Por Aderbal Nogueira
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Clerisvaldo B. Chagas, 31 de outubro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.792
Você lembra
daquelas chatices escolares sobre ventos alísios e contra-alísios? Vamos tentar
retirar a má impressão do assunto que para muitos era difícil de entender.
“Ventos Planetários ou Regulares: os alísios e os contra-alísios são
considerados ventos regulares e especiais. Os ventos alísios sopram
dentro do mecanismo geral dos ventos, das áreas de alta pressão (regiões mais
frias-temperadas) para as de baixa pressão (regiões mais quentes -
equatoriais). Ao chegarem ao Equador, esses ventos se aquecem e sobem, porém,
ao atingirem maiores altitudes, perdem calor e voltam às áreas de origem (zonas
temperadas), constituindo assim, os contra-alísios. Esperamos que você
tenha entendido claramente essa primeira parte.
VENTOS DE TEMPESTADE (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO)
Se o nosso
planeta estivesse parado no espaço, esta troca se faria de forma mais rigorosa,
obedecendo a direção norte-sul. Porém, devido ao movimento de rotação,
verifica-se um desvio dos ventos alísios. No hemisfério norte, eles são
denominados alísios de nordeste, enquanto no hemisfério sul são
conhecidos como alísios de sudeste.
Ventos
periódicos. Este tipo de vento sopra em determinados períodos, ora numa
direção, ora noutra. Seu mecanismo decorre da diferença do aquecimento e
resfriamentos das terras e dos mares. As brisas e as monções são
ventos periódicos. As primeiras ocorrem próximo ao mar e são
sensíveis até 500 m de altura, penetrando nos continentes até quase 40 km. Sua
velocidade raramente atinge mais de 4 a 5 m por segundo. As monções são
ventos encontrados na Ásia, particularmente na Índia, com grande influência nas
atividades agrícolas.
Durante o
verão o continente se aquece mais rapidamente que o Oceano Índico, cujas baixas
temperaturas dão origem a uma zona de alta pressão e de onde o ar se desloca,
levando grande umidade para as terras que ele banha (monções de verão). No
inverno o processo é inverso. O continente, tornando-se mais frio (área de alta
pressão), emite ventos secos para o oceano (monções de inverno ou
continentais).
Ventos locais. São
restritos a pequenas partes do globo terrestre devido à formação de áreas
ciclonais e anticiclonais de âmbito mais reduzidos. Como exemplos desse tipo de
vento, destacam-se:
· O Mistral,
no Mediterrâneo Ocidental;
· O Bora,
frio e violento, na Iugoslávia;
· O Foehn, na
Suíça;
· O Simun, responsável
pelas tempestades de areia no Saara;
· O Pampeiro ou Minuano,
na Argentina e no Rio Grande do Sul.
· O Noroeste,
no planalto Meridional”.
Novembro é o mês dos ventos, para nós.
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Por José Mendes Pereira
Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.
Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.
O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.
Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.
A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.
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Fotos:
1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";
2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;
3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.
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Por José Mendes Pereira
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Por Manoel Severo
Joaquim Pereira, Manoel Severo e Louro Teles no cenário da invasão de Lampião a Calumbi
"Severo, Lampião teve sim uma forte ligação com Calumbi, desde os tempos em que a família Ferreira dedicava-se ao oficio de almocreve, ele já tinha amizade com moradores do lugar, muitos coiteiros, mas também muitos inimigos. Aqui teve um surpreendente romance e até um suposto filho com uma menina chamada Tatu. Teve estupro, uma briga de Lampião com o primeiro prefeito, o processo movido pelo delegado da cidade e a invasão de Calumbi por Lampião e 50 cangaceiros" Conta o pesquisador e escritor Louro Teles, Conselheiro Cariri Cangaço e organizador do Cariri Cangaço em Calumbi.
O município de Calumbi teve início com a família Barbosa, cujos membros foram seus primeiros habitantes, os quais construíram a Igreja Católica do lugar, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição. Assim, originou-se a sua festa tradicional, em 08 de dezembro de 1877. Foi elevado à condição de vila, com a denominação de São Serafim, pertencente à Comarca de Flores. Posteriormente, passou a se chamar Calumbi devido à existência de grande quantidade de arbustos de pequeno porte no rio Pajeú. O município se estende por 179,3 km² e contava com 5 750 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 32,1 habitantes por km² no território do município. Vizinho dos municípios de Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada. Calumbi se situa a 17 km a Norte-Leste de Serra Talhada.
Por A História Esquecida
A empregada doméstica Maria do Carmo, a Carminha, em foto tirada de sua carteira profissional no ano de 1940. No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir. Mesmo assim Maria do Carmo foi morar na favela com a família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa Augusta (dona da pensão onde Carminha trabalhava), que impressionada com as péssimas condições de vida do menino ainda pequeno (não tinha dois de vida) sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego. Contudo, a jovem contraiu tuberculose e temendo que contagiasse o filho, retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade.
O menino acabou sendo adotado por Lília Silva Campos, filha de dona
Augusta, indo residir em Três Pontas (MG). O seu nome é Milton Nascimento, que
hoje completa 80 anos de idade...
Crédito da
imagem: UOL
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Clerisvaldo B. Chagas, 28 de outubro de 2022.
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.791
Mais outra surpresa repentina do mês de outubro no Sertão de Alagoas. Dias vinte e cinco e 26 amanhecem completamente nublados “bonitos para chover” com se diz por aqui. Até uma pingadeira formou-se na noite do dia vinte e cinco. Ora, depois de seis meses mofando com chuva e frio, o tempo clareia, o sol aparece e o calor é iniciado. O mês que tradicionalmente não chove nunca, ameaça chuva por dois dias seguidos. Achamos que a Natureza começa a dar nó em cabeça de meteorologista e entrar em cumplicidade com os campos sofridos do Sertão. Essa mudança “azoada” do tempo, faz iniciar a safra do grilo que chega à cidade surfando no vento. E assim começa também a surgir o tal mosquito que estava inibido com a frieza.
Se é mosquito da dengue ou de qualquer mazela já conhecida, fica difícil saber e os bichos começam a atormentar a população, com aspecto diferente, pequenos, esverdeados e famintos. Por outro lado, também nos aproximamos do tempo da manga e do caju, cujas espécies precoces já exibem floradas e no caso dos cajus, os tais “maturis”, assim chamados os primeiros e pequeninos frutos do cajueiro. Ontem mesmo, ao mostrar o céu a uma agricultora que estava na cidade, ela soltou um “Valha-me, Deus! Não aguento mais tanta água e tanto frio!” E novamente aproveitamos o chove-não-molha para resolvermos negócios nas imediações do Colégio Estadual, boca de Rua das Pedrinhas e Complexo da Saúde. O povo parecia agitado igual à formiga quando vê chuva.
“Outubro é o décimo mês no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Deve seu nome a palavra latina octo (oito) dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março. Na religião católica, o mês de outubro é dedicado à Virgem do Rosário e anjos da guarda. A Igreja reconheceu sempre uma eficácia particular ao rosário, confiando-lhe, mediante a sua recitação comunitária e a sua prática constante, as causas mais difíceis. Outubro é mês de outono no hemisfério norte e primavera no hemisfério sul. Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, exceto quando o ano é bissexto”.
Outubro nunca foi um mês ruim, mas que está muito estranho, não se tem como negar.
NUVENS NO CÉU, NOITES MAIS ESCURAS (FOTO: B. CHAGAS).
Por Aderbal Nogueira
Amigos, cometi um engano com as fotos na hora de postar esse vídeo. Desculpem o erro. Estou repostando o vídeo corrigido. Depoimento do Dr. Lamartine de Andrade Lima, médico legista, ao pesquisador João de Sousa Lima. Gravado em Salvador-BA no ano de 2007. Esse vídeo contém imagens fortes Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/lQpBPJvAtcg
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Por Manoel Severo
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Por Cangaço em Foco
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Por: Valdir José Nogueira
Na foto: em
Bom Nome, distrito de São José do Belmonte, Sinhô Pereira (de óculos) com seus
primos José Napo, Antônio e Jacinto Napo, filhos do Sr. Napoleão Alves de
Araújo e dona Verdelina Pereira Valões, que era sobrinha de Né Pereira (Né
Dadu). (fevereiro de 1971).
Os infindáveis
conflitos entre Pereiras e Carvalhos surgidos na época imperial atravessaram o
século 19 e se estenderam ao período republicano. Na primeira década do século
20, Luis Padre (primo de Sinhô Pereira) tem seu pai assassinado em um dos
confrontos. O irmão de Sinhô Pereira, Né Pereira (Né Dadu), começou a liderar
um grupo da família promovendo a vingança em intermináveis conflitos que
seguiam sem parecer ter fim.
Ora, certa
ocasião, Né Pereira recrutou Zé Grande, cuja alcunha era “Palmeira” para seu
bando. Zé Grande era ex-jagunço dos Carvalhos. Passou um tempo preso e após
fugir, foi pedir guarida aos Pereiras. Talvez Né Pereira acreditasse que
ganharia um grande trunfo, já que o jagunço conhecia detalhes dos seus antigos
patrões. No entanto, a história foi outra: Né Pereira tirava um cochilo, quando
Zé Grande, aproveitando a oportunidade, o assassinou. Conta-se que ainda levou
o chapéu e o punhal de Né Pereira para mostrar aos Carvalhos, na Fazenda
Umburanas.
Foi o estopim.
Ocasionando na entrada, de vez, de Sinhô Pereira e Luis Padre no Cangaço. Com
fúria e revolta pela impunidade, montaram um bando numeroso e com muita sede de
vingança. A partir de então os conflitos ganharam proporções muito mais
intensas.
Foi nesse
cenário que Sinhô Pereira recebeu a visita de Virgulino Ferreira e seus irmãos.
No entanto, em 1922, após uma série de escaramuças Sinhô Pereira resolveu por
fim ao seu legado no Cangaço, tendo passado então o comando do bando a Lampião,
ordenando ao mesmo, porém, que ninguém da família Pereira seria jamais
incomodada por cangaceiros. Virgulino prometeu e cumpriu.
Financiados
por Isidoro Conrado e Né da Carnaúba, Sinhô Pereira e Luis Padre viajaram para
Goiás, com a chance de recomeçarem a vida. E, sem explicar detalhes, Sinhô
Pereira afirmou que não foi nada fácil.
Os anos se
passaram e cada um seguiu seu rumo. Luis Padre manteve-se em Goiás. Sinhô
Pereira foi para Minas Gerais, onde viveu até cumprir seu ciclo. Morreu em
dezembro de 1979. Antes, em fevereiro de 1971, esteve, após 49 anos, no Pajeú,
seu torrão natal. Cercado de lembranças e emoções boas e ruins visitou Serra
Talhada, antiga Vila Bela, São José do Belmonte e Bom Nome.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
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Pré lançamento dia 05/11 às 10h
na Livraria do Luiz - Galeria Augusto dos Anjos, João Pessoa e lançamento no
Cariri Cangaço Serra Talhada. De 11 a 15 de novembro de 2022. Convite aberto a
todos!
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
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Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de outubro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.790
Final do mês
de outubro, um mês que marcou a nossa região com chuvas inesperadas e presença
de ventos que antecipam o mês de novembro no sertão. O Sol que se escondeu,
praticamente por seis meses, finalmente nessa última metade de outubro chega
com céu limpo e já inicia na região com um pouco de calor que estava
desaparecido. Mesmo assim ainda não vimos nenhum movimento de carro-pipa, na
área amplamente bafejada pelo inverno antecipado e prolongado. Nenhuma
choradeira foi captada no período nos vários segmentos econômicos, salvo a
carestia generalizada que tomou conta desta nação. No campo, fim de safra,
estoque e venda. No Comércio, entrada de verba do agronegócio. E, a aproximação
do Natal em dois meses, reforça a ideia otimista de bons negócios para o estado
das Alagoas.
Não temos como
não falar em chuvas, novamente. É que, com inverno ou sem ele, as denominadas
trovoadas costumam acontecer a partir de novembro com esperanças até o mês de
fevereiro. Mesmo assim, sem esperar por nova leva de nuvens cinzas, as flores
das árvores e as cactáceas da caatinga já iniciaram a prévia de enfeites do
Natal. Algumas espécies deixam para mais próximo os ornamentos, mas o geral
está sendo realizado mesmo nos quintais e nas avenidas em árvore que bota flor.
As árvores são moças que se preparam com antecedência para o baile. São
seguidas pelas casas comerciais que enfeitam as prateleiras de motivos
natalinos e atrai os olhares dos transeuntes.
A política do segundo turno pareceu desviar o foco de muitíssimos outros acontecimentos. Entretanto, a expectativa não é vã porque o destino de segmentos diversos depende de um bom administrador nos cargos chaves do País. Mesmo assim, esse mês atípico estar chegando ao final e com ele o chamego oficial e benéfico da democracia. E não tendo no momento um dia chamativo para o setor econômico, em breve a política sairá de cena com o brilho imorredouro e prévio do período natalino. Ótima quadra para uma visita turística dos “praianos” ao Sertão de Alagoas e ao Sertão do São Francisco para surfarem no clima, na história, na geografia e na culinária típica nordestina. Vamos?
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Por Manoel Severo
O Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome , se aproxima. Uma agenda intensa de visitas técnicas que nos proporcionarão conhecer uma gênese importante do coronelismo e cangaço de nosso nordeste. A cidade de Calumbi nos recebe para o segundo dia de programação. Depois da Serra Grande vamos até a Fazenda Tamboril, palco importante e dramático deste mesmo combate da Serra Grande; no antes e no depois... Vem conosco para conhecer.
"Aqui em Tamboril, Severo, foi justamente onde Lampião dormiu com seus cabras na véspera do combate, dormiu num engenho do outro lado da estrada de onde estamos e aqui nesta casa, chegaram ao amanhecer, as tropas volantes; por pouco não pegaram os cangaceiros aqui mesmo, daqui saíram no encalço do grupo e no final do dia, para esse alpendre, trouxeram os 14 soldados baleados no fogo da Serra Grande, foi um desmantelo..." Comenda Louro Teles, pesquisador e escritor, Conselheiro do Cariri Cangaço.
Por José Mendes Pereira
Grandes amigos leitores deste simples blog, a falta de postagens é que a internet está muito lenta, e com isso, precisa de muito tempo para a gente conseguir uma postagem.
Assim que for resolvido este problema, vou tentar compensar com histórias recentes.
Desculpem-me por favor!
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