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sábado, 17 de agosto de 2024

MORTE DO APRESENTADOR FOI CONFIRMADA PELO SBT NESTE SÁBADO (17).

Por G1

Silvio Santos comanda a apresentação de seu 'Programa do Silvio Santos', no SBT — Foto: Lourival Ribeiro/SBT/Divulgação

Silvio Santos comanda a apresentação de seu 'Programa do Silvio Santos', no SBT — Foto: Lourival Ribeiro/SBT/Divulgação

O empresário e apresentador Silvio Santos morreu aos 93 anos neste sábado (17). A informação foi confirmada pelo SBT nas redes sociais. Silvio estava internado em um hospital particular em São Paulo.

Vida

Silvio Santos nasceu Senor Abravanel, em 12 de dezembro de 1930. Natural do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, ele tinha outros cinco irmãos. Ainda criança, era apaixonado por cinema. Ele e seu irmão iam com frequência a sessões na Cinelândia.

Na década de 1940, Silvio começou a trabalhar como camelô nas ruas do Rio. A ideia veio durante as eleições de 1946, quando ele começou a vender capas para título de eleitor e canetas.

Mesmo com o trabalho nas ruas, Silvio continuou estudando e se formou em contabilidade. Mas a comunicação sempre foi um traço forte do então vendedor. Para chamar a atenção das pessoas, ele aprendeu a fazer truques com moedas e baralhos.

Foi um diretor de fiscalização da prefeitura do Rio que fez com que Silvio entrasse de vez no mundo da comunicação. À época, ele tentou impedir que o vendedor continuasse atuando nas ruas, mas percebeu que Silvio tinha uma boa voz e o levou para fazer um teste em uma rádio.

Ainda em 1946, Silvio chegou a passar no primeiro teste para locutor, mas desistiu da profissão por achar o salário baixo. Ele voltou a ser camelô.

Aos 18 anos, Silvio serviu a Escola de Paraquedistas do Exército e voltou a trabalhar no rádio durante as folgas que tinha no domingo. Mais tarde, conseguiu um emprego em uma emissora de Niterói. Para chegar à cidade, precisava usar uma barca.

Foi nas viagens de barca que Silvio teve a ideia de colocar músicas para os passageiros ouvir. O negócio deu certo, e ele trocou o emprego de locutor para ser corretor de anúncios do alto-falante da embarcação.

Silvio Santos se mudou para São Paulo em 1950, depois de fazer um passeio pela cidade. Naquela época, ele encontrou um antigo colega de uma rádio do Rio e resolveu fazer um teste para locutor em uma emissora paulista. Acabou sendo aprovado.

Em 1954, Silvio assinou com a Rádio Nacional e criou uma revista com passatempos para complementar a renda. Ele também passou a fazer shows em circos como animador e acabou sendo convidado por Manoel de Nóbrega para trabalhar em um programa que tinha grande audiência no rádio.

Manoel de Nóbrega foi o fundador do Baú da Felicidade, o qual Silvio ajudou a administrar, tornando a empresa em um grande negócio. Silvio acabou ficando com a empresa para ele, o que se tornou uma de suas grandes marcas.

Carreira na TV

Em 1961, Silvio começou na televisão com o programa “Vamos Brincar de Forca” na TV Paulista. Ele comprou duas horas da programação de domingo da emissora e aproveitava para vender os carnês do Baú. Mais tarde, a atração passou a se chamar “Programa Silvio Santos”.

Silvio começou a se tornar popular na televisão e, em 1965, ganhou programas na TV Tupi. No entanto, o apresentador continuou com o “Programa Silvio Santos” na TV Paulista, que foi comprada pela TV Globo em 1966.

Silvio Santos continuou na Globo por mais alguns anos. Em 1975, ele conseguiu ganhar a concessão de um canal de TV aberta no Rio de Janeiro, que se tornou o embrião do que viria a ser o SBT.

Em 1976, Silvio colocou no ar a TVS e comprou 50% das ações da TV Record. Cinco anos depois, ele conseguiu a concessão de outras quatro emissoras, formando o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).

A popularidade de Silvio Santos continuou crescendo com seus programas de auditório, e ele chegou a ser candidato à Presidência da República em 1989. Apesar disso, a candidatura foi indeferida, e Silvio não chegou a concorrer.

Entre os anos 1980 e 2000, Silvio apresentou vários programas de TV. “Topa Tudo Por Dinheiro”, “Show de Calouros”, “A Porta da Esperança”, “Em nome do amor”, “Qual é a música” e “Show do Milhão” estão entre os clássicos.

Nos últimos anos, Silvio foi se afastando da TV aos poucos, e o próprio “Programa Silvio Santos” passou a ser comandado por uma de suas filhas, Patrícia Abravanel.

Sequestro

Em agosto de 2001, Patrícia Abravanel foi sequestrada e passou sete dias em um cativeiro. A filha do apresentador acabou sendo solta no dia 28 daquele mês. O sequestrador conseguiu fugir.

Sendo procurado pela polícia, dois dias depois de liberar Patrícia, o criminoso invadiu a casa de Silvio Santos em São Paulo e o fez refém durante sete horas.

À época, o caso ganhou grande cobertura da imprensa. O então governador de São Paulo Geraldo Alckmin precisou participar das negociações, que terminaram com a prisão do sequestrador.

Casa dos Artistas

Também em 2001, Silvio Santos entrou no mundo dos realitys shows com a criação da Casa dos Artistas, do SBT, com o confinamento de nomes como Supla, Barbara Paz e Alexandre Frota.

Programa Silvio Santos

Após um período afastado da programação dominical, Silvio voltou à TV com o Programa Silvio Santos, em 2008. O programa com mais de 3 horas de duração, incluía quadros antigos e novas reformulações de projetos de Silvio.

Em 2010, foi descoberto um rombo bilionário em uma das empresas do Grupo Silvio Santos, o Banco Panamericano - mais tarde, em 2018 sete ex-diretores foram condenados pela fraude. Em 2011, Sílvio Santos vendeu o Panamericano para o BTG Pactual.

Em dezembro de 2020, o apresentador comemorou 90 anos sem celebrações públicas, isolado por conta da pandemia, ao lado das filhas. No dia 1º agosto de 2021, já vacinado com duas doses, Silvio voltou a apresentar seu programa pela primeira vez desde 2019.

Semanas depois deste retorno, ele contraiu Covid-19 e foi internado. Ele se recuperou e voltou a gravar o seu programa, mas não no ritmo de antes.

Ao som da música de abertura, “Sílvio Santos vem aí”, ele entrou alegre e dizendo “Para tudo, já estou aqui. Já cheguei!". Foi a primeira brincadeira de muitas para divertir o público no seu último programa.

Silvio Santos deixa a viúva Íris Abravanel, com quem era casado desde 1978 e teve as filhas Daniela Patrícia, Rebeca e Renata. Também deixa as filhas Cíntia e Silvia, do primeiro casamento, com Cidinha, que morreu em 1977.

Polêmicas

Ao longo dos anos do Programa Silvio Santos, o apresentador colecionou algumas polêmicas durante a sua trajetória. Em 2019, durante o quadro “Perguntas para o auditório”, Silvio perguntou ao público como se chamava o pai de Adolf Hitler, enquanto esperava por respostas do público, ele repetia a saudação nazista “Heil, Hitler”. Na época, a Federação Israelita do Estado de São Paulo disse que a ação foi “uma brincadeira totalmente inapropriada” com um “tema com o qual não se brinca”.

No programa, o apresentador também fazia diversos comentários machistas. Em 2022, ele foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 50 mil para uma criança por ter participado de uma competição no programa e quando ganhou o prêmio Silvio perguntou o que ela achava melhor “sexo, poder ou dinheiro?”.


https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/08/17/silvio-santos-de-camelo-a-maior-apresentador-da-tv-brasileira.ghtml


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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

O QUE MUDOU EM QUASE 70 ANOS SOBRE A PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA E DA MEMÓRIA DO PERÍODO DA AVIAÇÃO CLÁSSICA E DA II GUERRA EM NATAL?

Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros

Fala-se muito, conversa-se muita, faz-se até algum farol, mas realmente nada existe.”

O que está escrito acima foi publicado no extinto jornal natalense “O POTI”, na edição de terça-feira, 26 de abril de 1955, há quase 70 anos. Abaixo trago esse texto na íntegra.

“Se o Rio Grande do Norte fosse um Estado que realmente cultuasse as datas que lhe são preciosas, o próximo dia 12 de maio seria um dia de reverência, pois lembra um dos fatos mais significativos da metade do século XX – A primeira travessia do Atlântico Sul por avião. Que foi realizada na noite de 12 de maio de 1930 por Jean Mermoz, pilotando um pequeno hidroavião Laté 28, sendo acompanhado nessa travessia por Jean Dabry e Leopold Gimié.

Os que não têm a memória muito falha e que estão hoje com mais de 45 anos de idade ainda devem recordar-se dessas figuras simpáticas de pioneiros e heróis a atravessar as ruas de Natal, convivendo conosco e construindo, o que foi durante vários anos a famosa “Linha” do Atlântico Sul, feita pelos aviões da antiga Latécoère. O voo foi feito em vinte horas, sendo batido um recorde para a época e o seu êxito determinou o estabelecimento definitivo das linhas transcontinentais para a América do Sul.

Não existe em Natal, até hoje, uma rua com o nome de Jean Mermoz e dentro de mais algum tempo, nada haverá para rememorar entre nós, acontecimento tão significativo. Somos, porém, assim mesmo. Temos um Arquivo Público criado no papel, que nada arquiva até agora. Não temos uma só biblioteca que se preze, e se os jornais não mantiverem as suas coleções, nada ficará no futuro para as gerações vindouras.

No período da guerra aqui viveram mais de 15.000 americanos durante quase cinco anos e só no cemitério do Alecrim, foram sepultados quase 200 soldados e oficiais tombados no cumprimento do dever. O que é que existe hoje para assinalar esses acontecimentos históricos? Falou-se durante algum tempo, que no cemitério seria erguido um monumento simbólico com os nomes de todos os que foram aqui sepultados. Tudo ficou no esquecimento, e como os jornais eram impedidos pela censura de divulgar esses acontecimentos devido aos tempos de guerra, nada existirá que lembre isso no futuro.

O saudoso presidente Roosevelt aqui se encontrou com o presidente do Brasil em uma entrevista histórica. Existe algum marco, algum símbolo, alguma lápide que relembre esse acontecimento, ao menos no local em que houve o encontro histórico? Nada, absolutamente, nada.

A participação de Natal durante a guerra, que foi das mais significativas, será no futuro um acontecimento para o qual não existem dados históricos e nem documentos comprobatórios. É que aqui não existe funcionando um órgão que realmente cuide dessas coisas. Fala-se muito, conversa-se muita, faz-se até algum farol, mas realmente nada existe.

O governo de Mussolini mandou para aqui, como presente uma coluna romana para assinalar a passagem de Ítalo Balbo em Natal e a travessia de Ferrarin e Del Prete. Se não houvessem feito isso, nada hoje lembraria esse acontecimento.

Os americanos tiveram uma participação muito mais ativa em nossa vida e deles só resta a lembrança nas obras que deixaram.”

Mas então, o que mudou em nossa cidade em relação ao que está descrito em 1955?

Acho que o fato de existir hoje em dia ruas como as Sachet, Mermoz, Maryse Batie e até um colégio chamado Jean Mermoz e outro Winston Churchill são situações interessantes, positivas, que merecem os elogios de quem deu as ideias e as criou. Mas que na prática, na ideia de se criar uma verdadeira memória, é muito pouco!

Essas histórias estão ficando em um passado cada vez mais distante, pois abrangem um período que vai de 1922 (A chegada do “Libélula de Aço, a primeira aeronave a sobrevoar o Rio Grande do Norte) até 1947 (quando os últimos americanos partiram de Natal), o que facilmente ajudará no seu total esquecimento.

E para os poucos que querem estudar e registrar algo sobre esses momentos históricos, as fontes estão cada vez mais limitadas. De forma natural, quase todos aqueles que testemunharam esses interessantes episódios já partiram. Some a isso o fato das coleções dos jornais que o texto de 1955 comenta, estão interditados, quase sem acesso e eu não sei o porquê….

Mas o texto publicado em “O POTI” de 1955, mostrava que já naquela época a situação era complicada. Imaginem agora!

E é importante que se registre que a preservação dessa memória histórica deveria ser pautada pela democratização dessas informações, se não fica como está hoje em dia – Restrita a uma bolha bem elitizada, formada de pessoas que pouco ou nada leram sobre esses temas, mas que se arvoram de “grandes conhecedores”, de “doutores da história”. No final das contas essa gente tem é muita conversa fiada.

Até mesmo alguns políticos, que tem nos meios mais elitizados de Natal grande parte de suas bases eleitorais, andaram criando momentos públicos para “debaterem a sério” o que fazer com esse patrimônio, com essa informação histórica. Na prática esses tais momentos renderem absolutamente nada!

E, em minha opinião, o que temos hoje para mostrar ou é subutilizado, ou é limitado para o que foi destinado.  E esse patrimônio, essa informação, poderia gerar muitos dividendos para o turismo histórico de Natal, pois os fatos ligados a história da aviação clássica e da II Guerra em nossa cidade são únicos na América do Sul. Mas quem se importa de verdade com isso?

Espero e gostaria sinceramente que essa situação mudasse. Mas não tenho mais esperanças. 

https://tokdehistoria.com.br/2024/08/09/o-que-mudou-em-quase-70-anos-sobre-a-preservacao-da-historia-e-da-memoria-do-periodo-da-aviacao-classica-e-da-ii-guerra-em-natal/

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FAMILIARES MEU TIO AVÔ DELFINO E SEUS AMIGOS NO BANDO DE LAMPIÃO...!

Por Washington Luiz de Araújo, jornalista

Outro dia, minha irmã Tania me pediu que enviasse pelo zap uma foto de família constante num livro.

Procurei, revirei nos meus desorganizados guardados e não encontrei a tal imagem. Depois, lembrei que o livro poderia estar com nossa mãe, Inez, pois eu o teria deixado com ela desde a época em que meu pai, Luiz, estava vivo. Sim, estava. Mas encontrei outro exemplar com meu amigo, fotógrafo Américo Vermelho

Bom, o tal do livro é “Iconografia do Cangaço”, organizado por Ricardo Albuquerque. E qual o interesse de minha família por esta obra? Simples. Meu tio avô, José Delfino, está numa foto juntamente com dezenas de amigos. Ele fazia parte do bando de Lampião.

E vejam que meu tio avô materno está bem na foto, a um “cabra” do Lampião. Ele é o número quatro, que está com uma corneta na mão. E teve sorte o cangaceiro Delfino, pois não perdeu a cabeça como a maioria do bando, inclusive o próprio Lampião.

 Lampião e seu bando em Limoeiro do Norte, CE em 1927

José Delfino

Minha mãe conta que seu pai, meu avô Manoel Delfino, foi até o bando certo dia, tirou o irmão de lá e o escondeu na casa de uns parentes. Desta forma, Delfino pôde se casar, ter filhos e filhas, morrer de doença, já velhinho e não jovem e degolado. Eta família arretada e de sorte!

Pescado no Bem Blogado

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Cangaceiro%20Jos%C3%A9%20Delfino

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