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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O DEPOSITÁRIO DO ORGULHO BESTA

 Clerisvaldo B. Chagas, 25 de novembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.424

A verdade e a ficção para refletir sua própria vida:

No Sertão alagoano do São Francisco, desembarcou por terra um senhor alto, vermelho, tendo à cabeça um chapéu tipo expedicionário, alguns instrumentos numa valise e máquina fotográfica à mão. Sem falar com as poucas pessoas que estavam por ali, sentou-se à sombra de frondosa mangueira e começou suas anotações em papel sobre prancheta. Mais de meia hora passou aquela figura a traçar no papel, anotar e usar a máquina fotográfica. Sentiu sede, não pediu água a ninguém, estava bem abastecido com seu cantil de metal coberto de lona. O rio, que acabara de receber água nova, estava bastante agitado combinando com o calor de mais de 39 graus.

Havia entre os raros pescadores que estavam por ali, um rapazinho vivaz e curioso. Aproximou-se daquela figura para ele estranha e, mesmo sem ser convidado, indagou:

-- Quem é o senhor.

O desconhecido respondeu empinando o nariz:

-- Sou um sábio, meu rapaz, um sábio. Um homem que sabe tudo, compreende?”

O jovem, entre a ironia e a ignorância, novamente indagou:

-- Ah! Entendi, o senhor é cartomante...

O homem não gostou, engoliu seco e falou:

 -- Para não perder a sua essência, sabedoria não dialoga com incautos, ignóbeis, lunáticos e analfabetos. Arranje-me uma canoa que eu pretendo vadear o rio. Bem remunero com o valor regional.

Dessa vez o rapaz entendeu e chamou um canoeiro dos mais antigos para fretar a canoa.  Mesmo advertido sobre uma tempestade que se aproximava, o sábio insistiu na viagem urgente. Feito o devido ajuste de preço, embarcaram ambos.

O pescador remava calado, mas o sábio começou a indagar:

-- O senhor fala inglês?

O canoeiro respondeu:

-- Nem sei o que é isso, meu senhor.    

-- Pois, então perdeu um quinto da sua vida. -- E voltou à carga:

-- O senhor conhece Geografia?

-- Não senhor”.

-- Pois perdeu dois quintos da sua vida -- Ainda insistiu o sábio:

-- Afinal, pelo jeito, não sabe ler nem escrever...

-- Sei não senhor... Respondeu o canoeiro, já bastante aborrecido.

-- Pois sendo assim, já perdeu três quintos da sua vida.

Nesse momento a tempestade aproximou-se, as águas se agitaram vigorosamente, a canoa rodopiou chegando a vez do pescador fazer a sua indagação:

-- O senhor sabe nadar?

-- Sei não, respondeu o sábio, apavorado. O canoeiro voltou-se e disse:

-- POIS PERDEU A VIDA TODA! -- Abandonou o remo e pulou nas águas revoltas do rio São Francisco.



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DIEGO MARADONA MORRE AOS 60 ANOS, APÓS PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

Por Redação do ge — Buenos Aires

Maior ídolo do futebol argentino, que se recuperava de cirurgia no cérebro, não resiste a mal súbito. Mundo do futebol lamenta, e Argentina decreta luto oficial de três dias.

Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira, aos 60 anos, após uma parada cardiorrespiratória. Um dos grandes da história do esporte e maior ídolo do futebol argentino, o astro sofreu o mal súbito no fim da manhã, quando ambulâncias foram chamadas à casa onde ele se recuperava de uma cirurgia no cérebro, em Tigres, na zona metropolitana de Buenos Aires. O ex-jogador, porém, não resistiu, tendo sua morte confirmada pela imprensa argentina e pela TV pública do país no começo da tarde.

Siga a repercussão da morte de Maradona em todo o mundo

Obituário: Maradona deixa marca de gênio polêmico na história do futebol

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou luto oficial de três dias no país. Em postagem nas redes sociais, o chefe de Estado lembrou que Maradona levou a Argentina "ao topo do mundo" e fez o país "imensamente feliz. "Fostes o maior de todos. Obrigado por ter existido, Diego. Sentiremos sua falta para toda a a vida", escreveu o presidente.

Pelé se manifesta sobre a morte de Maradona: "Perdi um grande amigo"

Maradona já havia preocupado os fãs no começo do mês, quando foi internado às pressas, com sintomas de anemia. Na época, foi descoberta uma pequena hemorragia no cérebro, e o ex-jogador precisou passar por uma cirurgia para drená-la. Após mais de uma semana de internação, ele recebeu alta no dia 12 de novembro e teria ficado em casa no período.

https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/maradona-morte-argentina.ghtml

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VIUVEZ NO CANGAÇO E MORTE NA POLÍTICA.

João Filho de Paula Pessoa

Zé de Julião o cangaceiro Cajazeira

Cajazeira era uma homem de posses, seu pai era um rico fazendeiro de Poço Redondo/SE., tinham muitas terras e rebanhos, e por conta disto eram constantemente explorados e extorquidos pelas volantes, que lhe pilhavam dinheiro, bens e animais, sob o pretexto da campanha contra o cangaço. 

Cangaceira Enedina esposa do Cajazeiras. Esta foto pertence ao acervo do saudoso escritor Alcino Alves da Costa

Ele era casado, na igreja e no “papel passado” com a jovem e bela Enedina. Certo dia de 1937, quando estava num bar, soube da aproximação de uma volante que se dirigia à sua procura para mais uma extorsão e numa atitude impulsiva e de revolta, pois já se encontrava saturado com aquela situação, se esquivou da iminente extorsão e seguiu sertão adentro à procura do Bando de Lampião para se refugiar, localizando-o e sendo aceito no Cangaço. Sua Esposa Enedina, logo após, foi ao encontro de seu marido, juntando-se à ele no cangaço, onde passaram a viver. Enedina era conhecida por sua simpatia e alegria e Cajazeira por sua valentia, educação e bons modos, sendo presenças agradáveis no cangaço. 

Em 1938, estavam acampados na Grota de Angico, junto com Lampião e bando, quando foram atacados pelas volantes. Na fuga, Enedina correu junto com Sila e Dulce, mas foi atingida por uma rajada de metralhadora na cabeça, que a esfacelou jorrando pedaços de miolos em suas companheiras ao lado, que seguiram em fuga. 

Enedina ficou caída e teve sua cabeça cortada e exposta juntamente com as cabeças de Lampião, Maria Bonita e mais oito cangaceiros, numa exposição macabra de onze cabeças decepadas. 

Cajazeira fugiu e sobreviveu, ficou foragido algum tempo, retornou à sua cidade e casou-se, novamente, com sua cunhada, irmã de Enedina, com quem se mudou para o Rio de Janeiro onde foi bem sucedido no trabalho no ramo da construção civil. 

Alguns anos depois, no início da década de 50, retornou à sua cidade natal de Poço Redondo/SE e retomou a administração das terras e negócios de seu pai, entrou na política, concorreu a prefeitura por duas vezes como Zé de Julião, se envolveu em brigas e disputas políticas e foi assassinado em 1961 por adversários políticos. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce., 19/02/2020.

Assista este Conto narrado em vídeo - https://youtu.be/pQBBZY2WWyk

https://www.facebook.com/groups/508711929732768/?multi_permalinks=741091899828102&notif_id=1606311832004525&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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CANGACEIRO DESCONHECIDO

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=E9Z4Equkfdg&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0C4NTmceydTcDJotxJyXtEbRF2wedJURMZi4oyXBkynGj147Are8ldE2w&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Por mais de setenta anos um dos cangaceiros mortos em Angico, teve o seu nome/apelido desconhecido e apagado das páginas da história cangaceira, porém no ano de 2014 a descoberta de uma matéria que foi publicada no Jornal de Alagoas em sua edição de 09 de novembro de 1938, pôs fim ao mistério e identificou o cangaceiro em questão. Um formidável trabalho de pesquisa que elucidou aquilo que era considerado até então um dos grandes mistérios de Angico. Vamos ao desdobramento dos fatos. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! 

Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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PEQUENA ÍNDIA ESBANJA FOFURA AO MOSTRAR COM ORGULHO A CULTURA DO SEU POVO (MS)

 Por Monique de Carvalho

Joelaine da Silva Cotócio, de 3 anos, é dona de uma simpatia maior que ela. A pequena índia mostra pra todo mundo, como tem orgulho das suas origens. E essa desenvoltura toda chamou a atenção da gente e de vários internautas.

A modelinho de menos de 1 metro de altura posa naturalmente com animais e roupas indígenas. Para o pai a valorização da cultura sempre foi muito importante para a família.

“A nossa cultura é e sempre será importante. Valorizo nossa dança, pintura, artesanato”, diz Jonailson Gonçalves Cotócio.

Diz pra mim se tem como não achar linda uma indiazinha dessas!

Joelaine é a queridinha da Aldeia Taboquinha, localizada em Nioaque, a 183 quilômetros de Campo Grande (MS). “O pessoal gosta muito dela, é uma criança querida. É esperta, adora ter contato com a natureza”, comenta Jonailson.

Jonailson ainda conta que a filha sempre teve muita facilidade em interagir com os animais da aldeia. Ela brinca até mesmo com as três araras, que vivem livres, mas sempre se aproximam quando a menina está por perto.

“Tem duas na cor azul e uma vermelha. Convivem bem com a gente e minha filha é apaixonada por elas. Virou a sagrada mãe dos animais, pois adora cachorros também. É uma criança amorosa”, conta Jonailson.

indiazinha ganhou as redes sociais depois de aparecer no site da aldeia, que administrado por Sandro Rogério. Ele conta que ela pediu para também aparecer nas fotos. “Ela quem me pediu para fazer as fotos, mas como trabalho, conversei com minha prima Jaiane Cotócio, 17 anos, para fazer a sessão com ela”.

E foi Jaiane quem preparou todo o cenário e roupas de Joelaine. Ela fez o cocar, preparou a roupa e pintou a garotinha. “Me surpreendi com o resultado. A pintura é um símbolo da nossa beleza, através dela, conseguimos demonstrar quem somos”, comenta o pai.

O cenário não podia ser o mais apropriado. Jaiane optou por tirar as fotos no campo da aldeia, para mostrar a familiaridade da pequena com a natureza. Joelaine fez poses e, claro, aproveitou o momento para ser fotografada com as araras amigas. “Ficaram se olhando, foi emocionante”.

Até mesmo o irmão da Joelaine entrou na brincadeira. Joelison da Silva Cotócio, de 5 anos, também quis participar dos cliques. “Ele também gosta de se pintar”, fala o pai. 

Logo quando foram publicadas na internet, as fotos de Joelaine ganharam muitos compartilhamentos, o que fez o pai dela se encher de orgulho. Sobre as fotos, a garotinha comenta que adorou a brincadeira. “Gostei de ser fotografada. A arara é muito legal e quero repetir”, diz.

Quem aí também babou por essa fofurinha?

[VEJA TAMBÉM]

O Miguel fez aniversário e na hora de escolher o tema da festa, ele quis “MRV”. A construtora soube da história e preparou uma grande surpresa para ele. Olha que fofura!

https://razoesparaacreditar.com/pequena-india-modelo-fotos-natureza/?utm_source=facebook&utm_medium=repost&utm_campaign=rpa&fbclid=IwAR0vyi45ExTTB9OkRBDv9NlBqzeEPftlDcfz1eSzz2gn_S3sOL1vaIHWYmA

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MUSEU DO CANGAÇO

Por Anildomá Willans 


Em Serra Talhada você mergulha na HISTÓRIA DO CANGAÇO e LAMPIÃO, visitando o MUSEU DO CANGAÇO e o SÍTIO PASSAGEM DAS PEDRAS - Onde nasceu Lampião.

Estamos trabalhando respeitando todo protocolo da OMS e das autoridades da vigilância sanitária.

Pense num passeio arretado!

faceboob.com

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NOVO LIVRO CHEGANDO DE JOÃO DE SOUSA LIMA

 


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terça-feira, 24 de novembro de 2020

FERNANDO VANNUCCI APRESENTADOR, MORRE AOS 69 ANOS EM SÃO PAULO

Por G1.globo.com 

Fernando Vannucci, apresentador, TV Globo — Foto: Reprodução/TV Globo

No ano passado, Vannucci sofreu um infarto e ficou internado no Hospital Oswaldo Cruz, onde passou por uma angioplastia coronária. Ele chegou a colocar um marcapasso.

Em 2001, foi operado do coração e, em 2004, colocou um stent (pequenas próteses que podem ser colocadas dentro das artérias para "alargar" e evitar o bloqueio dos vasos sanguíneos; veja como elas funcionam aqui).

Segundo o filho do apresentador, que é médico, por causa dessas últimas complicações, o pai estava trabalhando de casa.

"Nesses tempos de pandemia, pelo fato de ele ter uma saúde cardiológica mais frágil, meu pai vinha se resguardando muito. Ele sempre me ligava para tirar todas as dúvidas sobre a Covid. Estive com ele no mês passado em São Paulo, acho que foi a última vez que a gente se viu. Ele já estava com a saúde fragilizada e a pandemia fez com que ele trabalhasse de casa, onde gravava as coisas e mandava para a TV. Ele me mostrou o que estava fazendo, e fazia tudo basicamente de casa por conta dessa loucura toda que a gente está vivendo", afirmou Fernandinho Vannucci. 

O apresentador Fernando Vannucci, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo

Trajetória

Nascido em Uberaba, Vannucci começou a trabalhar em rádio ainda adolescente. Na década de 70, entrou na TV Globo, em Minas Gerais, e depois foi transferido para a Globo do Rio de Janeiro. Na emissora, apresentou jornais como o Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Gols do Fantástico, entre outros.

Na passagem pela Globo, Fernando Vannucci cobriu seis Copas do Mundo: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998 e ficou marcado pela criação do bordão "Alô, você!".

"Acredito que o legado dele é grande. Até a Copa de 1986, que foi o grande momento profissional que ele teve, a virada profissional da carreira dele, a maneira de se fazer esporte na televisão era uma e hoje é outra, completamente diferente. E acho que ele teve muita responsabilidade nisso. Se hoje o esporte é apresentado de uma forma descontraída, informal, ele tem muita parte nisso, porque, até então, o apresentador do Globo Esporte usava terno e gravata", disse o filho, Fernandinho Vannucci.

O jornalista esportivo Fernando Antonio Vannucci Braz, nascido em Uberaba, Minas Gerais. — Foto: Reprodução/Youtube

Além do esporte, o apresentador também participou de várias coberturas de carnaval na Globo, sempre mostrando um estilo único e descontraído.

"Meu pai fez parte de uma geração de vozes de ouro. Quando se fala em narradores, é impossível não mencionar o nome de Galvão Bueno, Luciano do Valle, Osmar Santos. Da mesma forma os apresentadores, onde é natural que venha rapidamente o nome do meu pai, como o do Léo Batista e de tantos outros. Essa maneira marcante que deu a ele um estilo meio que único e pioneiro. É um grande legado e talvez tenha feito ele ultrapassar as fronteiras do esporte e se enveredar também para o carnaval", conta o orgulhoso filho.

Fernando Vannucci também trabalhou nas emissoras TV Bandeirantes, TV Record, Rede TV. Desde 2014, ele atuava como editor de esportes na Rede Brasil de Televisão. A emissora divulgou uma nota no fim da tarde lamentando a morte do apresentador, descrito como "simpático, vivaz e falante"

"A Rede Brasil de Televisão se despede com tristeza do jornalista Fernando Vannucci, que faleceu nesta terça-feira (24) em São Paulo aos 69 anos. Fernando era o principal apresentador, comentarista e editor esportivo da emissora. (...) O presidente, Dr Marcos Tolentino, lamenta muito essa perda do simpático, vivaz e falante apresentador, comunicador, locutor, comentarista e editor Fernando Vannucci", disse a nota da emissora, que vai exibir um especial sobre a trajetória do apresentador na casa.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/11/24/apresentador-fernando-vanucci-morre-aos-69-anos-em-sao-paulo.ghtml

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FALECEU EM SÃO PAULO IRMÃ DO CANGACEIRO LUIZ MACÁRIO, CABRA DE CONFIANÇA SINHÔ PEREIRA

Por Junior Almeida

Escritores Frederico Pernambucano de Melo e Júnior Almeida

Faleceu na manhã desta terça-feira (24), na Santa Casa de Misericórdia de Santo André, São Paulo, onde estava internada, a senhora Maria Auxiliadora Macário (foto), de 92 anos, vítima de um AVC – acidente vascular cerebral – sofrido na última sexta-feira, dia 20, em sua residência.

Auxiliadora era irmã caçula do célebre cangaceiro Luiz Macário, lugar tenente de Sinhô Pereira, e por esse motivo, ela, junto com suas irmãs mais velhas, saíram de Pernambuco para o Sudeste do país ainda na juventude, pois toda família vinha sendo perseguida pelas Forças Volantes que combatiam o cangaço.

Maria Auxiliadora Macário

Macário era cabra de confiança de Sinhô e foi abatido pela volante comandada pelo bravo capitão Zé Caetano, na Fazenda Carnaúba, em São José do Belmonte, em 24 de agosto de 1921, combate que se celebrizou por ser o batismo de fogo dos irmãos Ferreira, Antônio e Virgulino, futuro Lampião.

Lampião e Antonio Ferreira

Segundo Nertan Macedo, Sinhô Pereira teria dito aos jovens cangaceiros:

Vão lá no Bom Nome e digam ao Zé Caetano que se ele quiser brigar, que venha aqui ou marque qualquer lugar para a luta, pois nós estamos com muita vontade de brigar. Dê o recado na presença de muita gente, pois se disserem a ele, sozinho, ele não vem.

Escritor Nertan Macedo

Só uma pequena observação quanto essa passagem da História do cangaço: é consenso entre os estudiosos do tema que tal convite para briga existiu, porém, segundo Ronald Vieira, neto do major Chico Vieira, sobrinho de Sinhô Pereira e proprietário da Fazenda Ipueira, que quem levou o recado do cangaceiro para o comandante da volante não foi os Ferreira, e sim um meninote de nome “Zé do Major”, que assim era chamado por ter sido criado pelo major Chico Vieira.

Conta-nos Ronald Vieira que:

O jovem estava de passagem pela Carnaúba com destino a Bom Nome, e foi incumbido por Sinhô Pereira de levar o desaforado recado e que Zé do Major era bastante mal criado, e que depois dele ser o portador do “convite” para brigar, feito a Zé Caetano, major Chico Vieira perguntou-lhe porque tinha dado tal recado, tendo o jovem respondido ser bem mandado. O major então pegou uma peia, e lhe disse que sendo ele bem mandado, escolhesse comer merda ou levar uma surra, ficando o atrevido moleque com a segunda opção.

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CANGAÇO - PERGUNTAS E RESPOSTAS - 01

 Por Aderbal Nogueira - Cangaço

Cangaço - Perguntas e Respostas - 01 Nesse quadro "Perguntas e Respostas", tento responder às indagações feitas pelos amigos sobre a história do cangaço. Qualquer pessoa pode fazer suas perguntas nos comentários abaixo de qualquer um dos vídeos que venha a assistir. Esse quadro é postado de 15 em 15 dias.

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ESCRITOR ANTÔNIO AMAURY NA GROTA DE ANGICO - PARTE II

 Por Adalto Silva

https://www.youtube.com/watch?v=4TI29YRI-Rk

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O BUEIRO DO PORRONCA

 Clerisvaldo B. Chagas, 24 de novembro de 2920

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.422


        A anedota contada por um companheiro, faz lembrar o prof. Aloísio Ernande Brandão. Estudamos com o prof. Ernande desde o curso Admissão ao Ginásio e fomos seu aluno por um longo período, no Ginásio Santana. O mestre lecionava Geografia, História e Matemática.  Imensamente carismático o professor estava sempre bem humorado. Fumava muito, gostava de uma cervejinha, sem se embriagar. Adotava alguns cacoetes como dizer que “não dava 10 a aluno, e que 10 era do professor”. Com certeza herdara o mau hábito de outro professor antigo. Amava colocar o cigarro em pé no birô, após algumas tragadas e chutar restos de giz pelos cantos da sala. Nunca vi nem ouvi dizer que alguém ficasse com raiva do professor Ernande. Era um meninão amigo de todos. Tive a honra, muito depois do alunado, em ser colega de trabalho do mestre, tanto no Ginásio quanto no Colégio Estadual Prof. Mileno Ferreira, da cidade. Sua partida gerou muita comoção em Santana do Ipanema e em todo sertão de Alagoas. Foi homenageado após com o título Escola Estadual Prof. Aloísio Ernande Brandão, no antigo “Cepinha”, escola desmembrada do antigo Estadual e inaugurada em 1992.

Escola Prof. Aloísio Ernande Brandão (foto: livro 230/B. Chagas).

O professor Ernande tinha o apelido de PORRONCA. Não sabemos do autor e nem da origem do vulgo. Porronca é um cigarro de palha de fumo de corda ou fumo grosso, em nosso sertão conhecido como PACAIA.  Pois bem, vamos a anedota, não inédita nesse espaço.

Em um trem de Pernambuco viajavam vário passageiros, entre eles um rapaz e uma senhorita a certa distância um do outro.  O rapaz ficara encantado com a beleza da moça, muito tímida e de sobrinha à mão. A moça notava o interesse do rapaz, por ela, mas procurava não dá bolas. O rapaz queria sentar no banco da moça, mas não sabia o que dizer. Foi então que uma oportunidade apareceu para o início de conversa. Lembrando que ali perto havia um bueiro de usina, (longa chaminé de barro de olarias e engenhos). aproximou-se da recatada senhorita, mas não notara que sua braguilha estava aberta.

“Bom dia, moça, a senhorita conhece o bueiro do Porronca?”.

A moça parou sua investida afastando-se no banco e dizendo bravamente:

“Nem conheço nem quero conhecer.  E se o senhor botar essa peste pra fora, meto-lhe o cabo da sobrinha”.



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PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

  Por José Mendes Pereira


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. 


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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ADÍLIA E SILA: OS CONTRASTES DE DUAS CANGACEIRAS DE POÇO REDONDO

 *Rangel Alves da Costa

Poço Redondo, município encravado no sertão sergipano, foi berço de nascimento de mais de trinta cangaceiros. Trinta e cinco, em verdade. Então uma pequena povoação pertencente ao município de Porto da Folha, por todo lugar viu sua geração sertaneja tomando os caminhos do mundo nos passos do bando de Lampião.

Dentre as sete mulheres (Enedina, Rosinha, Áurea, Adelaide, Dinda, Sila e Adelaide), foram as duas últimas que mais se destacaram na vida bandoleira. Sila por ser companheira de Zé Sereno, um renomado líder de subgrupo. E Adília por ser companheira de Canário, outro cangaceiro de destaque no bando do Capitão, ainda que servindo no subgrupo do companheiro de Sila.

Cada membro do cangaço possuía características pessoais que até hoje o identifica por diversos aspectos, fosse na valentia, na pontaria ou no tino de liderança. Com as mulheres não era diferente. Contudo, foi após o fim do cangaço em 38, após a retomada da vida social, que outras características passaram a envolver os que restaram do bando de Lampião.

Uma exemplificação das mudanças e permanências pode ser obtida perante duas cangaceiras de Poço Redondo: Adília e Sila. Conterrâneas, conforme dito, de origem nas redondezas do atual Alto de João Paulo, filhas de sertanejos de foice e enxada, levadas ao mundo cangaceiro ainda jovens, tiveram irmãos cangaceiros, mas somente isso como semelhanças. No restante, contudo, eram totalmente diferentes. E isso foi mais facilmente observado no pós-cangaço.

Adília era de poucas palavras, sem gestos afetados ou sorriso aberto, numa singeleza e humildade que a caracterizou até seus últimos dias. Adília foi apenas de silêncio e memória, foi de tentar fazer de conta que nem havia pertencido ao mundo brutal e desumano do cangaço.

Jamais abriu a boca para, sem ser perguntada por algum amigo ou conhecido, revelar qualquer fato ou situação daqueles tempos difíceis em meio aos catingueirais e pontas de espinhos. E quando falava, também pouco revelava do muito e de tudo o que sabia. Era um baú – quase sempre fechado - de tristes recordações.

Não falava sequer em Canário, seu falecido companheiro nos tempos da cangaceirama. Também não tinha boas lembranças para falar, pois a mocinha que seguiu o cangaceiro por amor, logo se arrependeu do erro cometido e passou a odiar não só o cangaceiro como a vida sofrida que levava.

Mas nunca o traiu, nunca abriu a boca perante todos para revelar o fel guardado nos sentimentos. Suportou a tudo de forma paciente, comedida, como se penalizando estivesse pelo erro cometido. Também não gostava de falar sobre seu irmão Delicado, também integrado ao mundo cangaceiro.

Ao fim do cangaço, acabou retornando a Poço Redondo, ao Alto de João Paulo, de onde havia saído e onde passou a morar até seu último instante de vida. E numa vida tão simples que o forasteiro jamais poderia imaginar que ali vivia uma ex e famosa cangaceira. Daqueles tempos, trazia consigo apenas uma marca de tiro numa das pernas.  

Já Sila era totalmente diferente. A irmã dos cangaceiros Novo Tempo, Mergulhão e Marinheiro, e companheira de afamado chefe de subgrupo no cangaço, gostava de falar e até falar demais. Sila fez de seu passado cangaceiro um festim, um brilho hollywoodiano, transformando-o em algo forçadamente honroso e exuberante.Perante as câmaras e lentes, a ex-cangaceira se transformava em verdadeira estrela, contando e recontando fatos e passagens como num filme deslumbrante.

Muitos pesquisadores do cangaço ainda hoje negam a veracidade de muitas de suas afirmações. Na verdade, foi, por semelhança de pedestal, a Maria Bonita do subgrupo comandado por Zé Sereno. Mesmo que nenhuma cangaceira tivesse se equiparado em garra e valentia a Dadá, as companheiras dos líderes sempre quiseram arvorar para si uma majestade superior. E Sila assim se manteve no pós-cangaço.

Morando em São Paulo, dando entrevistas, relatando fatos para a escrita de livros, chegada aos holofotes, já não era a sertaneja dos caminhos de poeira e pedra das bandas de cá. Mais parecia uma artista quando visitava Poço Redondo. Sempre charmosa, perfumada, bem penteada, toda nos trinques, era um retrato bem diferente da outrora companheira de cangaço chamada Adília.

Enquanto Sila vivia da fama e bordando ao bel-prazer seu passado, Adília estava ali, quietinha, sentadinha em sua cadeira nas vizinhanças da cidade. Com tez morena, roupa simples, na casa humilde, no silêncio das horas, assim era a Adília que conheci e fui amigo, ainda que meninote.

Também conheci Sila, mas não de aproximação, apenas de avistamentos quando estava ao lado de meu pai Alcino, nas vezes que visitava Poço Redondo. Por último, dizer que a foto acrescida contrasta as realidades posteriores. Na foto, o sorriso é de Adília, enquanto Sila não mostra nenhum contentamento. Mas depois, depois do fim do cangaço, o sorriso foi apenas de Sila. 


Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com


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FAZENDA ARARIPE, ONDE NASCEU LUIZ GONZAGA, RECEBE FÃS DE TODO O PAÍS

Por Luna MarkmanDo G1 PE, em Exu

Monumento mostra o local onde nasceu Luiz Gonzaga do Nascimento, há 100 anos.
(Foto: Luna Markman / G1 PE)

Residência do Barão de Exu também fica na propriedade. Moradores da região se orgulham de contar toda a história do Rei do Baião.

Carros do Mato Grosso do Sul, Tocantins, Piauí, Ceará, Maranhão, Goiás, São Paulo, Espírito Santo e vários outros cantos do Brasil se dirigiram, na manhã desta quinta-feira (13), para uma fazenda emblemática em Exu, no Sertão de Pernambuco, a Araripe. É que ela ainda guarda construções que marcaram a vida de Luiz Gonzaga, como casas nas quais viveram os pais Januário e Santana, a Igreja de São João Batista, a residência do Barão de Exu. Um monumento ainda mostra o local onde nasceu a criança que se tornaria o Rei do Baião, há exatos cem anos.

A Fazenda Araripe fica a 12 quilômetros de Exu. Uma estradinha de areia e cascalho, envolta de caatinga seca, distante 800 metros da entrada do terreno, leva ao local onde Luiz Gonzaga nasceu, no dia 13 de dezembro de 1912. Era dia de Santa Luzia, mês do Natal, nascimento de Jesus. Daí a explicação do nome escolhido para o caboclinho, Luiz Gonzaga do Nascimento, segundo filho do sanfoneiro Januário e da agricultora Santana. O padre que batizou o menino sugeriu chamá-lo de Luiz por ter nascido no dia de Santa Luzia; Gonzaga porque o nome completo de São Luiz era Luiz Gonzaga; e nascimento, porque dezembro é o mês do nascimento de Jesus.

O bancário Edson Massariol conheceu o lugar acompanhado do pai Pedro Massariol, que já tinha estado em Exu, em 2008. "Sou fã de Luiz Gonzaga desde 1952, quando eu tinha 18 anos e ele se apresentou na praça da minha cidade, Colatina, no Espírito Santo. Eu já tinha escutado ele pelo rádio. A primeira vez foi como a sensação de comer uma coisa gostosa", brincou Pedro. Quando soube da comemoração do centenário, quis que o filho visitasse esse pedaço do Sertão. "Admiro muito a poesia, o talento de Gonzagão. E o Nordeste todo é muito diferente do nosso estado, apesar da seca, é muito bonito", falou Edson.

Dona Raimunda mora onde viveu Chiquinha Gonzaga, irmão velho Lua. (Foto: Luna Markman / G1 PE)

Saindo da estradinha de terra, entrando na única "rua" da Fazenda, com poucas casas em cada lado da via, uma de cor lilás chama atenção. O movimento é tão grande lá dentro quanto nas calçadas, cheias de turistas. Ali viveu Chiquinha Gonzaga, irmã do velho Lua. Hoje, é dona Raimunda de Souza, de 77 anos, quem habita o lugar, mais duas filhas e dois netos.

Ela fala, bastante orgulhosa, que seu pai, Jesus de Souza, era primo de Januário. Naquela época, primo de pai era tido como tio. E Santana foi madrinha dela. "Se eles eram boas pessoas? Ave Maria, demais. Eles tinham muita consideração por nós, um povo bom mesmo", lembrou dona Raimunda, monstrando as fotos dos célebres parentes penduradas nas paredes de reboco.

Agora, a lembrança que não sai da mente dela é a da chegada de Gonzagão, em 1946, após anos no Rio de Janeiro. Prestes a completar 18 anos, Luiz fugiu de casa após desavença com a a mãe para o Crato, no Ceará, onde ingressou no Exército. Pulou de quartel em quartel pelo Brasil, até chegar na capital carioca, onde também iniciou sua carreira artística, tocando sanfona. Só quando ingressou na gravadora RCA e tocou no rádio, considerou-se um artista "de verdade". Então, achou que era hora de regressar a Exu.

"Eu lembro como se fosse hoje. Tinha uns 13 anos. Luiz chegou de madrugada, mas a gente só soube de manhã. Eu tava na roça e mãe me buscou, dizendo que era para eu me arrumar. Fui na casa dele, fui apresentada a ele, que tava todo vestido de branco, sentado em um banco de [madeira] bodocó e a sanfona. Foi festa o dia todinho. Só de pensar que ele morreu, encho os olhos de água. Apesar de ser rei, ele tratava todo mundo igual", contou dona Raimunda, sem largar o braço da repórter. Ela gosta de contar essa história...

Casa de Januário e Santana, pais do Rei do Baião, foi o cenário da famosa volta do sanfoneiro para a terra natal, cantada em "Respeita Januário". (Foto: Luna Markman / G1 PE).

A cena de Luiz Gonzaga voltando para Exu já era famosa por causa da abertura da música "Respeita Januário", onde o sanfoneiro descreve o retorno. Muita gente também conheceu essa passagem por meio do filme "Gonzaga - De Pai Para Filho", de Breno Silveira. A casa de Januário ainda está na Fazenda Araripe, pintada de amarelo. Muita gente posa para fotos lá.

Os visitantes também registram imagens do casarão do Barão de Exu, que era dono das terras onde a cidade nasceria, no século 19. Ele também construiu a Igreja de São João Bastista, onde os restos mortais dele estão enterrados. A Igreja, inclusive, inspirou Luiz Gonzaga na canção "São João do Carneirinho". No terreno, ainda é possível ver a casa construída para Januário viver a partir de 1951. Hoje, o local é um restaurante.

A Fazenda Araripe amanheceu em festa nesta quinta, com um palco montado para receber 12 artistas de todo o Nordeste. Os estudantes cearenses Elisa Barbosa e Txai Costa aproveitaram o forró. "Está tudo muito animado aqui. Vou ficar até domingo [16], para ver a missa. Estou achando tudo lindo, a cultura, as sanfonas, o povo. Coisas que eu só ouvia falar", comentou Elisa.

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tópicos: Exu

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