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quarta-feira, 1 de abril de 2015

“...ALGUNS TÓPICOS USADOS PELOS CANGACEIROS”

Por Lira Neto

AS ARTIMANHAS DO CANGAÇO

As estratégias e técnicas para despistar os inimigos

Embora seja inadequado referir-se aos cangaceiros como guerrilheiros – eles não tinham nenhum propósito político –, é inegável que lançaram mão de táticas típicas da guerrilha. Habituados a viver na caatinga, não eram presa fácil para a polícia, especialmente para as unidades deslocadas das cidades com a missão de combatê-los no sertão. Uma das maiores dificuldades de enfrentá-los era a de que preferiam ataques rápidos e ferozes, que surpreendiam o adversário. Também não tinham qualquer cerimônia em fugir quando se viam acuados. Houve quem confundisse isso com covardia. Era estratégia cangaceira.

TROPA DE ELITE

Os bandos eram sempre pequenos, de no máximo 10 a 15 homens. Isso garantia a mobilidade necessária para a realização de ataques-surpresa e para bater em retirada em situações de perigo.

NA ‘CALADA’ DA NOITE

Em vez de se deslocar a cavalo por estradas e trilhas conhecidas da polícia, percorriam longas distâncias a pé em meio à caatinga, de preferência à noite. Para evitar que novas vias de acesso ao sertão fossem abertas, assassinavam trabalhadores nas obras de rodovias e ferrovias.

OS APETRECHOS

Todos os pertences do cangaceiro eram levados pendurados pelo corpo. Como não se podia carregar muita bagagem, dinheiro e comida eram colocados em potes enterrados no chão, para serem recuperados mais tarde.

RAPOSAS DO DESERTO

Cangaceiros eram mestres em esconder rastros. Alguns truques: usar as sandálias ao contrário nos pés. Pelas pegadas, a polícia achava que eles iam na direção contrária (detalhe); andar em fila indiana, de costas, pisando sobre as mesmas pegadas, apagadas com folhagens; pular sobre um lajedo, dando a impressão de sumir no ar.

PESO MORTO

Com exceção de sequestrados, quase nunca faziam prisioneiros em combate, pois isso dificultaria a capacidade de se mover com rapidez. Também não mantinham colegas feridos ou com dificuldade de locomoção.

SEU MESTRE MANDOU

Para resolver discórdias internas no bando, Lampião sempre planejava um grande ataque. Todos os membros do grupo se uniam contra o inimigo e deixavam de lado as divergências entre si.

OS INFILTRADOS

Quem dava abrigo e esconderijo aos cangaceiros era chamado de coiteiro e agia em troca de dinheiro, de proteção armada ou mesmo por medo. Coiteiros que traíam a confiança eram mortos para servirem de exemplo.

ROTA DE FUGA

As principais áreas de ação do cangaço eram próximas às fronteiras estaduais. Em caso de perseguição, eles podiam cruzá-las para ficar a salvo do ataque da polícia local.

FOGO INIMIGO E AMIGO

Durante os combates, havia uma regra fundamental: em caso de retirada, nunca deixar armas para o inimigo; nas vitórias, apoderar-se do arsenal dele.

Transcrição Sálvio Siqueira
Fonte https://maniadehistoria.wordpress.com
Foto altamontanha.com

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“O GLOBO” – 24/07/1942 BANDOLEIROS DAS CAATINGAS

Por Melchiades da Rocha

“PARA PEGÁ LAMPIÃO
QUE LEVA TUDO NA CHETA
NEM OS PODÊ DO CAPETA
DO BRABO, DO MAIORÁ” 

Foi Euclides da Cunha, sem dúvida alguma, quem primeiro provocou o exame das tristíssimas contingências, que caracterizam e quase esculpam os fenômenos de fanatismo sertanejo. Depois dele outros escritores tem procurado definir os mesmos fenômenos, mas sob formas meramente pitorescas. O estudo da atmosfera propícia ao cangaço não inquietou nunca certas críticas. Até bem pouco tempo o cangaço estava vinculado à politicagem. Os chefes políticos do sertão tinham alianças indestrutíveis com os cangaceiros e seus pandilhas. Por seu turno os grandes senhores territoriais também sempre acolheram os bandos de criminosos, que saqueavam as cidades nordestinas. É o caso dos “coiteiros”, que José Américo de Almeida estuda num romance excelente. Ao mesmo tempo as contrafações religiosas não deixaram nunca de estimular o banditismo, dele se aproveitando. Haja vista o exemplo do Juazeiro do Padre Cícero, onde se acaudilharam cangaceiros, beatos, criminosos de toda espécie. Ninguém se esqueceu de que, no governo Bernardo, o padre Cícero ali reunia bandos de cangaceiros, que vinham talando os sertões a ferro e a fogo, armando-os para a “defesa da legalidade”. Desde essa época Lampião se tornou flagelo maior, quase invencível. Astuto, conhecendo os lugares por onde corria perseguido mais ou menos... Ele dispunha ainda dos favores de coiteiros poderosos. Por sua conta outros bandidos se armaram, cometendo mortes espantosas e roubos audaciosos. Os caprichos dos cangaceiros chegaram a extremos incríveis. Lampião tinha o hábito de marcar com ferro em brasa suas vítimas, principalmente as mulheres que usavam cabelos curtos. Pelos cálculos esse chefe de cangaço arrecadara enorme fortuna, fazendo discípulos temíveis. O extermínio do cangaço vinha-se [...] de longo tempo. Mas, a politicagem, os coiteiros, os cúmplices poderosos impediam qualquer ação decisiva. Para combater Lampião, seu bando e os bandos dele nascidos e com ele solidários, seria preciso organizar uma força policial constituída também de homens da mesma polpa, isto é, de sertanejos intrépidos e com mentalidade análoga. Foi o que aconteceu, não há muito tempo: uma força de homens conhecedores do sertão e do cangaço conseguiu atacar “realmente” Lampião e seus terríveis “cabras”, exterminando-os. Poderia ter ficado aí. Mortos os cangaceiros, estava extinto o problema. O comandante da força, porém, cortando-lhes as cabeças, promoveu exposição dramática das mesmas. Sob pretexto de estudos, as cabeças dos bandidos passearam à toa, dando espetáculos constrangedores. Em Maceió o Dr. Lages Filho fez o estudo antropológico da cabeça do “Rei do Cangaço”, concluindo que lhe “faltavam as deformações cranianas, o prognatismo e outros sinais que Lombroso cita como característicos dos criminosos natos”. Defeito de Lombroso? Talvez... Os cangaceiros sempre reclamaram justiça. Conta-se que Lampião escolhera a carreira de bandido em virtude da morte injusta do pai pela polícia. Depois acostumou-se... É sempre assim. Segundo se depreende, as populações sertanejas reclamam mais assistência judiciária do que mesmo assistência sanitária. Pelo menos é o que Euclides da Cunha conclui. É também o que nos parece justo concluir ao cabo dos capítulos de “Bandoleiro das caatingas”, coletânea de reportagens de Melchiades da Rocha (Editora A Noite, Rio). Repórter, incumbindo-se de viagem ao Norte, logo depois da morte de Lampião, Melchiades da Rocha escreveu estas páginas. Não há nelas nenhum propósito de exame dos fenômenos sertanejos do cangaço, tão vinculados aos fenômenos do fanatismo religioso. Euclides da Cunha mostrou que a religião dos sertanejos era, como eles mesmos, mestiça. Mistura de temores primitivos, de malícias inconscientes, de instintos mal contidos, de ignorância astuta, de submissões absurdas, o fanatismo sertanejo não, mas estimula as crueldades nos crimes e a falta total de escrúpulos, sempre que as circunstâncias indicam. “Canudos” foi exemplo disso. O “Juazeiro”, do padre Cícero, teria sido exemplo pior ainda, se a politicagem da época hesitasse em admiti-lo como aliado... Há aqui uma página do maior interesse para quem venha a estudar os fenômenos do banditismo sertanejo. É a que nos dá conta do encontro do prefeito de Pão de Açúcar com Lampião. Este exigira-lhe quatro contos, para não cometer agressões na cidade. O prefeito quis entregar-lhe pessoalmente o dinheiro e o bandido marcou entrevista. Polido e severo, irônico e cauteloso, amável e astuto, Lampião não falou no dinheiro. Quando o prefeito lhe ofereceu, redarguiu com certa altivez: “O senhor dá o que quiser, pois eu dou mais por um amigo do que pelo dinheiro”. Daí nascera uma simpatia, que o prefeito não deixara esfriar mais... Lampião pedira-lhe, em seguida, charutos, bebidas, perfumes e outros objetos domésticos. Desde os dezesseis anos andava ele pelas caatingas e cidades, pilhando. Por diversas vezes quisera abandonar o cangaço. Mas o cangaço, uma vez colhendo o indivíduo, não lhe concede mais liberdade... O prefeito de Pão de Açúcar não pôde demovê-lo porque não podia anistiá-lo... Percorrendo as caatingas, destemido, nem sempre disposto a transigir, cometendo crimes repugnantes, para se defender com o terror ou conduzido pelos caprichos, Lampião entrara na lenda. Em torno dele se urdiram histórias espantosas. Os violeiros sertanejos fizeram do cangaceiro famoso uma espécie de herói, nas palestras, “cocos”, emboladas e desafios.

“Para pegá Lampião
Que leva tudo na cheta
Nem os podê do capeta
Do brabo, do maiorá.”

Toda gente se recorda da fascinação de Antônio Conselheiro, que Euclides da Cunha define e descreve tão lucidamente. Os soldados dos regimentos mandados contra Canudos tinham pelo rude taumaturgo respeito análogo ao dos fanáticos, por ele acaudilhados... O extermínio dos bandoleiros não constitui problema policial. Um deles, hoje velho e vencido, depois de longa vida na caatinga e na cadeia de Pernambuco (Antônio Silvino), falando a Melchiades da Rocha, esclareceu: “Isto não acaba assim. O rifle não conserta nada. Morreu Lampião, outros Lampiões aparecerão. O mundo por aqui continuará girando até que a justiça bata às portas do sertão. Mas, é incontestável que o extermínio do bando de Lampião e dos seus cúmplices, que formaram outros bandos, tranquilizou o Nordeste. Mas, é também certo que o terreno propício ao banditismo não foi alterado. A atmosfera dos sertões nordestinos ainda é a mesma. Daí, sem dúvida, a constante atualidade d’ “Os Sertões”, de Euclides da Cunha e dos próprios livros de quantos o tem imitado, quase sempre, escondendo as origens do que escreveram... O cangaço nordestino perdeu as figuras de evidência. Acreditamos que as estradas de penetração, os transportes rápidos e outros elementos de contágio influam para reprimir as tristíssimas contingências que caracterizam e, de certo modo, justificam e exculpam o banditismo das caatingas. Encontramos, a propósito, aqui, um documento sensível. É a carta de Alexandre Zebelê, homem rústico, que raciocina segundo o espetáculo da vida que o cerca. Dirigindo-se ao repórter diz: “O dotô sabe cumo são as terra aqui. O rijume do sertão é munto deferente, é rijume de cristão. As terra são de todos nóis. Mais porem nas matas onde hai usina, um manucipo todo é de uma famia só, que dá dia santo e ano intero. E quanto mais tem, mais qué”. O estilo lembra um pouco o dos “modernistas”, mas as ideias são nítidas e espelham compreensão e lamúrias, que reclamam providências mais seguras e enérgicas do que o mero extermínio do banditismo. É o que dizia Euclides da Cunha, há cerca de quarenta anos, depois de tenazes observações. Estas reportagens, sem propósitos eruditos e sem as arrogâncias que, hoje em dia, nomeiam sociólogos, têm extraordinária atualidade.

Obra do autor

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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LAMPIÃO QUERIA VIRAR SANTO


De Lampião para Veremundo Soares, carta de advertência, 1926:

Sr. Verimundo Suaris
Suas Saudações,

O fim desta somente para saber Qual seu plano. Qui apois, Em minha paçagem O Sr. mandou, Uma força a ir, atras, d’eu mesmo. Pelerehou, Bastante di mim. Em outra oura nois Já fumos, inimigo porem para opresente, Eu pençava Que nois hera, Amigo, para Sr. Eu ms. Para si mi Pareci Qui o Sr. Era meu inimigo, portanto, Eu lhi faço Esta, para Saber qual E seu Destino. Já mandei avizar ao Padri Ciciro, Qui Nesta minha diligença Qui si Alteroci contra mim foi, o município di Salguero, tenha muita cautela Eu não volte para U mesmo Qui Eu era outas óra, Eu Bem Qui quéro virar Santo e fazer a felicidade para Voceis mesmo sem ms. asunto.

Capitão Virgulino Ferreira

Do livro: Guerreiros do Sol
De: Frederico Pernambucano de Mello

Fonte: facebook

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PROBLEMA PARA FAZERMOS POSTAGENS

Blog do Mendes & Mendes

ESTAMOS COM PROBLEMA PARA POSTAGENS. 
POSTAGEM FEITA DISTANTE DA ÁREA DO SINAL DESTE COMPUTADOR.

terça-feira, 31 de março de 2015

[PESQUISANDO A HISTÓRIA] Curso conta a história do Cangaço na Bahia



O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia promove o mini-curso “O Cangaço na Bahia”, que será realizado de 8 a 10 de abril, das 14h às 17h, sob a coordenação do historiador Rubens Antonio.

O Cangaço foi um movimento que agitou o Nordeste, com reflexos que se estenderam desde então. Muito daquilo que é verdadeiro, que é fato, está, atualmente, deturpado, obscurecido por camadas e camadas de recontares, lendas, especulações, facciosidades.

O conhecimento dos principais eventos a ele relacionados, porém, é ainda muito limitado. Daí, este curso buscar não só esclarecer como apontar elementos que referenciem o estado de arte do conhecimento.

Assim, será trabalhado o sabido e documentado de eventos como combates, abrangências, disposições várias que constituem, muitas vezes, pontos-de-partida para o verdadeiro entendimento enquanto fenômeno histórico.

Acompanhe a Programação:

Dia 8 - 1924 a 1929: Cangaço em ascensão

Alvorada lampiônica
As primeiras notícias
O crescendo do temor
Reações pomposas e inúteis
A chegada efetiva
As primeiras sagas e tragédias
Perplexidades

Dia 9 - 1929 a 1933: Cangaço tonitruante

O apogeu do Cangaço na Bahia
A melhor percepção
Menos perdas
Subgrupos e domínios
Início do contra-ataque
Violência de lado a lado

Dia 10 - 1933 a 1940: Derrocada do Cangaço

Grandes perdas
Marcando passo
Às portas do fim
Lá, apaga-se o Lampeão
Cá, apaga-e o Corisco
Olhando para frente
Mitificação
Olhando para trás

Inscrição clique aqui

Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
Avenida Joana Angélica, 43 - Piedade
Salvador - BA

71 3329 4463/6336

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e Gonzaguiano Kydelmir Dantas

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FOTO INTERESSANTE DE LAMPIÃO E SEU GRUPO NO JUAZEIRO- INÍCIO DE MARÇO DE 1926.


FOTO INTERESSANTE DE LAMPIÃO E SEU GRUPO NO JUAZEIRO- INÍCIO DE MARÇO DE 1926.

INDAGA-SE: a) Quem foi o autor dessa foto ? b) Por que Lampião chegou ao Juazeiro com quase 50 cangaceiros, e, só aparecem 22 na foto abaixo....c) Usando seus conhecimentos, tente identificar os cangaceiros, abaixo, numerados.....Obrigado por sua participação.

Fonte: facebook ´Página: Voltaseca Volta


Fonte: facebook – Página: Robério Santos


Volta Seca, esposa e filho

Fonte: facebook – Página:
Robério Santos


Fonte: facebook – Página: Andre Do Valle

Vamos ao debate? Sabem o que mais me intriga nesta foto? A tranquilidade do povo na calçada... Era como se não estivesse acontecendo nada. Qual a teoria de vocês sobre isso? Será que a mídia que nos foi passada sobre os cangaceiros e o medo que o povo tinha é mera falácia? Eu sei que o pessoal do grupo recua com os debates que abro, mas não se preocupem, leiam isso e já tá de bom tamanho. Abraço@!

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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MAPA QUE LAMPIÃO ANDOU PELAS TERRAS SERGIPANAS

Por Antônio Corrêa Sobrinho

AMIGOS,

Vê-se claramente do mapa que Lampião andou muito pelas terras sergipanas, e em nenhum outro estado nordestino ele se aproximou tanto do litoral, das fascinantes águas salgadas, em ondas espumantes, profundas e sem fim. 


Teria Virgulino Lampião, o cangaceiro capitão, por tentação, visitado, disfarçado, é claro, a minha Aracaju, já que tão perto dela sabemos que ele andou? Será que ele mergulhou nas mornas águas da Atalaia? Probabilidades, muitas, além do que a pesquisa, se não disse até agora que sim, também não disse que não. E probabilidade é a argamassa da verdadeira história. Portanto, é algo que podemos considerar como plausível, pelo menos. 


A verdade é que quase nada sabemos de Lampião, e absolutamente nada quando tratamos deste homem sem a sua tradicional indumentária, sem o seu grande chapéu de abas decoradas; e não venham me dizer que ele passou sete mil e trezentos e cinco dias exclusivamente fugindo da polícia, se escondendo, perambulando de um lado pro outro pelas caatingas, cometendo mil estripulias e atos ilícitos. 

Os livros e o cinema nos levam a imaginá-lo desta forma. Não, não. Eu diria que todas as ditas e não ditas batalhas em que ele fez parte, somadas temos algumas horas de combate, apenas. Lampião teve outras vidas, vivenciou outras coisas além das próprias do seu dia a dia, do cangaço: tempos de paz ele teve, de caminhar despreocupado, de contemplar, de refletir as coisas, de gozo e alegria, de interação, de curiosidade, enfim, tempo de conhecer lugares outros além do seu campo de luta; e por que não tempo de conhecer uma capital, de banhar-se no mar, algo que tão perto dele mais não poderia estar. É lógico que este famoso e rico cangaceiro, com tantos contatos e concertos costurados com influentes e poderosos cidadãos, teve, na sua trajetória, embora a pesquisa não tenha alcançado, dias inusitados, diferentes, não tenho dúvida. Até porque quase nada sabemos deste homem, como já disse, e praticamente tudo que sabemos dele é por ouvir dizer. Não esqueçam que Lampião, quando esteve em Sergipe, e não foram por poucos dias, Eronides de Carvalho, o filho do coiteiro Antônio Caixeiro, como sabemos, era simplesmente a maior autoridade do Estado. 

Portanto, acho improvável Lampião não ter andado pelas ruas de Aracaju, quem sabe até umas comprinhas no nosso comércio; coisa que sou propenso, sim, a aceitar, muito mais do que tê-las como verdadeiras certas imputações feitas a Lampião. A meu favor apresento o grande Jornalista Joel Silveira, que, certa feita, numa de suas entrevistas, disse que Lampião esteve em Aracaju, e olhem que este famoso repórter, correspondente de guerra, sabia das coisas.


Fonte: facebook
Página:
Antônio Corrêa Sobrinho‎ Cangaçofilia 

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TENENTE POMPEU O HOMEM QUE MATOU VIRGÍNIO


Tenente Pompeu em pé à direita, o matador do cangaceiro Virgínio Fortunato da Silva - O cangaceiro conhecido por Moderno.


Virgínio Fortunato da Silva o cangaceiro Moderno era casado com uma irmã de Lampião, e há quem diga que ele era natural de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Fonte: facebook

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segunda-feira, 30 de março de 2015

Estrada de Ferro de Mossoró - 29 de Março de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Quando se fala do início da construção da Estrada de Ferro de Mossoró, costuma-se atribuir a Jonh Ulrich Graff o pioneirismo pela ideia do projeto, já que o mesmo conseguiu, em 26 de agosto de 1875, através da Lei nº 742, concessão para construção de uma estrada de ferro ligando Mossoró a Petrolina, na Bahia. Esse projeto, no entanto, não chegou a se concretizar. 

               
Hoje temos evidências de que a primeira tentativa de construção de uma estrada de ferro ligando Mossoró ao porto de descarga dos navios data de 1870, ou seja, cinquenta anos antes da concessão de Ulrich Graff e que não foi à única. Outras concessões foram dadas antes de 1875.
               
Essas evidências foram apontadas pelo engenheiro Luiz Saboia, que em 1953 começou a escrever um livro com o título “Subsídios para a História da Estrada de Ferro de Mossoró”. Esse livro nunca foi concluído, ficando os seus originais inacabados na Tipografia Escóssia. Em 1991 o professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia tomando conhecimento desse material, e consciente da importância das informações ali reunidas, solicitou permissão da família e publicou o material, da maneira que se encontrava, pela Coleção Mossoroense, série B – número 1113 – 1991.
               
Por esse trabalho tomamos conhecimento que “a lei provincial nº 646, de 14 de dezembro de 1870, autorizava o presidente da Província a contratar com os engenheiros José Luiz da Silva e João Carlos Greenhalgh, ou com quem mais vantagens oferecesse, a construção de uma estrada de ferro que ligasse a cidade de Mossoró ao porto ou ponto de descarga dos navios que entrassem no rio.” O projeto não foi realizado.
               
Dois anos depois, em 1872, João Pedro de Almeida pleiteou, junto ao Governo Geral, a concessão de uma estrada de ferro que ligasse o porto de Mossoró à cidade de Souza, na Província da Paraíba. O seu pedido foi feito na Regência de S. A. a Princesa Imperial Regente Isabel, que solicitou do Presidente da Província do Rio Grande do Norte parecer sobre a conveniência dessa estrada de ferro. Não temos informações sobre a resposta, mas deve ter sido negativa, já que a solicitação caiu no esquecimento.
               
Em 1875 coube ao comerciante estrangeiro Jonh Ulrich Graff a solicitação dessa concessão, obtendo permissão através da Lei nº 742, para a construção de uma estrada de ferro ligando Mossoró a Luís Gomes, no limite com a Paraíba. Mais por falta de recursos, o projeto caducou.
               
Em 1888 foi à vez de Chrockatt de Sá Pereira de Castro, que no dia 25 de maio daquele ano fez uma brilhante exposição do seu plano ao Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, sujeitando o seu projeto a aprovação das maiores capacidades técnicas de então. Não conseguiu a documentação necessária para embasar os seus argumentos, portanto o projeto não teve prosseguimento.
               
Em 1889 coube a Francisco Solon encabeçar o movimento pela construção da estrada de ferro de Mossoró. Chegou mesmo a criar uma empresa para tal fim, a firma J. Bastos & Cia., da qual fazia parte Francisco Solon, Joaquim Olintos Bastos, Joaquim Etelvino e Francisco Cascudo, pai do historiador Luís da Câmara Cascudo. Essa empresa, por conveniência, teve seu nome mudado para “Companhia das Estradas de Ferro do Nordeste do Brasil” e por imposição dos banqueiros internacionais mudou para “Companhia das Estradas de Ferro do Rio Grande do Norte”. Mas as exigências dos bancos internacionais tornaram impraticável a aquisição de empréstimos, fazendo com que mais uma vez a concessão caducasse.
               
“O decreto estadual nº 51, de 22 de setembro de 1890 concedia a João Pereira da Silva Monteiro, Francisco Lopes Ferraz Sobrinho e Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, negociantes e capitalistas residentes na Capital Federal e neste Estado ou a companhia por eles organizada, privilégio por 50 anos, para a construção, uso e gozo de uma estrada de ferro de um metro entre trilhos que, partindo de Areia Branca, na embocadura do Rio Mossoró, dirija-se ao ponto mais conveniente da Serra de Luís Gomes, passando pelos municípios de Mossoró, Caraúbas, Apodi, Port’Alegre, Martins, Pau dos Ferros e Luiz Gomes”. Não conseguiram levar avante o projeto.
               
Outras tentativas foram feitas até que em 1912 Mossoró viu finalmente o seu grande sonho ser iniciado. Mas a conclusão dessa história contaremos na próxima semana.

Geraldo Maia do Nascimento

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VISITA AO PALACETE DE ZÉ PEREIRA

Cariri Cangaço visita Palacete dos Pereira em Princesa Isabel

Era cerca de 15 horas da sexta-feira, dia 20 de março, quando a Caravana Cariri Cangaço retornou a Princesa Isabel, dentro da programação: A visita ao emblemático Palacete do coronel José Pereira Lima, bem no centro da cidade, em frente à praça onde o próprio José Pereira ergueu uma estátua em homenagem ao líder político Epitácio Pessoa. A recepção ficou a cargo dos descendentes do grande coronel; seu bisneto Thiago Pereira, por duas vezes prefeito de Princesa Isabel e seus pais, Rosane Pereira e Roberto Soares.

A edificação com arquitetura clássica do inicio do século XX , construída em 1923 pelo artesão e construtor José Ferreira Dias o famoso “Ferreirão”, que já havia sido o responsável por importantes obras na região, como é o caso da igreja de Triunfo; a mando de Epitacinho Pessoa de Queiroz por ocasião, hospede do coronel José Pereira, em Princesa. Tempos depois o palacete foi dado de presente a Luiza Pereira Lima, filha do coronel José Pereira, sendo chamado de "Palacete dos Pereira".

 Manoel Severo, Thiago e Rosane Pereira: Recepção ao Cariri Cangaço no Palacete
 Caravana Cariri Cangaço acompanha explanação de Thiago Pereira

Por cerca de 30 minutos Thiago Pereira apresentou para todos os presentes a origem e todas as histórias ligadas à bela edificação. A cada instante uma pergunta, a cada instante um esclarecimento e a certeza da grandiosidade histórica do Palacete. "São 46 portas e janelas, o piso mosaico foi trazido da Áustria. Aqui era onde ocorriam as muitas reuniões políticas, o transito de pessoas era imensa, também foi hospital na época da guerra de Princesa e tempos depois haviam bailes também no palacete, e mesmo assim o piso permanece impecável" assevera Thiago Pereira.

Já Rosane Pereira enfatiza:"Saber que a minha cidade Princesa Isabel e a historia da Revolução de 30, tendo como cenário todo esse universo que amo tanto e como personagem principal o meu avô Cel. José Pereira vão ser reconhecidas honradamente e cada vez mais por aí afora nos deixa muito felizes."

 Os detalhes dos afrescos e do mosaico, vindo da Áustria e do fogão da época do coronel

Pelos salões do Palacete dos Pereiras, por décadas a fio foram tomadas as mais importantes decisões da politica paraibana. Por ali passaram as mais destacadas personalidades nordestinas, coronéis de barranco, lideres e os mais destacados produtores rurais da região, todos sob o comando do mitológico coronel José Pereira Lima.

"Nessa edificação grandiosa e charmosa, construída na década de 20 do século passado, residiram membros das famílias mais importantes do Nordeste. Hospedaram-se ou foram recebidas figuras ilustres como coronéis, governadores, prefeitos, artistas, empresários, políticos diversos e personalidades valorosas, como Alcides Carneiro, Canhoto da Paraíba e Ariano Suassuna.Sua história é maior e mais admirável que suas curvas e desenhos arquitetônicos." Completa Thiago Pereira.

 No detalhe a partir do espelho de cristal do Palacete,flagrante dos participantes da visita
  Manoel Severo e Andrade Júnior

Cariri Cangaço Princesa 
20 de Março de 2015
Princesa Isabel, Paraíba

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/03/visita-ao-palacete-de-ze-pereira.html

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domingo, 29 de março de 2015

OUTRAS HISTÓRIAS...


Segundo o nosso amigo Guilherme Alves, ex cangaceiro Balão:

- Minha vida de cangaceiro começou num tiroteio, em Aroeira, contra a Volante de Mané Neto. Eu tinha 19 anos. Lampião tinha me dado 615 balas e, quando a luta terminou, perguntou-me:

- E as balas?

- Só tenho cinco - respondi.

- E as outras? Perguntou Lampião.

- Por aí capitão, voando atrás dos "Macacos". Ele riu e me admitiu. Aí vivi de fogo em fogo durante nove anos.

Guilherme Alves (Ex cangaceiro Balão)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior‎ O Cangaço

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NOVAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ASSALTO A APODI (1927)


Razões do cerco – Júlio Porto e as três cartas – José Cardoso e Mundoca Macedo – Ipueiras, a Eldorado das tramas

Na madrugada de 10 de maio de 1927 a cidade de Apodi, no Rio Grande do Norte era invadida por bandoleiros comandados por Massilon Leite. Era político o intento, e na tramoia, orquestrando-a, o mandão provisionado de Missão Velha. Relatos dos cangaceiros Mormaço e Bronzeado evidenciam o planejamento e o suporte dado ao grupo por Izaias Arruda de Figueiredo (Veja-se: Correio do Povo, Mossoró, 31 de julho de 1927 e O Nordeste, Mossoró, 13 de agosto de 1927).
            
De certo, não seria sem motivo a sua participação, e assim o foi, atendendo ao pedido de Décio Holanda, reputado fazendeiro em Pereiro, Ceará, que se deu a conspirata. Holanda era genro de Tylon Gurgel, homem destacado na região Apodiense, agropecuarista em Pedra da Abelha, nas proximidades de Apodi. Diz-se na literatura, em concórdia de autores, sobre o comportamento atribulado de Décio Holanda. Era homem de hábitos e valores nada louváveis. Para Romero (2010), um cultivador de ódio em grau exponencial, alguém que não conseguia perdoar desafetos ou pessoas que o desagradassem. Também enfatiza e sumariza Sérgio Dantas (2005, p. 38) sobre Décio Holanda:

“Os mandões de Apodi sofriam com ruidosos ataques pessoais protagonizados por Décio e sempre que possível iam à forra. Por questões de nonada ou por uso de termo ou palavra mais contundente, o “intruso” era perseguido e sofria pesadas sanções. Em pouco, brotou profunda inimizade entre Holanda e Francisco Ferreira Pinto, Presidente da Intendência Municipal. Envolveram-se em avultada contenda política. Acirraram-se em busca de prestígio, poder, domínio. Perseguições diárias e vinditas intermináveis, invariavelmente eivadas de rancor. Décio tornou-se vítima preferencial de ataques protagonizados pelo sistema político-partidário vigente e em muito pouco perdeu espaço na comuna. Aniquilou-se. Experimentou – com pesar – forçado ostracismo. Restou-lhe, portanto, esquálido projeto de vingança. E não muito hesitou”.

Entretanto, com pormenores, historiemos por versão que salienta a crucial participação no intento do bandido Júlio Porto (Júlio Santana de Melo), figura asquerosa, segundo Marcos Pinto (2013), que por ter a proteção do seu mentor Martiniano Porto, passou a ser conhecido por este nome.  
     
Enfaticamente, afirma Júlio Porto que o assalto a Apodi foi feito por ordem de José Cardoso, de comum acordo com Izaias Arruda (Veja-se: O Ceará, 27 de julho de 1928, p. 2).

Nascido em 1903, Júlio era natural da Serra do Pereiro e foi casado com Avelina Sobreira. Depois de haver trabalhado alguns anos em Mossoró, como chofer, voltou à Serra do Pereiro, como empregado de Décio Holanda. Após algum tempo mudou-se para a casa de Odilon Gurgel, sogro de Décio e residente em Pedra da Abelha, Apodi, no Rio Grande do Norte. Estava satisfeito em companhia de Odilon Gurgel, quando, em certo dia, recebeu carta de Décio, chamando-o à sua casa.

Atendendo ao convite, na casa de Décio, recebera de suas mãos três cartas que, mal sabendo, em muito alterariam a vida de sertanejos do Apodi. Seriam para Massilon Leite, José Cardoso e José Gonçalves, os dois últimos residentes em Aurora, município cearense. A empreita seria levá-las aos seus destinos.

Desincumbindo-se da aludida missão, Júlio Porto foi a Aurora. Chegando a Ipueiras, entregou a carta a Zé Cardoso, e junto, trezentos e cinquenta mil réis. Júlio afirma ter ouvido do mesmo que esperasse pela resposta. Durante a estada, três dias após ter chegado, notou vários bornais sendo levados à casa do jagunço de Ipueiras.

Decorridos mais dois dias, Massilon Leite, que a esta altura já se achava em Ipueiras e com a carta que lhe havia sido endereçada em mãos, convidou-o a ir ao Angico, morada de Mundoca Macedo, situado também em Aurora. Tratava-se de Raimundo Antônio de Macedo, filho primogênito da famanaz Marica Macedo do Tipi, apontado já, em passagens diversas, como protetor de Lampião, quando de suas temporadas com a cabroeira pela zona Sul-cearense.

Acompanhando Massilon ao Angico, Júlio Porto presenciou ali longa conversa entre aquele e Mundoca Macedo, eram detalhes sobre a trama de Apodi . De regresso a Aurora, Massilon parou em caminho no meio da noite e contou a Júlio que as cartas de que fora portador continham a combinação de um assalto armado a Apodi, e que Júlio, de acordo com as determinações de Décio Holanda, faria parte do grupo assaltante. Quis protestar contra isso, mas ouviu de Massilon uma tremenda ameaça, que o fez calar.

Desta maneira organizou-se o ataque a Apodi, que se efetuou da maneira terrífica (veja-se O Ceará, 26 de julho de 1928, p. 1-2).

Depois do assalto, tendo regressado a Aurora, Júlio Porto retorna à casa de Mundoca Macedo, a quem vendeu por 95$000 um rifle e 50 balas que lhe haviam dado para a empreitada. Efetuada a venda, retirou-se para Juazeiro do Padre Cícero, onde viria a matrimoniar-se ainda em 1927 com Adelina Sobreira. Lançando mão de algum dinheiro que a esposa possuía, montou carpintaria nas proximidades da atual Rua do Cruzeiro, onde trabalhou, até ir preso.

As informações prestadas por Júlio Porto sobre o famigerado ataque a Apodi apresentam-se mais substanciais do que as dos cangaceiros Rouxinol e Lua Branca, fornecidas em depoimentos à polícia cearense após prisão, principalmente por se achar aquele, no par de minudências anteriores ao episódio cruento na localidade potiguar.

Observe-se o que consta em O Ceará (26 de julho de 1928, p. 1), onde Rouxinol, em entrevista na prisão de Fortaleza, explicita versão análoga à acima citada.

Com apenas 20 anos de idade, pele morena, franzino, cabelos quase pretos, olhos castanhos, não sendo mal encarado, nascido em Lavras da Mangabeira, era filho de Joaquim Vicente de Paula, carpinteiro naquela cidade. Viveu em sua terra natal, onde era bem quisto, até o ano de 1926, quando resolveu abandonar o lugar em busca de emprego. Dirigiu-se a Missão Velha por saber que ali estavam sendo feitos serviços ferroviários, havendo, portanto, possibilidade de se empregar.

Naquela via, conseguiu colocar-se na estrada de ferro, onde esteve trabalhando durante quatro ou cinco meses, dando, afinal, despedido, em virtude da conclusão dos trabalhos ferroviários. Partiu dali para Aurora, para tentar a vida, conseguindo, depois de algum tempo, uma colocação no sítio Ipueiras, de propriedade de Izaias Arruda, emprego que lhe foi arranjado por José Cardoso.

Durante muito tempo trabalhou como jornaleiro, no sítio Ipueiras, sob as ordens de José Cardoso. Certa feita chamou-lhe Zé Cardoso, perguntando-lhe se queria fazer uma viagem, adiantando-lhe se tratar de bom negócio. Aceitando o convite e sem saber a que se prendia a viagem, notou que Zé Cardoso fizera intimação idêntica a outros homens, sendo, enfim, marcada a data da viagem. Nas vésperas, Cardoso reuniu o grupo e informou sobre os fins daquele curso: Havia recebido de Décio Holanda o pedido para reunir alguns homens e atacar a cidade de Apodi, no Rio Grande do Norte, e tratando-se de um amigo a quem não podia faltar, conseguira os homens, a quem forneia armas e munições, e, além disso, dava a garantia de que a polícia não os perseguiria por isso.

Continua...

Trecho de capítulo de livro em elaboração
João Tavares Calixto Júnior

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