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sexta-feira, 17 de junho de 2022

CABROCHAS SERGIPANAS AS MOÇAS DA MARANDUBA

 Por Sálvio Siqueira

Foto com as cangaceiras Àurea e Rosinha (Irmã de Adelaide).
                                                    
Na fazenda Maranduba, fincada no município de Poço Redondo, Estado sergipano, morava o casal Lé e Pureza. Lé, como tantos outros homens da época, era vaqueiro, assim como seus dois irmãos, Josias e Luiz. Pureza era filha do agricultor João Januário, que manipulava sua enxada nos barros da localidade Curralinho.
 
 Umbuzeiro da Fazenda Maranduba - grupo LCN
                     
O casal, cumprindo a “Lei’ escrita no livro Maior, fez com que crescesse e multiplicasse sua prole. Tiveram seis filhos amados. Criados como todos da região, com muita dificuldade e sacrifício. Segundo a obra literária do ilustre Alcino Alves Costa, “LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO – MENTIRAS E MISTÉRIOS DE ANGICO”, na página 137, ‘Ele’ nos relata que os nomes dos amados filhos do casal Lé e Pureza, eram Adelaide, Rosinha, Cidália, Arabela e seu único filho homem, Zequinha.

                                                   
Zequinha, como tantos, só via-se como adulto, quando 'lá' chegasse, um bom vaqueiro, imitando seu velho pai e tios, pois todos eram afamados vaqueiros em toda aquela região.


As meninas, também como tantas da época, tinham em seus sonhos seus ‘príncipes, encantados, seria querer de mais, mesmo, simplesmente um príncipe, já estava de bom tamanho. A vida era dura para os meninos que logo, logo, tinham que exercerem funções de adultos sem nem mesmo passarem, ou melhor, viverem suas adolescência. Para as meninas a coisa era mais dura ainda. Não podiam, muitas das vezes, nem se quer estudaram, para não ficarem sabidas, pois mulher ‘sabida’ era um perigo.

                                                               Cangaceira Rosinha

Naquele tempo, por aquelas bandas, começaram a circularem em volta da casa de Lé dois cangaceiros. Mariano e Criança. O Primeiro, após perder Otília, apaixona-se por Rosinha. O segundo, há muito estava loucamente apaixonado por Adelaide, irmã de Rosinha.

Sendo, na época quem dava as ‘cartas’ por aquelas terras, os dois cangaceiros não tiveram dificuldades de levarem para as tristes fileiras do cangaço as irmãs. Ficaram distantes por os dois atuarem em grupos e áreas diferentes. Mariano vivia e praticava seus crimes pras bandas de Porto da folha. Já Criança, atuava nas redondezas de Poço Redondo.


E o esperado acontece. Adelaide engravida. Sua gravidez, como de todas as outras mulheres que fizeram parte do cangaço, não foi moleza. Levanta daqui, corre pra lidebaixo de sol e chuva, durante o dia ou mesmo a noite, eram uma constante em suas vidas.
                                                                                   Cangaceiro Mariano
                                                     
Segundo a obra citada, Criança tem grande amor e carinho por Adelaide, resultando firmeza e lealdade para com a sua companheira.

Quando aproxima-se o momento da sua companheira parir, Criança, conversa com Mané Moreno, e vão para um coito, distante, conhecido e aconchegante, se podermos dizer que haviam coitos assim, para que Adelaide ‘ganhasse seu filho.
                                                                 Cangaceiro Criança
As horas passam, as contrações há muito iniciaram-se e, com o passar do tempo, seu retorno começa a ficar quase sem intervalos. Não tem jeito. A criança do Criança não vem ao mundo, e sua companheira já tem bastante tempo que sofre.

Mandam buscar uma parteira que morava nas imediações, e esta, já prevendo complicações, já trás outra para lhe ajudar. Tudo em vão. O sofrimento da cangaceira aumenta com o passar das horas e a criança resolveu não vir ao mundo.


Em uma rede, a transportam para uma localidade que tivesse algum recurso como ajuda, nada. Não tem como parir a companheira de Criança.

Valendo-se novamente da rede, os cangaceiros procuram outro lugar para que Adelaide desse a luz... Um local que tivesse uma pessoa para ajudar, terminando assim com tão longo sofrimento. No caminho, alguém verifica e diz que o feto já está morto... Adelaide, de tanto sofrer, talvez não tenha escutado que seu filho estava sem vida em seu ventre. 

Embaixo de uma frondosa árvore, Adelaide, dentro da rede começa a perder suas, já tão fracas, forças... Criança, percebendo que irá perder sua amada fica louco. Grita, chora, fala, urra palavrões na tentativa de amenizar a angústia que lhe invade... Seu ‘compadre’, Mané Moreno, vendo que o amigo estava em estado complexo, sem noção do que fazia, tenta evitar uma catástrofe maior, retirando o ferrolho do mosquetão do amigo, assim como retira também, o carregador da sua pistola.

 Sua amada dá seu último suspiro. Sem despedir-se do companheiro, parte para o outro ‘lado’, onde, talvez, seu filho a esperasse. Fazem seu enterro. A dor, ainda visível no semblante do cangaceiro, não quer ir-se. Naquela vida não havia tempo pra isso... Guardar dores e sentimentos por alguém que tenha morrido.
                                                         Cangaceiro Mané Moreno

Seu compadre, Mané Moreno, compra várias garrafas de aguardente e diz que ele precisa beber até embriagar-se, para esquecer o que aconteceu.


Assim faz Criança. Após o enterro de Adelaide, ele toma um dos maiores porres de sua vida e, de certo tempo pra frente, junto aos companheiros, começam a dançar e cantar até que o dia raiasse... Nas quebradas do Sertão.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2019/07/cabrochas-sergipanas.html

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CANGACO - ANALIZAMOS A UNICA ENTREVISTA DE JOAO BEZERRA A UM JORNAL - O GLOBO EM 26/06/1957

Por Rico Inglês

https://www.youtube.com/watch?v=KGC8TkYy18g&ab_channel=RicoIngl%C3%AAs

Este vídeo eh parte 01 da analise do depoimento de João Bezerra, o único dado a um jornal pelo homem que matou Lampião. Nesse depoimento cheio de incongruências e inconsistências descobrimos por que Joao Bezerra eh evitado por historiadores tradicionais do cangaço

Veja aqui a integra da entrevista do João Bezerra ao O GLOBO
LEIA O LIVRO DIGITAL ''ANGICO NUNCA ACONTECEU''

 https://www.youtube.com/watch?v=KGC8TkYy18g&ab_channel=RicoIngl%C3%AAs

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LAMPIÃO IMPLACÁVEL NA BATALHA DA SERRA GRANDE

 Por Na Rota do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=MYB5iupChb8&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, chefiando seu bando de cangaceiros, na terrível Batalha da Serra Grande, enfrenta a Força Volante sob o comando de Higino Belarmino e ainda contando com Arlindo Rocha, Manoel Neto e Euclides Flor, sendo chefiados pelo major Théofanes Torres, que acabaram sendo submetidas a um revés histórico com quase 30 soldados entre mortos e feridos.

Curtam este que foi o maior Combate da história do cangaço nordestino, lampiônico, nas quebradas do sertão, envolvendo Lampião e Maria Bonita, coiteiros, cangaceiros, cabras, forças Policiais Volantes etc...
Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Fonte: Lampião a Raposa das Caatingas - José Bezerra Lima Irmão. #NoRastroDoCangaço Vejam também: https://youtu.be/caVfy_ZGplw https://youtu.be/4gtfGPPxnV4 https://youtu.be/7jWUGL3MZqo https://youtu.be/n66BehWFWto https://youtu.be/ej1LY1Wztms https://youtu.be/3wuCmkQyaII https://youtu.be/Y1kh7Js_lhA https://youtu.be/rl0RucODGec https://youtu.be/pmPvnN9JRL8 https://youtu.be/cPMXW02sFGs UM FORTE ABRAÇO

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DA BATALHA ENTRE MONTES E FEITOSAS VEIO O NOME "ARRAIAL", ORIGEM DOS DANTAS E RIBEIROS DE MISSÃO VELHA

 Por João Macedo

Casa do Cel. José Dantas (Zeca Dantas) no Arraial

Arraial é um território de Missão Velha que povoa minha memória. Reduto dos Dantas e Ribeiros, foi lá onde pontuou meu avô Zeca Dantas, caminhando prosista no alto do velho aqueduto, obra feita para carrear a água das cabeceiras do Salgado para o balouçante canavial. Onde também transitavam os que vinham de Juazeiro para Missão Velha margeando desde 1925 a linha do trem.

Adiante do Arraial, onde o mesmo Salgado se precipita em pedras gigantes, formando a anciente Cachoeira, ergue-se o Barreiro, canto de repouso do Padre Cícero, de Dr. Floro Bartolomeu, e depois lugar das empreitadas do Cel. Sinhô Dantas. No Arraial, acrescente-se, nasceu minha mãe, que anos a fio lembrava das enchentes pavorosas do rio e de sua infância mesclada da escuridão do velho sótão da casa de Zeca Dantas, cômodo superior onde aplacava a fotobia terrível do tracoma que assolava naqueles tempos. E, ainda, foi no Arraial de cima, beirando o Salamanca, que meu pai extendeu com suor sua produção de rapadura e amealhou pastagens para o gado, que lhe renderam arduamente a educação dos sete filhos na capital.

Carta de João Brígido a Dr. Pedro Théberg de 19 de dezembro de 1859.

Preocupado com as palavras e seus significados, sempre me intrigou, no entanto, o porquê desse nome Arraial. O dicionário não ajudava: "lugarejo de caráter provisório, temporário". Como assim, se há muito ali era um território extenso e perenemente habitado por tanta gente? Foi então voltando ao século XIX que fui socorrido nesse mister de encontrar razão para esse nome de tom meio messiânico, epopeico - talvez por evocação daquele que fora o mais famoso de todos, o arraial de Canudos.

Dei-me, então, com uma bendita carta de 19 de dezembro de 1859, do historiador João Brígido ao Dr. Pedro Théberge, interessante médico francês radicado no Icó, e nome hoje de uma das principais artérias de Fortaleza. A missiva desvendou que algumas localidades rurais de Missão Velha, região dos Cariris Novos, em tendo sido um dos palcos da famosa batalha entre os Montes e os Feitosas, acabaram recebendo nomes que tiveram a ver com esse conflito. Assim, o “sítio Arraial ficou conhecido por terem ali se acampado essas tropas".

Na mesma linha, surgiu o sítio Emboscadas, "por se terem ali emboscado na beira do Rio Salgado". E, ainda, o sítio Ossos, assim nominado por abrigar por tempo sobre a terra as ossadas dos vários que tombaram na infeliz refrega envolvendo as duas famílias (essa última uma anotação do médico e botânico carioca Dr Freire Alemão, quando de sua passagem por Missão Velha, instruído pelo Professor Bernardino Gomes de Araújo). Nomes todos com marcas sofridas de nossa história civilizatória convertidos em repositórios de muitos afetos e lembranças dos que dali se originaram.

João Macedo Coelho Filho; médico e escritor - (adendos a “Bala de Algodão", Fortaleza: Expressão Gráfica, 2022).

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/06/da-batalha-entre-montes-e-feitosas-veio.html

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MARCO DOS CORAIS

 Clerisvaldo B. Chagas, 17 de junho de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.717

NOVO PONTO TURÍSTICO DE MACEIÓ (FOTO DIVULGAÇÃO)

Não bastasse tanta beleza na capital Maceió, eleita várias vezes como a cidade mais bonita do Brasil, novo ponto turístico deslumbra nativos e turistas. Trata-se do Marco dos Corais construído sobre as ruínas do antigo Clube Alagoinha que adentrava pelo mar. Sai de cena o velho Gogó da Ema, os Sete Coqueiros, referências obrigatórias do passado, para darem lugar ao moderno, ao avançado, eliminando a feiura das ruínas de um dos pontos mais queridos da capital. Narrada a beleza por grande número de visitantes, bate o orgulho no peito alagoano por esse novíssimo cartão postal do Paraíso das Águas. Sentimos muito pela nossa ausência durante a inauguração, mas também estamos felizes por esse novo espaço de sofisticação, bom gosto e visual premiado da geografia marítima da nossa orla.

A plataforma do Marco dos Corais, ficou muito bonita com seus toques ajardinados, assentos, verdes e muito espaço como costumam fazer os europeus. Muito importante o espaço onde os pedestres passeiam tranquilos com família e animais de estimação. Espaço de folga onde todos fotografam tudo e passam momentos incríveis apreciando não somente o mar, a terra mais distante, mas também a própria arquitetura. Em tudo que conseguimos capturar não conseguimos a famosa placa de inauguração, muita procurada por turistas e pesquisadores. Está aí o embelezamento utilitário e investimento robusto no turismo.  O Marco dos Corais passa a ser o início ou o final de pesquisas oceânicas, corais, arrecifes, falésias e muitas outras formações que enriquecem nosso litoral.

A criatividade costeira pode servir à inspiração interiorana onde não existe mar, mas existe orla de rio, riacho, lagoa e açudes onde obras semelhantes de bom gosto poderiam fazer sucesso como réplicas e bastante imaginação. Cumpre cada administrador embelezar sua cidade e não ficar em último lugar na classificação de beleza, bem estar e obras úteis para nativos e visitantes. Sim, é possível se construir em todos os lugares obras utilitária, belas e arrojadas que forçam para cima o bom astral dos seus habitantes e os abraços benfazejos dos de fora.



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quinta-feira, 16 de junho de 2022

CASO RAMPA – MP COMPROVA DIRECIONAMENTO E QUER SUSPENSÃO IMEDIATA DE CONTRATO MILIONÁRIO DO GOVERNO POTIGUAR COM A CASA DA RIBEIRA

 

O buraco está cada vez mais fundo no poço de irregularidades que parecem ter marcado o processo que levou o Governo do RN, por meio da Secretaria Estadual de Turismo, a contratar por R$ 6 milhões a Casa da Ribeira para manter o Complexo Cultural da Rampa. E quem aponta isso é o Ministério Público do RN, que esta quarta-feira (8) expediu uma recomendação para o Governo suspender imediatamente a execução do Plano de Trabalho do Acordo de Cooperação celebrado entre as duas partes.

O motivo dessa recomendação foi que, com menos de dois meses de investigação (o inquérito foi aberto no dia 1º de abril) já foram encontradas e comprovadas uma série de irregularidades ou suspeitas que tornaram o processo ainda mais grave.

Embarque e desembarque na área da Rampa, provavelmente em 1941, em um hidroavião Boeing 314 Clipper da empresa aérea Pan American AirwaysA Rampa é um dos principais marcos históricos existentes do período da aviação mundial e se encontra em Natal mas a maioria da sua população não sabe disso.

Dentre elas, olhe só: “a eventual falsificação do memorando que inaugura o processo de contratação – a ser investigada em sede de inquérito policial – e define a CASA DA RIBEIRA como entidade dotada de notoriedade para o objeto da contratação, com aposição de assinatura digital da Coordenadora de Articulação e Ordenamento da Secretaria de Turismo, servidora que alega que não praticou o ato, não conhece a CASA DA RIBEIRA, desconhece a sua notoriedade para o que se propunha, e não tem conhecimento sequer deste processo de contratação específico“.

Isso porque, de acordo com o processo de contratação da Casa da Ribeira, ela foi escolhida pelo Governo do RN, supostamente, por ter “notorio saber” na manutenção de museus e espaços como aquele. E mais: o promotor Afonso de Ligório, responsável pelo caso, apontou também que foi possível perceber em depoimentos e e-mails institucionais que já relatavam e orientavam a contratação da Casa da Ribeira antes mesmo da deflagração do processo de contratação. “Conforme testemunho colhido nos autos, houve ordens diretas da Chefia da Secretaria Estadual de Turismo para a inserção dos documentos da CASA DA RIBEIRA nos autos do processo de contratação“, acrescentou o promotor. 

Um hidro Martin PBM-3 Mariner sendo colocado no Rio Potengi através da Rampa.

Um dos e-mails colhidos pelo MP na investigação, inclusive, dizia o seguinte:

Pessoal, esse é o novo TDR que Day construiu para a contratação do Projeto Museológico que provavelmente será com a Casa da Ribeira, dei uma lida agora, mas Aninha (secretaria de turismo) pediu para que @Solange desse uma revisada também por sua experiência na construção desses documentos, então, Sol, se vc puder dar uma lida para que Day tramite o processo, agradecemos. Só para todos ficarem cientes, a parte jurídica será resolvida no próximo dia 27 (inicialmente estava marcada para hoje, mas a Procuradora do Estado, Dra. Ana Gabriela Brito, que foi designada, pediu que remarcássemos pro dia 27 por indisponibilidade de agenda). A parte financeira, remanejamos uma Emenda estadual da EMPROTUR para a SETUR (já foi devidamente autorizada pelo secretário da SEPLAN e está pendente de publicação no Diário Oficial – Proc 00210006.003466/2019-78 e já combinei com Priscila UIFPSETUR sobre o Empenho após a publicação), além de que Aninha solicitou tramitação prioritária ao Dep. Mineiro. Então, após Solange dar o OK no TDR, Day instrui o processo e ficamos aguardando o retorno da reunião do jurídico.

Desembarque do pessoal da US Navy na Rampa. Esse local foi intensamente utilizado por esquadrilhas de hidroaviões americanos que caçavam e destruiam submarinos alemães no Atlântico Sul.

COMPROVAÇÃO 

Por tudo isso, antes de pedir a suspensão, o MP aponta que “se encontra comprovado nos autos o direcionamento prévio da contratação direta, por inexigibilidade de licitação, da entidade ESPAÇO CULTURAL CASA DA RIBEIRA pela Secretaria Estadual de Turismo, como empresa especializada, para elaboração do Plano Museológico e Expográfico do Complexo Cultural Rampa, bem como para elaborar o desenho e respectivo enquadramento em Leis de Incentivo à Cultura, nas esferas federal e estadual para o Centro Cultural Rampa, mediante as seguintes provas, entre outras, amealhadas nos autos do inquérito civil“.

Um hidro Martin PBM-3 Mariner, visto pelos arcos da Rampa, no Rio Potengi.

SUSPENSÃO

Diante das irregularidades praticadas pelo Governo do RN e pela casa da Ribeira, o MP recomendou o seguinte:

a) para evitar maior dano ao patrimônio Público, suspendam imediatamente a execução do Plano de Trabalho do Acordo de Cooperação celebrado com a entidade ESPAÇO CULTURAL CASA DA RIBEIRA para implantação do Museu da Rampa e complexo cultural correlato, antes que se implementem os efeitos financeiros dos editais em curso e se realizem novas despesas à custa do acordo, interrompendo ainda qualquer pagamento à entidade contratada no prazo de 48 (quarenta e oito) horas;

b) promovam a rescisão do acordo de cooperação e assumam o objeto pactuado em relação às parcelas adimplidas e já pagas pelo Poder Público, inclusive zelando pela manutenção dos bens eventualmente entregues à custa dos recursos públicos oriundos de incentivos fiscais,;

Pátio da Rampa e seus hidroaviões

c) a deflagração de um certame público e impessoal para a formulação de um Plano Museológico respeitante da legislação e sua implementação, para o Museu da Rampa, com ampla possibilidade de participação de todo e qualquer interessado do setor cultural do Estado e do país, em respeito ao princípio da impessoalidade;.

d) a assunção pelo Estado da administração do equipamento público designado Complexo Cultural da Rampa, sito na na Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal/RN, 59037-155, inclusive para fins de manutenção, até que seja definida, por meio de certame público cabível, a pessoa jurídica responsável pela administração do espaço.

Natal em uma das principais rotas aéreas durante a Segunda Guerra Mundial e a Rampa era um dos principais locais no esforço de guerra na capital potiguar.

E mais: o promotor Afonso de Ligório ainda determinou que “a presente recomendação seja entregue em mãos das autoridades recomendadas” e que seja enviada essa recomendação para o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, com cópia integral dos autos, para que esta Egrégia Corte de Contas tome conhecimento das irregularidades já detectadas pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte e adote as providências que entender cabíveis à espécie, inclusive decidir sobre auditoria dos valores contemplados no plano de trabalho.

NÃO FALTOU AVISO

Não é de hoje que o Blog do Gustavo Negreirose a Rádio 96 fm acompanham o caso. O assunto, inclusive, começou aqui, em julho do ano passado, com esta matéria: 

Governo do RN dispensa Fundação Rampa e agora pagará R$ 6 milhões para reunir acervo para museu

Quase um ano depois, outra bomba: MP aponta contradições e vai investigar contratação da Casa da Ribeira para gerir Complexo da Rampa

E, ontem, o negócio apertou ainda mais, quando o MP divulgou uma audiência pública para discutir a manutenção do Complexo Cultural da Rampa. Agora, com a publicação dessa recomendação, ficou claro que a audiência já deve discutir como o espaço será mantido sem a Casa da Ribeira. 

Fonte: Blog do Gustavo Negreiros

https://tokdehistoria.com.br/2022/06/08/caso-rampa-mp-comprova-direcionamento-e-quer-suspensao-imediata-de-contrato-milionario-do-governo-potiguar-com-a-casa-da-ribeira/

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VOCÊ CONHECEU A GOMA?

 Clerisvaldo B. Chagas, 16 de junho de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.718

Qual é a cola que você usa? Neste momento estamos tentando colar papel, mas a cola branca escolar está vencida e não presta mais para nada. Antigamente eu quebrava esse pequeno galho fazendo cola de goma na colher e no fogo. Então passei agora para o meu neto o tempo das cartas normais e das cartas de amor perfumadas através dos Correios. Se não levávamos as correspondências já fechadas, havia no balcão dos Correios um depósito de vidro grosso e transparente – semelhante a um tinteiro – que continha a famigerada goma arábica. Havia também um pequeno pincel e, o usuário mesmo colava a sua carta passando a goma líquida com o pincel. Não era coisa ruim nem complicada fechar uma carta. Um ato muito prático, por sinal.

GOMA ARÁBICA EM PEDRAS (FOTO:MERCADOLIVRE)

A goma arábica era resina amarela de duas espécies de acácia encontradas na África subsaariana.  Esquentada para ficar líquida, iria para o recipiente a servir à clientela da repartição. Nunca procuramos saber onde era vendida ou se era exclusiva da importação dos Correios. Não sabemos se eles ainda usam a mesma goma em seus maravilhosos trabalhos.

E por falar em Correios, o seu prédio foi construído em Santana do Ipanema no Bairro que estava sendo ainda iniciado e lentamente se expandindo, o do Monumento. O terreno foi doado à União, pelo interventor municipal, Firmino Falcão Filho, o Seu Nozinho (ô). Construído o edifício em estilo padrão, continua o prédio sem sofrer nenhuma modificação significativa, externamente.

Na década de 60, os Correios, em Santana, tinham como maioria dos seus funcionários, pessoas de meia-idade, acima. Até mesmo carteiros.

Mas, voltando à goma arábica, qual será a goma usada atualmente pelos Correios? A tecnologia utilizada hoje, permite à indústria fazer cola de tudo. Até daquele tipo que não permite funcionário desonesto esquentar a missiva arábica para amolecer a goma, abrir e ler o conteúdo da carta, como já aconteceu.

Atualmente, pelo menos em Santana do Ipanema, uma geração nova faz funcionar essa repartição que existe na terra desde antes de Santana vila.

Com goma ou sem goma, vamos varando as eras e encoivarando os tempos.

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SEU ARLINDO E OS BAILES DE LAMPIÃO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=Uk6XUliMMtE&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Assista ao vídeo 1 para melhor compreensão. Vídeo gravado em 2009, quando o Sr. Arlindo Teixeira contava com 89 anos. Nesse 2º vídeo Sr. Arlindo diz que Gato e Catingueira eram ruins. Fala da amizade de sua mãe, Dona Tetéia, com Maria. Diz que guardava dinheiro pra ela e fala dos bailes na residência de sua mãe. Os cangaceiros guardavam as armas e não adentravam na casa. Fala também dos sanfoneiros que animavam os bailes e que Lampião pedia aos pais das moças para elas irem aos bailes. Lampião pedia para os cangaceiros não beberem muito. O suplício da família Salina. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-...

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A TOCAIA IMPIEDOSA DE SINHÔ PEREIRA E LUIZ PADRE

 Por Contos do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=8gq_euw-1xk&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

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SERRA TALHADA - LOCAL DE ORIGEM DO CANGACEIRO SINHÔ PEREIRA - ANTIGO CHEFE DE LAMPIÃO.

Por Cangaçologia 

https://www.youtube.com/watch?v=Jzt9ZvfAufc

Foi nesse local onde no dia 20 de janeiro de 1896 nasceu Sebastião Pereira e Silva que ficou celebrizado no Nordeste por ter sido um dos cangaceiros de maior desta que em todo o ciclo do cangaço nordestino e por ter sido o último chefe-cangaceiro a liderar Lampião antes desse ter o seu próprio bando por sinal herdado de Sinhô Pereira. Esse vídeo tem por objetivo mostrar a região e o local aproximado onde havia a antiga casa, hoje destruída, onde nasceu Sinhô Pereira. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

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quarta-feira, 15 de junho de 2022

CANGAÇO VISTO DE CIMA - PARTE 2

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=_kZTwuPX3RE&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Mais um vídeo com imagens dos locais do cangaço vistos pela perspectiva de um drone. Nas músicas do vídeo, Beto Sousa e Jadilson Ferraz. Link desse vídeo: https://youtu.be/_kZTwuPX3RE

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CERCA DE VARA

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de junho de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.716

Os sertões nordestinos vão perdendo cada vez mais a vegetação nativa do seu Bioma. A caatinga vai se transformando em área pelada, não pelas secas periódicas, mas sim pelas ações destrutivas provenientes da falta de consciência de donos de terras. Sertão pelado faz desaparecer fauna, flora, construções e objetos   sustentados pela mata em pé. Fumaça na mata, fumaça na matéria-prima, fumaça no produtivo. Assim vai se evaporando a tradição, menos pela chegada do moderno, mas pela falta de amor aos devastadores da Natureza. E eles não são poucos.   A cerca de varas está no meio dos feitios sertanejos, mas em extinção apesar de tantas mostradas por aí.

CERCA DE VARAS (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO).

O uso geral desse tipo rudimentar de cerca é mais encontrado em casas, sítios e propriedades rurais cujos donos possuem baixo poder aquisitivo. Antes, era a falta do arame farpado depois, a própria economia, pois despesa com arame e estacas de madeira ou de cimento continua nas alturas. Antes as cercas de varas protegiam os jardins feitos pelas donas de casa e a roça verdejante da sanha devoradora do gado miúdo: bodes e carneiros. Hortas eram coisas raras nos sertões, pois a valorização estava apenas na lavoura do feijão, do milho da mandioca. E a proteção de cercas de qualquer tipo contra o bode, a cabra, o cabrito, é coisa praticamente perdida, pois o bicho sobe até em árvores e faz malabarismos por cima de cercas de varas.

Cercas de madeira podem ser verticais e horizontais, feitas de varas, de vime, de cipós, de garranchos, de tábuas, de bambu ou mesmo de estacas juntas abraçadas por aramado.  No tempo do cangaço facilitava bem a investida silenciosa dos cabras de Lampião às residências casebres de taipa. Apesar de ser uma coisa barata e simples, não é para todo mundo a habilidade de se construir uma cerca bem feita de quilômetros de distância. Na atualidade, porém, é saber onde conseguir essas varas com o sertão pelado.

Quanto a outras serventias em possuir uma cerca de madeira é a precisão em ministrar uma surra num cabra safado, dizia um amigo nosso. O marido chega bêbado em casa, perturbando, só resta a dona do lar “danar-lhe uma surra de vara para quebrar-lhe as pontas”.

O amigo tinha experiência!

 http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/06/cercade-vara-clerisvaldob.html

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