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domingo, 29 de maio de 2022

MUSEU CASA DE MARIA BONITA NO CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO

 

Cariri Cangaço Paulo Afonso no Museu Casa de Maria Bonita

O final da manha da sexta-feira, segundo dia de Cariri Cangaço Paulo Afonso, 25 de março de 2022, marcou a aguardada visita da caravana Cariri Cangaço ao principal cenário da literatura lampiônica em Paulo Afonso, eram 11h quando o Cariri Cangaço Paulo Afonso chegava à Malhada da Caiçara, berço da rainha do cangaço, Maria Gomes de Oliveira; chegávamos ao Museu Casa de Maria Bonita.

"Hoje temos a satisfação de trazer até a casa onde nasceu e viveu Maria Bonita pesquisadores do Brasil que estão pisando pela primeira vez esse chão tão cheio de história. O Cariri Cangaço não faz apologia ao banditismo rural, à violência tão dura e real da época do cangaço, muito pelo contrário, o Cariri Cangaço tem o objetivo de aprofundar o debate desse fenômeno tão forte para nosso sertão e é isso que estamos fazendo aqui em Paulo Afonso", revela o Conselheiro Cariri Cangaço Emanuel Arruda, de Princesa Isabel. 

Passando pelo povoado do Riacho (25km do centro de Paulo Afonso pela BR110) depois pela Vila de Dona Generosa, andamos mais 13km em estrada de terra chegando ao solo sagrado berço da rainha do cangaço; Maria Bonita. A construção — uma casa de reboco de 50 metros quadrados — abrigou a cangaceira de 1911 a 1929, quando ela conheceu Virgulino Ferreira da Silva. A casa em 2006 a partir da articulação de vários pesquisadores locais, passou por uma restauração por parte da prefeitura municipal e hoje se consolida como um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Na visita desta manha ainda encontramos vários parentes da cangaceira mais famosa da historia.

João de Sousa Lima apresenta o berço de Maria Bonita
sobrinha neta de Maria Bonita na visita do Cariri Cangaço
Manoel Severo e as boas vindas na casa de Maria Bonita
Capitão Quirino Silva, Manoel Severo e João de Sousa Lima

O Conselheiro João de Sousa Lima, presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022, ao lado do curador Manoel Severo , recepcionou aos convidados e novamente apresentou a todos a história da Malhada da Caiçara e da Casa de Maria Bonita. "Eu já falei anteriormente que visitar essa casa é como voltar no tempo, é como se a qualquer momento a jovem Maria de Déa; que era a segunda filha do casal Zé de Felipe e dona Déa; saísse por uma daquelas portas e se colocasse debruçada em uma das singelas janelas da casa restaurada..."

"Era sabido da grande rede de coiteiros de Lampião em toda essa região da Bahia, aqui era uma passagem  estratégica dos bandos cangaceiros e, como bem mostrou nosso amigo João de Sousa, esse romance entre Virgulino e Maria, nasceu justamente dessas ligações; no caso, de Lampião com o tio de Maria Bonita, o conhecido coiteiro Odilon Café." Reforça o Conselheiro Cariri Cangaço Manoel Belarmino da cidade de Poço Redondo, Sergipe.

Clênio Novaes, Valdir Nogueira, Padre Agostinho e Joaquim Pereira
Capitão Quirino e Célia Maria

E continua João de Sousa Lima: "Naquela época, final de 1929 e começo dos anos 30, Lampião já havia se tornado presença constante no terreiro de seu Zé de Felipe e dona Déa; Maria Joaquina Conceição Oliveira; principalmente pela ligação que mantinha com o coiteiro Odilon Café. Nessas idas e vindas o destino acabaria pregando uma peça no maior de todos os cangaceiros e a partir dali a historia do cangaço seria contada de outra forma, nascia a presença das mulheres, de forma efetiva, nos bandos cangaceiros e o casal mais famoso dos sertões. Maria, com 18 anos na época em que conheceu Virgulino , já vinha de um primeiro casamento fracassado com um primo, o sapateiro Zé de Nêne, e a partir daqueles primeiros encontros com o chefe dos cangaceiros nasceu o romance mais famoso do cangaço e eternizado pela literatura de cordel e cantadores dos mais distantes rincões sertanejos."


Maria Déa, A Bonita Maria de Lampião, ou Maria Gomes de Oliveira, nasceu no dia 8 de março de 1911, no Sítio Malhada do Caiçara, em Curral dos Bois, atual Paulo Afonso, filha de José Gomes de Oliveira, conhecido como Zé Felipe e Dona Maria Joaquina, conhecida como Dona Déa. Era a segunda numa família de dez irmãos. Casou ainda muito cedo, aos 15 anos de idade com o primo, José Miguel da Silva, o Zé de Nêne, sapateiro e reconhecido boêmio da região. Naquela época já era notório o forte gênio da morena filha de Zé Felipe, costumeiramente o casal estava envolvido em brigas fundamentalmente em função do ciúme de Maria. Sempre que brigavam a jovem se abrigava na casa dos pais; foi justamente em uma dessas oportunidades que em 1929 teria havido o primeiro contato de Maria Déa com o Rei dos Cangaceiros, Virgulino Ferreira. Naquele dia Virgulino passaria pelas terras do Sítio Tara do conhecido coiteiro Odilon Martins de Sá, vulgo Odilon Café, e depois se dirigiria para as terras da Malhada do Caiçara, ali por longos meses havia construído uma sólida base de sustentação em terras baianas, estava entre amigos. Ao se despedir da família de Zé Felipe se dirige à morena Maria e pergunta se sabe bordar, ato contínuo deixa alguns lenços de seda para o ofício da sertaneja, prometendo voltar em breve para buscá-los. Parece-nos que já naquele momento o destino começava a traçar suas linhas na direção da maior mudança da história do cangaço: a entrada das mulheres nos bandos cangaceiros. E assim; Maria, Durvinha, Aristéia, Moça, Adília, Dadá, Enedina, Cristina, Lídia, Eleonora, Quitéria, Adelaide, Nenem, Sila, Rosinha... mudariam para sempre a feição do cangaço nordestino de Virgulino Lampião.

Manoel Severo justifica o Diploma ao Museu Casa de Maria Bonita
Manoel Severo passa às mãos de João de Sousa Lima o Diploma de Equipamento Imprescindível para Memoria do Sertão

Ainda dentro da visita técnica ao Museu Casa de Maria Bonita, o Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço outorgou o Diploma de "Equipamento Imprescindível para Memória e Cultura do Sertão" , consolidando um marco dentro da dinâmica agenda do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022. O Diploma foi entregue pelo curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo ao pesquisador João de Sousa Lima.

João de Sousa Lima fala da importância do Museu dentro do esforço em consolidar o turismo histórico em Paulo Afonso

Em seguida, em ato solene, o Capelão do Cariri Cangaço, Padre Agostinho dirigiu palavras aos presentes culminando com as bênçãos sacerdotais ao equipamento histórico onde nasceu a rainha do cangaço, Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita.

Padre Agostinho, Capelão do Cariri Cangaço e as bênçãos sacerdotais ao equipamento histórico onde nasceu a rainha do cangaço

"Tem se tornado uma tradição em todas as nossas edições do Cariri Cangaço a presença marcante de  nosso estimado Capelão do Cariri Cangaço, Padre Agostinho, que com muita dedicação e um espírito abnegado nos proporciona momentos de fé e esperança mesmo diante de uma agenda pesada como são as nossas agendas, e dessa forma traz uma atmosfera de paz e harmonia para todos, além da grande força espiritual, independente da corrente religiosa de cada um, na verdade Padre Agostinho é um grande presente" diz a Conselheira do Cariri Cangaço e Secretária da ABLAC, Elane Marques.









E continua João de Sousa Lima: "Naquela época, final de 1929 e começo dos anos 30, Lampião já havia se tornado presença constante no terreiro de seu Zé de Felipe e dona Déa; Maria Joaquina Conceição Oliveira; principalmente pela ligação que mantinha com o coiteiro Odilon Café. Nessas idas e vindas o de





Redação Cariri Cangaço Paulo Afonso 

Museu Casa de Maria Bonita

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TÚMULO DO BEATO JOSÉ LOURENÇO

 Por Lampião Governador do Sertão

https://www.youtube.com/watch?v=n8AXKBfs4qU

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" A Ç U D E DA C A R N A Ú B A ".

Por Luis Bento 

Ganhou esse nome devido ser localizado no Distrito " Carnaúba ", inicialmente pela família Ferreira, família que na época comandava a oligarquia da região. Sua história se deve a sucessão de várias secas dizimando um grande número de animais e algumas pessoas, também via de acesso entre as cidades Jati, Jardim e o Cariri.

Para solucionar o problema da escassez de água na região a alternativa mais viável foi a construção do açude, iniciando as obras no ano de 1959 sendo concluído em março de 1962, que registra também a passagem do Presidente da República Federativa do Brasil Juscelino Kubitschek de Oliveira, que na época pousou de helicóptero na parede do açude fazendo uma rápida visita.

Todas essas informações foram obtidas através de uma " Entrevista " com o senhor Luiz Antônio da Silva (Luiz Zuza ), nascido em 18 de outubro de 1939 no sítio Carnaúba ( hoje distrito) município de Jati- Ceará.

O Sr. Luiz Zuza trabalhou na construção do açude, lembra de muitos detalhes, inclusive a necessidade de aumentar a parede do açude, depois do mesmo sangrar pela primeira vez, porque observou-se uma perda de água maior que o esperado.

Essa história trata do lugar, da natureza na vida humana, com o objetivo de entendermos a respeito da forma pelas quais as ações humanas transformaram o meio natural utilizando-se deste para o seu desenvolvimento.

Foto:

Açude Carnaúba

Distrito Carnaúba

Círculo onde pousou o helicóptero.

Prefeitura de Jati

Valorizando as Pessoas,

Prefeita

Mônica Rosany Pereira Mariano,

Coordenadora de Ciências Humanas e da Natureza da S M E

Olivanice Nogueira Rocha,

Secretário de Educação

Dr. José Maria Barbosa,

Diretor de Cultura

LUÍS BENTO DE SOUSA.

JATI 25/05/22/.

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sábado, 28 de maio de 2022

PEQUENAS REMINISCÊNCIAS DA MISSÃO NOVA

Por Professor José Cícero

Estive nesta noite de sábado na minha velha Missão Nova prestigiando o lançamento do livro da professora aposentada Luzilmar sobre a vida do seu pai Joaca Rolim. Famoso dono de engenho e pioneiro de muitos afazeres agrícolas daquela terra, antes fértil e produtiva. E na viagem foram tantas as boas lembranças que em mim se misturavam ao sentimento de saudade. Algo tão especial que nem mesmo a escuridão das estradas conseguiram turvar na minha mente as imagens nítidas e claras que eu tinha guardadas comigo daquele bom lugar. Reminiscências bonitas da minha infância, das pessoas e dos momentos felizes dos anos áureos e dos tempos de fartura que um dia colocaram M. Nova na dianteira da então forte e pujante economia canavieira do Cariri.

E eu recordava meu pai, minha vó e os engenhos de rapadura e aguardente. Como de toda aquela gente do eito e da bagaceira nos seus dias de lida. Do som das moendas e do barulho dos cambiteiros com seus burricos. Como ainda, do apito e do cheiro da tiborna nos alambiques, da garapa no parol e por todo canto do mundo o aroma do mel e da rapadura quente. Do belo espetáculo do dançar dos pendões da cana ao sabor dos ventos sobre a verdidão dos canaviais.

Tenho ainda comigo um cipoal de muitas lembranças de todos os engenhos e os seus donos que marcaram o meu tempo de criança.

Da abundância das águas desde as nascentes da serra aos riachos dos brejos às levadas dos úmidos baixios. Desde a chapada das Barreiras até o final da "levada" lá pras bandas dos sítios Morro, Jerimum e Coqueiro. Coisas que não mais existem por sim mesmas.

Lembrei por exemplo, dos engenhos de Heitor Santana já no platô do Cafundó do Araripe. Do de seu Filipim nas Barreiras. E dos que existiam no sítio Saco: de Zé Bertulino, de Lacy e do seu Aparício Xavier. Do de Manoel Novais no Canta Galo, do de Joaca Rolim do Outro Lado, do de Chico de Doninha mais adiante. Como também, do de Dãozinho Abílio no Espalhador, do de Pedro da Cruz depois do Cemitério do povoado, bem como, do de seu Osvaldo Esmeraldo por trás da capela do padroeiro Santo Antônio. Ainda, do de Antônio Argeu ao lado da vila. Seguido do de Pedro Saraiva e do de seu Adalberto no Coqueiro e do dr.Hugo no sítio Faustino.

Dizem que haviam também dois outros mais antigos, quer seja: o do velho Abdon Leite no meio do baixio entre o de seu Joaca e o da vila de Missão Nova, bem como o de Chico Felinto em épocas mais remotas. Mas estes, eu não cheguei a conhecer-los, posto que não foram do meu tempo. Houve tb um recente construído por Moacir Olegário próximo ao antigo de Antônio Argeu.

Hoje, no entanto, tudo isso é só passado. Uma prova de que na vida e no mundo, tudo que nasce e vive está de fato um dia condenado ao fim. Engenhos antigos da minha terra....Escombros do que foi outrora símbolo de riqueza, de progresso e de poder. Agora não passam de ruínas dos anos findos. Algo que nunca esqueço. Porque em meu ser profundo habita sempre a vitória da memória sobre o esquecimento. E como é bom a gente ter história. Como é gostoso este sentimento de poder ter vivido tudo isso e como de saber pertencer ao pedaço sagrado deste chão. Pois, acho que não tem preço esta certeza de se ter motivos de sobra para sentir as saudades que eu sinto.

Eis porque creio e ainda imagino que o segredo da vida é viver. Diria que, sem medo da morte e sem mais nenhum tempo a perder

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ARCHIMEDES MARQUES

 Por Aderbal Nogueira

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LAMPIÃO, O SUCESSOR DE ANTÔNIO SILVINO, ENTRA E É OVACIONADO EM JUAZEIRO, CEARÁ.

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 A narração de um depoimento de uma testemunha da "triunfante" chegada de Lampião ao Juazeiro, Ceará, em março de 1926 e a recepção preparada pelas autoridades locais para o cangaceiro-mor e seus homens, quando estes estiveram na cidade para se incorporarem aos Batalhões Patrióticos e dar combate à Coluna Prestes-Miguel Costa.

Inconformado com o que via diante de seus olhos, assim relatou relatou o observador do evento...

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões.

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Na foto Bozó e a estagiária Maria Angélica que era apaixonada por ele ( 1978 ) ! O personagem de Chico Anysio era um dos mais populares de seu programa. A estagiária era interpretada por Alcione Mazzeo , esposa de Chico na época .

Alcione Mazzeo , nasceu em um dia 27 de Maio no ano de 1951 . Está fazendo 71 anos de Vida . Parabéns a ela !!!

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