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sábado, 10 de janeiro de 2026

MOSSORÓ EXPULSOU O BANDO DE LAMPIÃO A BALA - DISSE NÃO À EXTORSÃO DO CANGACEIRO - UM GRANDE FATO NA HISTÓRIA DO NORDESTE - FATOS E FOTOS!

 Por Valdecir Alves

Mossoró nos dias atuais - Em destaque a Catedral Diocesana de Santa Luzia

Igreja São Vicente de Paula - Construída por retirantes na Seca de 1915
Uma das trincheiras para impedir que Lampião invadisse Mossoró

 Dia 13 de junho de  1927, após dizer não a Lampião, que cobrou 400 contos de reis (em moeda da época 400  milhões de reis – atualmente uns 20 milhões de reais) para não invadir a cidade, começava um tiroteio entre moradores da cidade e os cangaceiros, que se dividiram em 03, forçando a cidade a levantar várias trincheiras, sendo as principais: a  Estação Ferroviária, hoje uma casa de cultura; a sede da prefeitura, hoje Palácio da Resistência e a trincheira no Campanário da Capela de São Vicente de Paula, que Lampião denominou de “ Igreja da Bunda Redonda” .

Igreja São Vicente de Paula - Construída por retirantes na Seca de 1915
Marcas de bala no campanário = onde ficaram mossoroenses

Do Jornal o Mossoroense sobre a história da Igreja:

 “Aquele templo é uma dádiva de suor, sangue e lágrimas dos retirantes de 1915. Merece um poema à memória de um êxodo forçado”. E o próprio professor Barreto faria esse poema, quando apelava: 

Mossoroenses, quando passardes diante da Igreja de São Vicente de Paula, prestai o vosso culto, não só ao orago do templo, como aos seus construtores, quase todos desaparecidos já, porém, ainda mais rendei o vosso preito àqueles humildes grandes, que fabricaram, de graça, o material para o citado templo”.

Igreja São Vicente de Paula - Construída por retirantes na Seca de 1915
Marcas de balas no campanário - onde ficou a resistência de Mossoró

Findando com a expulsão dos cangaceiros, a morte de alguns deles e a prisão do temível Jararaca, enterrado vivo no cemitério da cidade, após cavar sua própria cova. O interessante é que hoje é visto como santo pelo povo, devido a crueldade com que foi morto. Recebendo o seu túmulo visita de milhares de pessoas em dias de finado e ao longo de todo ano. Na verdade mais prestigiado que o túmulo de muitos políticos famosos nacionalmente, enterrados no mesmo cemitério e ao longo do ano utilizado pelos gatos e outros animais como abrigos. Mostrando que nem sempre o séquito que em vida rodeia os poderosos permanece uma vez morto. Ironicamente ao contrário do cangaceiro.

Igreja São Vicente de Paula - Construída por retirantes na Seca de 1915
Marcas de balas no campanário = onde ficaram mossoroenses

Mossoró, depois de Natal, é a maior cidade do Rio Grande do Norte. Tem  quase 300.000 habitantes e uma economia poderosa, baseada sobretudo no petróleo e na produção de sal marinho. Uma das grandes e poderosas cidades da Região Nordeste. A origem do nome Mossoró está ligada  ao rio, à beira do qual floresceu, Rio Mossoró, nascido na chapada do Apodi, que rasga a terra com vigor, criando seu leito, rompendo-a, por isso tendo o nome ligado à ruptura, que em Tupi Guarani é Mossoró. O que rompe, o que rasga poderosamente. 

Placa de homenagem aos heróis que expulsaram Lampião de Mossoró em 13/06/1927

Num lugar assim, Lampião deveria ter pensado duas vezes antes de tentar invadir e ser expulso de forma humilhante, assim historicamente a cidade ligou seu nome ao famoso personagem Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, a exemplo de Juazeiro do Norte, que jamais ousou invadir, pois temia Padre Cícero com seu poder religioso e político. Bom destacar também que Mossoró foi a primeira cidade do Rio Grande do Norte a libertar seus escravos, a exemplo de Redenção no Estado do Ceará.

Placa de homenagem aos heróis que expulsaram Lampião de Mossoró em 13/06/1927

Anualmente, em frente  à igreja que funcionou como trincheira é encenado um musical chamado: CHUVA DE BALA NO PAÍS DE MOSSORÓ, que remonta todo o fato histórico e mantém viva a memória. 

Prefeitura de Mossoró - Palácio da Resistência - uma das Principais Trincheiras

O cordelista Zé Lacerda, no Cordel: JARARACA – O CANGACEIRO ARREPENDIDO.  
(link: http://www.cordelnarua.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=2765774  ) falou assim de Jararaca:

Já falei da Jararaca
Num cordel anterior
Disse que esse cangaceiro
Em santo se transformou
Sua vida e desacato
Mas não expliquei o fato
Que o povo o beatificou.

A injustiça o transformou
Num terrível cangaceiro
Aliou-se a Lampião
Se tornando um desordeiro
Os cantos que ele passou
E os crimes que praticou
Contei no cordel primeiro

Naquele grande entrevero
Que Massilom projetou
De assaltarem Mossoró
Jararaca se animou
Afoito, sempre na frente,
Mas a coisa ficou quente
Pois Mossoró revidou. 

Abaixo fotos do Memorial ao Cangaço e à Resistência:

Monumento ao Cangaço e à Resistência de Mossoró

Com Gilberto - Mossoroense que nos guiou pelos monumentos e história

Placa com fotos dos heróis da Resistência de Mossoró
Único caso em que Lampião foi derrotado numa invasão
MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA

Aviso de possível invasão a Mossoró - cidade já rica em 1927
MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA

Mossoroense capturado  por Lampião manda aviso que Mossoró
Deve pagar o resgate de  400 contos de reis
O equivalente a 400 milhões de reis da época
MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA

Bilhete do Próprio Lampião ao prefeito de Mossoró
Ameaçador - Foi invadir e houve o conflito e bateu em retirada

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

Valdecy Alves - Ativista
MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

O LENDÁRIO CANGACEIRO LAMPIÃO - VIRGULINO FERREIRA
MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

MEMORIAL DO CANGAÇO E DA RESISTÊNCIA
Paineis de Cangaceiros

Um mistério fica no ar: POR QUE O SANTIFICADO É UM CANGACEIRO E NÃO UM DOS RESISTENTES? POR  QUE NÃO SANTIFICARAM O PREFEITO DE MOSSORÓ QUE LIDEROU A RESISTÊNCIA?  POR QUE AS FOTOS DOS HERÓIS DA RESISTÊNCIA SÃO TÃO PEQUENAS E A DOS CANGACEIROS PAINEIS ENORMES? PARECE QUE O POVO DE MOSSORÓ NÃO SE IDENTIFICOU MUITO COM OS HERÓIS DA RESISTÊNCIA! Que interesses realmente defenderam??? De toda forma foram bravos sim! Com a palavra os historiadores.  Abaixo fotos do túmulo do Cangaceiro Jararaca, ou melhor São Jararaca:

Foto odo Túmulo do cangaceiro  Jararaca
Santificado pelo Povo - Enterrado Vivo

Foto odo Túmulo do cangaceiro  Jararaca
Santificado pelo Povo - Enterrado Vivo
Túmulo mais visitado em dia de finados e ao longo do ano inteiro

Foto odo Túmulo do cangaceiro  Jararaca
Santificado pelo Povo - Enterrado Vivo
Túmulo mais visitado em dia de finados e ao longo do ano inteiro

SOBRE A FAMOSA SANTIDADE DO JARARACA DIZ A MÍDIA, que é fato:

O jornal Gazeta do Oeste em 12 de junho de 1994 publicou uma entrevista com o bioquímico, e hoje Assessor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), Paulo Medeiros Gastão, onde o Jornal perguntava sobre o fato da devoção hodierna à Jararaca quando muitas pessoas acham que ele obra milagres e a visão do pesquisador, respondeu: "A história do milagre se confunde muito com o misticismo, com a conduta cultural de um povo. Jararaca, apenas foi consagrado, por conta de sua bravura. O povo sempre busca o menor para enaltecê-lo. Nós sentimos isso no próprio cemitério, quando o túmulo de Rodolfo Fernandes, não recebe o mesmo número de visitas correspondentes ao túmulo onde está Jararaca".


Valdecy Alves visita o Túmulo do cangaceiro  Jararaca
Santificado pelo Povo - Enterrado Vivo
Túmulo mais visitado em dia de finados e ao longo do ano inteiro

https://valdecyalves.blogspot.com/2011/12/mossoro-expulsou-o-bando-de-lampiao.html

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES:

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

BIOGRAFIA DE GONZAGA.

 Por: Kydelmir Dantas


Não deixando de reconhecer o trabalho da Dominique Dreyfus, sobre o Rei do Baião. Uma das biografias mais completas que conhecemos. Eis, abaixo alguns livros que foram publicados, sobre ou com citações e/ou a biografia de LUIZ GONZAGA:


DREYFUS, Dominique. Vida de viajante: a saga de Luiz Gonzaga. 2 ed. São Paulo: Editora 34, 1997. 
GARCEZ, Lucília; OLIVEIRA, Jô. Luiz Lua. Belo Horizonte: Editora Dimensão, 1998. 

OLIVEIRA, Antônio Kydelmir D. de. Os Três Pilares da Música Popular Nordestina: Luiz Gonzaga - Jackson do Pandeiro - João do Vale. Fundação Vingt-Un Rosado / Coleção Mossoroense. Mossoró-RN. 1998.
OLIVEIRA, Gildson. Luiz Gonzaga: o matuto que conquistou o mundo. 7 ed. Brasília: Letraviva, 2000.

VIEIRA, Sulamita. O sertão em movimento: a dinâmica da produção cultural. São Paulo: Annablume Editora, 2000;

RAMALHO, Elba Braga. Luiz Gonzaga: síntese poética e musical do sertão. São Paulo: Terceira Margem, 2000;

MOTA, José Fábio da. Luiz Gonzaga: O Asa Branca da Paz. Universidade Vale do Acaraú.  Sobral. 2001.

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e Outras Artes. 2ª ed. Recife: Massangana, 2001.

ARLÉGO, Edvaldo. Luiz Gonzaga: O Pernambucano do Século. Editora Edificante. Recife, 2004.
MELLER, Luiz Ernesto. Luiz Gonzaga, uma vida iluminada. Recife, 2004.

SANTOS, José Farias dos. Luiz Gonzaga: a música como expressão do Nordeste. São Paulo: Ibrasa. 2004.
ARCOVERDE, Luiz; MERGULHÕES, Eronildes. Luiz Gonzaga o eterno cantador. Olinda: Editora Livro Rápido – Elógica, 2005. 

ÂNGELO, Assis. Dicionário Gonzagueano, de A a Z.. 1ª ed. São Paulo: Parma, 2006.

ECHEVERRIA, Regina. Gonzagão e Gonzaguinha: uma História brasileira. Rio de Janeiro, Ediouro, 2006. 

AUSTREGÉSILO, José Mario, da Silva Lima. A Oralidade e a Imagética em Luiz Gonzaga: uma análise de conteúdo da obra musical do Rei do Baião. Recife, Faculdade Maurício de Nassau, 2006. 

BARBOSA, José Marcelo Leal. Luiz Gonzaga: suas canções e seguidores. Teresina, Editora Halley, 2007.

PIMENTEL, Luiz. Mestres da Música no Brasil. Ed. Moderna, 2007. 

TELES, José. O Baião do Mundo. Recife, Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2008.

AUSTREGÉSILO, José Mario. Luiz Gonzaga: O homem sua terra e sua luta. Fundação de Cultura do Recife. 2008. 

CRUZ. Nelci Lima da. Vida e Trajetoria de um Mito chamado Luiz Gonzaga. Santa Luz – BA. 2010.

BARBOSA, José Marcelo Leal. Homenagens Especiais ao “Eterno Rei do Baião”. 2010. 

TELES, José. Luiz Gonzaga. Fundação de Cultura da Cidade do Recife. 2011.

LOPES, Cacá. Vida e Obra de Gonzagão – O mais completo cordel ilustrado sobre Luiz Gonzaga. Ensinamento. São Paulo. 2011.

COSTA, Antonio Francisco & MEDEIROS, José Nobre de. Porque o Rei é Imortal. Editora. Salvador – BA. 2011.

VIANA, Arievaldo. O Rei do Baião - Do Nordeste para o Mundo. Planeta Jovem. 2012.

ARLÉGO, Edvaldo. Luiz Gonzaga Centenário. Editora Edificante. Recife, 2012
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Kydelmir Dantas
Sócio da SBEC, Conselheiro Cariri Cangaço
MOSSORÓ - RN

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As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

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1924 – A MAIS ANTIGA LISTA TELEFÔNICA DE NATAL.

 Publicado em 25/12/2013 por Rostand Medeiros

 

Autor – Rostand Medeiros

Trago para os leitores do nosso blog TOK DE HISTÓRIA, diretamente da minha coleção de fotos das antigas páginas do jornal natalense “A República”, aquela que acredito ser a mais antiga lista telefônica da capital potiguar.

DSC05572Lista telefonica de Natal1 - Copy

DSC05573Lista telefonica de Natal2 - Copy
 
Nesta época eram poucos os telefones em Natal e maioria deles estavam instalados em repartições e empresas. A leitura desta lista vai apresentar ao leitor do nosso blog algumas características desta pequena capital nordestina, que talvez nem tivesse 35.000 habitantes em 1924.
NOTA  - Todos os direitos reservados

http://tokdehistoria.wordpress.com/2013/12/25/1924-a-mais-antiga-lista-telefonica-de-natal/

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros.

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Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

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LAMPIÃO, LAPIAL E O GAGO.

 Por Clerisvaldo B. Chagas, 30 de dezembro de 2013 - Crônica Nº 1114 (Inédito)


O assassino, bandido, gênio militar, Lampião, gostava de cortar caminho por Alagoas. O costume era entrar pela região serrana do estado ─ Mata Grande e Água Branca ─ e depois seguir por um dos dois roteiros: descia em direção ao rio São Francisco e dali subia para Pernambuco, entre Cacimbinhas e Palmeira dos Índios ou descia dos dois municípios primeiros e tirava direto. Quer dizer, marchava pelo raso de caatinga que correspondia a Inhapi, Carié, Olho d’Água do Chicão (atual Ouro Branco), até Águas Belas e região do Pau Ferro (hoje Itaíba). Naqueles lugares tinha protetores de peso como os coronéis Audálio e Gerson Maranhão.

 

A três léguas do Pau Ferro, no sítio Saco, morava o senhor João Leite de Carvalho e sua esposa Maria Leite de Carvalho. Quando precisava, o senhor João ajudava no trabalho da fazenda Angico Torto, de Gerson Maranhão. 

Quando Virgolino se separava da companheira, Maria Bonita acoitava-se na casa do senhor João Leite, onde nunca lhe faltou nada. Mas Lampião não conhecia João Leite que por ser gago e tato, também era conhecido como João Gago. 

Certa feita João foi ao mato extrair varas para fazer uma casinha de taipa. Durante o seu trabalho foi cercado por um grupo de Virgolino Ferreira, comandado por ele mesmo. O chefe prendeu imediatamente o agricultor e começou a interrogá-lo. Gago e tato e ainda mais, nervoso, o senhor João com sua fala emperrada, distorcida e incompreensível, irritava Lampião que pensava que o homem estava espionando a área para levar informações às volantes. Então, o bandoleiro começou a bater no agricultor, aplicando-lhe tremenda surra com a folha do punhal. O gago durante o aperreio gritava que “parasse com aquilo, Lapial!”. Quanto mais implorava, mas Lampião batia. 

Maria Bonita que estava na casa do agricultor, ouviu os gritos, justamente com as outras pessoas, quando dona Maria Leite disse correndo em direção à mata: “Aquilo é João e eu vou lá”. Quando Maria Bonita riscou em cima da bagaceira, berrou para o amante que não batesse no homem que a vítima era o dono da casa onde ela costumava se hospedar. Lampião ficou atônito, guardou o punhal e ele mesmo disse: “Pois ele escapou por um triz, já ia sangrá-lo”.

João Gago viveu muito tempo ainda e, dentro do seu conformismo, continuou agora servindo aos dois, Maria Bonita e Lampião.

O neto do senhor João Leite, Lourival Carvalho, contou o episódio, mas não soube dizer se depois das lapadas de punhal o gago conseguiu o milagre de ficar bom da língua. 

* IMPRESSÃO EM LIVRO SÓ COM AUTORIZAÇÃO DO AUTOR. DIREITOS AUTORAIS.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/12/lampiao-lapial-e-o-gago.html

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CANGACEIRO CALAIS.

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=81pAm_jGz0k

Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com

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VIDA PASSAGEIRA

 Por José G. Diniz



Sei que a vida é passageira

O tempo ficou e eu passo

Hoje já sentindo o cansaço

Já bem no topo da ladeira

Da curva eu vejo a poeira

No início da grande reta

Se tem a segunda meta

É isto que eu quero ser

Se a morte me devolver

Eu quero é voltar poeta


https://www.facebook.com/josegomesd

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Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

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