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sábado, 10 de junho de 2017

POMBAL/PB E OS FÓSFOROS ARGOS.

Por Edson Alencar

Durante minha infância e adolescência, em toda cozinha de Pombal tinha uma caixa de fósforo Argos. Também em muito bolso de fumante esteve presente. De ricos e de pobres. Deve ter acendido do charuto de Ageu de Castro ao boró de Pequeno. E lamparinas, velas e lampiões? Já era comercializado em Pombal quando o fornecimento de energia era cortado à noite?


Pelo que andei colhendo em São Google, a fábrica foi inaugurada em 1935, em Jundiaí, interior de São Paulo, e não tinha a razão comercial atual: Indústrias Andrade Latorre. Os palitos eram chatos. A pobreza, para economizar, os dividia em dois. Além do Argos, a fábrica produzia o Guarany, e parte da produção era exportada para Bolívia e Paraguai.

Argos quer dizer "o que tem luz, o que brilha". A frase latina IN HOC SIGNO VINCES(com este sinal vencerás) em volta da cruz, no rótulo, faz alusão à aparição do Arcanjo São Miguel ao imperador romano Constantino, na Gália, quando o imperador combatia Maxêncio (Constantino perseguia os cristãos).Sem compreender esse sinal, o Arcanjo voltou a aparecer-lhe em sonho e mandou que o imperador pintasse a frase num estandarte e o levasse à frente de suas tropas nos combates. Venceu a batalha e baixou o decreto cessando a perseguição aos cristãos e ele mesmo convertendo-se ao cristianismo.



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MARCELA CARVALHO BISNETA DO CORONEL RODOLFO FERNANDES LANÇARÁ LIVRO

Por Kydelmir Dantas

Sejas bem vinda Marcela Carvalho - bisneta do 'grande comandante' da Resistência Mossoroense RODOLPHO FERNANDES DE OLIVEIRA MARTINS, naquele glorioso dia 13 de junho de 1927. A terra de Santa Luzia te abraçará, com certeza.

Fonte: facebook
Página: Kydelmir Dantas
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210812001069394&set=a.1508626708922.78464.1031962413&type=3&theater

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FOTOGRAFIAS DO XXIII EGEORN - ENCONTRO ESTADUAL DE GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO NORTE - DIA: 09/06/2017

Discente Lucas Gabriel, Prof. Dr. José Lacerda Alves Felipe (Patrono do Prêmio Científico concedido ao melhor trabalho apresentado no evento. O Prof. José Lacerda é mossoroense, primo legítimo do poeta Antônio Francisco) e Discente Dália Morais.
Discente Dália Morais e a Profa. Maria José Costa Fernandes, coordenadora-geral do evento
Discentes Kennya Sabrinna, Isadora Oliveira, Anderson Mikael e Dália Morais



Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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JARARACA NÃO MERECE UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO DO ESTADO, DIZ O ADVOGADO HONÓRIO DE MEDEIROS

https://www.youtube.com/watch?v=k8lZbAkR17c&feature=youtu.be
https://youtu.be/k8lZbAkR17c 

Publicado em 9 de jun de 2017

Sobre a devoção a Jararaca, demonstrada no Túmulo dele, o advogado Honorio Medeiros disse: se São Longuinho que furou o peito de Jesus Cristo com uma lança foi santificado, porque Jararaca não pode ser? Com relação ao pedido de condenação, Honório de Medeiros disse que a Lei não permite que um criminoso, por mais criminoso que seja, seja julgado e condenado duas vezes pelo mesmo crime e pediu a absolvição de Jararaca, tese aceita pelo Conselho de Sentença por 6 x 1.
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Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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AS MOÇAS DA “ MARANDUBA”

Por Sálvio Siqueira

Na fazenda Maranduba, fincada no município de Poço Redondo, Estado sergipano, morava o casal Lé e Pureza. Lé, como tantos outros homens da época, era vaqueiro, assim como seus dois irmãos, Josias e Luiz. Pureza era filha do agricultor João Januário, que manipulava sua enxada nos barros da localidade Curralinho.


 Umbuzeiro da Fazenda Maranduba - grupo LCN

O casal, cumprindo a “Lei’ escrita no livro Maior, fez com que crescesse e multiplicasse sua prole. Tiveram seis filhos amados. Criados como todos da região, com muita dificuldade e sacrifício. Segundo a obra literária do ilustre Alcino Alves Costa, “LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO – MENTIRAS E MISTÉRIOS DE ANGICO”, na página 137, ‘Ele’ nos relata que os nomes dos amados filhos do casal Lé e Pureza, eram Adelaide, Rosinha, Cidália, Arabela e seu único filho homem, Zequinha.
                                                   
Foto com as cangaceiras Áurea e Rosinha (Irmã de Adelaide). Infelizmente não conseguimos registros de Adelaide.  - blogdomendesemendes.blogspot.com.br

Zequinha, como tantos, só via-se como adulto, quando 'lá' chegasse, um bom vaqueiro, imitando seu velho pai e tios, pois todos eram afamados vaqueiros em toda aquela região.

As meninas, também como tantas da época, tinham em seus sonhos seus ‘príncipes, encantados, seria querer de mais, mesmo, simplesmente um príncipe, já estava de bom tamanho. A vida era dura para os meninos que logo, logo, tinham que exercerem funções de adultos sem nem mesmo passarem, ou melhor, viverem suas adolescências. Para as meninas a coisa era mais dura ainda. Não podiam, muitas das vezes, nem se quer estudaram, para não ficarem sabidas, pois mulher ‘sabida’ era um perigo.


 Cangaceira Rosinha - Grupo Lampião, Cangaço e Nordeste

Naquele tempo, por aquelas bandas, começaram a circularem em volta da casa de Lé dois cangaceiros. Mariano e Criança. O Primeiro, após perder Otília, apaixona-se por Rosinha. O segundo, há muito estava loucamente apaixonado por Adelaide, irmã de Rosinha.

O cangaceiro Mariano companheiro da Rosinha - blogdomendesemendes.blogspot.com

Sendo, na época quem dava as ‘cartas’ por aquelas terras, os dois cangaceiros não tiveram dificuldades de levarem para as tristes fileiras do cangaço as irmãs. Ficaram distantes por os dois atuarem em grupos e áreas diferentes. Mariano vivia e praticava seus crimes pras bandas de Porto da Folha. Já Criança, atuava nas redondezas de Poço Redondo.

 Cangaceiro Criança -   blogdomendesemendes.blogspot.com.br

E o esperado acontece. Adelaide engravida. Sua gravidez, como de todas as outras mulheres que fizeram parte do cangaço, não foi moleza. Levanta daqui, corre pra li, debaixo de sol e chuva, durante o dia ou mesmo à noite, eram uma constante em suas vidas.

Segundo a obra citada, Criança tem grande amor e carinho por Adelaide, resultando firmeza e lealdade para com a sua companheira.

Quando aproxima-se o momento da sua companheira parir, Criança, conversa com Mané Moreno, e vão para um coito, distante, conhecido e aconchegante, se podermos dizer que haviam coitos assim, para que Adelaide ‘ganhasse’ seu filho.

 Cangaceiro Mané Moreno - Grupo O Cangaço

As horas passam, as contrações há muito iniciaram-se e, com o passar do tempo, seu retorno começa a ficar quase sem intervalos. Não tem jeito. A criança do Criança não vem ao mundo, e sua companheira já tem bastante tempo que sofre.

Mandam buscar uma parteira que morava nas imediações, e esta, já prevendo complicações, já trás outra para lhe ajudar. Tudo em vão. O sofrimento da cangaceira aumenta com o passar das horas e a criança resolveu não vir ao mundo.

Em uma rede, a transportam para uma localidade que tivesse algum recurso como ajuda, nada. Não tem como parir a companheira de Criança.

Valendo-se novamente da rede os cangaceiros procuram outro lugar para que Adelaide desse a luz... Um local que tivesse uma pessoa para ajudar, terminando assim com tão longo sofrimento. No caminho, alguém verifica e diz que o feto já está morto... Adelaide, de tanto sofrer, talvez não tenha escutado que seu filho estava sem vida em seu ventre. Embaixo de uma frondosa árvore, Adelaide, dentro da rede começa a perder suas, já tão fracas, forças... Criança, percebendo que irá perder sua amada fica louco. Grita, chora, fala, urra palavrões na tentativa de amenizar a angústia que lhe invade... Seu ‘compadre’, Mané Moreno, vendo que o amigo estava em estado complexo, sem noção do que fazia, tenta evitar uma catástrofe maior, retirando o ferrolho do mosquetão do amigo, assim como retira também, o carregador da sua pistola.

Sua amada dá seu último suspiro. Sem despedir-se do companheiro, parte para o outro ‘lado’, onde, talvez, seu filho a esperasse. Fazem seu enterro. A dor, ainda visível no semblante do cangaceiro, não quer ir-se. Naquela vida não havia tempo pra isso... Guardar dores e sentimentos por alguém que tenha morrido.

Seu compadre, Mané Moreno, compra várias garrafas de aguardente e diz que ele precisa beber até embriagar-se, para esquecer o que aconteceu.

Assim faz Criança. Após o enterro de Adelaide, ele toma um dos maiores porres de sua vida e, de certo tempo pra frente, junto aos companheiros, começam a dançar e cantar até que o dia raiasse... 

Nas quebradas do Sertão.
OFÍCIO DAS ESPINGARDAS MEMORIAL CANGAÇO

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MEMORIAL DA RESISTÊNCIA MOSSOROENSE - O descaso pela História

Por Kydelmir Dantas

Estivemos ontem no final da tarde e começo da noite em visita ao MRM, com a jornalista da Revista PIAUÍ (Adriana Negreiros) e o fotógrafo César Alves e lamentamos o descaso com que está sendo tratado esta espaço da memória e da divulgação da vitória dos mossoroenses sobre o cangaço lampiônico naquele 13 de junho de 1927.


Pisos e lâmpadas quebradas, imagens rasgadas ou pichadas, escuridão total no espaço dedicado às trincheiras (dando condições a permanência de usuários de drogas no local), os grandes painéis sem a iluminação adequada e insegurança total para os visitantes daquele memorial.


Para quem está às vésperas de completar 90 Anos daquela data histórica e aguardando a presença de turistas, pesquisadores, estudantes e curiosos sobre este feito dos nossos heroicos ancestrais mossoroenses - com uma semana inteira dedicada a Seminários, Palestras, Exposições etc - a administração desta urbe não parece se incomodar com este descaso. Convidamos à nobre gestora e aos secretários de Cultura, Turismo, Educação e Segurança a visitarem o Memorial da Resistência Mossoroense hoje, após o 'pingo da mei-dia'. 


E verão o que aguardam os visitantes daquele espaço durante o famoso Mossoró Cidade Junina. (Kydelmir Dantas* - 10-06-2017).

* Sócio do ICOP, SBEC e HIGRN.
PS: Fotos encontradas no google.

Fonte: facebook
Página: Noádia Costa
Grupo: https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/

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DATA VENIA, MERITÍSSIMO

Por Edson Alencar

No dia 13 de Maio último dr. Onaldo Queiroga publicou no jornal Correio da Paraíba a crônica intitulada O Médico e a Tempestade, página A6, canto inferior direito. Conta ele ali de uma noite de muita chuva, raios e trovões em Pombal, cuja consequência foi uma pessoa morta e duas outras seriamente feridas. O fato lhe foi narrado pelo pai, o desembargador Antônio Elias, então contando 12 anos de idade, pela data fornecida: Março de 1948(na verdade só a 17 de agosto daquele ano os completaria).Antônio Elias acompanhara o irmão médico, dr. Avelino, no atendimento às vítimas.

Eu gostaria de fazer alguns esclarecimentos. A pessoa que perdeu a vida, a sogra de Chico Galego(Francisco Freitas Nóbrega 1929 - 1989),era minha tia - avó e chamava-se Deolinda Maria de Alencar(foto),familiarmente tratada pelo velacho de Dulú; nascida aos 04 de dezembro de 1908 e falecida a 22 DE ABRIL DE 1949,VITIMADA POR UM RAIO, tal como o sacristão Carlos e o trapezista do Circo Nerino, estes últimos tendo mais sorte sobreviveram.


Em depoimento à filha Fabiana, a meu pedido, tia Cecília Alencar fornece importantes detalhes do ocorrido. Deolinda fora a um ato religioso na rua João Pessoa. Estava bonito pra chover, preparado. Finda a cerimônia, ela e outras pessoas voltaram para casa. Começou a chover e elas foram abrigar-se na casa de Gertrudes, que fazia colchões, e ficava junto da galeria da Brasil Oiticica, a " ponte “, como chamavam. Foi aí que o raio a atingiu e ás outras pessoas (inclusive a dona da casa). Deolinda morreu instantaneamente.Tia Dulú, continua a depoente, morava aqui na rua Nova, numa casa pegada à das Fontes (Chiquinha, Naninha, Cláudia),do lado da igreja.

Em A União de 26 de abril de 1949, página 3, encontrei este registro do fato, que reproduzo na íntegra:

CHOVE TORRENCIALMENTE EM POMBAL.

Em consequência da queda de uma faísca 14 pessoas foram feridas - A ação do corpo médico local

Chuvas torrenciais estão caindo em diversos municípios sertanejos com fortes trovoadas e relâmpagos.

Ontem, recebemos dois despachos telegráficos procedentes de Pombal, comunicando-nos que aquele município está sob o mais forte temporal, cujas consequências foram desastrosas para a população.

Transcrevemos abaixo os referidos despachos, enviados pelo nosso correspondente naquele município:


POMBAL,25 - Comunico que ontem à noite, forte chuva caiu nesta cidade, acompanhada de trovoadas e relâmpagos, tendo em consequência da queda de uma faísca, falecido a sra. Eulina Maia Alencar {erro do correspondente ou de impressão?}, esposa do comerciante Antônio Felinto {de} Souza, ficando enfermas as srtas. Geni e Genilda Alencar, filhas do referido casal.


Ficou enferma ainda a mulher Wildrudes Maria {outro deslize; era a dona da casa}, a qual está fora de perigo, dada a eficiente ação do corpo médico desta cidade. Houve outras vítimas.


14 Pessoas Acidentadas

POMBAL,25 - Informo sobre as chuvas caídas ontem, neste município, que o total de pessoas acidentadas em consequência da faísca elétrica do relâmpago, é de 14 pessoas, duas, segundo informações, em estado grave. Irei relacionar os nomes das pessoas {se fez isso, não foi publicado}.

Temos desse modo 14 vítimas e não três. E uma dúvida sobre a hierarquia dos fenômenos naturais: vem primeiro o trovão - como registra o jornal - ou o raio? Eu aprendi que a luz é mais rápida que o som. Portanto a primazia é do raio. Se o correspondente não fosse tão obtuso, teria aproveitado o título do segundo telegrama para mandar a lista com o nome das mesmas. Porque reparando bem o segundo já está contido no primeiro. Santo despreparo, Batman! E esses dois dias de diferença entre a data da morte e a atribuída ao aguaceiro? Não me dizem nada. Inclino-me para as informações ouvidas da boca da filha Genilda, viúva de Chico Galego, ditas no terraço de minha casa, e coincidentemente acompanhada dessa sua irmã mais velha Geni (1928 - 2013). É o quanto me basta.


Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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NÃO ERA FLOR QUE SE CHEIRE, DIZ DIÓGENES DA CUNHA LIMA SOBRE JARARACA

https://www.youtube.com/watch?v=9SuKc3k2DHI&feature=youtu.be

Publicado em 9 de jun de 2017

Não era flor que se cheire, diz o advogado Diógenes da Cunha Lima atuando como promotor de Justiça no Juri simulado de Jararaca, em Mossoró, no dia 9 de junho de 2017, precisamente 90 anos depois do ataque a cidade de Mossoró, ocasião que o temido cangaceiro foi preso e sete dias depois esfaqueado e enterrado vivo no Cemitério São Sebastião, no Centro de Mossoró.
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Fonte: facebook
Grupo: O Cangaço
Link: 
https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?multi_permalinks=1594923577187421&notif_t=group_activity&notif_id=1497107855231511

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XXIII EGEORN - ENCONTRO ESTADUAL DE GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO NORTE MINICURSO: O NORDESTE NAS MÚSICAS DE LUIZ GONZAGA. PROF. MSC. JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO (UERN/FAFIC/DGE)



XXIII EGEORN - Encontro Estadual de Geografia do Rio Grande do Norte Minicurso: O Nordeste nas músicas de Luiz Gonzaga. Prof. Msc. José Romero Araújo Cardoso (UERN/FAFIC/DGE)

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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JÚRI SIMULADO DO JARARACA

Por Benedito Vasconcelos Mendes
Professores Benedito Vasconcelos Mendes e a esposa Suzana

A SBEC-Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - abriu com chave de ouro as festividades para comemorar os 90 anos da resistência de Mossoró ao bando de Lampião. 

Bando de Lampião em Limoeiro do Norte

Foi sucesso total, o Júri Simulado do Jararaca, realizado ontem pela manhã (9-6-2017), no Salão do Júri do Fórum Silveira Martins. A maneira como o júri foi realizado obteve o elogio unânime dos presentes. 

Juiz Breno Valério Fausto de Medeiros

O organizador e Presidente do Júri, Juiz Breno Valério Fausto de Medeiros foi altamente técnico e didático na condução dos trabalhos. Embora fosse um júri simulado, o Dr Breno Valério primou pela normas jurídicas, de modo que deu uma excelente demonstração de como se realiza um júri, o que fez com que os estudantes dos cursos de Direito, presentes a este evento, aproveitassem muito esta verdadeira aula prática de Direito Processual Penal. 

Dr Diógenes da Cunha Lima 

Outros dois momentos altos do referido júri foram as falas dos Advogados de Acusação e de Defesa, respectivamente, Dr Diógenes da Cunha Lima e Dr Francisco Honório de Medeiros Filho, que brilharam na eloquência, no conteúdo histórico e na ampla e profunda cultura regional,  que ambos são possuidores. 

Kydelmir Dantas, Professor Pereira e Honório de Medeiros 

Foram momentos de esbanjamento cultural ofertados aos presentes pelos dois oradores. O Conselho de Sentença, formado por 7 legítimos representantes de Mossoró 


(Professora Inessa Linhares Vasconcelos, 


Professora Ludimilla Carvalho Serafim, 


Padre Manoel Vieira Guimarães Neto, 


Escritor Armando Negreiros,



Advogado Clóvis Vieira, 


Advogado Lúcio Ney 


e Jornalista Rubens Coelho ), valorizou, com os seus votos, o resultado da sentença.  A SBEC e Mossoró estão de parabéns pela realização deste evento jurídico, histórico e cultural, feito com muito esmero técnico e refinamento jurídico. 

Dr Francisco Marcos de Araújo

O Presidente da SBEC, Prof. Benedito Vasconcelos Mendes e o Presidente da Comissão Organizadora  das Festividades dos 90 Anos da Resistência, Dr Francisco Marcos de Araújo, agradecem a brilhante atuação de todos que participaram deste excelente júri simulado. 

Juiz de Direito Herval Sampaio

Agradecem também ao Diretor do Fórum Desembargador Silveira Martins, Juiz de Direito Herval Sampaio, por ter cedido o Salão do Júri, com todos os equipamentos necessários para a realização deste evento. 

Aos servidores do Fórum Silveira Martins, que com muita dedicação e boa vontade, contribuíram para o êxito deste júri, o nosso muito obrigado.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

QUESTÕES SOBRE LIMITES INTERMUNICIPAIS E OUTRAS PICUINHAS

*Rangel Alves da Costa

Antigamente, quando as terras de eréu e os latifúndios se perdiam de vista, numa distância que nem os que se diziam proprietárias sabiam até onde verdadeiramente chegavam, os limites eram estabelecidos no olho, na conveniência ou, como mais geralmente se fazia, escolhendo-se um marco divisório qualquer. Daí que não raro tais possuidores afirmarem que suas terras ficavam numa distância até perto da curva de uma estrada ou da casa velha do finado Ambrosino.
Não havia definições exatas, fato que gerou e continua gerando controvérsias, disputas, até vinditas de sangue, pois os problemas nas limitações das terras, somado às espertezas de tantos, faz com cercados sejam derrubados na violência e arames cortados a facão. Muitas são as inimizades criadas assim, acrescentando-se a isso o fato de muitos pequenos proprietários serem forçados a abandonar seus cercadinhos debaixo das ordens ameaçadoras dos coronéis donos do mundo. Ora, nada possuíam que comprovasse os exatos limites daquelas dos poderosos.
A verdade é que por muito tempo perdurou a noção dos limites por meio de marcos geográficos, como serras, rios e riachos. É uma questão que vem desde a divisão do território brasileiro em capitanias hereditárias, passando às sesmarias, aos eréus e depois aos latifúndios. Até os dias atuais persistem os litígios acerca de limites entre estados, municípios, bem como propriedades particulares. O estado de Sergipe, por exemplo, até hoje reclama das terras usurpadas pela Bahia no seu território. Do mesmo modo, muitas dúvidas ainda prosseguem sobre os reais limites entre um estado e outro.
Quando a divisa entre um estado e outro é feita através de marcos geográficos, principalmente rios, não há que duvidar de sua certeza, como ocorre entre Sergipe e Alagoas. Contudo, nem sempre assim acontece. Noutros casos, somente através de registros precisos se torna possível ter a noção de onde terminam as terras de um estado e começam a de outro, como é o caso de Sergipe e Bahia. Noutras situações, a povoação territorial vai sendo de tal modo desordenada que habitantes de um estado acabam fixando residência além da divisa e com isso acabam agregando as propriedades às suas terras de origem.
Problemas de monta dizem respeito também aos limites intermunicipais. Muitos municipais mantêm acirradas disputas com seus vizinhos pelas divisas ora usurpadas ora estendidas. As incertezas ou as espertezas de muitos acabam gerando questões que afetam as próprias soberanias municipais. Situações existem onde os serviços e as obras de um município são estendidos além de suas fronteiras, o que é sempre visto como uma tentativa de invasão territorial, ainda que o município reclamante sempre negligencie o atendimento àquelas famílias atendidas.
Entre Canindé de São Francisco e Poço Redondo, por exemplo, por muito tempo ocorreram dúvidas acerca de suas reais limitações. Como se sabe, Poço Redondo é territorialmente o maior município de Sergipe, fazendo divisa com a Bahia, Alagoas e municípios sertanejos de Sergipe. E mesmo que Canindé de São Francisco também seja município de grande extensão, não faz muito tempo que um prefeito, de olho grande nalgumas riquezas turísticas de Poço Redondo, resolveu, por conta própria, estender seus limites, marcando a divisa com sinalização em placa. O objetivo era abarcar em Canindé a Gruta do Angico, localizada em Poço Redondo e onde foram chacinados Lampião e parte de seu bando.
A administração municipal de Poço Redondo não gostou da afronta e da atitude desrespeitosa do prefeito vizinho, então requisitou ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um novo estudo para estabelecer os reais limites da divisa. Terminado o levantamento, em direção a Canindé o município de Poço Redondo teve acrescido uns poucos quilômetros, o que significou o aumento de sua extensão territorial e a diminuição do outro. Não obstante isso, os problemas continuaram, não mais com relação aos limites territoriais, e sim no que diz respeito aos limites administrativos.
E assim por que a ausência de Poço Redondo no atendimento a serviços básicos de sua população mais distante, fez com que, num passado recente, o administração de Canindé realizasse construção de escola, e talvez até de posto de saúde, além de sua divisa, de modo a atender uma população entremeada de canindeenses e poço-redondenses. Dessa vez Poço Redondo não reclamou, pois ciente de sua negligência perante aqueles moradores. Mas ainda hoje, já na região que vai além do Alto Bonito, acaso alguém pergunte a qual município pertence aquelas terras e moradias, todo mundo vai dizer que Poço Redondo, mas basicamente administrado por Canindé.
Por falar nisso, a Gruta do Angico é localidade turística da cobiça de tantos que até mesmo o município alagoano de Piranhas, no outro lado São Francisco, vende sua destinação como se lhe pertencesse. Propagandas existem onde se diz que a localidade onde teve fim o cangaço fica nas terras alagoanas de Piranhas. Assim acontece pela ausência do próprio município perante o seu patrimônio e suas riquezas. Como Poço Redondo nunca cuidou daquele destino turístico, então chegam Canindé, Piranhas e empresários querendo se arvorar de donos. E realmente exploram como se donos fossem.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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JURI POPULAR EM MOSSORÓ ABSORVE O CANGACEIRO JARARACA

Por Geraldo Júnior

JURI POPULAR ABSOLVE O CANGACEIRO JARARACA "JOSÉ LEITE DE SANTANA" QUE FOI PRESO E POSTERIORMENTE EXECUTADO APÓS A TENTATIVA FRUSTRADA DE INVASÃO DA CIDADE DE MOSSORÓ/RN POR PARTE DE LAMPIÃO E SEU BANDO, OCORRIDA NO DIA 13 DE JUNHO DE 1927.

Se o cangaceiro já era tido como santo por fiéis que fazem promessas em seu nome e visitam seu túmulo em busca de milagres, agora já podemos colocar sua imagem em um andor e fazer a "procissão do Jararaca".

A história diz e apresenta provas de que Jararaca II é culpado e eu tenho certeza que o Juri o absolveu dos crimes praticados por 6x1 por pura comoção e sentimentalismo.

Respeito a decisão embora não concorde com ela. Me perdoe os envolvidos nesse processo.

Leiam através do link abaixo a matéria completa sobre o assunto.

http://mossorohoje.com.br/noticias/17473/jararaca-e-absolvido-por-6-a-1-pelo-juri-popular-apos-julgamento-memoravel.htm

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

Fonte: facebook

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?multi_permalinks=1594078777271901%2C1594047100608402%2C1593746453971800%2C1592966854049760&notif_t=group_activity&notif_id=1496968112124527

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