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domingo, 11 de maio de 2014

Prima de Maria Bonita


Josefina Vieira Cavalcante Albuquerque, prima de Maria Bonita.


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Cangaceiros voltam ao convívio social

Maria Bonita, Sabonete e Lampião

Segundo a Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, Semira Adler Vainsencher, registram-se informações sobre alguns ex-cangaceiros que retornam ao convívio social. 

O cangaceiro Criança

Tendo fugido para São Paulo, depois do combate na grota de Angico, Criança adquire casa própria e mercearia naquela cidade, casa-se com Ana Caetana de Lima e tem três filhos: Adenilse, Adenilson e Vicentina.

Zabelê volta para o roçado, assim como Beija-Flor. Eles continuam pobres, analfabetos e desassistidos. Candeeiro segue o mesmo rumo, mas consegue se alfabetizar.

 O cangaceiro Vinte e Cinco

Vinte e Cinco vai trabalhar como funcionário do Tribunal Eleitoral de Maceió, casa com a enfermeira Maria de Silva Matos e tem três filhas: Dalma, Dilma e Débora.

O cangaceiro Volta Seca

Volta Seca passa muito tempo preso na penitenciária da Feira de Curtume, na Bahia. É condenado, inicialmente, a uma pena de 145 anos, depois comutada para 30 anos. Através do indulto do presidente Getúlio Vargas, porém, em 1954, ele cumpre uma pena de 20 anos. Volta Seca se casa, tem sete filhos e é admitido como guarda-freios na Estrada de Ferro Leopoldina.

Ângelo Roque, o cangaceiro labareda

Conhecido também como Anjo Roque, Labareda consegue se empregar no Conselho Penitenciário de Salvador, casa e tem nove filhos.

E, intrigante como possa parecer, o ex-cangaceiro Saracura torna-se funcionário de dois museus, o Nina Rodrigues e o de Antropologia Criminal, os mesmos que expuseram as cabeças mumificadas dos velhos companheiros de lutas.

Recife, 30 de outubro de 2006.
(Texto atualizado em 26 de junho de 2009).

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.phpoption=com_content&view=article&id=542&Itemid=182

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PARABÉNS PARA TODAS AS MAMÃES DO MUNDO!


O nosso blog envia esta mensagem para todas as mamães do mundo.

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AS MENINAS DE CIBOK (OU A DOR DAS MÃES NIGERIANAS)

Por Rangel Alves da Costa*

Vem causando grande comoção mundial o sequestro das meninas nigerianas do vilarejo de Cibok. No início desse mês, o líder do grupo radical islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau, anunciou em vídeo ter sequestrado mais de 200 adolescentes enquanto estas estudavam. Segundo se noticia, o rapto se dera com dupla finalidade: protestar contra o ensino ocidentalizado e vender as menores nos países vizinhos. E com finalidades verdadeiramente aterrorizantes.

As adolescentes raptadas em Cibok são forçadas a servir como mulheres - digam-se abusos sexuais, estupros, lascívias - aos próprios integrantes do grupo radical e também vendidas por pequenas quantias a uma ávida clientela pelas fronteiras. E não é a primeira vez que isso acontece, vez que outros sequestros com a mesma finalidade já foram realizados pelo Boko Haram. Notícias dão conta que os próprios pais das adolescentes são forçados a receber ínfimas quantias por terem perdido suas adolescentes.


Após o sequestro, em vídeo divulgado na internet, o líder Abubakar Shekau informou que as meninas seriam vendidas no mercado. Quer dizer, as que não servissem aos impulsos bestiais dos militantes do grupo, principalmente para estupros coletivos e outras monstruosidades, seriam comercializadas como objetos de uso e abuso e por preço barato. E a verdade é que não faltam compradores nos países fronteiriços à Nigéria.

O Boko Haram, em consonância com a crueldade e violência de seu líder, não possui qualquer consideração por gente, pessoas, comunidades, muito menos por adolescentes ainda sem consciência plenamente formada. É da Shekau a afirmativa que em obediência divina tanto faz matar seres humanos como animais. Uma declaração de 2012 deixa bem claro seu modo de agir: “Gosto de matar quem Deus me pedir para matar, da mesma forma que gosto de matar galinhas e ovelhas”.

A insurgência contra as tradições ocidentais que se instalaram na Nigéria é tida como um dos fundamentos para ação do Boko Haram, mas servindo apenas como desculpa para as verdadeiras intencionalidades. A desestabilização nacional, através do terror, do medo e da violência desmedida, é o verdadeiro motivo para a existência de grupo armado como este. Aliás, apenas mais um dos tantos que covarde e brutalmente atuam no continente africano.

Diante de governos fracos - eles mesmos nascidos em grupos armados -, países sempre desestabilizados politicamente e todos os tipos de misérias, são sempre as camadas mais empobrecidas que acabam reféns dos ensandecidos que atuam misturando religião, violência e sangue. Mas o modus operandi vem sendo extrapolado desde anos atrás, quando meninas, jovens ainda inocentes, passaram a ser alvo da sanha assassina de Abubakar Shekau.

Não é, pois, a primeira vez que o Boko Haram rapta inocentes. Contudo, a aparição do líder em vídeo despertou a atenção internacional para o fato. Mas desde quando essas crianças vivem desprotegidas, desde quando esses bárbaros sangram a alma de famílias, destroem os sonhos adolescentes, estupram, seviciam, tratam com animalidade tantas inocentes? O que é ser menina, com o sonho de frequentar escola, nas áreas distantes e empobrecidas do lugarejo nigeriano de Cibok e de outras regiões africanas?


As lideranças mundiais, agora tão preocupadas em encontrar o restante das crianças, não deveriam agir apenas para resolver esse problema específico. Todo o continente africano terrivelmente sofre com as ações dos muitos grupos armados que ceifam vidas humanas como se fossem animais de caça. Os governos fracos - e também temerosos que tais ações cheguem às suas portas palacianas - certamente louvariam que as elites militares das potências dizimassem de vez estas pragas que se alastram.

Enquanto a situação não é resolvida e um maníaco como Shekau fica ameaçando e brincando com vidas tão jovens e sonhadoras, as meninas de Cibok continuam distantes de suas famílias e entregues à sorte dos abandonados. Usadas sexualmente, exploradas naquilo que verdadeiramente ainda não possuem, e talvez sendo trocadas por duas moedas. Eis, assim, a prova maior que a bestialização humana continua rondando nossos arredores.

Poeta e cronista
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Só para você tomar conhecimento - Estátua do rei do baião foi encontrada no chão

Foto: Alexandre Lopes/Especial para o JC

Estátua de Luiz Gonzaga é parcialmente destruída. Monumento instalado na Praça Visconde de Mauá foi encontrado deitado no chão. 

Clique neste link: 
http://bit.ly/1kBXmdS

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LANÇAMENTO DE LIVRO – HISTÓRIA DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, VITÓRIA NA FRENTE OCIDENTAL, DE MARTIN MARIX EVANS

Publicado em 08/05/2014 por Rostand Medeiros

O lançamento da M.books deste mês examina as táticas de combate preferidas pelos alemães e pelos Aliados, em um trabalho conjunto de comando e controle da artilharia, dos tanques, da infantaria e da aviação, que atingiu um nível de sofisticação jamais visto naquela época.

No início de 1918, as inovações técnicas na fabricação de tanques e aviões, e a entrada dos Estados Unidos na guerra, foram decisivas para a derrota da Alemanha em algumas frentes de batalha. A vitória só poderia ser conquistada com o uso imediato da nova e poderosa tática de combate: a “fire-waltz”, a barreira de fogo da artilharia, e do ataque das tropas de choque da infantaria.

Este livro traz o relato das batalhas na França no último ano da Primeira Guerra Mundial, em uma narrativa envolvente com depoimentos vívidos das trincheiras e dos campos de batalha feitos pelos soldados e oficiais de todas as nações, que participaram da guerra. À medida que os exércitos opostos avançavam e recuavam em meio a batalhas em lugares inóspitos e em circunstâncias adversas, Martin Evans mostra a importância dos progressos técnicos e das novas estratégias para derrotar o inimigo.

SOBRE O AUTOR: MARTIN MARIX EVANS: é historiador especialista em temas militares. Além da pesquisa e de trabalhos acadêmicos sobre a Guerra dos Boêres, a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, Martin trabalhou com pesquisadores locais no campo de batalha de Nasaby por mais de uma década. É autor de Passchendale: The Hollow Victory e Somme 1914-1918: Lessons in War, além de livros sobrea experiência dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

http://tokdehistoria.com.br/2014/05/08/lancamento-de-livro-historia-da-primeira-guerra-mundial-vitoria-na-frente-ocidental-de-martin-marix-evans

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Vinte e Cinco quis formar novo bando

João de Sousa Lima e o ex-cangaceiro Vinte e Cinco

O cangaceiro Vinte e Cinco não se encontrava no coito em Angico, no dia 28/7/1938, pois, estando fora, tinha acertado com Lampião para ali se encontrarem após o cumprimento de uma diligência. Sua missão consistia em ir a Lagoa do Bezerro, em Pernambuco, a fim de apanhar dois fuzis, em companhia dos irmãos Velocidade e Atividade, sob o seu comando. Ao retornarem, saíram de Pão de Açúcar e, na Fazenda Beleza, souberam do acontecimento macabro, em Angico, pelo que guardaram as armas em ocos de paus e, a partir de então, ficaram meio desnorteados.

A lógica – diz ele – era procurar alguém que tivesse condições de formar um grupo, e chegaram a pensar em Corisco. Entretanto – acrescenta – apesar de ele ser muito valente, bom e sagaz, a mulher dele, Dadá, era conhecida como arengueira e mandona, o que os impedia de formar um grupo coeso.

Sentindo-se sem rumo, os cangaceiros resolveram entregar-se às autoridades, uns tendo ido para a Bahia, outros para Sergipe e Alagoas. Vinte e Cinco entregou-se ao sargento Juvêncio, em Poço Redondo, no dia 13/10/1938, de onde saiu para Piranhas, depois Santana do Ipanema, sede do 2º Batalhão da Polícia Militar, terminando na Penitenciária de Maceió, em companhia de Pancada, Cobra Verde, Peitica, Vila Nova, Maria Jovina, Barreira e Santa Cruz, que era seu sobrinho. AS

Na Penitenciária, passou quatro anos, onde aprendeu a ler e escrever com o professor Manoel de Almeida Leite, tendo deixado a prisão com o curso primário completo. Ali gozava de um certo privilégio, pois adquiriu a confiança suficiente para tornar-se o “chaveiro” da prisão.

Certa vez recebeu a visita do Promotor Público Rodriguez de Melo, o qual ao se inteirar da situação dos ex-cangaceiros afirmou que nada poderia fazer em favor deles, a não ser que surgisse um milagre e o fato chegasse ao conhecimento do presidente da República, Getúlio Vargas, haja vista que todos estavam presos sem nenhum processo formalizado, à disposição do governo do Estado.

Utilizando-se da confiança de que desfrutava, Vinte e Cinco recorreu ao engenheiro Ernesto Bueno, que estava preso por crime de homicídio contra um cidadão de Coruripe, pedindo-lhe que, em seu nome, escrevesse uma carta a Getúlio Vargas expondo a situação vexatória em que se encontravam. Seu pedido foi atendido e, usando de uma manobra habilidosa, apelou para uma mulher de nome Maria Madalena, que era encarregada de vender os produtos de artesanatos que os presos fabricavam na Penitenciária, a qual escondeu a carta no seio e a postou nos correios.

Segundo relata Vinte e Cinco, Getúlio Vargas, depois de manter contato com o interventor Ismar de Góes Monteiro e com o Dr. José Romão de Castro, diretor da Penitenciária, baixou um ato e pediu-lhes que os colocassem em liberdade, conseguissem empregos para todos, objetivando evitar o retorno deles à vida nômade do Sertão.

A saída dos ex-cangaceiros da prisão passou pelo crivo do Dr. Osório Gatto, que era Juiz da 1ª Vara da Capital, do Dr. José Romão de Castro, diretor da Penitenciária, e do Dr. José Lages Filho. Emitiram pareceres favoráveis à soltura, considerando, inclusive, a personalidade de cada um, pois todos se revelaram disciplinados, obedientes e não ofereciam nenhum perigo à sociedade, fazendo-se impositiva a liberdade vigiada de todos e que não voltassem a residir no Sertão.

Conclusão: Vinte e Cinco iria para a Faculdade de Direito, onde trabalharia como atendente, o que terminou não acontecendo, por razões circunstanciais, mas foi trabalhar no Orfanato São Domingos, depois na Granja da Conceição, em Bebedouro, e parou na Guarda Civil, durante 18 anos.

Certo dia, Vinte e Cinco estava prestando serviço como guarda-civil, em Jaraguá, ocasião em que o Dr. Osório Gatto, que o conhecia, parou o automóvel e, após breve conversa, perguntou-lhe se gostaria de ir trabalhar com ele no Tribunal Regional Eleitoral. Após a resposta afirmativa, disse-lhe que procurasse ler o Diário Oficial do dia seguinte. Dois dias depois estava trabalhando como segurança no TRE, tendo trabalhado ali durante nove anos, onde fez concurso interno para o cargo de escrevente e, daí, passou para Auxiliar Judiciário, que é hoje o cargo de Técnico Judiciário.

Diz não ter arrependimento da vida de cangaceiro, da qual só sente saudades, e agradece a Deus ter chegado aos 95 anos de idade gozando de boa saúde e crendo na previsão do Dr. Pedro Carnaúba, que acredita que ele chegará aos 100 anos, pelo que alimenta, agora, o sonho de publicar um livro sobre a sua vida. AS ‡

http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=209058

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Morre Azulão e acoitadores de Lampião são Presos.






Colaboração e Cortesia do Jornalista correspondente do Diário da Tarde 
e do Jornal de Notícias, Kiko Monteiro.

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2010/03/morre-azulao-e-acoitadores-de-lampiao.html
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Um pouco mais do Fogo das Ipueira dos Xavier

Por Audízio Xavier
Audízio Xavier em noite GECC - Cariri Cangaço

Amigos da família Cariri Cangaço, toda essa história do Fogo das Ipueira dos Xavier só pôde ser resgatada graças ao trabalho da historiadora e escritora Maria do Socorro Cardoso Xavier, que editou duas obras sobre o assunto, narrando tudo que ouvia de sua mãe sobre o Fogo de Ipueira. Sua mãe estava presente no dia em que Lampião atacou e foi rechaçado de Ipueira dos Xavier.

Maria do Socorro Xavier sob as lentes de José Cícero

Vale ressaltar que o distrito de Ipueira localiza-se, no sertão pernambucano, a 22 Km da sede do município (Serrita/PE), 54 Km do município de Exu/PE e 134 Km de Juazeiro do Norte/CE. Ressalte-se ainda que o Fogo de Ipueira perdurou por mais de duas horas sendo combatido principalmente por membros da família Xavier e alguns moradores da Vila de Ipueira e cercanias. 

Para assustar Lampião, Pedro Xavier, após melhorar da crise de asma que foi acometido, gritava a expressão "retaguarda Chico Romão". Quando o Coronel Chico Romão chegou com seus homens, Lampião e seu bando já havia batido em retirada. Grande abraço a todos.

Audízio Xavier
Economista

Ver postagem completa em:

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/05/fogo-das-ipueira-dos-xavier-em-destaque.html
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A História da Grande Jornada em segunda edição Por:Professor Pereira


Amigos do Cariri Cangaço, aí está a 2ª. edição do livro "Lampião e o Rio Grande do Norte:
A história da grande jornada"
do amigo Sérgio Augusto S. Dantas.
São 452 páginas ao preço de R$ 58,00
com frete incluso.

Interessados entrar em contato:
Professor Pereira

Tel. (83) 9911 - 8286 (TIM)
8706 - 2819 (OI)

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sábado, 10 de maio de 2014

POETA DUVAL BRITO VISITA JORNAL FOLHA SERTANEJA

Por João de Sousa Lima

O poeta Duval Brito visitou o Jornal Folha Sertaneja onde foi recepcionado por João de Sousa Lima, Ricardo Cajá e Nícolas.
Duval é autor de dois livros de poesias  e tem algumas músicas gravadas  por seu primo Luiz Wilson e pelos artistas Zé da Guia, Dika de Monteiro,  Almir Santos, Angélica Sandes, Zé de Zilda e Inácio Siqueira.
     
Participou também de vários eventos da "MALA DO POETA" e de algumas antologias.

Quem tiver interesse em adquirir seus livros favor contactar o poeta:
duvalbrito@yahoo.com

75-3281-9516 e 8816-6079 

UM POUCO DA SUA POESIA:

"OS OLHOS DO VELHO CHICO"
(Duval Brito)

Abre os olhos, velho Chico!
O teu curso até à foz
Não parece aquele rio,
Quando o único desafio
Do homem, eram os anzóis.

Verte tuas lágrimas doces
Não deixa teu leito secar,
Pois, não bastando as estiagens
E o controle das barragens,
Agora querem te sangrar!

Não te deixa abater,
Faz jorrar nas cabeceiras,
Desliza lá do alto
Estrondando em cada salto,
Revivendo as cachoeiras.

Sacia a vida sedenta,
Esquece aquelas mágoas
De Xingo a Sobradinho...
Lembra-te dos teus ribeirinhos;
O que fariam sem tuas águas?

O progresso agrediu-te
Das margens à correnteza,
Enodoou teu esplendor
Mas teu sangue incolor
Restaurou tua beleza.

Meu velho, eu imagino
Se um dia você secar,
Quem vai girar as turbinas                                                                                                                               Das hidrelétricas nordestinas?
É bom até nem pensar!

Reage, meu velho amigo!
Faz teu grito retumbar;
Reabre os olhos semicerrados,
Serpenteia entre cerrados

Espumando rumo ao mar.





João de Sousa Lima é poeta, escritor, sócio da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, autor de 9 livros, e  é pesquisador do cangaço.

http://www.joaodesousalima.com/2014/05/poeta-duval-brito-visita-jornal-folha.html

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Ruínas da fazenda Poço do Negro, próxima à Nazaré, distrito de Floresta-Pe.


Ruínas da fazenda Poço do Negro, próxima à Nazaré, distrito de Floresta-Pe. Última morada dos Ferreiras. 

José Saturnino - inimigo nº. "1" dos Ferreiras

Nesta casa em Março de 1918, Zé saturnino com 16 homens ataca a casa. Virgolino e seu tio (materno) Manoel Lopes, e os primos Sebastião Francisco e Domingos Paulo, e o cabra Luiz Cameleira enfrentam Zé Saturnino por horas de cerrado fogo. 


Zé Saturnino abandona o campo de luta, conduzindo baleado, o companheiro José Joaquim dos Santos (José Guedes). 


Quando Zé Saturnino saiu da luta, Virgolino saltou no terreiro gritando e atirando, chamando Zé Saturnino para voltar a luta, e não  retirasse, porque era feio.

Fonte: facebook

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"Misterio do fogo da Macambira-Ce"


Quem lia os jornais das capitais, principalmente de Fortaleza, na época, tinha por certo a captura ou morte de Lampião e seus homens. 

Ao produzir os telegramas enviados pelos comandantes das forças, os periódicos apregoavam a iminente derrota dos cangaceiros.

Um telegrama enviado de Jaguaribe-Ce, dizia:

"Nossas forças bem colocadas, Lampião não poderá romper o cerco. Nesses dias daremos fim ao terrível bando sinistro.

Saudações respeitosas. 
Tenente Firmo, comandante da força".

O governo do Ceará divulgava para a imprensa local e a dos Estados vizinhos, que a vitória era certa:

"Dentro de dois dias estarão inteiramente exterminados", diziam as autoridades sobre os bandoleiros. 

De fato, a situação dos cangaceiros divulgada diariamente, era vexatória. Cerca de cinquenta homens, sem montarias, mal alimentados, carregando um ferido e conduzindo ainda dois reféns, tinham estacionado numa área inóspita e desconhecida. Já o cerco policial compunha-se de aproximadamente 400 homens, comandado pelo major Moisés de Figueiredo e pelo tenente Firmo.

O tiroteio começou cedo por volta das 6;00. Uma grande resistência dos cangaceiros contrariou todas previsões, os cangaceiros de Lampião mesmo em extrema desvantagem, sabiam lutar em território como o da macambira. 

Houve baixas consideráveis na polícia, 4 mortes e alguns feridos, e conseguiram empreender uma fuga, quando tudo parecia perdido. 

Constitui-se até hoje, um mistério para todos os que se interessam pelo assunto.

Fonte: facebook

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Lampião na Bahia - Concurso literário 2014

 Por Luiz Carlos Marques Cardoso

O livro do qual faço a resenha já se encontra na 6° Edição, foi escrito pelo pesquisador Oleone Coelho Fontes, esse que acabou por legar a sociedade mundial uma obra riquíssima em detalhes sobre a vida do maior bandido que o Brasil já teve. Em seus estudos entrevistou uma gama de pessoas, gente essa que teve papel singular em algum dado momento da passagem de Virgulino pelas terras da Bahia. O livro trás ainda fotografias dos integrantes do cangaço, e comentários que nos faz pensar num período de trevas aos sertanejos sofridos, tanto pela seca, a pobreza e naquela época, pela violência imputada pelo bando do facínora. 

O cangaceiro Lampião companheiro de Maria Bonita

Lampião, ou Capitão Lampião, assim exigia que fosse chamado, por ter ele recebido do Padre Cícero essa titulação. Saía a dizer ser ele o governador dos sertões, na verdade, por mais de dois séculos foi sim de certa forma o Governador das bandas secas do Brasil. Deixou o Estado de Pernambuco ciente da perseguição que os volantes infligiam a seu debilitado bando, precisava de repouso para repor as energias e recrutar novos homens. Fez aquilo que a polícia não imaginava que seria feito, a travessia de uma margem para a outra do Rio São Francisco, aconteceu depois do meio-dia do dia 21 de agosto de 1928.
    
Já nas terras baianas, gozava de paz, a polícia débil do Estado fazia vista grossa. Ficou a andar por cidades falando que estava na Bahia em paz, que se meteu no Cangaço por imposição da vida e se lhe tivesse condições ele largaria tudo para viver em paz. Sempre coagindo conseguia dos sertanejos o sustento do bando.
    
Após o grupo de cangaceiros passarem pela vila do Cumbe uma volante cruza em seu encalço. Numa fazendo logo adiante acontece o primeiro embate dos homens de Lampião com a polícia baiana. Na ocasião, o bando saiu vitorioso, matou um sargento e dois soldados. Aquele momento marcou o inicio das atividades perversas do banditismo na Bahia.
    
O cangaceiro Corisco, esposo de Dadá

De cidade em cidade os cangaceiros iam pilhando, matando, castrando e tomando das mulheres. Teve uma ocasião em que obrigaram cinco moças a dançarem nuas. Corisco, o Diabo Louro, pegou um antigo inimigo, tinha jurado que quando tivesse o homem nas mãos esse sofreria muito antes de morrer. Corisco afirmava que fora o dito homem o responsável pela sua entrada no cangaço. Teve sociedade com ele, porém foi passado para trás. No momento do pagamento pegou a pobre presa e amarou feito bode a ser morto de cabeça para baixo, tirou o couro do homem, esse ainda em vida, sobre muitos gritos.
    
Em um conflito com os “macacos” (dessa forma os cangaceiros chamavam os policiais) Lampião perde um dos seus homens, esse fato acirrou ainda mais os embates dos volantes com os cangaceiros. Lampião após tomar uma vila prende oito macacos e um sargento. Depois de beberem muito, dançarem; o bando vai a delegacia, local onde se encontrava os soldados presos, tinha soltado os que estavam presos e encarcerados aqueles. Um por um ia sendo levado para fora e com golpes de punhal e tiro na testa tombavam ao chão. Apenas o sargento foi poupado por Lampião, conta que Virgulino fez uma aposta com uma senhora, como essa ganhou, ele pediu que ela exigisse algo, a mesma inquiriu que soltasse o sargento, o rei do cangaço como não ia contra a palavra dada, dessa forma o fez, contrariando seus ideais, pois o lema dele era matar todos os macacos que colocasse as mãos.
    
O bando de Lampião cresceu tanto que ele se viu obrigado a dividi-lo em vários subgrupos. Corisco chefiava um, fato esse que poupou da morte no encontro da volante com os cangaceiros na Gruta do Angico. Dessa forma ficou mais difícil em exterminar o cangaço. A polícia que parecia com os cangaceiros, tanto em trajes como em perversidade, fatos comprovados e contados no livro. Em cada encontro os bandoleiros obtinha vitória, eles possuíam informantes e fazendeiros a disporem de armas, além de agirem por meio de emboscadas. Conheciam a caatinga como ninguém, além de usarem técnicas para despistar, conseguia farejar macacos de longe.
    
Em um combate Lampião perde o último irmão que o acompanhara no cangaço, sobrou-se apenas um, por sinal, esse foi o único a não se meter com o cangaço. Depois desse fato, conta-se que Lampião ao ver o irmão sofrendo e sem possibilidade de vida deferiu-se um certeiro na testa, o homem aumentou sua crueldade, matava por matar, castrava. Por vingança ele matou um coronel, mas antes fez despir esse e a mulher e no lombo de animal o homem na frente, a mulher na garupa, foram levados para uma vila próxima para que o ato servisse de exemplo. O coronel foi morto a punhaladas, a esposa foi poupada a pedido dos companheiros de cangaço, todavia essa jamais recobrou a consciência.

O cangaceiro Zé Baiano 

Zé Baiano tinha como marca um ferro de ferrar animais, porém o usava para marcar mulheres. “J B” era as letras que continha no instrumento. Quantas não foram as moças ferradas por ele? Ferrava-se no rosto, nas pernas, nas nádegas. Carregar uma marca dessas, além da feiúra levantava muitas indagações, pois o povo sabia de quem era tais iniciais.
    
Tamanha brutalidade ocorreu com a família Salina, foi uma verdadeira chacina. Lampião manda um bilhete exigindo do chefe da família uma determinada importância. Esse se aconselha na cidade e a autoridade fala para ele não ceder aos bandidos. Assim feito, Lampião ameaça dizendo que quando colocasse as mãos nele poderia considerar um homem morto. A família Salina passa a residir no povoado, porém suas posses iam sumindo, já que ficava sempre ocioso e precisava de recurso para se manter. Dado dia ele foi obrigado a ir a fazenda colher a mandioca e fazer dessa farinha. Reuniu-se com a família e alguns amigos para o trabalho, era fazer a farinha e voltar logo ao povoado. Lampião chega e cerca a propriedade, matam quase todos, deixam apenas duas moças vivas para contar o ocorrido, um rapaz que se encontrava sobre o telhado também consegue fugir. O velho Salina tem os dois olhos furado, orelhas cortadas e é castrado. Lampião coloca o homem ainda vivo no cavalo e leva para a casa de um dos filhos deste, defronte ele mata o velho, abre o peito a golpe de facão e tira o coração. Mata também o filho de Salina que saiu a porta. A brutalidade de Virgulino chegava ao estremo.

O cangaceiro Volta Seca

Volta-Seca entrou para o cangaço quando ainda era garoto. Por ter muita coragem foi levado por Lampião. Ele na chacina dos soldados chegou após o ocorrido e disse que estava desapontado, pois o chefe só havia deixado sangrar quatro macacos. Certa feita o garoto ameaçou o rei do cangaço dizendo: “Se você bater em mim eu te mato”. Com medo e aconselhado por alguns colegas foge no calar da noite. A namorada vai para a casa dos parentes, ele foge para outro povoado. Retorna para ver a moça, porém a família dela não queria o relacionamento. Volta-Seca fica pelas intermediações, acuado pela polícia os irmãos da moça armam uma emboscada e pega o garoto e o entrega as autoridades. Volta-Seca é conduzido para Salvador, onde após um ano passa a dá entrevistas e conta suas proezas do cangaço.

Maria Bonita

Maria Déia, popularmente conhecida por Maria Bonita, entrou para o cangaço por desejo próprio, pois odiava a mansidão da vida que levava ao lado do marido sapateiro. Certo dia um Luís Pedro foi ao povoado verificar a situação do local, parou ao escutar uma moça falar do chefe dos cangaceiros, ela dizia que largaria tudo se Lampião a quisesse. O cabra retornou ao esconderijo e falou ao chefe tudo que havia escutado. Virgulino quis conhecer a moça, já que pelas palavras do informante a danada era muito bonita. Chegou e com poucas palavras levou Maria, ao sair ainda disse ao marido sapateiro (José de Neném), que se encontrava de cabeça baixa, “Adeus Zé”. Maria Déia nasceu no povoado de Malhada do Caiçara, município de Santa Brígida. Teve alguns filhos, porém somente um conseguiu vingar, essa logo ao nascer foi entregue a um coiteiro do bando. Expedita ficou sobre guarda de dona Aurora, a esposa do vaqueiro Mamede, na fazenda Inchu. Maria Bonita faleceu ao lado de Lampião na Gruta do Angico.
    
A morte de Lampião é cercada por muitas controvérsias, um diz que ele foi envenenado, mas o enredo mais aceito é aquele divulgado pela mídia. Lampião e seu bando de cabras foram repousar na Gruta de Angico, na ocasião iria acontecer uma reunião entre os grupos. Certo é que o Rei do Cangaço já não tinha a mesma vitalidade de outrora, com a idade passando dos quarentas e levando uma vida dura: andava muito sob o sol quente do nordeste, comia muito em alguns períodos e nada em outros, sofria com o pânico de ser surpreendido pelos macacos. Pedro de Cândida foi o coiteiro que traiu Lampião, ficou conhecido como Judas de angico, fez por ter sido ameaçado pelos homens de Bezerra. Na madrugada do dia 28 de julho de 1938 quando os volantes atacaram o pouso do Rei do Cangaço e mataram onze pessoas, nove homens e duas mulheres, uma delas Maria Bonita, que segundo consta, foi degolada ainda em vida, começava ali o fim do cangaço que durou mais de duas décadas. Os policiais saquearam todos os pertences dos cangaceiros, uns chegaram a arrancar as mãos dos cadáveres para quando em casa tirarem os anéis de ouro. As cabeças foram levadas para servir de prova que o cangaço havia perdido seu principal homem, Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião. Muitos cangaceiros conseguiram fugir, Corisco ainda não tinha chegado ao local.

Dadá,a suçuarana,  esposa do cangaceiro Corisco
    
Corisco ao ver a foto contendo as cabeças chorou copiosamente junto sua companheira Dadá. Resolveu se vingar. As primeiras vítimas foram da família de Domingos Ventura, avô da esposa de João Bezerra. Chegou à casa do homem, comeu e pediu que seus cabras levasse um a um para fora, ao final foi ele com o chefe da família, esse último teve o mesmo fim dos demais, foram degolados e suas cabeças enviadas a Bezerra juntas a um bilhete: “Se o negocio é de cabeças, vou mandar em quantidade”. Em um confronto o Diabo Louro foi baleado na perna, fragilizado ele tenta refugio em outras terras, mas o caçador de cangaceiros Zé Rufino o encontra. Ferido por bala não agüenta e morre. Morreu em Brotas de Macaúbas no dia 25 de Maio de 1940. Com a morte de Cristino Gomes da Silva Cleto o cangaço chegava ao seu final.
    
Aconselho a todos que leem esse magnífico livro. O leitor verá nessas páginas como foram aqueles anos no sertão, onde o Governador não era o Governador, mas um cangaceiro, homem que para uns era bom, enquanto para outros uma peste; fazia caridade ao mesmo tempo em que tomava do que era dos outros.

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Ilustrado por José Mendes Pereira
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Pedro Nél Pereira - Uma longa vida de trabalho e honestidade - Três anos de saudades!

Por: José Mendes Pereira
Pedro Nél Pereira

Pedro Nél Pereira nasceu no dia 17 de Abril de 1922, na Fazenda Duarte, município de Mossoró. Se sair de Mossoró em um automóvel, gastará no máximo 10 minutos. 

Era filho de Manoel Francisco Pereira (Seu Néo) e de Herculana Maria da Conceição (Madrinha Herculana, como chamava a vizinhança, e  netos e bisnetos a chamavam de Mãenanana, Mananana ou ainda Mamãenana).

Pedro Nél Pereira

Pedro Néo Pereira nasceu e se criou na Fazenda Duarte, propriedade de Francisco Duarte (Chico Duarte), tendo sido educado por dona Chiquinha Duarte, esposa do fazendeiro. Após o seu casamento continuou sendo morador do fazendeiro, só saindo de lá quando conseguiu comprar uma pequena propriedade, nos dias de hoje pertence aos herdeiros. 

Dona Chiquinha Duarte, sua professora, esposa do fazendeiro Chico Duarte

São poucos mossoroenses que não conheceram Pedro Nél Pereira; costumeiramente ele organizava no mês de Outubro a festa de São Francisco, e após o leilão, o fole gemia nas noites enluaradas do Sítio São Francisco, de sua propriedade.

Pedro Nél Pereira

Nos anos 40 prestava serviços ao exército brasileiro, em Natal, quando foi convocado para participar da guerra da Alemanha, juntamente com tantos outros mossoroenses. Mas para sorte de todos, quando estavam no navio para partirem, receberam a notícia que a guerra havia acabado.

 
Pedro Nél Pereira no exército brasileiro

Pedro Nél Pereira foi agricultor, membro efetivo de dois Conselhos Comunitários de Mossoró, membro efetivo do Sindicado dos Trabalhadores na Lavoura de Mossoró, durante 40 anos. 

Pedro Nél é o segundo da fila.

Foi fundador da Capela de São Francisco de Assis, no Sítio São Francisco e suplente vereador de Mossoró. Pedro Nél Pereira recebera por merecimento patente 2º tenente do exército.

Era pai de 16 filhos: Nilton Mendes Pereira, Francisco Mendes Pereira (já falecido), Eneci Mendes Pereira, Antonio Mendes Pereira, Maria das Graças Pereira, José Mendes Pereira, Luzia Mendes Pereira, Anzelita Mendes Pereira, Antonio Mendes Sobrinho, Raimundo Mendes Pereira (falecido), Elizabete Mendes Pereira (falecida), Maria do Carmo Mendes Pereira (falecida), Laete Mendes Pereira, Eliete Mendes Pereira (falecida), Antonia Vera Lúcia Mendes Pereira e Lúcia do Carmo Mendes Pereira.


Pedro Nél Pereira faleceu no dia 10 de Maio de 2011, em Mossoró, aos 89 anos; não deixou nenhuma intriga durante  o período em que viveu. Foi compadre de  trinta e um casais, incluindo os padrinhos dos seus filhos. Durante a sua vida soube considerar todos os seres humanos. Jamais fez intrigas, apenas lutava para manter amizades sinceras sem menosprezar ninguém.

Hoje, 10 de Maio de 2014, está completando três anos que ele partiu para a eternidade. Pedro Nél Pereira era pai do administrador deste blog.

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