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domingo, 22 de dezembro de 2024

CACHÊ DE 400 REIAS...!

 

Cachê oferecido ofende a honra e a história do Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Carlos André

O telefone toca; no outro da linha, Carlos André. Antes do boa-tarde do colunista, o cantor e compositor desabafa: “Estou indignado”.

Em seguida, conta: a Prefeitura, via Secretaria de Cultura, fez contato para convidar o Trio Mossoró para se apresentar no Cidade Junina, onde seria prestada uma “homenagem” ao grupo, com um cachê de 400 reais.

Como é? Ele repetiu: “400 reais”, para classificar o convite, com a sinceridade cristalina que lhe é peculiar, de “proposta indecorosa”. E, de fato, o é. Sob o ponto de vista financeiro e artístico.

Ora, 400 reais é o cachê de cada músico que acompanha o trio. E somadas as despesas de passagens aéreas (dois moram no Rio de Janeiro e Carlos André em Recife), eles teriam de pagar do bolso para se apresentar no Cidade Junina.

Que homenagem, hein!!! Fala sério.

Trata-se de profundo desrespeito a uma das maiores expressões da história cultural da cidade, com mais de meio século divulgando Mossoró em todo o País, através da música de raiz.

Provavelmente, a atual gestão municipal não tem a exata dimensão da agressão feita ao Trio Mossoró. Ou, no mínimo, não conhece a sua história.

A coluna vai ajudar, contando um pouco da arte musical dos irmãos João Batista (João Mossoró), Hermelinda (Ana Paula) e Carlos André (Oséas Lopes), para, quem sabe, uma homenagem de verdade possa ser feita.

O Trio Mossoró começou em 1956, quando Oséas recebeu convite para cantar com os irmãos na Rádio Tapuyo, hoje pertencente à Rede Potiguar de Comunicação (RPC).

Três anos depois, em 1959, Oséas levou o seu talento para o Rio de Janeiro e começou a atuar no rádio, para em seguida chamar os dois irmãos. Foi lá que eles ganharam os nomes artísticos João Mossoró, Hermelinda e Carlos André e a projeção nacional.

A família talentosa ainda tinha o seresteiro Cocota, que antes de se juntar ao trio na capital carioca, foi assassinado na noite mossoroense.

Em 1962, apadrinhado por nada menos do que João do Vale, o Trio Mossoró gravou o primeiro disco, chamado “Rua do Namoro”, abrindo sequência para gravar mais 11 LPs de um total de 34 listados por Carlos André, que também construiu carreira solo.

Esse breve histórico, por si só, já deveria envergonhar os representantes da gestão municipal que agrediram o Trio Mossoró. Ou, numa reação de humildade, admitir o erro e procurar conhecer os verdadeiros personagens da cultura mossoroense.

Certamente, os alto-falantes da Secretaria de Cultura não tocam “Canto de Outrora”, de Antônio Barros, que ganhou vida na voz dos três irmãos. Muito menos a “Praça dos Seresteiros”, grande sucesso feito pelo Trio Mossoró para homenagear Cocota, que agora está no céu.

Francamente…

ADENDO: José Mendes Pereira

PARA  A CULTURA  MOSSOROENSE SOBREVIVER ESTÁ MUITO DIFÍCIL

NOTA À SOCIEDADE E À IMPRENSA


A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:

1 - Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;

2 - Dispensar seus funcionários;

3 - Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;

4 - Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;

5 - Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.

Mossoró - RN, 20 de maio de 2015.
Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho

Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado.

Fonte: facebook
http://www.canalareiabranca.com.br/2015/05/cache-de-400-reais-agride-historia-do.html

Fonte: Blog do Cesar Santos 

Veja no Jornal O Mossoroense de hoje: 

FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO ANUNCIA SUSPENSÃO DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO.

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

EM 2015, O CANTOR JOÃO MOSSORÓ, IRMÃO DOS CANTORES CARLOS ANDRÉ E DA HERMELINDA LOPES, DO ANTIGO TRIO MOSSORÓ, ME ENVIOU ESTE DESABAFO.

Por João Mossoró

Oi, Mendes, tudo bem?!

Infelizmente nós, do antigo Trio Mossoró, que tanto divulgamos o nome de Mossoró por este Brasil a fora, estamos fora das festas juninas de Mossoró. O cachê oferecido para nós (Trio Mossoró), pela Prefeitura Municipal de Mossoró, é uma verdadeira esmola. Segundo ela alega que não poderá pagar pela nossa participação mais do que 400,00 Reais, isso mesmo que você está lendo.

 Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Carlos André

Que humilhação! Por onde andamos nestas terras queridas do nosso Brasil, nunca passamos por isso. Sempre fomos bem recebidos, aplaudidos e acolhidos com respeito em relação ao nosso valor profissional. Infelizmente fomos decepcionados pela nossa própria terra que nos viu nascer, e ser criados no centro da cidade. Nós não merecemos isto! 

Ela não pode pagar para nós que somos da terra, mas aos de fora, pode pagar verdadeira fortuna.

Um abraço amigo.

João Mossoró ex-componente do Trio Mossoró

José Mendes Pereira:

"Grande João Mossoró, Mossoró sempre foi uma boa madrasta, mas  quando se trata de beneficiar os seus próprios filhos, é uma péssima mãe".

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LIVROS

 Por Rangel Alves da Costa

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CANGAÇO NO CARIRI (JOSIER FERREIRA) - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=GyhF-_-XBNE

Josier Ferreira - Historiador URCA - Universidade Regional do Cariri. #lampião #cangaceiro #cangaço #cangaço #cariri #shorts #ceará #sertão #mariabonita #historia

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sábado, 21 de dezembro de 2024

CANDEEIRO, AMIGO E CABRA DE LAMPIÃO.

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=cdUb_-lycwA

Conheça mais sobre Manoel Dantas Loiola o cangaceiro Candeeiro ll. Entenda o motivo que o levou entrar para o cangaço e suas dificuldades até o fim do fenômeno social. Essa biografia tenta mostrar de forma resumida o início e o fim de vida de Candeeiro.

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A CHEGADA DE LAMPIÃO NO JUAZEIRO DO NORTE | CNL | 1340.

 O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=aT5sR-48iFY

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CASA DO PROTETOR DE LAMPIÃO, O PEDRO DE CÂNDIDO

 


Casa onde viveu o coiteiro Pedro de Cândido - delator do local onde Lampião e seus cangaceiros estavam escondidos - faz parte da visitação à Grota do Angico

Local: Poço Redondo, Sergipe, Brasil

Data: 04/2023

Autor: Adriano Kirihara

Código: 11ADR584

Tipo de licença: Direito controlado

Autorização do(a) Modelo: Não

Tamanho da imagem: 5100 x 3402

Palavras-chave: caatinga cangaceiro cangaço casa habitação história marco memorial moradia pau a pique sertão região nordeste homenagem sergipano semiárido taipa mão rota.

https://www.pulsarimagens.com.br/foto/Casa-onde-viveu-o-coiteiro-Pedro-de-C%C3%A2ndido---delator-do-local-onde-Lampi%C3%A3o-e-seus-cangaceiros-estavam-escondidos---faz-parte-da-visita%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-Grota-do-Angico?assunto=Casa-onde-viveu-o-coiteiro-Pedro-de-C%C3%A2ndido---delator-do-local-onde-Lampi%C3%A3o-e-seus-cangaceiros-estavam-escondidos---faz-parte-da-visita%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-Grota-do-Angico&procurar=canga%C3%A7eiros&codigo-imagem=11ADR584&codigo=596244&pagina=1&posicao=29&ordenar=1&tipo=&direito-imagem=&autorizacao-imagem=&depois-ano=&anterior-ano=&orientacao=&tipo-video=&autor=&pais=&estado=&cidade=&regiao=

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O ATAQUE DO BANDO DE CANGACEIROS DE LAMPIÃO AO SÍTIO JUAZEIRO

 

O bando de Lampião em Limoeiro do Norte, Ceará, após a derrota em Mossoró.

Rostand Medeiros – Escritor e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

Quando em 10 de junho de 1927, Virgulino Ferreira da Silva, o famigerado Lampião, juntamente com seus cangaceiros atravessaram a fronteira da Paraíba com o Rio Grande do Norte, teve início um verdadeiro suplício em várias propriedades rurais do Oeste potiguar.

Muitas destas pessoas que viviam no campo eram simples e pequenos agricultores, como foi o caso do sítio Juazeiro, então localizado na zona rural da cidade de Pau dos Ferros, atualmente pertencente ao território do município de Marcelino Vieira, a 380 quilômetros de Natal.

Serra do Panati e parte do açude do Junco.

Sentada na varanda da casa anteriormente invadida pelo bando, defronte ao açude do Junco e da grande serra do Panati, Dona Terezinha de Jesus Queiroz, de setenta e dois anos, relembra o que seu pai, o falecido agricultor Manuel Joaquim de Queiroz, conhecido na região como “Manuel Laurindo”, lhe contou daquele estranho dia.

Ele tinha na época vinte e dois anos de idade, era solteiro, e na parte da tarde estava sentado no alpendre da casa de seu pai, concertando um sapato com algumas ferramentas para esta função. O genitor de Manuel, na época já viúvo, estava ausente e junto com ele na residência se encontrava a sua irmã mais velha.

A casa do sítio Juazeiro, zona rural do município de Marcelino Vieira, Rio Grande do Norte Casa onde morava Manuel Joaquim de Queiroz, o “Manuel Raulino”, localizada atualmente as margens do açude do Saco. Segundo Dona Terezinha, excluindo a calçada, a rampa e a coluna de alvenaria, o resto da casa está original.

De repente, em meio a uma grande algazarra, gritos, guinchados, urros, assovios e galopes das montarias, um grupo de cangaceiros se posta diante do agricultor. Grosseiramente alguns lhe apontam seus fuzis, enquanto outros invadem a casa e ameaçam a todos.

Maria Queiroz, a irmã de Manuel, passava roupa na sala da casa. Ao perceber a entrada dos invasores armados começou a gritar, logo fez menção de querer pular uma janela e correr. Rapidamente um cangaceiro apontou-lhe um fuzil na cabeça e ordenou que ela não fugisse. Outro membro do grupo de assaltantes disse que não maltratasse a mulher. Essa gritaria, esse movimento deixou os bandoleiros nervosos e foi preciso o irmão solicitar calma a jovem.

O autor deste artigo junto aos baús onde a família guardava roupas e outros utensílios. No dia do ataque todos foram revirados pelos cangaceiros em busca de armas e dinheiro.

Logo a pequena casa fica cheia de cangaceiros malcheirosos e rudes. Tem início uma busca frenética por dinheiro, armas e eles começaram a mexer em tudo. Alguns baús, peças de mobília que na época era comumente utilizada para guardar roupas, lençóis e outros objetos, foram bruscamente abertos e os seus conteúdos espalhados. Manuel negou a existência do que os cangaceiros desejavam, mas sua negativa apenas atiçou o desejo da rapinagem. Estes baús estão até hoje nesta casa e bem conservados.

Em meio à agonia e o terror proporcionado pelos cangaceiros, Manuel não percebeu a presença de seu tio Antônio Raulino, que naquele instante servia de guia forçado para aquela fração do bando de Lampião, que não se encontrava entre os assaltantes.

No momento de partirem, o pai de Dona Terezinha lhe contou que um dos cangaceiros estava tão pesado devido aos equipamentos, que o mesmo não conseguiu subir na sua alimária. Grosseiramente este ordenou a Manuel que segurasse as rédeas com força para que ele pudesse subir. Ameaçou o jovem que se caísse “ele iria sentir o peso de sua mão”. Manuel segurou as rédeas da maneira mais firme possível, para assim o arrogante bandoleiro conseguir montar e partir com seus companheiros.

Dona Terezinha sendo entrevistada para o documentário Chapéu Estrelado.

Após a saída do grupo, o clima dentro da casa era de desalento. Tudo estava revirado, roupas e lençóis estavam espalhados, objetos estavam pelo chão quebrados. O medo dos cangaceiros retornarem era enorme. Raulino chama sua irmã e decidem partir para o mato. Ainda tem tempo de escutarem outra parte da cavalaria de delinquentes passarem próximos de seu esconderijo e seguem em direção a casa de parentes.

No caminho escutam inúmeras detonações. Era o combate que ficaria conhecido como “Fogo da Caiçara”. Neste tiroteio, o primeiro do grupo de Lampião contra a polícia potiguar, o resultado foi um morto para cada lado e a fuga dos policiais comandados pelo tenente Carvalho Agra.

No dia 13 de junho, enquanto Lampião chegava a Mossoró, Manuel Joaquim de Queiroz se encontrava na Delegacia de Polícia da cidade de Pau dos Ferros, relatando para as autoridades presentes os fatos ocorridos na casa de seu pai naquela tarde do dia 10 de junho. Entre outras informações, ele listou para o capitão da polícia Jacinto Tavares Ferreira, fato registrado na página 17 do processo que trata da passagem do bando de Lampião pela região, que os cangaceiros subtraíram uma quantidade de bens que o depoente calculou em 850.000 réis.

Dona Terezinha de Jesus Queiroz relembra com saudades o tempo em que a família se reunia no alpendre para ouvir histórias sobre a “visita” dos cangaceiros.

Dona Terezinha comenta que mesmo não sendo contemporânea destes fatos, ela recorda com satisfação as ocasiões em que a sua família relembrava estes episódios, todos reunidos a noite no alpendre da casa. Para ela, com a morte dos protagonistas e o desinteresse dos mais jovens da região pelo assunto, em breve não haverá mais quem se lembre dos fatos ocorridos no dia 10 de junho de 1927.

https://tokdehistoria.com.br/tag/o-ataque-do-bando-de-cangaceiros-de-lampiao-ao-sitio-juazeiro/

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LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE

 

Chegando Lampião e seus cabras em Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, no dia 04 de Março de 1926, hospedou-se no sobrado do poeta popular João Mendes Oliveira, à Rua Boa Vista (foto acima).

IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira, tio; 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz ,irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião.

No outro lado da rua, em frente ao sobrado, morava João Ferreira (irmão de Lampião), com sua mulher Joaninha, a quem desposara em Propiá, no Estado de Sergipe.


Em outra casa, na mesma calçada, residia Ezequiel Ferreira, acompanhado de Mocinha Ferreira e seu marido Pedro Queirós, e Anália Ferreira, que era a caçula.

Maria Ferreira, dona Mocinha, irmã de Lampião faleceu aos 102 anos

Ocupavam uma casa vizinha a outra irmã, Angélica Ferreira e seu marido Virgínio Fortunato da Silva, que futuramente ficaria viúvo, entrando no bando do cunhado Lampião, com o nome de Moderno.

Fonte: facebook

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DESEMBARQUE DE ANTÔNIO SILVIO E CANGACEIROS...

 Acervo Beto Rueda

Estação Central de Pernambuco, aqui Antônio Silvino e outros cangaceiros desembarcaram para cumprir pena na Casa de Detenção do Recife.

FONTE:

ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de; BONFIM, Luiz Ruben Ferreira de Alcântara. Lampião e a Maria Fumaça. Paulo Afonso: Graftech, 2003.

 https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=2946690285495068&notif_id=1734779230803922&notif_t=group_activity&ref=notif

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LANÇAMENTO DE LIVRO

 Por Julierme Do Nascimento Wanderley

No dia 2 de fevereiro de 2025, estaremos juntos no lançamento do primeiro livro da série As Façanhas do Cangaceiro Antônio Silvino, “O Rifle de Ouro” – I: A Hecatombe da Usina Santa Filonila.

Local: Fazenda Pacatuba, em Sapé–PB.
Evento: Comemoração do 1º aniversário do Conselho Cristino Pimentel do Borborema Cangaço.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

PROCURANDO GENTE DOS NOSSOS ESTUDOS CANGACEIROS...

 Por José Mendes Pereira

Por onde anda o nosso amigo de pesquisas sobre cangaço o Raul Meneleu Marcarenhas, que nunca mais apareceu nas redes sociais?

Se o leitor tem notícias do Meneleu, comunique-nos, por favor, através deste g-mail: 

josemendesp58@gmail.com


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O TESOURO DO POÇO

Clerisvaldo B. Chagas, 19 de dezembro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.155

Como todo mundo pensa, por que nós os adolescentes da década de 60, não podíamos pensar? E eu sempre estava pensando naquele poço que era a diversão máxima de adultos e adolescentes da época. Um poço que não secava nunca. Com cheias ou sem cheias, o Poço dos Homens assegurava o lazer arriscado de que quem o amava.  Já imortalizamos o poço dos Homens com inúmeros trabalhos, sendo o máximo nas páginas de IPANEMA, UM RIO MACHO. Ali tomávamos banhos, pescávamos de litro, de anzol... disputávamos os saltos mais ornamentais, urinávamos em cima dos nós que dávamos nas roupas alheias e apreciávamos juntos o voo das andorinhas e a paisagem do entorno.

Poço dos homens

Todavia nos devaneios da juventude, eu pensava na possibilidade de haver alguma coisa boa no fundo do poço, trazida pelas cheias. Quem sabe, até um tesouro ali guardado por muitos e muitos anos. O poço era dividido em três partes: Estreitinho, Largo e o Raso. Este último, para quem estava aprendendo a nadar, e que geralmente, utilizava duas cabaças amarradas à cintura, como boias. Mas o Largo e Estreitinho eram fundos. O Largo, muito mais fundo. Mas isso não impedia o surgimento dos exibicionistas. Uns dando sapatadas seguidas, sem emergir a cabeça. E alguns que mergulhavam e exibiam areia trazida do fundo do poço. Quando se mergulhava a mais de um metro, a água se tornava geladíssima. Então, o poço era fundo sim, mas alguns bons de fôlego alcançavam o piso. Não eu.

Ora, já completamente adulto e no ocaso da idade, fui surpreendido pelo sonho de outro poeta que convergia para o mesmo ponto do antigo poço da minha juventude. O cantor, compositor, raizeiro, cozinheiro e pescador, guardião do rio Ipanema, FERREIRINHA, de saudosa memória, me mostrava uma canção que falava de um tesouro escondido no fundo do poço dos Homens. Tão presente era a canção que sugeria absoluta verdade. Foi preciso o próprio compositor me dizer que era apenas imaginação. Mas...  Que imaginação! Que coincidência entre décadas e décadas do mesmo sonho nunca antes compartilhado! Com você, caríssima leitora e caríssimo leitor, já aconteceu algo semelhante?

Explique.

Explique que eu não sei explicar.

Orgulho em ser sertanejo santanense!

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2024/12/o-tesouro-do-poco-clerisvaldo-b.html

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SOFRIMENTO DA DONA JOANNA FERREIRA DA SILVA - VÁRZEA DA ROÇA...

 Por Adelso Mota

Em 06 de outubro de 1933 a 91 anos era judiada com palmatória nas mãos D. Joanna Ferreira da Silva, da Fazenda Bom Sucesso de Pedro Bento, Mairi, atualmente pertence a Várzea da Roça-BA. O cangaceiro chefe Azulão, não gostou que a Mocinha Joanna tivera o cabelo cortado curto, e a indagou perguntado:

- Quem mandou cortar assim.

E a moça disse:

- Estou acompanhando a última moda na capital.

O perverso cangaceiro disse:

- Não é pra cortar mais assim, pois não gosto.

Como se ele mandasse na vida das pessoas.

De repente a sentenciou a 20 bolos de palmatória nas mãos. Logo disse:

- Não grite se não lhe judio mais ainda.

Em seguida mandou a jovem colocar as mãos no batente da janela, que era para lhe causar sofrimento maior.

Ela não aguentou e disse:

- Ai, meu Deus - com os dedos Jorrando sangue.

Ele bateu na cabeça dela com o cabo da palmatória, e retrucou dizendo-lhe pra não gritar.

Dona Joanna passou pelo hospital e foi medicada se recuperou dos ferimentos, levou a vida adiante casou, teve filhos, era costureira de primeira.

Está sepultada no cemitério municipal de Várzea da Roça.

Nossos agradecimentos ao professor e historiador Rubens Antônio e Valdir Barreto que forneceram boas fotos,

Adelso Mota, Memorialista contador de histórias do cangaço na Bahia e na nossa região.




Essa foto é da década de oitenta.


Aqui Joanna Costa, era porque era filha da viúva Rosina Costa, mais seu nome correto é Joanna Ferreira da Silva, da Fazenda Bom Sucesso, hoje povoado do Bom Sucesso, Várzea da Roça, Israel Santana confirmou haver parentes dela lá no Bom Sucesso, em fevereiro vou ao Bom Sucesso


O sepulcro de D, Joanna Ferreira da Silva, no cemitério municipal de, Várzea da Roça, BA. Ela faleceu em 1993.



https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2615130255362569&notif_id=1734721639303535&notif_t=group_activity&ref=notif

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MORTE DE CALAIS

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=FNTidQvEJ2Q

Cerco e morte do cangaceiro Calais.

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