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sábado, 28 de maio de 2016

5 LIVROS ESSENCIAIS PARA CONHECER O REI DO CANGAÇO

Maria Bonita, Lampião e seu bando. Foto: Benjamim Abrahão.

No último dia 28, alguns admiradores reviveram as tristes memórias da morte de Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, o Rei do Cangaço. Sendo o terceiro de nove filhos de José Ferreira da Silva e de Maria Lopes, Virgulino nasceu em Serra Talhada-PE no ano de 1898, e em sua infância já carregava a essência que mais tarde faria dele o Lampião do Cangaço.

Da almocrevaria  – condução de animais para o transporte de cargas – vinha o sustento da família. Os percursos eram bastante variáveis e foi a partir desse meio – usado desde a Idade Média – que o conhecimento das estradas do sertão se fundamentou tão bem e ajudou tanto a Lampião e o seu bando nas fugas.

Denominado paradoxalmente como herói ou bandido, Lampião e seu bando foram a representação concreta da realidade cruel do nordestino que vive oprimido pelos grandes latifundiários, mas que mesmo andando no fervor do chão quente, não perdia nunca a esperança de um mundo mais justo – como retratados pela obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas.

Tendo isso como construção do lado herói do ícone nordestino, as acusações de estupro, assassinato e extorsão constituem a denominação de bandido atribuída ao cangaceiro. Casado com Maria Gomes de Oliveira – mais conhecida como Maria Bonita e primeira mulher a participar do Cangaço-, Lampião teve sua vida interrompida aos 40 anos, em 1938, no município de Poço Redondo-SE.

Para saber um pouco mais da história do famoso Rei do Cangaço, nós pedimos ao cangaceirólogo Kiko Monteiro para recomendar alguns livros que ajudam no entendimento da vida de Lampião. Confira:

– Lampião: sua morte passada a limpo (2011)

Neste livro, José Sabino Bassetti e Carlos César Megale pegam o candeeiro da informação e vão em busca de esclarecimentos que vão além da morte do Rei do Cangaço. Sem nenhuma intenção de agradar, eles mergulham fundo nos verdadeiros fatos que circundam, inclusive, as relações de Lampião e põem à mesa o que realmente aconteceu durante o percurso da vida de Virgulino no Cangaço.

– Lampião, entre a espada e a lei – Considerações biográficas e análise crítica (2008)

Indo mais além do que uma mera biografia, nesse livro o autor  segue os caminhos percorridos por Lampião e seu bando na natureza política, social e  jurídica. Através de depoimentos e diversas fontes documentais, Sérgio Augusto de Souza Dantas traz a fiel história do cangaceiro nessas três vertentes e se desprende da bagagem descritiva comumente atribuída a Lampião.

– De Virgulino a Lampião (2001 – 1ª edição)

Capa da 2ª edição. | Reprodução.

Trazendo uma proposta diferente dos livros mencionados anteriormente, Vera Ferreira – que, inclusive, é neta de Lampião – e Antônio Amaury se prendem mais à vida do cangaceiro em seu percurso transitório de Virgulino para Lampião. Ao contrário dos outros que se fortaleceram mais em relatos documentais, este passa por pessoas que puderam conhecer o Rei do Cangaço e tenta desmistificar a ideia sombria que circunda a imagem de Lampião.

– Guerreiros do sol: Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil (2011)

Neste livro, o autor Frederico Pernambucano de Mello se debruçou em diversas fontes documentais e depoimentos de pessoas para trazer como foco o cenário e as manifestações comportamentais da época do Cangaço. O livro traz temas que vão desde o condicionamento socioeconômico pelo ciclo do gado à posição de justificativa por parte do cangaceiro em usar a violência como acobertamento ético perante ele mesmo e à sociedade.

– Lampião – O Rei dos Cangaceiros (1980)

Tendo como recorte biográfico a atuação de Virgulino Ferreira como Lampião, Billy Jaynes Chandler faz desse livro uma especialidade em ordem cronológica quando se pretende apresentar a versão completa e real da história do líder cangaceiro, considerado por muitos um grande bandido.

http://bagaceiratalhada.com.br/5-livros-essenciais-para-conhecer-o-rei-do-cangaco/

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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NO MUNDO DAS ASSOMBRAÇÕES

*Rangel Alves da Costa

Não faz muito tempo que aqui mesmo nesta página ofereci aos leitores o texto “Medos e assombrações”, relatando histórias, proseados e causos antigos sobre o mundo das noturnas e inexplicáveis aparições. Cuidei de pessoas que viravam bicho, do cavaleiro da noite, da procissão fantasma e outras medonhices que se tornaram constantes na oralidade popular.

Não demorou muito e o professor e radialista Vilder Santos me jogou pelo portão o livro “Assombrações do Recife Velho”, do genial folclorista e sociólogo Gilberto Freyre. Antes mesmo da chagada inusitada do presente, o próprio Vilder havia me falado da necessidade de escrever alguma coisa sobre as assombrações de Aracaju, relatando acerca das casas mal assombradas e outros episódios espantosos que marcaram épocas em velhos casarões e antigos sobrados.

Prometi que me debruçaria sobre tais episódios, mas para uma publicação futura, vez que somente contando com ajuda de memorialistas e pessoas de mais idade para conhecer as ocorrências, as localidades e os personagens. E é um assunto deveras palpitante, vez que a história de uma cidade é também a povoação dos seus medos e dos seus enfrentamentos do sobrenatural. Mas as assombrações da Aracaju antiga ficarão para outra empreitada.

Mas voltando ao livro de Gilberto Freyre, o seu “Assombrações do Recife Velho” possui como subtítulo “Algumas notas históricas e outras tantas folclóricas em torno do sobrenatural no passado recifense”. Em seguida, página a página, vai abordando sobre casos de assombração e casas mal assombradas. “O Barão de Escada, num lençol manchado de sangue”, “Uma rua inteira mal-assombrada”, “Assombrações no rio”, “O sobrado da Rua de São José”, “O visconde encantado” e “O sobrado das três mortes”, são alguns dos relatos do grande escritor de Casa Grande e Senzala.

Contudo, não só no Recife antigo, mas por todo lugar, proliferam os relatos sobre assombrações. Fato interessante é que os casos ou causos sempre envolvem o passado, e muitas vezes muito distante. E não raro que a oralidade, a contação de pessoa a pessoa, de geração a geração, vai transformando um mesmo episódio em muitos outros. A história de um padre que vira lobisomem, por exemplo, de repente passa a ser contada com outro personagem, como o filho malvado que bateu na mãe e passou a ter a desdita de se transformar em fera nas noites de lua cheia.


Nas minhas andanças interioranas aprecio muito ouvir tais relatos, sempre nas noites pelas calçadas ou pelos arredores dos pés de paus. Conheço muitos que gostam de prosear sobre histórias antigas, principalmente assombrações. Mas não faz muito tempo que um sertanejo, depois de contar um causo de um conhecido que simplesmente sumia na presença do inimigo ou perante aquele que não desejava avistar, prontamente se negou a revelar o segredo: “Você mais novo que eu, então sou impedido de dizer qualquer coisa sobre o que ele fazia para desaparecer de repente”.

Então outro aproveitava a deixa para emendar uma história de arrepiar: “Não sei se tá ainda de pé, mas até pouco tempo a casinha era avistada lá perto da solta do Riacho Largo. E lá nessa casinha acontecia coisa de não acreditar. Deus me livre. Não havia caçador ou mateiro que quisesse ao menos chegar perto. Mas quem não sabia de nada e desavisado passava por lá depois da boca da noite, certamente que não queria voltar nunca mais. Dizem que primeiro se ouvia um latido dentro da casa, sempre de porta fechada. Mas logo a porta se abria e aparecia um cachorro grande. Parava de latir e ia mansinho em direção ao viajante. Mas antes uns cinco metros se transformava num velho, no finado falecido dono da casinha, que começava a implorar para ser desenterrado. Como o cabra, morrendo de medo, já tinha espantado o cavalo com toda força, logo mais na frente o animal dava uma freada que só faltava revirar. Era o velho que estava adiante pedindo para ser desenterrado. Era o último pedido antes de sumir. E não demorava muito o cachorro começava a latir novamente dentro da casa”.

Outra história relata o seguinte: “Dizem que foi o sétimo filho depois de seis irmãs, ou a sétima filha depois de seis irmãos. E ao nascer os pais esqueceram de que um dos irmãos ou irmãs tinha de se tornar padrinho ou madrinha. Como assim não aconteceu, então passou a carregar o cruel desígnio de virar lobisomem, principalmente em época de semana santa. No período da transformação, procurava se distanciar da casa logo após o anoitecer. Seguia atrás de um capinzal ou de algum escondido onde pudesse rolar pelo chão e se estrebuchar todo até a fera surgir em seu corpo. Depois saía correndo pelos pastos e quintais em busca de alimento, geralmente galinha, cachorro, gato, cabrito ou bode. Não era difícil ser encontrado pelos quintais ou ao redor de chiqueiros. Mas se alguém, já conhecendo o bicho e a pessoa nele transformada, gritasse pelo seu nome, então o mundo desandava. Era como se um punhal atravessasse o seu peito e o bicho dolorosamente lamentasse sua sina”.

Assim o mundo das assombrações. E tantas são que estão por todo lugar. Até mesmo na casinha que o caminhante todo dia passa sem prestar maior atenção.

Escritor
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CANGAÇO ECOS NA LITERATURA E CINEMA NORDESTINOS


Como adquirir esta obra:

Entre em contato com o professor Pereira lá de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

Não fique sem este livro! Peça logo o seu!

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ROBERTO CARLOS & DOMINGUINHOS - O BAILE DA FAZENDA 1998 (VÍDEO CLIP) - HD

https://www.youtube.com/watch?v=i7I3f8X_anU&feature=youtu.be

Publicado em 12 de dezembro de 2012

O nosso Rei Roberto Carlos recebe em seu Programa Especial de final de ano um ícone da música brasileira o grande sanfoneiro "Dominguinhos" e juntos cantam a linda canção "O Baile da Fazenda" com a apresentação de um Clip maravilhoso que conta com a presença do dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus além da Atriz e modelo Ana Paula Arósio, todos em um vídeo que prende a atenção com uma música com uma linda história e que esta encartada no CD lançado em 1998 pelo nosso Rei e conta com a participação do seu amigo de fé e camarada Erasmo Carlos na composição desta obra magnífica da carreira do nosso Rei.

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ESTE POTIGUAR ESCAPOU POR UM MILAGRE DE MORRER NAS GARRAS DE LAMPIÃO

Vicente Teixeira de Lira

Em 1927 o sertão do Rio Grande do Norte era “visitado” pelo maior cangaceiro da história do Brasil, o pernambucano Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, de quem já mostrei aqui um vídeo inédito.


Seu ataque às terras potiguares, junto com um numeroso e feroz bando de cangaceiros, aconteceu em 27 de junho, e tinha como principal objetivo a crescente cidade de Mossoró.

http://www.otabernaculo.com.br/minhacidade.php

Ao longo do trajeto do cangaceiro várias comunidades e propriedades foram invadidas, roubadas e saqueadas. Foi um imemoriável frenesi de medo, terror, gritos, sangue e mortes.

Nestas comunidades o ataque nunca será esquecido, e em alguns destes locais existe uma luta muito interessante e louvável para preservar a memória daqueles dias estranhos e intensos. Um destes locais é a cidade de Antônio Martins, que na época se chamava Boa Esperança.

É lá onde mora Vicente Teixeira de Lira, o corajoso homem que escapou por um milagre de morrer nas garras de Lampião e de seus capangas:

O caso começou quando o seu Vicente deu uma resposta que o chefe cangaceiro pernambucano considerou insolente e foi “convocado” por Lampião.

Vicente foi então obrigado a seguir à frente do bando, segurando na correia do cavalo de Lampião. Em dado momento ele escorregou no chão de terra e o cavalo do chefe dos bandidos quase lhe colocou no chão.

Foi o que bastou para o pobre aldeão levar uma extensa cutilada de punhal. Para piorar sua situação, em frente à igreja de Santo Antônio, outros bandoleiros fizeram pouco caso de sua má sorte e o obrigaram a beber cachaça. O homem quase morreu.



https://curiozzzo.com/2016/05/20/o-potiguar-que-escapou-por-um-milagre-de-morrer-nas-garras-de-lampiao/

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CAPITÃES DO FIM DO MUNDO


Uma obra do escritor e pesquisador André Carneiro de Albuquerque. Eu fui presenteado com um volume, e pode confiar, é uma excelente obra.


Você irá adquiri-lo através deste e-mail:
a.c.albuquerque@hotmail.com

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

VEM AÍ A I CORRIDA DE SÃO SEVERINO; VEJA COMO PARTICIPAR


HOMENAGEM AO PROFESSOR JERÔNIMO VINGT-UN ROSADO MAIA
REGULAMENTO
I – Do Evento e seus Objetivos
Art. 1º – A 1ª CORRIDA DE SÃO SEVERINO do Parque Cultural “O Rei do Baião”, será realizada no dia 19 de agosto de 2016, na Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB.
Art. 2º – A Corrida será iniciada às 16h00, na cidade de São João do Rio do Peixe, sendo encerrada na entrada do Parque Cultural.
Art. 3º – A Comissão Organizadora da Corrida oferecerá a seguinte premiação:
1º Lugar – 1.000,00 (um mil reais)
2º Lugar – 400,00 (quatrocentos reais)
3º Lugar – 300,00 (trezentos reais)
4º Lugar – 200,00 (duzentos reais)
5º Lugar – 100,00 (cem reais)

Art. 4º – A Coordenação da Corrida dará apoio integral aos participantes com a presença de membros da polícia militar e equipe médica durante o trajeto.
Art. 5º – As inscrições poderão ser realizadas até o dia 14 de agosto com a Comissão Organizadora, formada pelos membros da Diretoria do Parque: Sebasto Luiz, Assis de Cândida e Jaelson Furtado.

Art. 6º – Informações pelos telefones: (83) 99615-7942 / (83) 99379-1893, Pelos e-mails: chicocardoso.caldeirao@gmail.com / chicocardosocz@yahoo.com.br
Fazenda São Francisco, 25 de maio de 2016.
Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural “O Rei do Baião”



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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DEPOIMENTOS - LAMPIÃO E CANGAÇO

https://www.youtube.com/watch?v=ajdmpHiZKso

Publicado em 4 de dezembro de 2012

Depoimentos colhidos entre 1997 e 1998.

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NO DIA 23 DE MAIO DESTE, A EX-CANGACEIRA DULCE MENEZES ANIVERSARIOU.

Por José Mendes Pereira

Eu lamento muito por não ter percebido que a ex-cangaceira do bando do rei Lampião, dona Dulce Menezes, ex-companheira do cangaceiro Criança, aniversariou no dia 23 de maio de 2016, completando 93 anos, data em que eu também completo mais um ano de vida. 

Ao centro a cangaceira Dulce, ao seu lado esquerdo Criança

Segundo os pesquisadores e escritores dona Dulce Menezes é a única que está viva de todos os homens e mulheres que participaram do movimento social de cangaceiros. 

LEIA O QUE ESCREVEU O SEU GENRO TIÃO RUAS

A CANGACEIRA DULCE MENEZES
Por Ruas Menezes Ruas

Martha filha da cangaceira Dulce e o genro Tião Ruas

Olá!

Sou Tião Ruas, casado com Martha, filha de Dulce. Fui o responsável pela reportagem feita pela Record, no dia 1º de maio deste, sobre ela.

Sou Professor de História, poeta e compositor. Vivi minha infância dentro da casa de dona Dulce, com os filhos dela.

Senti-me no dever de resgatar para o Brasil, a história de Dulce Menezes dos Santos, e colocá-la como mito vivo da tragédia de Angicos. 

A verdadeira história dela, após Angico, é Jordânia, onde residiu e criou seus filhos com seu marido João Anastácio Filho (Jacó). Criança, é outra história. Falo com ela sempre. Está vivinha da silva, tá? Rsrsrsrs!

Abraços.
Fonte: facebook

Pouco se sabe sobre Dulce, uma bela moça nascida em Sergipe e que conseguiu escapar da morte em Angico. A exemplo das demais contribuiu para amenizar a violência do bando, sendo a fiel companheira, enfrentando perigo, fome, sede e demais sofrimentos nas caatingas em pé de igualdade com os homens. Ela ainda está viva e provavelmente morando em São Paulo. Com a idade avançada, as recordações devem ser mínimas. Dulce, já foi personagem aqui, mas retorna devido à informação de que ela está viva. A única viva, assim como a história do Cangaço.

Dulce é exemplo de que o Cangaço lateja, para inquietação de alguns e que pede um maior estudo e não suposições. História se faz com fatos, documentos.

A história do Cangaço está a dever a verdadeira importância da mulher nesse movimento que durou anos seguidos em todo Nordeste sendo odiado e temido por uns e aplaudido por tantos. A contradição ainda há.

Se, o cangaceiro ainda é enquadrado como bandido (76 anos depois da morte de Lampião), a mulher dele, não passa de uma bandida, bandoleira e até criminosa.

Elas chegaram a somar 40, após 1936, já nos últimos anos. Mas poucas ficaram famosas. Existiram aquelas que, mesmo no anonimato, tiveram importância reconhecida pelos historiadores. É o caso de Dulce, a doce a segunda companheira de Criança. Assim era chamado João, que entrou no bando quase menino…

Reconstruir essas vidas, a exemplo de Dulce, é uma tarefa quase impossível diante da ausência de informações, como era o costume da época que nada registrou. Mesmo que se restaure o passado, a história não será a mesma. Esse tributo à mulher cangaceira ainda está por vir.

Fonte: http://www.mulheresdocangaco.com.br/dulce-ainda-vive/

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O PÁSSARO CARÃO VOLTOU A CANTAR NO SEMIÁRIDO NORDESTINO!

Artigo de João Suassuna

Saga da Transposição do Rio São Francisco - Artigo 77 - 10/06/2009

[EcoDebate] Fazemos parte de um movimento social em defesa do rio São Francisco e contra a transposição, projeto este que, infelizmente, já se encontra em fase de implantação pelo governo federal e cujos impactos no bioma da Caatinga são danosos e bastante conhecidos por todos que habitam a região.

Muitos ambientalistas que têm acompanhado o nosso trabalho o têm comparado à saga dos seguidores de Antônio Conselheiro na defesa do Arraial de Canudos – ocorrida no sertão baiano, no final do século XIX, entre o Exército da República e um movimento popular de fundo sócio-religioso – confronto cujos resultados ficaram marcados na história pela insistência e devoção do povo sertanejo na defesa de uma causa, a qual julgavam justa.

Guardadas as devidas proporções com o que ocorreu em Canudos, o nosso trabalho tem sido marcado na realidade pela defesa incessante da vida do Velho Chico, embora entendamos ser uma luta desigual, tendo em vista a interrupção do diálogo, pelas autoridades, acerca das questões técnicas inerentes ao projeto, dando a entender que a disputa, doravante, é por recursos financeiros, conforme bem definido pelo secretário de recursos hídricos de Pernambuco, em evento realizado no Recife, em novembro de 2007.

Não é para menos, pois há uma estimativa de investimentos na região, nos próximos 25 anos, via esse projeto, da ordem de R$ 20 bilhões. Esse é um volume de recursos expressivo, o suficiente para eleger um presidente da república e ainda por cima fazer o seu sucessor. Atualmente, o projeto está sendo implantado a todo custo, embora com a nossa discordância, pois entendemos que o mesmo é desnecessário, tendo em vista à existência de água na região semiárida em volumes suficientes ao atendimento das necessidades de toda sua população, faltando-lhe, apenas e tão somente, a efetivação de uma política específica para nortear o uso desse recurso de forma a mais racional possível.

As autoridades insistem em afirmar que o percentual volumétrico a ser retirado do rio é muito pequeno (cerca de 1,4%) se comparado com a sua vazão média (cerca de 2.800 m³/s). Entretanto, entendemos que elas estão equivocadas ao tratarem essa questão sob esse prisma, tendo em vista não levarem em consideração o volume alocável existente no rio (cerca de 360 m³/s) e a parte que já foi outorgada (cerca de 335 m³/s), resultando desse balanço um volume de apenas 25 m³/s, conforme comentado por nós em artigo da Carta Maior, em 2004. Além do mais, se levarmos em consideração o volume médio de 65 m³/s e o volume máximo de até 127 m³/s demandados pelo projeto, estes significam 25% e 47% do volume alocável do rio, respectivamente, portanto percentuais bem mais expressivos do que aquele de 1,4% informado pelas autoridades.

Divergências à parte, se as autoridades entendem que 1,4 % é um percentual pequeno a ser retirado do rio para ser levado até o nordeste setentrional, entendemos que esse volume transposto também é insignificante para ser somado ao potencial hídrico existente no Nordeste (cerca de 1% para serem somados a um potencial de cerca de 37 bilhões de m³).

Chegamos a essa conclusão em artigo publicado no Repórter Brasil em 2006, após análise realizada conjuntamente com Apolo Lisboa, coordenador do projeto Manuelzão (MG).

Em se tratando da existência de água na região, em fevereiro de 2004, por exemplo, editamos um artigo na internet intitulado “As armadilhas do clima”, no qual, entre outros assuntos, fizemos alusão às crenças populares de que o cantar do pássaro Carão – ave de hábitos aquáticos do sertão nordestino – é indicativo de invernadas rigorosas na região, sendo a intensidade de seu canto proporcional ao volume de água caído durante as chuvas.

Ocorre que no ano de 2009 o Carão voltou a dar seus piados, e um novo cataclismo abateu-se sobre o Nordeste, trazendo conseqüências desastrosas iguais àquelas ocorridas em 2004, com o rompimento de barragens, destruição de lavouras e estradas e, como se isso não bastasse, com a morte de muitos nordestinos. A presença da ave voltou a ser indesejada na região.

Chuvas torrenciais no Semiárido nordestino, no período de suas águas, sempre fizeram parte do nosso discurso e, inclusive, são dadas como certas em períodos subsequentes. O que não se sabe ao certo é a intensidade e distribuição – no espaço e no tempo – de sua ocorrência. Sempre afirmamos em nossos estudos que a região, mesmo com características climáticas de semiaridez, apresenta-se como uma das mais habitadas e chuvosas do planeta. E o resultado disso é essa situação que a população brasileira está acompanhando pelos noticiários televisivos e que tem assustado a todos. O Semiárido voltou a submergir.

Para exemplificar a gravidade desse quadro, a maior represa nordestina – o Castanhão – com 6,7 bilhões de m³ de capacidade, voltou a ter suas comportas abertas, para que fossem drenados os volumes acumulados em excesso, pelas fortes chuvas caídas em todo o estado do Ceará. Essa represa sozinha tem capacidade para abastecer, e com certa folga, toda a população cearense, estimada em cerca de 7,4 milhões de pessoas, nos próximos 15 anos. A exemplo do Castanhão, outras represas de grande porte, como a de Boa Esperança, no rio Parnaíba (PI), e várias outras espalhadas pelo Nordeste vieram a ter suas comportas igualmente abertas, para se evitar os acúmulos volumétricos preocupantes nos períodos invernosos mais severos, os quais poderiam ser causadores de rompimentos, conforme se verificou na represa do açude Algodões I, no estado do Piauí, onde as chuvas nas cabeceiras do rio que foi por ela represado ocorreram em intensidade inimaginável, conforme relatos de especialistas no assunto. São as forças da natureza cuja ação não se tem como evitar. A abertura de todas as comportas de uma represa dessas dimensões, ou mesmo o seu rompimento, habitualmente trazem conseqüências desastrosas a jusante, com alagamentos de cidades e lavouras, prejuízos na economia regional e, em muitos casos, mortes de pessoas.

Diante de tudo isso, o que nos tem preocupado sobremaneira é a incapacidade das autoridades, que não dispõem, ainda, de um plano alternativo emergencial capaz de reter esses volumes escoados em excesso, os quais são destinados, invariavelmente, ao mar. Em se tratando do estrago que as águas fazem nesse percurso até alcançar o mar é de difícil prognóstico, ficando este, na nossa percepção, na dependência direta dos mistérios e das forças da natureza, com possibilidades de serem agravados, evidentemente, pela intensidade do canto do Carão.

Ainda sobre a questão da ausência de políticas de gerenciamento hídrico em si, podemos relatar um fato que ocorreu em 2007, ano no qual foram registradas chuvas acima da média em toda a bacia do rio São Francisco, o que veio a resultar no vertimento da represa de Sobradinho no mês de abril daquele ano. Com o sistema elétrico brasileiro interligado, e havendo carências de chuvas nas bacias das principais hidrelétricas do sul do país naquele período, a Chesf passou a gerar energia no complexo de Paulo Afonso, em quantidades suficientes para atender as demandas nordestinas e enviar o excedente de energia para suprir as deficiências da região sul do país.

O que resultou dessa operação foi uma rápida diminuição volumétrica da represa de Sobradinho, oito meses após o seu vertimento (sangria), chegando a atingir cerca de 15% de seu volume útil, ou seja, as autoridades conseguiram exaurir uma represa do porte de Sobradinho (ela tem uma capacidade de 34 bilhões de m³, equivalente a cerca de 13 baias da Guanabara), no processo de geração de energia, em apenas 240 dias de operação. Com esse nível crítico em Sobradinho, as conseqüências no dia-a-dia daqueles que dependem do rio São Francisco para sobreviver são imediatas e preocupantes. Normalmente o pescado desaparece e o pescador passa necessidades. O mais grave de tudo isso é que o fato voltou a se repetir em 2008, prova inequívoca da falta de controle no gerenciamento desses recursos. Sobre a recuperação volumétrica de Sobradinho, tivemos oportunidade de relatar essa questão em artigo editado em maio de 2008, mostrando a preocupação da Chesf em liberar, da represa, volumes menores (defluentes) do que aqueles que chegavam nesta (volumes afluentes).
No Nordeste, a falta de gestão no setor hídrico, não ocorre, apenas, com as águas dos rios, mas, também, com as águas das represas. Esse fato denunciamos em outro artigo no portal ECODEBATE, em fevereiro de 2009, no qual enaltecemos o trabalho de Hypérides Macedo, ex-secretário de recursos hídricos do estado do Ceará, técnico que conseguiu estabelecer um programa de interligação de bacias cearenses e, com isso, resolver, em definitivo, os problemas de abastecimento das populações da zona rural do estado.

Recentemente, com o inverno rigoroso que se abateu sobre o Ceará, nos preocupou sobremaneira depoimento de Macedo sobre os volumes atuais no Castanhão, segundo o qual “o Ceará está em risco por conta da grande quantidade de água acumulada, ressaltando que, caso houvesse a previsão de que os volumes de chuvas seriam tão violentos em 2009, as comportas do açude deveriam ter sido abertas com mais antecedência. Segundo ele, adotou-se uma gestão conservadora”. Através de seu relato é fácil concluir que as autoridades cearenses – o Ceará é o estado nordestino portador do maior volume de água em superfície – não estão sabendo gerenciar o potencial hídrico existente no estado.

Anteriormente, comentava-se que o Semiárido não tinha segurança hídrica suficiente para o atendimento das necessidades de sua população. Agora a população corre o risco de morrer afogada.

Ora, diante desse quadro de excessos hídricos, ficamos a questionar a necessidade de se implantar um projeto de transposição numa região que, freqüentemente, apresenta esse tipo de ocorrência em seu ambiente natural. Na nossa ótica, é o fazer por fazer, é a obra pela obra. Caso o projeto já estivesse operando, qual seria o destino da água? Se nossas autoridades sequer estão sabendo gerir as águas que existem na região, muito menos saberão gerenciar o projeto da Transposição.

Foi exatamente levando em conta a existência dessas questões no semiárido nordestino que iniciamos nossa luta em defesa do rio São Francisco e contra a transposição. Na nossa ótica, não há o menor sentido em não se fazer uso das águas que já existem na região para a solução dos problemas de abastecimento de sua população e ir-se buscá-las no Velho Chico, distando cerca de 500 km do local do consumo. Isso é insustentável!

Finalmente, temo-nos preocupado sobremaneira com o quadro de denúncias ora vivenciado na área ambiental do nosso país, sobre a repetição de erros de nossas autoridades em nome de um pretenso desenvolvimento. Essas questões têm que ser enfrentadas pelo ministro Carlos Minc com rapidez e determinação. Sua excelência precisa dirigir-se à população para explicar as pretensões de seu ministério diante da possível realização de um projeto caríssimo que irá levar águas para locais no Nordeste onde elas já são abundantes e, além do mais, não resolver os problemas de abastecimento de sua população mais carente.

Enquanto isso não acontece, concluímos o texto com uma frase de Leonardo Boff citada na assembléia geral da ONU: “se a crise econômica é preocupante, a crise da não sustentabilidade da Terra se manifesta, cada dia mais, ameaçadora”.

Recife, 10/06/2009

João Suassuna – Engº Agrônomo e Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, colaborador e articulista do EcoDebate.

Não deixem de acessar o Portal da Rede Marinho Costeira e Hídrica do Brasil, para terem informações sobre a realidade nordestina.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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NOTAS AVULSAS SOBRE MOSSORÓ DO PASSADO - 22 DE MAIO DE 2016

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em velhas atas da Câmara Municipal de Mossoró do início do Século passado, pescamos algumas informações, reminiscências da cidade, que nos dão exata dimensão do seu cotidiano. As decisões tomadas pela edilidade, como era a cidade na época, quais os seus moradores de destaque e muitas outras curiosidades que ajudam a conhecer como se formou a Mossoró de hoje.

Através desses documentos ficamos sabendo, por exemplo, que em 1905 a cidade era formada por 920 casas, entre térreas e sobrados, excetuando-se desse número os seguintes edifícios: Igreja Matriz, Igreja Coração de Jesus, Capela da Conceição, Cemitério Público e Capela de São Sebastião, Mercado Público, Matadouro, Casa de Detenção, Colégio Diocesano, Casa de Aulas Municipais, um colégio em construção e o edifício da Loja Maçônica 24 de junho. Dessas casas, 620 eram de tijolos, cobertas de telhas e 300 de taipa. 

               
Numa ata datada de 17 de janeiro desse mesmo ano tomamos conhecimento de que a Intendência (Prefeitura) elevou a verba da Limpeza Pública para 2.000$, dois contos de réis, e renovou o contrato com Antônio Pompílio que há nove anos vinha sendo contratado. Assinou contrato também para a iluminação pública que era constituída de 60 lampiões a gás e postes em seus pontos convenientes. Há uma informação interessante sobre o uso dos lampiões. Os mesmos seriam acesos três dias depois da lua cheia até cinco dias depois da lua nova. Em noites de lua cheia não era preciso acender os lampiões pois a lua clareava mais que os mesmos. No contrato ainda dizia que os lampiões deveriam ser mantidos limpos, asseados e eficazes. Para que isso acontecesse, existia a figura do Acendedor de Lampiões. Toda tarde aquele profissional seguia pelas ruas, ‘a boquinha da noite”, levando uma escada e um galão de querosene, abastecendo os lampiões, limpando a fuligem e acendendo os mesmos. Na manhã seguinte seguia o mesmo trajeto apagando os que permaneciam acesos, menos nos dias mencionados acima ou quando estava chovendo. 

A 30 de julho o Decreto 6.059 criou uma Brigada de Cavalaria da Guarda Nacional na Comarca de Mossoró.
               
Tomamos conhecimento também que em 10 de agosto, ainda do ano de 1905, João Dionísio Filgueira, Sebastião Fernandes, Antônio Filgueira Filho, Francisco Tavares Cavalcanti, respectivamente Juiz de Direito, Promotor Público, Presidência da Intendência e Vice-Presidente, além do corpo comercial, pessoas gradas do município, enviaram memorial ao Exmo. Sr. Presidente da República e Exmos. Ministros, reivindicando a construção da Estrada de Ferro de Mossoró. (A Estrada de Ferro de Mossoró teve o seu primeiro trecho inaugurado em 1915, ligando Porto Franco à Estação de Mossoró – hoje Estação das Artes).
               
Em 08 de dezembro inaugurava-se a capela de Nossa Senhora da Conceição, construída no governo do Pe. Moisés Ferreira, sucessor do Pe. João Urbano na paróquia de Mossoró. A capela foi inaugurada nessa data para comemorar o cinquentenário do Dogma da Imaculada Conceição. Nesse mesmo dia, e com a denominação de “Bilhar Eureka”, inaugurou-se na cidade uma casa de diversão e jogos lícitos, de propriedade e sob a gerência do Sr. Raimundo Couto.
               
Nesse ano de 1905 o município teve uma arrecadação de 24:100$000 e uma despesa de 23:100$000. Foi um ano seco, sem inverno. O ano entrou com o povo sentindo as consequências desastrosas da seca do ano anterior. Em 1905 apenas o mês de março foi chuvoso. Em seu livro “Secas contra a Seca” Felipe Guerra Registrou:
               
“Finda-se o ano sem indício de inverno; entretanto, o gado conserva-se bem, há pastagem e aguadas. Os gêneros continuam abundantes e por preços baixos. Admira como um só mês de inverno tenha trazido tanta facilidade de vida e abundância no correr do ano”. Em Mossoró choveu 463 mm, naquele ano.
               
São desses pedaços de informações que construímos a História de Mossoró. 

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
http://www.blogdogemaia.com

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