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quinta-feira, 7 de março de 2019

OPINIÕES CITAÇÕES SOBRE JOÃO BEZERRA. (#)

Por Paulo Britto

O artigo a seguir é uma breve compilação de algumas referências/citações ao Coronel João Bezerra da Silva, feitas por pessoas de realce dentro do contexto do tema Cangaço, as mais diversas possíveis: coiteiros, soldados, oficiais, respeitados pesquisadores e escritores, autoridades militares, renomados chefes de volantes de outros Estados, etc.

Meu intuito é único e exclusivo, levar ao público informações para que diante delas, tirem suas próprias conclusões...




Att Paulo Britto
"Filho de João Bezerra"

Boletim Regimental número 179, de 12/08/1938 (Grafia original)
Não se enganou, portanto, o Exmº. Sr. Interventor Osman Loureiro, nem tampouco este comando. A perseguição se iniciou de forma tenaz e vigorosa, e não tardou a raiar da manhã de 28 de Julho, onde um punhado de 45 bravos comandados pelo Capitão João Bezerra da Silva, 1º Tenente Francisco Ferreira de Melo e Aspirante a oficial Aniceto Rodrigues dos Santos numa arrancada de heróis, atacaram de surpresa, na Fazenda “Angicos” município de Porto da Folha, no Estado de Sergipe, o grupo de famigerado “Lampeão” composto de nada menos de 58 bandidos e com eles numa luta tremenda conseguiram abater 11 sicários, inclusive o Rei do cangaço, pondo os demais em debandada, sem que tivesse tempo, os restantes, de conduzir do campo da luta os seus apetrechos e material de guerra que abandonaram.

 João Bezerra "Foto inédita em livros". 
Arquivo do Jornal Diário de Pernambuco
Acervo Lampião Aceso 

... O Exmº Sr. Interventor Federal Dr. Osman Loureiro, vendo realçada, com o mais significativo êxito, a missão de que fora e ainda se acha encarregado o II Batalhão, houve por bem premiar os que tomaram parte na refrega, e assim sendo, graduou no posto de Coronel, o Tenente Cel. José Lucena de Albuquerque Maranhão e promoveu por ato de bravura, a Capitão, o 1º Tenente João Bezerra da Silva, a 1º Tenente, o aspirante a oficial Francisco Ferreira de Melo, a aspirante, o 3º sargento Aniceto Rodrigues dos Santos...

Coronel Lucena
Louvor do Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão comandante do II Batalhão, transcrito no III item do Boletim nº 285, do II Btl, de 17 de dezembro de 1938. (Grafia original)
Lucena. Acervo Ivanildo Silveira
 “Tendo o Sr. Capitão João Bezerra da Silva, sido desligado deste Batalhão, a fim de assumir a função na sede do Regimento. Louvo-o pelo modo brilhante com que soube espontâneamente cumprir as árduas missões de que foi incumbido, quando neste batalhão, mormente na campanha contra o orda de facínoras, perturbadores da paz sertaneja que há tanto tempo vinha sofrendo as agruras consequentes da ação do banditismo.

Este oficial, demonstrou os nobres predicados de que é possuidor; trabalhador incansável que nunca ousou dar tréguas a tal corja, combatendo-a bravamente até o momento máximo em que assediou com a sua fôrça o conjunto chefiado pelo célebre “Lampeão” que não podendo vazar tal assédio, caiu sem vida, quando para os supersticiosos já era tido como imortal.

Jornal de Alagoas
O Chefe de Polícia de Alagoas relata como se deu o encontro em que morreu o “Rei do Cangaço”. Quem é o Tenente João Bezerra. A Agência Nacional, do Departamento de Propaganda, procurou ouvir pelo telegrapho, o Secretário do Interior e Chefe de Polícia de Alagoas Sr. José Maria das Neves. O Sr. José Maria das Neves informou o seguinte.
- O Sr. João Bezerra da Silva, nasceu em Pernambuco a 4 (*) de junho de 1898, verificando praça em 29 de novembro de 1921. Foi 2º Sargento em 29 de março de 1922... e 1º Tenente por merecimento em 30 de setembro de 1936. Teve vários encontros com bandidos, tendo de uma feita morto três dos comparsas de Lampeão. ... É official valoroso da Polícia Alagoana e de immediata confiança do governo...
Entre os prêmios recebidos por João Bezerra, a sua família guarda, zelosa e orgulhosamente, uma Espada que ele recebeu do povo de Piranhas em 1938, expressão de gratidão pela morte de Lampião, em cuja “Copa” está escrito: “Ao Capitão João Bezerra pela sua bravura e heroísmo. Offerece o povo de Piranhas.”

Durval Rosa
Colocações de Durval Rodrigues Rosa, irmão de Pedro de Cândido, no livro “Assim morreu Lampião” de autoria do pesquisador e escritor Antônio Amaury, página 105.

... João Bezerra disse que tava certo e dividiu todo mundo.
Avisou:
- Não conversa ninguém. Puxem o ferrolho dos fuzis. Não dá tiro a tôa.
Passou uma ordem severa.
- Vou passar uma ordem pra todo mundo. Não se dá um tiro sem se vê em quem . Só se atira em cangaceiro. Soldado não briga deitado, o qui eu encontrá deitado, ou outro qualquer encontrar deitado, atire e mate que esse é covarde. Quando vocês me verem deitado atirem em mim também.
Quando eu gritar, avança, aí eu quero Lampião pegado hoje de qualquer maneira. Ou morto ou pegado a mão!


Nisso Antonio Jacó chegou perto dele, tirou o chapéu, botou no chão, pisou em cima e disse assim.
- Mi solte logo “Seu” tenente, que eu quero saber se Lampião é mais homem que eu.
Ficou doido, doido, doido.

O tenente falou:
- Espere aí, i tenha calma!” ...


Afirmativas como esta feita pelo coiteiro que não tinha necessidade alguma para enaltecer a coragem do comandante da tropa e seu subordinado, não são consideradas por certos pesquisadores que se apegam a comentários tendenciosos que não tem relevância.

Antônio Jacó
"Mané Véio e Paulo Britto"
Colocações de Antônio Jacó no livro “Assim morreu Lampião” de autoria do escritor e pesquisador Antônio Amaury Correa de Araújo, página 117, Edição 1982.

João Bezerra armou uma rede, botou os bornaes pendurados num galho e disse assim:
- Mané Véio, deita aqui debaxo da minha rede:
Eu respondi:
- Voce tá pensando qui eu sou mulher? Prá seiscentos diabos!
Mas deitei no chão, que eu obedecia a ele. ...

Quando estive com Antônio Jacó na cidade de Pires do Rio em Goiás, ele bastante emocionado, sem acreditar que estaria ao lado do filho de Ten. João Bezerra, em longa entrevista me disse:
- O seu pai, eu considerava como meu pai.

Elias Marques
Sgt. Elias e o autor
Em conversa com Elias Marques, soldado da volante do meu pai, que residia em Olho D`Água do Casado, onde lá estive por diversas vezes. A foto ao lado é registro de uma destas ocasiões.

Perguntei a ele: – Elias e essas conversas que meu pai se encontrava com Lampião, etc?
Ele respondeu:
– Paulo você vai acreditar nisso, seu pai não se afastava pra lugar nenhum que não levasse um de nós e nós nunca vimos falar nisso. O Tenente não era de brincadeira”. ...

Estas colocações são para demonstrar a confiança e o respeito de Antônio Jacó e Elias Marques pelo então Tenente João Bezerra, demonstrando que pessoas como estas jamais se insubordinariam ao seu comando, a consideração e a confiança do comandante por eles.

Ferreira de Melo
O coronel Francisco Ferreira de Melo no livro do Dr. Estácio de Lima “O Mundo Estranho dos Cangaceiros”, páginas 285, 286 e 287:
O veterano Ferreira
 -Lastimamos a perda de meu excelente soldado Adrião, ou Adrião Pedro de Souza. Também foi baleado o nosso digno Comandante e mais um praça que teve o braço partido.

-De qualquer forma, Lampião foi liquidado pela tropa sob o comando geral de Bezerra.

- As precauções e as providências. Bezerra nunca se mostrava egoísta, ou vaidoso. Gostava de ouvir a opinião dos comandados.




Manoel Neto
Comentário de Manoel de Souza Neto em um Jornal do Nordeste

Manoel Neto
O capitão Manoel Netto reconstitue, para esta folha, a luta em que se empenhou durante 12 anos.

Pertencente à Brigada Militar do Estado, tem a sua carreira ligada ao combate sistemático e constante ao cangaceirismo no nordeste.

Por fim, o capitão Manoel Neto allude a antigos companheiros de jornada, destacando os nomes do Tenente Coronel Hygino, do Tenente Arlindo Rocha, Luiz Mariano, Capitão Optato Gueiros, Major José de Alencar, concluindo refere-se ao Tenente João Bezerra dizendo:

- O Tenente João Bezerra a quem conheço pessoalmente, é um official disposto, disciplinado e muito bem quisto no seio da Polícia alagoana e dos Estados vizinhos.

Coronel José Rufino
Trecho de uma Carta do Cel José Osório de Farias; Jeremoabo, datada de 1 de abril de 1964.

Zé Rufino
 Amigo Cel João Bezerra,
... Aqui fica o teu velho amigo que muito te estima.
Olha João, eu ainda hoje sonho com aqueles tempos daqueles em que nós vivíamos naquela mardita campanha.



Manoel Flor
Carta do Coronel Manoel de Souza Ferraz (Manoel Flor)
Manoel Flor
João Bezerra, Recebi sua carta, ontem, 19 de agosto de 1961, quando me preparava para um ligeiro passeio pela cidade. Seria faltar a primorosa verdade se lhe afirmasse ter sido um momento de alegria ao recebê-la. Foi meu caro amigo muito mais do que uma satisfação passageira. Ela veio me transportar a terreno mais profundo, o qual ficou no passado, mas de meandro crateroso, contemplado por mim com tantas emoções.
Emoção pelo desaparecimento de velhos companheiros, cujas cinzas veneramos com admiração e respeito, pela bravura e respeito; Emoção pelo verdadeiro espírito fraternal que sempre existiu entre as tropas pernambucanas e alagoanas. A confiança fazia com que considerássemos Pernambuco, um pedaço de Alagoas e Alagoas, um pedaço de Pernambuco; Emoção dos dias cruentos que enfrentamos, apesar da dureza da campanha, ocasionada pela fadiga, apreensão e responsabilidade, os nossos encontros efetivados na maior cordialidade, ou melhor festivos. ...
Do amigo e companheiro Manoel de Souza Ferraz (Manoel Flor)
Floresta, 20/9/1961

Frederico Pernambucano de Melo
Colocações feitas por este escritor e pesquisador na introdução do Livro “Como Dei Cabo de Lampião” de autoria do Capitão João Bezerra, página 38, 3ª edição.

... as curtas memórias do coronel Bezerra nos revelam um homem eleito pela fatalidade de um destino de aventuras permanente, pondo-lhe a vida a cada passo um obstáculo para saltar e lhe proporcionando a aventura capaz de fazer lamber os beiços a um jovem do Pajeú da época, de poder provar, em pelejas sucessivas, aos seus próprios olhos e aos de terceiros que se tratava de “cabra disposto”. Metido no interminável steeple–chase que culminaria com a destruição do “Rei do Cangaço”, Bezerra há de ter-se considerado um homem de sorte, sob esse aspecto. Pois olhe que até uma onça cruzaria seu caminho para lhe dar oportunidade de tirar uma das mais invejadas cartas de valente: a de matador de onça. ...
Frederico
Outro comentário de Frederico no Livro “Como Dei Cabo de Lampião” de autoria do Capitão João Bezerra, página 55 e 56, 3ª edição:
... Fico à vontade, portanto, para reconhecer em Bezerra o homem que não tremeu no momento em que o destino o aceitou como seu agente e ponta de lança, dando-lhe a chance de virar uma das páginas mais expressivas da história do Nordeste rural. ...

... No cenário de Angico, Bezerra não foi outra coisa. Sujeito e objeto da história, soube fazer-se templo da síntese magnífica. Como um Ahab original, mil vezes afortunado, cuidou em atropelar tudo o que se levantou entre ele e o cangaceiro. E ao lhe tomar no último instante a porta, quem sabe não o terá desenganado de um possível brilho derradeiro das estrelas de seu chapéu, sentenciando como o capitão da perna de marfim:

Louco! Sou o lugar-tenente do destino. Apenas cumpro ordens ...

Billy Jaynes Chandler
Repúdio ao Professor Billy Jaynes Chandler, no Livro da escritora Marilourdes Ferraz “O Canto do Acauã”, 3ª Edição – 2011, página 476:

- Pág. 252: “Estas histórias são repetidas pelos pernambucanos, principalmente por aqueles que, como os da família Flor e outros nazarenos, se sentem ludibriados porque, segundo eles, Lampião foi morto por um oficial de Alagoas, corrupto e covarde, indigno de tal honra. Esta honra, de direito, deveria ter sido deles. Bezerra infame, como era, só pode ter...“ Estas referências aéticas lançadas contra o Coronel João Bezerra não podem ser atribuídas a quem não as deu, no caso os Flor de Nazaré que nem ao menos foram entrevistados pelo professor. E, além de tudo, não concordam com esse tratamento contra o colega de outro Estado.

(Marilourdes Ferraz é filha do Coronel Manoel de Souza Ferraz – Manoel Flor).

Belarmino Neto
Carta do Major da Polícia Pernambucana, Belarmino de Souza Neto, dirigida à escritora Marilourdes Ferraz e publicada em seu livro “O Canto do Acauã” – 3ª Edição – 2011, páginas 486 e 487.

Há anos li uma obra de Rodrigues de Carvalho, sobre Lampião tratando do tema, aquele autor não tem dúvida: Afirma que a morte foi mesmo por veneno, obscurecendo o trabalho de João Bezerra a quem não poupa ofensas e cobre de ridículo.

Lendo aquela obra, comentei à margem: “Lampião foi um bandido, sem nobreza, sem ética, sem piedade. Seria um injustificável exagero que se fosse exigir, para a sua destruição, o emprego de princípios, de lealdade cavalheiresca que ele nunca usara para com suas vítimas. Teria sido ele envenenado? Para mim o assunto é irrelevante e não conduz a nada.

O Coronel João Bezerra continuará a ser o homem que livrou o nordeste brasileiro daquela praga de vândalos. Que o tenha feito a bala, pelo arsênico, pela surpresa ou através de qualquer artifício, isso não vem ao caso, negar seu mérito pelo extermínio de Lampião, é como negar a Colombo o mérito pelo descobrimento da América. E no entanto, depois de vinte anos de escaramuças através do nordeste, entre o bandido e as forças policiais de 7 Estados, foi o Coronel João Bezerra o único que conseguiu quebrar a calota do ovo e colocá-lo de pé sobre a mesa. ...

Antonio Amaury
Correspondência enviada a mim em 6 de Julho de 2002 pelo escritor e pesquisador Antônio Amaury Correa de Araújo:
Amaury em foto do coroné Severo
... Não é novidade para os pesquisadores que seu pai foi amplamente injuriado, invejado e que teve sua imagem denegrida por comentários oriundos de mentes tacanhas pelo fato de haver sido o comandante que eliminou Lampião e parte do seu bando cangaceiro, ... Isso causou-lhes profundo ressentimento e usaram então dos mais baixos argumentos para achincalhar o episódio da Fazenda Angico.

... Pelo que pude observar nesses 53 anos de pesquisas e com seis mil entrevistas realizadas qualquer pessoa, em qualquer época usando de qualquer método para eliminar Lampião, ... ... seria questionado e destratado e sua atuação estaria sempre em dúvida na visão daqueles que não conseguiram o mesmo desideratum. A imaginação humana não tem limites e até mesmo episódios claros como cristal são colocados sob suspeita.... Para terminar, a polêmica não tem fim. É traição, veneno, tiro e Lampião ainda vivo até a década de 1990. Viva a fantasia, a ficção, a criatividade de alguns pesquisadores menos cuidadosos e pouco honestos para com a história...

PS. Faça o uso que quiser destas, pois é a expressão do meu pensamento e da verdade que obtive de cangaceiros, soldados, coiteiros e outras pessoas envolvidas no episódio de Angico.

Gazeta de Alagoas
06.12.1970 – 1º Caderno, página 3. "Matador de Lampião sepultado em Maceió com honras militares"

...O Coronel (de Exército) Carlos Eugênio Pires de Azevedo, comandante da Polícia Militar conheceu pessoalmente o Coronel Bezerra há 02 anos em Garanhuns. Lamentou a sua morte. Como última homenagem a corporação da qual é comandante, satisfazia o pedido de João Bezerra de ser sepultado em solo alagoano.

Pelos bons serviços prestados à Polícia Militar de Alagoas e a todo o nordeste, não há tributo que pague ao Coronel Bezerra, pelo que ele realizou, disse o comandante da Polícia Militar de Alagoas. ... “O Coronel Bezerra era um militar cônscio de suas responsabilidades e tratava a todos os seus comandados com igualdade de condições. Devido esse comportamento, diante das tropas, que comandava no Quartel é que ele grangeou a simpatia de todos e consequentemente foi conquistando as promoções, todas elas por relevantes serviços prestados à nossa Polícia, ao Estado e à Nação”.

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Espero que estas citações consigam demonstrar, um pouco, de quem foi o homem, o policial militar, o maçom, grau 18 que, em todas as suas ações e missões, só fez enaltecer o nome da instituição a que pertenceu, e que, graças a Deus, teve o privilégio do reconhecimento e do respeito dos familiares, amigos, superiores e subordinados.
Sempre estive e continuo disponível aos amigos, para poder contribuir com o modesto conhecimento que tenho.
Att Paulo Britto 
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ADENDOS
(*) A data correta do nascimento do Coronel João Bezerra é 24 de junho de 1898.

(*) Frederico Pernambucano, durante sessão de fotos no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, em Maceió em agosto de 2009 para ilustrar o livro "Estrelas de Couro - A Estética do Cangaço".

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ADOLF HITLER

Por Ana Cecília Correa Lima

Norman Ohler escreveu um livro agora sobre a relação de Adolf Hitler, a eficácia dos soldados nazistas e o uso indiscriminado de drogas estimulantes tipo metanfetaminas fornecido pelo exército alemão aos soldados. O livro traduzido é muito interessante chamado "High Hitler" que é uma gíria inglesa (High) para "drogado acelerado" fazendo uma ironia com "Heil Hitler" Salve Hitler em alemão. Os 2 termos tem o mesmo som "rrái". 


2. O único livro que Hitler escreveu é proibido a venda em português: "Minha Luta".

3. Acima vou postar um documentário sobre esse livro com seu autor e a questão de Hitler com seu médico pessoal T. Morrell que injetava diariamente nele várias vezes/dia um coquetel psicoativo que sem o qual Hitler nem saía da cama.

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=1238145936349520&notif_id=1551957975678396&notif_t=group_activity

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INDICAÇÃO BIBLIOG´RFICA



O escritor Sérgio Augusto S. Dantas, deu e continuará dando uma grande contribuição à Historiografia do Cangaço. Os seus livros, bem fundamentados, são referências na bibliografia cangaceira. São 5 livros de sua lavra, mas o livro: "Lampião Entre a Espada e a Lei" está esgotado. O último lançamento: "Lampião na Paraíba: Notas para a sua História", é um sucesso de vendas. 

Quem desejar adquirir estes e outros 550 títulos: franpelima@bol.com.br e Whatsapp 83 9 9911 8286.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2258604017741822&set=a.1929416523993908&type=3&theater&ifg=1

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quarta-feira, 6 de março de 2019

2ª EDIÇÃO FLORO NOVAIS HERÓI OU BANDIDO?


Mais um livro na praça: FLORO NOVAIS: Herói ou Bandido? De Clerisvaldo B. Chagas & França Filho. Este livro estará disponível a partir de amanhã no Cariri Cangaço São José do Belmonte e segunda feira dia 15/10 Para todo Brasil. 

Preço R$ 40,00 com frete incluso. 124 páginas. Franpelima@bol.com.br e fplima1956@gmail.com e Whatsapp 83 9 9911 8286.

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O MAUSOLÉU DE ANTÔNIO GRANJEIRO IRÁ AO CHÃO

Por Roberto Júnior

A construção da nova rodovia que ligará Porteiras a Missão Velha poderá apagar importante fragmento da história do Cariri. O Mausoléu de Antônio Grangeiro, em Porteiras, é o marco de um dos mais bárbaros crimes cometidos pelas forças volantes do Ceará, Pernambuco e Paraíba, no afamado caso do Fogo das Guaribas (Leia mais sobre essa história clicando aqui: http://bit.ly/2tJFkld ), quando o então tenente, José Bezerra Gonçalves, montou um verdadeiro exército para dar cabo de Chico Chicote.


Algum tempo após aquele fatídico 02 de Fevereiro de 1927, a família Grangeiro erigiu um pequeno mausoléu em lembrança do Coronel Antônio Grangeiro, e outros três companheiros do mesmo, que foram barbaramente assassinados naquela ocasião, tendo sido degolados, e seus corpos incinerados.


O mausoléu em sua arquitetura original

Segundo Bruno Yacub, avido pesquisador do Fogo dos Guaribas e da história de Brejo Santo, o dito monumento está em rota de colisão com a nova estrada, e os marcos topográficos indicam que o mausoléu será destruído. Em visita a Bosco André, importante pesquisador do cangaço em Missão Velha, e em ligação à Heitor Feitosa, presidente do Instituto Cultural do Cariri, pude constatar a perplexidade com tamanho descaso e abuso diante do patrimônio histórico cearense.

O Cariri das Antigas repudia veementemente a demolição do mausoléu, e junto de outros tantos representantes, monta uma frente ampla contra esta agressão, e solicita ao Governo do Estado do Ceará, que reveja os estudos rodoviários naquele trecho e preserve um último fragmento da memória dos que padeceram nas mãos dos agentes de segurança do estado naquele período.


Agradecimentos especiais a Bruno Yacub.
Fotos: Bruno Yacub.


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A ILUSÃO DO CANGAÇO


Por Aderbal Nogueira

Desculpem postar esse vídeo pela centésima vez. Mas quando vejo pessoas dizendo, inclusive mulheres dizendo "eu queria ser cangaceiro" Meninas vocês sabiam que quando as mulheres estavam naqueles dias, elas andavam afastadas do grupo por causa das moscas? Adília contou isso com uma tristeza nos olhos que vocês não podem nem imaginar. 

https://www.youtube.com/watch?v=ybxCMU0MC4c&fbclid=IwAR0IE71SyBMXaon7EQgC25kEdgdFrrQAJ9kip5NKC1jlaSJUxCWhStC6rHk

Um dia postarei uma gravação que fiz junto com Alcino Costa e Paulo Gastão falando com Sila e Adília sobre sexo, tenho certeza que vocês mulheres iam ..., melhor deixar para lá

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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DADÁ


Por Voltaseca

DADÁ a ex-cangaceira e companheira do cangaceiro Corisco, sendo a única mulher do bando de cangaceiros a atirar com arma longa. 


Também foi a única a comandar um sub-grupo de cangaceiros, quando seu companheiro CORISCO foi baleado nos 02 braços, em combate.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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LEIA BEM COM ATENÇÃO ESSE TEXTO.

Por Maria de Lourdes Feitosa Nascimento


O que levou Elétrico a entrar para o bando de Lampião

Conheça um pouco sobre a vida de Elétrico, Cangaceiro do Bando de Lampião.



Naquele tempo, Lampião mandava e todos obedeciam, e ai de quem não obedecia! Certo dia, ele chegou à casa de Pedro Miguel, um senhor honesto e trabalhador que morava em sua nobre casinha no Minador. Estava com sua esposa e filhos quando Lampião chegou com sua tropa, ordenando que Pedro fosse na Lagoa do Saco dar um recado ao vaqueiro da fazenda, dizer a ele que viesse pra matar uma reis, e quando a carne secasse iam fazer suas boias e iam embora. 

Assim seu Pedro fez com medo de desobedecer Lampião. Foi e deu o recado dizendo:

- Luis, Lampião disse que você fosse matar uma reis pra ele.

Mas o vaqueiro recusou, dizendo que não iria de forma alguma. 

Seu Pedro retornou para dar a resposta ao temido rei do cangaço, e já imaginava que a reação não seria das melhores. 

Lampião olhou logo que Luis não havia vindo e perguntou:

- Cadê o vaqueiro, seu Pedro? 

Pedro Miguel falou a verdade, e a reação de Virgulino foi imediata. Estava com um facão na mão e jogou com raiva no chão dizendo: 

- Como é que pode?  Eu não mando chamar um homem e ele não vem? Vão três de vocês e tragam ele aqui. 

O Senhor Pedro tentou intervir pelo vaqueiro, pois sabia que o sofrimento seria dos piores. Falou:

- Capitão, por Nossa Senhora deixe o rapaz em paz, ajoelhou-se aos pés de Lampião que se compadeceu e disse: 

- O senhor tá derrotado de qualquer jeito Seu Pedro, mas vou atender o seu pedido, porque o Senhor pediu por Nossa Senhora, e isso eu não posso negar. Agora pode se preparar, fique ciente disso. Não vai há cinco dias a polícia vai bater aqui. 

Na manhã seguinte, o senhor Pedro saiu bem cedinho pro Saco da Serra e viu os cangaceiros cercando o gado e pegando o boi a mão, levaram amarraram em um pé de umbuzeiro e seu Pedro perguntou:

- Mas capitão, como é que se mata um rato desse? 

Disse-lhe: 

- Oxente! É a coisa mais fácil do mundo.

E o capitão pegou um canivete que tinha no quarto, estava bem amoladinha e empurrou no cabelo loiro da vaca. A vaca caiu esparramada no chão. Fizeram a carne. Era um dia de terça feira. Quando foi na quarta, ele preparou Pedro dizendo:

- Oi, eu tô indo embora amanhã, agora o senhor não negue de jeito nenhum, a polícia vai chegar aí agora, pode dizer que fez a feira que eu mandei, quando acabei matei a vaca, salguei e fiz a carne, e puxei por aqui, pode dizer a eles que nós tamo do Poço pra riba.

Júlio Miguel dos Anjos, irmão do cangaceiro Elétrico. 

Assim seu Pedro fez, quer dizer planejou fazer. Com cinco dias depois, em Minador foi soldado que fechou a caatinga., era no terreiro, no curral, por toda parte, ao todo dava noventa e cinco, agora que uns deles ficaram separados por que eram amigos da família, e volante aqui de Sergipe, apenas de longe gritavam: 

- Não judiem os paisanos não, como é que vocês ao invés de ir atrás dos bandidos na feira ficam judiando os paisanos?

Meu avô e eu, Dinha Feitosa


Mariano, um dos soldados perguntou pelo senhor dono da casa, e seu filho casula, que era o meu avô Julio Miguel; saiu à procura do pai no curral, que estava com seus outros filhos todos trabalhando. Vieram todos pra casa. 

Mariano perguntou ao senhor Pedro como foi que aconteceu, o que Lampião tinha feito, os filhos do Senhor ficaram assentados no chão de um lado e o Velho Pedro do outro lado quando falou: 

- Essa foi a primeira vez que o vi, ele chegou aqui pediu que eu fizesse uma feira e seu Pedro contou toda história, mas quando terminou de contar tudo direitinho recebeu foi uma pancada nas costas sabe como se mata um bode, então foi dessa forma que seu Pedro de 60 anos de idade, pai de 14 filhos, recebeu um golpe pelas costas, como se fosse uma batedura de arroz, cada soldado batia um pouco. 

Seus filhos e esposa apavorados sem poder fazer nada, alguns dos soldados tinham dó e tentavam acalmar a senhora esposa que estava dentro de casa com todos os seus filhos nesse momento.Um dos soldados ainda disse:

- Olhe dona, amanhã bem cedo o seu marido vai preso, agora eu digo quando a gente for se cobrindo lá naquele tanque a senhora mande seus filhos pegarem os animais, arrumarem as coisas e podem ir embora daqui, não fiquem aqui não, se mandem. 

Ao lado da casa tinha um pé de umbuzeiro que estava coberto de soldados embaixo, e um conhecido do velho tentou passar para ajudar, mas pegaram ele. Trouxeram Pedro pra casa todo machucado, duas costelas quebradas, aí soltaram dentro de casa espancado, quase morto. 

No fundo do quintal tinha um jirau de pratos, uma tigela grande que pegava mais ou menos uns dois litros de água, e de repente o jirau caiu, só ficou a tigela, o resto só pó, até os soldados foram ver o que foi na casa. Todos ficaram assombrados, assim os soldados se foram levando com ele o senhor Pedro. 

Nesse dia, haviam dezesseis pessoas na casa e como a velha já estava preparada, quando eles estavam no tanque quase se cobrindo, os filhos foram pegar os animais. 

O dia já estava quase amanhecendo atocaiaram os animais colocaram as cangalhas, tacaram as coisas em cima e saíram devagarzinho, não andaram duzentas varas quando o tenente ordenou que uns soldados voltassem e pegassem um dos filhos, mas quando chegaram a casa não acharam mais nada. 

Ainda saíram aos arredores e por pouco não os viram, desistiram e foram embora. Nesse dia a família do Senhor Pedro foi bater em Sítios Novos. 

Depois pegaram o rumo do Saco Grande, ficaram lá sem saber de noticias, quando foi com as 'Ave Maria', a Senhora estava colocando a comida dos filhos, todos fizeram uma roda no chão para comer. De repente quando olharam pra porta dos fundos seu Pedro entra de portas a dentro e fala:

- Fechem essa porta ligeiro pra ninguém me ver, corram aí a todas vejam se vocês acham uma canoa que preciso ir pras Traíras. Vou atrás de Janjão Maia. Os seus filhos saíram as pressas e levaram o pai dali.

No dia seguinte por volta de umas oito horas a polícia chegou à procura dele, e todos fingiram que não sabiam de nada. Pedro Miguel foi o pai do cangaceiro Elétrico, que depois desse acontecimento com seu pai ele se revolta ao ouvir toda tortura que seu pai passou na delegacia de Monte Alegre, onde foi muito torturado no tempo que esteve lá. Foi tratado feito um animal. 

Manoel era o filho mais velho, por isso não pensou duas vezes quando foi convidado a entrar para o cangaço e ser batizado de Elétrico. Meu avô era o mais novo entre os filhos homens, e se sei dessa história agradeço a ele por sua memória excelente e pela riqueza de detalhes com que me contou. 

Obrigado pai Júlio.

O anúncio da Morte de Elétrico, como se deu.

Nesse tempo sua família morava no Povoado Bom Sucesso, quando saiu a notícia da morte de Elétrico. Senhor meu avô Júlio tinha apenas 14 anos e ainda lembra-se como se fosse hoje, o povo chorava não só pela morte de Elétrico como também pela morte do temido rei do cangaço, que tinha a fama de cruel e justiceiro, e o povo ainda gostava muito dele.

Vejam abaixo a entrevista realizada com meu avô, Júlio Miguel dos Anjos, no dia 31/10/2014

Sobre o cangaceiro Elétrico

Segundo meu avô Julio Miguel, quando Elétrico entrou para o bando de Lampião, ele foi de livre e espontânea vontade, sua família de 13 irmãos na época em que ele foi para o grupo, estavam se mudando do Minador para a Jeremataia, ele não quis acompanhar a família e foi ficar no Cururu, na casa de seu tio, irmão de sua mãe o Senhor João Vicente.


Certa vez Lampião chegou e Manoel quis entrar para o bando, queria ser cangaceiro, apesar de Lampião não querer aceitar por que o Senhor Pedro Miguel(o pai de Elétrico) já tinha apanhado da volante, por ter feito um favor a Lampião.Lampião falou:

-Eu não quero você no bando porque seu pai já sofreu por minha causa, e se você entrar ele vai sofrer muito mais.


Mas mesmo assim Manoel acompanhou o grupo de cangaceiros, seu nome era era Manoel Miguel dos Anjos, já que emu avô é Julio Miguel dos Anjos, ele fala que não lembra muito bem do sobrenome do irmão mas a família toda era Miguel dos Anjos.No tempo em que Manoel entrou para essa vida meu vô Julio era uma criança entrando para a adolescência.Não sei se por querer vingar-se por seu pai ter sofrido muito nas mãos da volante, mas sei que foi a partir daí que ele passou a ser chamado de Elétrico cangaceiro do Bando de Lampião.


Por muito tempo desde que passei a ter entendimento das coisas quis entender o por que, quem ele era, e sempre quis ver uma fotografia dele, do irmão do meu avô, do cangaceiro Elétrico, sei que muitas pessoas tem uma visão diferente, mas eu entendo e respeito sei que muitos os tratam como Bandido, mas o que posso fazer. Não sei se por isso ou por curiosidade busco conhecer um pouco mais sobre ele, e encontrei essa imagem que segundo é a imagem dele. 


Veja logo abaixo e comparem com uma imagem do meu avô quando era jovem.

Entrevista sobre Elétrico, cangaceiro do Bando de Lampião.

Entrevista feita ao Senhor Dionísio dos Santos, mais conhecido por Domes de Quim, o Vaqueiro mais velho do Povoado Bom Sucesso.

Realizada no dia : 28/01/2015.


O senhor conheceu Elétrico ?


-Oxente, me criei junto com ele, a família dele morava no Minador e a família de papai morava nas Lagoas. Quer saber quantos filhos Pedro Miguel tinha... Manoel (Elétrico), era o mais velho, tinha também Júlio, Paulino, Pedrinho, Firmino, Zé, que era meu cunhado, Tonhe era um morenão, e as mulheres eram, Dorinha, Mariquinha e Rosinha, se criemos juntos, vizinhos. Por isso que chamavam o meu pai de Quim das Lagoas e a mim chamavam de Domes de Quim.

Maria de Lourdes Feitosa Nascimento

Sou estudante da UFS no Polo de Glória e futuramente estarei realizando o sonho de me tornar uma professora de História, que é uma de minhas paixões.


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ALALAÔ E A PROSTITUTA

*Rangel Alves da Costa

Certamente que os anos passam, mudanças vão ocorrendo e os modismos acabam revirando tudo dos pés à cabeça. Contudo, o novo, a mudança e a transformação, não significam necessariamente em deterioração dos bons e antigos costumes. Imagina-se que o novo não surja sempre com o poder de aniquilar o que de melhor se enraizou. Apenas se imagina, vez que o modismo procura destruir o passado de tal modo que não há se imaginar senão o fim da humanidade pelo próprio homem.
No carnaval é assim também. O bom carnaval ainda é brincado com as velhas marchinhas, com as músicas de salão e suas letras desafetadas e até românticas. E assim acontece pela letra, pela melodia, pelo prazer de ouvir, cantar e brincar. Mas hoje, e infelizmente, verdadeiros absurdos são entoados como se músicas fossem. Isso mesmo, suas letras são tão pornográficas que até deveriam ser proibidas em sons altos e vias públicas. Para quem ouviu e ainda ouve “Quanto riso, ah quanta alegria, mais de mil palhaços no salão, arlequim está chorando pelo amor da colombina no meio da multidão...”, para atualmente ouvir que namora uma prostituta, que ela é linda, ela é puta, soa como desmedida abusividade.
Abaixo citarei dois exemplos, sendo o primeiro de verdadeira música carnavalesca, e a segunda dessa porcaria que de repente surge e, ao menos por alguns dias, passam a ter o dom de ferir os ouvidos e a mente, e simplesmente pela imprestabilidade pornográfica de sua letra. Na primeira, eternizada pelo seu valor musical, sua melodia e letra, apenas uma singela brincadeira que contagiava salões. Na segunda, um verdadeiro vômito auditivo, nada mais que uma tentativa (e conseguida) de ridicularizar de vez a sociedade, vez que na sua letra o puro achincalhe.


A marchinha carnavalesca Alalaô, de autoria de Haroldo Lobo e Nássara, sucesso nas ruas e salões desde os anos 40 nas vozes de Carlos Galhardo e Emilinha Borba, dentre outros, a ligeira canção momesca diz: “Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô, mas que calor, ô ô ô ô ô ô. Atravessamos o deserto do Saara, o sol estava quente e queimou a nossa cara, Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô, mas que calor, ô ô ô ô ô ô. Viemos do Egito e muitas vezes nós tivemos que rezar: Allah, Allah, Allah, meu bom Allah, mande água pra Ioiô, mande água pra Iaiá. Allah, meu bom Allah”.
Já o segundo exemplo, surgido não sei de onde, mas que está fazendo muito mais sucesso entre os jovens pervertidos que a tal da Jennifer (outra porcaria criada pela mídia igualmente pervertida), diz assim: “Estou gostando de uma prostituta, ela é linda, ela é puta. Tô de rolê com uma prostituta, ela é linda, ela é puta. Estou gostando de uma prostituta, ela é linda, ela é puta. Tom de rolê com a prostituta, que gata, ai que puta. Eu viajo nela, eu tiro onda com ela. Não tem jeito, aonde eu chego a massa paga um pau. Eu viajo nela, eu tiro onda com ela. Eu banco mesmo a figura no jeito, dinheiro é pra se gastar. Eu gosto é de luxar, eu gosto de tirar onda... Estou gostando de uma prostituta, ela é linda, ela é puta. Tô de rolê com uma prostituta, ela é linda, ela é puta...”. A composição dessa “obra-prima” é de um tal de Pepe Moreno.
Absurdos como este vão surgindo a cada dia. E a juventude chega a delirar ouvindo tal imundície. Sim, baboseira, lixo, putrefata nojeira. Realmente difícil imaginar até que ponto a humanidade pode se ajoelhar ao imprestável. Não há psicologia que entenda e explique a personalidade humana sendo rebaixada a nível tão vergonhoso.
E dizem que o mundo ainda tem jeito. Mas tem não. Duvido que a humanidade progrida em alguma coisa quando o seu futuro - que está também na juventude de hoje – desce até o chão para dançar pornografia.

Escritor
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PARA ARQUIVO - NOTA SOBRE O FALECIMENTO DO ESCRITOR E PESQUISADOR PAULO MEDEIROS GASTÃO

Por Rangel Alves da Costa

Consternado e enlutado, o Memorial Alcino Alves Costa pranteia o falecimento do escritor e pesquisador potiguar Paulo Medeiros Gastão, ocorrido nesta segunda, 04 de março. Grande amigo e conselheiro de Alcino Alves Costa, Paulo Gastão foi quem primeiro conheceu e valorizou seus escritos. 

A partir de então firmaram duradouros e profundos laços de amizade, tendo Alcino escrito um livro sobre o seu grande mentor intelectual: “Saudação a Paulo Gastão”, publicado pela Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC. 

Assim, neste momento de luto e dor, rogamos pela salvação eterna da alma deste grande e honrado homem, laureado escritor e, acima de tudo, amigo. 

Que Deus o tenha, Paulo Gastão!

Rangel Alves da Costa
Curador do Memorial Alcino Alves Costa

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SALVE 6 DE MARÇO DE 1817


 A Revolução Pernambucana de 1817 foi deflagrada no dia 6 de março e é um marco da luta contra a opressão da Corte Portuguesa. Este movimento histórico foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio do padre João Ribeiro, Frei Miguelinho, padre Roma, Vigário Tenório, Frei Caneca, Antônio Carlos de Andrada e Silva, Domingos Teotônio Jorge entre outros. Eles instalaram um governo provisório que tinha como propostas a proclamação da República, a extinção de impostos abusivos e a elaboração de uma Constituição para garantir direitos aos cidadãos, tais como: a igualdade de todos perante a lei, a liberdade religiosa e a de imprensa.


Com essas propostas, a Revolução conseguiu reunir representantes dos mais variados segmentos da sociedade, inclusive populares que também desejavam a emancipação política e a implantação de um governo republicano. A iniciativa fez com que a sociedade pernambucana, por aproximadamente dois meses, conhecesse uma nova realidade política.

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EXPEDITO SELEIRO

Por Voltaseca

Expedito Seleiro cearense, e, um dos maiores artistas em couro do Brasil. Vejam, que lindo gibão e chapéu o mesmo está usando no desfile. Confecção própria.
Fonte: Cariri cangaço.

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