Por José Mendes Pereira
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quinta-feira, 22 de julho de 2021
NAUTÍLIA É IRMÃ DE JARDA PEREIRA
LAMPIÃO FALOU:
Por José Mendes Pereira
“[…] Não vivo a vida do cangaço por maldade minha. É pela maldade dos outros. Dos homens que não têm a coragem de lutar corpo a corpo como eu, e vão matando a gente na sombra, nas tocaias covardes. Tenho que vingar a morte dos meus pais. Era menino quando os mataram. Bebi o sangue que jorrava da pele de minha mãe, e beijando-lhe a boca fria e morta, jurei vingá-la. É por isso, que de rifle às costas, cruzando as estradas do sertão, deixo um rastro sangrento à procura dos assassinos de meus pais. É por isso que eu sou cangaceiro. Não sei quando hei de deixar os horrores desta vida, onde o maior encanto, a maior beleza seria extinguir a maldade daqueles que roubaram a vida de minha mãe e de meu pai e de minhas irmãs. […]”
(Lampião).
Virgolino Ferreira da Silva o Lampião disse que era menino quando mataram os seus pais, mas quando eles faleceram, ele já estava com 22 anos.
Quando se fala "menino", já aparece uma porção de pessoas para o proteger, e creio que ele disse que na época da morte dos seus pais ainda era menino, justamente para que todos tivessem piedade dele e ficassem do seu lado. Mas na verdade, só o seu pai José Ferreira da Silva (Santos) foi assassinado.
Sua Mãe Maria Sulena da Purificação (Lopes) faleceu (de infarto) devido o problema da família com seu vizinho Zé Saturnino, ou o problema de Zé Saturnino com a família, e também, devido a falta de consideração do fazendeiro com o seu esposo. Ela não resistindo as brigas, ficou decepcionada e veio a óbito.
Em ele dizer que mataram os seus pais, que somente o Zé Ferreira foi assassinado, acho que ele acusou também a morte da mãe para ganhar proteção por todos os nordestinos.
Lampião estava mais do que certo. Querer vingar a morte dos pais, mesmo que tenha sido apenas assassinado o Zé Ferreira, suas lamentações, qualquer um de nós faria a mesma coisa.
Quando ele fala que roubaram também a vida das suas irmãs, acho que ele se refere à falta de tranquilidade que antes elas tinham, permanência em um só lugar, do que a família viver com os cacarecos na cabeça, hoje aqui, amanhã ali, e assim, vivia a família de Lampião.
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quarta-feira, 21 de julho de 2021
O CANGACEIRO CHICO PEREIRA FOI ASSASSINADO EM TERRAS DO RIO GRANDE DO NORTE
Por José Mendes Pereira
O cangaceiro Chico Pereira que era paraibano, filho de dona Maria Egilda e do coronel João Pereira, tendo este sido assassinado por um senhor chamado Zé Dias. Chico Pereira perseguiu o assassino do seu pai, levou aos pés das autoridades, e dias depois, o criminoso estava solto. Chico Pereiravingou a morte do pai e sem muito pensar, tornou-se cangaceiro.
Chico Pereira comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia", de Virgolino Ferreira da Silva o rei do cangaço Lampião.
Chico Pereira passou seis anos nessa vida, até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Estado do Rio Grande do Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de agosto de 1928, uma morte que os dias de hoje não foi esclarecida o motivo da tamanha covardia.
Alguns afirmam que foi queima de arquivo e outros dizem que foi por covardia mesmo, feita com o cangaceiro.
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FALECIMENTO DE JARDA...
Por José Mendes Pereira
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JARDA, A ESPOSA MENINA
“Esconde essa aliança e casa com outro. Chico já morreu”. Era o que Jardelina Nóbrega ouvia das pessoas aconselhando-a a desistir de se casar com Chico Pereira, que virou cangaceiro. Jarda, como era chamada começou a namorar com Chico aos 12 anos, noivou aos 13, casou aos 14 e ficou viúva aos 17 anos de idade, com três filhos pequenos. O caçula tinha apenas seis meses.
Sua vida daria um filme, como já tentaram fazer. Tudo começou em 1920, na localidade de São Gonçalo, Sertão da Paraíba, quando Jarda conheceu Chico, então com 20 anos, um pacato comerciante de cal. Filho do coronel João Pereira, pessoa bem relacionada na redondeza. De repente, o coronel viu-se envolvido numa briga na sua mercearia. E nela, foi morto o coronel. Uma morte encomendada por questões políticas. Agonizante, João Pereira pediu aos filhos que não queria vingança como ditava o código de honra da época.
Chico, o filho mais velho conseguiu prender Zé Dias, que matou seu pai e o entregou à polícia achando que assim a justiça seria feita. Mas na semana seguinte, Zé Dias estava solto, para revolta de todos. Chico era insuflado pelo povo a vingar-se e ao mesmo tempo não queria revidar, mas percebia a má vontade da polícia em prender Zé Dias. Tinha receio de ser chamado de frouxo.
Então, o jeito foi fazer justiça com as próprias mãos, como fez Virgolino. A cidade de Souza perdeu a tranquilidade e a briga entre famílias Pereira e Dias ganhava corpo. Chico vingou a morte do pai e tornou-se cangaceiro. Formou um bando e sua vida mudou totalmente e a de sua noiva também. Passou a ser foragido da polícia.
Entretanto, sua preocupação maior era Jarda, sua noiva adolescente. Após uma longa conversa com ela, alertou para o tipo de vida que levava e, se ela quisesse desistir do casamento prometido, ele iria entender. “É com você que quero me casar” , foi a resposta. E como seria esse casamento?
Conseguiram celebrar por meio de procuração, na manhã de 26 de maio de 1925, na igreja de Pombal. Jarda continuou morando com a família e os encontros com o marido eram escondidos. Nasceu o primeiro filho, Raimundo. Depois vieram Dagmar e Francisco. Houve uma menina, mas morreu prematura. Jarda teve uma vida marcada por mortes trágicas: pai, sogro, cunhado e marido.
Chico Pereira comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros de Lampião. Passou seis anos nessa vida até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Rio Grande do Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de agosto de 1928. Uma morte até hoje não esclarecida.
Jarda, com três filhos pequenos, pensava o que seria dela. E dos filhos? Futuros cangaceiros? Como iria educar os meninos com salário de professora rural? A solução foi deixar cada um com um parente. Periodicamente viajava a cavalo para ver os filhos. Uma vida sacrificada. Os três irmãos só se encontraram bem mais tarde.
Certo dia, recebeu um bilhete anônimo por meio de um cavaleiro desconhecido montado num cavalo branco, quando estava pensativa no alpendre da casa. O bilhete dizia:” Se queres ser feliz, perdoa seus inimigos”. Uma cena quase irreal. E Jarda tinha muito a quem perdoar. Decidiu queimar todas as cartas, livros de cordel, jornais, tudo que falava de Chico Pereira. Estava queimando seu passado para salvar o futuro dos filhos, escreveu Francisco no seu livro “Vingança, não”.
Os anos foram passando e a primeira alegria veio com Raimundo que se formou em engenharia civil no Recife. Depois, foi a vez de Dagmar, que se tornou frade franciscano com o nome de frei Albano. Surpresa maior veio com Francisco, ordenado padre em Roma, onde estudou. Com ele, a alegria de Jarda foi maior, pois assistiu sua ordenação, recebeu bênção especial do papa e a comunhão pelo próprio filho na sua primeira missa. Jarda encontrou a felicidade através do perdão.
Dos três filhos, apenas frei Albano está vivo, no Convento de São Francisco, em Salvador, Bahia. Jarda ficou viúva para sempre e morreu em João Pessoa onde morava e o filho Francisco também.
Jarda foi uma Maria Bonita.
NOTA – Conheci e convivi com dona Jarda desde menina até a idade adulta, na minha casa e na da minha irmã mais velha, Wanice, casada com Raimundo com que ela morou durante muito tempo. Dona Jarda, muito alva, cabelos castanhos, bonita e vaidosa que me pedia para comprar batons de cores claras. Falava baixinho, gostava de conversar e contava com naturalidade sua vida com Chico Pereira. Demonstrava serenidade e nem parecia ter um passado sofredor. Os filhos diziam que ninguém conseguiu ver Jarda chorar. Gostava dela.
https://www.mulheresdocangaco.com.br/project/jarda-a-esposa-menina-2/
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O CANGAÇO NA PARAÍBA
Por Professor Josias
A sociedade é constituída pelos homens e para os homens. Todos devem participar de seus benefícios e de seus encargos: é o princípio da igualdade perante a lei. E é por desrespeito à lei, ligado aos problemas sociais, que surgem os maiores conflitos. A história registra em passado não muito distante a atuação de milhares de bandoleiros nos sertões do Nordeste. Poucos, entretanto, chegaram a ser famosos. O Nordeste viveu longos anos de agitação, pelas lutas sangrentas entre soldados (chamados de macacos) e cangaceiros.
Ao contrário do que teve muitos cangaceiros, sobressaindo-se apenas dois: Chico Pereira e Osório Olímpio de Queiroga, coincidentemente nascidos na região de Pombal. Como ninguém nasce cangaceiro, os dois entraram no cangaço para vingar a morte dos seus pais. O primeiro foi assassinado pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, no município de Acari. E o segundo, absorvido na comarca de Pombal, ingressou na PM da Paraíba, tornando-se um oficial respeitado, sensato e equilibrado, reformando-se no posto de coronel.
Ao contrário do que muitos pensam, Manoel Batista de Morais, o Antônio Silvino, não era paraibano. Nasceu em Afogados de Ingazeiras, em Pernambuco. Viveu muitos anos na Paraíba, morrendo aos 69 anos na cidade de Campina Grande, no dia 9 de outubro de 1944, ainda certo do grande trabalho prestado à comunidade sertaneja, pois ainda ninguém conseguia convencê-lo ao contrário, como afirma o jornalista e escritor Barroso Pontes, autor de quatro livros que tratam do cangaceirismo no Nordeste.
No verão 1914, Antônio Silvino invadiu a cidade de Mogeiro, na Paraíba. A cerca assolava terrível e levas de flagelados exibiam a sua miséria pelas estradas ressequidas. Silvino, ao apossar-se da cidade, não cometeu nenhuma violência contra pessoas físicas, mais apoderou-se dos gêneros alimentícios estocados no a depois seria preso, quando ferido em combate com a força do então major Teófanes Torres (da Polícia Militar de Pernambuco) numa fazenda do distrito de Frei Miguelino, município de Vertentes onde costumava se acoitar . De fatos como aquele, acontecido na cidade de Mogeiro recheia a história de Antônio Silvino e a sua fama ainda hoje corre pelo mundo.
Antônio Silvino, Jesuíno Alves de Melo Calado, vulgo Jesuíno Brilhante e Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, que tiveram atuação na Paraíba, embora este último “não tenha levado boa vida”, em virtude da perseguição do comando militar chefiado pelo coronel Manoel Benício da Silva.
O escritor Barroso Pontes, por sua vez, informou, que Antônio Silvino foi posto em liberdade no dia 20 de fevereiro de 1937, tendo logo em seguida telegrafado ao ministro José Américo de Almeida: Solicito de Vossa Excelência um emprego federal pelos relevantes serviços que prestei ao Nordeste”.
Não se sabe se o emprego foi dado, embora alguns contivessem que sim.
A história registra que o privilégio do combate ao cangaço coube ao presidente João Pessoa. Se não conseguiu a extinção, é o responsável maior pelo início do combate, feito numa época “em que a transição política impunha novos métodos, sem menosprezar a ação dos autênticos líderes interioranos implantando costumes tanto compatíveis ao tempo, como inaceitável aos nossos dias.
É ponto pacífico que o mais temido bando de cangaceiros era o de Lampião, com atuação nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Sergipe e Bahia. Foi também o de maior duração, com vinte anos consecutivos de atuação. O segundo, com 16 anos, foi o de Antônio Silvino. Conta a história que Antônio Silvino tinha uma formação diferente de Virgulino Ferreira da Silva. Ao passar por uma localidade e observando irregularidades,por culpa de administradores,chamavam os responsáveis e mandava corrigi-las.
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi tragicamente morto no dia 27 de julho de 1938, acredita-se, ainda hoje, que o coiteiro Pedro Cândido, que o traiu tenha se vendido a polícia. Pedro Cândido teria sido encarregado de introduzir, com o auxílio de uma agulha de injeção, um veneno letal nas garrafas de vinho destinadas a Lampião e seu bando. O trabalho foi feito com arte e não provocou nenhum dano as rolhas de cortiça dos vasilhames.
Jesuíno Brilhante, o primeiro dos três, foi tido e havido como o cangaceiro gentil-homem e bandoleiro romântico, morreu em 1879, no lugar Santo Antônio, entre Caraúbas e Campo Grande, no mesmo Estado onde nasceu.
Jesuíno foi o maior cangaceiro do século XIX, como afirmou o historiador cearense Gustavo Barroso, em seu livro Heróis e Bandidos. Era de família abastada, conservando-se fiel às tradições sertanejas, respeitando o alheio, acatando a honra das donzelas, primando pelo comprimento da palavra empenhada, sendo por isso considerado homem de caráter e sempre exaltado pelas populações sertanejas do seu tempo. As vezes que cometeu assaltos, fê-los no sentido de ajudar alguém, já que dedicava à melhor atenção a pobreza, tudo fazendo para prestar seu apoio aos necessitados.
Em relação a Jesuíno Brilhante, sabe-se ainda que invadisse, de madrugada, a cadeia pública de pombal, liberando seu irmão e os demais presos.
O imortal paraibano Assis Chateaubriand definia o fenômeno cangaceirismo como sinônimo de virilidade e coragem pessoal, pioneirismo, inovações, impetuosidades e decisões agressivas
Dizem que cangaceiros autênticos, reais, o Nordeste só conheceu três: Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino e Virgulino Ferreira, o Lampião.
CANGACEIROS DA PARAÍBA
Para destacar os principais, que entraram no cangaço, não por vocação, mas por obrigação, que a própria época exigia, destacam-se Francisco Pereira e Osório Francisco Ferreira, ainda jovem, de família conceituada, por força do destino entrou no cangaço, para vingar a morte do pai, barbaramente assassinado. Seu pai era um homem pacato, fazendeiro honrado, que antes de morrer pronunciou as seguintes palavras: “Vingança não”.
Disse diante desse pronunciamento, à família, especialmente os filhos, ficaram num dilema, porque era determinação da própria sociedade, da época, a vingança. Mas resolveram atender o pai. O filho, Chico Pereira, procurou a Polícia, registrou a queixa e insistiu com o delegado para que fosse feita a prisão do assassino do pai, tendo a autoridade policial afirmado: “Chico, a gente solta uma vaca e para achá-la, não é facil, imagine um criminoso perigoso, como este que matou teu pai”. Chico Pereira, desejando dar satisfação à família, pediu uma autorização ao delegado, por escrito. Logo depois encontrou o criminoso, dormindo. Com rara dignidade, mandou que o sujeito acordasse e o levou preso, para a Polícia. Volta para casa e a família ficou satisfeita com o episódio da prisão. Um dia depois o criminoso se encontrava em liberdade. Chico compreendeu que não havia justiça. Chico compreendeu que não havia justiça e se viu na contingência de fazê-la com as próprias mãos.
Na mesma região de Pombal, registrou-se outro caso, Osório um garoto de poucos meses de nascido, encontrava-se numa rede quando o pai chegou baleado, quando afirmou: “Este gatinho que está na rede vai vingar minha morte”. À medida que ia crescendo, Osório ouvia de outro: a determinação do pai. Ao completar 18 anos, recorreu a justiça da época, o rifle, e matou o assassino do pai e outros que cruzaram seu caminho. Osório Olímpio de Queiroga foi realmente um cangaceiro respeitado. Depois conseguiu absolvição, na comarca de Pombal, e ingressou na Polícia Militar da Paraíba, chegando a coronel e se conduzindo sempre como um militar digno e correto. O mesmo chegou a ser prefeito de Catolé do Rocha.
O problema do cangaceirismo e coronelismo vêm segundo consta, da Guerra Brasil-Paraguai, quando foi fortalecida a guarda nacional e, entre as pessoas recrutadas, eram dadas patentes.
Nos séculos passados, no entanto, a Paraíba teve inúmeros grupos de bandidos, que invadiam as cidades, saqueavam o comércio e matavam. As causas principais eram a seca e a fome. No ano de 1887, registraram-se invasões e violências. A polícia nada podia fazer para garantir a vida do cidadão e da propriedade alheias, sempre ameaçadas pelos bandidos. Os jornais da época denunciavam a insegurança nos sertões, sem que qualquer providência tivesse sido adotada para coibir o abuso.
José Américo de Almeida, no Livro A Paraíba e seus problemas, relacionaram inúmeros grupos de bandidos que agiam impunemente no sertão. O grupo de Jesuíno Brilhante, com atuação no século passado, foi um exemplo. Ele residiu, por alguns anos, na localidade Boa Vista, próxima a Pombal, sem qualquer diligencia da polícia para capturá-lo. Foi dessa maneira que a miséria juntou-se ao terror. Fazendeiros abastados, que poderiam resistir à crise, durante alguns meses, emigraram sem demora, temerosos de assaltos.
Em maio do mesmo ano, a cadeia de Campina Grande foi arrombada e muitos indivíduos implicados ao movimento dos quebra-quilos fugiram. Dentro de mais algumas semanas, outros presidiários fugiram, entre os quais o famigerado Alexandre de Viveiros, chefe do levante de 1874. Ainda foi arrombada a cadeia de Mamanguape e, ao mesmo tempo muitos sentenciados caíram fora.
José Américo de Almeida conta, também, que, desta maneira, iam-se tornando mais terríveis as correrias com a aquisição de novos profissionais do crime da Paraíba e do Ceará. Ressalte-se a fraqueza das autoridades que permitiam que fossem engrossando os grupos, como o do Calangro, evadido da cadeia do Crato e cabeça dos 60 assalariados de Inocêncio Vermelho: o de Sebastião Pelado, inimigo dos primeiros: e dos irmãos Viriatos, formado de mais de 40 bandidos: e dos Mateus, entre outros. Um desses bandos assaltou duas propriedades em Alagoa Grande.
O senhor Gustavo Barroso, por exemplo, retrata o comportamento de Viriato, um dos principais cangaceiros da época: “O Viriato foi um dos cangaceiros mais célebres, mais rasteiros e mais tortuosos do Cariri. Era um miserável estabanado nos atos, com uma infinidade de predisposições redutíveis ao roubo, ao estupro e ao assassinato. Inventava torturas para as vítimas. Gostava mais de matar às facadas do que de fuzilar, dizia que era “mais barato”. Esse bandido obrigou um fazendeiro de São João do Cariri a casar-se com a irmã de seu compassa Veríssimo.
Foi assassinado, de emboscada, no lugar Riachão, o Dr. Vicente Ribeiro de Oliveira, quando voltava da Bahia para reassumir o Juizado de Direito da Comarca de Piancó. Esse crime foi atribuído aos cangaceiros.
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A MORTE DA CANGACEIRA ENEDINA | O CANGAÇO NA LITERATURA | #223
Por O Cangaço na Literatura
Texto sobre Márcia https://www.facebook.com/570852839/po...
Quer saber um pouco mais sobre Zé de Julião e Enedina? Assista nosso programa.
Narrado por Robério Santos
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CONHEÇA A HISTÓRIA DE ENEDINA MARQUES, A PRIMEIRA ENGENHEIRA NEGRA DO BRASIL
Por Vitor Paiva
Apesar dos importantes avanços conquistados por políticas como as cotas, ainda hoje a presença negra em absoluta minoria dentro das universidades se afirma como um dos mais graves sintomas do racismo no Brasil. Em 1940, em um país que havia abolido a escravidão 52 anos antes somente e que havia permitido, por exemplo, o voto feminino apenas 8 anos antes, em 1932, a hipótese de uma mulher negra se formar engenheira por uma universidade brasileira era pratica e tristemente um delírio. Pois foi esse delírio que a paranaense Enedina Alves Marques tornou realidade e exemplo em 1940 ao ingressar na Faculdade de Engenharia e se formar, em 1945, como a primeira mulher engenheira do Paraná, e a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil.
No ano seguinte à sua formação, Enedina passou a trabalhar como auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas e, em seguida, foi transferida para o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná. Trabalhou no desenvolvimento do Plano Hidrelétrico do Paraná em diversos rios do estado, com destaque para o projeto da Usina Capivari-Cachoeira. Reza a lenda que Enedina costumava trabalhar com uma arma na cintura e, para reconquistar o respeito dos homens ao seu redor em um canteiro de obras, ela eventualmente disparava tiros para o alto.
Depois de uma carreira sólida, viajou pelo mundo para conhecer culturas, e se aposentou em 1962 reconhecida como uma grande engenheira. Enedina Alves Marques faleceu em 1981, aos 68 anos, deixando não somente um importante legado para a engenharia brasileira, como para a cultura negra e a luta por um país mais justo, igualitário e menos racista.
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Enedina Alves Marques nasceu no dia 13 de janeiro de 1913, em Curitiba (PR). Filha de Paulo Marques e Virgília Alves Marques, e ambos trabalhavam na agricultura e em lavagem de roupas.
Na década de 1920, dona Duca, como como era chamada a mãe de Enedina foi contratada para trabalhar como empregada doméstica na casa de um major Domingos Nascimento Sobrinho.
Sem ter com quem deixar Enedina para trabalhar, dona Duca levava a filha com ela para a casa do patrão que era o major Domingos tinha uma filha chamada Isabel, e ambas tinham a mesma idade.
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A TOCAIA FATAL DE LAMPIÃO E O ASSASSINATO DE CÂNDIDO FERRAZ.
Por Geraldo Júnior
A tocaia de Lampião que culminou na morte do Nazareno Cândido de Souza Ferraz. Fato ocorrido na Fazenda Ingazeira (Serra Talhada - Pernambuco) em julho de 1926.
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LAMPIÃO ALMOÇA A CABRA DE LUIZ DE CAZUZA
Nas Pegadas da História
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ROLANDO BOLDRIN SINTO VERGONHA DE MIM - SR BRASIL 18/08/2011
Por Rolando Boldrin
Do acervo do Kydelmir Dantas
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A EXTINTA EDITORA COMERCIAL S/A, TALVEZ, AINDA GUARDA ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS DO SEU PASSADO, DA RÁDIO DIFUSORA DE MOSSORÓ E DOS CINEMAS CINE CAIÇARA, CINE JANDAIA E CINE MIRAMAR DE AREIA BRANCA.
Por José Mendes Pereira
Meu amigo professor, poeta, escritor, pesquisador do cangaço, de Luiz Gonzaga e do Trio Mossoró Kydelmir Dantas de Oliveira, há alguns anos você me pedia nomes de cantores que teriam passados pelo cine Caiçara de Mossoró, e eu enviei alguns da minha lembrança, incluindo Renato e seus Blue Caps, Coronel Ludugero, Orquestra Casino de Sevilla e outros.
Eu havia lhe prometido fazer apanhado com o radialista coronel Pereira, mas ele me falava que iria fazer um levantamento da sua lembrança. Não o fiz exigência, porque ele vinha com problemas de saúde. e infelizmente o coronel Pereira faleceu, pois era quem mais sabia sobre cantores que fizeram shows no cine Caiçara de Mossoró.
Este último grupo de cantores, falo sobre o pseudônimo que ganhou o locutor José Maria Neto (Madrid), que apresentou o grupo "Casino de Sevilla da Espanha" ao público que lotava o palco do Cine Caiçara, e no grupo, existe ou existia (não tenho certeza da sua permanência aqui na terra), um jovem com o nome de José Maria Madrid. - Leia um pouco sobre a sua morte clicando no link abaixo. Escrevi em 2 de novembro de 215. - http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2015/11/morte-do-radialista-jose-maria-madrid-e.html
terça-feira, 20 de julho de 2021
DOCUMENTO!
Por Giovane Gomes
A Ascendência do Coronel Manoel de Souza Neto, conhecido como Mané Neto ou Mané Fumaça, acunha dada pelo o cangaceiro Lampião. Em minhas mãos documentos das vendas das terras do bisavô de Manoel Neto, assassinado na Questão do Sabiuca.
O documento é datado de 17 de Novembro de 1888.
Acervo: Giovane Gomes
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PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.
Por José Mendes Pereira
NOVO LIVRO NA PRAÇA SOBRE CANGAÇO
Por José Mendes Pereira

VEJA OS ATORES DE CHAVES QUE JÁ MORRERAM
Por Alexandre Guglielmelli
O programa mexicano Chaves marcou a infância e adolescência de muita gente! A comédia foi exibida por décadas pelo SBT, chegando a ganhar bonecos, um programa de animação e vários outros produtos licenciados.
Em 2020, Chaves deixou de ser exibido pela emissora de Sílvio Santos e pelo Multishow. Segundo o SBT, o programa infantil teve que deixar a grade de programação por questões envolvendo direitos autorais pendentes.
Como as gravações e exibição original de Chaves ocorreram entre os anos 70 e 80, muitos membros do elenco já faleceram – mas continuam vivos na mente de inúmeros fãs no mundo inteiro.
Confira abaixo os grandes nomes do elenco de Chaves que já nos deixaram!

Roberto Gómez Bolaños – Chaves
Roberto Gómez Bolaños ficou conhecido mundialmente como Chespirito, nome artístico que significa “Pequeno Shakespeare”. O ator e comediante, além de interpretar Chaves e Chapolim, foi responsável pela direção, roteiro e produção das séries, sendo considerado até hoje um dos humoristas mais influentes da América Latina.
Bolaños faleceu em 28 de novembro de 2014, após sofrer um ataque cardíaco como complicação da doença de Parkinson. O eterno Chavinho tinha 85 anos.

Ramón Valdés – Seu Madruga
Ramón Valdés é reconhecido até hoje como um dos maiores comediantes da história do México. O intérprete de Seu Madruga – Don Ramón no original – nasceu em um bairro humilde da Cidade do México e começou sua carreira artística ainda nos anos 50.
Valdés se despediu de seu personagem mais icônico em 1981, ano em que gravou seu último episódio em Chaves. O astro morreu em agosto de 1988 devido a um câncer no estômago, aos 64 anos.

Rubén Aguirre – Professor Girafales
Rubén Aguirre é conhecido no mundo todo como o Professor Girafales de Chaves. Além de atuar na comédia e em O Chapolin Colorado, Aguirre contou com uma prolífica carreira como ator, produtor, comediante, roteirista e diretor na TV mexicana.
Aguirre faleceu em 17 de junho de 2016, por complicações de uma pneumonia. O ator se despediu da família em sua casa em Puerto Vallarta, morrendo 2 dias após seu aniversário de 82 anos.

Angelines Fernández – Dona Clotilde
Antes de interpretar a Dona Clotilde em Chaves, Angelines Fernández foi considerada uma das atrizes mais belas da Espanha. A estrela emigrou do país europeu para Cuba após se envolver na luta contra a ditadura de Francisco Franco. Depois, a eterna Bruxa do 71 se mudou para o México e começou a atuar em produções de sucesso da TV do país.
Fernández morreu em março de 1994, aos 71 anos. A causa da morte foi um câncer relacionado às décadas de fumo constante. A atriz está enterrada no mesmo cemitério que Ramón Valdés, o Seu Madruga.

Horácio Gómez Bolaños – Godinez
Conhecido por interpretar o avoado Godinez em Chaves, Horácio Gómez Bolaños era o irmão mais novo de Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito. Embora tenha atuado como Godinez em diversas produções do irmão, Horácio preferia lidar com os aspectos logísticos dos projetos.
O ator e produtor morreu em 21 de novembro de 1999, após sofrer um ataque cardíaco durante as gravações de uma homenagem a Chespirito na Televisa.

Raúl Padilla – Jaiminho
Raúl Padilla passou a integrar o elenco principal de Chaves em 1979, após a saída inicial de Ramón Valdés. O ator ganhou o coração de fãs no mundo inteiro como o atrapalhado e preguiçoso carteiro Jaiminho, conhecido por seu bordão “quis evitar a fadiga”.
Padilla morreu em fevereiro de 1994 aos 75 anos, após sofrer um ataque cardíaco. Raul Padilla Jr, o filho do ator, também trabalhou com Chespirito e faleceu em 2013.






























