Por Osvaldo Abreu (Abreu)
Aracaju, 18 de novembro de 2021
Por Osvaldo Abreu (Abreu)
Aracaju, 18 de novembro de 2021
Por Nas Pegadas da História
Por Leonízia Silva
Em 1918, os mineiros de carvão fizeram uma descoberta surpreendente nas profundezas de uma mina de carvão: um tronco de árvore petrificado fechado dentro de uma camada de carvão. Esta notável descoberta proporcionou uma visão rara do passado antigo da Terra, revelando como as florestas alguma vez prosperaram em regiões que há muito se tinham transformado em depósitos subterrâneos de carvão. O carvão é formado ao longo de milhões de anos a partir de restos de material vegetal antigo, principalmente de vastas florestas pântanosas que existiram durante o Período Carbonífero (cerca de 300 milhões de anos atrás). A presença de um tronco de árvore petrificado completamente preservado sugere que esta árvore tinha sido enterrada em sedimento, mineralizada com o tempo e fossilizada dentro do mesmo carvão que ajudou a criar. Essas descobertas são importantes porque fornecem informações valiosas sobre os ecossistemas pré-históricos e o processo de formação do carvão. Eles servem como elo direto entre a história profunda da Terra e os recursos de combustíveis fósseis que moldaram a indústria moderna.
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Clerisvaldo B. Chagas, 3 de fevereiro de 2025
Escritor Símbolo do
Sertão Alagoano
Crônica: 3.181
Geralmente o
deserto é descrito como uma zona árida, com precipitações atmosféricas
irregulares ou escassas, vegetação inexistente ou rara e relevo formado por
determinadas rochas. O maior deserto do mundo é gelado que é a Antártida. Mas
vamos falar no deserto quente. Na linguagem popular deserto é um lugar
desabitado ou com raríssimos moradores humanos. Os solos costumam ser arenosos
e grosseiros e esses lugares possuem uma grande amplitude térmica, isto é, são
enormes as diferenças de temperaturas entre o dia e a noite. A fauna do deserto
é bem diversificada, mas cada deserto no mundo tem suas características
própria. Pode ser encontrado animal que existe em um tipo de deserto, mas em
outro não.
Obs. Na
crônica costumamos economizar espaço, sem obedecer parágrafos em mudança de
assunto.
No sentido
abrangente podemos encontrar nos desertos, animais como o Camelo, o dromedário,
o antílope, a cabra, ratos, lagartos, cobras, aranhas, insetos, aves
migratórias, gazelas, hienas ursos, marsupiais, lebres, cangurus e escorpiões.
Um deserto pode ser muito extenso e ser conhecido por um nome geral, porém, por
onde ele vai passando, vai recebendo nomes locais. Se no deserto,
pouco chove, se o deserto é pouco habitado, mas sempre tem aquela pessoa, cuja
natureza pede muito pelo seu isolamento. Pessoas que sentem o prazer da
solidão, assim como outras que da solidão têm medo. E as primeiras vão viver no
deserto, numa caverna, numa loca de pedra, num ranchinho feito de lata, de
terra, de qualquer coisa assim. Sentem um prazer enorme nessa condição de
eremita.
Muito pior do que o deserto físico, é o deserto do coração humano. Quando o coração da pessoa se torna árido, seco, duro, sem amor, sem compaixão, sem o mínimo de afeto, pode concorrer com o Saara, com o Kalahari, com o Atacama que por também sentem certo não será negado o merecido troféu. Com certeza já estamos vivendo a Nova Era, tão falada lá atrás, porém, devido a influência forte dessa divisória, difícil fazer comparações entre os seres humanos, com tantos absurdos por eles provocados. O psicólogo, o analista, o observador atento, também sentem intensa dificuldade em decifrar essa mentalidade nova das últimas encarnações, para o bem ou para o mal. Mas um deserto é sempre um deserto.
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Clerisvaldo B. Chagas, 5 de fevereiro de 2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.182
Você já ouviu falar no livro documentário SANTANA REINO DO COURO E SOLA. O único livro da cidade que fala sobre o auge dos Curtumes, das fabriquetas de calçados, dos sapateiros, dos artesãos do couro e de uma época áurea de Santana do Ipanema, graças a minha vivencia da época e o complemento de muito mais de 50% por do cidadão, Daniel Manoel Filho que no momentos de várias entrevistas a mim concedidas, contava com 84 anos de idade, Um homem que eu só o tinha visto na minha infância e que trabalhou em todos os curtumes de Santana, falando de cátedra o que tem no livro, Um livro de poucas folhas, mas de uma riqueza cultural enorme com detalhes que impressionam e ainda o único sobre esses assuntos. Não existe na cidade uma só palavra impressa a respeito do que abordamos. Livro relíquia.
Pois bem,
voltei à casa do senhor Daniel Manoel, para que esse historiador oral, me
contasse detalhadamente sobre dois episódios de violências, acontecidos na área
do livro e que foram de enormes repercussões na época. Na pesquisa anterior não
tive coragem de registrar os dois fatos históricos do Bairro
Maniçoba/Bebedouro, mas agora surgiu uma vontade súbita em fazê-lo e fui à casa
de Seu Daniel que me detalhou ambos os casos. Estou pensando em inclui-los
na próxima edição de SANTANA O REINO DO COURO E DA SOLA, com a narração
exclusiva e detalhista do senhor Daniel. E ainda surgiu um outro
caso de violência naquela área, já registrado pelo nosso conterrâneo e saudoso
escritor Oscar Silva.
Todavia, Seu
Daniel que morava perto de todos os três episódios brutos, discorda em um
ponto, do escritor. Ficamos de retornar à sua casa para esclarecimento do que
realmente ocorreu. Nesse caso, como o livro é Documentário histórico, iremos
colocar o texto do escritor Oscar e a correção de Seu Daniel Manoel Filho.
Lembramos que apesar de alguns benefícios que o bairro já recebeu, continua
sendo isolado pela nova situação rodoviária que o deixou na contramão. Só se
vai ao Bairro Maniçoba/Bebedouro se tiver negócio. É como Fernão Velho, em
Maceió. Mas chega a doer, a falta de pesquisadores sobre a nossa história
municipal. Será que eu vou gritar sozinho:
“Viva Santana do Ipanema! ”
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Por No Rastro do Cangaço
Por Nas Pegadas da História
DICAS DE LIVROS SOBRE O CANGAÇO.
Texto e foto de Dalinha Catunda