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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Foto de Luiz Nogueira - Fazenda Serra Vermelha


Foto de Luiz Nogueira - Fazenda Serra Vermelha 1950, Filho de Zé Nogueira - Cunhado de Zé Saturnino e inimigo de Lampião. 

Foto facebook - página Leandro Oliveira

Esta foto foi pintada por um artista desconhecido na Vila de Serrinha, a 45 km de Serra Talhada. 


Ao seu lado encontra-se sua Esposa Bernadina Mariano de Siqueira, nascida na Vila de São Francisco, hoje sob as águas da Barragem de Serrinha.

Fonte: facebook
Página: Robson Nogueira

Ilustrado por José Mendes Pereira

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A Cor de Lampeão... Um caso.

Por Rubens Antonio

Me contaram, no interior da Bahia, um caso.

Um cangaceiro olhou para Lampeão e perguntou:


- Capitão... O senhor é tão bom no que faz... Por que essa vida assim? O senhor seria facilmente aceito na polícia... E seria oficial mesmo deles.


Lampeão pensou um pouco e disse:

- Acontece que se, algum dia, um oficial preto mais graduado me desse ordem... eu teria que obedecer... E preto eu não obedeço.

Após alguns instantes, o cangaceiro perguntou:

- Capitão... Com todo o respeito... O senhor não é preto?

Nisso, Ezequiel se adiantou e retrucou:


- Tá chamando meu irmão de preto, seu cabra safado? Meu irmão não é preto! Meu irmão é... cor de jambo.

Lampeão olhou Ezequiel de lado com o cenho franzido e sorriso seguro nos lábios.

- Tu tá tá me chamando de baitola, peste? Cor de jambo é cor de viado! Eu sou é preto mesmo, porque preto é que é cor de macho!

Pois é...
Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio

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LAMPIÃO ESTEVE MESMO EM TERRAS BAIANAS DO ALTO SÃO FRANCISCO?

“Diário da Tarde” – 04/08/1933 - o reaparecimento da fera

Lampião voltou à cena, depois de alguns meses de repouso. Surgiu na zona do alto São Francisco, lá onde a Bahia se encontra com as terras de Minas Gerais.

Desta feita, dizem os jornais baianos, o facínora não se limitou a saquear propriedades, assassinar e desonrar.



Foi além e agiu à maneira dos gangsters americanos que sequestram pessoas de recursos para arrancar-lhes elevados tributos em troca da liberdade.

Depois dizem outras notícias, atravessou o São Francisco e internou-se nos sertões de Pernambuco.

Rio São Francisco 

Volta, assim, com Lampião, o desassossego, o alarma a todo o vasto hinterland nordestino, onde a vigilância do grande Estado baiano não pode ser eficiente e existem numerosos refúgios ignorados para os períodos de férias do famigerado malfeitor.

Devemos, neste particular, corrigir um aleive que as informações de procedência baiana sempre arrogam a Sergipe e ainda agora o repetem.

No prazo de vários meses em que Lampião estava ignorado e inerte, o seu pouso não foi em Sergipe, como maldosamente afirmam telegramas de Bahia para a imprensa do Rio.

Há três anos que o bando sinistro de Virgulino Ferreira não encontra meio de operar em território sergipano, graças às medidas de vigilância e repressão que o governo tem mantido atentamente, embora com sacrifícios.

Era por lá mesmo, pelo deserto baiano que ele hibernava, aguardando momento oportuno para reingressar na sua trágica atividade.

Fonte: facebook

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Quem mandou matar a cangaceira Rosinha de Mariano?

Por José Mendes Pereira
Maurício Alves

O amigo Maurício Alves em sua página no facebook, fez as seguintes perguntas: "- Bom dia caros amigos: Essa mulher na foto é a cangaceira Rosinha? Alguém sabe se ela foi realmente morta a mando de Lampião?".


Que bom que estas perguntas fossem respondidas por algum escritor ou pesquisador das caatingas do nordeste brasileiro. Mas como ainda ninguém as respondeu, respondo ao amigo Maurício Alves de acordo com o que eu li no livro do Alcino Alves Costa. Não  estou querendo ser o sábio no que diz respeito a cangaço. Apenas no intuito de aprender mais sobre a Rosinha.

 Alcino Alves Costa

Segundo o escritor Alcino Alves Costa no seu livro "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico", Rosinha de Mariano foi assassinada por ordem de Lampião.

 O cangaceiro Mariano - companheiro da Rosinha

Quando o seu companheiro Mariano foi assassinado, ela pediu que Lampião a deixasse ir fazer uma visita aos seus familiares. Lampião não queria aceitar a sua visita aos familiares, mas como ela era a viúva do seu grande amigo das antigas, o qual ele teve muito respeito e consideração quando vivo, autorizou que ela fosse visitar os seus parentes, mas numa condição: voltar ao coito o mais rápido possível. Mas a felicidade no meio dos parentes fez com que a Rosinha esquecesse de voltar ao coito, para obedecer às ordens do poderoso chefão.

O rei Lampião

Lampião temendo que ela fosse presa pelos policiais, e entregasse aos mesmos o local onde eles estavam com barracas armadas, ordenou a sua morte. E isto foi feito por alguns cangaceiros. Afinal, ordem de rei é de rei! 

Sálvio Siqueira disse: 


Amigo Maurício Alves, esta que aparece na foto do tópico, é identificada como Rosinha, companheira de Mariano. Acima segue uma foto com Áurea, companheira de Manoel Moreno, e Rosinha de Mariano, grávida. Foto do fazendeiro Júlio de Freitas Machado.


Se você ainda não tem o livro: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico", escrito por Alcino Alves Costa, entre em contato com Rangel Alves da Costa através deste e-mail. 
rangel_adv1@hotmail.com

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JOÃO MARIA DE CARVALHO, CORONEL DA SERRA NEGRA

Por Rangel Alves da Costa*

Quem passa em Poço Redondo em direção a Canindé do São Francisco, entrecorta uma extensa avenida cujo nome homenageia um ilustre personagem que não é sergipano nem do lugar, porém de importância histórica fundamental em toda a região sertaneja da Bahia e de Sergipe. Homenageia-se João Maria de Carvalho, senhor absoluto das terras da Serra Negra (hoje Pedro Alexandre) e região e com influência determinante além daquelas fronteiras, adentrando na região poço-redondense e todo aquele semiárido.

Talvez os mais novos sequer conheçam a história e a trajetória daquele homenageado na segunda avenida mais importante de seu rincão. Os mais velhos, contudo, certamente já ouviram falar nos profundos laços que ligavam o afamado baiano, homem de poder e mando, ao sertão sergipano. O seu filho Heraldo de Carvalho e seu sobrinho Evaldo de Carvalho, ambos políticos e prefeitos de seu município em várias gestões, também possuíam fortes ligações afetivas com Poço Redondo e Canindé do São Francisco, onde tinham muitos amigos e não perdiam vaquejadas nem festança da padroeira.

João Maria nasceu por volta de 1890, numa família de grande prole, nada menos que catorze filhos. Era filho de Pedro Alexandre de Carvalho e Guilhermina Maria da Conceição. Além do próprio João Maria, ainda João Batista de Carvalho, Pedro Alexandre de Carvalho Filho (Piduca), Manoel de Carvalho Santos (Santinho), João Pedro de Carvalho (Ioiô), José Pedro de Carvalho, Liberato de Carvalho, Joana Angélica de Carvalho, Zabelinha de Carvalho, Maria de Carvalho, Nanan de Carvalho, Adelina de Carvalho, Josefina de Carvalho e Esmeralda de Carvalho.


Ao lado dos coronéis João Gonçalves de Sá, da região de Jeremoabo, e Petronilo de Alcântara Reis, o sempre temido e respeitado Coronel Petro, João Maria de Carvalho se impôs com maestria, domínio e autoridade não só na região de Serra Negra como em outras localidades além fronteiras. Ora, senhor de muitas terras na Bahia e também no sertão sergipano, sem falar na influência política que mantinha em ambos os lados. Pôs a mão não só nas terras como na vida daquelas regiões, eis que não havia um só dia que não chegasse um sertanejo pedindo ajuda para sobreviver, proteção política ou por medo das perseguições das autoridades, da polícia ou de inimigos comuns.


Alcino Alves Costa, no livro O Sertão de Lampião, relata que os perseguidos por Leandro Maciel não pensavam duas vezes senão correr para a proteção do coronel baiano. E afirma: “Ali (na Serra Negra), naquela ocasião, estavam homiziados os homens mais valentes do PSD de Sergipe: Zeca da Barra, Tonho Pequeno, Pititó, Josafá e os ‘Ceará’, destemidos políticos de Ribeirópolis e da Cruz do Cavalcanti. Todos eles escorraçados do vizinho Estado pela polícia e jagunços da UDN de Leandro Maciel”. E até mesmo os governantes de Sergipe respeitavam a autoridade do poderoso vizinho, ainda que o acusasse de protetor da bandidagem e renegados.

Alguns afirmam sua feição de senhor de feudo e jagunço, outros asseveram ter sido apenas um poderoso sertanejo que soube como nenhum outro costurar na mesma colcha pessoas e situações antagônicas. Com efeito, em João Maria de Carvalho não há como se deixar de reconhecer sua maestria no trato do imprevisível e do oposto. Lidava com o tenente Zé Rufino, aquartelado na Serra Negra na caça de cangaceiros; era irmão de Liberato de Carvalho, o comandante da polícia baiana enviado especialmente para dizimar o cangaço e seu líder. Mas dava proteção a cangaceiros e ex-cangaceiros, perseguidos  e todos aqueles que batessem à sua porta como oprimido ou injustiçado.


Após o trágico episódio de Canindé, quando o cangaceiro Zé Baiano deixou os rostos de três mocinhas marcados com ferro em brasa, Lampião foi buscar sossego numa propriedade de suas propriedades. Diante da repercussão do fato, sabia que a polícia logo estaria no seu encalço e também que não havia lugar melhor para se acoitar senão sob os auspícios do poderoso baiano. E também porque sabia que um dos comandantes da perseguição seria justamente Liberato de Carvalho, irmão de seu protetor.

Verdade é que mesmo sendo irmão de Liberato de Carvalho, tenaz caçador daqueles que não hesitava em proteger, João Maria, como líder maior da região, exigia respeito de quem se arvorasse de comando e não admitia qualquer tipo de ameaça. Não permitia que suas propriedades fossem invadidas a bel-prazer da polícia nem que seus protegidos fossem importunados. Talvez daí a assertiva de alguns de que mantinha um exército de jagunços nas suas fazendas, tanto na Bahia como em Sergipe.

Para se ter uma ideia de seu poderio e mando além fronteiras, somente em Poço Redondo chegou a possuir nada menos que dez fazendas: Santo Antônio, Poço do Mulungu, Riacho Largo, Jurema, Recurso, Propriá, Exu, Pia da Barriguda,  São Clemente, Paraíso e Pindoba (em Canindé). O seu irmão Piduca era outro fazendeiro de renome na região, pois de sua propriedade eram as fazendas Queimada Grande, Santa Maria, Bate Lata, Caibreiro, Lagoa da Onça, Riacho Largo e Barraca dos Negros. Significa dizer que grande parte das terras de Poço Redondo pertencia aos filhos de Pedro Alexandre.

De sua Serra Negra enviava ordens, dava instruções, recebia missivas de governantes. Servindo também como conselheiro, não era raro que as decisões políticas importantes somente fossem tomadas após o seu parecer ou aval. Mesmo sendo amigo do poder, de onde extraía seu mando, tinha predileção especial em manter amizade e ajudar o sertanejo, fosse o matuto mais simples ou o perigoso de sangue no olho. Daí que protegeu desde Lampião ao desvalido ex-cangaceiro perseguido pela polícia.


Mesmo conhecido como tenente João Maria, não há como negar seu coronelato sertanejo. E foi nessa patente nordestina que pontuou sua caminhada até o merecido reconhecimento de hoje.

Poeta e cronista
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Três cangaceiros


Fonte: facebook
Página: Capião Cangaceiro 
Foto do professor e pesquisador do cangaço  Rubens Antonio.

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Anel encontrado no dedo de Lampião quando foi assassinado em Angico

Este anel foi feito em Itabaiana no Estado de Sergipe, por Antônio Teixeira Lobo, ou melhor "Toinho ourives" a pedido de Etelvino Mendonça. Ele estava no dedo de Lampião na hora de sua morte.

"A canção serve também para Joãzinho Retratista, meu tio-avô, figura hilária que eu tive enorme prazer de conhecer quando criança. Todavia, meu avô era Antônio Lobo, que tinha uma relojoaria vizinha a de Joãozinho (parede com parede, muro baixinho entre as duas).  Os dois cultivavam carambolas no quintal dos seus estabelecimentos comerciais, e eram ourives.

A máquina de Coca-cola ficou pouco tempo numa loja-galeria que foi instalada onde era a loja de meu avô Toinho. Hoje a loja que tinha a máquina já é outra. Os dois velhos brigavam muito e as brigas eram engraçadíssimas.  

Nos dedos de Lampião, a mão direita tem três anéis. Será um deles?

Meu avô Toinho fez um anel para Lampião com as iniciais CVL (Coronel Virgolino Lampião). Quem encomendou pessoalmente foi Corisco (pouca gente sabe disso). Disseram-me que esse anel está no Museu do Cangaço.

Isso tudo merece outra música, que pretendo fazer com o parceiro Heitorzinho. Com ele fica mais fácil e a música sempre fica mais bonita. O bicho é excelente compositor (sou fã), mesmo ele tendo a aparência de homem das cavernas. Obrigado ao Robério Santos, e a toda a turminha de Itabaiana, lembrança a todos os Lobos, especialmente ao meu primo Ivan, grande músico já falecido, neto de Joãzinho. Eu e Ivan começamos a aprender violão juntos, em Itabaiana. Um abraço em todos." Gilton Lobo

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

Ilustrado por José Mendes Pereira

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Serra Talhada convida !




Dia 25 de Julho na semana do cangaço estarei partindo para o sertão do Pajeú, terra que Virgolino nasceu, para assistir esse grande evento. Viva Lampião e viva o nordeste!!!

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Certidão de Nascimento de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião


ADENDO: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Na "Certidão de Nascimento de Lampião" está registrado que ele nasceu no dia 7 de Julho de 1897, e o nome Virgolino é escrito com "O", e não com "U". 


O escritor João de Sousa Lima já afirmava que realmente o nome de Virgolino, o cangaceiro Lampião é mesmo escrito com "O" e não com "U".

Não importa que exista Virgulino com "U", que depende como foi registrado em cartório, e sabemos que existem pessoas que seus sobrenomes "Sousa" são escritos com "S" e com "Z", Antônio com acento, Antonio sem acento, Manoel escrito com "O", Manuel escrito com "U"... Mas o nosso cangaceiro Virgolino o seu nome é escrito com "O".


Vamos escrever de hoje em diante o nome do cangaceiro do nordeste brasileiro Virgolino Ferreira da Silva com "O" e não com "U". Não há mais dúvida, o cartório registrou Virgolino com "O". Se a igreja fez seu batistério com "U", mas o que vale é o Registro do cartório.

Fonte: facebook
Página: Robério SantosLampião, Cangaço e Nordeste


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terça-feira, 15 de julho de 2014

LÁGRIMAS HERMANAS

Por Rangel Alves da Costa*

Parodiando a música famosa, não chore assim Argentina. Verdade que é a Alemanha que agora dança o tango de Gardel e celebra a vitória ao som do bandoneón de Piazzolla. Mas não chore assim Argentina. Sua raça, sua bravura, sua qualidade futebolística, foi mais uma vez demonstrada.

Ora, a qualidade de seu futebol, a garra de seus jogadores e o senso de equipe avistado ao longo da competição são provas que estiveram infinitamente superiores ao que foi apresentado por outra seleção do mesmo continente, uma tal de seleção brasileira.

Quem dera Argentina, quem dera que a seleção dona da casa não fosse tão vergonhosamente escorraçada pelos seus algozes na final. Se a brasileira fosse uma seleção de verdade, talvez a decisão tivesse ficado no continente sul-americano. Mas tomaram a caipirinha brasileira e deixaram vocês sem tango. E agora, merecidamente, se esbaldam na cerveja.

Sei que o sofrimento é grande, hermanos. Ninguém sai inteiro ou sem sofrimento diante de uma derrota, principalmente quando ela ocorre no segundo tempo da prorrogação, já no finalzinho do jogo. E a dor sentida pelo gol certamente foi muito maior que a dor naqueles sete a um. E assim porque vocês têm uma seleção, e nós não.

Tanto é verdade que a equipe brasileira não era uma seleção que nem a comissão técnica nem os jogadores se culpabilizaram pela goleada recebida. A culpa passou a ser da torcida que criou uma expectativa grande demais diante de imprestáveis. Ademais, se fosse uma seleção de respeito não repetiria os mesmos erros na derrota contra a Holanda.


Duvido que Sabella tenha a cara de pau de chegar numa coletiva e simplesmente dizer que o time inexplicavelmente deu um apagão. Tal justificativa de Felipão só serve para confirmar que não havia equipe, não havia tática, não havia nada, apenas onze jogadores arriscando um dia de sorte. E os raios dos adversários provocaram apagões.

Sei que a maioria dos brasileiros estava torcendo contra vocês, hermanos. Mas essa adversidade é antiga, vocês sabem bem disso. Mas a situação havia piorado nos últimos dias porque os hermanos, após a derrocada dos canarinhos apagados, talvez tenham esquecido de zombar dos jogadores e voltaram suas chacotas para a torcida, para o povo brasileiro.

E a torcida brasileira, de rivalidade histórica com o selecionado argentino em qualquer situação, preferiu fazer figa para aqueles que humilharam sua seleção a torcer pelos vizinhos e mui hermanos. Mas a culpa foi de vocês, pois as piadas ainda permanecem na mídia e nas redes sociais.

Lembra o que os hermanos disseram após o sete a um da Alemanha? “A Alemanha não passou por cima [do Brasil], esmagou”, disse Maradona. E riu, deu gargalhada. “Os argentinos, no entanto, não guardam tanto rancor dos alemães. Não após os europeus terem atropelado o Brasil nas semifinais da Copa. O humilhante 7 a 1 sofrido pela seleção brasileira foi pauta de programas humorísticos na Argentina. Nem a lesão sofrida por Neymar nas quartas de final foi poupada das brincadeiras”.

E lembram da piada musical, com a letra de “Decime que se siente”, hino da torcida argentina na copa? “Brasil decime que se siente / haber perdido de local / Te juro que aunque pasen los años / nunca nos vamos a olvidar / Que a Alemanha te goleó / Tu hinchada te silvo / Sin duda brasileiros sos cagon”. Brasil, me diz o que se sente / Ao ser derrotado em casa / Te juro que ainda que passem os anos / Nunca vamos nos esquecer / Que a Alemanha te goleou / Sua torcida te vaiou / Com certeza, brasileiro é um medroso.

Pois é, eis que um dia da caça e outro do caçador. Não foi de sete, mas de um que teve a valia de um milhão. E os hermanos, tão eufóricos e barulhentos no início do jogo, aos poucos foram calando de vez. Não sei por que, mas pareciam trêmulos, nervosos demais, com olhos vermelhos e cheios de lágrimas. E antes mesmo de Götze marcar aquele golaço.

Imaginei que depois de tantas gargalhadas com a derrocada brasileira, choravam de alegria pela vitória que se avistava. Mas não. A culpa era da Alemanha mesmo, que colocava Messi na roda e o chamava para o último tango no Brasil. Agora, hermano chorão, decime que se siente...

Poeta e cronista
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Desvendar é preciso


Na foto acima, um dos personagens é um famoso CORONEL, que foi coiteiro do afamado rei Lampião. Quem é ele?


 

Lá vai. Coronel João Carvalho Sá, dono de terras na Bahia, no tópico é o de número 4. O coronel João Carvalho Sá foi um dos maiores coiteiros de Lampião, dono de muitas terras, foi deputado, constituinte na época do Cangaço. Na sua moradia, em Jeremoabo, no Estado da Bahia, tem uma fazenda por nome Espaduada, onde o Rei passava com frequência.



Após analisar a referida FOTO, tenho inclinação que ela está mais para uma parte da volante de ZÉ RUFINO, (sem a presença do mesmo), E, apenas, de uma parte de seus cabras....O DETALHE LEVANTADO PELO SÁlVIO FOI GENIAL..!!....REALMENTE, AS " PORTAS ", NO FUNDO DA FOTO, se parecem com o fundo da última fotografia postada pelo amigo..Com a palavra os estudiosos...!!.

Uma volante policial. 
Ajudem-me a identifica-la. Quem é o seu comandante, ano e local da foto?



Caro Volta seca Volta. Estou achando que se trata da volante baiana do sargento Zé Fernandes. Normalmente ele trabalhava em conjunto com seu amigo e compadre Zé Rufino. Inclusive estavam juntos na morte de Corisco. Zé Fernandes deve ser o quarto da esquerda para a direita na fila da frente.

José Sabino Bassetti

Essa foto da volante de Zé Rufino em 2 partes foi tirada na Bahia em abril de 1937. Somando são 20 homens no total, exatamente o número que tinha a volante de Zé Rufino. Então possivelmente essa terceira volante não seja parte da volante de Zé Rufino. Agora, a foto da segunda parte da volante de Rufino e a foto da terceira volante foram tiradas no mesmo local. Daí eu acho que seja o pessoal do sargento Zé Fernandes. Mas não posso garantir. Abraço".

Maurício Alves publicou em 


Boa tarde, Sr. José Sabino Bassetti!

Obrigado por ter me add. Sou morador do sertão Bahiano, Gostaria que o Senhor me esclarecesse algo, próximo da cidade onde resido, está localizada a cidade de Barra do Mendes, no Estado da Bahia. Local onde supostamente a volante de Zé Rufino encontrou os cangaceiros Corisco, Dadá, Rio Branco e sua esposa, na fazenda Pulgas, o Senhor como profundo conhecedor desses fatos históricos do sertão, poderia me dizer se o fato acima descrito é verídico ou é apenas "Causos" do sertão.

Aguardo resposta! Abço.

José Sabino Bassetti respondeu o seguinte: 

Olá Maurício!

Zé Rufino partiu da região de Serra Negra BA no encalço de Corisco e foi alcança-lo próximo a Barra do Mendes, então município de Brotas de Macaúbas. Chegaram na fazenda Cavaco em Barra do Mendes nas proximidades de Barro Alto e Canafístula. Isso no município de Brotas de Macaúbas.

Na tarde de 25 de maio de 1940, a volante de Zé Rufino com a ajuda da volante do sargento Zé Fernandes atacaram Corisco que estava com Dadá na casa de farinha da dita fazenda. Corisco foi gravemente ferido e Dadá com ferimento grave no pé. A volante viajou de caminhão já em seguida conduzindo o casal. Por volta das 20 horas do mesmo dia Corisco veio a falecer, e Dadá teve parte de sua perna direita amputada na cidade de Djalma Dutra.

Houve quem escrevesse que o ataque se deu na fazenda Pulgas, porém, a informação que lhe passei, foi relatada pelo próprio Zé Rufino em Jeremoabo no ano de 1964. Então não há do que duvidar.

Caro Maurício. Quando você tiver alguma dúvida pode perguntar em nenhum problema, pois, terei o máximo prazer em esclarecer, desde que seja do meu conhecimento.

Abraço fraterno.

Sabino Bassetti

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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O ex-cangaceiro Labareda e Estácio de Lima

Por José Mendes Pereira
Foto: Dan Miranda.

Às vezes o sujeito não presta para nada por falta de oportunidade. O Ângelo Rogue ou ainda o Labareda, ex-cangaceiro de Lampião, com certeza, muitos infelizes caíram na mira da sua arma, mas posteriormente, depois de ter passado pela prisão, tornou-se um homem do bem, e até trabalhou como auxiliar de confiança do professor Estácio Lima, atendendo ligações e participando de todos os movimentos da repartição pública onde trabalhava.

Os estudiosos do cangaço afirmam que todos os cangaceiros que se entregaram à justiça, e mesmo aqueles que foram pegos pela polícia, nenhum deles voltou a praticar coisas erradas, tornaram-se homens do bem e de confiança. E todos os filhos dos ex-cangaceiros, nenhum deles tornou-se marginal. 

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O PUNHAL DE LAMPIÃO

Por João de Sousa Lima

A região que abrange o Raso da Catarina serviu por muito tempo de esconderijo para Lampião e seus comandados.

As cidades e povoados que cercam o Raso da Catarina foram bem explorados pelos cangaceiros.

Santo Antonio da Glória, Brejo do Burgo, Salgado do Melão, São Francisco, Várzea da Ema, Rodelas, Chorrochó, Macururé, Abaré, Uauá, Monte Santo, Canudos, Canché, Jeremoabo, Santa Brígida e Paulo Afonso foram cenários dessa época. Em Paulo Afonso, os povoados Juá, Salgadinho, Várzea, Serrote, Lagoa do Rancho, Santo Antonio, Nambebé, Arrasta-pé e ainda Olhos Dágua do Souza (que pertence a Glória) foram bem explorados pelos cangaceiros.

O povoado Olhos Dágua do Souza foi fundado por Joaquim Pedro de Souza, que foi o primeiro prefeito de Glória. No povoado residia o senhor Alexandre Boa que foi grande amigo dos cangaceiros e principalmente de Lampião, Corisco e Ângelo Roque (inclusive era primo de Labareda).


Dessa família, o senhor Venâncio Teixeira Lima era quem confeccionava as coronhas dos mosquetões para os cangaceiros. Venâncio era avô de Dionízio Pereira, que era pai do político Adauto Pereira.

Lampião passava sempre por essa localidade para abastecer os bornais de alimentação e colocar coronhas nos fuzis.

Na família de Venâncio, os filhos Enéas, Alexandre e Militão era quem providenciava esse apoio aos cangaceiros e em uma dessas ocasiões Lampião presenteou Militão Teixeira Lima com um belíssimo punhal. Esse punhal foi repassado ao filho Irineu Teixeira e desde o ano de 2000 que eu tentava a todo custo comprar esse punhal. Quando foi agora em 2014, estive com Irineu e pra minha surpresa, quando falei em comprar a peça, ele me presenteou o punhal.


A relíquia será exposta em breve no Museu do Nordeste, em Paulo Afonso, Bahia.

Voltando a época do cangaço, o Enéas foi preso como coiteiro pelo famoso Mané Neto ne foi levado pra Santo Antônio da Glória e de lá para Salvador. No caminho, quando chegaram em Nossa Senhora das Dores, enquanto a polícia foi jantar, um parente de Enéas o reconheceu e o libertou das cordas e da viatura. Enéas ficou um tempo escondido na cidade da casa de uns parentes por muito tempo. A esposa de Enéas, a senhora Naninha, era prima legítima de Corisco.

O cangaceiro Corisco

As histórias ainda são lembradas no Olhos D’água do Souza, lá ainda encontramos o senhor Irineu. O punhal está bem guardado e é mais uma lembrança dos tempos em que Lampião e seus comandados pisaram o chão e as veredas que cercam o Raso da Catarina.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima www.joaodesousalima.com

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NAS TRILHAS DO CANGAÇO

Por João de Sousa Lima
João e Marcos Ferraz na casa de Lídia

Recebi esses dias em Paulo Afonso o casal Marcos Ferraz e Silvana. Eles residem em Floresta, Pernambuco.

Marcos e Silvana com Manuel Pereira


Levei os amigos para conhecerem uma das trilhas do cangaço e fomos ao povoado Salgadinho visitar a casa onde nasceu a cangaceira Lídia e onde mora seu sobrinho Manuel Pereira.



do Salgadinho seguimos até o povoado Campos Novos onde nasceu o primeiro filho de Lampião e Maria Bonita e de lá seguimos até a casa do amigo Sebastião Carvalho pra visitar o Museu Particular da Cachaça.

Museu da Cachaça, do amigo Sebasteão Carvalho
Silvana e Marcos na casa de Lídia

Foi um dia agradável e fico no aguardo de uma nova visita.

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contatos: 75-8807-4138 9101-2501 – E-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

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