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sexta-feira, 24 de abril de 2026

FILHA DE LAMPIÃO QUER A VOLTA DO CANGAÇO - PUBLICADO EM 2.000

Por KAMILA FERNANDES - DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

Expedita Ferreira filha de Lampião e Maria Bonita

Última descendente viva de Lampião e Maria Bonita, Expedita Ferreira Nunes, 66, acredita que só a volta do cangaço pode melhorar as condições de vida no sertão nordestino.

Ela nega que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra seja um herdeiro do que chama de luta social de seu pai: ""Eles querem bandalheira".

Com a morte de João Ferreira Batista, o João Peitudo, Expedita passou a ser a única pessoa reconhecidamente filha do casal de cangaceiros que tomou conta do sertão nas décadas de 20 e 30.

Como era apenas uma menina de cinco anos quando seus pais morreram, numa emboscada policial na Grota de Angicos (divisa entre Alagoas e Sergipe) em 1938, as lembranças de Expedita são muito vagas. "Quando ele chegava para me visitar, eu ficava com medo das roupas, das armas, daquela gente toda." Agora, diz, o medo que sente no dia-a-dia é diferente, maior.

Expedita é dona-de-casa e tem quatro filhos. Vive em Aracaju (SE) e tem como principal diversão viajar.

Lampião (1898-1938) e Maria Bonita (1911-1938) casaram-se em 1930. Ela, aos 19 anos, passou por três abortos espontâneos antes de dar à luz Expedita. O cangaceiro teve outros filhos pelo sertão, de outras mulheres -lendas falam que ele chegou a ter uma espécie de harém com 17 moças. A seguir, trechos da entrevista.

Folha - Na época do seu pai, o cangaço ditava as leis no sertão.

Expedita Ferreira Nunes - Hoje é o contrário: o sertão é que está dominando o cangaço. A violência está descontrolada, sem limites. Não tem governo.

A televisão está aí para ensinar como é que se abre um carro, como se mata, tudo isso. Hoje em dia dá até medo de sair de casa.

Folha - O cangaço podia ser visto como uma forma de luta social no sertão nordestino. Hoje nós temos, no campo, o MST. O que a sra. pensa desse movimento?

Expedita - Está faltando uma autoridade para acabar com essa safadeza, porque há muitos que têm terra e se fazem de sem-terra para ficar fazendo bandalheira. Não é luta social nenhuma. Onde existe uma luta social que vai destruir as coisas dos outros, onde é que já se viu isso?

Folha - Mas não era isso que Lampião fazia?

Expedita - Ele não destruía assim, não. Ele tirava dos ricos para dar aos pobres. Ele pedia, se não dessem, aí ele tirava. Mas para destruir, de maneira nenhuma. Os sem-terra estão destruindo tudo na vida, como têm muitos por aí que têm as coisas, vendem, para ficar sem terra, para cair na bandalheira.

Folha - Se Lampião vivesse hoje, como seria?

Expedita - Ele num instante acabava com isso. Precisava de um homem de pulso, o Brasil precisava de um homem de pulso, um homem que tenha coragem de dizer "isto e é isto".

Folha - A sra. lembra do seu pai e da sua mãe?

Expedita - A lembrança é pouca, mas tenho de pequena até hoje. Quando ele chegava em casa e me pegava, me abraçava. Eu tinha medo das roupas, daquele povo todo que vinha com ele, das armas, eu tinha medo de tudo. Mas ele me pegava, me botava no colo.

Folha - Quem criou a sra.?

Expedita - O Manuel Severo e a Aurora, até os oito anos. Eu fui criada por eles sabendo que eles eram meus pais, mas que eu tinha outros pais. Eles não me enganaram, nem podiam. Meu tio João Ferreira terminou de me criar. Meu avô tinha uma fazenda e ele ajudava o meu tio a me fazer estudar e tudo, até eu fazer 18 anos, quando me casei.

Folha - O que falavam dos seus pais na época?

Expedita - Não falavam muita coisa, não. Era um assunto meio proibido, porque muita gente achava que ele era um criminoso. Tinha medo dele. Só depois de muito tempo, quando meus filhos começaram a perguntar, a se interessar, é que eu fiquei sabendo tudo o que ele fazia mesmo.

Folha - Para a sra., o que mudou no sertão daquele tempo para cá?

Expedita - O sertão não muda. Só muda o perigo, que está maior. Cada vez pior. Toda a vida teve seca, não tem diferença.

Folha - A sra. vota?

Expedita - Não quero votar mais não. Não tem homem para mais ninguém votar não, não existe.

Folha - O que a sra. acha que está faltando para o país?

Expedita - Uma pessoa de pulso, muito pulso. Essa pessoa não existe. Morreu com Lampião.

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https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0307200023.htm

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

ENTREVISTA

 Por João de Sousa Lima

Cedendo entrevista hoje para a TVE-BAHIA, falando sobre as histórias de Paulo Afonso.

https://www.facebook.com/photo?fbid=26748937004700431&set=a.414751525212338

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As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

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1847 - A ESCRAVA PROIBIDA: CABELOS E OLHOS FLAMEJANTES - ELA FOI ABUSADA TRÊS VEZES POR SEMANA ATÉ SE TORNAR...

Por Vozes Urbanas

Há uma história que o Brasil do século XIX tentou enterrar demasiado fundo para que ninguém o pudesse encontrar. Uma história que não deveria ter acontecido, que não deveria ter chegado até onde chegou e que ainda assim aconteceu com uma jovem cujos olhos azuis verdeados não combinavam com nada em redor, cujos cabelos dourados brilhavam como ouro velho sob o sol implacável de um março brutal.
Ela não tinha correntes nos pulsos naquele momento. Tinha algo pior. Tinha documentos assinados que diziam que ela pertencia a outro ser humano. E nesse dia, em 1847, numa praça poeirenta no coração de São Paulo, ela subiu os degraus de um palanque de madeira podre e olhou para uma multidão de homens que a fitavam como quem examina um animal de raça.
E ela não baixou os olhos, não tremeu, não chorou, porque ela já tinha chorado tudo o que tinha para chorar. E o que restava dentro daquele corpo de pouco mais de 20 anos não era desespero, era plano. O calor húmido daquele março de 1847 colava-se à pele como piche. A praça do Mercado de São Paulo cheirava a suor, a terra batida, o fumo do cigarro e ao desespero humano que nenhuma palavra da língua portuguesa consegue descrever com justiça.
Havia dezenas de pessoas naquela praça, negociantes, curiosos, agricultores de chapéu de aba larga e botas reluzentes, todos reunidos para participar em algo que a história oficial tentaria suavizar durante gerações. leilão, um leilão de seres humanos. E no centro de tudo aquilo, numa plataforma de tábuas gastas, erguia-se um homem de barriga saliente, voz de trovão e dentes manchados, que dava pelo nome de Tavares, um comerciante português que fazia fortuna vendendo vidas como se fossem mercadorias importadas, porque para ele e para aquela sociedade era
exatamente isso que eram. O coronel Augusto Mendonça tinha 52 anos, um bigode espesso que escondia a crueldade discreta de um sorriso e olhos pequenos que calculavam o valor de tudo o que antes mesmo de perguntar o preço. Ele não estava ali porque precisava de trabalhadores. A sua propriedade rural, uma das mais extensas da região, com plantações de café que se estendiam por léguas e léguas de terra vermelha, já contava com mais de 200 almas submetidas às suas ordens.
Ele estava ali porque era vaidoso, porque uma semana antes, num jantar em casa de um barão local, havia visto um homem ser admirado por todos os presentes por causa de uma escravizada de aparência singular. E o coronel Augusto Mendonça não suportava a ideia de que alguém tinha algo que ele não tinha. Era essa a natureza daquele homem....
Leia a história completa na seção de comentários

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ALTO DA EMA

 Clerisvaldo B. Chagas, 22 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3404

 

EMA (PIXABAY).

Quando o pesquisador encontra certa ambiguidade, na pesquisa, muitas vezes não tem como desvendar o mistério surgido, quando fontes seguras já não existem e se tem que entrar no campo das deduções. Um desses caso é semelhante no Sertão e no Agreste do nosso estado. E tudo tem início com a denominação mais fácil que o povo encontra. Entre Palmeira dos Índios e Maribondo, encontramos o povoado Cabeça Danta. E o que significa Cabeça Danta. Seria inicialmente Cabeça de uma pessoa de sobrenome Danta? Seria  o lugar chamado antes Cabeça da Anta? Seria cabeça, relativa  a um começo de ladeira, de chã? Teria sido achado ali uma cabeça humana de alguém que tivesse sobrenome Danta?

No município de Santana do Ipanema estão as denominações de sítios: Baixa do Tamanduá,  Várzea da Ema. Muita lógica nas deduções. Mas o sítio Alto Dema ou Alto da Ema ou Alto d’Ema,  ou ainda Alto do Dema dá nó em cabeça de pesquisador.  Qual a realidade por trás do nome. Primeiro, Alto Dema, ou Alto do Dema ou Alto d’Ema, dá a impressão do que são termos que dizem a mesma coisa: Um terreno alto que teria um morador chamado ou apelidado de Dema. Então vamos para a quarta denominação: Alto da Ema. Bem, assim tudo muda. Nesse caso a termo é muito claro: Um lugar onde, antigamente se encontravam emas. Ali perto existe outro sítio com o nome Várzea da Ema. Várzea é lugar baixo, fértil e sujeito à inundações. Ora, se tão perto tem a Várzea da Ema, e o Alto da Ema, se deduz que naquela região eram frequentadas pelos animais selvagens ema, tanto nas baixadas quanto nos altos. Qual seria o certo?

A EMA, ave pernalta é a maior do Brasil. Suas pernas longas permitem fugir rapidamente de predadores e, quando acuada também resolve atacar. Animal  cada vez mais raro nos seus habitats,

as emas eram bastante encontradas no interior do Nordeste. Embora tenha uma carcaça com bastante carne, não era apreciada, principalmente pela população masculina que dizia que “que carne de ema faz crescer a bunda”. No meu romance do ciclo do cangaço, FAZENDA LAJEADO, tem uma cena hilariante com uma ema, visando quebrar  a seriedade da narrativa. A  (Rhea Americana) também se encontra presente no livro: O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/04/alto-da-ema-clerisvaldo-b.html


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INDAIÁ SANTOS

 Por Indaiá Santos


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RESISTÊNCIA!

Por Nota
Em setembro de 1979, no Palácio da Liberdade, coração de Minas Gerais, uma pequena Rachel Clemens Coelho, de apenas 5 anos, protagonizou um gesto corajoso que ecoaria pela história.
Diante do presidente militar João Baptista Figueiredo (1979-1985), que visitava Belo Horizonte para lançar o carro a álcool, ela recusou o cumprimento, num ato puro e desafiador.
A cena, eternizada pela lente sensível de Guinaldo Nicolaevisky, militante contra o regime, estampou jornais e se tornou um símbolo vibrante da luta contra a ditadura militar (1964-1985). Rachel, com sua bravura infantil, inspirou gerações.
Tragicamente, ela nos deixou em 2015, vítima de um infarto, mas sua coragem permanece viva, um lembrete do poder de resistir.

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