida.

Escritor

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20 DE OUTUBRO 96 ANOS DO ATAQUE A CIDADE DE BELMONTE POR CANGACEIROS LIDERADOS POR IOIÔ MAROTO, LAMPIÃO E TIBURTINO INÁCIO

Por Valdir José Nogueira...pesquisador/escritor

O senhor Henrique Gonçalves de Lima (Henrique Curinga), residia atrás da casa do coronel Gonzaga Ferraz, e contava que na madrugada do dia 20 de outubro de 1922, numa sexta-feira, cerca das 4 para as 5 horas da madrugada, fora despertado pelo ruído de tiros que se fazia ouvir, pensando a princípio tratar-se de bombas dos festejos religiosos em honra ao Coração de Jesus, conhecendo em seguida que se tratava de verdadeiro tiroteio o qual se verificava a pouca distância de sua casa, sendo que perto da mesma se encontrava um grupo de assaltantes, que para penetrar na residência do coronel Gonzaga, fizeram dois dos bandidos Vereda e José Dedé, conhecido por Baliza, escalar o muro e uma vez dentro, sustentar o fogo, para que permitisse ao restante dos atacantes arrombar o portão de entrada para o quintal do dito coronel. Que o Sr. João Gomes de Sá, primo e vizinho de Gonzaga, ouvindo o barulho que fazia os assaltantes junto ao referido portão, saiu para enfrentá-los no muro que era comum as duas casas dele e Gonzaga.

A senhora Joaquina Izabel de Jesus, filha de dona Izabel Maria da Conceição, no dia do tiroteio foi forçada a abrir a porta de sua residência, dando entrada aos cangaceiros que dali atiravam em direção ao riacho que banha a cidade de Belmonte, dando retaguarda contra a polícia, em benefício dos cangaceiros de Ioiô Maroto.


Os bandidos pouparam a casa de negócio do coronel Gonzaga somente porque sendo esta situada na esquina de um beco e só tendo entrada pela frente, acontecia que a defesa ostensiva da cidade, sob o comando do bravo sargento Alencar (José Alencar de Carvalho Pires) impedia que esse intento fosse então realizado.

Na noite anterior, ao término do tríduo religioso, em honra ao Sagrado Coração de Jesus, o coronel Gonzaga acompanhou o Padre José Kehrle até a casa Paroquial, lá o reverendo interpelou-o sobre a situação deste com Ioiô Maroto, respondendo o mesmo que estava tudo terminado, pois que Antônio Maroto, irmão de Ioiô, entrara com ele em negociações, tendo emprestado ao mesmo a quantia de três contos de réis e cedido o vapor para serviço de seu compadre Ioiô. Na ocasião, o coronel Gonzaga informou para o padre que também havia dispensado um pessoal que por precaução trazia armado em sua residência para garanti-lo. Gonzaga retardou a sua visita ao Padre José Kehrle até as 23 h em virtude de uma chuva que caiu.


O coronel Gonzaga nunca chegou a ser prefeito de Belmonte, embora esse desejo fosse alimentado com o passar do tempo, o mesmo deixou a sua marca na cidade como um abastado fazendeiro, o maior comerciante da região, sendo muito bem relacionado e benquisto, trabalhando sempre em prol do desenvolvimento do lugar. Em decorrência do problema surgido entre ele e Ioiô Maroto, Gonzaga andou desejoso de mudar-se definitivamente de Belmonte, chegando a se ausentar durante um mês, todavia, resolveu voltar a esta cidade, aconselhado pela poderosa família Pessoa de Queiroz, de Recife, que era sua amiga e o prestigiava sempre, desejando até mesmo torná-lo prefeito do município de Belmonte. Contudo, o que se comentava na época, era que, para adquirir amizades políticas, e por compromisso com o governo, Gonzaga tinha se comprometido a capturar ou facilitar a captura de Sebastião Pereira e Luiz Padre. O certo é que Gonzaga voltou para Belmonte ainda mais prestigiado, porém, a ideia da família Pessoa de Queiroz em torná-lo prefeito abalou os alicerces das duas facções que polarizava a política local: Carvalho e Pereira. A família Carvalho, sob o comando do major Joaquim Leonel Pires de Alencar, não aceitaria nunca perder o poder, adquirido na campanha de 1911 com a ascensão ao governo do Estado do General Dantas Barreto e a família Pereira andava desgostosa em decorrência de querelas surgidas entre Gonzaga com Sinhô Pereira e Ioiô Maroto.

De acordo com o depoimento do Sr. Sebastião Xavier de Souza: “O coronel Gonzaga não era político propriamente no município de Belmonte, todavia, dispunha o mesmo de muitos elementos como proprietário e comerciante muito rico, além de ser muito caritativo, podendo então se afirmar ser o pai da pobreza, e conhecido por sua extrema bondade. Que Ioiô Maroto e Gonzaga sempre foram muito amigos, dispondo como se dizia Ioiô Maroto da gaveta de seu compadre Gonzaga.”


Todavia, na sombra, Ioiô Maroto começou a por em prática o seu plano de vingança. Em suas maquinações e ideias sinistras, começou a aliciar parentes e moradores seus, cangaceiros, formando um bando capitaneado por ele próprio, a gente de Tiburtino Inácio (filho do major José Inácio do Barro – CE), bem conhecido também nos fastos do banditismo e a malta do célebre bandoleiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e resolveu atacar Belmonte e assassinar o seu compadre Luiz Gonzaga Gomes Ferraz.

Pelas nove horas da noite do dia 19 de outubro, Ioiô Maroto saiu de sua fazenda Cristovão com seus companheiros e cangaceiros, parentes e moradores, em número superior a 45 homens, com rumo certo para a cidade de Belmonte, onde realizaria a empreitada na forma pretendida.


De 4 para 5 horas da madrugada, do dia 20 de outubro de 1922, a cidade de Belmonte era despertada ao ruído de tiros que se disparavam de mais de um ponto da rua e das suas imediações. O tiroteio ia crescendo de intensidade e duração, dando a entender, dentro em pouco, tratar-se não de bombas que vinham sendo frequentes por motivos dos festejos religiosos do Coração de Jesus, mas de detonações de armas de fogo num verdadeiro assalto.

Naqueles tempos de cangaceirismo, em que ninguém tinha a propriedade e a vida seguras, as povoações, as cidades, não se eximiam desses terrores e era um ataque em regra que se fazia a Belmonte.

O cangaceiro Francisco Vereda foi o autor do disparo que deu fim ao coronel Gonzaga, como também o disparo que pegou de raspão no padre José Kehrle.

Na ocasião, grandes estragos foram realizados no casario da cidade de Belmonte, inclusive na residência do cidadão Quintino Guimarães, onde Ioiô Maroto se aquartelou com a finalidade de dirigir ele próprio o tiroteio, sendo o mesmo o responsável direto por toda a hecatombe.


A casa do coronel Gonzaga foi totalmente saqueada. O prejuízo em dinheiro ultrapassou os 5 contos de réis, sem falar na mobília quebrada, portas e janelas, redes cortadas etc. Dentre as joias que foram todas roubadas, os cangaceiros levaram um anel de brilhante pertencente e usado pelo coronel Gonzaga, que dizem ter sido visto depois em um dos dedos de um cangaceiro de chapéu desabado e alvacento, identificado como o bandoleiro Lampião.

Ainda pouco explorado, a morte do coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz é considerado como um marco na história do cangaço, pois assinala o fim definitivo da era Sinhô Pereira e o início da trajetória de Lampião como líder. Fato curioso na própria história do cangaço, Lampião participar da hecatombe de Belmonte, uma vez que o mesmo não tinha praticamente nada a ver com toda aquela briga e ao mesmo tempo tinha em virtude de possuir inimigos que eram também da família do coronel Gonzaga, na região de Nazaré do Pico, em Floresta.


De acordo com o Delegado Regional Francisco Menezes de Melo, a relação nominal dos indivíduos que tomaram parte no assalto a cidade de Belmonte em 20 de outubro de 1922. Consta que muitos indivíduos tomaram parte no ataque, mas ignora-se ao certo o nome ou sinais característicos de cada um.

1 – Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto – foragido em Princesa)
2 – Virgulino Ferreira da Silva (Lampião – foragido)
3 – José Terto (Cajueiro)
4 – Antônio Carnélio
5 – José Bizarria
6 – José Theotônio da Silva (José Preto)
7 – João Porfírio
8 – Feliciano de Barros
9 – Antônio Padre (filho de Padre Pereira)
10 – Pedro José Clemente (Pedro Caboclo)
11 – Antônio Pereira da Silva (Toinho da Cachoeira)
12 – Francisco José Verêda (Verêda)
13 – Tiburtino Inácio
14 – Antônio Moxotó
15 – José Dedé (Baliza)
16 – Meia Noite
17 – José Ovídio
18 – Papagaio
19 – José de Tal (Caneco)
20 – Miguel Cosmo
21 – Raimundo Soares do “Barro”
22 – Antônio Ferreira da Silva
23 – Livino Ferreira da Silva
24 – José de Tal (Caboré)
25 – Cícero Costa
26 – Terto Barbosa
27 – José Benedito
28 – Manoel Barbosa
29 – Olímpio Benedito (Olímpio Severino Rodrigues do Nascimento)
30 – Francisco Barbosa,
31 – José Araújo (Dé Aeaújo)
32 – José Flor (Manjarra)
33 – Antônio Caboclo (Ponto Fino)
34 – Laurindo Soares (Fiapo)
35 – Manoel Benedito
36 – Antônio Pereira da Silva
37 – João Cesário (Coqueiro)
38 – Sebastião de Tal (Sebasto)
39 – Manoel Saturnino
40 – Beija Flor
41 – Pilão
42 – Lino José da Rocha


Toda essa história foi vivida e relembrada durante o Seminário do CARIRI CANGAÇO que aconteceu em São José do Belmonte entre os dias 11 a 14 de outubro de 2018.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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LILA, O LABRADOR FAMOSO QUE AJUDA A RETIRAR PLÁSTICOS DO OCEANO: VÍDEO

Por Só Notícia Boa
Lila - Foto: reprodução / Facebook / 4Ocean

Lila é um labrador preto de 7 anos que está ficando famoso nas redes sociais por ajudar a retirar plásticos do oceano. O vídeo que mostra ela mergulhando já tem mais de 1 milhão de visualizações no Facebook. (assista abaixo).

Ela foi contratada pela 4Ocean, uma empresa especializada. Lila mergulha nas águas da Flórida, nos Estados Unidos, para coletar garrafas plásticas.

Ah, não se preocupe! O tutor dela, Alex Schulze, garante que Lila trabalha pouco e não corre riscos.

Quando sai de casa ela usa óculos de sol especiais e no trajeto até a praia a cachorrinha viaja em um pequeno trailer, com cinto de segurança.

Na hora do serviço no mar, ela mergulha com um colete especial mantendo parte de sua flutuabilidade.

A cachorrinha não vai sempre ao mar e, quando vai, mergulha poucas vezes, garante Alex Schulze.

Treinamento

Alex Schulze conta que ela passou por um longo treinamento.

Primeiro, Lila começou a mergulhar para buscar brinquedos, jogados em uma piscina por seu dono. Agora parece uma profissional quando mergulha.

Desde que a 4Ocean foi lançada, em 2016, já foram retirados mais de 500 toneladas de lixo do mar.

Além de Lila, a empresa tem uma equipe de profissionais que limpam os oceanos e transformam o plástico que coletam em pulseiras.
História

Lila se tornou conhecida em 2015 depois dos vídeo em que aparece caçando lagostas no fundo do mar.

Os anos se passaram e seu tutor, Alex Schulze, decidiu empreender. Abriu a 4Ocean com o empreendedor Andrew Cooper e usou as habilidades de Lila de uma forma diferente.

A empresa atua na Flórida e também tem uma operação em Bali, na Indonésia.

Veja abaixo Lila em ação:

Clique nos links e assista aos vídeos.

http://www.sonoticiaboa.com.br/2018/10/21/lila-labrador-famoso-ajuda-retirar-plasticos-oceano-video/

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