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sábado, 8 de abril de 2017

HISTÓRIAS DO CANGAÇO - A MORTE DE LÍDIA COMPANHEIRA DO CANGACEIRO ZÉ BAIANO.

https://www.youtube.com/watch?v=qCrTSeO2QTM

Publicado em 3 de dez de 2016

O envolvimento da jovem baiana Lídia Pereira de Sousa "Lídia de Zé Baiano" com o cangaço aconteceu durante o segundo semestre do ano de 1931, quando conheceu o afamado e temido cangaceiro Zé Baiano. Sem pensar nas conseqüências a jovem sertaneja decide abandonar a casa dos pais para seguir pelas veredas do cangaço em companhia do temível cangaceiro. 

Arrependida da decisão tomada de forma impensada, Lídia tenta voltar atrás, porém já era tarde demais.
 
Infeliz e angustiada por estar ao lado de um homem por quem não mantinha sentimentos amorosos, Lídia comete outro grande erro ao se envolver em um caso amoroso com outro cangaceiro de alcunha Bem-Te-Vi III (Ademórcio) o que veio a ocasionar sua morte através das mãos do enfurecido e traído Zé Baiano. A história completa vocês conhecerão nesse documentário cuja cena foi extraída do Filme “CORISCO – O DIABO LOIRO” (1969) de Carlos Coimbra. 

ASSISTAM...

Adendo / Edição: Geraldo Antônio de Souza Júnior

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Wilma Maria Ferreira Leite
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GENTE DAS RUAS DE POMBAL DONA DALVA CARNEIRO.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Dalva Carneiro era filha de João Vieira Carneiro (Joca Carneiro), e dona Maria Carvalho Carneiro, dona Sinhá. – (O casal foi personagem no meu romance “A SAGA DA CABOCLA MARINGA” com os nomes reais.

Seus irmãos eram: Jaime Carneiro, Mirthiz, Deputado Janduhy, Senador Ruy Carneiro.

Dona Dalva Carneiro

Dona Dalva, como era por todos conhecida, foi casada Dr. Chateaubriand de Souza Arnaud (odontólogo). O matrimonio se deu no dia 11 de dezembro de 1929. Do casamento nasceram os filhos: João Bosco, Zélia Carneiro (foi casada com o pesquisador e escritor Wilson Seixas), Dr. Antônio Carneiro Arnaud, o Desembargador Rafael Carneiro, Gizelda e dona Gilka Carneiro Arnaud


Dona Dalva era conhecida por sua disposição e vontade de ajudar aos mais necessitados, de forma que ficou conhecida em Pombal como a ‘’MÃE DA POBREZA’’. Muito embora tenha se candidato ao cargo de prefeita, seu empenho político era mais voltado a ajudar aos irmãos Janduy e Ruy Carneiro.

Dona Dalva morou sempre na rua João Vieira Carneiro, residência que ficou conhecida em Pombal como “A casa de dona Dalva”

Nasceu no dia, 12 de novembro de 1914 e faleceu em 20 de dezembro de 1990, em Pombal.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso


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ÓLEO QUENTE NA FRIGIDEIRA

Por Alfredo Bonessi

Dói muito quando uma criança, em plena atividade escolar dentro do pátio de uma escola, é baleada e morta por causa do confronto entre policiais e bandidos. Foi embora uma vida uma esperança. Foi embora os sonhos puros, juvenis e inocentes de um anjinho,  que queria estudar, brincar, ajudar seus familiares, crescer com alegria, curtir a vida,  deixar descendentes,  enfim, viver a oportunidade que Deus lhe deu de nascer nesse mundo, mas infelizmente escolheu para viver  nesse país desumano chamado Brasil.

E ninguém se doeu pela menina,  em razão daquele princípio existente em nossa sociedade de que aqui é democracia, que isso faz parte da democracia, que é mais um caso de bala perdida, com mais uma  vítima entre as centenas de vítimas que já morreram por causa disso portanto é  natural.

Mas onde estamos, que país é esse ? como que o Brasil foi ficar dessa maneira, violento, impune e sem segurança ?

- Existem culpados ?  Sim existem !

Culpados são as igrejas que apoiaram os comunistas na investida rumo ao poder. Para eles só interessava isso. E uma vez no poder trataram de desorganizar a sociedade, eliminando todo o principio de moral e de bons costumes que simbolizavam o caráter da sociedade brasileira. E assim perdeu-se o caráter, o respeito pelas pessoas; desestruturou-se a família, e o temor a Deus foi substituído pelo uso das drogas.

Culpados são os políticos a desordem social do  Brasil é um reflexo do mau procedimento da classe política brasileira: todos são ladrões que gozam de privilégios são pessoas investidas de um compromisso público, que desrespeitam,  e que são eleitos para roubarem do povo. Não existe mais discussão sobre isso: você vota e elege um ladrão para te roubar que fica impune pelos seus erros, que ninguém monitora, e que faz o que bem entender com o dinheiro público e não responde por isso, não vai preso.

Até quando vai isso ?

É muito fácil dar um canetasso e proibir que policiais façam greve para reivindicar seus direitos que ninguém lhes dá só querem que o policial resolva tudo, proteja a sociedade  e ponha o peito para as balas assassinas dos milhares de bandidos que estão soltos por  ordem de um juiz, ou de um desembargador, que se julgam acima da lei e dão direitos e liberdade a maus cidadãos,  que não possuem direitos nenhum, mesmo de viver em sociedade, porque são pessoas que sentem prazer em fazer o mal, sentem prazer de matar e destruir a vida das outras pessoas e já enlutaram dezenas de famílias, que perderam seus filhos violentamente por causa de um celular. E a imprensa diariamente anuncia mais um caso de morte, de latrocínio, de violência contra mulheres e crianças, como se isso fosse normal em nossos dias.

E o bom cidadão não consegue mais sair de casa, não consegue estudar a noite, está desempregado porque o comercio parou de funcionar, porque as ruas e vielas viraram  um antro de desocupados, que atacam homens e mulheres a luz do dia, matando-as a tiros e facadas.

Está mais que certo  quando nos referimos que a desordem e a impunidade fazem a sociedade dar um retrocesso econômico e social rumo a falência e a imoralidade com perdas econômicas e de vida.

Ninguém deseja o vandalismo, a pobreza, o desemprego, a falta de tudo, a prostituição, a fraude, a violência, a vagabundagem, o vício, e a fraqueza  moral e a perda de brasilidade.

Só a classe política deseja tudo isso, porque eles assumem um cargo publico e indicam uma centena de gente para ganharem bons salários  nos cargos,  enquanto que os bons ralam nos cursinhos e bancos escolares para sustentarem toda essa gente.

É mais fácil para os políticos lidarem com pessoas doentes, apáticas, dependentes de uma esmola mensal, doadas pelo governo,  do que pessoas cheias de vontades, de idealismo, independentes,  dinâmicas e prósperas daí as tais reformas agrárias, ocupação de propriedades, invasão de prédios, incêndios, greves e boicotes, insatisfação geral.

Quando você paga muito imposto e não vê retorno e as coisas não mudam para melhor, é porque não há uma vontade de parte daqueles políticos em querer moralizar a situação, por ordem na casa e alterar para melhor o sentido das coisas; pode ter certeza que quando isso ocorre há roubos no meio, favorecimentos, corrupção, desvios e imoralidades. Esses bandidos agem em nome da lei e pela lei. São fortes e poderosos, ainda mais agora que a urna viciada encontrou o nome deles para elegê-lo nas eleições.

E assim a sociedade fica a mercê de todas as injustiças bem diferente do tempo do Bang Bang em que se faziam justiça pelas próprias  mãos. Foi um tempo em que justiceiros  cassavam bandidos por recompensas,  e nessa atividade assassinavam também pessoas boas, com a desculpa que a tinham confundido com um fora-da-lei.

Ao longo dos tempos maus cidadãos travestidos de bons cidadãos faziam das suas e os culpados eram sempre outros ladrões,  muitos famosos,  que já andavam na vida do crime, aquém atribuíam a culpa pelos fatos,   como Jesse James, Bonnie e Clyde, Al Capone, e o nosso Lampião do nordeste, que da mesma maneira que pegou fama de malvado, perverso,  cruel e desordeiro pelo mundo afora, ganhou a autoria de todos os crimes que aconteciam na época em que viveu, muitas vezes o seu bando se encontrava a quilômetros de distancia das ocorrências, essas,  na maioria das  vezes,  praticadas pela própria policia,  que atribuía ao bando de Lampião toda a desgraceira.

Era bem comum ver o Capitão Lampião ler o jornal do mês e ficar fulo de raiva e resmungar para seus cabras: mentiroso é mentira eu não fiz isso eu não sou isso, eu num tava lá,  etc.

Saberia me dizer quais são as diferenças entre um FAL e um AK 47 ?

- a resposta correta seria: são muitas, a começar pelo país de fabricação: o FAL é Belga e o AK 47 é Soviético. O comprimento, peso, alcance de utilização, potência de fogo são bem diferentes. Mas eu enumeraria  três fundamentais diferenças:

- se entrar terra ou areia na culatra do FAL ele não funciona;

- se for colocado no solo um AK 47 e um tanque de guerra passar por cima dele, não acontecerá nada - ele continuará funcionando e atirando normalmente;

- o FAL é utilizado pelas Forças Policiais e o AK 47 é utilizado pelos bandidos.

Nessa guerra entre a lei e os marginais, os marginais levam muita vantagem. Não só essas enumeradas com relação as armas, mas muitas outras que citarei:

- os marginais possuem cobertura da lei e da justiça: se acontecer alguma coisa com um deles a turma dos direitos humanos vem com força para cima da polícia;

- os marginais são protegidos por Juízes e Desembargadores e bem assessorados por advogados,  que os soltam pelo portão principal das cadeias e com  isso desmoralizam todo o aparato policial, tornando-os enfraquecidos perante os criminosos;

-  os marginais vivem uma vida boa, são ricos, poderosos,e são amigos chegados de governadores, senadores, deputados federais e alguns policiais,  a quem prestam relevantes serviços quando  necessário, por exemplo, eliminar um desafeto, eliminar um agiota, eliminar um rival. Saem pela porta da frente da prisão, fazem o serviço e retornam para ela tarde da noite.

E a vida do policial é dura: rigor da lei, normas e regulamentos, cumprimento de ordens, desaparelhamentos, burocracia institucional, formalismo e padronização de procedimentos, desconfiança e não aceitação pela sociedade, baixos salários, sem moradia digna, limitação e sujeição de procedimentos, formalismo e perseguição da lei e da justiça, que alega contra o policial o uso abusivo da força, abuso do poder, a coerção, a injustiça, e a responsabilidade pelas balas perdidas, principalmente  quando um marginal atira em alguém e os policiais levam a culpa.

Onde não existem leis claras e definidas e onde os magistrados  aceitam a pobreza como aval para práticas criminosas, os cemitérios ficarão sempre repletos de bons cidadãos,  sepultados, executados por bandidos e delinqüentes contumazes de todas as idades.

Proibir policiais de reivindicarem os seus legítimos direitos de entrarem em greve, em busca do reconhecimento de seus relevantes serviços prestados a sociedade, é uma medida infame, ditatorial, arbitrária, imoral, ilegal, próprias das ditaduras do proletariado, onde um grupo manda e desmanda e todos dizem amém.

Se os governadores tivessem caráter e responsabilidades,  reconheceriam o trabalho do policial, pagando bons salários, ofertando boas moradias, fácil tratamento de saúde e para si e seus familiares, tratamento humano e digno a toda a família militar.
É por isso que quem manda no Brasil são os bandidos: na câmara e no senado, nos governos estaduais, nas prefeituras, nas estatais, nos Fóruns da justiça, nos templos e nas igrejas, nas empreiteiras, e construtoras,  na saúde, na educação, pelos  ministérios que não fazem nada, pelas esquinas, pelas praças, pelas universidades, pelas escolas, por toda a parte.

E uma pequena minoria, honesta,  que existe para pagar as contas   e pagar com a vida, que trabalha e que vive com dignidade dentro de suas casas, sem ter o direito de ir e vir,   que é escrava de toda essa bandidagem de terno e gravata, que mora em  bons lugares por esse Brasil a fora.

Alguém precisa pagar o pato foi assim com Xerxes que na antiguidade atacou a Grecia; foi  da mesma maneira que Alexandre  atacou a Pérsia; Roma destruiu Cartago, Adriano atacou e venceu a Rainha Palmira; Cesar conquistou as Galias; e Napoleão invadiu o Egito; Saddan Hussein foi acusado de genocídio, Kaddafi da Líbia, de tirania, mas o imperador Puttin não sai do poder e comanda as atrocidades no Oriente de hoje.

No Brasil a população exaurida de tanto pagar impostos e não ver retorno,  sofre os efeitos de uma politicalha de esquerda chefiadas por FHC e sua turba, que se iniciou em 1985,  e que levou o Brasil a miséria, a insolvência,  e aos desajustes econômicos e sociais que se manterão ainda por longos anos, uma vez que o uso do cachimbo faz a boca torta, e o pau que nasce torto, não tem jeito morre torto,  político  honesto,  com certeza, nasce morto.

No fundo de um vaso sanitário cheio de dejetos é possível se encontrar algo que se aproveite, foi assim na data de hoje quando o governo libanês brasileiro resolveu instituir o controle do cidadão pelo CPF. Assim sendo, essa medida favorecerá o controle do fisco, e possibilitará a criação de um plano de saúde a nível nacional através de um programa de saúde acessível por uma senha pessoal do paciente e controlado pelo numero do seu CPF, cadastro  esse que ficará na posse do Ministério  da Fazenda, da policia, dos órgãos de saúde, médicos  e laboratórios,  e do IML a quem cabe encerrar o ciclo de um CPF de um morto que tenha passado por lá. Acredito também que a declaração do Imposto de Renda passará a ser feito automaticamente,  pelas movimentações ao redor de um numero de CPF,  cujas informações estarão na posse dos Auditores da Receita Federal, bastando ao usuário confrontar as informações ali contidas  e ratificá-las de alguma forma.

Alfredo Bonessi

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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GRUPO DE CANGACEIROS DE LAMPIÃO NO LIMOEIRO DO NORTE-CE

Por Geraldo Júnior

Fotografia registrada por um morador local chamado Francisco Ribeiro no dia 15 de junho de 1927, na cidade de Limoeiro do Norte/CE. Há exatos dois dias da tentativa fracassada de invasão à cidade de Mossoró/RN, onde o bando foi repelido pela resistência local organizada pelo então Intendente (Prefeito) Rodolfo Fernandes.

A tentativa de invasão à cidade de Mossoró/RN foi a primeira grande e expressiva derrota de Lampião. Após a ousadia de atacar uma das maiores cidades do Rio Grande do Norte as perseguições policiais ao bando se intensificaram e forçaram Lampião a fugir com um pequeno número de homens para o estado da Bahia, fato que aconteceu no dia 21 de agosto de 1928.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=746396618857570&set=a.302509623246274.1073741831.100004617153542&type=3&theater

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PROPOSTA DE MINI-CURSO PARA O XXIII EGEORN


GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA – SEEC
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – UERN
  FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS – FAFIC
  DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA – DGE
  Av. Prof. Antônio Campos, S/N – BR 110 – Km 46 – Bairro Pres. Costa e Silva
  Mossoró – RN – CEP: 59.610-090
  e-mail: dge@uern.br

PROPOSTA DE MINI-CURSO PARA O XXIII EGEORN

  1. IDENTIFICAÇÃO:
1.1  – Título: Abordagens referentes ao Nordeste nas músicas de Luiz Gonzaga
1.2  – Carga horária: 08 hs.
1.3  – Público-alvo: Docentes e Discentes de Cursos de Licenciatura em Geografia e Áreas afins
1.4  – Turno: Diurno
1.5  – Ano: 2017
1.6   - Período: 08 a 09 de junho de 2017
1.7  – Ministrante: Prof. Msc. José Romero Araújo Cardoso
1.8  – Número de vagas: 20

  1. EMENTA:
O Nordeste e sua Geohistória nas músicas de Luiz Gonzaga. As secas enquanto tema recorrente nas músicas de Luiz Gonzaga. A natureza nordestina enquanto presença marcante nas músicas de Luiz Gonzaga. Personalidades da Geografia Humana Nordestina presentes nas músicas de Luiz Gonzaga. A Cultura Popular Nordestina. 

  1. OBJETVOS:
3.1  – Objetivo geral:

3.1.1 - Estudar a influência exercida pelo Nordeste Brasileiro nas músicas de Luiz Gonzaga 

3.2  – Objetivos específicos:

3.2.1      – Mensurar a importância de Luiz Gonzaga e sua arte para o fomento à identidade nordestina

3.2.2      – Compreender como a música regional tem sua importância para a ênfase ao processo ensino-aprendizagem

3.2.3      – Analisar aspectos da Geohistória e da Cultura Nordestinas presentes em algumas músicas de Luiz Gonzaga

3.2.4      - Avaliar a importância das secas para a efetivação da arte musical de Luiz Gonzaga

4         CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

UNIDADE I - A Geohistória Nordestina na Arte de Luiz Gonzaga

1.1  – Luiz Gonzaga e sua importância para o Nordeste
1.2  - Tropeiros da Borborema: A aventura almocreve pelas veredas da terra do sol
1.3  – Parahyba: Expressão máxima do mandonismo local
1.4  – Paulo Afonso: Delmiro deu a idéia
1.5  – O Cangaço e a figura de Lampião
1.6  – Padre Cícero: O Taumaturgo Nordestino

UNIDADE II – As Secas e o Quadro Natural Nordestino

2.1 – Asa Branca e o Desespero Nordestino: Quando até aves migram devido a inclemência das secas
2.2 – A Volta da Asa Branca: Esperança de dias melhores
2.3 - A Triste Partida: Migração campo-cidade e busca pela sobrevivência
2.4 – Vozes das Secas: Denúncia e protesto pelo descaso político-econômico-social com o Nordeste
2.5 – Aquarela Nordestina: As cores vivas do drama com as secas

UNIDADE III – A Cultura Popular e a arte de Luiz Gonzaga

3.1 – A Feira de Caruaru: Onde tudo se encontra
3.2 – Feira de Mangaio: Expressão máxima da cultura popular nordestina
3.3 – ABC do sertão: Como outrora se aprendia a ler na região

  1. METODOLOGIA:
A metodologia para a aplicação da presente proposta de mini-curso para o XXIII EGEORN constará de:

·       Exibição e posterior comentário de documentário sobre Luiz Gonzaga, intitulado LUIZ GONZAGA: A LUZ DOS SERTÕES

·       Leitura e análise de textos pincelados de livro por título O Nordeste nas Canções de Luiz Gonzaga (Autores: Adelson Viana/Ana Thais Feitosa/Crispiniano Neto).

·       Leitura e análise de artigos de autoria de José Romero Araújo Cardoso – Tropeiros da Borborema: Aventura almocreve pelas veredas da terra do sol – Princesa: Maior manifestação de insurgência do mandonismo local – Delmiro Gouveia e o sonho de industrializar o semiárido. A expressão máxima da cultura popular nordestina em Feira de Mangaio.

·       Apresentação de músicas de Luiz Gonzaga ( Tropeiros da Borborema (Raimundo Asfora/Rosil Cavalcante) – Paraíba (Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira) – A Volta da Asa Branca (Luiz Gonzaga/Zé Dantas) -  A Triste Partida (Patativa do Assaré) – Vozes das Secas (Luiz Gonzaga/Zé Dantas) – Auqrela Nordestina (Rosil Cavalcante) – Feira de Caruaru (Onildo Almeida) – Feira de Mangaio (Sivuca/Glorinha Gadelha). ABC do sertão (Luiz Gonzaga/Zpé Dantas).

  1. RECURSOS METODOLÓGICOS:
Serão necessários os seguintes recursos metodológicos:

·        Notebook e datashow
·       As músicas destacadas salvas em pendrive
·       Xérox de vários trechos do livro O Nordeste nas canções de Luiz Gonzaga
·       Xérox dos artigos supramencionados

  1. BIBLIOGRAFIA SELECIONADA:
CARDOSO, José Romero Araújo. Notas para a História do Nordeste. João Pessoa: Ideia, 2015. (e-book).
___________________________. Tropeiros da Borborema: Aventura almocreve pelas veredas da terra do sol. Disponível em:.< http://cgretalhos.blogspot.com.br/2010/06/tropeiros-da-borborema-traducao-precisa.html#.WOcGX2nyvIU>. Acesso em: 07/04/2017.

___________________________. Princesa: Maior manifestação de insurgência do mandonismo local .<.http://www.caldeiraodochico.com.br/princesa-maior-manifestacao-de-insurgencia-do-mandonismo-local/.> Acesso em: 07/04/2017.

___________________________. Delmiro Gouveia e o sonho de industrializar o semiárido. Disponível em: .< http://memo-delmirogouveia.blogspot.com.br/2010/11/o-sonho-de-industrializar-o-semiarido.html.> Acesso em: 07/04/2017.

___________________________. A expressão máxima da cultura popular nordestina em Feira de Mangaio. Disponível em: .. Acesso em: 07/04/2017.

VIANA, Adelson; FEITOSA, Ana Thais; CRISPINIANO NETO, Joaquim. O Nordeste nas Canções de Luiz Gonzaga. Fortaleza: IMEPH, 2013.

Documentário/Vídeo:

MARIA, Rose. Luiz Gonzaga: A Luz dos Sertões. Brasil (PE), 1999, 37 min.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LANÇAMENTO


Já temos as datas e locais de lançamento:
14/05/2017 Itabaiana-SE, Praça Chiara Lubich 19h
28/07/2017 Piranhas-AL
02/09/2017 Itabaiana-SE, AAI na Feira do Livro 2017
08/09/2017 Delmiro Gouveia-AL

PS: Estou vendo Ainda em Aracaju
Para mais informações neste link https://youtu.be/vgdWLRVjE3w

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155211102677840&set=gm.808914905939294&type=3&theater

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

CONVITE - IV SEMINÁRIO DE AÇÕES AFIRMATIVAS, DIVERSIDADE E INCLUSÃO SOCIAL


A Coordenação Geral de Ação Afirmativa, Diversidade e Inclusão Social (Caadis) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) convida a toda a comunidade, dentre servidores e discentes, além do público externo, a se fazer presente, nos próximos dias 25, 26 e 27 de abril, no IV Seminário de Ação Afirmativa, Diversidade e Inclusão Social (IV Seadis) e IV Fórum de Acessibilidade.

A edição deste evento local, em 2017, terá como tema "Universidade em Movimento: Educação, Diversidade e Práticas Inclusivas" e discutirá assuntos relevantes no âmbito da inclusão social, diversidades e educação.

O IV Seadis contará com realização de mesas de discussão, conferência de abertura, minicursos e palestras, além da apresentação de trabalhos para posterior publicação; e acontecerá nas dependências da Ufersa, à exceção da abertura, que se dará no Hotel Villa Oeste.

As inscrições são GRATUITAS (assim também a apresentação e publicação de trabalhos) e podem ser realizadas através do seguinte sítio eletrônico: seadis.ufersa.edu.br . O formulário para submissão de trabalhos e inscrições estará disponível até o dia 18 de abril.

A programação também está disponível no mesmo site (seadis.ufersa.edu.br) e segue também em anexo.

Ficamos gratos e contamos com a participação de todas e todos! Pedimos, ainda, auxílio divulgação do evento.

Atenciosamente

COMISSÃO ORGANIZADORA DO  IV SEADIS

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO Coordenação de Ação Afirmativa, Diversidade e Inclusão Social (CAADIS) Av. Francisco Mota, 572 - Bairro Pres. Costa e Silva – Mossoró-RN Contatos: (84) 3317-8269 Site do evento: http://seadis.ufersa.edu.br 

PROGRAMAÇÃO IV SEADIS IV FÓRUM DE ACESSIBILIDADE II ENCONTRO DE NEGRAS E NEGRAS DA UFERSA 

TEMA: UNIVERSIDADE EM MOVIMENTO: EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE E PRÁTICAS INCLUSIVAS 25, 26 e 27 de Abril de 2017 

TERÇA-FEIRA - Manhã 8h (25 de abril de 2017) ABERTURA HOTEL VILA OESTE Credenciamento Apresentação Cultural (Grupo Esperança Viva UFRN) Profa. Catarina Shin Lima UFRN Mesa de Abertura 9h Conferência de Abertura: NEUROCIÊNCIA E APRENDIZAGEM: perspectivas contemporâneas em educação (Profa. Dra. Izabel Augusta Hazin Pires UFRN) TERÇA-FEIRA – Tarde 13h30min (25 de abril de 2017) UFERSA/ CAMPUS LESTE 1ª Mesa: Cursos de Letras Libras nas Universidades Públicas: Avaliação e perspectivas- 13h30min – 15h30min Profa. Msc. Niascara Valesca do Nascimento UFERSA Wiksendeles Sousa Santos ASMO Prof. Msc. Neemias Gomes Santana UnB Local: Auditório CTARN 2ª Mesa: Paulo Freire: Legado e contemporaneidade 15h30min - 17h00min Prof. Ms. Luiz Gomes da Silva (UFERSA) Profa. Dra. Rita Diana de Freitas Gurgel (UFERSA) Local: Auditório CTARN 3 Mesa: Classes Hospitalares e experiências em educação inclusiva 15h30min – 17h00min Profa. Dra.Simone Maria da Rocha UFERSA Profa. Dra. Francileide Batista de Almeida Vieira UFRN Profa. Dra. Helena Perpetua de Aguiar Ferreira UERN Local: Auditório Centro das Engenharias 4 Mesa: Literatura, Cinema e Música e sua interface com a inclusão 13h30min-15h30min Profa. Dra.Cícera Antoniele Cajazeiras da Silva UFERSA Profa. Msc. Caroline Estevam de Carvalho Pessoa UFERSA Profa. Msc. Catarina Shin Lima UFRN Local: Auditório Centro das Engenharias 5 Mesa: Teatro, arte e processos de inclusão 13h30min Profa.Msc. Hianna Camilla Gomes UFRN Profa. Msc. Mayra Montenegro UFRN Local: Auditório da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação/ PROPPG QUARTA-FEIRA – Manhã 8h (26 de abril de 2016) UFERSA/CAMPUS LESTE MINICURSOS 1 – O Direito e as pessoas com deficiência: legislação, casos e atualidades Dr.Lúcio Romero Marinho Promotor Público Local: Auditório do CCEN 2 – Tecnologia e educação Prof. Ms.Diego Cesar Leandro UFERSA Profa. Msc. Lorena Azevedo de Sousa UFRN Local: Auditório da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação/ PROPPG 3 – LIBRAS, cultura surda e interpretação em linguagem e sinais. Neemias Gomes Santana, UnB Local: Auditório do CTARN 4– Inovação nas salas de aula: experiências dos programas institucionais (PIBID) Profa. Dra Maria das Neves Pereira, Coordenadora do PIBID UFERSA/Angicos Local: Auditório do Centro das Engenharias 5– Gênero e vivências da sexualidade: O movimento das pessoas LGBTTQI na atualidade (Rede Trans, Movimento A Transparência) Rebecka de França, Rede Trans, Movimento A Transparência Local: Sala 12 Bloco IV de salas de aula QUARTA-FEIRA – Manhã e Tarde (26 de abril) UFERSA/CAMPUS LESTE II ENCONTRO DE NEGROS E NEGRAS DA UFERSA LUGAR DE NEGRO/A É NA CIÊNCIA: ENEGRECENDO A UFERSA Local: Auditório LEDOC 7h: Louvação ao Baobá da UFERSA com representantes de religiões de matrizes africanas. 8h: APRESENTAÇÃO ARTISTICA: DANÇA E TEATRO (LENILDA E HEVERTON) 08h30min: Abertura 08h45min: Troca de experiências entre os setores que pautam o antirracismo na Universidade: CAADIS, NEABI, NEGRAS, LEDOC, PROFESSORES/AS DA ESPECIALIZAÇÃO, COLETIVO ENEGRECER. 09h30min: Debate: A lei de cotas/Lei 10.639 e as cotas na pós-graduação: caminhos para o Enegrecimento da Universidade frente à conjuntura atual. 10h30min: Construindo uma agenda de auto – organização dos negros/as e cotistas da UFERSA 14h30min: Mesa Literatura Afrodescendente e Arte 17h00min: Exposição Fotografia/Apresentação de capoeira QUINTA-FEIRA – Manhã 8h (27 de abril de 2017) CONFERÊNCIA(08h00min - 9h30min) Apresentação Cultural Mesa de abertura Mesa de Encerramento: A EDUCAÇÃO NA PERSPECTIVA DA POLÍTICA PÚBLICA: desafios da formação docente na UFERSA Profa. Dra. Kyara Maria de Almeida Vieira Coordenadores das licenciaturas da Ufersa Local: Auditório do CTARN A partir 9h30min às 11h30min Apresentação dos Grupos de Trabalho GT1 – Práticas de inclusão escolar, educação especial, educação de surdos, acessibilidade e tecnologias assistivas; Local: auditório do LEDOC GT2 – Educação popular, direitos humanos, movimentos sociais; Local: Auditório da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação/ PROPPG GT3 – Identidades de gênero e diversidade sexual; Local: Auditório do CCEN GT4 – Estudos da linguagem, gêneros orais e escritos, práticas de letramento Local: Auditório do Centro das Engenharias QUINTA-FEIRA – Tarde 13h (27 de abril de 2017) Continuação dos Grupos de Trabalho (a partir das 13h30min) Local: Mesmos locais do período da manhã.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O RIO AMAZONAS

Por Clerisvaldo B. Chagas, 7 de abril de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.658

Entre os montes que circundam a minha cidade, avulta-se a serra do Poço. Com mais de 500 metros de altitude, é assim chamada porque se divide também com o município de Poço das Trincheiras. Faz parte do Maciço de Santana do Ipanema, é a mais alta do maciço e já foi celeiro de frutas e referência de produtos agrícolas de qualidade. No sopé já foram encontrados fósseis, cujas escavações não progrediram.


Como todo povo brasileiro, a criatividade também impera no povo sertanejo. Ainda hoje quando alguém quer se referir à longevidade de pessoas, exclama: Fulano é mais velho do que a serra do Poço. E assim aquele monte absorveu mais essa função social do humorismo caboclo.

Mas não só a idade da serra do Poço interessa aos estudiosos e habitantes do lugar. Distante dali grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília, juntamente com cientistas europeus deu mais um passo importante nos mistérios da Região Norte. Descobriu que o rio Amazonas tem 8 milhões de anos, ampliando pesquisas anteriores que davam ao maior rio do mundo apenas 1 a 1,5 milhão de existência.

A constatação atualizada teve como base os estudos dos sedimentos, a maioria de formação da Cordilheira dos Andes que vai de 10 a 5 milhões de anos atrás.

O rio existia pequeno e como lago. Sua nova idade é contada a partir da sua expansão até o Oceano Atlântico. Quando se ergueu a Cordilheira, esta empurrou rio lago e tudo para a vertente do Atlântico, o rio se expandiu chegando até o que conhecemos atualmente.

Várias secas estão ocorrendo no Amazonas e também períodos de chuvas em tempos não previstos. E como dissemos antes, somente a continuação dos estudos mostrarão novas luzes sobre a influência do rio, Floresta Equatorial e a Natureza com sua biodiversidade. Por isso saber o passado é importante para se compreender o que fazer no futuro.

Além de tudo o que já foi descoberto, sabe-se que a umidade que sai da região amazônica, vai para o Pacífico, mas é impedida pelas alturas dos Andes que manda a umidade de volta e faz chover no Distrito Federal, Brasília e Centro-Oeste.

E para encerrar, apesar de seus 8 milhões de anos, o rio Amazonas ainda é considerado jovem

Nesse caso, você escolhe em dizer que aquela pessoa que você não aprecia é velha que só a serra do Poço ou novinho igual ao rio Amazonas.


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OS DOIDOS

*Rangel Alves da Costa

Quem me contou jurou por Deus que não era maluco, por isso acreditei, mesmo tendo a máxima certeza que não tinha o juízo muito certo. Mas segundo o desmiolado, existia - e talvez ainda exista – um lugarejo muito diferente desses que comumente conhecemos. A primordial diferença que é ali só havia doido.

E maluco de todo tipo: doido de pedra, ruim do juízo, afetado pela lua cheia, amalucado, desnorteado da cabeça, alheio às coisas da vida, apatetado, pessoa velha acriançada, lelé da cuca, apatetado.

Mas também outros tipos de doidices, cujos sintomas eram silenciosos e ao mesmo tempo perigosos demais, pois havia o doido de paixão, o endoidecido de amor, a mocinha maluca que conversava com o vento e namorava com uma estrela, rapaz velho que só andava de fralda e com chupeta na boca.

Como a loucura era comum, com todos se entendendo e convivendo na base da maluquice, praticamente não havia diferença de classe, de poder nem centralização deste nas mãos de alguns doidos mais espertos. Verdadeiramente era uma doidice socializada, num sistema comunitário de vida e compartilhamento de ações.

A cidade dos doidos possuía algumas características engraçadas. As ruas não eram pavimentadas nem de terra batida, mas completamente tomadas de pedrinhas, maiores ou menores, que serviam para cada um se abaixar, pegar a que quisesse e jogar no outro. Logicamente que não havia janela de vidro e os telhados das casas eram todos espatifados pelas pedras jogadas.

Quando era tempo de lua cheia uma leva de doidos ficava sem suportar. Com o pouco do juízo querendo voar a todo custo, ao anoitecer se via muita gente segurando a cabeça com as mãos, querendo gritar, indo em direção aos lugares mais altos das redondezas. Por lá, subiam nos cumes e se voltavam pra lua imensa, gritando, querendo voar, querendo alcançar de todo jeito o seu clarão, ficando ainda mais enlouquecidos. Soltavam uivos feitos lobos, ganiam feito animais feridos.


Ao entardecer, pelas janelas abertas se viam as mocinhas loucas de amor, sonhando com príncipes encantados que surgiriam montados num lindo e alvíssimo cavalo alazão. Muitas choravam, conversavam sozinhas, se lamentavam da vida e do destino desamoroso; outras apareciam com cartas nas mãos, fotografias e objetos, e depois começavam a bater no peito, a pular e a gritar, a desmaiar. Era a coisa mais triste de se ver.

A velha, completamente nua e apenas com um lenço na cabeça, colocava sua cadeira de balanço na calçada e ali ficava matutando em nada, balançando suas pelancas ao vento do entardecer. Todos os dias a mulher se apimentava toda, vestia calcinha e sutiã vermelhos, se lambuzava de pintura e batom também vermelhos, e de bolsinha vermelha no braço saía desfilando pelas esquinas perguntando quem queria fazer coisa feia.

Um doido passava por outro dando bom dia e ouvia como resposta que não tinha visto não. Outro saía na frente da casa com uma caneca na mão, mijava virado pra rua e depois bebia o líquido de lamber os beiços. Tinha um que madrugava em cima do poleiro para cantar como galo velho e depois descia para cacarejar como galinha ciscadeira. Esforçava demais para botar ovo e nunca conseguia. O esforço era tanto que acabava chorando.

Um maluquinho saía catando ponta de cigarro e colando uma ponta na outra, e só começava a tragar quando o seu fumo chegava a mais de metro. A menina todo dia saía cedinho de casa pra caçar um passarinho invisível. Voltava com qualquer um, dava comida e banho e depois colocava dentro de uma gaiola também invisível. E o bichinho saía voando feliz. Já um menino inventava que era o rei dos calangos. Mas um rei tirano, pois não ficava uma só cabeça nos bichinhos.

Dificilmente as pessoas se alimentavam de outras coisas senão de folhas do mato, flores do campo, palma cortadinha em cubos, salada de folhagens secas que se juntavam pelo chão. Bebiam todo que encontrasse pela frente, principalmente água de sete dias. E dava uma sede danada esperar esse tempo passar. Mas os mais jovens preferiam se alimentar da brisa, do vento, da ventania. E assim ficavam de bocas abertas nos descampados esperando o alimento chegar.

Mas um dia chegou um forasteiro e não conseguiu entender nada do que encontrou por ali. Com ele cruzaram perguntando se Deus estava passando bem. Jogaram uma pedrinha que quase acertou seus óculos. Um velho passou de dando língua e o bebezão queria a todo custo que ele lhe colocasse no braço e desse de mamar.

E viu a doida mais linda do mundo soltando bolinhas de sabão na janela. Que coisa mais maluca é essa de se apaixonar tão loucamente assim. Pensou, já doido de paixão pela maluquinha. E por ali mesmo ficou vivendo para sempre da insanidade do amor.

Escritor

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