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sábado, 25 de abril de 2015

PERTENCES DE LAMPIÃO QUE SE ENCONTRA NO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MACEIÓ - AL


Veja, amigo leitor:

Este material pertenceu ao Virgolino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, e observando bem, ele era além de vaidoso. Tudo feito com belas cores, e com esse equipamento todo e bonito, faria qualquer sertanejo desejar usá-lo nas caatingas brasileiras. Claro que não era uma boa opção, mas se eles desejavam, quem era besta de dizer que não. 

Lampião posando para foto como se estivesse costurando

E a maior parte deste equipamento era feito pelo próprio cangaceiro nesta máquina de costura, que ele escolhia as cores, o modelo e tudo mais. 

Eu acredito que dentro dos sertões do nordeste que ele andou com a sua cabroeira, em alguns combates cerrados, eles deixaram algumas máquinas desta para trás, vez que seria muito difícil fugir com um peso nos embornais.

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'NOSSA HOMENAGEM À SUÇUARANA DO CANGAÇO'


A Cangaceira Dadá
(Transcrição)

"Sérgia da Silva Chagas, mais conhecida como Dadá, foi uma das cangaceiras mais importantes que já existiu. Nasceu em 25 de abril de 1915 em Belém de São Francisco e faleceu em fevereiro de 1994, em Salvador. Seu nome correto ainda é uma incógnita, pois enquanto em alguns documentos aparece como Sérgia Ribeira da Silva, em outros aparece como Sérgia da Silva Chagas.

Foi levada de sua casa aos 13 anos de idade por Corisco (Christino Gomes da Silva Cleto) chefe de um bando de cangaceiros, braço direito de Lampião. Segundo ela, foi uma forma de vingança ao seu pai, que foi acusado de delatar um parente de Corisco à polícia.

Até então, Dadá vivia em casa de parentes ou conhecidos de Corisco, pois não era permitido mulheres no cangaço. Somente a partir da entrada de Maria Bonita que Dadá pôde se juntar ao bando de cangaceiros.


Ela era a única cangaceira que carregava um revólver calibre 38 e contribuía na defesa e ataque do grupo. Algumas outras, segundo ela, possuíam uma “pistolinha de brincadeira” apenas.

Após a morte de Lampião em 1938 o cangaço estava fadado ao fim. As volantes possuíam uma arma que o cangaço nunca conseguiu: A Metralhadora. Com isso, as emboscadas tinham mais chances de darem certo. Dadá assumiu o comando do grupo quando Corisco estava com seus dois braços inválidos, coisa que nenhuma mulher jamais pôde fazer. Em 1940, Corisco e seu bando sofreram uma emboscada, Dadá teve ferimentos em sua perna, que se agravaram devido a condições insalubres de higiene que foi exposta na prisão, levando assim à amputação da mesma. Corisco faleceu algumas horas depois.


A cangaceira Dadá - Do acervo do pesquisador Geraldo Júnior‎ O Cangaço

Além de ser uma brava cangaceira na luta pela sobrevivência em meio a caatinga nordestina e ao coronelismo, provou também ser uma brava lutadora dos direitos de seus companheiros. Após sair da prisão em 1942, lutou para ver a legislação que garante o respeito aos mortos fosse cumprida, e os restos mortais dos cangaceiros que estavam na mórbida exposição do Museu Nina Rodrigues fossem enterrados (o que só aconteceu em 1969). A cabeça de seu amado também se encontrava na exposição. Teve sete filhos (apenas três sobreviveram), mas não pode criar nenhum devido a dura vida que os cangaceiros levavam. Relatou com muito amor sua história e sua importância em um dos maiores movimentos de resistência já existente no Brasil.

Foi homenageada na década de 80 pela Câmara Municipal de Salvador por sua luta e representatividade feminina. Teve sua vida retratada em muitos filmes, sendo que em um deles trabalhou na Supervisão Histórica e Costumes assegurando a melhor reprodução possível de sua época e história.

Dadá foi uma legítima cangaceira, mesmo não escolhendo entrar no movimento, quando pôde sair não o fez. Decidiu lutar até fim ao lado de seu companheiro do qual tinha muito amor. Dadá era brava, corajosa e muito destemida. Nunca parou de lutar. Não era a toa que seu apelido era Suçuarana".

Fonte :mulheres-incriveis.blogspot.com( ...que pescou nos açudes: Deus e Diabo na Terra do Sol ( 1964)-Glauber Rocha
Corisco, o Diabo Loiro ( 1969) – Carlos Coimbra
Corisco e Dadá ( 1996) – Rosemberg Cariry
A musa do cangaço ( 1982) – José Humberto
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/…/freitas_aps_me_assi…
http://www.cchla.ufpb.br/saecul…/saeculum17_art03_santos.pdf
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/…/ha-70-anos-mor…
http://cafehistoria.ning.com/…/blogs/historia-do-cangaco-ve…)

Fonte: facebook
Página: Luiz Pedro da IngazeiraLampião, Cangaço e Nordeste

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CONFIRMAÇÃO PARA O CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


Ter como berço um cenário tão importante para historiografia do cangaço, não tem preço. Aos poucos e por toda a vida ouvindo e procurando se aprofundar na verdade histórica que ronda a Saga Cangaceira acabou trazendo a nossa mais nova CONFIRMAÇÃO para o Cariri Cangaço Piranhas 2015: CELSINHO RODRIGUES, Bisneto de Chiquinho Rodrigues, legenda da história de Piranhas e do Cangaço. 

Celsinho Rodrigues no Cariri Cangaço Piranhas 2015. Programação Completa nesta Sexta-Feira.

Fonte: facebook

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ACERTOS DE CONTAS NO BAIÃO

Por Guilherme Machado

Acertos de Contas no Baião.

Um dos grandes sanfoneiros do nordeste brasileiro foi José Januário Gonzaga do Nascimento, Irmão de Luiz Gonzaga, que morreram um intrigado do outro. O nome Gonzaga, não é da família, e sim do Rei do Baião Luiz Gonzaga.

 
Jaime Santos, Zé Gonzaga *Fotos enviadas pelo Paulo Santos, filho do sanfoneiro Jaime Santos - http://www.forroemvinil.com/ze-gonzaga-e-jaime-santos

O nome lhe foi dado pelo padre Gonzaga, que o batizou pelo famoso alcunho. Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em 13 de Dezembro de 1912.

* Fotos enviadas pelo Paulo Santos, filho do sanfoneiro Jaime Santos - http://www.forroemvinil.com/ze-gonzaga-e-jaime-santos

Curiosidades: 

1 - No nome do Rei do Baião. Luiz, significa que ele nasceu no dia 13 de Dezembro dia de Santa Luzia.

2 - Nascimento, significa que nasceu no mês de Dezembro,  o mês do nascimento de Jesus Cristo. 

3 - Gonzaga, significa o sobre nome do Padre (Padrinho) padrinho que o batizou.

Daí o motivo da briga entre os irmãos sanfoneiros do Exu PE.

Adendo: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Se o grande pesquisador Guilherme Machado afirma isso, quem sou eu para dizer que não é verdade?

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DADÁ É SINÔNIMO DE BRAVURA E CORAGEM


Os livros mais vendidos no mundo atualmente são os livros de auto ajuda, as livrarias estão cheias deles. Dadá é o melhor livro de auto ajuda que eu conheço. Ela vivenciou cada segundo de sua existência com bravura, coragem e determinação ímpar. Teria se assim quisesse motivos para viver recolhida e afastada, se lamentando por tudo que a vida lhe ofereceu. 


Mas, ela resolve, ainda criança ser líder da sua própria história. E TODAS as coisas que para muitas mulheres seriam impossíveis, para Dadá o impossível não existia. Sua condição de mulher, nascida no sertão nordestino, em uma família pobre não foram motivos para diminuir a sua vontade que tinha de viver. 

E assim foi durante sua passagem pelo Cangaço como companheira de Corisco, e mesmo depois, com o fim do Cangaço, sua luta continuou, agora não com armas, mas com muita Coragem e Bravura que lhe foram constantes durante toda sua existência. Dadá, uma mulher que venceu!

Fonte: facebook

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CONFIRMAÇÃO DA PRESENÇA DO DR. IVANILDO ALVES SILVEIRA NO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


"Uma Imagem vale mais que mil palavras..." Parece que Virgulino Ferreira e seus cangaceiros já sabiam dessa máxima... Os primeiros marketeiros do sertão estarão em destaque com "Uma viagem fotográfica pelo Cangaço" com a nossa mais nova CONFIRMAÇÃO para o Cariri Cangaço Piranhas 2015. IVANILDO SILVEIRA, um dos maiores colecionadores e conhecedores desta grande saga. Pesquisador zeloso, criterioso, responsável, nos trará um momento marcante em nosso CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015 !!! Ainda pensa em perder?

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UM DEDO A MAIS DE PROSA SOBRE LAMPIÃO

 Por José Cícero Silva
José Cícero no Cariri Cangaço em Aurora

Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de sete estados nordestinos. Porém, ao contrário daquilo que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros “escribas livrescos”, há muito ainda a ser desvendado e escrito acerca da saga lampiônica pelos grotões sertanejos do Nordeste.

Arte de Carlão

Informações fundamentais para que se consiga de uma vez por todas, compreender tal história e assim, fechar-se o imenso círculo do subjetivismo narrativo de toda esta complexa empreitada de quatro décadas chamada Cangaço.

De longe o mais importante fenômeno social já ocorrido nos sertões nordestinos  que teve na figura humana e singular de Virgulino Ferreira da Silva – o Lampião, o seu principal protagonista. Conquanto, quer seja como herói ou como bandido, o certo é que Lampião representa até os dias atuais um autêntico divisor de águas no que concerne à história sertaneja. Posto que, depois dele o sertão com sua gente nunca mais seria o mesmo. 

E neste dualismo existencial, quer seja para o bem ou para o mal, os feitos produzidos pelo caatingueiro vilabelense, rei do cangaço entraram definitivamente para à história como algo imorredouro,  fornecendo ainda hoje  combustíveis inesgotáveis para grandes debates e discussões acaloradas. Algo só comum quando se trata de grandes personagens da história humana na sua dimensão universal.

O cangaço, portanto, com sua escalada de feitos e violências, a partir de Lampião ocupou de vez grandes espaços na agenda sociopolítica do litoral, chamando assim as atenções da opinião pública não somente de dentro do Brasil. Fazendo com que a sociedade da época começasse a dá-se conta da péssima situação de miséria, violência, injustiça e abandono em que se encontravam submetida populações inteiras dos sertões do Nordeste por anos intermináveis de sofrimento e abandono. Só a partir de então, diria que efetivamente, o sertão dos esquecidos passou a fazer parte do país dos poderosos. Porém, a história dos oprimidos continuaria ainda a ser escrita/descrita sob a pena dos vencedores.

O fato é que, Lampião, a um só tempo, foi vítima e também responsável por parte importante deste verdadeiro estado de barbárie quase absoluta que se abatera sobre os rincões inóspitos e abandonados do interior do Nordeste pelos poderes da capital. Razão porque (hoje mais do que nunca) é preciso analisar de modo objetivo e distanciado de quaisquer ranços de ódio ou de paixões, as muitas faces e roupagens com que se vestiu o espectro  do cangaço em sua dimensão mais  realista e mais cruel. Assim como, todas as motivações que se impuseram sobre os povos dos sertões forçando muitas vezes a ingressarem na vida cangaceira, seja por vingança ou mesmo por pura necessidade de sobrevivência.

José Cícero no Cariri Cangaço em Aurora

Muitos dos quais como jagunços à serviços dos coronéis seus patrões. Depois, como integrantes de grupos e subgrupos de temíveis cangaceiros que durante aqueles anos infestaram a região de uma ponta a outra. No mais das vezes indivíduos perigosos e sanguinolentos acostumados ao sofrimento de um mundo sem lei para os quais a única lei que realmente valia era a “lei do cão”, cujo roubo, a vingança, a morte e o uso da força  eram  no senso comum de sua maioria a expressão mais forte e mais sentida.

Neste aspecto, é possível muito bem se afirmar por exemplo, que a dinâmica do coronelismo da época que grassava pelos sertões muito pouco se diferenciava do cangaço em seu modus operandi corporificado por sua sanha absurda de criminalidade, opressão, pilhagem e injustiça de toda sorte.  De modo que, em ambos os casos, foram sempre os sertanejos mais pobres, suas vítimas em potencial. Todavia, no contexto em que se precipitaram todos aqueles acontecimentos dantescos, Lampião e sua gente, seriam apenas mais um, que por vingança, sobrevivência ou manutenção da honra acharam-se no ‘direito’ de tentar fazer justiça pelas próprias mãos.

Como se percebe, mais uma evidência de que quando o Estado não se impõe aos homens por um dever de justiça, os homens se voltam contra Ele como que pela justiça do dever que lhes negaram. E assim, ambos se fizeram criminosos, tanto pela indiferença quanto pela omissão de todos em relação ao bem comum. E nesta correlação de forças, o povo do sertão foi o grande derrotado. Por conseguinte, com ou sem a marcante presença de Lampião(um homem que se fez valente para não sucumbir), os sertões nordestinos nunca foram o tal ‘céu de brigadeiro’ como se fingia crer a maioria perante a manutenção do status quo dos poderosos em sua aparente tranquilidade bizantina.  

Assim, de modo um tanto quanto enviesado e incompreendido, eis que Lampião – o legítimo sertanejo, continua ainda hoje(quem sabe) na memória histórica e coletiva do povo a pagar sozinho o alto preço de uma injustiça institucionalizada que se fizera madrasta dos necessitados ao longo de todo este tempo sofrível de guerra, tragédia e de paz.

José Cícero
Professor, Pesquisador, Escritor
e Conselheiro do Cariri Cangaço.
Autor do livro 

"LAMPIÃO em Aurora: Antes e Depois de Mossoró"
Fonte:http://blogdaaurorajc.blogspot.com.br

E de 25 a 28 de Julho
Cariri Cangaço Piranhas 2015


 http://www.cariricangaco.com/
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"O GLOBO" - 10-02-1930


AMIGOS:

O DOUTOR Fernando Menezes de Góes, advogado e delegado de polícia em Cachoeira, cidade do recôncavo baiano, nos idos de 1930, em entrevista ao "O Globo", publicada na edição do dia 10/02/1930, pessoa que o jornal apresenta como "observador e conhecedor seguro das condições do seu Estado", a respeito da campanha contra Lampião no interior da Bahia, disse, dentre outras coisas, “que todos os crimes e devastações praticados por Lampião e os seus sequazes, no território da Bahia, têm sido instaurados inquéritos rigorosos. Quando for capturado, o bandido será imediatamente entregue à Justiça para julgamento. São diversos os processos-crimes preparados contra o chefe da horda, que é hoje pronunciado pela Justiça do Estado. Quando do ataque feito à estação de Itupimirim, que foi incendiada pelo bando, o próprio Secretário da Polícia, apenas teve conhecimento da ocorrência, se dirigiu à remota localidade, onde a par de outras providências de caráter urgente, determinou e assistiu, em pessoa, à abertura do inquérito sobre o crime. Isso revela o desvelo e o interesse que o Dr. Madureira de Pinho tem dedicado à campanha contra o banditismo errante, o qual se acoita nas caatingas sáfaras do nordeste da Bahia”.

Em face das informações dadas pela autoridade acima, de que inquéritos e ações penais houveram naquela época, na Bahia, contra Lampião, eu pergunto aos amigos se foi fato o que disse o entrevistado; aproveitando para perguntar se temos notícia de alguma sentença condenatória prolatada contra este cangaceiro, na Bahia ou em qualquer outro lugar.

Imagem apresentada pelo "O Globo" como sendo a do Dr. Fernando Menezes de Góes.

Fonte: facebook

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sexta-feira, 24 de abril de 2015

DEUS E DIABO NA TERRA DO SOL - A NOITE EM QUE PADRE CÍCERO CONVERSOU COM LAMPIÃO

lilianeferrari.com

Parece que não existem fotos do Padre Cícero Romão Batista e Virgulino Ferreira da Silva juntos. Se existem, eu ainda não as vi. - blogdomendesemendes.blogspot.com 

Ali estavam, frente a frente, pela primeira e única vez, Lampião e Padre Cícero, os dois maiores mitos de toda a história nordestina. Uma terceira figura mitológica era indiretamente responsável por aquele encontro inusitado: Luís Carlos Prestes, o comandante da Coluna Prestes, movimento militar guerrilheiro que desde o ano anterior serpenteava pelo interior do país, enfrentando as tropas do presidente Artur Bernardes. Quando a marcha da coluna revolucionária rumou para o Nordeste, o governo federal não teve dúvidas: convocou os chefes políticos locais para formarem exércitos próprios e combater os rebeldes. No livro O General Góes Depõe, da década de 1950, o próprio general Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior das operações contra a Coluna, assume que partiu dele a ideia de convocar jagunços e cangaceiros para fazer frente ao avanço de Prestes. No Ceará, coube ao deputado Floro Bartolomeu, médico e aliado político do Padre Cícero, fazer o convite oficial ao bando de Lampião para se engajar no “Batalhão Patriótico”. Em fevereiro de 1926, Padre Cícero ainda tentou uma solução pacífica. Enviou aos revolucionários uma carta em que os incitava a depor armas. Em troca, prometia-lhes abrigo em Juazeiro do Norte (CE), onde teriam garantias legais de que seriam submetidos a um tratamento justo. De acordo com o relato de Lourenço Moreira Lima, secretário da Coluna revolucionária, a mensagem foi recebida. “Tivemos a oportunidade de ler essa carta, escrita com uma grande ingenuidade, mas da qual ressaltava o desejo íntimo e sincero do padre no sentido de conseguir fazer a paz”, escreveu Moreira Lima em seu diário de campanha, publicado em 1934. O pedido, como se sabe, foi ignorado. Quando Lampião chegou no dia 4 de março à cidade de Juazeiro do Norte, atendendo ao chamado de Floro, este não se encontrava mais por lá. Doente, o deputado federal viajara para o Rio de Janeiro, onde acabaria morrendo. Padre Cícero se viu então com um problema nas mãos: recepcionar o famoso bandido e seus cabras na cidade e, mais ainda, cumprir o que havia sido combinado entre Lampião e o deputado, com a devida aprovação do governo federal: o cangaceiro deveria receber dinheiro, armas e a patente de capitão do “Batalhão Patriótico”. Lampião e outros 49 cangaceiros ocuparam uma casa próxima à fazenda de Floro, nas imediações da cidade, e, em seguida, alojaram-se em Juazeiro do Norte, no sobrado onde residia João Mendes de Oliveira, conhecido poeta popular da região. Foi lá que, da janela, Virgulino atirou moedas ao povo e onde, durante a madrugada, Padre Cícero encontrou o bando. Os bandidos, ajoelhados em deferência ao sacerdote, teriam ouvido o padre tentar convencer seu líder a largar o cangaço logo após voltasse da campanha contra Prestes. Mandou-se então chamar o único funcionário federal disponível na cidade, o agrônomo Pedro de Albuquerque Uchoa, para redigir um documento que, supostamente, garantiria salvo-conduto ao bando pelos sertões e, principalmente, concedia a prometida patente. O papel, como Lampião viria a descobrir tão logo saiu da cidade, não tinha qualquer valor legal, o que não o impediu de assinar, daí por diante, “Capitão Virgulino”. Ciente da desfeita, o cangaceiro não se preocupou mais em dar combate à Coluna Prestes. Já obtivera dinheiro e armas em número suficiente para seguir seu caminho de bandoleiro, agora ostentando orgulhoso a falsa patente militar. Mais tarde, o agrônomo Uchoa justificou seu papel no episódio: diante de Lampião, assinaria qualquer coisa. “Até a destituição do presidente da República”, disse.

Bonnie e Clyde do sertão

O amor de Maria Bonita e Lampião provocou uma revolução no cotidiano dos cangaceiros.

Uma sertaneja amoleceu o coração de pedra do Rei do Cangaço. Foi Maria Gomes de Oliveira, a Maria Déa, também conhecida como Maria Bonita. Separada do antigo marido, o sapateiro José Miguel da Silva, o Zé de Neném, foi a primeira mulher a entrar no cangaço. Antes dela, outros bandoleiros chegaram a ter mulher e filhos, mas nenhuma esposa até então havia ousado seguir o companheiro na vida errante no meio da caatinga. O primeiro encontro entre os dois foi em 1929, em Malhada de Caiçara (BA), na casa dos pais de Maria, então com 17 anos e sobrinha de um coiteiro de Virgulino. No ano seguinte, a moça largou a família e aderiu ao cangaço, para viver ao lado do homem amado. 

Quando soube da notícia, o velho mestre de Lampião, Sinhô Pereira, estranhou. Ele nunca permitira a presença de mulheres no bando. 

Imaginava que elas só trariam a discórdia e o ciúme entre seus “cabras”. Mas, depois da chegada de Maria Déa, em 1930, muitos outros cangaceiros seguiram o exemplo do chefe. Mulher cangaceira não cozinhava, não lavava roupa e, como ninguém no cangaço possuía casa, também não tinha outras obrigações domésticas. No acampamento, cozinhar e lavar era tarefa reservada aos homens. Elas também só faziam amor, não faziam a guerra: à exceção de Sila, mulher do cangaceiro Zé Sereno, não participavam dos combates – e com Maria Bonita não foi diferente. O papel que lhes cabia era o de fazer companhia a seus homens. Os filhos que iam nascendo eram entregues para ser criados por coiteiros. Lampião e Maria tiveram uma filha, Expedita, nascida em 1932. Dois anos antes, aquele que seria o primogênito do casal nascera morto, em 1930. Entre os casais, a infidelidade era punida dentro da noção de honra da caatinga: o cangaceiro Zé Baiano matou a mulher, Lídia, a golpes de cacete, quando descobriu que ela o traíra com o colega Bem-Te-Vi. Outro companheiro de bando, Moita Brava, pegou a companheira Lili em amores com o cabra Pó Corante. Assassinou-a com seis tiros à queima-roupa. A chegada das mulheres coincidiu com o período de decadência do cangaço. Desde que passou a ter Maria Bonita a seu lado, Lampião alterou a vida de eterno nômade por momentos cada vez mais alongados de repouso, especialmente em Sergipe. A influência de Maria Déa sobre o cangaceiro era visível. “Lampião mostrava-se bem mudado. Sua agressividade se diluía nos braços de Maria Déa”, afirma o pesquisador Pernambucano de Mello. Foi em um desses momentos de pausa e idílio no sertão sergipano que o Rei do Cangaço acabou sendo surpreendido e morto, na Grota do Angico, em 1938, depois da batalha contra as tropas do tenente José Bezerra. Conta-se que, quando lhe deceparam a cabeça, a mais célebre de todas as cangaceiras estava ferida, mas ainda viva.

Saiba mais
LIVROS
Guerreiros do Sol: Violência e Banditismo no Nordeste Brasileiro, Frederico Pernambucano de Mello, Massangana/Girafa, 2004
Um dos melhores estudos sobre cangaço, desmitifica a idéia de Lampião como um “bandido social”.
Lampião: Senhor do Sertão, Élise Grunspan-Jasmin, Edusp, 2006
Compara as várias versões a respeito da vida de Virgulino Ferreira e analisa a permanência do mito Lampião.
A Derradeira Gesta: Lampião e Nazarenos Guerreando no Sertão, Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros, Mauad, 2007
Analisa a violência que cercou o cangaço e Lampião.
Lampião: O Rei dos Cangaceiros, Billy Jaynes Chandler, Paz e Terra, 2003

Biografia de Virgulino Ferreira, baseada em jornais da época.

http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/lampiao-dragao-maldade-436085.shtml

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CORREIO DO PAJEU. MAIO.2015.2


Comentário - A-09 Maio/2015 No 81
Encontro 124o. Breve Histórico

Caros amigos:

Em nome da Comissão do Grupo Amigos de Serra Talhada, comunicamos que, no dia 10 (DEZ) deste mês de abril, aconteceu o 124o encontro mensal dos serra-talhadenses. O presidente da reunião, Genildo Nunes, iniciou o evento, parabenizando e lendo a relação dos aniversariantes do mês de abril. Fez também uma referência à publicação feita no Jornal Diário de Pernambuco, do dia 05 (cinco) de abril, sobre o livro “Família Ignácio Cabral de Oliveira Medeiros e outras” de autoria da escritora serra-talhadense Carmélia Ignácio de Mello e ainda destacou os artigos sobre Assis Nunes, de autoria dos escritores Adalberto Nazaré e Hamilton Silva, ambos publicados na edição no 80 do Jornal Correio do Pajeú.

Genildo lembrou que o Grupo Amigos de Serra Talhada completará 12 anos de existência, no próximo mês de junho e colocou em pauta para discussão os métodos a serem adotados para se melhorar, cada vez mais, a consolidação e o comparecimento das pessoas e dos seus amigos e familiares. Dando sugestões sobre o assunto colocado em pauta e falando sobre temas variados, se pronunciaram as pessoas relacionadas a seguir: O orador José Alves de Oliveira, Edmilson Feitosa, Luiz Francelino, Assis Nunes, Tomé Magalhães, Abidoral Aragão (aniversariante), Alaim José de Souza, Walter Carvalho e Carlos Augusto Barros que justificou a ausência do amigo José Ricardo Brito.

Dando prosseguimento, José Alves Sobrinho fez uso da palavra e comunicou que o livro “Pegadas de um sertanejo – vida e memórias de José Saturnino”, de sua autoria e de Antonio Filho Neto terá seu lançamento, na Fazenda São Miguel, no dia 30 (trinta) deste mês de abril.

Haverá também outro lançamento, no dia 02 (dois) de maio, em Carqueja (Nazaré) e outro lançamento, no dia 09 (nove) de maio, na feira do livro, em Serra Talhada. O lançamento em Recife será divulgado posteriormente.

Redator: Antônio Neto - E-mail: correio.pajeu@gmail.com - Fones (81) 96320252 Durante a reunião, foi distribuída aos participantes a edição no 80 do "Jornal Correio do Pajeú", editado pelo amigo Antônio Neto, brindando aos leitores com os trabalhos dos escritores: Adalberto Nazaré, Hamilton Silva, Antônio Timóteo Sobrinho e Francisco Ferraz.

Em um ambiente de confraternização pelo reencontro de pessoas amigas, Genildo promoveu o encerramento da reunião, agradeceu às pessoas que ali se encontravam e pediu que cada frequentador traga, pelo menos, mais um convidado, para o próximo encontro que será realizado no dia 08 (OITO) DE MAIO de 2015, na AABB-Recife.

Após o encerramento, foi feita a "foto histórica" com a participação de todas as pessoas que estavam presentes e prestigiaram o evento.

Assis Nunes
Falsos profetas

Lendo o Evangelho de João cap. 20, vers. 19, que trata da aparição de Jesus aos seus discípulos e dizia que eles estavam trancados com medo dos judeus, então Jesus entrou e no meio deles disse: “Apaz esteja convosco”.

Hoje nós também estamos trancados, com medo, sem esperança, sem confiança e sem paz, mas Jesus nos deixou a companhia do Espírito Santo que nos move e faz aumentar nossa fé.

Mas meus irmãos e minhas irmãs estamos cheios de falsos profetas, que aparecem na calada da noite, travestidos de salvador da pátria, nos enganando com promessas demagógicas, pregando a mentira e a falsidade, burlando as leis que eles próprios criaram aproveitando-se da necessidade dos mais fracos lhe iludindo com auxílios, mantendo-os na pobreza, no analfabetismo, e desviando tudo o que é do povo para suas contas bancários, tornando- se ricos. Precisamos de nos livrar desses falsos profetas que salvam seus bolsos e condena o povo a uma inflação alta, a falta de moradia; a falta de atendimento médico, remédios, e tudo mais.

Tenhamos fé, fé sem medo, fé de quem confia, fé no ressuscitado, fé na misericórdia de Deus. Vamos juntar nossa fé e reunidos no amor a nós mesmos, ao nosso irmão e a nossa pátria e vamos lutar para nos livrarmos deste mal e assim desejarmos: “Apaz do senhor esteja convosco”.
FERRAZ (tico) E-mail: conferraz@hotmail.com

Página 02 - Variedades
Aniversariantes de maio

Caros amigos,

Em nome da Comissão do Grupo Amigos de Serra Talhada, parabenizamos e desejamos muitas felicidades aos aniversariantes do mês de maio, constantes da relação abaixo:

-Dia 01- Marluce Magalhães Palmeira
-Dia 02- Felipe Aragão Feitosa
-Dia 03- Icléa de Souza Guerra Simões
-Dia 04- Brígida Lucélia B. Maciel
-Dia 05- Moisés Jacy Filgueira Duarte
-Dia 05- Irene Côrte Magalhães Sousa
-Dia 05- Heitor Alexandre Paiva
-Dia 05- Luciene Godoy Batista
-Dia 06- Tatiana de F. Rodrigues
-Dia 06- Fábio Malinconico
-Dia 07- Gisélia Gomes de Lima
-Dia 07- Armindo Braga de Moraes
-Dia 08- Fernando Geraldo Madeiro
-Dia 08- Vinicius Magalhães de Sousa Passos
-Dia 09- Zeneide Epaminondas Tenório
-Dia 11- Josimar Teixeira Maranhão
-Dia 12- Henry Laércio Cavalcanti
-Dia 12- Antonio Varejão de Godoy
-Dia 13- Roberto Coelho Caribé
-Dia 13- Amália de Almeida Sá (Filha de Lulu)
-Dia 14- Marcos Antonio Vaz de Magalhães
-Dia 14- Rosilda Alves Vasconcelos
-Dia 15- Alexsandro Magalhães
-Dia 16- Antonio Soares
-Dia 18- Arcôncio Afonso de Magalhães Neto
-Dia 19- Maria Raquel Curioso Ferreira Beltrão
-Dia 20- Anselmo Alves
-Dia 20- Maria José Vieira de Barros
-Dia 21- Jurivan Moraes de Lira (BB)
-Dia 21- Eveline Magalhães
-Dia 22- Luiz Inocêncio Lima
-Dia 23- José Pereira Loureiro
-Dia 24- Maria de Fátima Batista
-Dia 25- Teófanes Torres de Carvalho
-Dia 25- Auristela Gomes de Magalhães
-Dia 26- Hamilton José da Silva
-Dia 28- Misalene Maranhão
-Dia 28- Marina Marine de Magalhães

Saudações
Assis Nunes

Tempo, fruto semente

O tempo se incube de fazer e depositar em nossas mãos o fruto da semente que plantamos em nossa vida.

Assim, "Deus tem sempre que ensinar, e o Ser Humano tem sem que aprender com Deus".

Deus estar em toda parte, portanto, está também dentro de nós e dentro de todas pessoas que nos cercam, boas ou más. Tudo provém de Deus. Tudo é manifestação Divina. Mesmo aquilo que nos parece mal pode ser a causa de um benefício futuro.

Nosso sofrimento resulta do desconhecimento da verdade básica. Deus dirige todos os acontecimentos, por que está em tudo. E faz com que compreendemos que a modéstia, a humanidade, a pureza são frutos de todas as estações da história e que o transcorrer do tempo não alterou a composição química de certos valores, tais como a gratuidade, a obediência, a confiança, a ternura e o perdão.

São valores que perduram e que não entraram em desuso.

Retorna, pois, ao nosso meio e oferece a todos uma edição atualizada das grandes virtudes humanas que te tiveram grande aos olhos de Deus. O tempo corre e a vida escapa das nossas mãos. Mas pode escapar como areia ou como semente. "Para recomeçar cada dia, necessário se faz renascer cada dia".

Nonato Magalhães é membro da ASTL
Leopoldo Nachbin, um matemático
pernambucano.
*Antônio Neto

Leopoldo Nachbin, nasceu em Recife, no dia 7 de janeiro de 1922. Faleceu no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 1993. Foi um matemático brasileiro, conhecido internacionalmente pelo famoso teorema de Nachbin e considerado o mais representativo matemático brasileiro.

Foi membro fundador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). É pai do jornalista Luis Nachbin e do também, matemático André Nachbin.

Estimulado por Luiz Freire, Nachbin se mudou para o Rio de Janeiro, onde se graduou em engenharia civil em 1943, pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1948, foi estudar na Universidade de Chicago, onde manteve frequentes contatos com matemáticos renomados, como André Weil, Jean Dieudonné, Marshal Harvey e Lorent Schwartz. Leopoldo Nachbin foi um dos primeiros matemáticos brasileiros a receber bolsa de estudo de uma instituição americana e também o primeiro matemático a receber o prêmio Moinho Santista, em 1962, dado a cientistas brasileiros de destaque. Segundo o próprio Nachbin, seu trabalho mais importante é o estudo dos espaços Hewitt-Nachbin. Teve quatro livros editados no exterior e quase cem artigos publicados em revistas de matemática nos Estados Unidos e na Europa, principalmente.

Fontes:1. Notáveis: Leopoldo Nachbin,
2. Grandes cientistas brasileiros - Leopoldo Nachbin
3. Leopoldo Nachbin
*Antônio Neto é membro da ASTL

VARIEDADES
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Variedades
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Lorena, uma lembrança forte.
*José Alves de Oliveira

Serra Talhada é uma cidade feliz, terra de expressivos nomes, pessoas que se destacaram no papel que lhes coube desempenhar.

Há, entre todos, um nome muito especial. Um nome que é quase unanimidade. E aqui discordo de Nelson Rodrigues, pois acho que nem toda unanimidade é burra. No caso do meu amigo Lorena, a unanimidade é inteligente, pois se baseia na admiração a uma personalidade rica de grandes predicados.

Luiz Conrado de Lorena e Sá poderia ser chamado Coronel Lorena, como antigamente se nomeavam os Chefes Políticos de grande prestígio.

Lorena preferiu ser um homem simples. Todos se achegavam a ele como a gente se achega a um amigo, a um irmão. Ele gostava de ajudar as pessoas.

Político fiel às suas ideias, sabia respeitar os outros.

Por essa razão era procurado por gregos e troianos.

Vou revelar uma coisa que poucos sabem: Eu estava estudando no Recife e me encontrava sempre com seu Metódio, nosso Deputado Metódio Godoi, que no governo de Agamenon era chamado interventor do sertão.

Uma vez seu Metódio me convocou: Zé, você vai se candidatar a Deputado para guardar a vaga para Lorena, que ainda não se decidiu e o prazo está vencendo. Lembro-me do nome do Presidente do Partido: Aderbal de Arroxelas Galvão. Não me lembro, entretanto, do nome do Partido. Lorena não quis ser Deputado, mas a vaga no Partido estava reservada. Lorena foi Prefeito quatro vezes. Numa das vezes, ajudei muito na campanha. Fiz comício em todos os distritos. Ele era meu amigo, e nossa amizade nunca estremeceu.

Quando fui Diretor do Bandepe, recebi a visita dele, acompanhado do nosso amigo comum João Duque. Cobrei um hotel para Serra Talhada. Quinze dias depois, ele repetiu a visita, desta vez para dizer que resolveu construir o Hotel das Palmeiras. Grande Lorena.

Luiz Conrado de Lorena e Sá merece todas as homenagens que se possam imaginar. Busto, museu, espaços especiais, bibliotecas etc. Serra Talhada tem o dever de homenagear este filho que soube atuar com elegância e correção nos diversos setores: Política, comércio, literatura, e por aí vai. Historiador de grandes méritos. Seus livros são ricos de informação.

Lembro-me de alguns: História Universal, História do Brasil, História de Pernambuco, Serra Talhada e Caminhos do Homem. Soube honrar seu lugar como integrante da Academia Serra- talhadense de Letras.

Eu poderia dizer ainda tanta coisa de Lorena! Prefiro encerrar com palavras do Escritor Frederico Pernambucano de Melo: “Luiz Lorena é um episódio muito elevado da consciência cívica sertaneja a que um dia os filhos do Pajeú darão o valor devido. Ele já não mais se pertence. Nem mesmo à sua família tão admiravelmente formada à sombra do patriarca.

Já é uma instituição, a modo de memorial que encerrasse entre as balizas da bravura e da solidariedade a soma das qualidades do homem da velha ribeira pernambucana.” *José Alves de Oliveira pertence à Academia Serra- talhadense de Letras.

Mãe missão da mulher
* Ivone Maranhão

Mãe fonte de amor e carinho
De amor eterno e emoção
Dá o peito como alimento
Embala no colo a todo momento

A mulher que cuida dos filhos
Criatura de grande visão
É respeitar a mãe natureza
É sentir paz no coração

A natureza tem seus mistérios
De dar esse poder a mulher
Dar a luz a uma vida
Desejo que toda quer

Hoje tudo é diferente
Tem mãe que joga filho no lixo
Outras querem tanto um filho
Tem que adotar se é preciso

Já os animais cuidam dos filhos
Coisa linda de se ver
Essa é a maior das belezas
Mistérios da mãe natureza

Deus deu a mulher esse dom
De amor e inspiração
De Cuidar de suas crias
Vem dentro do coração

* Ivone Maranhão Chuang, uma poetisa iluminada.

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CONVITE


A Academia Serra-talhadense de Letras e o escritor Benedito Vasconcelos Mendes convidam V. Sa. e família para abrilhantarem com as suas presenças o lançamento do livro:

«CULINÁRIA SERTANEJA»

. Essa obra resgata a história da culinária dos tempos idos da colonização do semiárido nordestino. Enquanto expõe, um conjunto de pratos típicos de uma região, onde a gastronomia do lugar difere das demais regiões do Brasil, não somente em aroma e sabor, mas, notadamente no colorido da natureza tropical.

Vale a pena, não somente ler o livro, sobretudo curtir e conhecer a tradição alimentar de nossos antepassados. Bom proveito. Esse livro será lançado em data, hora e local indicado s a seguir:

Data: 02 de maio de 2015
Hora: Apartir das 16 horas
Local: Carqueja- Floresta (PE).
Variedades CONVITE

A Academia Serra-talhadense de Letras e os escritores Antônio Neto e José Alves Sobrinho convidam V. Sa. e família para prestigiarem com suas presenças o lançamento do livro:

PEGADAS DE UM SERTANEJO

Vida e memórias de José Saturnino(1o inimigo de Lampião).

Pegados de um Sertanejo trata-se da biografia e das memórias de José Alves de Barros, conhecido por José Saturnino da Pedreira - 1o inimigo do famigerado Lampião.

Essa obra foi escrita em quatro mãos e duas cabeças pensantes - Antônio Neto e José Alves Sobrinho, ambos conhecedores desde criança das qualidades e virtudes da pessoa do biografado. Por referir-se a um registro biográfico, tudo que foi escrito nesse trabalho fora fundamentado em dados reais e verdadeiros ou como tais, por suas evidências. Grande parte desta obra foi escrita com base nos processos judiciais e arquivos da Polícia Militar de Pernambuco. Pouco de falatório e muito menos do que se ouviu dizer. Esse Livro será Lançado em datas, horas e locais indicados a seguir.

Data: 30 de abril de 2015.
Hora: A partir das 18 horas.
Local: Fazenda São Miguel - Serra Talhada(PE).
Data: 02 de maio de 2015
Hora: Apartir das 16 horas.
Local: Carqueja - Floresta(PE)
Data: 09 de maio de 2015
Hora: Apartir das 20h30
Local: Estação do Forró - Serra Talhada(PE).

http://blogdomendesemendes.blogspot.com