Seguidores

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

ESPÓLIOS DE LAMPIÃO (Parte III)


A riqueza do ‘tesouro’ dos cangaceiros é, principalmente hoje, incalculável. Além dos objetos históricos, tinha a quantia em dinheiro, o ouro e as joias.

O comandante Ferreira de Melo, em entrevista, fala sobre eles:

“(...) Era grande a riqueza em poder dos bandidos, principalmente em face dos anéis e medalhas de ouro e prata que quase todos possuíam. Fiquei com alguma coisa, como todos ficaram, porém, quase de nada me serviu, de vez que vendi quase de graça, por preço muito aquém do verdadeiro valor. Outros souberam aproveitar e se saíram muito bem graças a Deus. Outros pertences, documentos diversos, retratos, etc, o “Rei do Cangaço”, os conduzia em uma latinha, com tampa, feita dessas latas de óleo vegetal, vendidos em toda parte. Fiquei com algumas fotografias, das quais algumas ainda figuram em meu álbum como única recordação, que se junto às tristes recordações que conservo dos idos que espero jamais venham a ressurgir. ¬– GAZETA DE ALAGOAS – 14 de dezembro de 1965.(...).” (Ob. Ct.)

Na declaração do comandante Ferreira de Melo, notamos que os espólios, realmente, foram em uma quantidade grande. Chama-nos a atenção quando o mesmo refere a ‘lata de óleo vegetal’, e nela estarem guardado “documentos”, não citando que tipo de documentação seria. Nesses documentos, estaria a resposta para as inúmeras perguntas que pairam no ar? Neles, estaria ou estão guardados tudo aquilo que desvendaria o tão grande mistério que ainda envolve a morte do chefe cangaceiro? Difícil responder, pois o comandante refere que ficou com algumas fotografias, no entanto, sobre os documentos, nada citou na entrevista, pelo menos a que fora publicada.

"Aqui a pulseira, atualmente pertencente a acervo particular, gravada "Maria", identificando a esposa de Virgulino Ferreira, o Lampeão, identificada e fotografada pelo estudioso Orlins Santana, que gentilmente forneceu as imagens a este blog."(cangacçonabahia.com)

Outros pesquisadores/historiadores, de renomes, dentro da historiografia cangaceira também tiveram contatos com os comandantes da derrocada final.

Em princípios de 1969, o pesquisador/historiador Antônio Amaury Correa de Araújo, tendo vindo da terra da garoa, vai à cidade de Garanhuns, no Estado do Leão do Norte, fazer uma visita/pesquisa na casa daquele que fora o comandante do ataque ao acampamento dos cangaceiros na grota do riacho Angico, em meados de 1938, então coronel João Bezerra.

"Aqui a pulseira, atualmente pertencente a acervo particular, gravada "Maria", identificando a esposa de Virgulino Ferreira, o Lampeão, identificada e fotografada pelo estudioso Orlins Santana, que gentilmente forneceu as imagens a este blog."(cangacçonabahia.com)

O historiador nos relata os objetos que vira no acervo particular do comandante, aos quais dá o nome de troféus.

“(...) Armas curtas; vários fuzis; punhais; duas máquinas de costuras do tipo manual; um par de algemas, um jogo de bornais; uma corrente de ouro, bastante grossa e pesada, pendente da mesma um medalhão e um crucifixo de ouro; uma aliança larga e pesada, de ouro puro (...).” (“ASSIM MORREU LAMPIÃO” – ARAÚJO, Antônio Amaury Correa de.)

Mosquetão modelo 1908

O escritor paulista, narra à beleza que viu em uma peça que pertencera ao “Rei Vesgo”. Trata-se de um facão, muito bem trabalhado em sua lâmina e no seu cabo. Tratando-se de uma verdadeira obra de arte. Logicamente a pergunta que todos faziam veio à mente do pesquisador, e ele a fez ao comandante:

“(...) Perguntamos sobre o ouro e o dinheiro que Lampião trazia consigo (...).” (Ob. Ct.)

Mosquetão modelo 1922

Sempre que fora inquirido sobre essas coisas, ouro e dinheiro de Lampião, conta-nos os escritores que o coronel dava respostas evasivas, contraditórias, sentindo-se incomodado com o assunto.

Ao ser inquerido pelo pesquisador Dentista, João Bezerra respondeu, segundo o historiador:

“(...) que tinha sido carregado pelos que escaparam (...).” (Ob.Ct.)


Não estando convencido, nem contentado, com a resposta do coronel, o autor de “Assim Morreu Lampião”, procura seus familiares e faz a mesma pergunta. A resposta dos familiares nos mostra a quantidade e incalculável valor do que fora os espólios dos cangaceiros.

“(...) No mesmo dia, porém, por familiares do nosso hospedeiro, fomos informados que o mesmo (João Bezerra) arrecadara ouro, joias, anéis em quantidade suficiente para encher duas pequenas bacias. Dinheiro também, parece que mais de 100 contos, quantia bastante elevada na época (...)”. (Ob. Ct.)

FACÃO DE LAMPIÃO.
Facão curto de Lampião: Gavião guarnecido por cachorro, 1938. Coleção privada. In Estrelas de Couro - A estética do cangaço pág. 134.

A ordem expressa para acabar de vez com Lampião e seu bando, partiu diretamente do Palácio do Catete, na Capital do País, Rio de Janeiro, pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas. Após ter cumprido a ordem, o comandante João Bezerra da Silva e sua esposa, D. Cyra Brito, são convidados e aceitam para jatarem com o Presidente Vargas e sua esposa, D. Darci. Lá estando, João Bezerra dá de presente à primeira dama do país, joias que pertenceram a “Rainha dos Cangaceiros”.

Ele mesmo, João Bezerra, na época já tendo sido promovido a Capitão, no livro da escritora Aglae L. de Oliveira, “Lampião, Cangaço e Nordeste”, na página 35, relata para autora:

Presidente Getúlio Vargas e sua esposa dona Darci

“- Numa dessas visitas ao Catete (Palácio do Catete, sede do Governo Federal na cidade do Rio de Janeiro), lembro-me de que D. Darci Vargas (primeira Dama da Nação) disse, no momento em que lhe mostrei as joias: “Que broche lindo! Capitão este é lindo!” Eu imediatamente lhe fiz presente.”

A pesquisadora/escritora Aglae L. de Oliveira, também nos relata, através de seu livro “ Lampião, Cangaço e Nordeste”, uma entrevista, ou parte dela, que teve com o comandante Bezerra.

"Aqui a pulseira, atualmente pertencente a acervo particular, gravada "Maria", identificando a esposa de Virgulino Ferreira, o Lampeão, identificada e fotografada pelo estudioso Orlins Santana, que gentilmente forneceu as imagens a este blog."(cangacçonabahia.com)

A.O. = Aglae Oliveira
J. B. = João Bezerra
(A.O) “- Coronel Bezerra, o sr. é acusado de ter desviado o dinheiro de Lampião?”
(J.B.) “– Sim, estou. Dizem que o meu interesse de persegui-lo era para ficar com o dinheiro.”
(A.O.) “– Quantas joias aproximadamente apreenderam? ”
(J.B.) “– Davam para encher duas bacias. Eu fiquei ferido e os soldados foram donos de tudo. Para mim os objetos dele davam azar.”
(A.O.) “– O senhor guardou alguma coisa? Refiro-me a joias.”
(J.B.) “– Eu tinha uma caixinha cheia. Quando os amigos mostravam desejo de possuir uma, eu dava de presente. Minha esposa quis ficar com várias, inclusive uma tesoura de unhas toda de ouro. Não consenti que ela usasse. ”

O ataque aos cangaceiros ocorreu na manhã do dia 28 de julho, no riacho Angico, município de Poço Redondo, SE, e nessa mesma manhã, a tropa sobe a correnteza do “Velho Chico”, chegando com as cabeças dos cangaceiros abatidos, o corpo do soldado Adrião e o que foi ‘arrecadado’, na cidade de Piranhas, AL. No dia 29 de julho, espólios e cabeças, troféus macabros, chegam à cidade de Santana do Ipanema, AL, na sede do II Batalhão e, somente no dia 31 do mês de julho de 1938, chegam a Capital alagoana. Vejam bem, o que levaram para Maceió, capital das Alagoas, e lá chegaram no dia 31 de julho, só é catalogado a mando do Comandante Geral da PMAL, Coronel Teodoreto Camargo, no dia 9 de agosto do mesmo ano, como mostra o boletim militar de número 176 de 09 de agosto de 1938.

O jornalista Melchiades da Rocha solicita um inventário dos Espólios dos Cangaceiros mortos na grota do Angico, a fim de leva-los, ou parte deles, e expô-los na Capital do País, Rio de Janeiro.

“(...) Coincidentemente, foi no dia 09 de agosto que foi feito o “inventário” dos objetos de Lampião que foram entregues ao jornalista Melchiades da Rocha para serem expostos no Rio de Janeiro (...).” (“LAMPIÃO – SUA MORTE PASSADA A LIMPO” – BASSETTI, José Sabino. e MEGALE, Carlos César de Miranda. 1ª edição)

Fica evidente que boa parte das armas, o dinheiro, as joias e o ouro que estavam em posse dos cangaceiros foram arrematados em Santana do Ipanema, AL, ou mesmo antes. Lembremos que as cabeças chegaram a Piranhas, AL, no dia 28 e só no outro dia, numa sexta-feira, 29 de julho de 1938, é que seguiram para a sede do II Batalhão.

Não esperavam, os comandantes, tanta repercussão sobre a morte dos bandidos que há muito tempo aterrorizavam os sertões nordestinos. Autoridades de outros Estados, a imprensa e a população geral, queriam ver os objetos que pertenceram ao bando de Lampião. Não existindo outra forma, naquele momento, fora colocado armas e outros objetos substituindo os verdadeiros, como forma de dar uma satisfação a todos. E, naquele momento, teve êxito. Quanto aos objetos de valor, ouro joias e o dinheiro, não ocorreram substituições, apenas teve-se notícias de uma joia aqui, outra ali... E assim sucessivamente.

“(...) baseados em documentos da Polícia Militar de Alagoas, entrevistas de ex-militares e nos relatos do jornalista Melchiades da Rocha, podemos afirmar que a grande maioria dos objetos de Lampião, Maria Bonita e dos demais cangaceiros, fez o trajeto de Piranhas até a sede do II Batalhão em Santana do Ipanema onde, desprezando-se completamente a lei, houve a divisão entre os comandantes (...).” (Ob. Ct.)

Após tantas informações notamos a confusão que se deu no comando militar, depois que é concedido ao jornalista o direito de levar os objetos para ficarem em exposição. A pressa é inimiga da perfeição, e mais uma vez, isso nos é confirmado quando o ‘procedimento de carga’ desse Espólio fora feito. Não fora incluído no mesmo a quantidade, tipo, nem a numeração. Segundo os autores, Bassetti e Megale, até fora dada saída em objetos que não tinham sido catalogados na entrada, ou seja, apreendidos.

Não somos ‘donos’ da verdade, porém, procuramos ir buscá-la aonde ela encontra-se. A história muda a cada dia, devido a descobertas de novos fatos ocorridos em cada período.

Fonte “LAMPIÃO – Sua morte passada a limpo” – BASSETTI, José Sabino. e MEGALE, Carlos César de Miranda. 1ª edição.

Foto Armas On-Line
História Militar Online
Lampiãoaceso.com
Cangaçonabahia.com
Jornal Extra de Alagoas
Ob. Ct.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira‎

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A MORTE DA GALINHA

Por João Neto - Recife – PE

Quando eu fazia faculdade de Engenharia Civil, conheci um cidadão do Crato - Ceará (não lembro o nome dele agora, mas o apelidávamos de "Ceará").

Ele me contou que um tio dele comprou uma fazenda que era de Luiz Gonzaga, e Gonzagão vendeu com tudo que tinha dentro: algumas cabeças de gado, algumas aves, etc.

No meio dessas aves, havia uma galinha, pela qual, segundo o "Ceará", Gonzaga tinha grande estima!

O interessante é o seguinte: no dia 02 de agosto, de 1989 (data da morte de Luiz Gonzaga) essa galinha amanheceu morta, sem vestígio algum da "causa-mortis".

"Tadinha", - dizia sempre o bom "Ceará" -, "a bichinha morreu foi de tristeza mesmo, sêo moço! 

E essa vida, sem Gonzagão, por acaso, vale a pena?..."

Pior é que a galinha tava certa!

Contribuição: João Neto - Recife – PE

http://www.luizluagonzaga.mus.br/000/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=32

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

“PAJEÚ EM CHAMAS: O CANGAÇO E OS PEREIRAS”


Recebi hoje do Francisco Pereira Lima (Professor Pereira) lá da cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba uma excelente obra com o título "PAJEÚ EM CHAMAS O CANGAÇO E OS PEREIRAS - Conversando com o Sinhô Pereira" de autoria do escritor Helvécio Neves Feitosa. Obrigado grande professor Pereira, estarei sempre a sua disposição.


O livro de sua autoria “Pajeú em Chamas: o Cangaço e os Pereiras”. A solenidade de lançamento aconteceu no Auditório da Escola Estadual de Educação profissional Joaquim Filomeno Noronha e contou com a participação de centenas de pessoas que ao final do evento adquiriram a publicação autografada. Na mesma ocasião, também foi lançado o livro “Sertões do Nordeste I”, obra de autoria do cratense Heitor Feitosa Macêdo, que é familiar de Helvécio Neves e tem profundas raízes com a família Feitosa de Parambu.

PAJEÚ EM CHAMAS 

Com 608 páginas, o trabalho literário conta a saga da família Pereira, cita importantes episódios da história do cangaço nordestino, desde as suas origens mais remotas, desvendando a vida de um mito deste mesmo cangaço, Sinhô Pereira e faz a genealogia de sua família a partir do seu avô, Crispim Pereira de Araújo ou Ioiô Maroto, primo e amigo do temível Sinhô Pereira.

A partir de uma encrenca surgida entre os Pereiras com uma outra família, os Carvalhos, foi então que o Pajeú entrou em chamas. Gerações sucessivas das duas famílias foram crescendo e pegando em armas.

Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras põe a roda da história social do Nordeste brasileiro em movimento sobre homens rudes e valentes em meio às asperezas da caatinga, impondo uma justiça a seus modos, nos séculos XIX e XX.

Helvécio Neves Feitosa, autor dessa grande obra, nascido nos Inhamuns no Ceará, é médico, professor universitário e Doutor em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal), além de poeta, escritor e folclorista. É bisneto de Antônio Cassiano Pereira da Silva, prefeito de São José do Belmonte em 1893 e dono da fazenda Baixio.

Sertões do Nordeste I

É o primeiro volume de uma série que trata dos Sertões do Nordeste. Procura analisar fatos relacionados à sociedade alocada no espaço em que se desenvolveu o ciclo econômico do gado, a partir de novas fontes, na maioria, inéditas.

Não se trata da monumentalização da história de matutos e sertanejos, mas da utilização de uma ótica sustentada em elementos esclarecedores capaz de descontrair algumas das versões oficiais acerca de determinados episódios perpassados nos rincões nordestinos.
Tentando se afastar do maniqueísmo e do preconceito para com o regional, o autor inicia seus estudos a partir de dois desses sertões, os Inhmauns e os Cariris Novos, no estado do Ceará, sendo que, ao longo de nove artigos, reunidos à feição de uma miscelânea, desenvolve importantes temas, tentando esclarecer alguns pontos intrincados da história dessa gente interiorana.

É ressaltado a importância da visão do sertão pelo sertanejo, sem a superficialidade e generalidade com que esta parte do território vem sendo freqüentemente interpretada pelos olhares alheios, tanto de suas próprias capitais quanto dos grandes centros econômicos do País.

Após a apresentação das obras literárias, a palavra foi facultada aos presentes, em seguida, houve a sessão de autógrafos dos autores.

Quem interessar adquirir esta obra é só entrar em contato com o professor Pereira através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br
Tudo é muito rápido, e ele entregará em qualquer parte do Brasil.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: 

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – 
(61) 98212-9563 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”

Por Antonio Corrêa Sobrinho

O que dizer de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”, livro do amigo Ruberval de Souza Silva, obra recém-lançada, que acabo de ler, senão que é trabalho respeitável, pois fruto de muito esforço, dedicação; que é texto bom, valoroso, lavra de professor, um dizer eminentemente didático da história do banditismo cangaceiro na sua querida Paraíba. É livro de linguagem simples, sucinto e objetivo, acessível a todos; bem intitulado, pontuado, bem apresentado. E que capa bonita, rica, onde nela vejo outro amigo, o Rubens Antonio, mestre baiano, dos primeiros a colorizar fotos do cangaço! A leitura de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO” me fez entender de outra forma o que eu antes imaginava: o cangaço na terra tabajara como apenas de passagem. Parabéns e sucesso, Ruberval!

Adendo: José Mendes Pereira

Eu também recomendo aos leitores do nosso blog para lerem esta excelente obra, e veja se alguns dos leitores  possam ser parentes de alguns cangaceiros registrados no livro do Ruberval Souza.

ADENDO -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Entre em contato com o professor Pereira através deste 
e-mail: 
franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1022616384533904&set=gm.554349684773980&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CÓPIA DO PROCESSO CONTRA LAMPIÃO INSTAURADO NA COMARCA DE MARTINS-RN.


CÓPIA DO PROCESSO CONTRA LAMPIÃO INSTAURADO NA COMARCA DE MARTINS-RN.

Foto: cortesia Sr. Junior Marcelino..
Blog: JotãoVaqueiro.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PADRE MÁRIO E O SERMÃO NA BARCA (OU A MISSA DE NATAL NA IGREJA SEM TELHADO)

*Rangel Alves da Costa

A mais maravilhosa e a mais inusitada das missas. O mais intenso, comovente e profundo dos sermões: O Sermão na Barca. E o pregador, como se pairasse sobre as águas em asas de anjo, o Padre Mário.

Mas por que o Sermão da Barca quando o Padre Mário pregou sobre um menino humilde nascido em manjedoura e que veio ao mundo e, persistente e esperançosamente, se lançou no esforço contínuo da salvação humana?

Nas palavras do Padre Mário a explicação: Aqui nesta igreja aberta, sem teto, sob o luar sertanejo, igual barca acolhendo os seus em travessia, a missa para celebrar o nascimento daquele que não desistiu do homem!

Sim, Ele não desistiu do homem! Quase bradou o Padre Mário na sua palavra inicial. E daí em diante mostrou a esperança como a força maior da vida humana, pois somente através dela o homem segue, sonha, persiste, luta, encontra valia e valor na vida.

Sentado na sua cadeira de rodas ao lado do singelo presépio, Padre Mário apontava a humilde e rústica manjedoura para dizer que aquele que veio assim ao mundo, enfaixado em capim e pobreza, venceu todas as dificuldades impostas em nome daquele que veio para salvar: o homem.

“Um menino que nasceu de braços abertos na sua rústica manjedoura. Aquele que pregou de braços abertos por onde andou, nos montes e nos templos. Aquele que morreu de braços abertos numa cruz. E também aquele que ressuscitou de braços abertos!”. Eis a força expressiva nas palavras do Padre Mário.

“Vejam. Sintam que coisa maravilhosa. Aquele que de braços abertos persistiu em nome do homem. E o fez pela esperança de que seu exemplo de luta, persistência e destemor, jamais fosse esquecido pelo homem”. Assim, este homem acreditado, amado, confiado, deve buscar no seu exemplo a mesma esperança que lhe foi creditada.


“Deus que é o Deus do improvável para se fazer presença. Assustou Herodes, assustou Maria, assustou os pastores, assustou a todos por ser tão forte e tão humilde. Nascido envolto em faixas, pobre e como os pobres depositado na palha de feno, certamente ainda assusta a todos. E assim por que ainda somos arrogantes, orgulhosos, vaidosos, e Ele com sua humildade assustadora”.

“Esse Deus improvável que agora surge nesta barca, nesta igreja aberta, ali na sua manjedoura, na sua simplicidade”. Deveras, uma presença numa situação jamais imaginada pelos fiéis de poço Redondo. Uma missa natalina numa igreja sem telhado, aberta, escancarada, fato que a muitos também assusta.

Mas assim a ação divina, eis que no templo desnudo de telhado também a visão do menino pobre nascido em meio a barca do tempo, entre palhas e capins, ao redor de animais, na proximidade de pastores e de gente humilde. O mesmo menino nascido assim, de modo tão improvável, e que reinou sobre a terra.

Logicamente que não foram exatamente essas as palavras utilizadas pelo Padre Mário, pois apenas sintetizadas. Logicamente que barca, significando um templo aberto, foi no sentido de expressar a Igreja Matriz sem telhado como está agora, nua das paredes acima, mostrando no teto o clarão do dia e o negrume enluarado da noite.

Não imaginei que Padre Mário fosse celebrar missa natalina na situação e na feição que a igreja se encontra agora. Contudo, não havia pensado que o nosso pastor também gosta de agir perante o improvável, o inusitado, o inimaginável. E tenho certeza que sua satisfação foi maior que se estivesse entre luzes e castiçais da mais suntuosa catedral.

Padre Mário é também do mesmo capim da manjedoura. É do mesmo feno que enfaixou o menino. É da mesma pobreza e humildade ali presentes quando daquele nascimento. Mas é principalmente a esperança. A grande esperança que hoje prega aos sertanejos.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UMA FOTO ESPETACULAR! DOIS PERSONAGENS HISTÓRICOS E, UM BAÚ DE COURO

Por Volta Seca

Uma foto espetacular! Dois personagens históricos e um baú de couro muito bem trabalhado, feito pela família Ferreira, Virgolino ainda quando não era o Lampião, seu pai José Ferreira e seus irmãos, Livino, Antonio. Não se sabe a "autoria exata" de quem fez o baú de couro, mas foi a família Ferreira...

Ainda, na foto, visualizamos a ex-cangaceira SILA, ao lado de Vera Ferreira (neta de Lampião), em suas pesquisas a algumas décadas atrás, na região de Serra Talhada-PE (local onde nasceu o rei do cangaço).

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

1928 LAMPIÃO E SEU GRUPO DEIXAM PERNAMBUCO E ATRAVESSAM O RIO SÃO FRANCISCO RUMO AO ESTADO DA BAHIA.

Por Geraldo Júnior
Foto: Alcides Fraga

Lampião e um pequeno grupo composto pelos cangaceiros: Ponto Fino II (Ezequiel Ferreira), Luiz Pedro, Virgínio Fortunato da Silva (Moderno), Mariano Laurindo Granja e Mergulhão I, deixam o Estado de Pernambuco e atravessam o Rio São Francisco rumo ao Estado baiano. Em solo baiano, o pequeno grupo é reforçado com a chegada do cangaceiro Corisco e de seu primo "Arvoredo".

Lampião aproveita a calmaria no novo Estado para descansar e recompor seu grupo com novos integrantes.

Pouco tempo depois grande parte da Bahia e Sergipe conheceriam a verdadeira face de Virgolino Ferreira da Silva "o Lampião".

Nas quebradas do sertão.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)


https://www.facebook.com/HistoriasdoCangaco/photos/a.435268929895318.1073741828.435240783231466/1159062400849297/?type=3&theater

http:/blogdomendesemendes.blogspot.com

ÁREA GEOGRÁFICA PERCORRIDA PELO CANGACEIRO JESUÍNO BRILHANTE.


ÁREA GEOGRÁFICA PERCORRIDA PELO CANGACEIRO JESUÍNO BRILHANTE.

Nascimento: 1.844 - Patu -  Rio Grande do Norte
Morte: dezembro de 1879 (35 anos), em uma emboscada- Brejo do Cruz-PB

Cortesia: Lúcia Holanda.

Fonte: Facebook

PROFESSOR RESGATA OBRA INÉDITA


O professor Francisco Pereira Lima, historiador e pesquisador resgata obra inédita de grande importância deixada pelo padre Manuel Otaviano de Moura Lima.



A importante obra possui notas e apanhados históricos da cidade de Conceição e Ibiara com riqueza de detalhes de dados históricos, geográficos e genealógicos referente às cidades de Conceição e Ibiara.


O livro contém 56 páginas!
O valor de custo do livro é R$ 15,00 reais.
Os interessados podem entrar em contato com:

* Celso Miguel: em Bonito de Santa Fé-Pb 
Celular: Tim: 999789258


* Francisco Pereira Lima em Cajazeiras é só procurar Fátima Cruz no Abrigo de Idosos Lucas Zorn, em frete ao Bolsa Família. E-mail: 
franpelima@bol.com.br 
Celular. Tim: 9 9911 8286

Fonte: Facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingartas
https://www.facebook.com/salvio.siqueira.7?fref=nf

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ESPÓLIOS DE LAMPIÃO (Parte II)


... Os pesquisadores/historiadores, com seu ‘faro’ descobridor, terminam por verem, notarem, que muito das peças expostas em museus, não fizeram parte da tralha do cangaceiro mor.

“(...) Na época, nenhuma desconfiança foi levantada por alguém quanto a uma possível farsa relacionada aos pertences de Lampião. Mas passaram-se os anos e, pesquisadores mais atentos tiveram sua atenção voltada para o mosquetão que fora apresentado em 1938 como sendo o de Lampião. Frederico Pernambucano de Mello foi um desses pesquisadores, e, afirma em seu livro lançado em 1993, “Quem foi Lampião”, na página 107, ser falso o mosquetão que ora repousa naquele Instituto (Instituto Geográfico e Histórico de Maceió)(...).” (“LAMPIÃO – SUA MORTE PASSADA A LIMPO” – BASSETTI, José Sabino. e MEGALE, Carlos César de Miranda. 1ª edição. 2011)

A partir do momento, ou do descobrimento, da falsa arma, os olhos e sentidos dos pesquisadores se aguçam mais detalhadamente nesse rumo. O mosquetão usado por Lampião era modelo do ano de 1922, e a imagem do que aparece sendo sua arma, desde a foto das escadas da Prefeitura, em Piranhas, AL, seria modelo 1908. Para leigos no assunto, a coisa passaria despercebida, porém, há dentre os pesquisadores, verdadeiros experts em identificação de armas. E vejam só onde está a diferença:


“(...) vemos na frente da cabeça de Lampião, um mosquetão sem a presilha dupla no cano, peça encontrada somente no modelo 1908. O modelo 1922 de fabricação belga possui presilha única, mais estreita e braçadeira. Até mesmo os enfeites da bandoleira do mosquetão da foto tirada em Piranhas, são diferentes dos que aparecem na foto do livro “Bandoleiros das Caatingas” e que foi entregue a Melchiadas da Rocha para ser exposto no Rio de Janeiro (...).” (Ob. Ct.)

Uma testemunha ocular, que com Lampião conviveu, andou, lutou e quase morreu junto ao mesmo, no dia do ataque em Angico, em meados de 1938, foi o senhor Manoel Dantas Loyola, no cangaço tinha a alcunha de Candeeiro, que após ter cumprido sua pena passou a morar em sua terra natal no município de Buique, PE, relatando ao pesquisador José Sabino Bassetti que o “Rei Vesgo”, usava um mosquetão de modelo 1922.

“(...) O ex cangaceiro Candeeiro afirmou que havia poucas armas deste tipo entre os grupos e que, Lampião realmente possuía um mosquetão modelo 1922 com a madeira da coronha em tonalidade clara (...).” (Ob. Ct.)

No discorrer dos acontecimentos descritos, segundo a obra literária pesquisada, encontramos uma citação, retirada do livro “Quem foi Lampião”, de autoria do sociólogo, pesquisador/historiador Frederico Pernambucano de Mello, onde o mesmo afirma ter comprado objetos que pertenciam a Lampião.

“(...) No mesmo livro e na mesma página 107, Frederico Pernambucano de Mello informa que além da família de João Bezerra, comprou também da família de Teodoreto Camargo do Nascimento, joias que pertenceram a Lampião. Vejamos o que diz:

“Parte das joias, antigos acervos dos comandantes volantes João Bezerra e Teodoreto Camargo do Nascimento, compõem hoje a Coleção Frederico Pernambucano de Mello, destinada a servir de base ao futuro Museu do Cangaço do Nordeste. Dela fazem parte ainda lenços de pescoço, cartucheiras, lapiseira, algemas e alpercatas de Lampião”.

O autor de “Quem foi Lampião” comprou da família de João Bezerra, o lenço de pescoço que o Rei do Cangaço usava na hora da morte, joias, bornais, um par de alpercatas e também os mosquetões que pertenceram aos cangaceiros Quinta-Feira e Sabonete. 

Cangaceiro Luiz Pedro

Da família de Teodoreto Camargo do Nascimento, adquiriu o punhal que pertenceu a Luiz Pedro, um vestido de Maria Bonita, um lenço de pescoço de lampião, além de joias (...).” (Ob. Ct.)


O ataque aos cangaceiros no coito do riacho Angico foi pela manhã do dia 28 de julho, uma quinta-feira, de 1938. Nessa mesma manhã, foram levadas as cabeças e os espólios dos cangaceiros abatidos, mais o corpo da única baixa militar que teve no ataque, o corpo do soldado Adrião, para a cidade de Piranhas, AL.

Após serem as cabeças devidamente colocadas nos degraus da escada da Prefeitura, junto aos aparatos ‘arrumados’, não sabemos informar, pois não encontramos, ainda, o local onde passaram a noite daquele dia. Só na manhã do dia seguinte, 29 de julho daquele ano, uma sexta-feira, ao romper da aurora, é que chega a Piranhas, AL, o comandante do II Batalhão que ficava em Santana do Ipanema, AL, coronel José Lucena de Albuquerque. O mesmo segue em caminhão com o cortejo macabro em direção a Pedra de Delmiro, de lá, após outras paradas breves nas cidades, vilas ou povoados na estrada, chegam ao seu destino primeiro onde o esperava o Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Teodoreto Camargo do Nascimento.

Naquela cidade, Santana do Ipanema, na sede do II Batalhão, os comandantes, segundo os autores da obra pesquisada, fizeram um ‘conselho de guerra’ com determinação da ‘partilha’ daquilo que fora encontrado no acampamento dos cangaceiros. 

“(...) Foi aí que João Bezerra expôs aos dois comandantes a totalidade, ou quem sabe até, parte de tudo que conseguiu arrecadar em Angico (...).” (Ob. Ct.)

Pelo que notamos após a narração dos pesquisadores, o montante em joias e dinheiro não fora pouco. 

Havia, naquele tempo, um fazendeiro, grande latifundiário que era um dos maiores colaboradores de Lampião, Audálio Tenório de Albuquerque, que era primo do coronel José Lucena. E é das mãos do primo do comandante do II Batalhão que vemos surgir outros objetos que pertenceram ao cangaceiro mor. Esse primo do coronel Lucena, certa feita vai a capital pernambucana a fim de consultar um oftalmologista, Dr° Isaac, afim de saber qual medicação daria, ou faria em, a Virgolino Ferreira, pois o mesmo estava enfermo da vista esquerda, única que tinha. A consulta e o tratamento tiveram bons resultados.

“(...) O ex militar José Panta de Godoy afirma que o Tenente Coronel José Lucena “não quis ficar com nenhum objeto que tenha pertencido aos cangaceiros”, mas, quanto ao dinheiro nada comentou. Não disse como soube deste fato, mas, acertou quando afirmou que houve uma divisão do butim entre os comandantes. Na verdade, o coronel Lucena ficou com alguns objetos que foram depois repassados ao amigo e primo Audálio Tenório de Albuquerque e, hoje, também pertencem a coleção de Frederico Pernambucano de Mello (...).” (Ob. Ct.)

O cangaceiro, mistificado, produzido e aparentado por Lampião, diferenciava-se daqueles que os antecederam. Suas vestimentas não eram para camuflarem-se, pelo contrário, havia uma necessidade de mostrar-se, aparecer e ser visto pelas pessoas, exibindo-se mesmo. Com isso, muitas foram às pessoas que viram as peças artesanais, moedas e enfeites de algum metal precioso servindo de adorno para testeiras, barbicachos e bandoleiras das armas longas assim como o belo trabalho nos cabos dos punhais, facões e peixeiras.

O tenente que comandou o ataque aos cangaceiros na grota do riacho Angico, o pernambucano João Bezerra, não negou nem escondeu que tinha em seu poder os objetos que outrora pertencera a Lampião e seu bando. No entanto, sempre discordou, quando citavam que tivesse ficado com algum montante em contos e mil réis.

Já o comandante Ferreira de Melo, deu entrevista citando sobre o assunto...

CONTINUA...
Foto Benjamin Abrahão
Cangaçanabahia.com
Ob. Ct.
PS// FOTOS COLORIZADAS, DIGITALMENTE, PELO AMIGO Rubens Antonio.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?fref=ts

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PELA VARIG

Por Roberto Bulhões

Essa, eu estava na hora em que Luiz Gonzaga chegou ao gabinete do prefeito de Juazeiro do Norte - CE, Manoel Salviano, em 1985.

Dispensando qualquer cerimônia e simples como ele só, entrou acompanhado por alguns funcionários que o admiravam e foi dizendo:

“Prefeito, estou chegando do Rio de Janeiro pela Varig e antes de seguir pro meu Exu, vim lhe fazer um pedido muito importante”.

O prefeito já estava de pé e foi logo abraçando Gonzaga e respondeu imediatamente:

“Pode pedir seu Luiz. Um pedido seu aqui na terra do Padre Cícero é uma ordem!”.

Gonzagão foi enfático e praticamente deu um ultimato ao prefeito:

- Em nome do povo de Juazeiro e do meu Padim Pade Ciço Romão Batista, faça uma correspondência à Direção da Varig e peça que a Companhia determine aos seus pilotos, que quando vierem para pouso em Juazeiro do Norte, procedam da mesma forma como procedem no Rio de Janeiro! Lá, Salviano, eles, os pilotos, fazem questão de anunciar que, do lado tal da aeronave, está o monumento do Cristo Redentor. Por que não fazer o mesmo procedimento em Juazeiro, dizendo que ao lado esquerdo da aeronave está o monumento ao padre Cícero?...

Não deu outra:

A solicitação foi feita no mesmo dia, a Varig, através do seu presidente Hélio Smith, que determinou o procedimento.

E, a partir desse dia, em todas as aeronaves, no momento do pouso, os pilotos falavam o jeito que Gonzagão pediu da seguinte forma:

- Senhores passageiros, estamos procedendo a um pouso normal, de escala, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. Do lado esquerdo da Aeronave os senhores podem observar a magnífica estátua do Padre Cícero Romão Batista, Padroeiro da cidade e de todo o Nordeste!
Sejam bem-vindos e... Viva o Padre Cícero!"

Oxente! Rei é Rei!...
Contribuição: Roberto Bulhões

http://www.luizluagonzaga.mus.br/000/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=32

http://blogdomendesemendes.blogspot.com