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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

DONA FRANCISCA DA SILVA TAVARES, VIÚVA DO EX-CANGACEIRO ASA BRANCA.

   Por José Mendes Pereira

Dona Francisca está ladeada pelos pesquisadores do cangaço Aderbal Nogueira e Kydelmir Dantas.

1º. CASAMENTO

O cangaceiro Asa Branca fez matrimônio por duas vezes. Ainda na Cadeia Pública de Mossoró casou-se pela primeira vez com dona Sebastiana Venâncio. Ela natural de Mossoró, e com ele teve três filhos, os quais são: José Luiz Tavares (já falecido, Jeová Luiz Tavares (já falecido) e Dijanete Luiz Tavares (até o ano de 2017 ele estava vivo. residindo em Fortaleza. E mesmo dona Francisca sua enteada não sabe se ele ainda está vivo, porque perdeu o contato. 

Cangaceiro Asa Branca

Mas posteriormente, o seu primeiro casamento foi de água abaixo, e foi a partir daí que os  dois resolveram não mais conviverem no mesmo teto, e cada um procurou o seu destino. 

2º. CASAMENTO

O segundo casamento foi realizado com dona Francisca da Silva Tavares, natural de Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. Ela nasceu no dia 21 de Novembro de 1937, e é  filha de Máximo Batista de Araújo e de Dona Severina Guilhermina Silva, ambos paraibanos. Mas o casamento com dona Francisca só aconteceu  dezessete anos depois que ambos já viviam juntos. Ela vive em Mossoró, no bairro Bom Jardim.

Com o ex-cangaceiro de Lampião, Dona Francisca teve nove filhos, e destes, apenas três estão vivos, os filhos são:

Antonio Esmeraldo Tavares faleceu há 3 anos passados. Eu o conheci pessoalmente.

Antonio Esmeraldo Tavares, nascido no dia 10 de Novembro de 1957, na cidade  de São Bento, no Estado da Paraíba. Tinha como profissão, Motorista.

Francisco Tavares da Silva assassinado por um primo. Não o conheci.

Francisco Tavares da Silva, nascido no dia 14 de Abril de 1959, na cidade Caridade, no Estado do Ceará. Este foi assassinado aos 24 anos de idade, por um primo, por coisas banais. O assassino foi logo morto. 

Certo dia, dona Francisca me falou em sua residência que o Asa Branca não tomou conhecimento do assassinato do filho, vez que toda família temia uma vingança por parte do ex-cangaceiro. Posteriormente ele soube do ocorrido.

Maria Gorete Tavares Barbosa. - Conheço-a pessoalmente. Gente fina.

Maria Gorete Tavares Barbosa, nascida no dia 1º. de Junho de 1960. Esta exerce a profissão de artesã - Biscuit. 

Maria da Conceição Tavares da Silva. Conheço-a pessoalmente. Gente fina.

Maria da Conceição Tavares da Silva, nascida no dia 25 de Fevereiro de 1963, em Caridade, no Estado do Ceará. Exerce também a profissão de artesã - Biscuit. 

Máximo Neto Batista. Não o conheço.

Maxiximo Neto Batista, nascido no dia 04 de maio de 1964, em Caridade, no Estado do Ceará. Reside atualmente em São Paulo e exerce a profissão de Motorista.

Os demais filhos do casal não foram citados aqui, porque faleceram ainda criancinhas.

 Como  Francisca da Silva Tavares conheceu o "Asa Branca"

No ano de 1954, dona Francisca já era casada e mãe de um filho. Mas nesse período ela contraiu uma doença, ficando por alguns meses  sem andar. Procurando recursos, para se livrar da maldita doença que ora a perseguia, soube que na região havia um curandeiro, já de idade. Não foi tão difícil, pois dias depois um velho (novo ainda), fazia as curas ao pé de sua cama. O tempo foi se passando, finalmente dona Francisca se livrou da maldita e desconhecida doença. 

Com aquele contato de reza vai, reza vem, os dois findaram  apaixonados. E no ano de 1955, resolveu abandonar  o seu marido e um filho de sete meses, fugindo com o curandeiro, cujo destino de apoio, Mossoró.

Mas veja bem leitor, quem era o curador. Antônio Luiz Tavares, o ex-cangaceiro "Asa Branca", que deve ter aprendido as milagrosas rezas com o seu ex-comandante, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Pelo que se ver é que dona Francisca da Silva fez o mesmo papelão que fez a rainha do cangaço, Maria Bonita, quando abandonou o sapateiro José Miguel da Silva, o Zé de Neném, para acompanhar o afamado Lampião.

Maria Bonita e Lampião

A única diferença entre as duas, é que Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita tornou-se cangaceira, sendo companheira do capitão Lampião. E  Dona Francisca jamais participou de cangaço.

Mas  assim que o seu pai, o Máximo Batista tomou conhecimento que ela havia fugido com o rezador, isto é, o "Asa Branca", mandou dois dos seus funcionários procurá-la por todos os recantos de Mossoró.

Três dias da permanência do casal em Mossoró, e assim que Asa Branca soube que estava sendo procurado, resolveu fugir às pressas com a companheira para Fortaleza, capital do Ceará. Lá, foi assistido por um médico, o doutor Lobo, que logo solucionou o seu problema, e o empregou em uma mina de ametista.

De Fortaleza, foram morar em Itapipoca, posteriormente para Caridade, e lá o casal teve quatro filhos, mas sempre trabalhando na agricultura.

Anos depois, a família mudou-se para Macaíba, já no Estado do Rio Grande do Norte. Com alguns anos passados, Asa Branca resolveu retornar à Mossoró, onde aqui criou a sua família e viveu os seus últimos dias de vida.

Nos anos 70, o Dr. José Araújo, ex-dentista e diretor de algumas escolas de Mossoró, juntamente com João Batista Cascudo Rodrigues, conseguiram um emprego na FURRN, atualmente UERN, e Asa Branca trabalhou nela até morrer.

CASAMENTO FEITO ÀS PRESSAS PARA SE EMPREGAR.

Como Asa Branca necessitava se empregar, e era necessária a sua documentação para ter direito aos benefícios do INSS, e não querendo retornar a sua terra natal, Cajazeiras do Rio do Peixe, na Paraíba, foi feito um casamento às pressas. Ele resolveu ir à cidade  de Porta Alegre, no Estado do Rio Grande do Norte, e lá fez novos documentos.

https://www.instagram.com/p/DCkascNOxgT/

De documentos em mãos, foi feito o seu casamento com dona Francisca da Silva Tavares, no dia 14 de Janeiro de 1974, no 4º. Cartório Judiciário em Mossoró, Nº. 6.256, fls. 256, do livro B-16, do Registro Civil de Casamento, assinado pelo tabelião Joca Bruno da Mota.

Tudo o que apresento aos senhores leitores, foi contado a mim por dona Francisca em sua casa em Mossoró, que sempre eu a visito. Nada além do que ela me falou.

A primeira foto que aparecem: o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira e o professor, poeta, escritor, pesquisador do cangaço, gonzaguiano e Trio Mossoró Kydelmir Dantas, foi feita em 2012, uma visita que fizemos á ela em sua residência. 

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas. Desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
 
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.

Guarda na mente este lembrete quando estiver no trânsito. Não se exalte. Calma! Calma!

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" siga o nosso blog. 

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O CANGACEIRO “ANTÔNIO DO GELO”

 Por Sálvio Siqueira


O Cangaço tem muito que nos ensinar, em relação a sua historiada... O ‘antes’ do Cangaço, e ‘suas rebarbas’, no durante idem...

Quando vemos acontecimentos ligados ao tema, pensamos nós que são exclusividade do Fenômeno. Esse nosso pensamento está seguindo por uma trilha errônea, equivocadamente, muitas vezes deixamos de ver o que aconteceu fora do cangaço e antes dele... Se não procurarmos saber do que aconteceu anteriormente e extra Fenômeno, não faremos um bom conceito, uma boa análise, sobre tal.

São vários os acontecidos que ao sabermos, por meio de documentos em vários arquivos ‘legais’ e por fontes orais, não se ‘encaixam’. Pessoas que viram, presenciaram e/ou participaram de tais acontecimentos, nos citam uma versão... Já a documentação tida como ‘original’, “oficial”, por diversas vezes, mostra-nos uma totalmente diferente. E ainda há, por vezes, aquela da mídia, que na época, também fez sensacionalismo por ‘n’ motivos, para gerar vendas e/ou, por ordens das autoridades, prevendo dar uma satisfação para população insatisfeita com os ocorridos, verdadeiros.

Juazeiro do Norte, CE, é um centro de visitação anual constante. Hoje, sem a presença física do Sacerdote que a fez mundialmente conhecida, e também quando o mesmo por suas ruelas caminhava.

Naquele tempo, com ele ainda vivo, tinha essa visitação anual. Os romeiros faziam seus afazeres durante quase todo o ano, só que, deixavam sempre o espaço da visitação ao ‘Padim Pade Ciço’. Lembramos aos amigos que transporte, na época, de quem tinha posses era a tração animal, de quem nada possuía, era no pé. Para esses a caminhada era dura, cansativa, e faltavam víveres durante o percurso... Mesmo em anos em que na estação chuvosa não chovia, para, talvez, implorarem clemência, ou quando havia fartura, para fazerem seus agradecimentos e/ou ‘pagarem’ suas promessas.

Certa feita, um retirante, vindo das bandas das Alagoas, com sua família inteira em função de visitar ‘o santo padroeiro’, em busca de salvação, não só espiritual, mas, de alimentação mesmo, devido a seca que corroía o sertão nordestino.

Dentre seus filhos, já bastante cansado e, com certeza, doente, havia um garotinho que não queria ou não podia acompanhar o ritmo dos demais... Seu nome era Antônio Rosa.


Ao passar pela propriedade do Sr. José Ferreira, pai dos meninos Antônio, Livino, Virgolino, João e outros, chegando na moradia, pediu ao patriarca para que ficasse com a criança. José Ferreira, acreditamos que compadecido com a situação do mesmo, aceita e fica com o rapazinho. Passa Antônio Rosa a viver e conviver com seus filhos. É criado igualmente aos seus filhos legítimos, biologicamente, e ao primogênito da sua senhora, Antônio Ferreira, que não era seu filho legítimo... E assim a vida seguiu nas terras do sítio Passagem de Pedra, na vastidão do Pajeú, na Região nordestina.

Derrubar a mata com foices e machado, limpar o mato nos roçados, buscar água em galão ou em costas de animais, pastorar as reses e/ou as criações, montar e amansar burros e cavalos bravios, fazer viagens como almocreves , em fim, tudo o que os filhos de José Ferreira faziam, o adotivo também fazia. Tornando-se parte da família... Transformando-se em irmão dos demais.

O tempo passa... Quando os irmãos Ferreira começam suas encrencas com Zé Saturnino, Antônio Rosa, também está ali, firme e forte, sem medo algum, ao lado de seus irmãos.

O tempo avança ainda mais, e Antônio Rosa se mostra astuto, valente e destemido... Passando a ser chamado pela alcunha, já cangaceiro, “Antônio do Gelo”. Talvez pela ‘frieza’ que expressa em suas ações.

Certo dia, no povoado de São João do Barro Vermelho, isso lá pelos idos de 1924, Antônio encontra-se com um cidadão chamado ‘Constantino’. Esse Senhor, sabendo das astúcias de Antônio Rosa, o “Antônio do Gelo”, com as armas, mostra-lhe uma que possuía. Antônio apaixona-se por ela e quer por quer comprar a arma. Constantino não quer vender. Passando alguns dias do acontecido, Antônio, volta ao povoado e assassina Constantino, roubando-lhe a arma.

Naquele aglomerado de casebres moravam várias pessoas que gostavam e admiravam Virgolino, o Lampião. Dentre elas, uma destaca-se mais por ser ‘comadre’ dele. Era a dona Especiosa.


A população do povoado reuniu-se e formam um grupo de ‘vigilantes’ para irem a busca de Antônio do Gelo a fim de matá-lo, como vingança pela covardia que fizera com Constantino. Tendo amigos, admiradores entre eles, os mesmos procuram o chefe mor do cangaço e o deixam a par do ocorrido e do que está para acontecer.

O cangaceiro “Vassoura”, Livino Ferreira, segundo filho de José Ferreira, irmão de Lampião, escuta o que eles dizem ao irmão comandante. Antes dos mesmos partirem, o chama em um recanto e faz-lhes uma proposta: “... de que se a família do finado Constantino e o povo de São João do Barro Vermelho, lhes paga-se 10 mil réis, o mesmo o mataria e nunca mais ouviram falar nele, nem veriam “Antônio do Gelo”, (o seu irmão de criação Antônio Rosa, por aquela ribeira) (...)”. ( " Lampião, nem herói nem bandido - a história "- SOUSA, Anildomá Willians de. )

Proposta feita, trato acordado...

O “Rei Vesgo” leva sua trupe para terras alagoanas. Depois de certo tempo fazendo ‘escaramuças’ por lá, resolve voltar e esconder-se por um tempo em seu Estado natal.

No dia 8 do mês de Santana do ano de 1924, Lampião chega a fazenda “Situação”, propriedade do coiteiro Francisco Baião, fincada nas terras da região onde se localiza a Serra Vermelha.

Todos estão enfadados da dura viagem. Foram vários dias caatinga adentro a pé.

Chegando próximo ao ocaso do mesmo dia, Antônio do Gelo pega sua rede e, no alpendre da casa sede da fazenda, procura tornos para armá-la. Encontra um trono num recanto que acha um bom local. Ao passar a corda do punho da rede no torno, tendo que erguer os braços para isso, e alvejado por tiros pelas costas.

O “cangaceiro Vassoura” chama o companheiro do cangaço Enéas, e de olho nos movimentos de Antônio do Gelo, procura a melhor ocasião para por em prática seu plano. Notando o que o seu irmão de criação pretendia, espera o momento certo, que surge quando o mesmo ergue os braços para colocar a corda do punho da rede no torno. Junto com o ‘cabra’ que escolhera, atiram, simultaneamente nas costas de Antônio do Gelo, que cai sem dar um gemido. Tomba morto Antônio Rosa, seu irmão de criação... No chão do alpendre da casa sede, na Fazenda Situação, nas quebradas do Sertão do Pajeú.



Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: ‎OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

FRANKITO LOPES: O FIM TRISTE DO ÍNDIO APAIXONADO | A VERDADE POR TRÁS

 Por Musical Brasuca

https://www.youtube.com/watch?v=0wCSPl52DnI

Frankito Lopes: O Fim Triste do Índio Apaixonado | A Verdade por Trás da Lenda do Brega Descubra a história completa de Frankito Lopes, o eterno Índio Apaixonado da música brega. Neste documentário emocionante, o Musical Brazuca revela a verdade por trás da persona criada nos anos 70, o esforço para se tornar um ídolo e o segredo que ele carregou até o final de sua vida. Nascido Agílio Lopes da Silva, Frankito conquistou o Brasil com sucessos como "Quero Dormir em Teus Braços" e "Parabéns Pra Minha Dor", mas enfrentou o abandono e uma luta silenciosa contra a cirrose hepática e um infarto que o tirou de cena precocemente. Entenda como o homem por trás do cocar viveu seus últimos dias e qual o verdadeiro legado que ele deixou. Se você é fã de Brega Raiz e tem saudade do Frankito Lopes, deixe seu like nesta homenagem! a historia de frankito lopes, frankito lopes a historia, a real historia de frankito lopes, historia de frankito lopes, a historia de sucesso de frankito lopes cantor, historia de vida de frankito lopes, a morte de frankito lopes, historia do cantor frankito lopes, historia de frankito, a carreira de frankito lopes, cd de frankito lopes, biografia de frankito lopes, extraordinaria saga de frankito lopes, musicas de frankito lopes, sucessos de frankito lopes. Músicas Citadas (Para quem quiser pesquisar): Quero Dormir em Teus Braços Parabéns Pra Minha Dor Fruto de um Romance
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O CANGACEIRO BALÃO SENDO ENTREVISTADO POR AMAURY | CNL | 1676.

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=uOdfKmMUNhY

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ESCRITOR ANTÔNIO AMAURY NA GROTA DE ANGICO - PARTE I

Por Adauto Silva
https://www.youtube.com/watch?v=4RysaBaIou0

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QUEM ENTERROU OS CORPOS NA GROTA DO ANGICO? | CNL | 1711.

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=6jyZBGzU6eU

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A HISTÓRIA DO CANGAÇO.

 Por Paulo Rezzutti

https://www.youtube.com/watch?v=H2cInZLs0vo

Em 1953, os cinemas da França foram invadidos por um grande sucesso. A história falava a respeito de um bando de criminosos que aterrorizam uma terra árida e sem lei, onde os poderosos mandam, até que o amor de uma moça causa um conflito entre eles. Parece a trama de um faroeste, mas não é. Eu estou falando do filme “O Cangaceiro”, que ganhou como melhor filme de aventura no Festival de Cannes de 1953 e é considerado o primeiro filme a lançar o cinema brasileiro lá fora. O cangaço, retratado no filme, foi um fenômeno social do interior do Nordeste que acabou romantizado na cultura popular brasileira, do mesmo jeito que o modo de vida do oeste norte-americano. Mas afinal, o que foi o cangaço? É o que você vai saber neste vídeo. Para ajudar o canal: Pix: canalpaulorezzutti@gmail.com Torne-se membro do Clube do Canal    / @paulorezzuttiescritor   ** INSCREVA-SE NO CANAL: http://goo.gl/vjSyge ** *** PARA COMPRAR MEUS LIVROS E PRODUTOS: https://www.casadosmundos.com.br/cata... +++MINHAS OUTRAS MÍDIAS+++ Twitter:   / paulorezzutti   Instagram:   / paulorezzutti   Facebook:   / prezzutti   #PauloRezzutti #HistoriaNaoContada

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O BLOG HOMENAGEIA HOJE ALDENORA SANTIAGO.

  Por José Mendes Pereira

Segundo o escritor Lindomarcos Faustino Aldenora Santiago de Aquino era natalense e nasceu no dia 05 de junho de 1944. Seus pais Manoel Lourenço de Aquino e Francisca Santiago de Aquino. Em companhia dos pais veio morar em Mossoró quando tinha sete anos de idade e, aos 18 anos, se apresentou como caloura no programa da Rádio Rural de Mossoró, na companhia do Conjunto Totõezinho, de quem recebeu uma proposta para se integrar ao grupo. Esta cantora encantou a sociedade mossoroense nas décadas de 60 e 70.

Esta senhora eu a conheci muito de vista e sombrinha, e não de conversar, de ter amizade, de contatos diários, mas pelo  talento que tinha, como uma grande cantora nos anos sessenta e setenta do século XX, e que eu assistia sempre as suas apresentações no Cine Caiçara, da sociedade que eu trabalhava. Ela também foi cantora do conjunto de Totõezinho, e com a morte deste, a banda passou para ser regida pelo músico Batista.

Da esquerda para a direita: Aldenora Santiago, Marlene, Doutor, Nelito, Paulinho, Toinho, Raimundo Baterista, Osvaldo, Maestro Batista, Totõezinho, Chicão - 1965 - www.azougue.org

Aldenora Santiago era uma senhora morena, bem parecida, mas infelizmente, devido gostar de beber alguns goles a mais, a cantora foi impossibilitada de chegar à fama artística. 

O seu aparecimento como futura artista foi nos programas de auditório da Rádio Difusora de Mossoró, apresentado por José Genildo de Miranda, no Programa “Vesperal das Moças”.

Quando o radialista Zé Maria Madrid criou  aos domingos às 9 horas da manhã, um programa de auditório no cine Caiçara de Mossoró, com o nome "Zy & 20" ela sempre participava, sendo aplaudida pelos seus fãs que tinham uma grande admiração pela futura cantora. Ela sempre foi bem recebida pelos mossoroenses, mas infelizmente não passou disso, porque vivia um pouco ébria. Ela é um patrimônio da história de Mossoró.

Além destes programas já citados ela também cantava na Rádio Difusora, na ACDP, nos cabarés de Copacabana, Casa Blanca e outros lugares. 

Aldenora foi convidada para fazer gravações no Rio de Janeiro, mas infelizmente a nossa cantora não aceitou o convite.

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domingo, 7 de dezembro de 2025

CORTEJO MACABRO: AS CABEÇAS DOS CANGACEIROS PERCORREM VILAS E CIDADES E SÃO EXPOSTAS À VISITAÇÃO PÚBLICA.

Com a morte de Lampião e de parte do seu bando na madrugada do dia 28 de julho de 1938, na grota de Angicos, em Sergipe, os cangaceiros foram decapitados e suas cabeças conduzidas até Piranhas, base das operações, para serem transportadas até Maceió, onde foram necropsiadas.

Segundo o perito criminal Ailton Vilanova, quem preparou as cabeças para a demorada excursão foi um militar conhecido como Azogado. Foi ele quem pôs sal para mantê-las conservadas durante todo tempo em que foram exibidas como troféus. Em Santana do Ipanema, onde receberam formol enviado pelo Necrotério de Maceió, ficaram na frente do Quartel do 2º Batalhão do Regimento da Polícia Militar de Alagoas.

Foram recebidas nessa cidade sertaneja por oficiais e pelo comandante do 20º BC, capitão Mário Lima. O comandante da Polícia Militar de Alagoas, tenente-coronel PM Theodoreto Camargo Nascimento, também ali esteve parabenizando seus oficiais e soldados, que posteriormente foram condecorados e promovidos.

Theodoreto Camargo foi um dos militares que apoiou a Revolução de 1930 e no ano seguinte, quando ainda era 1º tenente, assumiu o comando da Força Policial do Estado de Sergipe.

Foi promovido a capitão do Exército em novembro de 1933 e tomou posse como comandante da Polícia Militar de Alagoas, comissionado como tenente-coronel PM, em 10 de setembro de 1936 e permaneceu nesta função até 18 de dezembro de 1940.

Segundo o escritor e jornalista Valdemar de Souza Lima, foi o comandante Theodoreto Camargo quem deu condições e estimulou a PM e seus oficiais a enfrentarem o cangaço. Partiu dele a sugestão ao governo para a criação do 2° Batalhão da Polícia, com sede em Santana do Ipanema, cujo comando foi confiado ao major José Lucena de Albuquerque Maranhão.


Como Lampião continuava a agir sem maiores impedimentos, Theodoreto chamou Lucena a Maceió para tentar identificar o dedo misterioso que impedia o fim do bando. A pressão deu resultado.

As cabeças, num cortejo macabro, percorreram cidades e vilarejos, onde foram expostas para visitação pública. Foram exibidas também em Cacimbinhas, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Limoeiro de Anadia, Mosquito e São Miguel. Entraram em Maceió às 21h, por Bebedouro. O caminhão com as cabeças foi seguido por dezenas de veículos e no percurso pelo Mutange, Bom Parto, Cambona foram recepcionados por muita gente nas calçadas.

Para ler a matéria completa, clique aqui


Em Santana do Ipanema, muita gente foi ver a exposição macabra defronte ao Batalhão de Polícia Militar


Cabeças expostas em Santana do Ipanema na calçada da sede do Batalhão de Polícia Militar. Foto de 30.07.1938

Volantes alagoanas do Tenente Bezerra, Sargento Aniceto Rodrigues e Aspirante Chico Ferreira, após a hecatombe de Angicos. Foto em Pedra (Delmiro Gouveia), 29.07.1938.

Créditos para João Neto - Outubro, 2024

Fonte: Site www.historiadealagoas.com.br

Fotos: Revista "A Noite Ilustrada" e acervo pessoal. (Domínio público).

https://www.apensocomgrifo.com/2024/10/cortejo-macabro-as-cabecas-dos.html

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SERÁ QUE CORISCO FOI O TRAIDOR DO REI DO CANGAÇO LAMPIÃO?

 Por José Mendes Pereira


Em relação a não presença de Corisco ao coito na madrugada de 28 de julho de 1938, lá na Grota de Angico, eu busco resposta para isso. 
                
O escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa diz o seguinte em seu livro: (Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico): 

 Alcino Alves Costa

“- Uma estranha versão conta que nos últimos dias que antecederam o cerco na Grota de Angico os famosos José Lucena e Aniceto Rodrigues foram até o coito do Corisco, com a finalidade de acertarem algo que poderia mudar os caminhos do banditismo com o falado Diabo Loiro”. 
Continua o escritor: 

“- É esta visita misteriosa, um dos grandes segredos que cercam os fatos de Angico”.

Teria sido Corisco um dos traidores de Lampião, entregando o rei aos famosos José Lucena e Aniceto Rodrigues, já que eles foram ao seu coito com a finalidade de acertarem algo que poderia mudar os caminhos do banditismo?

Quando aconteceu a chacina que levou o rei do cangaço Lampião e a sua rainha Maria Bonita e mais nove cangaceiros, Corisco e seus asseclas se encontravam acoitados entre as fazendas de nomes: Coidado e Emendadas. 


Será que Corisco não foi para o acampamento quando aconteceu o ataque aos bandidos, porque sabia o dia em que seria feita a chacina, uma vez que a volante não iria ter tempo de escolher quem morreria e quem ficaria vivo? E aí, leitor?
 
Mas mesmo assim, não acredito nessa possibilidade de Corisco ter sido traidor de Lampião.

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sábado, 6 de dezembro de 2025

JOANA MARTINS ARAÚJO SOBRINHA DOS CANGACEIROS MASSILON E PINGA FOGO.

 Por Geraldo Júnior


VAMOS LÁ CABROEIRA...! VAMOS PARABENIZAR A NOSSA AMIGA PELA ATITUDE. OS AMIGOS (AS) VÃO CHEGANDO AO NOSSO GRUPO E VÃO TRAZENDO NOVAS IMAGENS E INFORMAÇÕES QUE NOS AJUDAM A CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE OS ENVOLVIDOS DIRETA OU INDIRETAMENTE NA HISTÓRIA DO CANGAÇO.

Foi o que aconteceu recentemente aqui em nosso grupo com a chegada da amiga/membro JOANA MARTINS ARAÚJO filha do Sr. Fenelon Gomes de Araújo (Fenelon leite), e de Dona Joaquina Martins Lopes, que nos trouxe uma fotografia de seus pais que até então era desconhecida por todos (as) nós.

Fernando Soares perguntou  no facebooka Joana Martins Araujo sobre o cangaceiro Massilon Leite, qual foi o seu paradeiro D. Joanamartins Araujo? - Joana Martins Araújo respondeu:  

- Olha, sou filha do irmão caçula deles, a caçula de 14 irmãos, então não sei muito até o momento, o Geraldo e um senhor chamado irmão sabem mais do que eu. Tenho pessoas da família que sabem bastante. Desculpe por não saber informar.

Fenelon Leite (Falecido) era irmão dos cangaceiros PINGA-FOGO e MASSILON LEITE que participaram do ataque à Mossoró/RN promovido por Lampião e seu bando no dia 13 de junho de 1927, sendo Massilon um dos mentores do ataque.

FENELON LEITE (Falecido) para quem não sabe era irmão do Cangaceiro PINGA-FOGO e de MASSILON LEITE que foi o principal instigador do ataque de Lampião à cidade de Mossoró/RN, ocorrido no dia 13 de julho de 1927.

Pouco tempo após o ocorrido Massilon Leite abandonou o cangaço e a partir de então vagas e incertas notícias sobre o seu paradeiro foram encontradas.

Meus agradecimentos à amiga/membro Joanamartins Araujo por ter nos fornecido essa preciosidade fotográfica que até então era conhecida apenas no ambiente familiar.


Joanamartins Araujo Este é meu tio José Leite irmão de Massilon Leite. Morei com ele, e os outros que aparecem na foto eu vou descobrir quem são. - Jose Tavares De Araujo Neto disse: Seu primo Valdecir Pereira, filho de Aurora, irmã de Massilon, disse-me que esta fotografia foi trazida de Imperatriz, MA, por Anésio Leite, outro irmão de Massilon. Nesta foto, ele identificou Manoel Leite e sua filha de nome Mista. Ele acha que este outro senhor é o esposo de Mista e seus filhos.

Espero que outras pessoas sigam esse exemplo e não deixem que esses materiais sejam destruídos com o passar do tempo.


Joanamartins Araujo perguntou: Quem é aquele com o cavalo? - Jose Tavares De Araujo Neto respondeu: É seu tio Anésio Leite, que localizou Pinga Fogo em Imperatriz.

Vamos todos (as) juntos resgatar e preservar a memória dessas pessoas que testemunharam ou vivenciaram esse difícil período da nossa história chamado...

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço

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O CANGAÇO E SUAS INCOERÊNCIAS - POR ANTÔNIO AMAURY.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=hbRcyAZdbCU

Prof. Antônio Amaury nos fala sobre algumas aberrações históricas, sobre Angico e outras coisas mais. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com
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