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quinta-feira, 28 de abril de 2022

SALTO ALTO É SÓ SALTO ALTO

Por Tomislav R. Femenick - Jornalista

Minha primeira viagem de avião foi em 1946. Eu e minha mãe fizemos uma viagem fantástica. De madrugada, tomamos um voo da Cruzeiro do Sul no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com escala em Vitória, Ilhéus, Salvador, Aracajú, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e, finalmente, Mossoró, nosso destino final. Tudo era novidade. No Rio eu estudava interno no Instituto Guararapes, em Lins de Vasconcelos, então quase zona rural da antiga capital federal. O que me fascinou foi um fato inusitado para mim: todos os passageiros homens usavam ternos brancos, gravatas e sapatos pretos. Parecia uma farda.

Como minha mãe tinha enviuvado recentemente, em Mossoró fomos morar na casa de meus avôs, o coronel José Rodrigues e Dona Mariquinha. Solteiros lá moravam, também, os meus tios Mota Lima e José Vicente. Todas as noites eu os via vestir seus ternos brancos, de linho irlandês S120, calças suas meias Lupo e seus sapatos Fox pretos, para fazer o footing na Praça Vigário Antonio Joaquim.

As mulheres usavam mais variedade. Seus vestidos iam da saia e blusa, tradicionais, aos tubinhos franceses e melindrosas “made in USA”, porém adaptados; menos apertados e com saias abaixo do joelho. Já os sapatos femininos eram um caso à parte. Sandálias, só em casa e em convívio amigo. Fora disso, sapatos de salto alto, por mais incômodos que fossem O importante era seguir o império da moda.

Em determinado instante, tudo mudou: os hippies impuseram as calças jeans (depois os estilistas e a indústria delas se apropriaram), as camisetas e os tênis viraram peças unísseis. E os ternos brancos? “Morreram de morte morrida”.

Daquela época, somente os saltos altos sobreviveram. As mulheres continuam fiéis a esse instrumento de tortura. Porém o mais bizarro é que nós, os homens, também os usamos. Aliás, para quem não sabe, eles foram inventados no século XVI para uso masculino, para os soldados de exércitos asiáticos. Chegaram e se instalaram na realeza europeia. Basta ver os retratos dos reis franceses pintados por pintores famosos.

Mais recentemente, na segunda metade do século passado, houve uma verdadeira febre em busca de botas com salto carrapeta, principalmente as fabricadas pela Motinha, uma indústria paulista, que apresentava um pequeno salto externo e mais uma espécie de plataforma interna, escondida no calçado. Nos bailes do América era só o que se via, era uma febre, parece que contagiosa.

Já falei neste espaço sobre a minha insônia, em média somente conseguia dormir três horas. Hoje durmo um pouco mais. Lá na minha Mossoró eu tinha um colega da mesma irregularidade. O meu amigo Rafael Negreiros também dormia pouco e, como morávamos bem perto, usávamos essas horas para conversarmos. Certa noite começamos a falar de um fato que dominava as conversas da cidade: um amigo comum que havia sido nomeado para um importante cargo na Prefeitura, só recebia os subordinados e munícipes com hora marcado e exigia ser tratado por DOUTOR. O diagnóstico de Rafael foi preciso: “subiu nos saltos altos”.

De lá para cá sempre que me deparo com alguma arrogância, uma suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, classifico tudo como o que realmente é: prepotência, desprezo aos outros, orgulho ostensivo, altivez besta.

Tribuna do Norte. Natal, 27 abr. 2022

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COMPRANDO PELES

Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.692

Sentindo dificuldades para arranjar um encosto de lona para uma cadeira de balanço, lembrávamos que o usuário dos anos 60 utilizava pele de animal selvagem. Eram comprados com certa facilidade, a pele de onça, raposa e gato-do-mato, também chamado jaguatirica. Não havia ainda a proibição dessa matança por aí, embora nos anos 60 não se falasse mais na existência de onça, quando muito, uma onça de bode, onça parda ou suçuarana, mas já muito distante do nosso Médio Sertão. Os caminhoneiros traziam a pele de onça de outros estados, devido às encomendas. Todo o sertão vendia os produtos. Em Santana do Ipanema mesmo, havia um armazém de couros e peles onde atualmente é a Casa Lira. Pertencia ao cidadão ausente Jacó Nobre e, o homem rouco Antônio Baixinho, tomava conta.

Havia (ainda há) também um armazém de venda de couros e peles, construído no final da Rua Barão do Rio Branco. Sendo o último da rua, às margens do Ipanema, está sempre ameaçado por ele em épocas de cheias. Foi edificado pelo saudoso Firmino Falcão Filho (o seu Nouzinho) comerciante e fazendeiro que também foi prefeito do município. Geralmente esse tipo de armazém fedia pra danar, embora os que neles trabalhavam já estavam de narinas viciadas. O preço do couro ou pele, nunca procuramos saber, mas bastava encomendar e tinha o produto.  As leis foram chegando e endurecendo à atividade que ou ficavam apenas na venda de couro de animais domésticos ou vendia o prédio.

Essa atividade enricou a muita gente, inclusive ao coronel Delmiro Gouveia. Virgulino Ferreira, antes de ser o Lampião, já transportou couros e peles para Gouveia. Nunca, porém, fizemos pesquisas a respeito da rentabilidade em Santana do Ipanema. A curtição do couro na terra de Santa Ana acontecia nos curtumes do Bebedouro/Maniçoba no poço do Escondidinho. Muita gente trabalhava nessa atividade que abastecia as fabriquetas de calçados da região. E voltando ao couro curtido silvestre, o último que vi recostado em cadeira de balanço foi na casa do ex-vereador Cleto Duarte e dava-me impressão que fosse de raposa escura. Quanto a sua durabilidade, morre o usuário e fica o couro por gerações e gerações.

ARMAZÉM ANTIGO DE COUROS E PELES, O ÚLTIMO DA RUA BARÃO DO RIO BRANCO, EM 2013. (FOTO: B.CHAGAS/LIVRO 230)

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quarta-feira, 27 de abril de 2022

LIVRO

   Por José Mendes Pereira

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


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Ou com o autor através deste:


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LIVRO

      Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com
Ou dê um pulinho lá em Cajazeiras:

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LIVRO

     

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BEBEDOURO MANIÇOBA

 Clerisvaldo B. Chagas, 27 de abril de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.691

Situadas a cerca de 2, 3, km do Centro de Santana do Ipanema, essas duas localidades, rio abaixo, fazem parte das primeiras formações do município. No geral são duas ruas compridas e contínuas que sempre sofreram de isolamento. Somente no governo Paulo Ferreira, essas comunidades começaram ter alguma chance de progresso. Tudo muito devagar, água, luz, calçamento e os combates constantes da saudosa líder comunitária Dona Joaninha. Vale salientar, que o time Ipanema Atlético Club passou uns tempos jogando por ali enquanto fazia qualquer coisa no seu Estádio próprio. Ultimamente essa região ganhou acesso asfáltico enchendo de esperanças os seus moradores. Bebedouro, porque era a região onde o gado bebia. Maniçoba, porque ali proliferava a maniçoba, planta que também produz uma espécie de borracha.

Antigamente, anos 60-70, as duas ruas também se comunicavam com a BR-316, através de um corredor de aveloz indo sair por trás da UNEAL. Uma pequena ladeira saindo das ruas, pega uma chã muito boa que chega até a BR. Pois bem, Bebedouro e Maniçoba, propriamente ditos, já deram o que podiam nessas partes baixas. O progresso estar chegando fortemente na chã onde antes era o corredor de aveloz que virou estrada e encontra-se lotado de habitações e mais: UNEAL, Batalhão de Polícia, Escola Modelo, conjuntos residenciais, repartições públicas e agora o Complexo Nutricional Dr. Isnaldo Bulhões Barros, dão uma dinâmica forte naquela saída/entrada de Santana do Ipanema. É bom saber que essa região da chã também fazia e faz parte do Bebedouro/Maniçoba.

As duas ruas de baixo, estão localizadas às margens do Ipanema onde encontramos o poço do Escondidinho. Um pouco rio abaixo encontra-se a estreita foz do riacho do Bode. Como não se houve falar em sangramento do açude, o trecho do riacho após o paredão até o Ipanema, só serve praticamente para levar as enxurradas das águas pluviais e servir de avenidas a Calangos e preás espertos. O primeiro documento sobre Santana do Ipanema, fala da Maniçoba, de venda de terras e gado, cujo vendedor deixou a Maniçoba e foi morar em Olho d’Água da Cruz, antigo Poço das Trincheiras. Assim é nossa terra. Assim é o progresso.

COMPLEXO NUTRICIONAL DR. ISNALDO BULHÕES BARROS (FOTO: FELIPE VIEIRA/AGÊNCIA ALAGOAS).


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CANGAÇO: O SUPLÍCIO DE PEDRO BATATINHA

 Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=t4tnY3g3vLE

No ano de 1930, durante sua segunda passagem pelo município de Nossa Senhora das Dores no estado de Sergipe, Lampião e seu bando praticaram várias atrocidades, entre elas a castração do pobre Pedro Batatinha, que teve a infelicidade de encontrar-se com o bando quando vinha da localidade conhecida como... Referências: ."PEDRO BATATINHA - NOSSA SENHORA DAS DORES-SE", por José Lima Santana .Blog José Mendes Pereira Potiguar Fotos: .Antônio Amaury C. de Araújo .Internet .Blog Lampião Aceso Imagens da Vinheta: Benjamin Abrahão C. Botto

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AOS DEFENSORES DA VERDADE HISTÓRICA

 

Venho a público agradecer a todos quantos assinaram o manifesto que tem por título "AO HONRADO POVO DA A BAHIA".

O referido documento, assinado por estudiosos do Cangaço das mais diversas profissões e estados, teve por objetivo protestar contra o projeto de lei que daria o nome de Corisco e Dadá à praça a ser instalada no município de Barra do Mendes, estado da Bahia.

Em seu bojo, o manifesto  demonstrou que tal homenagem seria um acinte aos sertanejos trabalhadores e honestos do município, uma vez que os homenageados foram bandidos notórios que ficaram famosos pelas práticas de crimes monstruosos e sádicos cometidos na época do Cangaço Lampião (1916-1938) que cobriram as paisagens das caatingas profundas com um rastro de sangue, luto, miséria e desgraça.

Desta forma, nossa intenção, com o manifesto, foi reavivar a memória do povo baiano, nordestino e em especial de Barra do Mendes, destacando que prestar homenagem a quem provadamente viveu e enriqueceu roubando, extorquindo, sequestrando e tocando o terror por meio de assassinatos, estupros, esquartejamentos, destruição de pequenas propriedades, torturas, perfuração de olhos, arrancamento de línguas, marcação por ferro em brasa e castrações aviltantes jamais pode ter o nome dado à praças, ruas ou estabelecimentos oficiais construídos com verbas públicas tiradas dos suados impostos do povo trabalhador.

Neste contexto, saudamos a decisão dos poderes públicos estadual e municipal em acatar nosso apelo ao redefinir o infeliz projeto, retirando a inadequada homenagem aos citados foras da lei.

Ainda nessa linha, saibam todos que os signatários deste documento estarão sempre vigilantes para denunciar e combater os devotos de marginais que insistem, através de manobras escusas, em transformar seus ídolos delinquentes em heróis com a intenção de varrer suas crueldades para baixo do tapete do esquecimento.

Por fim, Corisco e Dadá são personagens que devem ser lembrados pelo mal que causaram às populações desvalidas do Sertão.   

Quem acredita que eles foram heróis e defensores dos fracos e oprimidos que apresente uma única prova de atos revolucionários, de justiça social ou de heroísmo que essas  figuras tenham praticado em favor do pobre povo da região onde atuaram.

Tem mais: acreditamos que é perfeitamente possível implementar o  turismo sem exaltar  cangaceiros ou fazer apologia aos seus crimes .

Qualquer coisa fora disso é tripudiar sobre a memória de centenas de vítimas que padeceram entre os fogos dos bandidos e de algumas volantes arbitrárias.

Rogamos que o Cangaço nunca mais volte a atentar contra a paz do Nordeste.

E que não se confunda vilões degenerados com rebeldes que lutaram contra o sistema por causas justas !

A inversão de valores é uma deformação cultural e, muitas vezes, de caráter !

Encerro prestando reverências ao querido e honrado amigo Silvio Bulhões, filho de Corisco de Dadá, que jamais tentou encobrir a atuação criminosa de seus próprios pais !

Atenciosamente,

João Marcos Carvalho

Jornalista e Historiador

http://cangaconabahia.blogspot.com/2022/04/aos-defensores-da-verdade-historica.html

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MANOEL SEVERO DO CARIRI CANGAÇO, NO LERUAITE DE FALCÃO NA TVCEARÁ

 

Veja na íntegra a entrevista de Manoel Severo a Falcão no Leruaite

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço foi recebido em entrevista por um dos mais festejados humoristas do Brasil; Falcão; em seu programa na TVCeara, para falar do extraordinário lançamento de "Império do Bacamarte" do pesquisador e escritor Joaryvar Macedo.

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=DgETWr02Nk4
Canal TV Ceará

Imagens do Programa Letuaite de Falcão com Manoel Severo

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/04/manoel-severo-do-cariri-cangaco-no.html

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MARCO PERMANENTE

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 abril de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.670

Construído na antiga Praça da Bandeira em Santana do Ipanema o marco de passagem do Século XIX para o Século XX, funcionou como profecia para um dos maiores acontecimentos do Século XX. Um marco de passagem de século representando uma igrejinha verticalmente cumprida, sem primeiro andar e tão estreita que de fato apresenta o edifício como apenas o registro do acontecimento tão significativo. O marco foi dedicado a Nossa Senhora Assunção, cuja imagem havia sido encomendada a Portugal. Somente muito depois da inauguração do prédio, a imagem da santa chegou a Santana do Ipanema. Veio de navio e de trem até à cidade de Viçosa, final dos trilhos na época, e dali para a nossa cidade veio em lombo de jumento. Antes a imagem de N.S. de Fátima ocupava o espaço aguardando a sua chegada.

A igrejinha de N. Senhora Assunção faz parte do Quarteto Arquitetônico do Bairro Monumento, juntamente com os edifícios do antigo Ginásio Santana, Tênis Clube Santanense e antigo Grupo Escolar Padre Francisco Correia. Aliás, o nome do bairro vem dessa igrejinha/monumento. Adiante, a Igreja Sagrada Família e o prédio tradicional dos Correios fazem parte também da tradição. O marco do século parecia profetizar o surgimento de Lampião e o seu fim nos degraus do edifício. A praça não se chama mais da Bandeira e sim Adelson Isaac de Miranda e, a qualidade do prédio continua excelente, pois nunca houve negligência na sua manutenção. É um ponto turístico por excelência. A propósito, a igrejinha está situada na beira da rua, hoje asfaltada.

Antes nos os degraus não havia grade de proteção. Era comum alguns fazendeiros e outros afins marcarem ponto nos degraus da igrejinha, O que saía sobre a vida alheia era um absurdo. O lugar sagrado era esquecido e o que se ouvia ali, causava rubor até em mulheres de meretrício. Em suma, não havia o menor respeito por parte daqueles hereges (alguns já morreram). Não sabemos se foi por isso que o padre Delorizano Marques gradeou os degraus da igrejinha. Tempos depois, surgiu sem a grade. Atualmente não temos prestado atenção naquela porta que quase sempre vive fechada. Portanto, esse marco do século poderá ser um ponto turístico de muito destaque para Santana do Ipanema.

A igrejinha/monumento pertence à Paróquia de Senhora Santana.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/04/marco-permanente-clerisvaldo-b.html

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ESTUDIOSOS DO CANGAÇO QUESTIONARAM USO DE DINHEIRO PÚBLICO PARA HOMENAGEM

A praça que receberia o nome do casal Corisco e Dadá, no município de Barra do Mendes, a 535 km de Salvador, não vai mais homenagear dois dos principais expoentes do Cangaço. Após protesto de estudiosos e reportagens feitas sobre o assunto, a Câmara de Vereadores da cidade voltou atrás e propôs homenagear o agricultor e comerciante local Joaquim Pacheco — sem qualquer tipo de relação com o banditismo da época.

A substituição aconteceu após uma série de vozes levantar questionamentos sobre o Cangaço e o investimento de R$ 555 mil do governo do estado na construção do espaço. Incialmente, os nomes haviam sido escolhidos por ter sido em Barra do Mendes que Corisco e Dadá morreram após tiroteio contra a Força Pública do Estado da Bahia, comandada pelo tenente José Rufino.

Famoso por sua crueldade e valentia, o alagoano Cristino Gomes da Silva Cleto, o Corisco (1907-1940), foi um dos mais notórios cangaceiros do bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938). Corisco raptou Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá (1915-1994), quando ela tinha apenas 12 anos. Posteriormente, Dadá se tornou mulher de Corisco e também ingressou no bando.

Fonte: André Uzêda / Grupo Metrópole.

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CURIOSIDADES POR SÍLVIO BULHÕES

Por Aderbal Nogueira

O amigo Silvio Bulhões, filho de Dadá e Corisco conta nesse vídeo algumas curiosidades que ele ouviu da mãe. Bulhões é um dos bons amigos que o estudo do Cangaço me deu, uma pessoa amável e extremamente educada.

https://www.youtube.com/watch?v=hDkp4Aog4Lw&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Bulhões fala sobre a descendência de Dadá, o roubo de Dadá por Corisco e o termo 'cangaceiro'.

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terça-feira, 26 de abril de 2022

ESTÁVAMOS SEM SINAL.

ESTÁVAMOS SEM SINAL.

Vamos recuperar o perdido.

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ZÉ PRETINHO COITEIRO

Por Odisseia do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=X5zbSZ4OSZc&ab_channel=ODISSEIACANGA%C3%87O

O Odisseia Cangaço foi até Paulo Afonso para falar sobre a trágica morte de um inocente vaqueiro da coiteira Dona Generosa. Vamos entender o que motivou a volante assassinar violentamente o pobre Zé Pretinho. Se inscreva no Canal Odisseia Cangaço.

ADENDO:

Não confundir Zé Pretinho coiteiro com Zé Pretinho cangaceiro.

J. Mendes Pereira

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CRUZ QUE MARCA O LOCAL ONDE FOI SEPULTADO O COITEIRO ZÉ PRETINHO.

 


Esta cruz marca o local onde dona Generosa, coiteira de Lampião e famosa pelos grandes bailes que promovia em sua casa, enterrou o coiteiro Zé Pretinho, morto por uma volante policial no ano de 1931.

Ezequiel Ferreira da Silva

Segundo o pesquisador e escritor João de Sousa Lima conta: "- houve um tiroteio na Lagoa do Mel, em que foi morto o irmão mais novo de Lampião, Ezequiel Ferreira da Silva". Ezequiel era o último dos irmão de Lampião cangaceiro que ainda estava vivo, sem falar com João Ferreira que não fez parte do cangaço).
 
João Ferreira dos Santo irmão de Lampião

Mas a volante polícia da época que caçava os cangaceiros, também sofreu 18 baixas, e atribuiu a reação do bando do rei do cangaço ao alerta feito por Zé Pretinho, que foi perseguido, feito de tiro ao alvo e esquartejado em frente à casa de Generosa.

Fonte: 
site bahiatursa
Foto: João de Sousa Lima

Pesquisado no material de João de Sousa Lima
Fonte que eu encontrei: facebook
Página: Geraldo Júnior

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O CANGACEIRO MANOEL VICTOR

 Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=IS1OJpnCsSg

Com certeza, o assunto cangaço é uma inesgotável fonte de pesquisa. Vejam o caso do cangaceiro Manoel Victor. Esse cangaceiro, nascido em 1899, abandonou um comércio próspero e promissor em Tacaratu (município de Pernambuco) em 1926, devido a uma intriga com uma família poderosa de Tacaratu, a família Faceiro. Ele então forma um bando com seus três irmãos e alguns cabras de confiança, e passa a perseguir essa família, que por sua vez procura Lampião...

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" AS FIGURAS DO CANGAÇO " NÉ DADÚ O IRMÃO DE SINHÔ PEREIRA

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=FZqHNnGMsdE

Conheça a história do cangaceiro Né Dadú irmão de Sebastião Pereira o Sinhô Pereira.

Nos ajude comentando e curtindo o vídeo.

Para assistir basta clicar no link

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segunda-feira, 25 de abril de 2022

LIVRO DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA

    

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LIVROS

     Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

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Pesquisador Guilherme Machado

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