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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

CANGAÇO: BIOGRAFIA DO CANGACEIRO MARIANO

    Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste

Fatos na História - Cangaço e Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=1xWaAjGKN_o&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

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OTÍLIA CANGACEIRA

 Por Helton Araújo

Na imagem podemos ver a ex-cangaceira Otília Teixeira Lima, nas hostes do cangaço, ela foi a primeira companheira do afamado cangaceiro Mariano Laurindo Granja.

Otilia estava com o bando de Mariano, na Fazenda “Mucambo”, junto com “Pau Ferro”, “Criança” e “Pai Velho”. Minutos após a chegada do grupo, dois cabras foram escalados para arranjar montadas na vizinhança. Foi quando apareceu, de surpresa, o contingente do sargento José Rufino, que, com 15 praças, vinha procurar pousada na aludida fazenda.

Reconhecendo os bandidos, a força entrou em tiroteio contra os mesmos, pondo-os em fuga, depois de cerca de duas horas de fogo.

Otilia estava descansando na casa da fazenda, quando começou a fuzilaria.

Receosa de ser atingida pelos projéteis, ali deixou–se ficar, sendo finalmente presa e conduzida ao cárcere. Mariano, seu velho companheiro conseguiu, habilmente, cortar a retaguarda da força, fugindo à chuva de balas que se despejava sobre eles.

Otília sofreu todo tipo de abusos na cadeia de Jeremoabo-BA.

A foto é da ocasião da filmagem do documentário "Memórias do Cangaço" de 1964.

Arquivo: Thomaz Farkas

Agradecimento pela imagem a : Guilherme Velame Wenzinger

https://www.facebook.com/groups/414354543685373

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CANGAÇO: SOBRE A NOTÍCIA DA MORTE DE ZÉ BAIANO EM ALAGADIÇO

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/shorts/TSYxWdB1jCo

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CURIOSIDADE PÓS CANGAÇO.

 Por Helton Araújo

David Jurubeba e Margarida Jurubeba. Pioneiros fundadores da Igreja Batista em Serra Talhada (PE). Ela entregou a sua vida para Jesus em 1931, através da pregação do missionário L. L. Jonhson, quando o mesmo chegou a cavalo em visita a Floresta (PE), onde residiam. Apesar das perseguições do pároco local, David hospedou o missionário e permitiu a pregação do evangelho em sua casa.

David Jurubeba, foi um dos mais ferrenhos nazarenos perseguidores de Lampião e seu bando.

Um fato sobre David Jurubeba que ficou muito conhecido, foi quando desafiou Lampião em meio a um combate para saírem no mano a mano na faca.

Conhecia esse fato sobre o David Jurubeba ?

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LAMPIÃO TROCA TIRO COM LUIZ MARIANO

 Por Fatos na História
https://www.youtube.com/shorts/ORVB8glZJHA

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EX-CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO MORRE NO PRÉDIO DO INSS

 Por Helton Araújo

Severino Garcia Santos, vulgo Relâmpago, foi mais um que engrossou as fileiras do cangaço. Apesar de ter sobrevivido ao hostil mundo do cangaço, Relâmpago já idoso teve um fim triste e um tanto curioso.

https://www.youtube.com/watch?v=KwQQCNwLyWk&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Ele morreu no prédio do INSS, quer saber o errado dessa história ?

Clica no link que está logo aí abaixo 👇e assista nosso novo vídeo postado no YouTube.

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quarta-feira, 27 de setembro de 2023

CANGAÇO ETERNO

 Por Helton Araújo

Uns estão pelo hype, eu estou pela história, não dedico horas e dias da minha vida por esse tema atoa. Criei as mídias CANGAÇO ETERNO, não para valorizar crimes cometidos por cangaceiros ou volantes, criei essa marca para preservar e propagar a história de um povo que por muitos anos e por incrível que pareça em alguns locais até hoje são esquecidos.

Não romantizo o CANGAÇO, não acho Lampião herói, nem tão pouco coloco volantes em pedestais, estudo incansavelmente para entender e difundir o contexto histórico da época. Não irei me calar ou me intimidar por ataques de qualquer esfera que seja!

Meu compromisso não é com política, não é com fanáticos por A ou B, seja nos dias atuais ou na época do cangaço. Meu compromisso é única e exclusivamente com a história. Não irei permitir, mesmo diante da minha pouca relevância no cenário nacional, que essa história seja passada para gerações futuras com romantização ou inverdades.

Em respeito a grandes pesquisadores que já se foram como: Dr. Amaury, Alcino Alves, Sabino Basseti, Dr. Napoleão Tavares, Paulo Gastão, entre outros tantos que dedicaram suas vidas a esse tema. Continuarei com imparcialidade e respeito propagando essa história.

E o nome é CANGAÇO ETERNO para que jamais o sofrimento daquela gente seja esquecido e não para eternizar ou idolatrar QUALQUER UM que tenha cometido os crimes.

Me chamo Helton Silva de Araújo, nascido em Barueri, São Paulo, com muito orgulho, filho de pais pernambucanos. Residente atualmente em Pernambuco e com mais orgulho ainda de nas minhas veias correrem o sangue quente e destemido do Nordeste. Não vai ser uma certidão de nascimento ou uma divisão territorial que vai me tornar menos apaixonado pela história dessa terra que tanto amo.

Finalizo dizendo que meu canal no YouTube só tem 2 anos e 10 meses, e se conquistei 68 mil inscritos nesse pequeno período de tempo não foi por acaso. Se hoje tenho o respeito dos amigos pesquisadores sérios do tema, também não foi à toa.

Eu e meus companheiros de pesquisa que de fato levam esse estudo a sério, seguiremos até o fim com esse compromisso e você que também pensa assim é nosso convidado a fazer parte desse time.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=327640539746321&set=gm.841027604351396&idorvanity=414354543685373

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POR ONDE ANDA O DR. IVANILDO ALVES DA SILVEIRA?

 Por José Mendes Pereira

Por onde anda o pesquisador e colecionador do cangaço o Dr. Ivanildo Alves da Silveira, que nunca mais o vi nas páginas da internet?

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EM SOLO BAIANO LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL

   Por José Mendes Pereira

Sobre esta imagem acima dos cangaceiros, o pesquisador do cangaço Ivanildo Régis afirma que o Dr. Ivanildo Alves da Silveira, pesquisador e colecionador do cangaço por muitos anos, faz a seguinte observação: 

Pesquisador e colecionador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira

“Embora a identificação dos cangaceiros da foto acima seja um tanto polêmica, consultando especialistas, é quase unânime que a legenda que mais se aproxima da realidade, é a seguinte: Lampião, Ezequiel, Virgínio, Luiz Pedro, Mariano, Corisco, Mergulhão e Alvoredo".

 Um pouco da biografia deles:

1 - Virgulino Ferreira da Silva “o Lampião”, ou ainda o patenteado “capitão” Lampião. Ele nasceu no dia 04 de junho de 1898, em Vila Bela, nos dias de hoje, Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Era filho do sofrido casal fazendeiro José Ferreira da Silva ou dos Santos, e Maria Sulena da Purificação, ou ainda dona Maria Lopes. Se quiser saber mais sobre Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião clique neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lampi%C3%A3o_(cangaceiro)

José Ferreira da Silva e dona Maria Lopes pais de Lampião

Depois de quase vinte anos como chefe de cangaceiros, totalmente plantado na caatinga do nordeste brasileiro, Virgolino Ferreira da Silva o afamado e sanguinário capitão Lampião, foi abatido juntamente com Maria Gomes de Oliveira a sua amada rainha "Maria Bonita" e mais nove cangaceiros na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe.

Maria Bonita

O ataque ao grupo de facínoras foi preparado pelo o tenente João Bezerra da Silva, para que fossem eliminados todos os cangaceiros que estavam presentes na Grota do Angico. 

Tenente João Bezerra da Silva o matador de Lampião

Mas nem todos facínoras foram abatidos, com certeza, o planejamento dos perseguidores aos cangaceiros não foi perfeito, deixando terreno sem cobertura, e assim, fugiu uma boa parte dos perseguidos. 

Se você quiser saber mais um pouco sobre o tenente João Bezerra da Silva é só clicar neste link: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bezerra_da_Silva

Cabeças dos cangaceiros abatidos na Grota do Angico.

Todos estes cangaceiros que aparecem na foto acima foram abatidos na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, lá no Estado de Sergipe. O grupo era dominado pelo maior líder e comandante de cangaceiros o capitão Lampião.

2 - Ezequiel Ferreira da Silva o Ponto Fino (irmão do capitão Lampião). Nasceu também em Vila Bela, no ano de 1908, no Estado de Pernambuco. Foi abatido no dia 23 de abril de 1931 – no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel. 

Conheça mais um pouco sobre o irmão de Lampião (Ezequiel Ferreira) clicando neste link. - http://meneleu.blogspot.com/2017/10/lampiao-ressurreicao-de-ezequiel.html

3 - Virgínio Fortunato da Silva, o "Moderno" era ex-cunhado de Lampião. Teria sido esposo da Angélica Ferreira da Silva. Virgínio nasceu em 1903 e faleceu em 1936, aos 33 anos de idade. O casamento durou pouco. Casaram em 1926 e três meses depois Angélica Ferreira da Silva faleceu.

Angélica é a nº 14

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço de nome Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada ainda, que o cangaceiro Virgínio era da cidade de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Durvalina e Moreno no período do cangaço e após.

Virgínio Fortunato da Silva no cangaço era companheiro de Durvalina, que com a sua morte, ela amasiou-se com Moreno. Durvalina faleceu no dia 30 de junho de 2008. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010.  

Quer saber mais um pouco sobre este cangaceiro de Lampião, é só clicar neste link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Virg%C3%ADnio_Fortunato_da_Silva  

Neném do Ouro e Luiz Pedro.

4 - Luiz Pedro do Retiro companheiro de Neném do Ouro. Ele foi abatido juntamente com Lampião, Maria Bonita e mais oito cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe. Dizem que quem o assassinou foi o policial Mané Véio. 

Cangaceiro Vila Nova ladeado pelas autoridades policiais.

Mas eu, sendo apenas estudante do cangaço, e mesmo assim, sem muita segurança no que digo, acho que o volante Mané Véio, cujo, o respeito muito como grande combatente lá na Grota do Angico,  mas não consigo acreditar que foi ele quem abateu o cangaceiro Luiz Pedro. Vejam o que disseram os cangaceiros Vila Nova e Balão, quando foram entrevistados por jornalistas:

No dia 14 de novembro de 1938, Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938.

 Vejam o que ele fala:

“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira. Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse logo. O que fiz, foi apanhar (o seu mosquetão), e fugir para as bandas do riacho, onde o fogo era menor. Depois da fuga, fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão, tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. 

O cangaceiro Balão - fonte pesquisada - http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

Já o cangaceiro Balão, afirmou à “Revista Realidade”, em novembro de 1973, sobre Luiz Pedro o seguinte:

Balão - Luís Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim, foi Deus.

As duas entrevistas destes dois cangaceiros cedidas ao Jornal A Noite e à Revista Realidade ficam meio confusas, que cabe aqui esta pergunta? 

O cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões, no momento em que tentava fugir do cerco policial?

O cangaceiro Vila Nova disse que pegou o mosquetão do Luís Pedro, e deu no pé. O Balão também afirma a mesma coisa.

As duas afirmativas deles, deixam a gente novamente confuso, sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro. Por quê? 

Volante Mané Véio. - 

O volante Mané Veio disse aos pesquisadores e repórteres que foi ele quem assassinou o cangaceiro Luís Pedro, e pelo que ele diz, levou um bom tempo para matá-lo, saiu perseguindo, perseguindo entre pedras e pedras, e ele tentando salvar a sua vida, mas finalmente o assassinou.

Sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro você poderá ler em ”Lampião Além da Versão Mentiras e Mistério de Angico”, escrito por Alcino Alves Costa.

Conheça mais um pouco sobre a vida do cangaceiro Luiz Pedro clicando neste link:
http://cariricangaco.blogspot.com/2011/12/um-pouco-mais-de-luis-pedro-poralfredo.html

5 - Mariano Laurindo Granja, companheiro da cangaceira Rosinha.  Entrou para o cangaço em 1924. Foi um dos poucos que em agosto de 1928, cruzou o Rio São Francisco, em companhia do seu comandante Lampião, em direção à Bahia. Foi morto no dia 10 de outubro de 1936. Ele era um amigo do capitão Lampião do tempo da velha guarda.

Se quiser saber mais um pouco sobre o cangaceiro Mariano Laurindo Granja, é só clicar nos links abaixo: 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/04/morte-do-cangaceiro-mariano.html

https://www.geni.com/people/Mariano-Laurindo-Granja/6000000176915312850

Escritor Alcino Alves Costa

Segundo Alcino Alves Costa, em seu livro: (Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico), o ataque foi entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, região conhecida como o Cangaleixo. 

Juliana Pereira e Alcino Alves Costa

A pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, afirma que Rosinha do cangaceiro Mariano, foi morta a mando do capitão Lampião, por não ter obedecido o dia certo do seu retorno ao coito. 

As irmãs Rosinha e Adelaide.

Quando Mariano foi abatido, Rosinha pediu uma espécie de férias do cangaço. Com muita luta, o capitão Lampião aceitou a sua solicitação, mas numa condição. Teria que voltar da sua casa para o coito o mais rápido possível. Mas infelizmente, a Rosinha estava gostando das suas férias (uma espécie de férias), não obedeceu a ordem do capitão, e assim, como prêmio de sua desobediência, ganhou a morte.

Era filha de Lé Soares e irmã de Adelaide, esta última, sendo companheira de Criança. Ambas eram parentas próximas da cangaceira Áurea, companheira de Mané Moreno.  Sendo Áurea filha de Antonio Nicácio, que era primo/irmão de Lé Soares.

Se você quiser saber mais um pouco sobre a cangaceira Rosinha basta clicar no link abaixo: http://blogdoinhare.blogspot.com/2019/10/a-cangaceiracangaceira-rosinha.html

Corisco.

6 - Cristino Gomes da Silva Cleto -  o Corisco, ou ainda o Diabo Loiro, lá de Água Branca, no Estado de Alagoas, que era companheiro da cangaceira Dadá. Ele foi abatido no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, no Estado da Bahia. Com a sua morte, o cangaço foi enterrado juntamente com ele, porque ele era o último cangaceiro que ainda tentava permanecer fazendo as suas maldades contra os sertanejos e fazendeiros.

Se você quiser saber mais sobre o cangaceiro Corisco é só clicar neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corisco#:~:text=Cristino%20Gomes%20da%20Silva%20Cleto%2C%20mais%20conhecido%20como%20Corisco%20(%C3%81gua,era%20conhecido%20como%20Diabo%20Louro.

Dadá após cangaço

Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá, companheira de Corisco, foi ferida no combate e presa pela volante do tenente Zé Rufino. Ela nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida, e teve algum contato com índios. A família muda-se para Macururé, Bahia onde, aos doze anos, é raptada por Corisco. Ele faleceu no dia 25 de maio de 1940 e ela faleceu em Salvador no dia 7 de fevereiro do ano de 1994. Com a morte do cangaceiro Corisco, finalmente o cangaço foi enterrado juntamente com ele.

Se você quiser saber mais sobre a cangaceira Dadá é só clicar no link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dad%C3%A1_(cangaceira)#:~:text=S%C3%A9rgia%20Ribeiro%20da%20Silva%20mais,fuzil%20no%20bando%20de%20Lampi%C3%A3o.

O Mergulhão I quando posou para Alcides Fraga, em 17/12/ 1928, em Ribeira do Pombal/BA. Acervo Lampião Aceso. 

7 –  Em 7 de Janeiro de 1929, travou-se o combate de Abóbora, povoado de Juazeiro, BA, morrendo o cangaceiro Mergulhão (I), cujo nome real era Antônio Juvenal da Silva, mas que aparece citado também, na literatura sobre o cangaço como Antônio Rosa. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

Informação: O cangaceiro Mergulhão (II) que não houve outro Mergulhão depois dele, morreu quando aconteceu o ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, em terras de Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe. 

8 - Hortêncio Gomes da Silva o Arvoredo. – Desligou-se do bando no momento do ataque à Jaguarari, no Estado da Bahia. Fez dois meninos como reféns. Mas eles conseguiram o dominar, desarmando-o. Em seguida mataram-no a facadas. Achando que o serviço ainda não tinha sido concluído, degolaram-no e cortaram as suas mãos. Após o trabalho concluído acionaram a polícia. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

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terça-feira, 26 de setembro de 2023

EXPEDIÇÕES 2024

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=4Nvxs-_3R1U&fbclid=IwAR37ZpEgqsGfKjEF9-MD6i_tDhpv6VA4eG3bwwP7rxikOKQ1F8AOVkIEG6o&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Nesse vídeo falo sobre os locais que iremos visitar nas duas próximas expedições Rota do Cangaço, que serão em janeiro de 2024. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @aderbalnogueiracangaco   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros #rotadocangaço

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A HISTÓRIA DO CANGAÇO PERDE MAIS UMA TESTEMUNHA

Por Júnior Almeida

Faleceu na manhã desta terça-feira, 26 de setembro, em sua residência, na cidade de Paranatama, Pernambuco, Maria do Carmo Barbosa de Lima, a Maria Balinda, de 99 anos.

Maria Balinda era filha de Júlio Barbosa de Lima, conhecido por Júlio Balinda, fiscal da então Vila de Serrinha do Catimbau, distrito de Garanhuns, que foi feito refém pelo bando de Lampião, quando esse atacou a povoação em 20 de julho de 1935.

Dona Maria Balinda deu a sua contribuição para a História de Paranatama e do cangaço, ao ser entrevistada pelo pesquisador documentarista cearense Aderbal Nogueira e o pernambucano Paulo Gastão, em julho de 2005.

Assim, perdemos mais uma testemunha da saga cangaceira. São agora poucos os que viveram áquela época, de sangue e sofrimento. Que Deus a receba em Sua Morada, e que conforte toda família, nesse momento de tristeza e dor.

*O vídeo com Maria Balinda no canal de Aderbal Nogueira no Youtube pode ser visto no link a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=-NWTU5m1-6Y...

https://www.facebook.com/junior.almeida.399

EMBOSCADA PARA O CORONEL ANTÔNIO ALVES DA BARRA DO EXU

Por Valdir José Nogueira de Moura

  

Em diferentes dias dos meses de outubro, novembro e dezembro de 1906, e janeiro de 1907 se intensificaram os furtos de gado vacum nas fazendas Poço da Ilha e Barra do Exu, no município de Vila Bela, propriedades do coronel Antônio Alves da Fonseca Barros. Em um só dia foram dele furtadas oito vacas paridas. Os misteriosos autores dos referidos furtos conseguiam alterar dolorosamente os ferros das reses e em seguida, efetuavam transações comerciais com as mesmas até mesmo dentro do próprio município de Vila Bela. Porém, em dias do mês de abril de 1907, estando o coronel Sebastião Ignácio de Oliveira fazendo compras de gados a diferentes vendedores, reconheceu no gado que comprou o ferro do coronel Antônio Alves, na forma adulterada. Em seguida o coronel Sebastião Ignácio procurou o coronel Antônio Alves, relatou o ocorrido e prontificou-se a entregá-lo as vacas que a pouco havia adquirido. Procedeu-se enfim por duas vezes minucioso exame nas marcas dos ferros do gado, e os peritos constataram tratar-se da marca utilizada pelo coronel Antônio Alves nas suas fazendas de criação, achando-se visivelmente a dita marca alterada. Na ocasião, foram denunciados como autores do furto: Joaquim, Francisco, Manoel e Luiz Cavalcante de Lacerda, todos irmãos, filhos de Duvina, e moradores nos Sítios Novos, no lugar denominado de Limoeiro. Ora, tendo sido penalizados e sofrendo grande prejuízo financeiro, além de prisão e processo judicial, Joaquim Cavalcante de Lacerda jurou vingar-se do coronel Antônio Alves, pretendendo enfim assassiná-lo numa emboscada. Para isto, realizou um plano de vingança e convidou para acompanhá-lo na empreitada desejada a Luiz Padre (Luiz Pereira da Silva), filho do finado Padre Pereira, também morto numa emboscada em 15 de outubro de 1907.

No dia 5 de outubro de 1908, por volta das 9 horas da manhã, quando se dirigia de sua fazenda Barra do Exú para Vila Bela, na altura da fazenda Pedra Partida, distante mais ou menos meia légua da sua casa, foi o coronel Antônio Alves emboscado com diversos tiros, que foram desfechados por Luiz Padre e Joaquim Cavalcante de Lacerda. Tinha na ocasião o coronel Antônio Alves 74 anos de idade, “estatura regular, constituição forte, temperamento sanguíneo, de cor branca, barba aparada, cabelos cacheados, brasileiro, criador, viúvo”. No depoimento policial, relatou o coronel Antônio Alves, que ao sair de sua casa, pela manhã, entre 7 a 9 horas, recebeu um tiro de emboscada, que não o atingiu; em seguida desfecharam mais dois tiros, sendo atingido por um deles que fez um ferimento na região torácica posterior; que ele depoente estava desarmado e vendo o perigo que o ameaçava, deu rédeas no cavalo e recuou; nessa ocasião foram desfechados alguns tiros ainda, dos quais não pode contar.

Na prisão, Luiz Padre mediante argüição do delegado de polícia Sr. Pedro Marinho de Mello Malta, confessou livremente e sem coação que fizera parte com Joaquim Cavalcante de Lacerda, conhecido por Joaquim de Duvina, da emboscada da qual partiram os tiros que feriram o referido coronel Antônio Alves da Barra do Exu; disse ainda que apenas participou da tocaia para fazer um favor ao mesmo Joaquim, pois ele próprio não tinha nenhum tipo de questão com o coronel Antônio Alves.

Luiz Padre, por ser ainda de menor idade, pois contava apenas com 16 anos, era solteiro, residente no povoado de São Francisco, foi representado no inquérito policial por seu bastante curador, o Sr. Severiano de Souza Nogueira.

https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira

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O SOLDADO HELENO

 Por Valdir José Nogueira de Moura

Assassinado barbaramente durante o assalto a cidade de Belmonte no dia 20 de outubro de 1922 pelo bando de Lampião. O soldado Heleno aos 22 anos de idade caiu em poder dos bandidos quando acudia a chamada para a defesa da cidade. Foi sepultado no cemitério local.

O soldado Heleno Tavares de Freitas era natural do Estado de Alagoas, filho de João Tavares de Freitas e Joana Maria da Conceição. Soldado do destacamento de Polícia da cidade de Belmonte, cujo comandante na época era o sargento José Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar), aos 20 anos de idade casou com Enedina Maria da Conceição, natural do município de Salgueiro, filha de Rufino Benedito da Silva e Jesuína Maria Ribeiro. O matrimônio do soldado Heleno foi realizado na Matriz de São José de Belmonte no dia 27 de julho de 1920 pelo padre José Kherle, e teve como testemunhas José Bezerra Leite e Luiz Mariano da Cruz, ambos também soldados da Polícia Militar de Pernambuco.

Viúva do soldado Heleno, casou Enedina Maria da Conceição em 1925 com Severino Luiz dos Santos, filho do senhor Francisco José dos Santos e Idalina Maria da Conceição.

Para homenagear o ato heroico deste bravo soldado, a cidade de Belmonte possui em uma de suas principais artérias o seu nome: “RUA SOLDADO HELENO.”

https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira 

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ORGULHO LATINO-BRASILEIRO

 Clerisvaldo B. Chagas, 27 de setembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.969


Os dois faraônicos projetos brasileiros e latinos, estão muito mais acima da classificação comparativa. Quem imaginaria duas coisas como essas que estão para acontecer!? Uma estrada rodoviária que se inicia em São Paulo, no Oceano Atlântico (Porto de Santos), até o Oceano Pacífico, no Chile, portos de Antofogasta e Iquique. Rodovia esta que cortaria, no Brasil, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, passando pelo sul do Pantanal. Deixando o Brasil, a rodovia penetra pelo Paraguai, Argentina e Chile, o seu destino final. Entre as distâncias divulgadas, está a de 3.320 km, entre ambos os oceanos. Cada país interessado em exportar pelo Atlântico ou pelo Pacífico, já se movimenta em relação a rodovia em seus respectivos países.

Brasil e Paraguai já estão perto do término de uma ponte trabalhada pelos dois lados. A expectativa é que que a obra total esteja pronta dentro de dois anos. A rodovia já tem apelido popular de “Corredor Bioceânico”, por sinal, um belo nome! Será que você é brasileiro, estudante ou não e nem sabia disso? A outra obra que será magnífica, é a segunda estrada que também ligará o Oceano Atlântico, no Brasil, ao Oceano Pacífico, no Peru. Aí, segue por outro roteiro com os mesmos objetivos, mas essa é uma ferrovia, também apelidada de “Ferrovia Bioceânica”. Seu roteiro no Brasil, é São Paulo (Porto de Santos) Mato Grosso, Rondônia, Acre, Bolívia, Peru (Porto de Ila), no Oceano Pacífico. A primeira está sendo aprontada, a segunda, trechos ainda discutidos.

Quando prontos, fomentarão o desenvolvimento do comércio da América do Sul com o resto do mundo, em muito menos tempo, muito mais competitivo e mais seguro. Pelo Atlântico facilitará as transações com Europa e África. Pelo Pacífico, fica viável o comércio com o Oeste dos Estado Unidos e o mundo asiático. O país que for invejoso, vai morrer de inveja dessas duas obras que estarão no topo das maiores do mundo. Não caberia em apenas uma crônica, a grandeza detalhada desses empreendimentos diretamente nos países participantes e indiretamente para todos os que fazem a América do Sul e Caribe o grande orgulho latino, exemplo para o mundo e coroação para o Sul-Global. Tenha orgulho do Brasil!

IMAGEM (PIXABAY).



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