Por
https://www.youtube.com/watch?v=1xWaAjGKN_o&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste
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Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste
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Por Helton Araújo
Na imagem
podemos ver a ex-cangaceira Otília Teixeira Lima, nas hostes do cangaço, ela
foi a primeira companheira do afamado cangaceiro Mariano Laurindo Granja.
Otilia estava
com o bando de Mariano, na Fazenda “Mucambo”, junto com “Pau Ferro”, “Criança”
e “Pai Velho”. Minutos após a chegada do grupo, dois cabras foram escalados
para arranjar montadas na vizinhança. Foi quando apareceu, de surpresa, o
contingente do sargento José Rufino, que, com 15 praças, vinha procurar pousada
na aludida fazenda.
Reconhecendo
os bandidos, a força entrou em tiroteio contra os mesmos, pondo-os em fuga,
depois de cerca de duas horas de fogo.
Otilia estava
descansando na casa da fazenda, quando começou a fuzilaria.
Receosa de ser
atingida pelos projéteis, ali deixou–se ficar, sendo finalmente presa e
conduzida ao cárcere. Mariano, seu velho companheiro conseguiu, habilmente,
cortar a retaguarda da força, fugindo à chuva de balas que se despejava sobre
eles.
Otília sofreu
todo tipo de abusos na cadeia de Jeremoabo-BA.
A foto é da
ocasião da filmagem do documentário "Memórias do Cangaço" de 1964.
Arquivo:
Thomaz Farkas
Agradecimento
pela imagem a : Guilherme
Velame Wenzinger
https://www.facebook.com/groups/414354543685373
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Por Fatos na História
Por Helton Araújo
David Jurubeba
e Margarida Jurubeba. Pioneiros fundadores da Igreja Batista em Serra Talhada
(PE). Ela entregou a sua vida para Jesus em 1931, através da pregação do
missionário L. L. Jonhson, quando o mesmo chegou a cavalo em visita a Floresta
(PE), onde residiam. Apesar das perseguições do pároco local, David hospedou o
missionário e permitiu a pregação do evangelho em sua casa.
David
Jurubeba, foi um dos mais ferrenhos nazarenos perseguidores de Lampião e seu
bando.
Um fato sobre
David Jurubeba que ficou muito conhecido, foi quando desafiou Lampião em meio a
um combate para saírem no mano a mano na faca.
Conhecia esse
fato sobre o David Jurubeba ?
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Por Helton Araújo
Severino
Garcia Santos, vulgo Relâmpago, foi mais um que engrossou as fileiras do
cangaço. Apesar de ter sobrevivido ao hostil mundo do cangaço, Relâmpago já
idoso teve um fim triste e um tanto curioso.
Ele morreu no
prédio do INSS, quer saber o errado dessa história ?
Clica no link
que está logo aí abaixo
e assista nosso novo
vídeo postado no YouTube.
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Por Helton Araújo
Uns estão pelo
hype, eu estou pela história, não dedico horas e dias da minha vida por esse
tema atoa. Criei as mídias CANGAÇO ETERNO, não para valorizar crimes cometidos
por cangaceiros ou volantes, criei essa marca para preservar e propagar a
história de um povo que por muitos anos e por incrível que pareça em alguns
locais até hoje são esquecidos.
Não romantizo
o CANGAÇO, não acho Lampião herói, nem tão pouco coloco volantes em pedestais,
estudo incansavelmente para entender e difundir o contexto histórico da época.
Não irei me calar ou me intimidar por ataques de qualquer esfera que seja!
Meu
compromisso não é com política, não é com fanáticos por A ou B, seja nos dias
atuais ou na época do cangaço. Meu compromisso é única e exclusivamente com a
história. Não irei permitir, mesmo diante da minha pouca relevância no cenário
nacional, que essa história seja passada para gerações futuras com romantização
ou inverdades.
Em respeito a
grandes pesquisadores que já se foram como: Dr. Amaury, Alcino Alves, Sabino
Basseti, Dr. Napoleão Tavares, Paulo Gastão, entre outros tantos que dedicaram
suas vidas a esse tema. Continuarei com imparcialidade e respeito propagando
essa história.
E o nome é
CANGAÇO ETERNO para que jamais o sofrimento daquela gente seja esquecido e não
para eternizar ou idolatrar QUALQUER UM que tenha cometido os crimes.
Me chamo
Helton Silva de Araújo, nascido em Barueri, São Paulo, com muito orgulho, filho
de pais pernambucanos. Residente atualmente em Pernambuco e com mais orgulho
ainda de nas minhas veias correrem o sangue quente e destemido do Nordeste. Não
vai ser uma certidão de nascimento ou uma divisão territorial que vai me tornar
menos apaixonado pela história dessa terra que tanto amo.
Finalizo
dizendo que meu canal no YouTube só tem 2 anos e 10 meses, e se conquistei 68
mil inscritos nesse pequeno período de tempo não foi por acaso. Se hoje tenho o
respeito dos amigos pesquisadores sérios do tema, também não foi à toa.
Eu e meus
companheiros de pesquisa que de fato levam esse estudo a sério, seguiremos até
o fim com esse compromisso e você que também pensa assim é nosso convidado a
fazer parte desse time.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=327640539746321&set=gm.841027604351396&idorvanity=414354543685373
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Por José Mendes Pereira
Por onde anda o pesquisador e colecionador do cangaço o Dr. Ivanildo Alves da Silveira, que nunca mais o vi nas páginas da internet?
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Por José Mendes Pereira
Sobre esta imagem acima dos cangaceiros, o pesquisador do cangaço Ivanildo Régis afirma que o Dr. Ivanildo Alves da Silveira, pesquisador e colecionador do cangaço por muitos anos, faz a seguinte observação:
“Embora a identificação dos cangaceiros da foto acima seja um tanto polêmica, consultando especialistas, é quase unânime que a legenda que mais se aproxima da realidade, é a seguinte: Lampião, Ezequiel, Virgínio, Luiz Pedro, Mariano, Corisco, Mergulhão e Alvoredo".
1 - Virgulino Ferreira da Silva “o Lampião”, ou ainda o patenteado “capitão” Lampião. Ele nasceu no dia 04 de junho de 1898, em Vila Bela, nos dias de hoje, Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Era filho do sofrido casal fazendeiro José Ferreira da Silva ou dos Santos, e Maria Sulena da Purificação, ou ainda dona Maria Lopes. Se quiser saber mais sobre Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião clique neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lampi%C3%A3o_(cangaceiro)
Depois de quase vinte anos como chefe de cangaceiros, totalmente plantado na caatinga do nordeste brasileiro, Virgolino Ferreira da Silva o afamado e sanguinário capitão Lampião, foi abatido juntamente com Maria Gomes de Oliveira a sua amada rainha "Maria Bonita" e mais nove cangaceiros na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe.
O ataque ao grupo de facínoras foi preparado pelo o tenente João Bezerra da Silva, para que fossem eliminados todos os cangaceiros que estavam presentes na Grota do Angico.
Mas nem todos facínoras foram abatidos, com certeza, o planejamento dos perseguidores aos cangaceiros não foi perfeito, deixando terreno sem cobertura, e assim, fugiu uma boa parte dos perseguidos.
Se você quiser saber mais um pouco sobre o tenente João Bezerra da Silva é só clicar neste link: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bezerra_da_Silva
Todos estes cangaceiros que aparecem na foto acima foram abatidos na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, lá no Estado de Sergipe. O grupo era dominado pelo maior líder e comandante de cangaceiros o capitão Lampião.
2 - Ezequiel Ferreira da Silva o Ponto Fino (irmão do capitão Lampião). Nasceu também em Vila Bela, no ano de 1908, no Estado de Pernambuco. Foi abatido no dia 23 de abril de 1931 – no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel.
Conheça mais um pouco sobre o irmão de Lampião (Ezequiel Ferreira) clicando neste link. - http://meneleu.blogspot.com/2017/10/lampiao-ressurreicao-de-ezequiel.html
3 - Virgínio Fortunato da Silva, o "Moderno" era ex-cunhado de Lampião. Teria sido esposo da Angélica Ferreira da Silva. Virgínio nasceu em 1903 e faleceu em 1936, aos 33 anos de idade. O casamento durou pouco. Casaram em 1926 e três meses depois Angélica Ferreira da Silva faleceu.
Segundo o escritor e pesquisador do cangaço de nome Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada ainda, que o cangaceiro Virgínio era da cidade de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte.
Virgínio Fortunato da Silva no cangaço era companheiro de Durvalina, que com a sua morte, ela amasiou-se com Moreno. Durvalina faleceu no dia 30 de junho de 2008. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010.
Quer saber mais um pouco sobre este cangaceiro de Lampião, é só clicar neste link: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Virg%C3%ADnio_Fortunato_da_Silva
No dia 14 de novembro de 1938, Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938.
Vejam o que ele fala:
“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira. Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse logo. O que fiz, foi apanhar (o seu mosquetão), e fugir para as bandas do riacho, onde o fogo era menor. Depois da fuga, fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão, tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”.
Já o cangaceiro Balão, afirmou à “Revista Realidade”, em novembro de 1973, sobre Luiz Pedro o seguinte:
Balão - Luís Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim, foi Deus.
As duas entrevistas destes dois cangaceiros cedidas ao Jornal A Noite e à Revista Realidade ficam meio confusas, que cabe aqui esta pergunta?
O cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões, no momento em que tentava fugir do cerco policial?
O cangaceiro Vila Nova disse que pegou o mosquetão do Luís Pedro, e deu no pé. O Balão também afirma a mesma coisa.
As duas afirmativas deles, deixam a gente novamente confuso, sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro. Por quê?
O volante Mané Veio disse aos pesquisadores e repórteres que foi ele quem assassinou o cangaceiro Luís Pedro, e pelo que ele diz, levou um bom tempo para matá-lo, saiu perseguindo, perseguindo entre pedras e pedras, e ele tentando salvar a sua vida, mas finalmente o assassinou.
Sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro você poderá ler em ”Lampião Além da Versão Mentiras e Mistério de Angico”, escrito por Alcino Alves Costa.
5 - Mariano Laurindo Granja, companheiro da cangaceira Rosinha. Entrou para o cangaço em 1924. Foi um dos poucos que em agosto de 1928, cruzou o Rio São Francisco, em companhia do seu comandante Lampião, em direção à Bahia. Foi morto no dia 10 de outubro de 1936. Ele era um amigo do capitão Lampião do tempo da velha guarda.
Se quiser saber mais um pouco sobre o cangaceiro Mariano Laurindo Granja, é só clicar nos links abaixo:
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/04/morte-do-cangaceiro-mariano.html
https://www.geni.com/people/Mariano-Laurindo-Granja/6000000176915312850
Segundo Alcino Alves Costa, em seu livro: (Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico), o ataque foi entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, região conhecida como o Cangaleixo.
A pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, afirma que Rosinha do cangaceiro Mariano, foi morta a mando do capitão Lampião, por não ter obedecido o dia certo do seu retorno ao coito.
Quando Mariano foi abatido, Rosinha pediu uma espécie de férias do cangaço. Com muita luta, o capitão Lampião aceitou a sua solicitação, mas numa condição. Teria que voltar da sua casa para o coito o mais rápido possível. Mas infelizmente, a Rosinha estava gostando das suas férias (uma espécie de férias), não obedeceu a ordem do capitão, e assim, como prêmio de sua desobediência, ganhou a morte.
Era filha de Lé Soares e irmã de Adelaide, esta última, sendo companheira de Criança. Ambas eram parentas próximas da cangaceira Áurea, companheira de Mané Moreno. Sendo Áurea filha de Antonio Nicácio, que era primo/irmão de Lé Soares.
Se você quiser saber mais um pouco sobre a cangaceira Rosinha basta clicar no link abaixo: http://blogdoinhare.blogspot.com/2019/10/a-cangaceiracangaceira-rosinha.html
6 - Cristino Gomes da Silva Cleto - o Corisco, ou ainda o Diabo Loiro, lá de Água Branca, no Estado de Alagoas, que era companheiro da cangaceira Dadá. Ele foi abatido no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, no Estado da Bahia. Com a sua morte, o cangaço foi enterrado juntamente com ele, porque ele era o último cangaceiro que ainda tentava permanecer fazendo as suas maldades contra os sertanejos e fazendeiros.
Se você quiser saber mais sobre o cangaceiro Corisco é só clicar neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corisco#:~:text=Cristino%20Gomes%20da%20Silva%20Cleto%2C%20mais%20conhecido%20como%20Corisco%20(%C3%81gua,era%20conhecido%20como%20Diabo%20Louro.
Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá, companheira de Corisco, foi ferida no combate e presa pela volante do tenente Zé Rufino. Ela nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida, e teve algum contato com índios. A família muda-se para Macururé, Bahia onde, aos doze anos, é raptada por Corisco. Ele faleceu no dia 25 de maio de 1940 e ela faleceu em Salvador no dia 7 de fevereiro do ano de 1994. Com a morte do cangaceiro Corisco, finalmente o cangaço foi enterrado juntamente com ele.
Se você quiser saber mais sobre a cangaceira Dadá é só clicar no link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dad%C3%A1_(cangaceira)#:~:text=S%C3%A9rgia%20Ribeiro%20da%20Silva%20mais,fuzil%20no%20bando%20de%20Lampi%C3%A3o.
7 – Em 7 de Janeiro de 1929, travou-se o combate de Abóbora, povoado de Juazeiro, BA, morrendo o cangaceiro Mergulhão (I), cujo nome real era Antônio Juvenal da Silva, mas que aparece citado também, na literatura sobre o cangaço como Antônio Rosa. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).
Informação: O cangaceiro Mergulhão (II) que não houve outro Mergulhão depois dele, morreu quando aconteceu o ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, em terras de Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe.
8 - Hortêncio Gomes da Silva o Arvoredo. – Desligou-se do bando no momento do ataque à Jaguarari, no Estado da Bahia. Fez dois meninos como reféns. Mas eles conseguiram o dominar, desarmando-o. Em seguida mataram-no a facadas. Achando que o serviço ainda não tinha sido concluído, degolaram-no e cortaram as suas mãos. Após o trabalho concluído acionaram a polícia. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).
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Por Aderbal Nogueira
Por Júnior Almeida
Faleceu na
manhã desta terça-feira, 26 de setembro, em sua residência, na cidade de
Paranatama, Pernambuco, Maria do Carmo Barbosa de Lima, a Maria Balinda, de 99
anos.
Maria Balinda
era filha de Júlio Barbosa de Lima, conhecido por Júlio Balinda, fiscal da
então Vila de Serrinha do Catimbau, distrito de Garanhuns, que foi feito refém
pelo bando de Lampião, quando esse atacou a povoação em 20 de julho de 1935.
Dona Maria
Balinda deu a sua contribuição para a História de Paranatama e do cangaço, ao
ser entrevistada pelo pesquisador documentarista cearense Aderbal Nogueira e o
pernambucano Paulo Gastão, em julho de 2005.
Assim,
perdemos mais uma testemunha da saga cangaceira. São agora poucos os que
viveram áquela época, de sangue e sofrimento. Que Deus a receba em Sua Morada,
e que conforte toda família, nesse momento de tristeza e dor.
*O vídeo com
Maria Balinda no canal de Aderbal Nogueira no Youtube pode ser visto no link a
seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=-NWTU5m1-6Y...
https://www.facebook.com/junior.almeida.399
Por Valdir José Nogueira de Moura
Em diferentes
dias dos meses de outubro, novembro e dezembro de 1906, e janeiro de 1907 se
intensificaram os furtos de gado vacum nas fazendas Poço da Ilha e Barra do
Exu, no município de Vila Bela, propriedades do coronel Antônio Alves da
Fonseca Barros. Em um só dia foram dele furtadas oito vacas paridas. Os
misteriosos autores dos referidos furtos conseguiam alterar dolorosamente os
ferros das reses e em seguida, efetuavam transações comerciais com as mesmas
até mesmo dentro do próprio município de Vila Bela. Porém, em dias do mês de
abril de 1907, estando o coronel Sebastião Ignácio de Oliveira fazendo compras
de gados a diferentes vendedores, reconheceu no gado que comprou o ferro do
coronel Antônio Alves, na forma adulterada. Em seguida o coronel Sebastião
Ignácio procurou o coronel Antônio Alves, relatou o ocorrido e prontificou-se a
entregá-lo as vacas que a pouco havia adquirido. Procedeu-se enfim por duas
vezes minucioso exame nas marcas dos ferros do gado, e os peritos constataram
tratar-se da marca utilizada pelo coronel Antônio Alves nas suas fazendas de
criação, achando-se visivelmente a dita marca alterada. Na ocasião, foram
denunciados como autores do furto: Joaquim, Francisco, Manoel e Luiz Cavalcante
de Lacerda, todos irmãos, filhos de Duvina, e moradores nos Sítios Novos, no
lugar denominado de Limoeiro. Ora, tendo sido penalizados e sofrendo grande
prejuízo financeiro, além de prisão e processo judicial, Joaquim Cavalcante de
Lacerda jurou vingar-se do coronel Antônio Alves, pretendendo enfim
assassiná-lo numa emboscada. Para isto, realizou um plano de vingança e
convidou para acompanhá-lo na empreitada desejada a Luiz Padre (Luiz Pereira da
Silva), filho do finado Padre Pereira, também morto numa emboscada em 15 de
outubro de 1907.
No dia 5 de
outubro de 1908, por volta das 9 horas da manhã, quando se dirigia de sua
fazenda Barra do Exú para Vila Bela, na altura da fazenda Pedra Partida,
distante mais ou menos meia légua da sua casa, foi o coronel Antônio Alves
emboscado com diversos tiros, que foram desfechados por Luiz Padre e Joaquim
Cavalcante de Lacerda. Tinha na ocasião o coronel Antônio Alves 74 anos de
idade, “estatura regular, constituição forte, temperamento sanguíneo, de cor
branca, barba aparada, cabelos cacheados, brasileiro, criador, viúvo”. No
depoimento policial, relatou o coronel Antônio Alves, que ao sair de sua casa,
pela manhã, entre 7 a 9 horas, recebeu um tiro de emboscada, que não o atingiu;
em seguida desfecharam mais dois tiros, sendo atingido por um deles que fez um ferimento
na região torácica posterior; que ele depoente estava desarmado e vendo o
perigo que o ameaçava, deu rédeas no cavalo e recuou; nessa ocasião foram
desfechados alguns tiros ainda, dos quais não pode contar.
Na prisão,
Luiz Padre mediante argüição do delegado de polícia Sr. Pedro Marinho de Mello
Malta, confessou livremente e sem coação que fizera parte com Joaquim
Cavalcante de Lacerda, conhecido por Joaquim de Duvina, da emboscada da qual
partiram os tiros que feriram o referido coronel Antônio Alves da Barra do Exu;
disse ainda que apenas participou da tocaia para fazer um favor ao mesmo
Joaquim, pois ele próprio não tinha nenhum tipo de questão com o coronel
Antônio Alves.
Luiz Padre,
por ser ainda de menor idade, pois contava apenas com 16 anos, era solteiro,
residente no povoado de São Francisco, foi representado no inquérito policial
por seu bastante curador, o Sr. Severiano de Souza Nogueira.
https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira
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Por Valdir José Nogueira de Moura
Assassinado barbaramente durante o assalto a cidade de Belmonte no dia
20 de outubro de 1922 pelo bando de Lampião. O soldado Heleno aos 22 anos de
idade caiu em poder dos bandidos quando acudia a chamada para a defesa da
cidade. Foi sepultado no cemitério local.
O soldado
Heleno Tavares de Freitas era natural do Estado de Alagoas, filho de João
Tavares de Freitas e Joana Maria da Conceição. Soldado do destacamento de
Polícia da cidade de Belmonte, cujo comandante na época era o sargento José
Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar), aos 20 anos de idade casou com
Enedina Maria da Conceição, natural do município de Salgueiro, filha de Rufino
Benedito da Silva e Jesuína Maria Ribeiro. O matrimônio do soldado Heleno foi
realizado na Matriz de São José de Belmonte no dia 27 de julho de 1920 pelo
padre José Kherle, e teve como testemunhas José Bezerra Leite e Luiz Mariano da
Cruz, ambos também soldados da Polícia Militar de Pernambuco.
Viúva do
soldado Heleno, casou Enedina Maria da Conceição em 1925 com Severino Luiz dos
Santos, filho do senhor Francisco José dos Santos e Idalina Maria da Conceição.
Para
homenagear o ato heroico deste bravo soldado, a cidade de Belmonte possui em
uma de suas principais artérias o seu nome: “RUA SOLDADO HELENO.”
https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira
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Clerisvaldo B. Chagas, 27 de setembro de 2023
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.969
Os dois faraônicos projetos brasileiros e latinos, estão muito mais acima da classificação comparativa. Quem imaginaria duas coisas como essas que estão para acontecer!? Uma estrada rodoviária que se inicia em São Paulo, no Oceano Atlântico (Porto de Santos), até o Oceano Pacífico, no Chile, portos de Antofogasta e Iquique. Rodovia esta que cortaria, no Brasil, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, passando pelo sul do Pantanal. Deixando o Brasil, a rodovia penetra pelo Paraguai, Argentina e Chile, o seu destino final. Entre as distâncias divulgadas, está a de 3.320 km, entre ambos os oceanos. Cada país interessado em exportar pelo Atlântico ou pelo Pacífico, já se movimenta em relação a rodovia em seus respectivos países.
Brasil e Paraguai já estão perto do término de uma ponte trabalhada pelos dois lados. A expectativa é que que a obra total esteja pronta dentro de dois anos. A rodovia já tem apelido popular de “Corredor Bioceânico”, por sinal, um belo nome! Será que você é brasileiro, estudante ou não e nem sabia disso? A outra obra que será magnífica, é a segunda estrada que também ligará o Oceano Atlântico, no Brasil, ao Oceano Pacífico, no Peru. Aí, segue por outro roteiro com os mesmos objetivos, mas essa é uma ferrovia, também apelidada de “Ferrovia Bioceânica”. Seu roteiro no Brasil, é São Paulo (Porto de Santos) Mato Grosso, Rondônia, Acre, Bolívia, Peru (Porto de Ila), no Oceano Pacífico. A primeira está sendo aprontada, a segunda, trechos ainda discutidos.
Quando prontos, fomentarão o desenvolvimento do comércio da América do Sul com o resto do mundo, em muito menos tempo, muito mais competitivo e mais seguro. Pelo Atlântico facilitará as transações com Europa e África. Pelo Pacífico, fica viável o comércio com o Oeste dos Estado Unidos e o mundo asiático. O país que for invejoso, vai morrer de inveja dessas duas obras que estarão no topo das maiores do mundo. Não caberia em apenas uma crônica, a grandeza detalhada desses empreendimentos diretamente nos países participantes e indiretamente para todos os que fazem a América do Sul e Caribe o grande orgulho latino, exemplo para o mundo e coroação para o Sul-Global. Tenha orgulho do Brasil!
IMAGEM (PIXABAY).