Seguidores

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

JOÃO MOSSORÓ

 Por Luiz Vieira

Eu já vivi muitas emoções 

Com muitos outros Joões

João do vale , João Pacífico,

João Carreiro, João de Barro

O João Petra de Barros

O João Só, muito específico


Vivo e presente conosco

Outro fantástico João Bosco

João da Noite, João da Tarde

João Dias, tão primoroso

E um outro tão fabuloso

João Alcides Gerardi


Mas...! Eis aqui outro João

Grande amigo, bom irmão

Mata a cobra e dá um nó

João Guerreiro Nordestino

Cantor que Deste menino

Vindo lá de Mossoró

Do Rio Grande do Norte

Cidade de cabra forte

Que nos tempos do cangaço

Fez um bando de cangaço

Deu corrida em Lampião


Este é João Mossoró

Que era de um trio

E hoje é só

Bisca em seu novo traço

Já passou pela A.B

E agora com um CD

Vem conquistar seu espaço


Receb o meu abração

Boa sorte: É Deus quem traça;

Novo CD tá napraça 

Deus te abençoe, João.

Enviado em 2018 pelo cantor João Mossoró do antigo Trio Mossoró. 

Ouça uma das mais belas canções interpretada por ele:

https://www.youtube.com/watch?v=_OfXk5C9Mu4&ab_channel=FabianoLaranja

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

HISTÓRIA DO CANGACEIRO JESUÍNO BRILHANTE

Karla Andressa – Gazeto do Oeste. - Colaborador: Prof. Aluísio Dutra de Oliveira.

Cangaceiro Jesuíno Brilhante, uma espécie matuta de Robin Hood do sertão

Uma gruta onde o famoso cangaceiro Jesuíno Brilhante chegou a transformar em esconderijo, no Sítio Cajueiro, em Patu, desperta estudiosos sobre o cangaço, acentuando o debate sobre os questionamentos que colocam cangaceiros famosos como Virgulino Ferreira, o Lampião, no centro das discussões, lançando luz a ações que dividem a opinião pública sobre o prisma do herói ou bandido.

Jesuíno Alves de Melo Calado nasceu no Sítio Tuiuiú, no município de Patu, Rio Grande do Norte, em 1844. Filho da aristocracia rural sertaneja, seu pai José Alves de Melo Calado e D. Alexandrina Brilhante de Alencar, sua mãe. Em 1871 entrou no cangaço por vingança, após um irmão seu ter sofrido uma surra nas ruas da cidade e uma cabra de sua fazenda ter sido roubada. 

O seu cangaço difere dos demais bandoleiros que povoam a memória popular nordestina como Virgulino Ferreira - mais conhecido como Lampião - e Antônio Silvino, pois Jesuíno implantou a sua maneira um sistema de “justiça” em uma terra onde reinava a lei do mais forte e não fez dessa atividade uma profissão.

Jesuíno se difere dos demais cangaceiros por ter procurado intervir em questões sociais como a distribuição para as pessoas necessitadas dos gêneros alimentícios destinados a combater as secas, que subtraía dos coronéis saqueando os comboios de víveres (gêneros alimentícios) que eram enviados pelo Governo para as vítimas das secas, mas que ficavam nas mãos dos poderosos e nunca chegava à população. Jesuíno também se destacou por intervir em situações de violência sexual contra as mulheres uma década antes do reconhecimento legal do crime de estupro.

Para Câmara Cascudo, ele "foi o cangaceiro gentil-homem, o bandoleiro romântico, espécie matuta de Robin Hood, adorado pela população pobre, defensor dos fracos, dos velhos oprimidos, das moças ultrajadas, das crianças agredidas. Homem claro, desempenado, cavaleiro maravilhoso, atirador incomparável de pistola e clavinote, jogava bem a faca e sua força física garantia-lhe sucesso na hora do "corpo a corpo". Era ainda bom nadador, vaqueiro afamado, derrubador e laçador de gado. Sua pontaria infalível causava assombro, especialmente porque Jesuíno, ambidestro, atirava com qualquer das mãos".

Famílias inteiras chegaram a fazer parte do seu bando como estratégia de sobrevivência. De 1871 a 1879, implantou um “Estado paralelo” nos sertões nordestinos, cujo eixo central era a região do Patu (“terra alta”, em tupi) e cuja principal fortaleza a chamada Casa de Pedra (caverna encravada na Serra do Lima).

Casou com D. Maria, tendo cinco filhos dessa união. Envolvido com uma questão de família, Jesuíno matou o negro Honorato Limão, no dia 25 de dezembro de 1871. Foi sua primeira vítima. Era “irredutível em questão de honra”. Vários autores escreveram sobre Jesuíno, entre eles Luís Câmara Cascudo, Gustavo Barroso, Ariano Suassuna e Raimundo Nonato. Este último é autor de Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro Romântico, que narra a inteira epopeia do bandoleiro. Entre as principais ações de Jesuíno, narradas no livro de Raimundo Nonato, encontra-se um episódio, onde Jesuíno Brilhante se hospedou em uma casa. O marido estava ausente. Um bandido, de nome Montezuma, procurou se aproveitar da situação para perseguir a proprietária da casa. Jesuíno, revoltado, matou o malfeitor. Outro caso: assassinou um escravo, José, porque tentou violentar uma mulher. 

Antigo Prédio da Cadeia Pública de Pombal PB

Segundo Cascudo, "ficaram famosos os assaltos à cadeia de Pombal, (PB) para libertar seu irmão Lucas (1874) e, no ano de 1876, à cidade de Martins (RN). Cercado pela polícia local, Jesuíno e seus dez companheiros abriram passagem através de casas, rompendo as paredes, cantando a antiga “Corujinha”. O coronel João Dantas foi parceiro de Jesuíno no ataque à Cadeia de Pombal, na Paraíba, para resgate do irmão do cangaceiro. João Dantas aliou-se a Jesuíno com o intuito de aumentar seu poder, mas o rompimento entre os dois ocorreu quando o coronel pediu para Jesuíno matar o jornalista Vulpes Alba, que denunciou no Diário de Pernambuco o ataque à Cadeia de Pombal, considerada uma das mais seguras do Nordeste. Com a recusa de Jesuíno, os dois não mais se entenderam. Os filhos do coronel acabaram assassinando o jornalista. Câmara Cascudo afirma ainda que Jesuíno “nunca exigiu dinheiro ou matou para roubar”. A imaginação popular acrescentou à biografia do cangaceiro centenas de batalhas, das quais Jesuíno Brilhante teria participado sem que tivesse levado um só tiro.

Em dezembro de 1879, Jesuíno foi vítima da emboscada de uma milícia liderada por Preto Limão, seu algoz, sob encomenda do coronel João Dantas, após ter sido traído por um seleiro nas margens do Riacho dos Porcos, na comunidade Palha no sopé da Serra de João do Vale, no município de São José do Brejo do Cruz, na Paraíba, antigamente São José dos Cassetes. Atingido no braço e no peito, foi levado, agonizante, por seus amigos. Morreu no lugar chamado “Palha”, onde foi sepultado. Em 1883, o dr. Francisco Pinheiro de Almeida visitou o túmulo do bandido e levou a caveira do cangaceiro para sua casa, em Mossoró. Após sua morte, a caveira de Jesuíno foi levada para o Grupo Escolar "30 de Setembro". No ano de 1924, a caveira foi transferida para a Escola Normal. Seus restos mortais foram resgatados pelo médico Almeida Castro e durante várias décadas estiveram expostos no Colégio Diocesano em Mossoró, para depois fazer parte do acervo museológico do alienista Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. 

Gruta é uma obra da natureza. Segundo o historiador patuense, Petronilo Hemetério Filho, a Casa de Pedra também conhecida como “Casa de Pedra Jesuíno Brilhante” fica na Serra do Cajueiro, distante da cidade 6 km, ao lado da BR que dá acesso para Catolé do Rocha, na Paraíba. É uma obra da natureza, contendo um salão que dá para abrigar 30 pessoas, três fendas largas na rocha como se fossem três quartos e uma espécie de parapeito por toda largura do portão de entrada, onde Jesuíno Brilhante se entrincheirava, para dali, deitado por trás do balcão de pedra fazer “fogo” contra a polícia, com seus companheiros. Nunca foram atingidos pelas balas da força pública chamada de “volante”, e nunca sofreram uma derrota nas lutas travadas com a polícia, várias vezes, com dezenas de soldados. Durante certo tempo, Jesuíno Brilhante morava lá com a sua família achando-se seguro na fortaleza, feita pela natureza, onde contemplava a beleza da montanha e os gorjeios dos pássaros. Respirava o oxigênio puro. Como só havia um caminho de acesso, de lá de cima da quebrada da serra avistava quem se dirigia à Casa de Pedra. Sentia-se seguro com a espionagem e ainda zombava da polícia. Só iam lá os amigos e familiares. Os que tentassem violar seu esquema de segurança sem se comunicar, eram recebidos na boca do bacamarte. A gruta onde Jesuíno se escondia no Sítio Cajueiro, a Casa de Pedra do Sítio Escondido, bem como a casa em ruínas do coronel João Dantas no Sítio Patu de Fora e o sítio arqueológico do Jatobá, são os três primeiros sítios, comprovadamente que receberam o cangaceiro em seus domínios. Já o terceiro foi reduto dos negros Limões, famosos inimigos do cangaceiro. Acredita-se que o sítio arqueológico do Jatobá não seja de interesse apenas por contar a vida do cangaceiro, mas possivelmente ele tem objetos de populações pré-indígenas que viveram no local há mais de 10 mil anos.

Convém lembrar a municipalidade para fazer um decreto transformando a Casa de Pedra, em patrimônio público, local de visitação, já que é um ponto turístico e pitoresco.

Recentemente, foram localizados dois objetos que pertenceram ao cangaceiro e poderão ser apreciados na Casa de Cultura de Campo Grande. Uma das garruchas, um revólver antigo usado por ele, estava com Orlando Alencar, descendente materno de Jesuíno. E a moringa, garrafa do século 19, produzida em Amsterdã, na Holanda, teria sido adquirida por Jesuíno na capital do Oeste, sendo um dos primeiros objetos da era industrial a chegar a Mossoró. Ela também pertencia ao acervo do descendente. A cidade de Campo Grande também tem ligação com Jesuíno. O professor Epitácio lembra que Câmara Cascudo, no livro Flor dos Romances Trágicos, menciona a passagem pela fazenda de familiares do escritor do cangaceiro Jesuíno Brilhante. Existe a intenção de fazer um mausoléu para Jesuíno no local em que foi morto pelo inimigo Preto Limão".

Livro: Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro Romântico.

Autor: Raimundo Nonato. 

http://aluisiodutra.blogspot.com/2018/04/historia-do-cagaceiro-jesuino-brilhante.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JESUÍNO BRILHANTE

 Do acervo do pesquisador do cangaço Antônio Corrêa Sobrinho

"Cessaram as chuvas na Paraíba. Dizem do Catolé do Rocha que o facínora Jesuíno Brilhante cercou a casa em que residia uma mulher de nome Ana Joaquina, na de 2 de fevereiro, obrigando os transeuntes a carregar lenha para junto da casa, a que depois lançou fogo. Na casa estavam dois filhos de Ana, um dos quais conseguiu fugir, sendo, porém, baleado. O outro morreu queimado."

O Estadão (SP) – 13.03.1872

https://www.facebook.com/groups/GrupoCangacologia/?multi_permalinks=3628857320504548%2C3622123981177882%2C3627633213960292%2C3626101824113431%2C3625026157554331&notif_id=1606239677536305&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

CANGAÇO - A TRISTE SINA DE LILI

Por Nas Pegadas da História

https://www.youtube.com/watch?v=n7kmvD_KQ10&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

ACESSE NOSSA LIVRARIA COM DIVERSOS LIVROS COM A HISTÓRIA DO CANGAÇO: https://jflavioneres-nph-livraria.fre... * Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço https://amzn.to/2YHc66l * Apagando o Lampião: Vida e morte do rei do Cangaço https://amzn.to/3jie84M *Benjamin Abrahão: Entre anjos e cangaceiros https://amzn.to/3hAayTc * Cangaço uma ampla bibliografia comentada https://amzn.to/3lmGRao

A narrativa desse vídeo foi extraída e adaptada do livro: MARIA BONITA SEXO, VIOLÊNCIA E CANGAÇO, da escritora Adriana Negreiros. *CANAL ROSINHA - VIDA MINHA https://www.youtube.com/channel/UCE32... #Cangaço #HistóriaDoCangaço

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MANÉ ANJO, O ADEUS DA "LENDA SERTANEJA".

 Por Rangel Alves da Costa

Ao anoitecer desta quinta 26 de novembro, aos 89 anos faleceu Mané Anjo, o lendário esposo de Dona Prazerinha, nossa querida Maria dos Prazeres Campos Lima. Batizado como Manoel Rodrigues Lima, natural de Divina Pastora, e conhecido por todos como Mané Anjo, fincou nas terras sertanejas de Poço Redondo sua existência, gerando prole das mais valorosas do sertão. Foram nove filhos, estando sete entre nós: Maria Joaquina, Marize, Arturzinho, Uel, Estela e Aribaldo. E muitos netos e bisnetos. 

Diz-se do lendário Mané Anjo pelo seu jeito alegre e brincalhão quando mais novo, também pelas estripulias que costumava fazer. Dizem que certa feita avisou a esposa que ia comprar cigarro, subiu no jipe e só voltou uns quinze dias depois, zanzando pelo mundo. 

Ultimamente, com problemas de saúde e a idade avançada, vivia recolhido entre os seus, certamente relendo na memória seu livro de estripulias. Deixa saudade, Mané Anjo, muita saudade. Que Deus o receba de braços abertos!

https://www.facebook.com/photo?fbid=3794380693915048&set=a.1031028513583627

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

   Por José Mendes Pereira


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

MAIS UMA DE zOZIMO lIMA

 Por Antônio Corrêa Sobrinho

lt2hf2Sui gdena novptemSbSogrmao nàsmr 15Sads:o4rSrfiSes9hd  · 

Aos valorosos amigos do Facebook, ADERBAL NOGUEIRA e RAIMUNDO GOMES, cearenses dos quatro costados, um pouco do jornalista e poeta alencarino, FRANCISCO DE PAULA NEI, em crônica de Zozimo Lima, de 1972.

O BOÊMIO PAULA NEI

Por Zozimo Lima

Muito se tem escrito sobre notáveis brasileiros que se impuseram à admiração pública como escritores e artistas plásticos. Entre eles era sobremodo conhecido e idolatrado pelo povo o grande boêmio, tribuno formidável, o cearense Paulo Nei.

Fora ao Rio estudar medicina mas aos poucos fora faltando às aulas para ingressar no grupo de Coelho e Neto, Pardal Malet, José do Patrocínio, Guimarães Passos e outras notabilidades literárias que procuravam guarida na coluna dos jornais.

Fugia de aparecer na imprensa com seu nome, tornando-se apenas repórter dos mais disputados pelas redações e pelos grêmios onde se projetavam rapazes de cultura como Bilac e José Veríssimo. O tribuno e jornalista Zé do Pato era o seu ídolo.

Ao sair dos trabalhos das redações caía nas farras tumultuosas, nas quais tomavam parte sedutoras mulheres de vida fácil. Quando se tratou de fundar a Academia Brasileira de Letras, cujos idealizadores foram Medeiros e Albuquerque e Lúcio de Mendonça, riscaram da lista o nome de Paula Nei, dizem que por insistência de Machado de Assis, que não suportava as fulgurações do talento tribunício do fogoso cearense.

Quando “papai” Basílio de Morais, em 1906, deflorou oito órfãos do “Recolhimento Santa Rita”, do qual era diretor, foram seus terríveis acusadores, no Júri presidido pelo Dr. Ataulfo Nápoles de Paiva, os advogados Lima Drumond, Duque Estrada e Paula Nei.

O promotor Bulhões Pedreira atacou violentamente o réu “papai” Basílio. A imprensa ficou ao lado das vítimas da sensualidade de Basílio de Morais. Fez-lhe a defesa seu filho, já rábula brilhante, depois bacharel, Evaristo de Morais.

Casou-se Paula Nei, cansado da vida de boêmio, com a senhora Julia, que trazia três filhos menores, viúva de Júlio Cesar de Freitas Coutinho. Foi esposa admirável de Paula Nei, que abandonara o foyer das casas de espetáculos, o Pascoal, o Ravolt, a Colombo, o Café Papagaio... Vivia exclusivamente, já enfermo, para a família. Chorou dolorosamente a morte de seu filho de três anos de idade. Teve outros depois.

Certa feita levou a esposa, muito bela, atraente, de rico vestido verde, ao espetáculo. Um galanteador começou a olhá-la fixamente. Paula Nei dirigiu-se ao sujeito e declarou com violência: - “Olhe, meu amigo, esta senhora está vestida de verde... Mas não confunda! Ela não é capim”. Era muito ciumento.

A 24 de novembro de 1917 falecia Paula Ney, pobríssimo, deixando, entre outros, este belíssimo soneto sobre FORTALEZA, sua terra mui querida:

Ao longe, em brancas praias embaladas,

pelas ondas azuis dos verdes mares,

a Fortaleza, a loira desposada

do sol, dormita à sombra dos palmares.

Loira do sol e branca de luares,

como uma hóstia de luz cristalizada.

entre verbenas e jardins pousada

na brancura de místicos altares.

Lá canta em cada ramo um passarinho,

há pipilos de amor em cada ninho,

na solidão dos verdes matagais...

É minha terra! a terra de Iracema,

o decantado e esplêndido poema

de alegria e beleza universais!

Gazeta de Sergipe – 23.09.1972

 https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100003566571696/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

REFLEXÕES, VENTANIAS E SOLIDÕES

 *Rangel Alves da Costa

A vida é cheia de encantamentos, de tristezas, de alegrias. Na infância um viver de desandar e revirar, de se esconder e não querer ser achado. Para depois ter de acertar o passo na vida e aprender a caminhar na estrada.

Depois disso, depois que a juventude vai despertando o ser com outro pensamento e ideias, os caminhos passam a ser escolhidos com mais vagar e os passos dados sem muita pressa de chagar. Compreende-se a vida como um estranho livro.

Quando a idade avança, e vai avançando cada vez mais, aqueles caminhos passados, aqueles passos dados, tudo é retomado pelo pensamento, pela memória, pela nostalgia. E sabe que daí em diante pouco irá caminhar, e sequer em busca de sonhos tão desejados e jamais alcançados.

Tudo se torna difícil demais. As estradas são apenas os passos, as realizações são aquelas rotineiras e de pouco fazer. Olhar que se lança saudoso aos horizontes, coração que ainda sente pulsar desejos antigos. Mas tudo apenas alento para afastar as angústias da solidão.

Solidão que chega como companhia inafastável. Na velhice há uma solidão que, mesmo não estando sozinha, a pessoas se sente como distanciada de tudo, como se não puder mais ter ao lado as coisas tão cativantes.

E depois vem a soleira da porta como horizonte de vida. Foi assim que aconteceu com um conhecido e acontece com muita gente.

Na soleira da porta, ele via tudo passando. Os ódios, os rancores, as falsidades. Tudo passava e ele continuava feliz...

Na soleira da porta, bem em cima do batente e ladeando a portada, ele via as folhas secas esvoaçando em fúria. Entristecia, mas pensava na próxima estação e continuava feliz.

Na soleira da parta, logo ao amanhecer, ele viu o menino do pirulito passar e comprou uma porção só pra lhe causar contentamento. O menino estava triste, mas o seu novo sorriso também lhe trouxe felicidade.

Mas houve um tempo em que ele ia muito além da soleira da porta. Cortava estrada, seguia distante, chegava perto do céu no seu cavalo alazão. Retornava no suor na luta, mas sempre feliz pelo seu ofício.

Dono do mundo. Avô, pai, tudo. Cheio de força e disposição, não sentia cansaço nem quando o ofício do dia parecia querer testar suas forças. Vencia espinhos, pontas de pedras, tocos de pau, e sem jamais perder o encorajamento em busca da felicidade.

Olhos acostumados a avistar o conhecido e o espantoso. Mãos que se alongavam como se quisesse alcançar o sol e a lua. Uma sabedoria de mundo, tudo aprendido no livro da luta, que nenhum mestre de academia jamais saberia igual.

E hoje, ou já desde algum tempo, apenas ali na soleira da porta. E da soleira da porta avistando o mundo que era seu e que não é mais. Não entristece, não lacrimeja, não se atormenta por dentro. Tudo conseguiu, e por isso é feliz.

Tudo conseguiu, mas o que conseguiu? Sobreviver em meio a tanta dificuldade, ter o pão de cada dia em meio a tanta panela vazia e prato sem pão, ter a honradez de olhar para o passado e dizer que foi honesto em cada passo que deu.

Mas hoje está na soleira da porta. Noutros idos, costumava sentar num tamborete pela calçada ou mais adiante na malhada, em cima de um tronco de pau deitado. Conversava com os bichos, com o passarinho, com a pedra grande, com o vento açoitando.

Não reclamava de não poder cortar estrada e tomar poeira no meio do mundo. Não entristecia poder não poder mais se achar o dono do mato, das catingueiras floridas e das pedras molhadas do riachinho. Tudo tem seu tempo, dizia.

Contentava-se com o seu mundo na soleira da porta. Até podia andejar pelos arredores, colocar cadeira debaixo do sombreado da jaqueira, conversar lá fora com o calango e passarinho.

Era ali que gostava de ficar matutando as coisas da vida. De vez em quando conversando sozinho (porque achava bom fazer assim), sentenciava: Pensando bem... A gente vale tão pouco aos outros, que num instante a gente não vale mais nada!

Pensando bem... A idade da gente devia ser repartida. Quem não soubesse viver a fatia dada, mais adiante essa fatia seria perdida até retornar ao tempo perdido, com a obrigação de aprender a viver.

Contudo, um mistério há nessa história toda. Ele sempre está ali na soleira da porta, entre o vão de fora e o vão de dentro, por um motivo angustiante e pesaroso demais. Dali daquele local deu adeus à velha companheira quando ela partiu para a eternidade.

E depois disso, feito menino teimoso, ali, ali na soleira da porta, fica a esperar que um dia ela volte. E crê que a morte é ressuscitada em nome do amor. E acredita que quando o amor é profundo demais nenhum adeus será de última despedida.

Assim, na soleira da porta também está o amor.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

A BATALHA DA SERRA GRANDE LAMPIÃO X 400 SOLDADOS

 Por Na Rota Do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=v7twN3SS3f0&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7o

O combate da Serra Grande foi um dos maiores fogos entre policiais e cangaceiros da história do cangaço e uma das maiores estratégias de combate armada por Lampião. O número exato de participantes nunca foi totalmente contabilizado, fala-se em torno de 60 cangaceiros e 400 soldados. Vídeo: Benjamim Botto Imagens ilustrativas, porém reais da época do cangaço.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

QUER OUVIR UM TRECHO DA ENTREVISTA COM O SUPOSTO FILHO DE LAMPIÃO, O JOÃO PEITUDO? CORRE NO NOSSO CANAL, TEM VÍDEO NOVO!

 Por Robério Santos

https://www.facebook.com/photo?fbid=10158833774937840&set=a.10150374243192840

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ESTADO ATUAL DE UM LONGO TRABALHO

Por Rubens Antonio

https://www.facebook.com/photo/?fbid=4961663053873949&set=a.4837797889593800

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

PADRE CICERO VOLTA AOS GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo

Sem sombras de dúvidas uma das mais significativas e ao mesmo tempo polêmicas personalidades de nosso nordeste e porque não dizer do Brasil, foi o santo padre do Juazeiro do Norte, o cearense do século. O Cícero Romão Batista nascido no Crato, ordenado em Fortaleza e que realizando sua Missão sacerdotal no antigo "Tabuleiro Grande" viria a se tornar a figura mais estudada do clero brasileiro, com mais de cinco centenas de publicações a seu respeito, despertando amor e ódio entre todos aqueles que entraram em contato com sua controversa historia e legado. 

Para debater os 150 Anos de sua Ordenação Sacerdotal, Manoel Severo Barbosa recebe os renomados pesquisadores da vida e da obra de Cicero Romão Batista; José Carlos Santos, Fatima Pinho e Renato Dantas, além da presença preciosa do Reitor da Basilica de Nossa Senhora das Dores, padre Cicero José, ou seja: IMPERDIVEL, Amanha, sexta-feira dia 27, as 20 horas em nosso Canal do YouTube. Ate lá !!!

https://www.facebook.com/photo?fbid=3607260202629145&set=gm.1520797361462536

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

REMINISCÊNCIAS DE UM EX-COMANDANTE DE VOLANTE... MOURÃO... MORMAÇO... CATINGUEIRA...

 Material do acervo do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio

Excerto do depoimento de José Mutti de Almeida, em sua publicação "Reminiscências de um ex-comandante de volante.", publicada em brochura, pelo mesmo, em 1982, em Alagoinhas, Bahia.



http://cangaconabahia.blogspot.com/2015/08/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO MORREU PORQUE HOUVE TÁTICA BEM FEITA PELO O COMANDANTE DAS VOLANTES

 Por Aderbal Nogueira


Tem coisas que não dá para entender nunca. Será que poucos se atinam que a tática da surpresa que Bezerra usou era a mesma que Lampião usou durante 20 anos. Dizer que só pegou Lampião na surdina é um ato de covardia é a mesma coisa de dizer que Lampião agiu durante 20 anos como um covarde também.

Numa guerra o fator surpresa é uma tática de guerra usada quase sempre com sucesso, prova disso é Lampião ter tido 20 anos de reinado. Isso não é covardia, é esperteza. Quem baixa a guarda perde.

https://www.facebook.com/photo?fbid=10224728071935805&set=gm.1788691764628265

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O OCULTO LAMPIÃO

 Por Antônio Corrêa Sobrinho


Procuro em vão o LAMPIÃO

que não se vê nos livros,

nos jornais, nas revistas,

nos cordéis,

nas páginas literárias,

no palco do teatro,

na tela do cinema…

Procuro em vão o Lampião,

nos seus 7300 dias de cangaço,

quando não estava em tiroteios,

nem a cometer crimes.

Procuro em vão

o desconhecido e oculto LAMPIÃO.

https://www.facebook.com/photo?fbid=3283197128475807&set=gm.1520454044830201

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA

 

Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Peça: 
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: 

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – 
(61) 98212-9563 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MORREU JUAREZ DE MELO O NOTÁVEL LOCUTOR E CRIADOS DA DVC DE M. VELHA

Por José Cícero da Silva

Missão Velha está de luto.

Partiu para a casa do Pai aos 86 anos de vida e lutas o grande e inesquecível JUAREZ DE MELO.

Um homem da mais pura exceção, cujo exemplo de dedicação e de amor a nossa terra se confunde com a própria historia de MV.

Foi marcante e pioneiro em quase tudo que fez, notadamente na comunicação de outrora através da criação da não menos famosa, Difusora Voz do Cariri.

Nunca me esqueço da sua voz, principalmente das suas afamadas crônicas narradas diariamente na dvc na chamada Hora da Ave-Maria. Fica mais triste e pobre, portanto, nossa MV com a partida do mestre Juarez Batista de Melo.

Vai com Deus!

Ficarão conosco, além das boas lembranças uma saudade eterna.

Prof. José Cícero

Sec. de Cultura

Aurora - CE.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10218247154191938&set=a.10202538902575465

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CÁPSULA DE BALA DE IMPORTANTE CONFLITO DO CORONELISMO BRASILEIRO É ENCONTRADA EM PORTEIRAS

 Por Antonio Rodrigues, regiao@svm.com.br 

Numa busca por “tesouros” de um dos episódios mais marcantes e sangrentos da história do coronelismo brasileiro, os pesquisadores Bruno Yacub e José Francisco de Lima encontraram, na última sexta-feira (17), uma cápsula de bala calibre 44, no Sítio Guaribas, em Porteiras. Os dois acreditam que ela pode ter sido deflagrada pelas forças policiais participantes do conflito que durou 31 horas de tiroteio, conhecido como “Fogo das Guaribas”, em 1927. A peça foi doada para o Centro da Memória de Porteiras. 

Nascido em Brejo Santo, mas morando atualmente em São Paulo, José Francisco realizou a busca com o auxílio de um detector de metais. Em ação semelhante por outros locais marcantes para história do cangaço no Nordeste, já encontrou mais de 20 peças, que foram fabricadas entre os anos de 1924 a 1932. “O que já encontrei poderia montar um museu em minha casa. São anéis, chumbada, projeteis, munições, punhal”, descreve. O pesquisador segue trabalho no Cariri até o próximo sábado (25).  

Entre estes artefatos encontrados anteriormente está uma bainha, espécie de capa de punhal, que teria sido de Francisco Pereira de Lucena, o Chico Chicote, um dos protagonistas do “Fogo nas Guaribas”. “Eu faço parte de grupos sobre o cangaço e estimulo as pessoas a fazerem isso. Além de ser um gesto bonito, ajuda a história. Se vejo que a entidade é séria, faz um bom trabalho, entrego o material. Nunca encontrei uma barreira para isso”, completa.  

“A pesquisa nunca morre!”, enfatiza Bruno Yacub, que ajudou a encontrar a capsula no Sítio Guaribas. Ao lado de Francisco, o pesquisador reforça que não havia sido feito um trabalho de prospecção no ‘campo de batalha’ onde aconteceu o ‘Fogo nas Guaribas’. “É muito importante buscar o entendimento de como aconteceu o conflito. Estes bens materiais servem para elucidar nosso entendimento”, completa.  

O episódio 

Prestes a completar 93 anos, o conflito que ficou conhecido como “Fogo nas Guaribas” aconteceu em 1º de fevereiro de 1927, com a chegada das tropas policiais, as “volantes”, comandadas pelo tenente José Gonçalves Pereira, que foram ao Cariri “dar cabo” do coronel Francisco Pereira de Lucena, o Chico Chicote, e seus aliados. A morte teria sido motivada por vingança, interesses econômicos e políticos.  

Naquele dia, os militares chegaram ao sítio Salvaterra, no Brejo dos Santos (atual Brejo Santo) e capturaram Antônio Gomes Grangeiro, compadre de Chico Chicote, seu sobrinho João Grangeiro e dois moradores, Aprígio Timóteo de Barros e Raimundo Madeiro Barros.  

Com mãos e pés amarrados com cordas, os quatro seguiram até o sítio Guaribas, no atual território do município de Porteiras, onde presenciaram cerca de 31 horas de troca de tiros entre as volantes e os capangas de Chico Chicote, que foi vencido. Ele foi encontrado morto, de joelhos, baleado no maxilar, no braço esquerdo e com tiro fatal no tórax. Ao cessar o fogo, sua casa foi completamente saqueada. Plantações e animais foram atacados. 

Por volta das 14 horas já do dia 2 de fevereiro, os quatro reféns, conhecido como “os homens de Salvaterra”, foram assassinados, degolados e incinerados. Depois, enterrados em valas comuns ali mesmo. Anos depois, no local onde estavam os corpos, João Gomes Grangeiro, filho do fazendeiro, ergueu uma lápide em memória do pai. Os restos mortais ficaram por lá até a década 1980, quando a família os enterrou, em definitivo, no cemitério de Porteiras. Ali, foi erguida uma cruz, que se tornou um marco do “Fogo das Guaribas”. 

Motivação

O início do conflito começou entre Antônio Grangeiro e seu vizinho, José Franklin de Figueiredo, o Zé Franco. A desavença acontecia pelo avanço na propriedade de terra. Um colocava uma cerca e outro derrubava. Até o rabo dos animais era cortada. Nisso, Chico Chicote, proprietário do Sítio Guaribas e compadre de Antônio, prometeu resolver isso.  

Dias depois, o fazendeiro invadiu a casa de Zé Franco e acabou matando com uma facada próxima da axila esquerda. Cunhado da vítima, Sebastião Salviano “tomou as dores” e jurou vingança ao assassino, mas, com medo de retaliação, foi embora para o município de Princesa Isabel, na Paraíba, morar sob proteção do poderoso coronel José Pereira de Lima. Lá, articulou a morte do seu rival. 

As forças policiais chegaram ao Cariri por volta de 28 de janeiro de 1927, com a desculpa que estariam à procura de Lampião que, de fato, estava rondando a região naquela época. Por isso, pediram apoio às volantes paraibanas e pernambucanas. No entanto, o verdadeiro intuito da vinda era assassinar Chico Chicote, Antônio Grangeiro e Antônio Marrocos. Este último, como fiscal de tributos de Jardim estava conquistando muito prestígio e representava uma “ameaça” aos coronéis locais, foi morto antes do tiroteio.  

A memória do “Fogo nas Guaribas” está no imaginário do pesquisador José Francisco desde criança. “Eu cresci ouvindo essa história do meu avô, que caçava com um cangaceiro”, conta. A partir disso, iniciou um estudo sobre Zé Franco, desafeto de Antônio Grangeiro. Sua morte iniciou todo o conflito. “Vou descobrir onde morava, o que fazia”, explica.  

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/regiao/capsula-de-bala-de-importante-conflito-do-coronelismo-brasileiro-e-encontrada-em-porteiras-1.2200814?fbclid=IwAR07ihVjHbq_RsraeRBl2BEC6edE_vm6I_ijOS8Gl9CR2bMK_FoZBlmI0Fw

http://blogdomendesemendes.blogspot.com