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quarta-feira, 16 de julho de 2025

MARIA BONITA: JOIAS, TORTURA E SEM SEXO ÀS SEXTAS, DIZ BIÓGRAFA DO CANGAÇO.

 Por Juliana Linhares - Da Universa

Maria Bonita Foto do Benjamin Abraão

Maria Bonita tornou-se cangaceira porque quis. Era infeliz no casamento - com um sapateiro - e largou tudo para acompanhar Lampião, à época, já uma celebridade internacional, o bandido mais procurado do Brasil, com direito a reportagem no "The New York Times".

A primeira mulher a entrar no cangaço não foi raptada e estuprada ainda criança, como acontecia com a maioria das mulheres do bando. Porém, como elas, foi obrigada a dar a única filha que teve.

Maria Bonita andava coberta com algumas das joias mais caras já vistas no sertão nordestino - todas roubadas pelo marido -, tocava bandolim enquanto Lampião cantava, ajudava a torturar algumas de suas vítimas, atuava como espiã para o bando e adorava comer o "passarinho ao vinho" que Lampião preparava. Ela se chamava Maria Gomes de Oliveira. Na intimidade, era a Maria de Déa (nome de sua mãe) ou Maria do capitão. O Bonita foi criado depois de sua morte.

Maria, Lampião e os cachorros do casal - Foto do Benjamin Abraão

A biografia da "Rainha do Cangaço", escrita pela jornalista Adriana Negreiros, e recheada de histórias inéditas sobre a bandoleira, chega às livrarias no próximo dia 31. Veja trechos de "Maria Bonita - Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço", da editora Objetiva.

"Abusada e arrumadinha feito uma boneca".

Maria era morena clara, tinha cabelo e olhos castanhos, nariz afilado, lábios finos, 1,56 metro de altura, um par de coxas grossas (...) um certo achatamento da região glútea e os pés grandes e esparramados, descreve a autora. Era dona de uma gargalhada alta e, para Dadá, a mulher de Corisco, e sua principal rival, ela era "abusada, ranzinza, orgulhosa, metida a besta, barulhenta e arrumadinha feito uma boneca".

Muito ouro.

Ela andava com algumas das joias mais caras que já tinham circulado pelo sertão. Diz a autora: "Em volta do pescoço, exibia sete correntes de ouro (que pertenceram a uma baronesa alagoana, cuja casa fora assaltada por Lampião). As mãos traziam anéis em quase todos os dedos. Reluzentes brincos de ouro faziam conjunto com um broche do mesmo material, fixado ao tecido da vestimenta ou à jabiraca, o lenço de seda usado junto aos colares".

O cabelo ficava protegido por chapéus de feltro, enfeitados com moedas, botões e medalhas de ouro.

Maria usava um punhal de 32 centímetros, feito de prata, marfim e ônix, um binóculo alemão e se perfumava com a mesma loção que Lampião: Fleurs d'Amour, da marca francesa Roger & Gallet. Ela também empunhava um revólver Colt calibre 38. No bornal, a bolsa dos sertanejos, carregava maquiagem, sabonete e perfume.

As cangaceiras, em geral, usavam vestidos de seda, quando estavam escondidas, acompanhados de luvas com motivos florais, meias, sandálias ou botas de cano curto. Em dias de andança no mato, o vestido era de pano resistente, acompanhado de meias grossas e perneiras de couro de veado ou bode.
Estupros
Maria Bonita, ao que consta, nunca sofreu violência de Lampião; porém, o cangaceiro violentou muitas meninas. A autora conta que ele "tinha intenso prazer (....) de estuprar uma mulher, enquanto ela chorava". Ele e seu bando costumam fazer estupros coletivos e, na avaliação deles, "porque as mulheres queriam". O livro relata casos estarrecedores.
Benjamin Abrahão

Corisco e Dadá, ela, a rival de Maria Bonita - Foto Benjamin Abraão

O estupro de Dadá, mulher de Corisco.

Corisco a sequestrou, da casa de seus pais, quando ela tinha 12 anos e ele, 20. Conhecido como Diabo Louro, o cangaceiro a desvirginou violentamente. A seguir, a história, nas palavras da autora: "(depois do rapto, Corisco) jogou-a no chão. Imobilizou-a, levantou-lhe o vestido, abriu-lhe as pernas, se debruçou sobre seu corpo feito um animal, penetrou-a com força, repetidas vezes. Quando Corisco finalmente saciou-se, a garota estava inerte, quase desfalecida, com a região genital em carne viva, esvaindo-se em sangue. Delirando de tanta dor, pensara que suas pernas haviam virado escamas de peixe e, na sua alucinação, 'nadava feito uma sereia numa correnteza vermelha com pedras de diamante', como ela contaria depois. Nos dias seguintes, Dadá enfrentou febres altas, que lhe provocavam novos delírios. Cessada a hemorragia, começou a sentir escorrer, pela vagina, um líquido esverdeado. Para tratar os ferimentos e a inflamação, submetia-se a banhos de assento com ervas locais, preparados por dona Vitalina (tia do cangaceiro)".

O sexo no cangaço.

Era raro. E guiado por superstições. Nunca acontecia, por exemplo, às sextas-feiras e em vésperas de mudanças de esconderijo. Quando transavam "em respeito ao Pai Eterno, os cangaceiros tiravam do pescoço os colares com saquinhos nos quais traziam orações. Lampião carregava oito delas, além de um crucifixo em ouro maciço", conta Adriana.

Apesar da pouca água existente no sertão, uma pequena quantidade era reservada para banhos íntimos das mulheres - para que elas estivessem asseadas para os homens. Eles não faziam o mesmo e, muitas vezes, passavam para elas doenças venéreas adquiridas em cabarés.

Como tratavam as DSTs

Contra a gonorreia, os cabras bebiam uma mistura de ovo com o suco de 12 limões, deixado ao sereno por toda uma madrugada e bebida antes do sol nascente. Abcessos eram abertos com canivete e espremidos até acabar o pus. Muitos ficavam de cócoras sobre uma fogueira.

Os cangaceiros também acreditavam que todo o tratamento iria por água abaixo, se "pisassem em rastro de corno".

White Horse, traição e tortura.

Lampião tratava a mulher paciente e carinhosamente. E ria das constantes crises de ciúme dela. Em 1931, o casal viajou no que seria uma lua de mel tardia e se hospedou na casa de fazendeiros abastados. Lampião fumava charutos, Maria jogava cartas e eram muitos os brindes com uísque White Horse. Lampião gostava de cantar e tocar sanfona, enquanto era acompanhado pela mulher, no bandolim. Quando sua voz falhava, chupava pastilhas Valda.

Aparentemente, Maria teve um romance com um comerciante chamado João Maria de Carvalho. Quando precisava de algo, tipo sapatos, ela mandava pedir a ele.

Maria impediu que Lampião matasse muita gente, no entanto, há registros que mostram que, em alguns casos, ajudou a torturar vítimas mulheres do marido: por exemplo, arrancando-lhes os brincos até rasgar os lóbulos.

Dadá, a rival

A mulher de Corisco costurava muito melhor que Maria Bonita, e, por isso, conquistou a alma vaidosa de Lampião. Ele pedia que ela lhe fizesse bornais com bordados florais e geométricos bem coloridos.

A autora não afirma que Lampião e Dadá tiveram um caso, mas conta noites em que eles ficavam numa "risadaria dos pecados".

Lampião fazia "passarinho ao vinho".

Costurar, lavar e cozinhar eram tarefa de todos, homens e mulheres. Os homens costumavam caçar os bichos, as mulheres os temperavam e eles assavam. Lampião adorava fazer um prato em especial: passarinho ao vinho. Maria, além de cozinhar e tecer, agia como espiã, escutando as conversas das pessoas da cidade e recrutando novos homens para o bando. Ela e Lampião sabiam ler e escrever precariamente, e gostavam de ler a revista "O Cruzeiro". 

A doação da única filha

Expedita nasceu em setembro de 1931, pelas mãos de uma parteira, sob a sombra de um umbuzeiro. Dias depois do nascimento, a menina foi entregue a um casal de vaqueiros, em Sergipe. A mulher havia dado à luz recentemente e é possível que a filha de Maria Bonita tenha sido apresentada à vizinhança como a irmã gêmea do outro bebê. Depois que entregou sua filha, Maria amarrou um pano em volta dos seios. Espremidos, eles deixavam vazar pouco leite.

Há relatos de que, antes de ser doada, a bebê quase foi sangrada a facão pelo pai. Lampião se impacientaria com o choro dela e com o fato de ter que parar as caminhadas do bando para que a mulher cuidasse do bebê.

Todas as cangaceiras eram obrigadas a entregar seus bebês ainda recém-nascidos. Geralmente, eles eram dados a fazendeiros, juízes ou padres.

O primeiro casamento de Maria.

Ela foi casada desde os 15 anos com um primo sapateiro. O casal vivia no sertão da Bahia e o sapateiro era conhecido por se entregar aos prazeres da noite. Mas ele fazia pior. "Maria podia passar incontáveis noites longe de casa (quando o marido a traía) - muitas vezes depois de enfrentar a fúria dele que, aborrecido com os protestos da esposa, tentava lhe calar com tapas e socos", escreve a autora. Maria, de seu lado, não era a mais fiel das esposas.

 Como conheceu Lampião.

O cangaceiro, que já era o rei do cangaço, tinha atrás de si as polícias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Decidiu tentar uma vida nova na Bahia. Maria de Déa, de seu lado, era fascinada pelas histórias do cangaceiro. Há algumas hipóteses sobre como os dois se conheceram, mas a mais aceita dá conta que, numa de suas fugas do marido, Maria chegou na casa dos pais e lá encontrou Lampião e seu bando. Foi para a cozinha, ajudar a mãe a preparar a refeição para os cangaceiros, Lampião se aproximou e travou com ela o seguinte diálogo, segundo a autora:

- Você sabe bordar?

- Sei.

- Então vou trazer uns lenços de seda para você bordar e volto daqui a duas semanas para buscar.

(...) ?Dias depois, Virgulino voltaria para pegar os panos e iniciar o namoro com Maria. (...) Durante todo o ano de 1929, ele interromperia suas incursões sertão adentro para visitar, com regularidade, a namoradinha ? o que não o impediria de, durante os trabalhos de campo, procurar o amor em outras paragens.?

O bando, com Maria à frente - Foto do Benjamin Abrahão 

A Rainha do Cangaço.

"Meses depois (....) passaria a viver maritalmente com Lampião. Assim, nos primeiros meses de 1930, Maria (...) se tornaria a primeira cangaceira da história do Brasil. Antes dela, nunca, uma mulher acompanhara o grupo de bandoleiros. Muitos tinham suas companheiras, mas não permitiam que os seguisse. Era o caso de Corisco. Quando Maria de Déa entrou no bando, fazia três anos que ele mantinha Dadá escondida na casa de dona Vitalina (sua tia), escoltada por capangas para evitar que fugisse ou fosse atacada pelas volantes (como era conhecida a polícia)".

Cabeça decepada e madeira na vagina.

O bando de Lampião foi dizimado numa emboscada feita pela polícia, em 28 de julho de 1938 (Corisco e Dadá não estavam nesse dia e se salvaram). Maria tinha 28 anos. Os onze homens haviam acabado de acordar. Os soldados viram Lampião puxar sua oração matinal e Maria fazer o café. Dispararam saraivadas de tiros. Maria estava com uma bacia na mão ao levar a primeira bala na barriga. Ela agonizava quando um soldado degolou Lampião. Depois, outro policial fez o mesmo com ela - que ainda estava viva. As cabeças dos onze cangaceiros foram depois expostas ao público, em Maceió. O corpo de Maria Bonita "seria abandonado com as pernas abertas e um pedaço de madeira enfiado na vagina", conta o livro.

O que mais impactou a autora

Adriana conta que se impressionou muito com as histórias de violência do bando. No entanto, algo a assombrou ainda mais: "os relatos das cangaceiras sobreviventes são geralmente desacreditados em relação à extrema brutalidade da qual foram vítimas", diz Adriana. "Dadá foi muitas vezes tachada de 'exagerada' ao dar detalhes sobre o rapto e estupro perpetrados por Corisco". Adriana sentencia: "Colocar em suspeição a versão das cangaceiras faz parte do mesmo padrão e da mesma lógica que insiste em desqualificar os relatos das mulheres quando violentadas".

https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2018/08/24/maria-bonita-joias-tortura-e-sem-sexo-as-sextas-diz-biografa-do-cangaco.htm?fbclid=IwAR0Bvtf7PX0YZQuP4mtF92EEO9mzS6-cTbn6kq9MPAViywGXcFFL2hUMGCo

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terça-feira, 15 de julho de 2025

MARCELON

 Clerisvaldo B. Chagas, 14 de julho de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.267

PRACINHA DA VIZINHANÇA DA SORVETERIA (FOTO:DOMÍNIO PÚBLICO, ARQUIVO B.CHAGAS/LIVRO 230) 

Interessante a questão levantada pelo primo escritor João Neto Chagas: “Como seu Marcelon conseguia fazer picolés e sorvetes sem energia municipal?” Bem, para quem não sabe, em Santana do Ipanema, no início da Rua Nova, salão comprido de esquina, sorveteria do senhor Marcelon; bem defronte a Pracinha Emílio de Maia. Deve ter sido um período da década de 50 e 60.  Como criança e adolescente, sempre pedia picolé, sorvete e salada de frutas, produtos fabricados naquele lugar. Não me recordo das feições do dono e nem possível nome do estabelecimento. Recordo as feições do segundo dono: José Ricardo Sobrinho. Mas digo ao primo velho, meu contemporâneo, juntamente com outro escritor, Luís Antônio, o Capiá, que havia um reservado e eu já havia entrado algumas vezes ali, onde sempre havia um barulhozinho, quase permanente de máquinas trabalhando; barulho esse semelhante à de motor de geladeira, de ar-condicionado, por aí assim, ouvido por nós até ao passar pela calçada da sorveteria no lugar mais próximo do reservado.

Ora, então é claro que o homem já possuía motor particular apropriado. É parecido com o caso Maneca. A geladeira do café/bar do Maneca era uma das poucas da cidade, mas já havia energia  na urbe e muitos elogios à qualidade da geladeira do homem que vendia o gostoso vinho marca “Raposa”. Sim João, o assunto talvez só interesse aos santanenses, mas não deixa de ser acontecimento do passado em todo o interior.

O filho de Marcelon, chamado Tonho Marcelon (Antônio Honorato) tinha um bar no térreo do Hotel Central de Maria Sabão. Era o “Point” da elite da época. Tonho era um dos maiores enxadristas de Santana e o maior chradista. Um esporte em voga: matar charadas. Se bem que o maior enxadrista mesmo de Santana fosse o Brás que morava na Rua Tertuliano Nepomuceno e trabalhava na “Sapataria Ideal” do Sr. Marinheiro Amaral. De qualquer maneira, temos um miolo da história santanense e as periferias que complementam a riqueza cultural da nossa gente. Ora, se formos descobrir outras coisas, o Gilson Saraiva (Gilson Alfaiate, era o melhor jogador de “Damas” da cidade, embora eu fosse muito bom. Por hoje é só. Fica aqui o convite aos escritores contemporâneos João Neto Chagas e o Capiá, para darmos um passeio pelo cenário real de hoje, inspirador no passado do meu recente romance AREIA GROSSA, ainda inédito. Beijos no coração



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A TOCAIA IMPIEDOSA DE SINHÔ PEREIRA E LUIZ PADRE - ‪@CONTOSDOCANGACO3144‬

Por Contos do Cangaço 

https://www.youtube.com/watch?v=8gq_euw-1xk

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MORT3 DE CACHEADO E A TENTATIVA DE FUGA DE SINHÔ PEREIRA E LUIZ PADRE (VIROU TEMA DE MÚSICA).

 Por Helton Araújo


https://www.youtube.com/watch?v=D3ye6sxY3oM

Conheça a história que virou letra de música do cangaço. A mort3 de Cacheado, se deu na tentativa de fuga dos primos Sinho Pereira e Luiz Padre em busca de deixarem o cangaço.

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EXPLICAÇÃO SOBRE A NÃO LIBERAÇÃO DE COMENTÁRIOS NESTE BLOG.

 Por José Mendes Pereira 

Desde de algum tempo que o http://blogdomendesemendes.blogspot.com  não libera comentários escritos pelos nossos leitores, devido uma invasão que houve de um membro qualquer (não sei quem), que maldosamente excluiu o endereço eletrônico que com ele foi criado o blog, e com esta maldade, fiquei sem direito de liberar comentários, e a página onde estão todas as informações sobre ele, não mais acesso no blog. 

Até hoje, não entendo a tamanha maldade que fez esta pessoa, vez que os meus trabalhos pessoais sobre o tema, jamais criticam de quem faz as suas histórias com credibilidades sobre cangaço, e que, respeitosamente publico sem nenhuma autorização do autor, e nunca fui chamado a atenção por isso. E nem tenho conhecimentos sobre, para desrespeitar com criticas aos que foram até as fontes, e trouxeram as melhores informações para nós. Algumas discordâncias que às vezes escrevo, não atingem os escritores, pesquisadores e nem cineastas, são sobre depoentes que aqui falaram que foi assim, e lá mais adianta, falaram diferentes. O que eu sei até hoje sobre cangaço, aprendi com estes senhores escritores, pesquisadores e cineastas do nosso Nordeste e do nosso Brasil. 

Até as publicações mais antigas, eu não posso corrigir algo que esteja com erros de digitações, ou mesmo informações duvidosas, vez que não consigo abrir a página para tal fim. Lamento não poder liberar comentários. Muito eu gostaria de publicar os comentários dos nossos leitores.

Muito obrigado por entender!

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segunda-feira, 14 de julho de 2025

CANGACEIRO BORBOLETA.

 Por Fatos na História


https://www.youtube.com/watch?v=246XbFLiTV0

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ROTA DO CANGAÇO EM SERGIPE | LUGAR ONDE O CANGACEIRO LAMPIÃO E OUTROS DO SEU BANDO FORAM MORTOS.

 Por Japa Estrada com Fabi

https://www.youtube.com/watch?v=Ll49aijP9nQ

Rota do Cangaço | conheça a história da morte do Cangaceiro Lampião e mais alguns outros cangaceiros do seu bando. Mas você já pensou em fazer um passeio pela história do Brasil? Essa é a proposta da Rota do Cangaço, o passeio pode ser feito a partir de Canindé do São Francisco em Sergipe ou saindo de Piranhas Alagoas, você pode escolher ir até o Restaurante Angicos ou Restaurante Eco Parque de onde vc paga 20.00 por pessoa , segue a Rota com um guia que contará toda a história . Esse é o último vídeo da Série onde é possível conhecer belíssimos lugares às margens ou navegando pelo Velho Chico , no link abaixo vc terá acesso a Playlist completa dessa viagem :    • Piranhas Alagoas | Cânions do São Francisc...   Resumo: 0:00 Abertura 0:08 Casa do coiteiro de Lampião 5:30 Verdadeira Rota do Cangaço / Restaurante Angicos / Sergipe 6:31 Rota do Cangaço 10:00 Grota do Angico - Local onde morreu Lampião, Maria Bonita e bando Aproveita e se inscreve , curte e deixa seu comentário que eu vou amar ! Me segue lá Instagram : Japaestrada_comfabi

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POR QUE ENTREI PARA O CANGAÇO!

 Por Sálvio Siqueira


Muitos foram os motivos daqueles, e daquelas, sertanejos (as), nordestinos (as), que fizeram parte do cangaço. Causas? Seria necessário um livro exclusivamente só para tentar mostrar a causa, razão, de cada uma das personagens. 

Falaremos de uma das personagens que teve um motivo sublime, especial a nosso ver, que foi a paixão, o amor por um dos que lá, nas trilhas sangrentas, há muito vivia.

No município, hoje, de Paulo Afonso, BA, havia umas terras que receberam o nome de Arrasta-pé. Nessas, um casal seguia o que o Livro Sagrado determina, “crescei e multiplicai-vos”. Trata-se do casal Pedro Gomes de Sá e de dona Santina Gomes de Sá.

Os pais da cangaceira Durvinha - Durvalina Gomes de Sá

O velho Pedro Gomes escolhe um local especial para construir sua morada. Ela ficava em um ponto de onde se podia observar todo o vale. Estrategicamente fora, acreditamos ali erguida o seu lar, para que nas tardes em que estivesse em casa, poder, junto à sua amada, vislumbrarem o magnífico panorama que o bioma da caatinga contém. 

 
Alguns os chamam de "tanques", outros de "pias", e outros ainda de "caldeirões".

Além de em seu derredor existirem vários ‘tanques’ naturais na pedra bruta onde se acumulava o líquido mais precioso do Sertão na estação chuvosa, para ser usado na época da estiagem.

Escombros da casa dos pais de Durvinha - queimada pela volante do tenente Douradinho

Dentre seus filhos, aos 15 dias do mês de dezembro do ano de 1915, nasce à bela Durvalina Gomes de Sá. 

Como toda criança sertaneja, sua infância foi curta. Não havia naqueles lugares muito para fazer a não ser começar cedo no ‘batente’. Os filhos, logo seguiam o pai para a lida dos roçados, cuidar de animais e etc... Já as meninas, desde muito pequeninas, seguiam a mãe nas lidas domésticas. Os pais tinham obrigação de ensinarem aos filhos o uso da foice, do machado, da enxada e de como lidar com reses, animais e criações, além de como se portar quando estivessem prontos para seguirem suas vidas independentes. Já as mães, obrigatoriamente, tinham a responsabilidade de ensinar as filhas os afazeres da casa, preparando-as para ser uma espécie de servientes aos maridos, quando a hora chegasse, e, se por ventura, a ‘coisa’ desanda-se, a mãe era responsabilizada pelo resta da vida.

Assim, mais ou menos, era a criação de uma família de tempos não tão longínquos idos, nas quebradas dos sertões nordestino. 

A vida naquela fazenda não era tão monótona como também, alguns, devam estar imaginando. Pelo contrário. O pai de Durvalina sempre fazia tremendas festas em sua casa, tanto que o nome de onde moravam lembra uma dança sempre dançada nos forrós sertanejos “Arrasta-pé”.

A cangaceira Durvinha - Durvalina Gomes de Sá — com luiz pedro da ingazeira.

Normalmente, a adolescente ao completar 15 anos de idade, seus pais fazem uma festa comemorativa que ficará para sempre em suas lembranças. Para Durvalina, o ‘presente’ não veio dos pais, mas de um acaso da vida. Ela, já bastante participativa das festas que o pai promovia, conhecia todos os garotos da sua idade naquela ribeira, até mesmo ensaia um namorico com um deles. Porém, parece nenhum ter-lhe tocado o coração.

A fazenda Arrasta-pé, dos pais de Durvalina, tornou-se uma passagem obrigatória do bando de cangaceiros chefiados por Lampião, pela sua aproximação, quase limítrofe, do Raso da Catarina. A cabroeira ia e vinha sempre parando para resolverem alguma coisa entre Lampião e o velho Pedro Gomes, até o mesmo tornasse um coiteiro do chefe cangaceiro.

Pois bem, dentre os vários cangaceiros que faziam parte da caterva de Lampião, teve um que chamou, em demasia, a atenção da jovem menina. Era um cabra vistoso, alto, forte e sempre andava nos conformes. Passando a prestar mais atenção, nota como ele é elegante e a trata como nunca outro a tratou, isso na prática e nos sonhos "imagináveis" sonhados por todo adolescente. Pronto, cupido fez mais uma das suas, e o seu primeiro amor ‘destaboca’ com uma paixão até mesmo insana, como são as paixões, com a força e o calor de um vulcão em erupção.

O cangaceiro Moderno - Virgínio Fortunato da Silva

O cangaceiro Moderno Virgínio Fortunato da Silva antes de torna-se um cangaceiro, fora casado com uma filha de José Ferreira chamada Angélica Ferreira, sendo a irmã mais velha de Lampião. Quando da ida da família Ferreira para a terra de Padim Ciço, Juazeiro do Norte, CE, já tendo os pais de Lampião falecido em terras alagoanas, Angélica engravida. Historiadores pouco relatam sobre essa gravidez, assim como, nada ou quase nada, citam sobre a sua prematura morte. Pelo pouco que lemos, tem-se a impressão que a causa mortis fora de problemas no puerpério, fase muito crítica no pós-parto, principalmente se ocorreram problemas na gestação, coisa que também não fora ‘explorado’ pelos pesquisadores.

IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira (tio); 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz, irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

Virgínio contam os historiadores, nascera em 1903, em terras do Estado do Rio Grande do Norte. Muitos deles, escritores, não citam o lugar exato em que nascera, por isso, não citaremos também. Fortunato fica viúvo em 1926. Quando do mandato de prisão, através de Carta Precatória das autoridades pernambucanas, para todos da família Ferreira que em Juazeiro estava, o sargento que fez a escolta dos membros da mesma, revela aos mesmos que havia um plano, e, portanto, uma ‘ordem’ para que todos fossem assassinados. Tendo aberto o jogo, em vez de procurar matá-los, o sargento prontifica-se em dar-lhes proteção até os limites em que poderia atuar. Não gostando desse rumo dos acontecimentos, Virgínio, junto com o irmão mais novo de Virgolino, Ezequiel Ferreira, resolvem não irem presos para Vila Bela, PE, e caem nos matos catingueiros até chegarem onde se encontrava o “Rei dos Cangaceiros”, e entram para o cangaço, ficando conhecidos, a partir desse momento, Virgínio como “Moderno” e Ezequiel como “Ponto Fino”.

Em 1930, já com quatro longos anos como cangaceiro, Moderno já havia ganho a confiança do ex-cunhado e termina por ter seu pequeno bando. Disponibilizado, principalmente, quando se fazia necessário ir buscar alguma coisa de valor como dinheiro extorquido ou mesmo munição e armas compradas a pessoas que nem todos deveriam saber que eram. O coração do cangaceiro depois que perde a esposa, está mais duro que antes. No entanto, ao começarem as passagens por uma casa nos limites do Raso da Catarina, quatro anos depois de enviuvar, uma pequenina jovem, faz com que ele bata mais forte. Ele contando, na época com 27 anos de idade.

O casal cangaceiro Moderno e Durvinha - Virgínio Fortunato da Silva e Durvalina Gomes de Sá

A coisa tornasse até um tanto infantil, como é infantil e imprevisto o amor, quando puro, torna-se fazer parte do respirar, comer, viver... e o gostoso é amar. Entre os dois, o cangaceiro e a menina da fazenda Arrasta-pé, o amor mostra-se completo, insensato, indomável, até mesmo irracional. Sempre havia uma desculpa qualquer para se chegarem e prosearem um pouco. A cada encontro a coisa fica mais amarrada. O cangaceiro, com as ‘teias de aranha’ do seu velho coração limpas e a jovem a imaginar aventuras infinitas nos braços dele, fosse onde fosse. Não restando outra saída, os dois marcam o dia e a hora de fugirem. Data e hora são chegada, os dois se metem nas matas da caatinga. As folhas das árvores serviram de colchão, as árvores como parede e a claridade do luar, ou mesmo o brilho das estrelas, foram testemunhas de várias noites de amor pleno entre os dois apaixonados...

Assim, muitos daqueles que sobreviveram ao fim do Fenômeno, sempre tem uma história para contar sobre sua adesão as fileiras sangrentas do mesmo, seja ela por vingança, perseguições, maus-tratos, etc... Já para a jovem Durvalina Gomes de Sá, conhecida nas hastes da história do Fenômeno Social Cangaço como a cangaceira Durvinha, entrar para o cangaço foi tão somente por opção, por querer. Por estar sentindo amor, um amor que levou consigo por toda sua existência por um cabra de Lampião chamado Moderno... Nas quebradas do Sertão baiano.

Fonte “Moreno e Durvinha – Sangue, amor e fuga no cangaço” – LIMA, João de Sousa (João De Sousa Lima). 1ª Edição. 2007.
Foto Neli Conceição (filha de Durvalina e Moreno)
Ob. Ct.
Benjamin Abrahão

PS// FOTOGRAFIAS COLORIZADAS, DIGITALMENTE, POR NOSSO AMIGO, PROFESSOR Rubens Antonio

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O FORRÓ DO JOÃO DE MOCINHA.

 Por José Mendes Pereira

Antônio Alexandre da Cunha Filho - Tota  - cantor do conjunto musical João de Mocinha.

Meus amigos que foram adeptos das inesquecíveis Casa de Menores Mário Negócio e a famosa Editora Comercial, Railton Melo, Jorge Braz, Pedro Nascimento, Manoel Flor de Melo e João Augusto Braz, sei que vocês não foram festeiros daquele clube “Forró do João de Mocinha” estabelecido à Rua da Harmonia em Mossoró, no grande Alto de São Manoel, fundado entre os anos de 1966 a 1967, por Francisco de Assis Lemos (o Chico), filho do homem que o forró recebera o seu nome, mas sabem que durante muitos anos, aos sábados e aos domingos à noite, algumas vezes, uma matinê no sábado, animou os festeiros do São Manoel e de outros bairros com o som da amada sanfona, triângulo e zabumba, onde lá, o cavalheiro pegava a sua dama, e só no bico do sapato, divertia a si mesmo e a sua morena, ali, aconchegado, e de ponta a ponta, o casal rodopiava o salão do ambiente.

O forró não tinha regras para se participar da festa, podia entrar quem quisesse, mulheres de bons modos, mulheres de vida livre, desde que pagassem a entrada de acordo com o preço estabelecido na portaria, e rigorosamente, os festeiros respeitassem o ambiente. Nada grátis, afinal, o dono fazia gastos e mais gastos com instrumentos musicais, e procurava manter o conjunto com bons músicos, para que o forró funcionasse nos finais de semanas, e fizesse mais ainda sucesso, e divertisse os festeiros.

O nome do conjunto era “Os Diamantinos” de propriedade do Chico, que começou com instrumentos improvisados, e aos poucos, foi se aperfeiçoando, e era administrado por seu pai João de Mocinha, tendo como componentes: Crooner Antônio Alexandre da Cunha Filho (vulgo Tota), cujo, foi meu colega  de trabalho da empresa do Governo Estadual, na Educação. No triângulo, João Batista (vulgo Doidelo), este é meu primo de 2º grau, porque, as nossas avós eram irmãs. Ainda no triângulo e bateria o Antônio Aírton de Carvalho (já falecido) e no baixo o Edilson de Teotônio, irmão de Alcimar dos Teclados, nosso grande amigo e primo dos meus primos. 

Alcimar dos Teclados e sua esposa - também é cantora. Grandes artistas musicais.

Quando Edilson saiu do grupo, quem assumiu o contrabaixo foi o Geniel, também meu primo de 2º grau, filho do Olegário Ismael Jácome e de Francisca de tia Adelaide Maria da Conceição. Na guitarra, era responsável pelo som um jovem com o vulgo de Chico Cascudo.

Com este nome, o conjunto musical “Os Diamantinos” permaneceu durante 13 anos, e foi uma homenagem a uma freira do Ceará, amiga do padre Sales, que por aqui vivia, e sugeriu aos proprietários este nome de fantasia, o qual foi muito bem escolhido e abençoado por Deus.

O proprietário do clube acreditou e com muito sacrifício, investiu, chegando a ser uma das casas de shows melhores da periferia de Mossoró. O forró do João de Mocinha era tradição na cidade, e conquistou a população fazendo grande sucesso. Esta foi a primeira fase do conjunto musical “Os Diamantinos” que durou de 1966 a 1979.

A segunda fase do ”Forró do João de Mocinha”, teve início logo a seguir, em 1979, quando o conjunto “Os Diamantinos” deixou de existir, recebendo o nome de “The Black Som” considerada a fase de “ouro” do grupo, tendo sido comprado mais instrumentos com maiores potências no que diz respeito a decibéis. Nesse período, alguns componentes deixaram de fazer parte do conjunto, como por exemplo: Geniel, que abandonou o grupo, e que a sua vaga de baixista foi preenchida por um jovem chamado Neto. O crooner de “Os Diamantinos” o “Tota”, permaneceu até dois anos no “The Black Som”, mas posteriormente, ele deixou a banda, e a vaga foi preenchida pelos cantores Sales de Aleixo e uma jovem com o nome de Aledir.

A fama do forró fez com que o Chico investisse mais ainda, comprando instrumentos como teclado, caixas de som de alta potência, além de baterias e tumbas de alto curto.

O forró andava bem, obrigado, mas quando o proprietário resolveu colocar um empresário, que havia mudado o nome para “The Black Som”, e por ironia do destino, não se sabe se foi afastamento dos festeiros, porque já existiam outros clubes nas periferias de Mossoró, ou se foi administração do empresário que não chegou a satisfazer aos frequentadores, e a partir dali, o conjunto caminhou para a decadência.

E para ver se recuperava o sucesso que fez o conjunto antes, pai e filho resolveram convidar os antigos componentes, como o Tota, o Geniel, o Airton, o João Batista (Doidelo), o Edilson..., e como ninguém quis mais fazer parte do grupo, ele foi fracassando, sem mais ter casa cheia no ambiente, e assim foi de água abaixo, chegando a falência.

Se o grupo “Os Diamantinos” fez bastante sucesso, mais ainda fez o “The Black Som”, e com a entrada do empresário, o conjunto perdeu o rumo, chegando o proprietário encaixar os seus instrumentos, guardando-os, esperando por uma outra oportunidade, a qual, nunca mais existiu.

Que pena! Um clube que fez muito sucesso, agora só restou a saudade a quem nele frequentou, e o prédio todo desmoronado que ainda tenta resistir em pé, lá na Rua da Harmonia, no grande Alto de São Manoel em Mossoró.

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domingo, 13 de julho de 2025

LAMPIÃO ENFURECIDO NO ATAQUE AO POVOADO DE VÁRZEA DA EMA.

 Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=VIn8lXYp1N0

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, após se desentender com o seu ex amigo e coiteiro no sertão Baiano, o coronel Petronilo de Alcântara Reis, o "Petro", que era o chefe político de Santo Antônio da Glória, cidade hoje submersa pelas barragens do Rio São Francisco, quando houve a batalha que morreu Ezequiel, irmão mais novo de Lampião, fato acontecido na Baixa do Boi, em Paulo Afonso, Lampião encontrou em um dos bolsos de um policial da Força Volante, morto no combate, um bilhete do coronel endereçado ao comandante da volante e o bilhete falava dos esconderijos dos cangaceiros. Lampião arquitetou sua vingança incendiando em torno de 18 fazendas do coronel. Começando de Glória, cruzando o Raso da Catarina, Lampião tocava fogo e matava os animais. E numa dessas investidas, o rei do cangaço nordestino, comandando aproximadamente 40 cangaceiros, entre eles, Corisco, Arvoredo, Calais, invadiu o Povoado de Várzea da Ema, onde Petro tinha amigos, e, completamente irado, descarrega sua fúria, numa das mais importantes histórias do cangaço nordestino.
Fonte: Lampião a Raposa das Caatingas - José Bezerra Lima Irmão. Temas relacionados:

Sertão Nordestino, Lampião e Maria Bonita, Grota de Angico, Contos do cangaço no sertão, cangaço Lampiônico, Cangaceiros de Lampião, cabras de Lampião, História Nordestina, Literatura do Sertão Brasileiro, Crime de castração, história do eunuco, lampião a raposa das caatingas, o governador do sertão, lampião mata inocente, crimes de Lampião, lampião herói ou bandido, Volantes Policiais no cangaço, volante policial Nazarenos, Volante Zé Rufino, Volante Mané Neto, Padre Cícero, Rota do cangaço, cangaceiro Corisco, cangaceiro Moreno, Cangaceiro Zé Baiano, cangaceiro Gato, histórias e contos, filmes completos, canais de cangaço, A morte do cangaceiro Corisco.
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DEPOIMENTO SOBRE A TRAJETÓRIA DO EX-CANGACEIRO ZABELÊ I - MEMBRO DO BANDO DE LAMPIÃO.

 Por Cangaçologia.

https://www.youtube.com/watch?v=KFvGhmib28w&t=715s

Fomos até a fazenda Xique-Xique, reduto do cangaceiro Zabelê I (Isaías Vieira dos Santos) que integrou durante anos o bando cangaceiro liderado por Lampião, que fica localizada no município pernambucano de Serra Talhada, onde no dia 14 de novembro de 1925, aconteceu um dos mais ferrenhos e sangrentos combates ocorridos em toda a história entre Lampião e seu bando e os Nazarenos. Nesse combate pereceram os cangaceiros: Jurity I, Jurema I e Morcego, além do Nazareno Ildefonso de Souza Ferraz “Ildefonso Flor”.

Ao realizarmos a visita tivemos a grata satisfação de encontrar vários familiares do ex-cangaceiro do Xique-Xique e realizamos essa sensacional entrevista com o senhor Manoel Vieira dos Santos, sobrinho de Zabelê I, que nos conta fatos e histórias que comumente não encontramos com facilidade nos tradicionais livros que tratam a respeito da historiografia cangaceira.

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior – Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:

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CANGACEIRO AZULÃO " O PSICOPATA ".

 

Por Cangaço Eterno
https://www.youtube.com/watch?v=jo1OjRn3E_4

Neste vídeo apresento uma biografia sobre o terrível cangaceiro Azulão, um monstro capaz das piores atrocidades.

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LAMPIÃO E MOSSORÓ - AUTONOMIA DE UMA DERROTA, OBRA DE SERGIO DANTAS.

 

LAMPIÃO E MOSSORÓ: ANATOMIA DE UMA DERROTA é o novo trabalho do pesquisador Sérgio Dantas e será publicado em breve. A previsão é início do mês de julho de 2025.

Trata-se do aperfeiçoamento do seu primeiro livro, lançado há exatos vinte anos. Não é, porém, uma continuação deste e também não é uma nova edição. Trata-se de um livro inteiramente novo.

Como o leitor perceberá, as duas obras se complementam; se harmonizam. Na primeira se conta uma história; na segunda, são analisados alguns aspectos desta mesma história, porém cotejados com pontos que foram reputados pelo autor como curiosos, ou até mesmo questionáveis, ou ainda, pitorescos e que foram colocados no enredo de algumas interpretações surgidas em períodos posteriores ao LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE – A HISTÓRA DA GRANDE JORNADA.

Este novo livro faz uma análise crítica do que aconteceu no Estado do Rio Grande do Norte naqueles idos de 1927. Tudo bem fundamentado, referenciado e submetido à crítica histórica. Tudo escrito às claras - sem se recorrer a indagações sem fim, a malabarismos históricos, a suposições sem lastro fático, a ‘verdades’ criadas. Trata-se de um texto que é resultado da comparação e análise sistemática das provas disponíveis, além de um estudo profundo da bibliografia pertinente, da tradição oral (muitas vezes questionável), documentos públicos e de centenas de notícias de jornal sobre os episódios ocorridos aqui no Rio Grande do Norte entre os meses de maio e junho de 1927.

Algumas lacunas históricas são supridas neste trabalho. É ele, em grande parte, o resultado de novas pesquisas feitas pelo autor - estas já iniciadas nos meses seguintes à publicação do primeiro livro em 2005 (Em “campo” foram repetidas algumas entrevistas e colhidos mais de uma dezena de depoimentos de outras pessoas às quais não estavam acessíveis em outras ocasiões).

O texto é racional, direito e revela o equilíbrio de quem não tem qualquer interesse político, familiar ou pessoal no enredo. 
O livro será publicado sem "pré-vendas" e oportunamente será informado o valor do exemplar e onde adquirir.

https://cariricangaco.blogspot.com/2025/05/lampiao-e-mossoro-autonomia-de-uma.html

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