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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A FALA DO SERTANEJO NOS LIVROS SOBRE O CANGAÇO (PRECONCEITO NA ESCRITA OU TRANSCRIÇÃO DA FALA?)

Por Rangel Alves da Costa*

Tenho observado alguns apreciadores e até pesquisadores do cangaço defendendo uma literatura cangaceira sem o uso dos regionalismos, sem a transcrição do falar sertanejo, sem o uso dos termos peculiares aos povos das caatingas, ao matuto das veredas espinhentas e da desolação das caatingas.

Quer dizer, não vêem com bons olhos que os autores transcrevam a literalidade da linguagem do sertanejo, nos moldes do dito pelo homem da terra, nos seus jeitos próprios de se expressar. Por consequência, a voz cabocla, tantas vezes iletrada, sem nada conhecer dos meandros gramaticais e da língua, deixaria de ecoar segundo o falado para se transformar num fraseado mais rebuscado e inteligível ao leitor. Adeus a originalidade da pronúncia.

Acerca do tema, um pesquisador do cangaço assim já se manifestou em escrito no facebook, no grupo O Cangaço: “Criou-se uma cultura um tanto estranha de escrever, em diálogos contidos em livros sobre cangaço, palavras que não são necessariamente expressões da Língua Portuguesa. Os adeptos da modalidade, dizem que este método seria usado para "preservar a fala própria do sertanejo". Será? Há algo construtivo nisto? Não vou emitir qualquer juízo de valor, mas gostaria que os interessados conhecessem a opinião de Ariano Suassuna sobre esse aspecto”.

Ariano Suassuna - revistaescola.abril.com.br

Com efeito, há um vídeo no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=FL-qbf0udq8) onde o grande mestre da cultura nordestina fala acerca do preconceito linguístico, criticando a utilização de termos incorretos para expressar a verdadeira linguagem do povo. No seu entendimento, ao não utilizar a escrita convencional na fala dos personagens, ainda que obviamente a locução saia deturpada, se estará incorrendo em verdadeiro desrespeito ao povo. Eis o que diz Ariano:

“Uma coisa que a mim me incomoda muito como escritor é que normalmente as pessoas não distinguem muito a linguagem escrita da linguagem falada. A linguagem escrita é uma convenção (...). Tem gente que pensa diferente. Mas eu acho que existe até um preconceito contra o povo. Quando o pessoal vai apresentar um personagem popular faz questão de errar a grafia dos nomes. Olhe, a grafia é uma convenção. Ninguém fala de acordo com a grafia. Veja, por exemplo, eu sou nordestino como você, eu não digo cruz, eu digo “cruiz”; eu não digo luz, eu digo “luiz” (...). Pois bem, se a pessoa me faz personagem de uma peça ou dum conto ou dum romance, eu digo “nóis”; eu digo “cadera”, eu não digo cadeira. Mas se me botam como personagem escrevem cadeira e escrevem nós (...). Agora, se é uma pessoa do povo faz questão de botar “nóis”, “nóis vai”, não sei que. Eu acho que isso é uma falta de respeito com o povo (...)”.

Certamente que a intenção de Ariano foi criticar a premeditação do erro na grafia da fala de personagens. Tanto é assim que sempre remete a personagens fictícios. O mestre se volta, pois, contra a utilização da fala escrita com a mesma grafia da pronúncia do personagem. E a situação se torna bastante diferente quando se trata não de ficção, mas da fala real do povo, da escrita correspondente à sua fala. É preciso observar atentamente a crítica lançada por Suassuna e não trazer tal contexto para a literatura sobre o cangaço, pois se trata de uma realidade diferente.


Ao afirmar que “Criou-se uma cultura um tanto estranha de escrever, em diálogos contidos em livros sobre cangaço, palavras que não são necessariamente expressões da Língua Portuguesa”, talvez aquele participante do grupo O Cangaço (facebook) tenha incorrido em alguns equívocos. Em primeiro lugar, a Língua Portuguesa não é um repositório fechado de expressões, pois a vivacidade da língua a torna em constante transformação, com termos desacolhidos e outros que vão surgindo. Ademais, se são palavras utilizadas por determinadas pessoas não há que se dizer que são alheias à língua pátria. Quantas e tantas expressões vão surgindo que pelo uso acabam fazendo parte do vocabulário, ainda que reservadamente a um povo?

Mas a verdadeira questão vem em segundo lugar. Por mais que língua escrita não seja a fiel representação da língua falada, não é incorreto escrever utilizando-se a variação linguística de determinado povo. Pensar diferente seria desvalorizar os regionalismos e as expressões linguísticas próprias de cada comunidade. Além disso, sou levado a defender que quanto mais próxima da fala estiver a escrita mais o leitor se verá diante do falante, do meio, do contexto em que se passa o relato.

Do mesmo modo, não vejo como acerto que a escrita convencional iguale todos os falares. Ora, a obediência às convenções linguísticas não tem o poder de exigir a transcrição de uma fala de um autêntico sertanejo de forma igual ao falar de um sulista, de uma escrita geral. Diga-se ainda que seria erro do escritor, em nome da tal convenção, “consertar” o falar matuto, de modo a não soar como preconceito. Na verdade, preconceito é querer ignorar esse linguajar tão autêntico e rico.

Por isso comungo da escrita como se fala. Seria o fim do mundo o sertanejo dizer “Os cabra de Lampião arribaram sortando fogo pelas fuça”, e mais tarde eu ter de ler: “Os cangaceiros de Lampião saíram soltando fogo pelas narinas”.

Poeta e cronista
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Coronelismo e Cangaço

Coronéis 

CORONEL – A designação de coronel veio do Império, quando os grandes proprietários de terras e outros bens – para solidificar seu poderio - adquiriam comprando esse título da Guarda Nacional.

A Guarda Nacional foi criada pela lei de 18 de agosto de 1831, pelo então padre Diogo Antonio Feijó, para garantir a ordem pública, defender a Constituição, a independência, a liberdade e a integridade nacional. Esta lei substituía as antigas Companhias de Ordenações e as Milícias de Guardas Municipais, cujas foram suprimidas em 20 de dezembro do mesmo ano.

Os coronéis indicavam – por força de eleições profundamente suspeitas - os prefeitos (intendentes) das cidades ou assumiam eles próprios, arregimentavam em suas propriedades dezenas de pistoleiros – jagunços – para eliminarem quem não lesse na mesma cartilha política ou discordasse de seus interesses. Quando um coronel admitia um morador em sua propriedade não era necessário contratar-lhe os “serviços” do mesmo para ser jagunço ou pistoleiro. O fato de estar com tal coronel significava que era também um protetor armado desse mandatário. Essa atividade era inseparável da de morador ou agregado. Se houvesse mais de um coronel na cidade, mandava mais aquele que tinha mais pistoleiros, mais armas e maior disposição de brigar. No dia das eleições, seus cabos eleitorais entregavam a cédula em envelope fechado e preenchido aos eleitores e acompanhavam até o local das votações para ver se colocavam nas urnas. Era comum o voto do defunto. Muitas vezes se votava em dois municípios : de manhã em um e a tarde em outro, para o “patrão” ajudar ao “compadre” correligionário. Tudo isto era o chamado “voto de cabresto”, que ainda existe, com modificações, nos dias atuais, nos sertões.


Alguns pesquisadores chegam a dizer que Lampião fez pacto com coronéis. Isto é erro de leitura do contexto social da época. Na verdade alguns coronéis se encolheram, dobraram a espinha nos pactos, debaixo das ordens e poder de fogo do Rei do Cangaço. 

Segue os principais coronéis do tempo de Lampião – uns se dobraram e outros resistiram ao seu julgo:

De Pernambuco:

Vila Bela (atual Serra Talhada) – Antonio Pereira, padre José Kehrle, Antonio Alves do Exu e Cornélio Soares. Floresta – Antonio Serafim de Souza Ferraz (Antonio Boiadeiro). Belém – Manuel Caribe (Né Caribe). Tacaratu, Jatobá e Espírito Santo – Ângelo Gomes de Lima (Anjo da Jia). Flores – José Medeiros de Siqueira Campos, que se revezava com o Major Saturnino Bezerra, este do distrito de Carnaíba. Triunfo – Deodato Monteiro, Lucas Donato. Afogados da Ingazeira – Elpídio Padilha. Custódia – Capitão da Ribeira de Contindiba e Ernesto Queiroz. Moxotó – Antonio Guilherme Dias Lins. Buíque – Antonio Cavalcanti. Pedra – Francisco de França (Chico de França). Rio Branco (Arcoverde) – Delmiro Freire. Águas Belas – Constantino Rodrigues Lins. Cabrobó – Antonio André e Epaminondas Gomes. Salgueiro - Veremundo Soares. Belmonte – Luiz Gonzaga Ferras. Bom Conselho do Papacaça - José Abílio de Albuquerque Ávila e Francisco Martins. Leopoldina (Parnamirim) – Antonio Angelino. Serrinha (Serrita) – Frâncico Figueira Sampaio (Chico Romão). Petrolina – João Barracão e família Coelho.

Da Paraíba: 

Princesa – José Pereira Lima. Conceição – Jaime Pinto Ramalho. Misericórdia (Itaporanga) – José Bruneto Ramalho e a família Nitão. Piancó – Felizardo e Tiburtino Leite. Cajazeiras – Famílias Rolim e Cartaxo. Alagoa do Monteiro – Augusto Santa Cruz.

De Alagoas:

Água Branca – Ulisses Luna (Ulisses da Cobra). Santana do Ipanema – Manuel Rodrigues. Mata Grande – Juca Ribeiro, família Malta. Pão de Açúcar – Joaquim Resende, Augusto Machado e Elísio Maia.

Do Ceará:

Missão Velha – Isaías Arruda. Porteiras – Raimundo Cardoso. Milagres – Domingos Furtado. Barbalha – Mousinho Cardoso. Aurora – Família dos Paulinos. Juazeiro – Padre Cícero e Floro Bartolomeu. Bravo – José Ignácio. Lavras da Mangabeira – Raimundo Cardoso. Jardim – Coronel Dudé. Brejo Santo - Antonio Teixeira Leite (Antonio da Piçarra).

De Sergipe:

Francisco Porfírio de Brito, João Ribeiro, Antonio de Carvalho (Antonio Caixeiro) e Eronildes de Carvalho.

Da Bahia:

Glória – Petronilo de Alcântara Reis (Coronel Petros). Jeremoabo – Saturnino Nilo.

Do Rio Grande do Norte:

Mossoró - Coronel Antonio Gurgel e Rodolfo Fernandes.

CANGACEIROS – Os cangaceiros viveram no nordeste por aproximadamente setenta anos. De 1870 até 1940, com seus ícones: José Gomes (Cabeleira), Lucas Evangelista (Lucas da Feira), Jesuíno Alves de Melo Calado (Jesuíno Brilhante), Adolfo Meia Noite, Manoel Batista de Moraes (Antonio Silvino), Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira), Virgolino Ferreira da Silva (Lampião) e Cristino Gomes da Silva Cleto (Corisco). Viviam em grupos, saqueando cidades, vilas e fazendas, enfrentando o poderio dos coronéis e fazendeiros, desafiando a polícia e todo aparato do Estado. A palavra vem de canga, peça de madeira que prende os bois ao carro. Os cangaceiros carregavam a arma sobre os ombros, lembrando uma canga. Quem se sentisse injustiçado, sempre procurava um meio de torna-se um cangaceiro. No cangaço o ganho era bastante superior ao de qualquer outra profissão estabelecida. Além do dinheiro e jóias, frutos dos saques, tinham fama, liberdade e respeito da população, admiração das mulheres, simpatia das pessoas e rompimento com a submissão dos donos do poder. No cangaço havia respostas urgentes para as necessidades materiais dos mais pobres.

Alguns tipos de cangaceiros:

O meio de vida: Que agiam por profissão.
O Vingança: Por ética.
O Refúgio: Por defesa.

O fim do cangaço é dado com a morte de Corisco, em 1940.

Os mais destacados chefes de cangaceiros do tempo de Lampião que agiram com ele em diversos momentos, foram: Virginio (Moderno), Sabino Gomes, Luiz Pedro, Antonio de Ingrácia, Cirilo de Ingrácia, Sinhô Pereira, Antonio Rosa, Cassemiro Honório, Antonio Matilde, Azulão, Gato (de Inacinha), Zé Sereno (José Ribeiro), Pancada, Chico Pereira, Curisco, Zé Baiano, Labareda (Ângelo Roque), Massilon Leite, Sabino das Abóboras, Jararaca (José Leite), Antonio Rosa, Balão, Meia Noite, Tubiba, Bom Deveras e Baliza.

EM TEMPO: Para conhecer mais sobre LAMPIÃO, leia o livro LAMPIÃO. NEM HERÓI NEM BANDIDO. A HISTÓRIA, de Anildomá Willans de Souza.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.cabrasdelampiao.com.br/coro.php

http://historiaestudoamador.blogspot.com.br/2010/07/coronelismo-e-cangaco.html

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Secult Aurora INFORMA !


Boa Leitura: 

UMA OBRA SEMINAL SOBRE A VIDA, MORTE E MILAGRES da Mártir Francisca -'A Santa Popular de Aurora' - CE. Livro do jornalista Dellano Rios - Fortaleza-CE. 



Em que também se fez uso dos nosso trabalhos de pesquisas e artigos de opinião sobre o tema. Vale a pena lê-lo.


Fonte: facebook
Página: Do Secretário de Cultura da cidade de Aurora no Estado do Ceará - José Cícero Silva

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Lampião protesta

Foto: " ESSAS PESTES AUMENTAM TUDO" PALAVRAS DE LAMPIAO SE REFERINDO A NOTICIAS SOBRE ELE NOS JORNAIS.

Quando os jornais do Brasil e do mundo começaram a bater forte sobre a vida maldosa que levava o cangaceiro Lampião, chateado com certas coisas que os jornais aumentavam, segundo ele, disse:

" - Essas pestes aumentam tudo!"


Dona Cristina Bulhões com Sílvio Bulhões nos braços. Ele é filho dos cangaceiros Corisco e Dadá. Dona Cristina Bulhões era irmã do Padre Bulhões,  que era pai adotivo do Sílvio Bulhões. 


Outra foto de dona Cristina Bulhões, segurando nos braços o Sílvio Bulhões.

Fonte: facebook

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Três momentos dentro do cangaço

ReproduçãoLampeão: Sua História, de Érico de Almeida

A figura controversa do cangaceiro Virgolino ‘Lampião’ Ferreira, Virgolino (1898-1938) com “o” que é a maneira correta de grafar o nome verdadeiro do mais famoso e temido dos anti-heróis brasileiros de acordo com a página eletrônica (infonet.com.br/lampiao) mantida pela neta do cangaceiro Vera Ferreira, permeia os três novos lançamentos da Sebo Vermelho.


“Quem é quem no cangaço”, de Paulo Medeiros Gastão; “O Cabeleira”, de Franklin Távora; e “Lampeão – sua história”, primeira biografia sobre o cangaceiro escrita em 1926 pelo paraibano Érico de Almeida, fazem parte da Coleção João Nicodemos de Lima que chega ao volume 378. “É mais uma raridade da bibliografia do cangaço que o Sebo Vermelho reedita em edição fac-similar, para conhecimento das novas gerações”, comentou Abimael Silva sobre a biografia pioneira escrita mais de uma década antes da morte de Lampião (com “i”, segundo Vera Ferreira).

Escritor e jornalista, Érico de Almeida escreveu 14 capítulos sobre a presença de Lampião na Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas; sendo o último capítulo um depoimento do também cangaceiro Antônio Silvino (1875-1944) sobre Lampião.

Já “Quem é quem no cangaço”, do pernambucano Paulo Medeiros Gastão, 74, trata-se de uma obra referência que funciona como ponto de partida para quem quer conhecer a ‘literatura cangaceira’. O livro, originalmente publicado em 2012, traz uma vasta lista com nomes de autores de todo o Brasil que abordaram o tema em várias épocas – os potiguares Lauro da Escóssia, Juvenal Lamartine, Câmara Cascudo e Iaperi Araújo são alguns dos citados na obra.

ReproduçãoO Cabeleira, de Franklin Távora

Enquanto “O Cabeleira”, editado pela primeira vez em 1876 e que também vem em versão fac-símile, traz o cangaço para o universo urbano. Contemporâneo de Visconde de Taunay, José de Alencar, Machado de Assis e Joaquim Manoel de Macedo, o cearense Franklin Távora (1842-1888) foi um dos pioneiros do chamado romance regionalista com este romance. O livro, o primeiro registro da literatura brasileira a ter um cangaceiro como personagem central, narra as aventuras e desventuras do cangaceiro José Gomes na cidade do Recife do século 18.

“Ótima leitura para quem aprecia, detesta ou espreita o cangaço”, garante o sebista e editor Abimael Silva.

Serviço: Lançamento dos livros “Quem é quem no cangaço” (R$ 30), de Paulo Medeiros Gastão; “O Cabeleira” (R$ 25), de Franklin Távora; e “Lampeão – sua história” (R$ 25), de Érico de Almeida. Sábado (29), das 9h às 12h, no Sebo Vermelho – Av. Rio Branco, 705, Cidade Alta.
 
Fonte principal: Tribuna do Norte - www.tribunadonorte.com.br

http://sebovermelhoedicoes.blogspot.com.br/2013/06/tres-momentos-dentro-do-cangaco.html
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CARIRI CANGAÇO EM SOUSA, PARAÍBA - OS LIVROS QUE SERÃO LANÇADOS.

Por João de Sousa Lima

Os escritores João de Sousa Lima, Ângelo Osmiro e Archimedes Marques lançarão seus livros durante o Cariri Cangaço em Sousa, Paraíba.

Serão lançados os livros Lampião em Paulo Afonso, a Trajetória Guerreira de Maria Bonita, Moreno e Durvinha e Angiquinho "100 Anos de História" (de João de Sousa Lima), Lampião e Outras Histórias, de Ângelo Osmiro e Lampião contra o Mata Sete, de Archimedes Marques.
Prestigiem, divulguem!

Ângelo Osmiro e João de Sousa Lima
Escritores Archimedes Marques e João de Sousa Lima
Cariri Cangaço, Sousa, Paraíba

PROGRAMAÇÃO


Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima.
http://www.joaodesousalima.com/

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Cangaço - Folguedo e vaquejada - Do portal do cangaço de Serrinha – Bahia.

Por Guilherme Machado

O portal do cangaço de Serrinha participa das festas tradicionais e culturais da região do Sisal, todos os anos na famosa vaquejada de Serrinha. O grupo de cangaceiros do Maracatu Atômico desfila com os seus participantes trajados a rigor.


O grupo foi formado em 19-7-2009, com o intuito de resgatar a tradição da cultura nordestina e seus personagens, a exemplo de: 

Lampião e Juriti

Virgolino Lampião, Luiz Gonzaga, Antonio Beato Conselheiro, os vaqueiros sertanejos, cavalgadas nas missas dos vaqueiros e muitos outros folguedos. 

Ganzaguinha e Gonzagão
Antonio Conselheiro

O grupo de cangaceiros do Maracatu Atômico tem como apoio o Espaço Cultural Museu Particular do Gonzagão de Serrinha.

Fonte: facebook

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André Vasconcelos recebe Título do Cariri Cangaço

Por Manoel Severo
André Vasconcelos recebe Título do Cariri Cangaço

O patrimônio das cidades pode ser percebido em sua arquitetura, seu casário, sua história, cultura e tradição, mas sobretudo, o patrimônio das cidades se encontra nas pessoas. As pessoas é que dão vida e alma, fazem as coisas acontecerem e fazem a diferença.

Quem conhece André Vasconcelos sabe do que falo. Esse Triunfense, com T maiúsculo é uma dessas pérolas de ser humano que dignificam o berço onde nasceram, moram e se esforçam para que o dia de hoje seja melhor do que ontem.

 
André Vasconcelos, Elaine e Guilherme

Jovem e talentoso gestor cultural, hoje administrador do espetacular Teatro Guarani em Triunfo, André é também o responsável pela área gastronômica do SESC - Triunfo, um dos mais sensacionais equipamentos hoteleiros e de lazer de Pernambuco. Pesquisador das coisas do sertão, artista primoroso, encontrou na música e no violão a maneira mais fácil de encantar a todos.

Homem de fé, dedicado à família, ao trabalho e aos amigos, nos permite com seu exemplo acreditar que vale a pena trilhar o caminho da retidão, do trabalho e da generosidade de espírito. André faz amigos por onde passa, com o Cariri Cangaço não foi diferente, esteve ao nosso lado desde o primeiro momento quando ainda estávamos em estágio embrionário; naquele momento veio se unir aos muitos amigos que acreditaram nesse sonho. Ao lado de Diana Rodrigues são os embaixadores do Cariri Cangaço em Triunfo. 
  
 André Vasconcelos, Manoel Severo e Diana Rodrigues
André Vasconcelos e Manoel Severo
Diana Rodrigues, Heldemar Garcia e André Vasconcelos

Por ocasião da visita da Caravana Cariri Cangaço à cidade de Triunfo, em Pernambuco, neste último mês de julho de 2014, juntamente com os confrades do GPEC, tivemos a grande oportunidade de, em ato solene passar às mãos desse grande amigo e confrade, André Vasconcelos, o Diploma de reconhecimento do Cariri Cangaço pelo seu enorme trabalho dedicado ao engrandecimento de nossa cultura, história e tradições. 

Ingrid Rebouças, Manoel Severo e André Vasconcelos

Ao final, participamos de uma proveitosa reunião de trabalho, na pauta; mais um empreendimento com a Marca Cariri Cangaço; reunindo os estados de Pernambuco e Paraíba; em 2015 os municípios de Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde, Princesa Isabel e São José de Princesa, serão os mais novos anfitriões do Cariri Cangaço!

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço 


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (III)

Por Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2014 - Crônica Nº 1.243

Após 76 anos vivendo com notória humildade, a igrejinha de São Pedro ─ como assim é conhecida pelos santanenses ─ conseguiu ser reformada para imensa alegria do povo católico do município.

BANCAS CONSERVADAS, PAREDES COM REVESTIMENTO MODERNO. - (foto: Clerisvaldo).

Seu zelador da atualidade é o casal Vicente Silva Soares e Júlia Vieira Silva Soares, sua esposa. Vicente é mais conhecido como “Bouzo”. É atento, educado e sabe tudo relativo à reforma do prédio sob sua responsabilidade. O pároco da Paróquia de Senhora Santa Ana, Adalto Alves Vieira, natural do município de São José da Tapera, comandou as ações da reforma, juntamente com o vigário paroquial, José Paulo Rosendo da Costa, filho do povoado oliventino de Fazenda Nova.

GALERIA COMPÕE A HISTÓRIA. (Foto: Clerisvaldo).

Graças ao comando e determinação do pároco Adalto, tudo foi realizado com a arrecadação do dízimo, promoções do ECC (grupo de casais) e doações dos paroquianos.A reforma da igrejinha de São Pedro aconteceu entre os meses de fevereiro a junho de 2013, tendo o dia da reinauguração acontecido em 27 de junho de 2013. O desenho da nova igreja deveu-se ao jovem Naldo Magalhães ─ que fez às vezes de arquiteto ─ ficando a realização das ações com Seu Audálio, assim conhecido o mestre de obras, na comunidade.

BOUZO, ZELA O TEMPLO E CONSERVA A TRADIÇÃO. - (Foto; Clerisvaldo).
Quem conheceu a antiga igrejinha de bairro, leva um reforçado choque com a diferença apresentada em alto luxo e bom gosto.

Iniciando pelos terrenos, havia dois becos laterais: o da direita não pertencia à Paróquia, o da esquerda sim. O da direita era da proprietária de nome Isaltina e, fora doado por ela à igreja através de um pedido realizado pelo comerciante das imediações, Carlos Gabriel da Silva, o Seu Carrito.

Pois bem, esse corredor lateral direito, foi transformado em jardim e mais acima em sacristia (vizinha ao altar-mor) e banheiro contíguo para o padre.

O corredor da esquerda foi aproveitado para construção de banheiro para os fiéis.

O pequeno, mas valente sino da igrejinha de São Pedro, por ser muito baixo e até perturbador para os frequentadores, ganhou uma bela torre, juntamente com toda a aparência moderna da parede exterior de entrada.

A igrejinha de São Pedro, defronte a Praça São Pedro e também no Bairro do mesmo nome do santo “porteiro do céu”, apóstolo de Jesus e primeiro chefe da Igreja Católica Primitiva, tornou-se o grande atrativo cristão e turístico, tanto pela fé no seu patrono, quanto pela beleza ostentada externa e internamente.


O seu vizinho “Bacurau” que também passou por fase de descaso, abandono e preconceito, agora virou biblioteca.

Parece até que o sino convida com mais robustez, os devotos de São Pedro para às missas semanais das quintas-feiras à noite.

·         * Continua amanhã.

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CORDIAIS SAUDAÇÕES (OU O TEMPO ESQUECIDO EM LETRAS MORTAS)

Por Rangel Alves da Costa*

Cordiais saudações. Assim estava escrito, logo abaixo do nome do lugar e da data, na cartinha que não fora enviada pelo seu subscritor. Porém, não se sabe o real motivo, a missiva acabou sendo colocada em garrafa de vidro e jogada nas águas do Rio Sergipe, e agora encontrada já nas suas margens distantes, após as leves correntezas endereçarem até os beirais molhados. Seria leitura de caranguejos e caramujos de água doce se não despertasse a atenção de outro vivente das margens. Quando o sol bateu, o brilho da garrafa chamou a atenção de um velho ribeirinho, um pescador conhecido por Serigy.

Serigy agora era pescador, mas no passado já havia sido um renomado cacique de sua tribo tupinambá que habitava toda aquela região. Desde muito que o seu povo havia sido dizimado, completamente destruído pelos brancos invasores. Lutou o quanto pôde, viu cada guerreiro cair sangrando pelos areais, viu índio novo e índio velho ser varado pelas baionetas e feridos pelo fogo voraz, viu toda sua tribo morrer sem piedade. E quando o cano da morte mirou o seu peito nu, rapidamente correu em busca do chá milagroso. Já estava caído como morto quando os botins forasteiros pisotearam seu peito para a certificação de que não havia mais sopro de vida. Um dia após despertou do sono profundo e se ergueu para enterrar seus mortos. Depois chorou sete dias e sete noites seguidas. E daí em diante se fez imortal com a mesma idade que possuía, mas agora como um velho pescador.

Foram seus olhos que avistaram a garrafa e suas mãos que a ergueram. Não se surpreendendo com mais nada deste mundo - nem do outro -, colocou o vidro diante de sua visão por alguns instantes e então resolveu abri-la para saber do que se tratava aquele papel enrolado em cone lá dentro. Puxou com cuidado e mais cuidadosamente ainda desenrolou aquela estranheza em suas mãos. Não sabia ler e por isso mesmo avistou somente uma junção apertada de qualquer coisa, linha após linha, nos dois lados da folha. Aquilo não lhe interessava, pensou. Tomou posse da garrafa e jogou ao vento o encontrado lá dentro. E as palavras foram se espalhando.

“Cordiais saudações. Depois de tanto tempo  acendi o pavio do candeeiro para rabiscar as velhas palavras que se seguem. Velhas porque nada de novo surge que mereça consideração mais aprofundada. Prefiro calar e reacender as nostalgias que abertamente conviver com realidades brutais e abomináveis. Por isso busco conforto no baú da memória e na recordação das coisas simples e suportáveis convividas no dia a dia. Quem dera um pouco daquele retrato antigo, tudo emoldurado no respeito, na palavra honrada, nas boas relações pessoais e familiares. Hoje dizem que são coisas envelhecidas, em desuso, mas não vejo com tempo de validade aquilo que deveria ser a feição de cada povo e a qualquer tempo. E há de recordar o que dizia o velho padre em sermão: Preservem a honra que os guarnecem, pois amanhã será o tempo dos desonrados, e depois de amanhã será o tempo dos desonestos”.


“Mande-me notícias daquelas frutas que tanto prazer adoçava sua gulodice. Não se vê araçá nem quixaba, melão coalhada nem tantas outras que chegavam em cestos. Quem sabe ainda pode encontrar um queijo verdadeiro de fundo de casa de fazenda, também a manteiga batida no tacho grande. Hoje tudo misturado, tudo feito para enganar. Foi-se o tempo de saborear o cuscuz de milho ralado. Ouvi dizer que até galinha de capoeira está difícil encontrar. Mas também não há mais quintais, aqueles grandes quintais que quase divisavam com as matas ao redor. Tais fundos eram as mercearias para muitas famílias. Ali a galinha e os ovos de capoeira, o porco gordo, o guiné, o capão roliço, o bicho de cria. E também a plantação de tomate, de pimentão, do maxixe. Pimenteira de não acabar mais, sem falar nas árvores frutíferas que derramavam cajus, goiabas, sapotis e magas, dentre tantas outras. Não havia quintal que não tivesse o remédio certo para a cura de todos os males. Em pouco instante e já se dispunha do mastruço, da erva cidreira, do manjericão, do boldo, numa verdadeira farmácia. E há de recordar o que o dizia o doido sentado debaixo do sol na pracinha: Um dia ainda vão me pedir um pouquinho de sopa de pedra”.

“Tempos, tempos, como diria o calendário cansado de repassar. Tempo que passa e tudo transforma. As cidades cresceram e se transformaram, mas nem sempre com a singeleza de outras eras. Não poderia ser diferente, pois cada casa não é mais moradia, mas um imóvel que se valoriza. As ruas não são mais dos caminhantes, mas dos automóveis. As calçadas não são mais das cadeiras ao entardecer e anoitecer, mas de estranhos que passam apressados e da violência que vem bater à porta ou pular o muro. As vizinhanças parecem pessoas desconhecidas, os moradores da mesma rua pouco se encontram ou dialogam. As janelas e portas vivem fechadas, as crianças não estão mais seguras brincando nos arredores, quase ninguém passa dando um bom dia ou boa tarde. E há de recordar o que dizia o antigo leiteiro: Não reclame do preço do leite gordo, pois vão pagar muito caro por água branca”.

“Eis a vida, eis a vida. Não sei se por aí continua existindo, mas por aqui não se sente mais o cheiro bom, oloroso e saboroso, do café torrado fervendo no fogo de lenha. Tenho um conhecido que foi chamado de louco porque resolveu fazer serenata debaixo da janela de uma donzela. Revoltado, disse que não só cantaria à sua musa debaixo do luar como continuaria escrevendo versos de amor para colocar no umbral, sempre acompanhados de flor. E morreu triste pela incompreensão de tantos. E entristecido também fico eu diante desse mundo novo que nasceu órfão de sensibilidade e cresce na desumanidade. Agora preciso me despedir. Até breve”.

Poeta e cronista
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8 ou 800...PENSE NUM CABRA ESPERTO !


Dr. Antonio Amaury e Paulo Gracindo

Fonte: facebook
Página: Corisco Dadá

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A RESISTÊNCIA DA CIDADE DE ALEXANDRIA NO RIO GRANDE DO NORTE


Ao cruzar o sertão do Rio Grande do Norte, cometendo muitas estripulias, LAMPIÃO e seu bando rumaram com destino à cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte.

Lampião em Limoeiro do Norte

Nessa jornada, muitas cidades e pequenas Vilas se armaram com a população civil, a fim de combater os asseclas.

Acima, uma belíssima foto dos civis armados, no intuito de defenderem a Vila de Alexandria-Rn (foto: cortesia - dr. Sérgio Dantas, escritor e pesquisador, autor de 03 livros sobre o cangaço).

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta.

Informação: A segunda foto é o bando de Lampião em Limoeiro do Norte, no Estado do Ceará. Esta foto foi feita quando Lampião e seu afamado bando saiu da cidade de Mossoró, rumo ao Estado do Ceará. - (J. M. Pereira).

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II Seminário Parahyba Cangaço

Por Wescley Dutra
Neli Conceição e Wescley Dutra

Caros(as) amigos(as),

Boa tarde!

Segue em anexo o cartaz oficial do II Seminário Parahyba Cangaço e Cariri Cangaço Paraíba 2014.

Esperamos todos vocês em Sousa, Nazarezinho e no Lastro.

Atenciosamente,

Prof. Me. Wescley Rodrigues


http://blogdomendesemendes.blogspot.com