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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

NOVO LIVRO NA PRAÇA ASSIM VIVEU E MORREU LAMPIÃO REI DO CANGAÇO


O poeta cearense Geraldo Amancio, nos oferece, através  deste livro, uma obra poética de primeira. Com 181 estrofes de sete linhas.

Ao prefaciar este trabalho, o advogado Paulo Quezado, afirma: “Assim viveu e morreu Lampião Rei do Cangaço, é, portanto,  muito maios do que um simples texto cordelista produzido com autenticidade e bom gosto. É, sim, uma verdadeira imersão cultural nos preceitos e valores poéticos, geográficos e sociológicos do povo nordestino. Remetendo o leitor, através  da história de Lampião, aos primórdios da identidade do ‘caboclo do sertão’: sua arte, seu meio e seus ícones”.

O renomado cordelista cearense, Rouxinol do Rinaré, na apresentação deste trabalho, assim se expressou:

“Que texto genial. Li de uma ponta à outra, sentindo o encanto das rimas perfeitas e a beleza da composição das estrofes...”

Interessa? O livro tem 70 páginas. Fale com o Professor Pereira que é o revendedor oficial Professor Pereira através do E-mail:

 franpelima@bol.com.br ou pelos tels. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI).


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LEANDRO CARDOSO FALA SOBRE ANGICO EM PALESTRA NO CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo


Angico foi e continuará sendo um dos episódios mais estudados e comentados do cangaço. Hoje vamos relembrar na sessão "Do fundo do Baú" , uma das lendárias Conferências realizadas em nosso Cariri Cangaço, desta vez com o pesquisador e escritor, Leandro Cardoso; dentro da programação do Cariri Cangaço 2009, na cidade de Juazeiro do Norte no Memorial Padre Cícero. Na mesa: Antônio Amaury, Aderbal Nogueira, Paulo Britto e Paulo Gastão, além da participação marcante de Alcino Alves Costa. As imagens são de Aderbal Nogueira e sua Laser Video.

Veja a Palestra na Íntegra...


Fonte: You Tube
Canal: Aderbal Nogueira

Palestra de Dr Leandro Cardoso; Conselheiro Cariri Cangaço
Realizada no Cariri Cangaço 2009
Cidade de Juazeiro do Norte,CE
26 de Setembro de 2009

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"VIDA E MORTE DE ISAÍAS ARRUDA - SANGUE DOS PAULINOS, ABRIGO DE LAMPIÃO" LANÇADO EM NOITE DE FESTA EM FORTALEZA


O Restaurante Caravelle, em Fortaleza, acolheu o lançamento da mais nova obra do escritor e pesquisador; Conselheiro Cariri Cangaço; João Tavares Calixto Junior, "Vida e Morte de Isaías Arruda - Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião". O evento, uma promoção do Cariri Cangaço, aconteceu na noite do último sábado, dia 25 de janeiro de 2020 e reuniu grande público de apaixonados pela historia e memoria do sertão, notadamente do ciclo coronelístico e do cangaço dos anos 20.

O livro já havia sido lançado em vários municípios do cariri cearense e chega a Fortaleza, como um dos mais aguardados lançamentos sobre a temáticas cangaço e coronelismo. Após mais de seis anos de intensa e zelosa pesquisa o escritor João Tavares Calixto Junior, nos traz em seu mais novo livro,"Vida e Morte de Isaías Arruda - Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião", a saga desse que sem dúvidas é um dos personagens mais emblemáticos e marcantes do universo do coronelismo sertanejo. A partir de um trabalho espetacular; minucioso, dedicado e responsável; Calixto nos apresenta não só os acontecimentos da época, mas e principalmente o perfil, a personalidade, as relações perigosas e principais fatos que tornariam Isaias Arruda quase uma unanimidade: Um homem a frente de seu tempo. 

Calixto Júnior e família em noite de lançamento
Calixto Junior, João de Lemos, Linda Lemos, Manoel Severo e Fatima Lemos
Calixto Junior e Manoel Severo

"Isaías Arruda de Figueiredo nasceu aos 6 de julho de 1899 na Vila d'Aurora. Era filho de Manoel Antônio de Figueiredo de Arruda e Maria Josefa da Conceição (naturais de Aurora, casados aos 30 de junho de 1896). Convolou núpcias no primeiro dia de setembro de 1920 na Igreja Paroquial da Vila d’Aurora com Estelita Silva, natural de Fortaleza. Em perfeita consonância com a práxis vigente de sua época de existência, inseriu-se Isaías Arruda na prepotente atuação sociopolítica regional, marcada pela incursão do poder privado dos coronéis. Eram estes os senhores supremos dos feudos nordestinos, detentores do voto do cabresto e responsáveis pelas famosas eleições a bico de pena, onde até defuntos votavam... 


Trapaças e moléstias sociais que hoje ainda remanescem, apesar de diminuídas as proporções, são oriundas deste famigerado tempo da República dos Coronéis ou Coronelismo, a chamada República Velha. Bosquejando sobre as passagens deste notável personagem do cenário coronelístico nordestino, delegado de polícia em Aurora, assim como Prefeito municipal de Missão Velha, transcrevemos o que exara Joaryvar Macêdo em Império do Bacamarte (Fortaleza, 1990, p. 225): "Improvisado o coronel Isaías Arruda em poderoso chefe político de Missão Velha, se o juiz não se submetesse às suas ordens, ele o escorraçava, e ao oficial de polícia, intolerante com os desregramentos, mandava assassinar"...Calixto Junior.

 Manoel Severo e Paulo de Tarso
Cristina Couto e Calixto Junior
Arlindo Moreira, Manoel Severo e Ângelo Osmiro

O encontro promovido pelo Cariri Cangaço, contou ainda com o apoio do GECC-Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, à frente o presidente Ângelo Osmiro, da Academia Lavrense de Letras com a presidente Cristina Couto, além da Associação dos Amigos e Filhos de Aurora, da Academia de Letras Juvenal Galeno, com a presidente Linda Lemos e a Academia Maria Ester, tendo a frente Fátima Lemos, dentre outras instituições culturais e literárias.

 Manoel Severo, Vicente Ferrer e Aderbal Nogueira
Calixto Junior e Iderval Teixeira ; filho de "seu" Antonio da Piçarra
Linda Lemos, Manoel Severo e João de Lemos

"Desde que iniciei minhas andanças pelos carrascais da caatinga deste nosso maravilhoso sertão; notadamente de meu cariri cearense; que um personagem em particular me saltava aos olhos... Num cenário e ambientes explosivos como os do inicio do século XX, por esses lados do Brasil esquecido por Deus; onde a força do bacamarte decidia destinos e estabelecia quem devesse viver, ou morrer; na época dos coronéis de barranco e que o poder era disputado “a bala” nos feudos nordestinos, despontava da pequena Vila d'Aurora; no vale do Salgado; Isaias Arruda de Figueiredo. Sem dúvidas um homem incomum; inteligente, sagaz, destemido, determinado, de uma coragem incomparável e uma sina: Tornar-se o mais jovem e temido coronel das terras cearenses dos anos vinte. Isaias teve seu destino palmilhado à bala, tanto em suas conquistas como na definição de seu ato final, e fatal em agosto de 1928. Com uma personalidade arrebatadora, líder inconteste e acima de tudo um predestinado, Isaias Arruda escreveria sua saga no livro de historia do sertão... Às vezes fico pensando o que esse “Coronel Menino” assassinado aos 29 anos poderia ainda ter feito... Mas para responder essa pergunta nada melhor que adentrarmos no universo do “Vida e morte de Isaías Arruda- Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião”, capitaneado pelo brilhante pesquisador e escritor João Tavares Calixto Júnior; uma das mais gratas surpresas no campo da pesquisa do coronelismo sertanejo. 
Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço em texto "Orelha" do Livro Vida e Morte de Isaias Arruda - Sangue dos Paulinos, Abrigo de Lampião, autoria de João Tavares Calixto Junior, Conselheiro Cariri Cangaço.

Manoel Severo apresenta a Obra de Calixto Junior


Em sua fala Manoel Severo ressaltou "Calixto Júnior ; também Conselheiro do Cariri Cangaço; a partir de um trabalho de fôlego, espetacular; minucioso, dedicado e extremamente responsável; de muitos anos, nos apresenta não só os acontecimentos da época, anos 20 do seculo passado em nosso cariri cearense, mas e principalmente o perfil, a personalidade, as relações perigosas e principais fatos que tornariam Isaias Arruda, o conhecido "coronel menino", quase uma unanimidade: Um homem a frente de seu tempo." 

Calixto Junior apresenta seu mais novo livro
Calixto Junior e as boas vindas ao convidados
Célia Figueiredo; neta de Isaias Arruda; fala em nome da família de Isaias Arruda

"Algo depois de funestos episódios que lhe marcaram a curta vida, polêmica e tumultuada, ocorreu-lhe o assassinato aos 4 de agosto de 1928, na pedra da Estação de Trem de Aurora, vindo a falecer 4 dias depois. No Livro de Registros de Óbitos da Paróquia de São José de Missão Velha (1926-1930, p.136), deparamo-nos com o assento referente ao seu falecimento:"Aos oito dias do mês de agosto de mil novecentos e vinte e oito, na sede da Freguesia de Aurora, foi assassinado Isaias Arruda com vinte e oito anos de idade, casado com Estelita Arruda. Seu corpo foi sepultado nesta Villa. Para constar mandei lavrar este assento que assino. O Vigário Horácio Teixeira".
Da calçada, onde caíra baleado, Isaías foi transportado para a residência de Augusto Jucá. No dia seguinte foi assistido pelos médicos Antenor Cavalcante e Sérgio Banhos, mas estes pouco puderam fazer no sentido de salvar a vida de Isaías, que terminou falecendo no dia 8 de agosto, pelas 6 horas da manhã"...

Francisca, Herton Cabral e Manoel Severo
Noite de Festa para o Cariri Cangaço no lançamento do livro de João Tavares Calixto Junior

"Salienta-se que no dia 12 de agosto do mesmo ano, regressava de Aurora a Fortaleza, o Delegado Virgílio Gomes, que havia sido incumbido de instaurar inquérito sobre o assassinato de Isaías. A respeito, foi provocado por vingança à morte de João Paulino, o chefe dos irmãos Paulinos, família de espírito de luta aguerrido, que, por anos consecutivos, fizeram do município de Aurora, assim como de suas cercanias, aterrorizado. Era estrondosa a rixa entre os seus integrantes e os "Arrudas", de Isaías Arruda de Figueiredo."

 Antônio Teixeira Leite Neto, Eusébio Rocha, Manoel Severo e Iderval Teixeira; 
Filho e netos de Antônio da Piçarra
  Manoel Severo e Aderbal Nogueira
 Calixto Junior e o lançamento em Fortaleza
 Francisco Brasil e Manoel Severo
Afranio Gomes, Manoel Severo e Malvinier Macedo
Forró de Pé Serra no lançamento da noite




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SAÚDE EM CUBA É MODELO PARA O MUNDO, DIZ DIRETOR DA OMS


Opera Mundi

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) parabenizou Cuba por ter “um dos melhores sistemas de saúde do mundo” e afirmou que o que a ilha pratica é "modelo" para outros países.


O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, parabenizou Cuba nesta segunda-feira (23/04) por ter “um dos melhores sistemas de saúde do mundo” e afirmou que o que a ilha pratica é “modelo” para outros países.

“Só posso agradecer a Cuba pelo modelo de sistema de saúde, que faz dele um dos melhores do mundo”, afirmou o alto funcionário da organização durante a abertura da III Convenção Internacional de Saúde Pública de Cuba. O encontro contou com a presença do recém-empossado Miguel Díaz-Canel, que assumiu a presidência do país na última quinta-feira (19/04).

Tedros afirmou que a saúde é um direito humano que deve beneficiar a todos. No entanto, ressaltou que mais da metade do mundo necessita de atendimento médico de qualidade, levando muitas pessoas a ter que optar entre comer ou gastar com medicamentos. “Ninguém deveria escolher entre comprar comida ou medicação; ninguém deve escolher entre pobreza e saúde”, afirmou.

Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), também esteve presente na abertura. Segundo ela, mais de um terço dos habitantes da América Latina “não tem acesso a serviços integrais de saúde. Nos anos de 2013 e 2014 mais de 1,2 milhão de mortes poderiam ter sido evitadas se fossem oferecidos sistemas de saúde acessíveis e de qualidade”.

“É totalmente inaceitável que as crianças que pertencem a etnias indígenas enfrentam uma mortalidade infantil cinco vezes maior que a da população em geral por não terem acesso a saúde”, afirmou. Carissa também enfatizou a maior taxa de mortalidade entre as mulheres por causa dos riscos envolvendo a gravidez.

Saúde em Cuba

Em agosto de 2014, a OMS reconheceu que o nível de excelência e eficiência do sistema de saúde cubano é exemplo para todos os países do mundo.

Mesmo com recursos limitados e o impacto causado pelas sanções ao país, Cuba conseguiu tornar universal o acesso à saúde. Parte do sucesso do país na área se deve ao fato de que cerca de 10% do seu PIB é destinado à saúde, muito acima da verba destinada em países como Estados UnidosAlemanhaFrança e Espanha.

Cuba baseia seu sistema de saúde na medicina preventiva, muito diferente do modelo curativo, que é adotado em diversos países, mesmo que seja considerado pouco eficiente e mais custoso.

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Adquiri no acervo do Kydelmir Dantas


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"DIARIO DE PERNAMBUCO" - CORISCO COMEMORA O MASSACRE



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ENTREVISTA COMPLETA DE GERACINA AGUIAR CONCEDIDA À EQUIPE DO CEEC PARA O DOCUMENTÁRIO "ASSIM ERA DADÁ – A VIDA PÓS CANGAÇO DE SÉRGIA DA SILVA CHAGAS".



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PEDRO IGO MEDEIROS



Bom dia amigos, acabei de ler este livro, estou repassando por 80,00 com frete, retirando em mãos 70,00

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domingo, 26 de janeiro de 2020

A VIDA RIBEIRINHA É BONITA E TRISTE

*Rangel Alves da Costa

Conhece a vida aquele que não vive de ilusões e sabe que pisa em espinhos, e sabe que nada é fácil de ser conseguido. Conhece a vida aquele que abre a porta ao amanhecer e não se deixa somente encantar, pois sabe da luta que tem e do nunca poder parar. Conhece a vida aquele que conhece a sua despensa e sabe que no guarda-comida não tem além de apenas um pouquinho do que necessita para o prato do dia.
Conhece a vida aquele que não finge, que não vai deixando pra lá e sofre os sofrimentos tão próprios do ser humano. A carestia em tudo, o remédio que sempre falta, a roupa rasgada e já tantas vezes remendada, a chinela nova pra menina, um calção pro menino, as coisas simples da vida e que são tão difíceis demais de serem conseguidas. O olhar de fora nem sempre avista o outro em sua realidade.
Quando imagina ter avistado em sua inteireza, quase sempre faz julgamentos errados ou distorcidos. Como num olhar antropológico, o outro precisa ser olhado por dentro, em sua realidade cotidiana, para que haja uma possível compreensão de suas carências e de sua importância no seu mundo. Digo assim para dizer que o povo ribeirinho de Curralinho, nas beiradas do Velho Chico no sergipano e sertanejo Poço Redondo, deveria ser olhado e, mais que isso, compreendido de outro modo.


O povo de Curralinho possui peculiaridades. O habitante de hoje é muito diferente daquele morador de outros tempos. Atualmente, quem chega naqueles beirais molhados do Opará sertanejo sequer imagina sua pujança no passado. Também não avista mais as grandes embarcações, as carrancas surgindo ao longe, nas curvas do rio, para afastar os maus espíritos das águas. Adiante, do alto das calçadas altas - e assim por que no passado as águas eram tantas que chegavam aos quintais -, apenas lançar o olhar para as saudades tantas de um tempo de efervescente viver.
Ora, Curralinho já foi rico, já foi o local mais progressista e promissor de Poço Redondo. Definhou quando o rio deixou de ser a principal via de transporte e de chegada e saída de mercadorias. Armazéns foram fechados, mercearias deixaram de existir, viajantes e comerciantes escassearam, portas residenciais foram fechadas, muitos curralienses simplesmente abandonaram o lugar. O que restou? Restou uma povoação quase parada no tempo e sobrevivendo das sombras passadas.
As recordações nas belas fachadas arquitetônicas, as calçadas mirando os silêncios do rio passando, as embarcações sonolentas ou adormecidas nas beiradas d’água, e pessoas em intensa luta pela sobrevivência. Foram golpes duros demais ao povo curraliense. Da riqueza ao pouco ter, de um rio antigamente piscoso a um leito magro e sem o pescado do dia a dia. Fazer o que? A verdade é que o povo ribeirinho não consegue mais sobreviver das águas do rio.
Um povo acostumado com surubim e tubarana, mas que hoje dificilmente enche uma cuia de piaba. Quando o homem passou a domar as águas do rio, enchendo o leito ou secando segundo as conveniências das barragens e hidrelétricas, então tudo se transformou como numa esmola do opressor ao oprimido, e este o verdadeiro dono de toda aquela vida. Sem o peixe, sem o comércio, sem empreendimentos que garantam emprego e renda, hoje Curralinho sobrevive de que?
Grande parte das famílias sobrevive apenas do que recebe dos programas sociais do governo. Os barraqueiros da venda de peixe comprado fora e de bebidas. Os barqueiros de um passeio com os visitantes ou de um transporte para locais próximos. As belezas do Velho Chico e das paisagens nunca foram devidamente exploradas para a efetiva melhoria da qualidade de vida da população. O turista ou visitante, infelizmente se interessa somente pelas beiradas d’água e sequer quer saber se ali existe uma comunidade, um povo. Tanto assim que as pessoas descem a ladeira, ultrapassam as esquinas e seguem logo para a proximidade das águas. Ali sentam, bebem e brincam, passeiam pelas margens, tomam banho, depois retornam sem conhecer nada da realidade local.


Precisam saber, pois, que Curralinho não é apenas um rio, não é apenas um leito de banho e uma mesa na proximidade das águas. Precisam saber que ali é lar de um povo, é a vida de um povo, e uma gente com história, com realidades alegres e tristes, com sonhos e esperanças. Que saiam das beiradas e subam nas calçadas, que caminhem pelas ruas, que conversem com o seu povo, que procurem ouvir para ajudar. Difícil, contudo, que assim aconteça. A maioria dos que ali chegam sequer procura conhecer a importância daquela primeira igreja encontrada no alto, em lugar vistoso.
E com isso finalizar dizendo que Antônio Conselheiro e seus seguidores, lá pelos idos de 1874, quando terminaram a reforma e abriram as portas daquela igrejinha, demonstraram maior admiração e respeito por Curralinho do que os visitantes de hoje.

Escritor
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O ÁRABE BENJAMIN ABAHÃO...



O libanês que filmou Lampião e seu bando nas caatingas nordestinas, por volta de 1936.

Abrahão, também, foi secretário do Padre Cícero Romão Batista. A foto, abaixo, mostra a força e, o destaque que o libanês tinha com o citado padre.

Na imagem, o padre recebe uma importante comitiva e, lá estava Benjamin, posando e fazendo propaganda subreptícia de um matutino estampado em sua mão.

Foto, fonte: Cariri das Antigas
Local: Juazeiro do Norte.
Ano: ( ? )


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O CASAMENTO DE LICOR



A fama de Lampião já se espalhava por todos os lados, e sua simples presença causava medo, onde quer que estivesse. Mesmo quando não tinha nenhuma intenção de cometer qualquer delito, todos se apavoravam. Foi assim em Nazaré, Pernambuco, no dia 31 de julho, um sábado.


Para esse dia, estava marcado o casamento de Maria Licor Ferreira, prima de Lampião, com Enoque de Menezes. O oficiante seria o padre alemão José Kherle, que tinha sua paróquia em Vila Bela, e viera especialmente para realizar a cerimônia, trazendo seu sacristão a “tiracolo”.


Lampião não havia sido convidado, mas mesmo assim resolveu comparecer, chegando a Nazaré em companhia de uns quinze homens. 

Os parentes e amigos já antevendo confusão tentaram convencê-lo a retirar-se, para não estragar a festa. Quase todos sabiam, ou desconfiavam que Lampião não via aquele casamento com bons olhos, já que era de conhecimento geral que ele nutria sentimentos especiais em relação à sua prima Licor. É óbvio que não era fácil convencer Lampião a fazer o que não queria, e ele foi ficando por ali mesmo, indiferente aos pedidos para que fosse embora.


Como não ia mesmo, foi servido um jantar para o grupo de cangaceiros, do qual até o padre chegou a participar, sentando-se à mesa, comendo e conversando com Lampião. Sua intenção era, aproveitando-se do respeito que os cangaceiros tinham pelos sacerdotes em geral, convencer Lampião a não ser causa de nenhuma alteração, pedindo-lhe que, à noite, saísse quietamente da vila, deixando a festa prosseguir.

Finalmente, depois de muita conversa, Lampião concordou em retirar-se, mas deixou no ar uma ameaça velada:

- Hoje, aqui, não se dança.

E saiu, levando para surpresa de todos, a sanfona do tocador.

Licor nos disse, em entrevista, que todos ficaram sem saber o que pensar, já que podiam esperar muita coisa de Lampião, menos um papel desses, privando os convidados de um bom baile. Dali para frente, para nervosismo de todos, de vez em quando aparecia um cangaceiro, observando o ambiente, como que para certificar-se de estarem dançando ou não.

Texto do livro De Virgolino a Lampião
Autores: Antônio Amaury e Vera Ferreira.


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CANGACEIRO JACARÉ (IRMÃO DE MORENO), MORTO.


José Ignácio da Silva, vulgo Jacaré.

Em Brejo Santo, Jacaré formou um grupo, que diziam que andavam aterrorizando as pessoas, por isso, teve que fugir junto com o amigo Róseo Moraes, depois de um forte cerco policial, indo encontrar guarida na cidade alagoana de Piranhas, ao lado do coronel José Rodrigues, desafeto de Delmiro Gouveia.

Jacaré casou com Maria Lima, uma moça de Água Branca, Alagoas, que trabalhava na tecelagem da Fábrica da Pedra. Quando da morte de Delmiro Gouveia, Jacaré e Róseo Moraes foram acusados como sendo os matadores deste conhecido sertanejo considerado um homem rico. Com a repercussão do crime, Jacaré fugiu para Brejo Santo, ficando sob a proteção do major Zé Inácio.

O Major quando ficou sabendo do crime, comunicou às autoridades piranhenses, sobre o paradeiro de Jacaré. A prisão do acusado não se demorou e enquanto era recambiado do Ceará para Alagoas, na divisa do Ceará com Pernambuco, nas imediações de São José do Belmonte, Jacaré foi friamente assassinado, como queima de arquivos com o temor de que ele poderia denunciar homens importantes da sociedade, como mandantes do crime daquele que viria a ser considerado um dos maiores progressistas do sertão nordestino.

Por Severino Coelho Viana, João Pessoa - PB, 05 de maio de 2011. Pombalense, Escritor e Promotor de Justiça na Capital paraibana.

Texto enviado pela filha dos cangaceiros Moreno e Durvinha, Lili Neli Lili Neli Neli Lili Neli

PS: Róseo Morais era irmão do cangaceiro Raimundo Morais, vulgo Mundinho, e Xixiu. Residentes no sítio Oitizeiro.


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