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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A PONTE DA VERGONHA.

 Clerisvaldo B. Chagas, 29 dezembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3338


Penso que dessa vez não tem mais como regredir devido ao estágio já avançado da Ponte Penedo (Alagoas) – Neópolis (Sergipe). É o momento em que o Governo Federal vem inaugurando pontes enormes, Brasil afora. Após décadas e mais décadas de espera, de agonia, de descrédito e pedidos, finalmente os políticos resolveram fazer justiça tardia ao mais antigo núcleo populacional de Alagoas. Mesmo assim, com metade das obras já realizada e à vista de todos, ainda surge aqui, acolá um e outro incrédulo: “Será que não ficará como obras inacabadas?”.  Contudo, não dá mais para perder o entusiasmo do evento que vai animando o penedense no dia a dia. E o novo cenário de construção com a estrutura erguida dentro das águas, já é motivo de muitas fotografia para lembranças históricas futuras.


OBRAS DA PONTE DE PENEDO, EM ANDAMENTEO (FOTO:


Falam que a entrega da ponte deverá acontecer ainda no primeiro trimestre de 2026. Outros falam que será no final de dezembro do ano de 2026, por isso e por aquilo. Bem, o importante é que você veja os trabalhos avançando sem parar. Ao sairmos da capital Maceió rumo ao rio São Francisco e Sul do País, ao passarmos pela cidade de Arapiraca, mais na frente, em São Sebastião, a rodovia se bifurca. Sua continuação chega até a cidade de Porto Real de Colégio, onde foi construída a ponte Alagoas – Sergipe (Propriá). Se em São Sebastião você partir pela esquerda, na bifurcação, irá direto para Penedo e contemplar ainda a construção da Ponte da Vergonha, segundo um amigo meu. Oportunidade para os que gostam de acompanhar grandes obras.

Vale salientar, entretanto, que a cidade de Penedo, não fica exatamente na foz do rio São Francisco. Na foz mesmo do rio, quem fica é a cidade de Piaçabuçu, mais abaixo do que Penedo e Ponto Extremo Sul de Alagoas. Isso que dizer que, de primeira, essas cidades das imediações de Penedo, serão as mais beneficiadas como: Piaçabuçu, Feliz Deserto e Coruripe. ´´E verdade que o impulso para o progresso da região do Baixo São Francisco em ambos os estados deverá dar um salto muito grande em empreendimento e qualidade, mudando toda a velha estrutura do tráfego em barcaças e canoas. Quanto, especificamente, a Penedo,

 parece que vai voltar a ditar as ordens dos primórdios de quando mandava no estado.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/12/a-ponte-da-vergonha-clerisvaldo-b.html


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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

CALMA, CALMA - PROBLEMAS...

ESTAMOS COM PROBLEMAS...,

INTERNET MUITO LENTA.

Creio que amanhã será resolvido o problema na internet. Calma, senhores leitores do nosso blog.

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PROCURA-SE UM AMIGO.

Por Hélio Xaxá

Vivo muito sozinho...
É que eu não sei "fazer" amigos.
Alguém sabe onde achar um "pronto"?
Pode ser acabadinho...
Só precisa ter um umbigo
Braços que abraçam e ombros...
Ter mãos como lenços
Olhos que cubram feito lençóis
E sorrisos que afaguem qual o vento...
Preconceitos, eu venço.
Defeitos? Não estamos a sós:
Somos humanos e buscamos aperfeiçoamento...
Quero um amigo
Que seja amigo
Por amor e nada mais...
Seja meu amigo
E serei seu amigo
Por longos anos de paz.

https://www.facebook.com/helio.xaxa
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

AS CANTORAS GÊMEAS.

Por Saudade Sertaneja

Célia Mazzei (Célia) e Celma Mazzei (Celma) nasceram em Ubá, Minas Gerais, em 2 de novembro de 1952. Irmãs gêmeas, iniciaram-se na música ainda crianças, influenciadas pelo pai, fotógrafo profissional e músico amador.

Aos cinco anos, já cantavam no rádio e em circos, participavam de festas religiosas e serenatas pelas ruas da cidade.

Estudaram música no Rio de Janeiro e se diplomaram pelo Instituto Villa-Lobos, passando a atuar profissionalmente em orquestras de baile. Em 1975, apresentaram-se por seis meses no Japão com música brasileira. Em 1990, participaram da novela Ana Raio e Zé Trovão.

Receberam, em 1995, o título de Embaixadoras do Centenário de Minas Gerais. Desde 1998, produzem e apresentam o programa Célia e Celma no Canal Rural, dedicando-se à música de raiz e ao folclore brasileiro.

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LANÇAMENTO DE LIVRO.

 Por José Di Rosa Maria


Com Dani Santos e George Vagner,

No lançamento do livro: O Poeta Ao Sol:
Autor: Gustavo Luz/ Mossoró Café -Mossoró-RN, 27-12-2025.

https://www.facebook.com/josedirosamaria62

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" O ARMAMENTO DE LAMPIÃO ".

Por Luis Bento

O Deputado Federal, Floro Bartolomeu da Costa havia trazido para Juazeiro cerca de 2 mil fuzis zerados, ainda encaixotados da fábrica, armar o bando de Lampião, com a finalidade de barrar possível passagem da Coluna Prestes pelo Cariri.
Lampião recebeu de 50 a 60 fuzis e o restante ficou guardado no depósito da Prefeitura Municipal. Alguns foram vendidos ou ofertados aos coronéis do Cariri. Tempos depois, veio um Oficial do Exército e recolheu o restante do armamento.
Lampião não se deu bem com os fuzis: além de pesados, tinham o cano longo, dificultando a macha dentro do mato, sem falar na munição que era difícil. Passando por Jardim Ce sob o peso de tão incômodo armamento, Lampião mandou serrar os canos dos fuzis, transformando-os em mosquetões. Em Jardim os ferreiros encarregados do serramento do fuzis foram Zuca de Barro, Juvêncio de Barros e José Pereira, que fundiram facas lombadas muito bonitas, verdadeiros mimos, chamadas pelo povo de " Facas Jardineiras ".
Estava devidamente explicada a grande mudança do armamento de Lampião. Com os fuzis mauser modelo brasileiro do ano de 1909, Lampião não conseguiu barrar a Coluna Prestes, porque ela não passou pelo Cariri. Assim sendo, o armamento privativo do Exército, oferecido a Lampião, praticamente não serviu de nada, porque os Cangaceiros preferiam mesmo era o conhecido rifle " Papo Amarelo ", leve, portátil, funcional, e de munição encontrada em Juazeiro e outras Cidades de igual porte.
É o caso de se dizer como o povo:
" Pimenta do reino não é para caititu ".
Fonte: Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências de Napoleão Tavares Neves Pág. 68.
LUIS BENTO DE SOUSA
Diretor de Cultura
APOIO
Prefeitura Municipal de Jati-Ce.

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O MASSACRE DA FAMÍLIA SALINAS"

Por Helton Araújo

Em novembro de 1932, nas mediações de Jeremoabo-BA, na Fazenda Almesca, propriedade de Manoel Francisco de Brito, conhecido como Manoel Salinas, ocorreu um dos episódios mais cruéis da história do cangaço.
Em plena seca de 1932, Manoel Salinas, agricultor e pai de dez filhos, lutava pela sobrevivência junto aos filhos e colaboradores, mantendo a tradicional farinhada. Nesse contexto de miséria extrema, teria recebido de Lampião um bilhete exigindo dinheiro. Sem recursos e tomado pelo medo, buscou auxílio das volantes, atitude que o chefe cangaceiro teria interpretado como traição, após saber dos fatos.
Tempos depois, durante a jornada de trabalho, a família foi surpreendida pelo bando de Lampião. O destino já estava selado. Amarrados, humilhados e torturados, Manoel Salinas foi obrigado a assistir à morte brutal de filhos e colaboradores.
Um dos filhos mais jovens conseguiu fugir pelo telhado, beneficiado pela “vista grossa” de um cangaceiro. A esposa e as filhas foram poupadas, mas presenciaram o suplício do patriarca, que sofreu agressões severas antes de ser executado.
Uma das versões relata que Lampião ainda obrigou Manoel Salinas, gravemente ferido, a cavalgar até a casa de outro filho, onde o rapaz foi morto diante do pai agonizante. Em seguida, Manoel Salinas teve sua vida ceifada, e ainda teve seu coração arrancado do corpo, pelas mãos do próprio Lampião, encerrando ali uma das maiores chacinas do cangaço.
O silêncio da injustiça envolveu esse crime por décadas, reflexo de um sertão abandonado e esquecido.
Obs.: Existem outras versões para o ocorrido. Uma aponta que Manoel Salinas teria sido chefe de quarteirão e agredido um parente de Ângelo Roque, (em outra cidade) motivando vingança. Outra afirma que ele repassava informações às volantes.
O filho que escapou, anos depois, ingressou nas forças volantes para vingar o pai e os irmãos.
Por: @heltonaraujo9

 Para você, qual versão se mostra mais plausível nessa trágica página da história do cangaço?

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O HOMEM QUE SEPULTOU O PAI DE LAMPIAO:

 Por Lampião, Cangaço e Nordeste


NUM VELHO CASARÃO DE UMA FAZENDA SERTANEJA, EM PLENA CAATINGA PERNAMBUCANA DO MUNICíPIO DE ITAÍBA, RESIDE O ANCIÃO MAURICIO VIEIRA BARROS, QUE EM MAIO DE 1921 SEPULTOU O PAI DE LAMPÍAO, MORTO POR UMA FORÇA VOLANTE ALAGOANA.
O SR: MAURICIO VIEIRA DE BARROS NASCEU EM 2 DE ABRIL DE 1886, AOS 33 ANOS FOI COMISSÁRIO DE POLICIA DO ESTADO DE ALAGOAS, E JA AOS 4O ANOS, CHEGOU AO POSTO DE SARGENTO NA POLICIA MILITAR DE PERNAMBUCO
A DERRADEIRA TESTEMUNHA VIVA DO INÍCIO DE UMA TRAGEDIA SERTANEJA, A TRANSFORMAÇÃO DO CANGACEIRO MANSO VIRGULINO FERREIRA UM BANDIDO PROFISSIONAL QUE CONVULSIONARIA OS SERTÕES NORDESTINOS. ANOS MAIS TARDE, LAMPIAO POUPOU A VIDA DE MAURÍCIO, NO POVOADO MARIANA, EM GRATIDÃO PELO SEPULTAMENTO DE SEU PAI.
FONTE: DIARIO DE PERNAMBUCO, 29 DE MARÇO DE 1973, TERCEIRO CADERNO, PAGINA 3.

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JOÃO BEZERRA E LAMPIÃO

 Por Crônicas Poéticas do Cangaço

Depois de alguns anos da morte de Lampião, João Bezerra falou:

- Se Lampião fosse vivo, eu não permitia que ninguém encostasse o dedo nele, hoje eu não acho que ele era bandido. "

João Bezerra

Livro:

O Incrível Mundo do Cangaço.

Antônio Vilela de Souza

#crônicaspoéticasdocangaço

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domingo, 28 de dezembro de 2025

A UNIÃO DE ARTISTAS, MOSSORÓ-RN.

Encravado na esquina da Rua 30 de Setembro com a Travessa Martins de Vasconcelos, antigo Beco do Irineu ou Travessa da Imprensa, na Praça Vigário Antônio Joaquim Rodrigues, lá está, o velho edifício-sede da União de Artistas. Imponente, solitário, um titã semi-abatido resistindo aos avanços das marretas da especulação imobiliária, como se fosse o último guardião do pouco que resta do patrimônio arquitetônico histórico edificado da cidade de Mossoró. A imagem que ilustra este tópico, de provável autoria de Manuelito Pereira, (1910-1980),  mostra esta edificação nos anos de 1937.

Em 14 de setembro de 1919, há noventa e três anos, foi fundada, na cidade de Mossoró, a Sociedade Beneficente União de Artistas, sem fins lucrativos, que teve por objeto congregar artistas locais de diferentes áreas profissionais, como: alfaiates, dentistas, escultores, fotógrafos, marceneiros, músicos, pedreiros, pintores, sapateiros, e, muitos outros que habilmente faziam verdadeiros trabalhos artísticos e que desempenhavam uma função social, e, claro, que esta congregação era de acordo com o conceito vigente de artista, na época.

Os membros da Sociedade, mediante ao pagamento de uma mensalidade mínima, tinham o direito aos serviços prestados por esta: assistência odontológica (extração dentária), cursos profissionalizantes de datilografia, de corte e costura, e outros que viessem a ter importância de aperfeiçoamento de mão-de-obra para os associados. O surgimento desta Sociedade representou o engatinhar do espírito da organização de classe e o brotar da semente do sindicalismo no principal centro comercial do oeste potiguar. Naquele mesmo ano, outra entidade de classe surgiu, foi fundada, em 08 de junho de 1919, a Associação Comercial de Mossoró

 A União era uma grande escola social”, esta foi a definição dada por José Caldas, (28/01/1923-12/04/2010), ex-Presidente da Sociedade, que segundo este, nos tempos áureos, a União teve mais mil associados, e atualmente, conta com pouco mais de cinquenta.

Zé Caldas, assim popularmente conhecido, e que nas horas de folga, também foi músico, era um alfaiate renomado na cidade. Nos anos de 1940, iniciou-se no ramo de confecção de roupas, como empregado da Alfaiataria Rex, a mais famosa da cidade que vestiu a elite política e empresarial local. Posteriormente, abriu a sua própria, a Alfaiataria São José, instalada na Rua 30 de Setembro, Centro.

A primeira diretoria da entidade, eleita em 21/09/1919, foi constituída pelos seguintes artistas, os quais exerceram os cargos de: Presidente - Francisco Negócio da Silva, Vice-Presidente – Francisco Paulino da Silva(1872-1927), 1º Secretário – Cícero A. de Oliveira, 2º Secretário - Luiz Gonzaga Leite e, Tesoureiro - Hermógenes Lucas da Mota. O músico, Mestre Artur Paraguai foi um dos membros suplentes desta diretoria. De acordo com a alínea D, do art. 12 de seus Estatutos, foi nomeado como orador oficial desta primeira gestão, o jornalista, poeta e músico, José Martins de Vasconcelos, (1874-1947). O mandato desta gestão vigorou até 14/09/1929[1].

Na data de 13/06/1927, The Resistance Day dos mossoroenses, a Sociedade funcionava na atual Avenida Rio Branco, número 1405, esquina com a Avenida Augusto Severo.[1] Décadas depois, instalou-se na Rua 30 de Setembro, Praça Vigário Antonio Joaquim Rodrigues, em edíficio próprio. É uma edificação que deveria integrar o patrimônio arquitetônico tombado da cidade, pois esta Sociedade é capitulo da história local. 

Este prédio, ao longo das décadas do Século XX sediou outras atividades privadas e públicas: a fábrica de cigarros Nova Esperança, de propriedade de Wanderley & Irmãos; a tipografia do jornal O Nordeste, de Martins de Vasconcelos; O Manuelito, estúdio fotográfico de Manuelito Pereira, (1910-1980), o Fotógrafo nº 1 da cidade; consultório odontológico, cartórios, o Centro Estudantil Mossoroense, (CEM), a Prefeitura Municipal, durante as administrações de Antonio Rodrigues de Carvalho, (1927-2009), e Raimundo Soares de Souza, (1920), e por último, a Câmara Municipal da cidade. 

Contudo, conforme declarações de associado e presidente, Antonio Mariano, informa que a Sociedade vem enfrentando sérias dificuldades financeiras, em virtude do pequeno número de associados, [2] sendo mantida, exclusivamente, com parcos recursos próprios provenientes das mensalidades, não recebendo ajuda do poder público para que esta possa realizar manutenção na edificação, preservação do acervo, documentação e outros dados importantes à memória histórica local. 

Portanto, deveria receber incentivo financeiro público, pois, a União é das poucas associações  de época que ainda está presente no contexto. Um fato curioso, os seus associados falecidos têm os seus túmulos, no cemitério local, próximos uns dos outros e pintados com a mesma cor da fachada principal do prédio da União.  O seu brasão, afixado no frontispício da fachada principal, e cuja disposição dos seus elementos percebe-se a influência do espírito maçônico, é formado por diferentes ferramentas de trabalho, representando a diversidade das categorias profissionais que congregavam à Sociedade. Portanto, existem inúmeros fundamentos para que as autoridades públicas preocupem-se em preservar este patrimônio que contém diferentes aspectos da história da cidade.

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos. Copiar por copiar é abortar a criatividade que vive em nossas mentes.

[1] (Fernandes, 2009); [2] (Amorim, 2002); [1] (Escóssia L. d.-1., Cronologias Mossoroenses, abril 2010). Origem da imagem: Site Azougue.com.

ANÁLISE DA IMAGEM.

Por Abdias Filho


Nesta fotografia de Benjamin Abraão, aparecem em segundo plano, dois cangaceiros bem atentos para a câmera. Provavelmente Benjamin tenha orientado assim para retratar uma das estratégias do cangaço depois do ingresso das mulheres: sempre haviam dois ou mais cangaceiros prontos para retira-las do palco de confronto e coloca-las em segurança.

No plano principal, temos a Rainha do Cangaço, Maria Déa, (Bonita) e a companheira do chefe de subgrupo Português. Cristina está contendo um sorriso, quase mordendo os lábios. Com o olhar fixo no fotógrafo, ela segura um pedaço de papel, enquanto Maria Bonita está mais a vontade e folheia uma caderneta de anotações. Ambas estão usando o chapéu de bandeirantes típico das mulheres e vestidas a caráter com todas as indumentárias, prontas para uma emergência.
Dois anos depois ambas seriam mortas, Cristina por supostamente trair o marido com o cangaceiro Gitirana. Maria Déa, morreu uma semana depois, na Grota do Angico em 28 de julho de 1938.
A triste história de Cristina terá espaço especial no meu novo livro Marias de Lampião - traços culturais da mulher no cangaço que será lançado em julho de 2026.

https://www.facebook.com/abdias.castro.1

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sábado, 27 de dezembro de 2025

DR. EDSON LEITE DUARTE.

 Por José Mendes Pereira - (Crônica 95)

 Foto de encontro da família Duarte - Segundo Miriam Duarte .
Da esquerda para direita: 
Irmã Aparecida, Maria das Dores Duarte, Valderi Paula(esposo), Elizabete Duarte, Luzete Maia Duarte (Viúva de Manoel Duarte Filho - Manoel Gogó), Iracema Duarte (Viúva de Antônio Duarte), Bernadete Duarte, Ataulfo Fernandes, Conceição Duarte (-casada com Ataulfo), Pedro Leite Neto, Maria Zélia Pinto (esposa de Pedro Leite), Wilson Duarte, Vilma Duarte (esposa de Wilson Duarte), Theresinha Duarte(minha mãe-esposa de Edson Duarte), Edson Leite Duarte (Meu saudoso pai in memorian), Aldezira Duarte (esposa de José ítalo) e José ítalo Duarte (in memorian).

Existem pessoas que nunca fizeram nada por ninguém e nem farão, porque o mais importante é: fazer para si própria, adquirir para resolver os seus problemas, as suas necessidades, as dos outros, que cada um resolva sem convocar ninguém para ajudá-lo.

Mas o mais importante na humanidade é que: enquanto um se nega a fazer algo por alguém, outros estão ali, procurando, pelo menos amenizar os problemas dos outros sem olhar a quem.

No final da década de 60, do século XX, estendendo-se para o início da década de 70, eu ainda era interno da "Casa de Menores Mário Negócio", e vivia exclusivamente à custa do governo Estadual, e tudo que os outros alunos como Railton Melo, Antônio Mendes Sobrinho, meu irmão, Raimundo Feliciano, Jorge Braz, João Augusto Braz, eu e outros tantos,  precisávamos, como roupas, alimentos, médicos, tratamentos dentários..., era dado pelo governo do Rio Grande do Norte.

https://blogdetelescope.blogspot.com/

Certa feita, precisando de tratamento dentário, à tarde, fui enviado pela diretora da instituição educativa, dona Ana Salem de Miranda (dona Caboclinha como era chamada, esposa de José Genildo de Miranda, que era radialista e fora vice-prefeito de Mossoró), até ao gabinete dentário do odontólogo Dr. Edson Leite Duarte, que funcionava no térreo do prédio da "Sociedade União de Artistas", localizado à Rua Coronel Vicente Saboia, centro de Mossoró.

Enquanto o Dr. Edson Leite Duarte fazia os trabalhos dentários em uma paciente, lá fora, do outro lado da rua, em uma calçada, escandalosamente, um senhor chorava sem parar um só instante. Os transeuntes que por ali passavam naquele instante, todos queriam saber o porquê daquele escândalo e derramamento de lágrimas. Logo a notícia saiu: o senhor que chorava no momento, sofria uma grande dor de dente.

Só como ilustração - https://depositphotos.com/br/photos/homem-com-dor-de-dente.html

E logo, o Dr. Edson Leite Duarte tomou conhecimento do pranto daquele homem, e mesmo com o seu jeito sério, muito sério e calado, abandonou a sua sala, e foi até ao local onde o homem chorão estava, e o trouxe para o seu gabinete.

Acabar no momento o sofrimento daquele homem era impossível, porque não se pode fazer extração de um dente quando ele está inflamado, mas o Dr. Edson Leite Duarte o tangeu para dentro do seu gabinete, posteriormente, o trouxe para a sala de espera, e mandou que ali, junto com nós pacientes, sentasse.

Não sei o que ele fez para evitar aquela dor tão infeliz naquele homem, mas, mais ou menos 20 minutos depois, o senhor dormia sentado sobre a poltrona. Acredito que foi medicado com um tranquilizante qualquer, já que ele permaneceu dormindo enquanto eu permanecia à espera para ser atendido. Ao sair do local, o homem continuava dormindo.

Parabéns, Dr. Edson Leite Duarte! Tenho certeza que o senhor foi muito importante para Mossoró, prestando os seus serviços odontológicos à população.

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas. Desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
 
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.

Guarda na mente este lembrete quando estiver no trânsito. Não se exalte. Calma! Calma!

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" siga o nosso blog. 

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